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Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Depravação total

Comentário no Jornal Eldorado: Depravação total

A Polícia Federal suspeita que o ex-governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho (PSDB) teria recebido propina superior a R$ 2 milhões da Odebrecht por meio de fraude no processo de concorrência para as obras do Canal do Sertão, entre 2009 e 2014 num contrato de R$ 33,93 milhões. Se ele é bobão e pegou dois milhões de propina numa obra para levar água para o sertão de seu Estado, imagine o quanto não terão levado os espertalhões. Téo Bobão é o símbolo da bandalheira que tomou conta da administração pública no Brasil na democracia que resultou da Nova Republica de Tancredo Neves e, sob a égide do PT e do PMDB, avassalou o país. É o símbolo da depravação total que englobou o partido que pretendeu fazer oposição ao petismo corrupto.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 1 de dezembro de 2017, às 7h30m)

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Teotônio Vilela Filho, Téo Bobão da Odebrecht, fazendo campanha em carreata em Branquinha/AL.Foto: Ed Ferreira/AE

Teotônio Vilela Filho, Téo Bobão da Odebrecht, fazendo campanha em carreata em Branquinha/AL.Foto: Ed Ferreira/AE

Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 1 de dezembro de 2017 – Sexta-feira

A Polícia Federal suspeita que o ex-governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho (PSDB) teria recebido propina superior a R$ 2 milhões da Odebrecht por meio de fraude no processo de concorrência para as obras do Canal do Sertão, entre 2009 e 2014 – contrato de R$ 33,93 milhões. Por que você resolveu abrir com esta notícia seu comentário de hoje no Jornal Eldorado?

Na planilha de pagamento de propinas do famoso Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, Téo Vilela era identificado pela alcunha de ‘Bobão’. Os repasses ao ex-governador, que também foi presidente nacional do PSDB, teriam sido realizados em pelo menos três parcelas, uma primeira de R$ 1 milhão, outra de R$ 900 mil e a terceira de R$ 150 mil. Téo ‘Bobão’ é o principal alvo da Operação Caribdis, deflagrada nesta quinta-feira, 30, pela PF em parceria com a Procuradoria da República. Agentes federais fizeram buscas na casa do ex-governador e apreenderam computadores, smartphones e documentos.

A investigação, segundo a PF, tem como objetivo complementar provas colhidas em inquérito policial instaurado para apurar a suposta prática dos crimes de fraude a licitação, desvio de verbas públicas (peculato), corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, todos relacionados à obra do Canal do Sertão Alagoano, mais especificamente os lotes nºs 3 e 4, ambos licitados pelo Governo de Alagoas – Secretaria de Infraestrutura na gestão Téo Vilela.

Um delator da Odebredcht, Alexandre Biselli, citou Téo ‘Bobão’. Ele disse que se reuniu com o então secretário de Infraestrutura do governo alagoano, Marco Antonio Fireman, o ‘Fantasma’ – também alvo da Operação Caribdis -, em 2014, para ajustar os detalhes dos repasses. Biselli disse que Téo ficou ‘uns vinte minutos fora’ da reunião e, nessa hora, ‘Fantasma’ o teria abordado sobre dinheiro para a campanha daquele ano.

Ainda segundo Biselli, ‘Fantasma’ ameaçou tirar o contrato da Odebrecht.

