Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: …e dane-se o povo!

Comentário no Jornal Eldorado: …e dane-se o povo!

As primeiras páginas dos jornais de hoje só destacam fundamentalmente assuntos de interesse da elite política dominante. O Senado trata de livrar Aécio e os outros coleguinhas suspeitos de furto; a Câmara, de perdoar as dívidas dos deputados caloteiros; e Temer, de salvar a própria pele. Quando os Poderes da República voltarão a tratar, como deveriam, do povo, que amarga a pior crise econômica, moral e política da História do País? Até quando esse cinismo vai preponderar e a sociedade assistirá passivamente este estado de coisas lamentável, que mantém o cidadão e contribuinte acorrentado a uma situação deplorável das contas e da moral públicas? Na verdade, esta é a moral deste instante cada dia repugnante.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – da quarta-feira 4 de outubro de 2017, às 7h30m)

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Eldorado 4 de outubro de 2017 – Quarta-feira

As primeiras páginas de todos os jornais desta segunda-feira tratam fundamentalmente de assuntos de interesse da elite política dominante. Quando os Poderes da República voltarão a tratar, como deveriam, do povo, que amarga a pior crise econômica, moral e política da História?

Esta é  a triste realidade de nossa hora. O noticiário doe meios de comunicação tratam do trio elétrico de 40 deputados federais que foram ao Palácio do Jaburu e, depois, ao Planalto, para ouvirem afagos e promessas do presidente da República para que um terço deles impeça que ele seja investigado por delitos de que foi acusado, não por um inimigo, por um adversário político, mas, sim, por um funcionário de carreira de uma instituição do Estado, o procurador-geral da República Rodrigo Janot, que, aliás, nem mais no cargo está. O Senado da República trata da rebelião interna dos parlamentares acusados de corrupção para evitar que a cúpula da Justiça atravesse a carapaça inoxidável de um deles, que já foi um membro da alta direção dos negócios republicanos e hoje para o povo não passa de um pária público, um cadáver político, Aécio Neves. Enquanto isso, os deputados federais votaram um perdão a dívidas de contribuintes sonegadores, entre eles os próprios ilustres próceres da Pátria. O máximo de concessão que fizeram a patuléia foi impedir que suspeitos de corrupção gozassem do mesmo benefício, que, aliás, seja como for, foi, é e será sempre uma cusparada na cara do cidadão honesto que mantém seus impostos em dia e rotineiramente recebe correspondência agressiva e maldita da Receita Federal reclamando de detalhes irrelevantes de sua relação com o Fisco para aumentar o bolo da arrecadação para o Estado poder financiar campanhas eleitorais milionários e financiadas por propinas polpudas pagas por fornecedores de obras e serviços públicos. A União trata de investigar e processar a fraude na Bolsa pescador, numa demonstração de que o combate à corrupção pela polícia e pela Justiça ainda enfrenta novidades, por mais que se tente em alguns aparelhos do Estado por fim à impunidade da casta dirigente que continua mamando e roubando como antes na repartição de Abrantes. O retrato mais completo do desmazelo ainda é dado na primeira página do Estadão de hoje que relata o Estado de abandono da conservação de ruas e calçadas, dos sinais luminosos de trânsito e de outros equipamentos pela Prefeitura Municipal da maior cidade do país, cujo titular corre de seca a Meca para vender sua imagem de opção viagem aos suspeitos de sempre que disputarão cargos importantes, inclusive a Presidência da República, na sucessão do ano que vem. Até quando esse cinismo vai preponderar, até quando a sociedade vai assistir passivamente esse estado de coisas lamentável, que mantém o cidadão e contribuinte acorrentado a uma situação deplorável das contas e da moral públicas? Bem, feito o desabafo, vamos ao noticiário do dia.

Depois de ameaçar explodir a bomba terrorista de uma crise institucional comprando uma briga com o Supremo Tribunal Federal para manter Aécio Neves no Senado, o Senado recuou e, por expressiva votação, marcou a reunião para debater e votar a questão depois do feriado. Como foi isso?

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (3) rejeitar o mandado de segurança impetrado pela defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que pretendia suspender o afastamento do tucano das funções parlamentares até o julgamento pelo plenário do STF de uma ação que trata da aplicação de medidas cautelares a políticos.

A discussão dessa ação está marcada para o dia 11 de outubro.

