Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: A meta e o déficit

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: A meta e o déficit

O Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da quarta-feira 16 de agosto de 2017 na Rádio Eldorado – FM 107,3 – foi aberto com meu Direto ao Assunto abordando a aceitação passiva do rombo fiscal pela até então considerada brilhante equipe econômica do governo Temer; o truque sujo da dupla Cândido e Lima com a tal reforma política (artgh!); o artigo do professor Carvalhosa negando a possibilidade de o Congresso mudar as regras eleitorais como pretende: os dribles da Segunda Turma do STF em Fachin e Moro; e a tunga que a Oi pretende dar no distinto público, que sempre paga a conta. Eliane Cantenhêde também comentou o rombo das contas federais. Alexandre Garcia falou sobre o combate “mais incisivo” proposto pelo juiz Sérgio Moro à corrupção; a ida da reforma política” para o plenário da Câmara; e a esperteza dos delatores. Gustavo Loyola tratou de meta e déficit. No Direto ao Ponto Sonia Racy falou sobre taxação de fundos de investimentos. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz fez observações sobre a declaração de Jair Ventura sobre proteção de mercado para técnicos brasileiros.

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Comentário no Jornal da Gazeta 1: Reformar para ficar

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Reformar para ficar

A velha receita do “venha a nós e ao vosso reino nada”

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 da terça-feira 15 de agosto de 2017)

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Comentário no Jornal da Gazeta 2: “Tô nem aí”

Comentário no Jornal da Gazeta 2: “Tô nem aí”

Juiz de meio milhão de reais se acha o rei da cocada preta

(Comentário no Jornal da Gazeta 2 da terça-feira 16 de agosto de 2017)

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Comentário no Jornal Eldorado: Despesas obrigatórias, receitas imaginárias

Comentário no Jornal Eldorado: Despesas obrigatórias, receitas imaginárias

O governo Temer pedirá autorização ao Congresso para elevar o déficit das contas públicas de 2017 em R$ 20 bilhões, passando de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões e de 2018 em R$ 30 bilhões, além dos R$ 128 bilhões previstos. Assim, produzirá um rombo acumulado de R$ 477,5 bilhões em três anos (o correspondente a 7,6% de todas as riquezas produzidas pelo Brasil em 2016). O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que houve frustração de arrecadação. Valeu a velha lei de sempre contar com o ovo no fiofó da galinha. As despesas são obrigatórias, as receitas são imaginárias. É pior do que aumentar impostos, apesar de o contribuinte sentir menos porque o efeito deletério negativo se transforma em desemprego e mais crise.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 16 de agosto de 2017, às 7h30m)

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https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-1608-direto-ao-assunto

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Abaixo, a íntegra do comentário degravado

Eldorado, 16 de agosto de 2017 – Quarta-feira

O governo vai pedir autorização ao Congresso para elevar o rombo das contas públicas de 2017 e 2018 para R$ 159 bilhões: R$ 20 bilhões a mais neste ano e R$ 30 bilhões a mais no ano que vem. Isto é melhor do que aumentar impostos?

Definitivamente, não é. Imposto dói direto no bolso do contribuinte. Rombo compromete o crédito no País no exterior e perpetuará a crise, que manterá o desemprego acima da dezena de milhões e jogará de vez o Brasil no lixo da História, afundando na recessão, enquanto o resto do Ocidente recupera-se da crise e prospera.

SONORA 1608 MEIRELLES

Com a decisão, o presidente Michel Temer terminará o seu mandato entregando um rombo acumulado de R$ 477,5 bilhões em três anos (o correspondente a 7,6% de todas as riquezas produzidas pelo Brasil em 2016), Isso vai na contramão do que ele prometeu quando assumiu o cargo e convocou o chamado “time de sonhos” para integrar a equipe econômica sob o comando de Henrique Meirelles para o Ministério da Fazenda.

A nova meta fiscal para 2018 é praticamente o dobro do que o governo havia fixado no ano passado, que previa um déficit de no máximo R$ 79 bilhões. Em abril, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ampliou o déficit previsto de 2018 para R$ 128 bilhões e chegou a dizer que tinha uma folga. O rombo de 2017 ficou R$ 20 bilhões maior do que a meta em vigor de R$ 139 bilhões, como antecipou o Estadão/Broadcast.

Meirelles disse que houve frustração de arrecadação. Valeu a velha lei de contar com o ovo no fiofó da galinha. As despesas são obrigatórias, as receitas são imaginárias.