Considero esta notícia muito relevante por seu simbolismo na atual conjuntura brasileira. Primeiramente, Teo Bobão é filho de Teotônio Vilela, um usineiro alagoano que ganhou grande destaque nos estertores da ditadura militar dos anos 60 e 70. O conheci na cobertura das greves dos metalúrgicos liderados por Lula no ABC quando ele, senador do PMDB, era companhia constante de Ulysses Guimarães no apoio aos grevistas e militantes para impedir que estes fossem vitimados de forma violenta pelos agentes da repressão. Sua atividade o tornou tão conhecido que Milton Nascimento e Fernando Brandt compuseram uma obra prima da música brasileira que se tornou uma espécie do hino da campanha pelas diretas para presidente. Hoje o seu é o nome do instituto de idéias do PSDB, partido do qual o filho que leva seu nome e foi governador de Alagoas já foi presidente nacional. O apelido de Bobão é outro sintoma destes nossos tempos. Lembra-me a história do Cônego Anacleto e da gata. Se ele é bobão e pegou dois milhões de propina numa obra de 33 milhões de um canal para levar água para o sertão de seu Estado, imagine o quanto não terão levado os espertalhões. Téo Bobão é o símbolo da bandalheira que tomou conta da administração pública no Brasil na democracia que resultou da chamada Nova Republica de Tancredo Neves e, sob o patrocínio do PT e do PMDB, avassalou o país. É o símbolo da depravação total que englobou o partido que pretendeu fazer oposição ao petismo corrupto.

Com a imagem desgastada após as denúncias da Operação Lava Jato, o senador Aécio Neves (MG) terá participação reduzida na próxima convenção nacional do PSDB, marcada para 9 de dezembro. E será impossível esconder o neto de Tancredo na convenção?

O mineiro, afastado da presidência do partido desde maio, nem sequer deve discursar no evento que alçará o governado de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao comando nacional da legenda. A intenção é evitar que a imagem desgastada do senador possa, de alguma forma, ser associada a de Alckmin, pré-candidato à Presidência da República. A transmissão do cargo, por exemplo, deve ficar a cargo de Alberto Goldman, presidente interino da legenda. Aliados de Alckmin querem evitar até mesmo que o senador mineiro seja fotografado ao lado do governador paulista.

O esforço para escondê-lo na convenção equivale ao de tornar invisível um macaco fazendo o maior estrago numa loja de louças.

SONORA RABUGENTO

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse nesta quinta-feira, 30, que a convenção do PSDB, no próximo dia 9, deve se concentrar apenas na eleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para comandar o partido, e não no rompimento com o governo de Michel Temer. “Colocar esse tema agora na pauta é amesquinhar o PSDB”, argumentou o chanceler. Será que é mesmo?

Um dia depois de o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, ter dito que “o PSDB não está mais na base de sustentação do governo”, Aloysio afirmou, em tom de ironia, que o colega provavelmente conheceu uma ata “nunca vista” de reunião dos tucanos. “Até onde eu sei, a decisão da Executiva Nacional do partido de apoiar o governo Temer nunca foi revogada”, insistiu ele, que é vice-presidente do PSDB. “Se o Padilha tiver ata de alguma reunião da qual eu não tenha participado, gostaria de saber. Talvez eu tenha cochilado”, provocou.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, não quis rebater as declarações do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, de que teria sido mal interpretado ao considerar o PSDB fora do governo do presidente Michel Temer. Relações Exteriores, Aloysio Nunes, de que teria sido mal interpretado ao considerar o PSDB fora do governo do presidente Michel Temer. “Eu penso que o ministro Aloysio Nunes é uma das pessoas que mais respeito merece dentro do PSDB, nós devemos acolher as palavras dele como manifestação pessoal de alta respeitabilidade”, disse na saída de cerimônia que marcou o fim da impressão do Diário Oficial da União (DOU). “Eu penso que o ministro Aloysio Nunes pode vir a ser um ministro na cota pessoal do presidente”, completou.