O afastamento de Aécio deve passar pelo crivo do Senado. Por 50 votos a 21, os senadores resolveram adiar, mais uma vez, a sessão na qual a Casa decidiria se acataria ou não decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal que determinou o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do Senado. O colegiado ainda chegou a determinar o recolhimento noturno do tucano. O tema será discutido em sessão no dia 17 de outubro.

O resultado pôs fim ao debate acalorado entre parlamentares que tomou conta do plenário nessa terça-feira. O senador Renan Calheiros, do PMDB, chegou a declarar que adiar a votação era o mesmo que “dissolver o parlamento”.

[SONORA: Renan Calheiros – Sonora.mp3]

Ouvir Renan Calheiros deblaterando contra a possível punição da Justiça a um colega com nove processos a responder no Supremo porque, como ele goza de foro privilegiadíssimo, de vez que somente os próprios pares, muitos deles tão ou mais implicados do que ele, se julgam no direito de permitir, provoca espanto e náusea incomuns. É o caso de Renan réu ainda mais pródigo do que Aécio e Lula, um com nove e o outro com seis. Valha-nos Deus, Nosso Senhor, do cinismo dessa choldra.

Mas não pensei o ouvinte da Eldorado que ele é único e isolado. Ontem muitos outros manifestaram-se. O líder do governo, outro campeão em investigações, que envolvem filhos e até enteados, Romero Jucá, orgulha-se de ter pegado o avião em Boa Vista, Roraima, e viajado doente para votar pela impunidade do adversário, que virou aliadíssimo de última hora. E o que dizer de Jader Barbalho, que já teve de renunciar a um mandato de senador por acusações de furto, voltou ao Congresso pela Câmara, está de novo no Senado depois de abençoado por meia dúzia de prescrições de processos como presente de aniver´sario nos 70 anos. Ele como os Bourbons definidos por Talleyrand, nada esqueceu e nada aprendeu. Vamos ouvir Sua Excelência, o prescrito:

[SONORA: Jader Barbalho – Sonora.mp3]

Essa gente não se emenda e a cada nota de dinheiro público rasgado vem um flash como no piscinão de Ramos da novela da Globo. Vôte!

E que tal a procissão dos candidatos a emendas orçamentárias e perdão de dívidas com a União que desfilou de um lado para outro na Praça dos 3 Poderes para evitar que os morcegões de toga do Supremo investiguem o dr. Michel Miguel, hein?

Na estratégia para tentar barrar a segunda denúncia por obstrução da Justiça e organização criminosa na Câmara, o presidente Michel Temer abriu nesta terça-feira, 3, o Palácio do Planalto e recebeu, de acordo com a última agenda oficial divulgada, 43 parlamentares. Nesta lista, porém, não constavam os políticos que foram ao palácio “de última hora” e não estavam relacionados, como Beto Mansur (PRB-SP).

Houve também deputados que constavam da agenda, mas disseram que não iriam ao Planalto, como os tucanos Shéridan (RR) e Nilson Leitão (MT). Em maratona de mais de 12 horas, o presidente se reuniu, conforme a agenda oficial, com 42 deputados federais e um senador. A última audiência começou às 22h20. O presidente deixou o palácio às 23h45.

Logo cedo, diante das críticas aos compromissos “turbinados”, Temer usou as redes sociais para justificar a série de reuniões e rebateu a denúncia apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. O presidente disse que o “diálogo é fundamental para a harmonia entres os Poderes” e afirmou que iria “conversar com representantes de todos os partidos da base, de todas as regiões do Brasil”, acrescentando que esta “é uma rotina” que sempre manteve.

O cinismo do chefe do governo não se limite a comprar votos com dinheiro público e perdoar dívidas públicas para se livrar de uma investigação. Vamos combinar que, se não tivesse culpa no cartório, não tinha por que fugir da policia e da justiça, era só se explicar. Ele também se dar ao luxo de mentir descaradamente para o povo. Que vergonha desse presidente!

Segundo o Valor Econômico de ontem,  “controladores da JBS sob pressão dos minoritários” diz que a Associação dos Investidores Minoritários abriu no início de agosto um pedido na Câmara de Arbitragem contra os controladores da JBS por conta de possíveis prejuízos causados aos acionistas pela administração liderada pelos irmãos Wesley e Joesley. Isso pode, José?

Diz o advogado da JBS.”Tudo que existe de errado está reunido ali. Há acusações de insider trading, de manipulação de mercado e de que o conselho não representa o interesse da companhia, só dos controladores”.