Se a tal da reforma política for aprovada mesmo hoje pela Câmara, qual será o destino da democracia brasileira?

Para manter seus membros atuais no poder evitando as conseqüências práticas da pesquisa Ipsos publicada no Estadão de domingo em que 94% dos brasileiros dizem não se sentirem representados pelos políticos, os deputados da comissão especial decretaram o afastamento definitivo do povo das decisões do poder político. Duas denominações corretas:

Mateus, primeiro os meus. Os representantes abdicam da representação e se trancam no Congresso adotando de vez o destino de club prive de cujas decisões só participam os que têm título de sócios proprietários que se perpetuam no poder pela manipulação das regras da escolha. Para que transição? Toda eleição no Brasil é transitória. Lembra aquele reclame antigo: tudo na vida é passageiro, menos o condutor e o motorneiro?  Estes decidem tudo e apresentam a conta,

O povo já decidiu pelo menos em dois plebiscitos que não quer parlamentarismo. Mas a solução prática do momento para os políticos parece ser afinal o parlamentarismo. Eu era criança no sertão e os militares tentaram impor o golpe parlamentarismo. Plebiscito deu vitória para o presidencialismo pretendido por Jango Goulart. Lembro-me de Serra e Mário Covas lutando pelo parlamentarismo na Constituinte. Deu em nada. O povo enterrou.

Nâo são 3,6, mas 6 bilhões, pois permanecem o fundo partidário de 1 bilhão e o financiamento do chamado horário gratuito de rádio e TV, que é gratuito para partidos e políticos e custa milhões para o contribuinte. Um escárnio. Esse fundo só vai preservar o foro privilegiado letárgico do congresso. Só recebem o fundo os que já estão lá e que foram eleitos com recursos ilegais. Então seria um fundo para preservar os defeitos anteriores das eleições, as mentiras. Fundo financiador da impunidade, Fundo da perpetuidade. Princípio do pistom de gafieira: quem está fora não entra e não sai. O relatório do cartola nada Cândido já aumentou o teto de doação de pessoa física para 48,5 mil. E vejo na primeira página do Estadão que o Congresso articula volta do financiamento privado de campanha.

Se dois terços de deputados e senadores mantiverem a decisão da comissão especial de Vieira Lima e Nada Cândido, tudo, então, estará perdido?

Ontem lendo Plebiscito para a reforma política, Modesto Carvalhosa, nO Globo, recuperei um pouco minhas esperanças. Vou ler alguns trechos:

Pessoas jurídicas de Direito Privado que são, os partidos políticos, segundo o artigo 17 da CF, apenas podem receber do Estado o atual Fundo Partidário e o acesso gratuito ao rádio e à televisão. Além do mais, qualquer outro benefício inventado pela autorreforma política esbarra na norma que veda a fixação de despesa sem a previsão da respectiva receita (artigo 165 da CF), princípio fundamental e inderrogável por qualquer PEC. A propósito, onde está escrito na Constituição que o Congresso tem legitimidade para promover autonomamente e no seu único interesse uma reforma política, ignorando a soberania popular consagrada pelos artigos 1º e 14º da CF? A sede de poder revelada por esse monstrengo de autorreforma política também atenta contra os princípios da moralidade e da impessoalidade, que devem presidir à conduta dos mandatários de cargos públicos (artigo 37 da CF). A vingar essa autorreforma, típica de república das bananas em que vamos gradativamente nos transformando, a corrupção será generalizada nas eleições de 2018 e seguintes, pois uma fortuna de R$ 3 bilhões a R$ 6 bilhões estará à disposição dos caciques dos partidos, dos seus milionários marqueteiros, sobrando ainda muito dinheiro do povo para a compra de votos através de cabos eleitorais pagos a peso de ouro (prefeitos, vereadores, presidentes de associações de bairros, chefes de comunidades etc.), tudo isso sem contar que o crime organizado certamente entrará firme nas “campanhas cívicas” para dividir o botim tirado do Estado.

Portanto, cabe ao STF pôr cobro a esse desmanche dos fundamentos de nossa democracia, determinando a convocação de plebiscito para decidir — sim ou não — sobre as propostas de reforma política. E nós, o povo, devemos ir às ruas e impedir que essa monstruosidade venha não só legalizar, mas constitucionalizar a corrupção eleitoral.

Ontem foi noticiado que deputados contra o distritão e o fundilho vão ao STF. Minha esperança repousa neles. O povo na rua de novo é mais um sonho de meu amigo Dom Quizote Carvalhosa.