O verbo usado pelo chanceler – amesquinhar – é equivocado. PSDB está amesquinhado exatamente por participar do governo Temer e, mais ainda, por ter rasgado a bandeira empunhada em seus governos de Fernando Henrique da reforma da previdência, exigindo que se façam mudanças que provocarão perdas de 109 bilhões nas contas públicas. Alguém deveria avisar a Sua Excelência que seu candidato Aécio Neves perdeu a eleição presidencial de 2014 para a chapa Dilma e Temer.Temer do PMDB foi eleito naquela eleição para ser o substituto eventual de Dilma do PT e a participação do partido foi capital para que os petistas ficassem no Palácio do Planalto e continuassem sua obra de dilapidão do patrimônio público que resultou nesta crise moral, política, econômica e financeira que desgraçou a vida de mais de 12 milhões de trabalhadores desempregados, que ainda não recuperaram suas ocupações remuneradas apesar de todas as mudanças feitas pelo vice que assumiu que nomeou uma competente equipe econômica, completamente diferente do núcleo político contaminado pelas suspeitas de corrupção. Aloysio Nunes é multimilionário, foi chefe da segurança pessoal de Carlos Marighela, na Aliança Libertadora Nacional, que foi abatido pelo delegado Fleury na Alameda Casablanca nos Jardins em São Paulo e hoje é encarregado de um setor de altíssima relevância no governo federal, a condução da diplomacia. No entanto, em vez de se preocupar em manter o Brasil no lugar de importância que deveria ter no panorama 0planetário, perde-se em picuinhas partidárias e pretende falar em nome de um partido esfacelado, depois de ter sido derrotado em seu próprio território na escolha do candidato para disputar e vencer a eleição para a prefeitura de São Paulo. Aloysio deveria ficar em seu canto, recuperando a importância da diplomacia brasileira jogada no lixo populista das gestões petistas em vez de ficar disparando farpas contra um companheiro de governo, pois ele definitivametne não fala em nome do PSDB. O mesmo se pode dizer de Eliseu Padilha, um dos acusados pelo ex-procurador geral da República Rodrigo Janot de pertencer ao que este chamava de “quadrilhão do PMDB”, uma vergonha nacional com três presos – Henriquinho, Geddel e Cunha, um em prisão domiciliar – Loures – e três no palácio e no poder – Temer, Moreira Franco e ele. Aliás, quem deu autorização para Padilha assumir a chefia do governo no lugar do Temer para definir quem é ou não é da conta do presidente no ministério?

O ex-auditor da Receita Federal Paulo Roberto Cortez afirmou em delação premiada que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega nomeava pessoas ligadas a ele para cargos estratégicos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para beneficiar empresas. A informação foi antecipada nesta quinta-feira, 30, pela GloboNews. Quer dizer que a cota do PT no escândalo ainda não diminuiu, foi?

A delação de Cortez, que também atuou como conselheiro do Carf, embasou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o ex-ministro, no dia 8, por corrupção passiva, advocacia administrativa tributária e lavagem de dinheiro. Outras 13 pessoas também foram denunciadas. Subordinado à Fazenda, o Carf é a instância para a qual as empresas recorrem contra multas aplicadas pela Receita Federal. Segundo o delator, conselheiros do órgão receberam propinas para dar votos favoráveis ao perdão das multas de empresas, o que resultava em prejuízos milionários ao erário. À GloboNews, o advogado de Mantega, José Roberto Batochio, afirmou que a nomeação dos integrantes do Carf não é um ato “meramente discricionário” do ministro da Fazenda.

É o que você disse: ainda aparecem fatos novos para mostrar que o PT usou a Esplanada dos Ministérios como valhacouto do furto sistemático dos cofres da viúva nas gestões de Lula e Dilma. E isso tem que continuar sendo investigado pela polícia, denuncia pelo MPF e julgado pela Justiça.

Todos os anúncios da campanha do governo federal a favor da reforma da Previdência, intitulada “Combate aos Privilégios”, deverão ser suspensos, conforme determinação da juíza federal Rosimayre Gonçalves de Carvalho, da 14ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. Esta era a coisa certa a ser feita?

Ao atender a um pedido de medida liminar apresentado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), a juíza criticou o governo federal por não apresentar dados objetivos e alertou para os riscos de a opinião pública ser “manipulada” frente a um tema “tão relevante”. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que vai recorrer assim que for intimada. Às 21h28 desta quinta-feira, o anúncio ainda era veiculado em canais de TV fechada.