O advogado da JBS também quer o BNDES no processo e afirma “Acho que o BNDES tem obrigação moral, como gestor de recursos do povo brasileiro, de se juntar na autoria da arbitragem”.

Valporto também criticou a CVM no que se refere a possíveis ações que poderiam ser tomadas contra a empresa. “É uma empresa do Novo Mercado que não respeita absolutamente nada”

Valporto tem razão a CVM só faz a agenda do governo. A CVM não protegeu os acionistas minoritário, que é sua função básica, da JBS, da Brasken, da Petrobras e da Oi. Bastou o presidente da JBS acusar o presidente Temer que a CVM teve uma atuação relâmpago. Blitzkrieg.  Em poucos meses Joesley e Wesley já estavam presos.

Certo estava o ministro Luis Eduardo Barroso ao afirmar que: “Ninguém tem dúvida de que a JBS vai virar terra arrasada. Já está lá a Polícia Federal, a Receita Federal, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários). De repente, todo mundo descobriu a JBS. É um Estado rancoroso e vingativo.”

Lauro Jardim, em sua coluna de hoje, diz que o presidente Temer e Kassab estiveram com Nelson Tanure e Helio Costa, em um “encontro fora da agenda” e que “explicaram rapidamente a situação da Oi e sua tentativa de sair do buraco em que se encontra”.

Certamente não foram lá dizer para o Temer e Kassab  que vão pagar a dívida de 20 bi com a Anatel.

Temer está dedicado a reunir forças políticas para rejeitar a denúncia.

Parafraseando Puccini que escreveu Nessun Dorma. Neste evento Puccini teria escrito: Nessun Gratuito.

Ninguém está nisto de graça. E nós pagamos a conta e garantimos o sono dessa canalha.

SONORA Nessun Dorma de Puccini com Luciano Pavarotti

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No blog do Nêumanne: Será que Lula está testando seu teflon?

No blog do Nêumanne: Será que Lula está testando seu teflon?

A oposição não consegue sequer tirar proveito das lambanças  federais

Desde que noço líder genial dos povos da floresta, Luiz Inácio Lulinha Paz e Amor o Cara da Silva, envergou a toga, travestindo-se ao mesmo tempo de supremo magistrado perdoador dos amigos e condenador dos adversários tornados inimigos e senador romano defensor do lema “in dubio pro reo” (“na dúvida, a favor do réu”), seus desesperados adversários tucanos e dêmicos se torturam com a imbaixável (apud Magri) popularidade dele. E foi aí que cunharam a teoria do teflon. Pois é. Sabe aquela película que é posta nas frigideiras para evitar que a fritura adira a elas? Sua Insolência também teria tal propriedade, pois sujeira nenhuma gruda nele. Por mais evidências que surjam à tona sobre a eventual participação de assessor próximo, amigo do peito, senhorio compadre ou filho prático, sua imagem sempre sai, impávido colosso, de quaisquer complicações, sem máculas nem sequer nódoas de gordura. Nem os dólares na cueca do irmão do companheiro o sujaram.

Lula comporta-se como se desfilasse despido em praça pública, mas num carro protegido por um permitido insulfilm (o teflon da indústria automobilística) que evita que o guri xereta lhe aponte o dedo e berre à multidão que o aplaude: “O reizinho está nu.” Mas, magnânimo, como seria um califa de mil e uma urnas abarrotadas de votos, Sua Insolência aventura-se às vezes a testar a consistência da camada protetora que mantém sua efígie imaculada, enfrentando desafios nunca antes arriscados por quaisquer antecessores mais temerários. É o caso de apostar nisso neste momento em que ele surfa sobre mais de 80% de aprovação do eleitorado a um ano de se tornar paraninfo da eleição da chefe de sua Casa Civil, Dilma Rousseff, que enfrentará o ogro favorito da oposição, José Serra, na sucessão presidencial. Nunca antes na história deste governo seu chefe desafiou com tanto destemor os favores dos fados benfazejos.

Sua Insolência mandou, por exemplo, que os generais da política econômica desafiassem o dogma da poupança intocável. E fez mais: permitiu que os econometecas do governo cometessem a suprema blasfêmia de fixar como limite da taxação R$ 50 mil, lembrando os Cr$ 50 mil da medida governamental mais impopular da História do Brasil: o confisco da poupança por seu antecessor Fernando Collor e pela ministra dele Zélia Cardoso de Melo, que dizem alguns engraçadinhos ter sido a primeira piada a se casar com um humorista. A única explicação próxima da lógica para a lambança da taxação da poupança seriam os arrepios de náusea que essa modalidade popular de investimento para evitar a corrosão da moeda provocam hoje nas instituições financeiras. Se essa hipótese de maledicentes da oposição for absurda, resta o dilema atroz provocado pelo anúncio da medida: para que mexer nesse vespeiro em véspera de eleição difícil com candidato pesado para enfrentar adversário favorito? Só pode ser a disposição de Lula de testar a consistência de seu teflon.