Por 3 a 1, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (15) retirar do juiz federal Sérgio Moro acesso às menções feitas por delatores da JBS ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. O que o STF pretende com isso?

Em nova derrota para o relator do caso JBS, ministro Edson Fachin, o colegiado decidiu que a cópia dos termos de colaboração da JBS com citações a Lula e Mantega deverão ficar apenas com a Justiça Federal do Distrito Federal. Enquanto isso, em São Paulo,num encontro patrocinado pela Jovem Pan, o próprio Moro dizia que dos poderes da República só a Justiça combate de verdade a corrupção no Brasil.

SONORA 1608 A MORO

No mesmo encontro, a presidente do STF, Cármen Lúcia, dizia que vai mudar o Brasil para não se mudar do Brasil. Eu gostaria que ela tivesse razão porque, ao contrário dela, que logo se aposentará com seus excelentes vencimentos mantidos, eu recebo aposentadoria de 2 mil e poucos reais e não tenho emprego garantido como milhões de brasileiros ameaçados pelo desemprego e pela crise. E o STF dela dá todo dia dribles pelas costas em Moro. A decisão da Segunda Turma é calhorda, pois se, despertar indignação em ninguém, distribui migalhas para acusados de graves crimes como Lula e Mantega, passando os depoimentos contra ele de um juiz para outro como se fosse uma linha de passe no ataque.

O Conselho Nacional de Justiça mandou suspender os altos salários de juízes do Mato Grosso. Isso resolve o impasse criado pelo juiz de Sinop, Mirko Vincenzo Giovannette, que disse que não tá nem aí para a indignação generalizada da sociedade contra o recebimento cash de 500 mil reais por ele:

O Estadão revela hoje que outro juiz, Mário Augusto Machado, recebeu mais de 400 mil no mesmo mês de julho, no mesmo Estado do Mato Grosso. E o que foi descoberto primeiro disse à Folha que não tá nem aí pra repercussão da loteria que ganhou sem ter sequer apostado. Alguém precisa dizer ao juiz Sérgio Moro que corrupção corrói a poupança nacional, mas a má gestão e os privilégios, também. Nossas contas públicas não serão acertadas só com combate à corrupção. Ou mudamos as leis acabando com esses privilégios ou não teremos como pagar as contas. O juiz Mirko é o exemplo do megamico nacional por ganhar 60 mil por mês, quase o dobro do teto, salário de ministro do Supremo. Qualquer governante só terá condições de administrar um orçamento pra valer se fizer valer o teto constitucional, que é violado em todo o território nacional por todas as corporações que tomaram de assalto a alta burocracia federal.

Credores da Oi, entrevistados pelo Valor Econômico, afirmam que a Oi se recusa a negociar com eles, os principais credores. Eles têm razão para se preocupar?

Os credores estão preocupados porque a Anatel está fazendo o jogo dos acionistas.

Isto Sim. Enquanto o tempo passa, de reunião a reunião, sem solução, os acionistas capinam o que sobra da Oi.

A Anatel sabe muito bem que não haverá aporte algum de recursos para pagar o rombo a Oi assim como Henrique Meirelles também sabe que não virá nenhum chinês para aportar recursos para pagar o rombo fiscal.

Nesta situação a empresa vai definhando e os credores e a União ficarão a ver navios. Até tu Quadros.

Os técnicos e diretores, representantes do BNDES, na Oi, também deveriam ser alvo de ação de improbidade administrativa e gestão temerária. Só assim acabaremos com o desvio de recursos públicos. Olhar com olho cego na doutrina alemã é crime. Essa operação da pf e da receita federal de hoje, a Hammer, segundo noticias de jornais, deram prejuízo de 3 bilhões. Se seguirem a proposta da Oi para a Anatel, poderíamos transformar esse prejuízo em investimentos.

SONORA gargalhada do Rabugento

E, lembrando o velho Morengueira, vamos encerrar hoje com Pistom de Gafieira, de Billy Blanco, para lembrar como funciona o Brasil oficial.