A campanha é um acinte, pois gasta dinheiro público à toa e concordo com as fontes do Globo que disseram que para ter autoridade de aprovar a reforma Temer precisa primeiro reduzir os gastos públicos. O problema da decisão é que a juíza fez a coisa certa pelos motivos errados, aceitando a denúncia dos partidos de esquerda que querem continuar garantindo os privilégios dos marajás e afundando as contas públicas no pântano.

SONORA Coração de estudante, com Milton e Roberto Carlos

https://www.youtube.com/watch?v=flUGXnNz3cA

Estadão às 5: Que apego pelo emprego!

Estadão às 5: Que apego pelo emprego!

Apesar da crise ética, patrimonial, econômica e política, o Brasil ainda tem um papel relevante no mundo e o que a Nação esperava de seu chanceler, Aloysio Nunes Ferreira Filho, era que estivesse cuidando disso, já que a função diplomática nada tem que ver com as miuçalhas da politicagem fuleira doméstica. Engano: Sua Excelência está agora brigando para ficar no emprego com o chefe da Casa Civil do governo Temer, Eliseu Padilha, que faria melhor se estivesse agradando os tucanos, pois os votos destes são extremamente necessários para que seja aprovada a improvável emenda constitucional da reforma da Previdência. Este foi um dos temas tratados no Estadão às 5, levado ao ar do estúdio da TV Estadão no meio da redação do jornal, com apresentação de Emanuel Bomfim e comentários de minha autoria, e retransmitido ao vivo nas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook na quinta-feira 30 de novembro de 2017, às 17 horas.

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Que mentira deslavada!

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Que mentira deslavada!

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quinta-feira 30 de novembro de 2017 comentando a mentira deslavada do PMDB no rádio e na TV sobre gravação da conversa de Temer com Joesley; a retirada do PSDB do governo; o começo de julgamento do governador petista de Minas no STF; a definição de Jucá por Kátia; e a preocupação dos aliados do presidente quanto a seu futuro após fim do governo. Para Eliane Cantanhêde, o ministro Eliseu Padilha causou a maior confusão só por dizer uma verdade: o PSDB está fora do governo; e o que interessa nessa história de sai-não sai do governo é uma, uma só: reforma da Previdência. Em Direto da Fonte, Sonia Racy especulou que Nelson Jobim seria vice de Lula para 2018. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz abordou a Copa Sul-Americana.

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Comentário no Jornal Eldorado: Propaganda enganosa

Comentário no Jornal Eldorado: Propaganda enganosa

Em propaganda partidária veiculada anteontem na televisão, rádio e redes sociais pelo PMDB, o partido diz que quando a gravação da conversa de Temer com Joesley foi divulgada esvaziou-se como prova na Justiça. É uma mentira cínica e deslavada, pois Temer, Moreira e Padilha não foram inocentados, mas a Câmara não autorizou que o STF os investigasse. Quando acabar o mandato do presidente, tudo fica como dantes no “cartel” de Abrantes e a investigação suspensa terá continuidade com muita possibilidade de levá-los todos ao reino da punidade geral lá dos confins de Curitiba. Este é o típico caso de falsa propaganda e está previsto do Conar. A lorota é gravíssima porque envolve princípios republicanos e engana o cidadão. Deveria receber punição pesada.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quinta-feira 30 de novembro de 2017, às 7h30m)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 30 de novembro de 2017 quinta-feira

Em propaganda partidária veiculada anteontem na televisão, rádio e redes sociais pelo PMDB, o partido diz que quando a gravação da conversa de Temer com Joesley foi divulgada esvaziou-se como prova na Justiça. Isso corresponde à verdade dos fatos?

“Uma notícia apresentada como furo de reportagem dizia que havia uma prova do envolvimento do presidente em uma tentativa de obstruir a Justiça. Quando a gravação foi liberada e veio a público, a tal prova esvaziou-se”, diz a apresentadora. Mas será que é isso mesmo?