Ousada? Pode ser. Tanto que o próprio Lula, ao que tudo indica, mandou a turma da economia voltar atrás na medida, não por ser absurda, mas por não haver razões políticas para adotá-la. E ainda houve outras piores. Que tal essa de o governo não devolver o dinheiro, tomado antecipadamente das pessoas físicas, do Imposto de Renda? O próprio presidente disse que esse empréstimo compulsório sem devolução à vista não atende aos princípios elementares da economia, pois o governo quer é ver o cidadão com dinheiro no bolso para poder comprar, gastando mais. O comentário seria de uma lógica cristalina se não fosse o comentarista chefe do governo que tomou a medida antipática, apostando na certa no fato de a grande maioria do eleitorado, residente nas favelas que ardem e nos morros que deslizam, não ter um tostão guardado com o infidelíssimo depositário federal. E mais: lembrou que já houve similares batidas de carteira do contribuinte no passado. Quer dizer, então, que para a tunga – e só para a tunga – não vale o refrão “nunca antes na História deste país”, é? Tá bom!

Os exemplos de Lula testando seu teflon se multiplicam, não havendo aqui espaço para citar todos. Vamos apenas a mais um. O Ministério da Educação (MEC) contratou uma empresa privada para cuidar das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que vinha reunindo cacife para substituir o vestibular como uma forma mais transparente e justa de selecionar universitários. Alguns funcionários temporários da gráfica carregaram a prova impressa debaixo da blusa e dentro da cueca, evidenciando o vazamento, do qual saíram prejudicados milhões de estudantes que se beneficiariam com a inclusão da nota do Enem para terem acesso à universidade. Chamar os autores da façanha de “pés de chinelo” seria exagerado: não chegam a sê-lo. A Polícia Federal (PF) detalhou as falhas da segurança da empresa contratada e elas atingem as raias do incrível. Ainda assim, a PF das operações espetaculares, a PF republicana que não dá mole para bandidos, forjou um perdão para o contratante de fazer corar frade de pedra. “A fragilidade foi da empresa contratada, que ganhou a licitação. Não houve fragilidade do governo”, disse seu superintendente, Fernando Duran.

A mesma Federal não teme prender banqueiros que promotores e juízes consideram inescrupulosos, mas não dá ao Ministério Público uma informação que o autorize a pedir a prisão de Valdomiro Diniz, o factótum da Casa Civil do tempo de Zé Dirceu, que confessou ter achacado um empresário da jogatina e passeia sua impunidade pelo Planalto Central. Uma pergunta que não quer calar é se essa dubiedade pode explicar o teflon de Lula. Outra é se o insulfilm que impede a visão da nudez real não resultaria da suspeição inepta da oposição, incapaz de apontar o dedo por temer que vejam que ele não está muito limpinho.

José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde.

(Publicado na pág. A2 do Estado de S. Paulo de quarta-feira 14 de outubro de 2009)

Para ler no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique no link abaixo:

http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/teflon-de-ilusoes/

Comentário no Jornal Eldorado: Hospício Brasil

Comentário no Jornal Eldorado: Hospício Brasil

A defesa de Aécio Neves exigiu que o STF afaste Edson Fachin da relatoria do processo que o afasta do Senado. Nunca o samba do crioulo doido foi tão atual como no Brasil hoje, como lembra Eliane Cantanhêde na coluna no Estadão. Nesta nau dos insensatos, a defesa escolhe o juiz de acordo com as conveniências do réu e o fato de ele já ter delinquido em outra ocasião o autoriza a fazê-lo. Quanto mais diversas forem as causas contra o acusado mais ele se acha no direito de se livrar de quem o condenou antes e procurar quem tradicionalmente o liberta, caso dos tucanos que sempre buscam e conseguem cair nas mãos generosas de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes e longe de juízes mais rigorosos como Fachin.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 3 de outubro de 2017, às 7h30m)

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https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-0310-direto-ao-assunto