SONORA Pistom de gafieira

 

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Um procurador chamado Marx

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Um procurador chamado Marx

O Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 15 de agosto de 2017 teve início com meu Direto ao Assunto chamando a atenção para o “migué” de Joesley Batista que entregou Temer para se livrar de pagar R$ 1 bilhão de multa, segundo um procurador chamado Marx, logo quem; a mania de Temer pelo escurinho do Jaburu; o salve-se quem puder que os deputados chamam de reforma política; e o juiz que embolsou meio milhão na boa. Eliane Cantenhêde também contou que Joesley e Wesley Batista, da J&F, estão na mira do procurador Ivan Marx, mais um a ameaçar o acordo de delação super camarada dos bambas do abate; e que as forças políticas vão tomando partido para 2018 e o candidato do PSDB é quem lucra, mas quem será ele? Alexandre Garcia abordou a defesa sem força dos recursos em petição de miséria na fronteira norte; Collor podendo virar réu da noite pro dia; e barulho por nada ou fato grave o convite de Temer feito por Rodrigo Mala Loures para promotores irem ao Jaburu?.No Direto da Fonte, Sonia Racy confidenciou que Alckmin estuda incluir, na reforma política, cortes no orçamento das campanhas eleitorais. E Marília Ruiz, no Perguntar Não Ofende, puxou as orelhas do agitado técnico Cuca, do Palmeiras.

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Comentário no Jornal Eldorado: O “migué” de Joesley

Comentário no Jornal Eldorado: O “migué” de Joesley

O procurador federal Ivan Marx, de Brasília, acusou o delator premiado Joesley Batista de ter proposto ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com homologação do ministro Edson Fachin, do STF, delatar vários acusados de receberem propinas de seu Grupo J&F, entre os quais o presidente Temer, para deixar de ser punido por graves crimes financeiros cometidos contra a União. Responsável pela Operação Bullish, Marx disse que Joesley foi beneficiado ao deixar de repor ao erário pelo menos R$ 1 bilhão em empréstimos favorecidos do BNDES. Até agora, Janot e Fachin têm alegado publicamente que o prêmio considerado excessivo por todos os outros brasileiros compensou. Mas isso não se confirmou.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 15 de agosto de 2017, às 7h30m)

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https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-1508-direto-ao-assunto

Para ouvir Inútil, com Ultraje a rigor, clique no link abaixo:

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http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/o-migue-de-joesley/

 

 

Eldorado 15 de agosto de 2017 – Terça-feira

SONORA Inútil Ultraje a rigor

https://www.youtube.com/watch?v=9aHoWTs6xE0 –

O procurador Ivan Marx, do Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, afirmou que o empresário Joesley Batista e executivos do Grupo J&F esconderam, em suas delações premiadas, crimes praticados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Será que ele tem razão e em que pode dar essa descoberta?

Apesar da imunidade penal obtida pelos delatores no acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Marx disse que pretende apresentar denúncia pelos delitos e cobrar R$ 1 bilhão a mais da companhia por prejuízos ao erário. Responsável pela Operação Bullish, que mira nos negócios do banco com o grupo, Marx afirmou que as fraudes em aportes bilionários feitos no conglomerado estão demonstradas na investigação. “Onde eu digo que eles estão mentindo é no BNDES. A Bullish apontou mais de R$ 1 bilhão de problemas em contratos. Os executivos vão lá, fazem uma delação, conseguem imunidade e agora não querem responder à investigação”, disse a Fabio Fabrini e Fabio Serapião do  Estado.

As delações dos executivos da J&F, que controla a JBS, serviram de base da denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. A Câmara vetou o prosseguimento da acusação. Janot, porém, deverá oferecer uma outra denúncia contra o peemedebista, com as delações como um dos elementos, por obstrução da Justiça e organização criminosa.

Entre 2005 e 2014, o BNDES aportou R$ 10,63 bilhões na J&F para viabilizar a aquisição de outras companhias, o que a transformou em líder mundial no segmento de proteína animal. A política foi amplamente adotada nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A denúncia do procurador é óbvia e todo brasileiro sabe disso. Mesmo assim, Janot e Fachini homologaram a delação de Joesley só pra pegar o Temer. O que Temer fez é grave, merece punição, mas não dá para perdoar 2 mil anos de pena e esquecer o que foi feito no BNDES durante o mandarinato do PT. Está mais do que na hora de abrir essa caixa preta, mesmo que comprometa a imunidade dada pelo MPF e pelo STF a Joesley. Janot e Fachin devem explicações sobre isso. E Marx não deixa dúvidas a respeito dessas evidências.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima revelou nesta segunda-feira, 14, que o ex-assessor especial de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, convidou a força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba para encontrar o presidente no Palácio do Jaburu, antes do impeachment de Dilma e quando Temer ainda era vice-presidente. E agora, Michel?