A prova não se esvaziou após a gravação vir à tona. Depois que os áudios foram divulgados, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que as provas eram legaise autorizou abertura de inquérito para investigar Temer, após denúncia do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em uma decisão política, a Câmara dos Deputados votou por não autorizar o STF a avaliar as denúncias contra Temer, que, assim, ficaram paralisadas. A primeira acusa o presidente de corrupção e a segunda de obstrução da Justiça e de organização criminosa. Apesar da negativa da Câmara, o caso deve prosseguir após o término do mandato de Temer, no fim de 2018. O ministro Edson Fachin deixou claro que o mérito da denúncia está suspenso enquanto Temer permanecer no cargo. “Nesse sentido, diante da negativa de autorização por parte da Câmara dos Deputados para o prosseguimento da denúncia formulada em desfavor do Presidente da República e dos aludidos Ministros de Estado, o presente feito deverá permanecer suspenso enquanto durar o mandato presidencial e as investiduras nos respectivos cargos”, escreveu Fachin na ação.

Na gravação que teve o conteúdo revelado por Lauro Jardim, do GLOBO, Joesley informava seus esforços para manter uma boa relação com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) e o doleiro Lúcio Funaro, potenciais delatores contra Temer, e o presidente respondia: “Tem que manter isso aí, viu?”. A Procuradoria-Geral da República, com base na conversa e nas investigações, concluiu que o presidente deu aval para a compra do silêncio dos dois, o que foi ratificado na denúncia enviada ao Supremo Tribunal Federal.

Em junho, uma perícia da Polícia Federal concluiu que não houve edição na gravações, ao contrário do que alegava a defesa de Temer. Segundo os peritos, há cerca de 200 interrupções no áudio, mas que seriam consequência das características técnicas do gravador.

Ao autorizar a abertura do inquérito contra Temer, em maio, Fachin citou decisão tomada pelo STF em 19 de novembro de 2009, quando a maioria dos ministros entendeu que é possível apresentar como prova uma gravação ambiental realizada por um dos interlocutores. Na época, houve repercussão geral, ou seja, a decisão do STF, embora valendo para um caso específico, deveria ser seguida por juízes e tribunais de todo o Brasil.

“Desse modo, não há ilegalidade na consideração das 4 gravações efetuadas pelo possível colaborador Joesley Mendonça Batista, as quais foram ratificadas e elucidadas em depoimento prestado perante o Ministério Público (registrado em vídeo e por escrito)”, escreveu Fachin.

Este é o típico caso de falsa propaganda e está previsto do Conar. A lorota é gravíssima porque envolve princípios republicanos e engana o cidadão. Deveria receber punição pesada.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, antecipou nesta quarta-feira, 29, a saída do PSDB da equipe do presidente Michel Temer. Quer dizer, então, que a novela do sai ou fica dos tucanos perdeu o sentido?

Um dia depois de o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin – potencial candidato do PSDB à Presidência – defender o desembarque dos tucanos, Padilha adotou tom mais contundente. “O PSDB não está mais na base de sustentação do governo”, disse o chefe da Casa Civil. “O partido tem os seus interesses políticos, que está procurando preservar.”

SONORA 3011 A PADILHA

Abordado mais tarde por jornalistas, o presidente da República acenou negativamente sobre o desembarque do PSDB. Em outro evento na tarde desta quarta, Temer fez um breve discurso, saiu do local evitando a imprensa e fez sinal de positivo. Quando jornalistas questionaram se o gesto significava que os tucanos haviam saído do governo, o presidente parou e, energicamente, fez o sinal de negativo com os dedos.

A novela da permanência ou não do PSDB no Ministério de Temer é um vexame que só se agrava com a passagem do tempo. A tal decisão a ser tomada dia 9 de dezembro na convenção está perdendo completamente o sentido, agora, ao contrário do humorístico da TV, Padilha é que manda ir tucanato ir pra casa. Que vergonha alheia!