Para ouvir o Samba do Crioulo Doido com Os Demônios da Garoa clique no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=k5U1gNK1SkE

Para ouvir no Blog do Nêumanne, Politica, Estadão, clique no link abaixo:

http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/hospicio-brasil-2/

Abaixo, a degravação do comentário na íntegra:

 

Eldorado, 3 de outubro de 2017, terça-feira

SONORA 0310 EUNÍCIO

SONORA Samba do crioulo doido Os demônios da garoa

https://www.letras.mus.br/demonios-da-garoa/45443/ Começar do começo

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu encaminhar à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, o pedido da defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para que o mandado de segurança impetrado pelo tucano seja redistribuído para outro relator. Virou moda trocar relator no STF a pedido da defesa?

O mandado de segurança foi originalmente distribuído para o ministro Edson Fachin, relator do caso J&F. Para a defesa de Aécio, Fachin não poderia ser o relator do mandado de segurança, porque que se questiona no processo justamente o restabelecimento de medidas cautelares que haviam sido determinadas pelo próprio Fachin em maio deste ano.

Cabe agora à presidente do STF decidir se redistribui ou não o processo. Não há previsão de quando isso vai ocorrer.

Os cinco ministros da Primeira Turma do STF – Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello – foram excluídos do sorteio eletrônico que definiu a relatoria do mandado de segurança, já que a defesa de Aécio pretende suspender a decisão desse colegiado, que afastou Aécio das funções parlamentares na semana passada.

O sorteio eletrônico, então, envolveu apenas os ministros da Segunda Turma: Fachin, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e o decano da Corte, Celso de Mello. Cármen Lúcia ficou de fora desse sorteio por não receber esse tipo de ação durante o exercício da presidência do tribunal. O tucano quer que a determinação da Primeira Turma seja suspensa até que o plenário da Corte julgue uma ação direta de inconstitucionalidade que trata sobre o afastamento de parlamentares. A discussão dessa matéria está marcada para o dia 11 de outubro.

Em maio, quando a delação da J&F veio à tona, Fachin determinou o afastamento de Aécio Neves das funções parlamentares ou de “de qualquer outra função pública”.

Também impôs à época duas medidas cautelares ao tucano: a proibição de contatar qualquer outro investigado ou réu no conjunto de fatos revelados na delação da J&F; e a proibição de se ausentar do País, devendo entregar seu passaporte.

As medidas determinadas por Fachin foram derrubadas pelo ministro Marco Aurélio Mello em junho. Na semana passada, no entanto, a Primeira Turma do STF decidiu não apenas restabelecê-las como colocou Aécio em recolhimento domiciliar noturno.

“A decisão impugnada por meio do presente MS restabelece as medidas cautelares originariamente impostas por ato de Vossa Excelência. Dito de outra maneira,  Vossa Excelência não pode, data venia, ser relator do mandamus que impugna justamente o ato por si praticado, nos termos expressos do art. 67, § 8º, do RISTF. Diante do exposto, requer-se a imediata e livre redistribuição do feito entre um dos demais Ministros componentes da col. 2ª Turma”, sustenta o advogado Alberto Zacharias Toron, defensor de Aécio.

Nunca o samba do crioulo doido foi tão atual como no Brasil de hoje. Nesta nau dos insensatos, a defesa escolhe o juiz de acordo com as conveniências do réu e o fato de ele já ter delinqüido em outra ocasião o autoriza a fazê-lo. Quanto mais diversas forem as causas contra o acusado mais ele se acha no direito de se livrar de quem o condenou antes e procurar quem tradicionalmente o liberta, caso dos tucanos que sempre buscam e conseguem cair nas mãos generosas de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes e longe de juízes mais rigorosos como Fachin. Foi assim que Jacob Barata conseguiu livrar-se da juíza sorteada, Rosa Weber, e cair no colo de Gilmar, que lhe deu habeas corpus.

SONORA 0310 EUNÍCIO

O juiz federal Sérgio Moro determinou ontem que o Hospital Sírio-Libanês informe se o advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente Lula, e o contador João Muniz Leite estiveram no local atendendo a Glaucos  da CostaMarques, que informa ter assinado os recibos no mesmo dia a pedido do compadre de Lula José Carlos Bumlai. No que pode dar a medida?