Segundo o procurador, o convite ocorreu em 2016 durante um evento da Associação Nacional dos Procuradores da República, em Brasília.

“Nós estávamos recebendo um prêmio, em Brasília. Houve um emissário do presidente, que não era presidente ainda, que nos convidou no Palácio. Nós acreditamos que não era conveniente, porque naquele momento não havia porque conversar com o presidente ou eventual presidente. Nós acreditávamos que esse tipo de reunião naquele momento não haveria uma repercussão positiva para a Lava Jato”, afirmou.

Segundo o procurador, o emissário era Rocha Loures, pivô da crise política na qual mergulhou o presidente – o ex-assessor foi flagrado e filmado com uma mala preta estufada com R$ 500 mil em propina viva do grupo JBS, dinheiro supostamente destinado a Temer, segundo a Procuradoria-Geral da República.

A revelação não altera muito a situação de Temer perante a Justiça, mas é mais um exemplo de como o presidente despreza a transparência. Isso ficou demonstrado nos encontros com Joesley, Gilmar Mendes e Raquel Dodge. Essa mania de se encontrar na calada da noite e fora da agenda não é apenas folclórica. Também explica aquela mania de tapar a boca quando segreda alguma coisa para alguém. Aliás, como dizia vovó, quem cochicha o rabo espicha. E não se deve fazer perto de fogo, porque aí, o rabo, que é de palha, pega fogo.

A Câmara dos Deputados adiou para a semana que vem a previsão de votar, em plenário, as novas regras eleitorais. Quer dizer que a conspiração do distritão e dos fundilhos não é tão unânime assim?

Ppos então. artidos da base governista, sobretudo do Centrão, demonstraram resistência às mudanças discutidas na reforma política. Os deputados devem concluir nesta terça-feira, 15, os trabalhos da comissão especial, que trata do fundo público de R$ 3,6 bilhões para custear as campanhas e a mudança do sistema de votação para o chamado distritão.

O prazo inicial de votar o relatório de imediato em plenário, na noite desta quarta-feira, 16, atrasou. Para aprovar o texto, seriam necessários 308 votos, o que está cada vez mais incerto. Oba! Vamos comemorar!

Depois de uma frente de partidos, principalmente da oposição, ter feito campanha contra a mudança do sistema de votação para o distritão, siglas da base governista aderiram ao movimento. PR, PRB e PV fecharam questão contra o sistema em que apenas os parlamentares mais votados de cada Estado são eleitos – atualmente, as vagas são distribuídas por meio de um cálculo que leva em conta os votos dos deputados e os recebidos na legenda. Também há resistência ao modelo nas cúpulas do PP e do PSD.

“Distritão votamos contra. O fundo ainda vamos discutir, mas há uma tendência para ir contra no meio da bancada”, disse o presidente nacional do PRB, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Marcos Pereira. A história toda está na página 6 do Estado hoje em reportagem de Filipe Frazão e Isadora Peron. Vale a pena ler.

Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rebateu as críticas ao distritão e disse que o sistema, como um modelo de transição, “não é tão ruim assim”. “Eu acho que se a gente tiver uma transição, com o distrital misto em 2022, a gente deu um grande passo e conseguiu construir, a médio prazo, um modelo que vai conseguir dar racionalidade ao sistema brasileiro”, afirmou. Rodriguinho pensa que só ele e papai César são sabidos. Nós somos todos imbecis. Será que não somos, Haisem?

Normalmente essas dissidências sempre ocorrem na hora de partilhar o butim do furto. Planejar o assalto é uma coisa. Dividir o resultado é outra. Ainda bem que isso acontece. Mas está longe de ter sido afastado o perigo. O distritão é um golpe das elites dirigentes dos partidos para tungar o cidadão e deixá-lo cada vez mais longe do poder enquanto os chefões gozam do bem bom das propinas e da impunidade.

É por isso que a disputa sobre o controle das verbas do fundo eleitoral está dificultando a aprovação da tal da reforma política?

Sim, Haisem. Líderes do Centrão e de legendas menores estão em desacordo com a proposta de estabelecer uma reserva de valores entre as candidaturas majoritárias (prefeito, governador e presidente). Eles querem ratear os recursos segundo os próprios interesses e estratégias eleitorais. Por isso, segundo um dos deputados que integram a cúpula da comissão, passaram a ameaçar a votar contra o distritão, como retaliação. Tomara que votem. Bancadas como a do PSDB, DEM e PSD devem fazer reuniões nos próximos dias para discutir como votar sobre os dois principais pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77 de 2003, que deve ser a primeira a chegar ao plenário. A repercussão negativa da destinação de R$ 3,6 bilhões dos cofres públicos para custear campanhas também fez alguns parlamentares recuarem.