A casa do governador petista de Minas, Fernando Pimentel, começou a desabar ontem no Superior Tribunal de Justiça?

O Superior Tribunal de Justiça iniciou o julgamento da denúncia contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), acusado de ter recebido propina durante o período em que ocupou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, entre 2011 e 2014. O relator Herman Benjamin teve a leitura de relatório dispensada e o primeiro a falar foi a Procuradoria-Geral da República, com os advogados na sequência. A denúncia da Procuradoria-Geral da República é pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por, supostamente, o então ministro ter recebido vantagens indevidas da ordem de R$ 15 milhões da Odebrecht, em troca da atuação para facilitar a liberação de financiamentos do BNDESpara obras da empreiteira na Argentina e em Moçambique.  Pimentel, esteve em Brasília nesta quarta-feira e falou sobre o assunto.

SONORA 3011 PIMENTEL

Todos nós sabemos que Pimentel era muito próximo de Dilma desde os tempos da guerrilha contra a ditadura militar e se manteve como tal. Sua eventual condenação abala a firmeza dos alicerces com que a presidenta work alcoholic – só trabalha quando bebe ou só bebe quando trabalha? – defende sua honestidade de fancaria. A desmoralização dos maiorais do PT continua aumentando, mesmo em plena safra do apodrecimento do PMDB e até mesmo da falsa oposição do PSDB. Não há mocinhos neste filme.

Em seu primeiro pronunciamento no Senado após ser expulsa do PMDB, nesta quarta-feira, 29, a senadora Kátia Abreu (TO), chamou o presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), de “canalha”, “crápula” e “ladrão de vidas e almas brasileiras”. Pesado, não?

Segundo Kátia, a cúpula do PMDB “não reúne condições morais e virou o escárnio da nação”. “Por que me expulsaram? Porque tenho princípios? Porque tenho coerência? Porque não sou oportunista? Porque não faço parte de quadrilha? Porque não faço parte de conluio? Porque não estou presa? Porque não uso tornozeleiras? Porque não tenho apartamento cheio de dinheiro? Ou porque não apareceu nenhuma mala cheia de dinheiro da senadora Kátia Abreu?”, questionou.

A situação de Kátia sempre foi insustentável no partido. Mas é difícil não concordar com seu desabafo e seus xingamentos. Depois que Janot usou a expressão “quadrilhão do PMDB” para definir organização criminosa que ele enxergava reunindo Cunha, Henriquinho e Geddel na cadeia, Rocha Loures em prisão domiciliar, com Temer, Moreira e Padilha no Palácio, a coisa já era difícil de a sociedade deglutir. Agora imagine com Cunha prestes a assumir a Secretaria de Governo na pessoa de seu valet de chambre, criado de quarto, Carlos Marun, para dividir o poder na Esplanada com Rodrigo Botafogo Bolinha Maia, que já conta com o primo do marqueteiro Mouco no Ministério das Cidades… Viche, danou-se!

Aliados de Temer já se movimentam em busca de alternativas para o futuro do presidente, após ele deixar o poder, no fim de 2018, para ele não cair direto nas mãos do juiz Sergio Moro. Será isso possível?

A reportagem de Eduardo Barreto e Cecília Fernandes, de O Glöbo,  parte de declaração feita ontem pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que Temer “não tem nenhuma pretensão de disputar eleição”. A preocupação com o futuro de Temer acontece em meio às discussões, no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Câmara dos Deputados, de restringir o foro privilegiado para políticos no Brasil. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara já aprovou, na semana passada, a proposta de restrição de foro, que faz com que autoridades sejam julgadas pelo STF e não pela primeira instância. A Casa agora vai criar uma comissão especial para julgar a matéria.

Uma sugestão é que o presidente seja nomeado embaixador, num acordo que dependeria do próximo presidente eleito. A medida lhe garantiria imunidade diplomática, mantendo os processos que Temer terá que responder no STF, além de ser um cargo de prestígio que poderia agradar o peemedebista. O posto é lembrado por já ter sido ocupado pelo ex-presidente Itamar Franco, nomeado por Fernando Henrique Cardoso embaixador do Brasil em Portugal. Mas a possibilidade de virar ministro num novo governo não é vista com bons olhos pelo entorno de Temer. Pessoas próximas ao peemedebista acreditam que, além de ser um cargo que “diminui” um ex-presidente, Temer não poderia repetir o que aconteceu com Lula. O petista foi nomeado ministro da Casa Civil da então presidente Dilma Rousseff no início do ano passado, mas teve a nomeação suspensa pelo STF, em março daquele ano, acusado de tentar escapar da primeira instância e das mãos do juiz Sérgio Moro. Já se a regra sobre foro privilegiado for alterada pelos deputados — limitando a prerrogativa apenas para o presidente da República, vice-presidente, presidente do Supremo Tribunal Federal e aos presidentes das duas Casas legislativas — se discute, nos corredores do Congresso, a inclusão de uma proposta que garante o foro a ex-presidentes.

A ideia é defendida abertamente por parlamentares do PT, entre eles o deputado Vicente Cândido (SP). Ele admite, no entanto, que hoje não há clima para incluir esse tópico na discussão.

— Eu defendo pautar essa discussão e também garantir aposentadoria a ex-presidentes, mas o clima na Câmara está mais para fim de foro do que para inclusão de foro. Esse é o termômetro que vimos na CCJ, e não vejo meus pares tendo interesse em pautar isso — disse Cândido. Sói que o STF já julgou inconstitucional o dispositivo que criou o benefício. Três anos antes, em um dos últimos atos do então presidente Fernando Henrique Cardoso, uma lei estendeu o foro privilegiado para ex-autoridades. O texto foi aprovado em um acordo com o PT, que à época era oposição. FH temia ser alvo de processo após deixar a Presidência, sobretudo se ficasse nas mãos de juízes de primeira instância.

Ainda falta combinar com os russos, como questionou Mané Garrincha. Quem garante que o povo vai eleger um pau mandado dos chefões políticos para tornar possível essa solução? De qualquer maneira, o cordão dos puxa saco ainda têm 13 meses para cuidar da sobrevivência do chefe e deles próprios longe da alçada da Justiça Federal. Que vergonha, a nossa!

SONORA Que mentira, que lorota boa Luiz Gonzaga

https://www.youtube.com/watch?v=dbQGICes3wI

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Vieira Lima na berlinda

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Vieira Lima na berlinda

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 29 de novembro de 2017 com críticas à família Vieira Lima (Geddel, Lucio e Marluce) na mira da Polícia Federal por culpa do tesouro em cédulas num apartamento suspeito; ao diretor-geral da PF, Fernando por que no te callas Segóvia, pedindo privilégios pra instituição na reforma da Previdência; a Eduardo Cunha mantido preso pelo tribunal; aos documentos mais que cretinos do PSDB; e a Lula, que teve tentativa de manter R$ 16 milhões bloqueado frustrada. Eliane Cantanhêde abordou oConselho Nacional de Justiça, CNJ, pegando fogo com a decisão de um conselheiro; e o PSDB, que agora se une para tentar apagar o incêndio antes de acertar com Temer e decidir o que fazer com a reforma da Previdência. Gustavo Loyola alertou para a expectativa para PIB e também uma boa notícia para poupadores de planos econômicos antigos. Em Direto da Fonte,  Sonia Racy também tocou no assunto dos poupadores devem receber dinheiro de planos econômicos do passado. Em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz falou da final da Libertadores

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Comentário no Jornal da Gazeta 2: Populismo burro

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Populismo burro

Cretina é pouco para definir posição do PSDB sobre reforma da Previdência

(Comentário no Jornal da Gazeta 2 da terça-feira 28 de novembro de 2019)

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