“Nós não temos posição consolidada sobre o fundo. Estamos numa escolha de Sofia. Tanto o financiamento privado (de empresas) quanto o público foram rejeitados. Temos que pensar se a transparência no processo democrático vale esse custo”, disse o líder do DEM, deputado Efraim Filho (PB), favorável ao distritão. Não dá para pensar em baratear campanha, não, Efraim? Na verdade, esse fundilho só vai preservar o foro privilegiado letárgico do congresso. Só recebem o fundo os que já estão lá e que foram eleitos com recursos ilegais. Entáo, seria um fundo para preservar os defeitos anteriores das eleições, as mentiras. Fundo para financiar a impunidade O relatório em debate, de autoria do deputado Vicente (nada)  Cândido (PT-SP), estipula que os recursos para financiar campanhas sejam equivalentes a 0,5% da Receita Corrente Líquida, o que a equipe econômica do governo considera problemático em tempos de ajuste fiscal.

Vieira Lima cobrou que partidos que votarem contra o fundo abram mão de receber a verba, caso a proposta seja aprovada. “Quem estiver resistindo ao fundo, que não aceite depois, mesmo que aprove. É muito bonito criticar e receber o benefício. Qualquer coisa diferente disso é demagogia barata”. Nâo é uma gracinha da mamãe esse anjo barroco com cara de porco?

Abordo esse assunto no artigo Em benefício do infrator, no blog. No fim de semana saiu uma foto desse irmão de Geddel comendo pão de queijo, tão pornográfica quanto as de seu irmão de opa Carlos Marun e da senadora Fátima Bezerra no churrasquinho de laje em que a senhora gópi e dona Gleisi transformaram a votação da reforma trabalhista no Senado. O Brasil é mesmo o paraíso de Lombroso, aquele fisiologista italiano que desenvolveu a teoria de que os bandidos têm uma fácies própria do ofício.

O juiz Mirko Vincenzo Giannotte, da 6ª Vara de Sinop (MT), recebeu no mês de julho R$ 415.693,02 líquido de salário, segundo dados do portal da transparência do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. O valor bruto pago foi de R$ 503.928,79. Como é possível isso, José?

A notícia foi dada pela Coluna do Estadão. O rendimento inclui uma  remuneração de R$ 300.200,27; indenização de R$ 137.522,61, mais R$ 40.342,96 de vantagens eventuais e R$ 25.779 de gratificações. Procurada pela Coluna, a assessoria de imprensa do TJMT informou que não se trata de erro e  divulgou nota (abaixo) para explicar o salário milionário do juiz no mês de julho. Segundo a assessoria, o pagamento do valor foi autorizado pelo CNJ. Eis a nota: Em atenção a solicitação deste veículo de comunicação informamos que considerando a decisão proferida pelo Conselho Nacional de Justiça no Pedido de Providencias n. 0005855-96.2014.2.00.0000, no mês de julho/2017, no Pedido de Providências 18/2009 (Prot.Atenas 213.568), em que é requerente a Associação dos Magistrados de Mato Grosso (Amam), foi determinado pela Presidência deste Tribunal o pagamento do passivo da diferença de entrância aos magistrados que jurisdicionaram, mediante designação, em entrância ou instância superior no período correspondente a 29/5/2004 a 31/12/2009.

Coordenadoria de Comunicação do TJMT. Safadeza agora é entrância?

Ou seja: não houve erro nenhum. Está tudo nos conformes da lei, como dirai Odorico Paraguaçu no Bem Amado. É por isso que escrevi no artigo que acabo de citar que, ao contrário do que dizem juízes e procuradores, corrupção não é o único pecado grave nas finanças públicas. A má gestão e os privilégios levam aos mesmos resultados.

No mês de junho, o juiz recebeu R$ 53.432,92 líquido. O valor bruto foi de R$ 65.872,83. Não é propriamente uma ninharia, não é

Ou seja, está na hora de tocar de novo o grande sucesso do Ultraje a rigor, Inútil. Som na caixa, Almirante Nelson.

SONORA Inútil Ultraje a rigor

https://www.youtube.com/watch?v=9aHoWTs6xE0  

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