“Oficie-se à Direção do Hospital Sírio Libanês em São Paulo solicitando informação se Glaucos da Costamarques esteve internado no respeitável Hospital em novembro e dezembro de 2015 e, se positivo, o período específico, informação se o Hospital Sírio Libanês mantém registro dos visitantes no estabelecimento e, se positivo, para que seja enviada cópia dos registros dos visitantes a Glaucos da Costamarques no referido período de internamento”, ordenou Moro. “E ainda se positivo, se constam no período de internação de Glaucos da Costamarques registros de visitas ao respeitável Hospital de Roberto Teixeira, ou de João M. Leite (aparentemente João Muniz Leite) e, se positivo, para que seja enviada cópia dos registros de suas visitas.

O juiz Sérgio Moro descartou, novamente ontem que tenha alguma pretensão política, ao comentar pesquisa do DataFolha em que é registrado empate técnico de seu nome com o de Lula. Isso faz algum sentido?

Moro afastou taxativamente a possibilidade de abandonar a toga para disputar a Presidência ou qualquer outro cargo eletivo em 2018

“Eu já fiz afirmações categóricas sobre isso”, rechaçou o juiz da Operação Lava Jato. “Não existe nenhuma expectativa. Acho que pesquisa que inclui meu nome, no fundo perde tempo.”

Em São Paulo, durante almoço no hotel Fasano, Moro foi condecorado pela universidade americana Notre Dame com a mesma láurea já concedida à madre Teresa de Calcutá e a outros notáveis.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente Michel Temer preste depoimento sobre a investigação que apura irregularidades em relação ao Decreto dos Portos. Também virou moda o presidente da República se justificar sobre crimes de que é acusado?

O relator do processo é o ministro Luís Roberto Barroso, a quem cabe decidir sobre os pedidos de diligência de Raquel.

Raquel Dodge pediu a concessão de um prazo de 60 dias para concluir as investigações no âmbito de um inquérito contra Temer, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, e Antônio Celso Grecco e Rodrimar Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar, empresa que opera no Porto de Santos.

Temer elogiou a decisão da nova Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge Usando as redes sociais, o presidente comparou sua gestão com a de seu antecessor, Rodrigo Janot. “Muito bom que a PGR agora tenha uma nova postura, sem querer parar o Brasil com denúncias vazias e irresponsáveis”, escreveu o presidente, acrescentando que “é assim que se faz Justiça: com prudência e responsabilidade, ouvindo todas as partes envolvidas”. Temer ressaltou também que este gesto respeita a democracia.

O que definitivamente não respeita o Brasil é o presidente da República virar freguês de processos penais. Temer finge que não se toca, mas devia ter mais decoro. É realmente constrangedor e o papel de João sem Braço definitivamente não é adequado ao chefe de um governo reublicano.

A repercussão negativa da brecha no texto da Medida Provisória do novo Refis que beneficia investigados na Lava-Jato mobiliza aliados do Palácio do Planalto e o próprio presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que se construa uma saída política para o caso. Como se explica uma maluquice dessas.

É o samba do país doido, como define o título da coluna de Eliane Cantanhêde no Estadão de hoje.

O esforço é tentar resolver o caso, retirando essa parte do texto, ainda na Câmara, onde faltam votar destaques apresentados ao texto. Maia disse que a MP do novo Refis será votada nesta terça-feira ou na quarta-feira, a depender da evolução da votação da reforma política, que é a prioridade da Casa. Maia disse que com acordo político sempre há uma alternativa, ao ser perguntado sobre a possibilidade de haver mudanças no texto da MP para retirar o trecho que permite que devedores investigados na Lava-Jato, por exemplo, renegociem suas dívidas. Nos bastidores, técnicos avisam que existe um destaque apresentado ao texto pelo PT que poderia ser usado como brecha, para faze ruma “mágica”.

Mas um acordo terá que ter a participação dos partidos. A ideia é retirar a possibilidade de renegociações junto à Procuradoria Geral da União.

— Não olhei o texto (da MP do Refis) ainda. Mas, como acordo, sempre tem caminho — disse Maia, sem dar maiores explicações, ao tratar da polêmica.

No final de semana, Maia ficou muito irritado com as críticas recebidas pela Câmara com o texto-base aprovado na semana passada. Ele chamou de “oportunistas” as críticas, afirmando que essa questão da Procuradoria-Geral da União foi aprovada já na fase da comissão especial, que é formada por deputados e senadores. Na verdade, o relator da MP, deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), fez 23 versões diferentes ao texto original.

O Palácio do Planalto deu aval político às mudanças feitas pelo relator, de olho nos votos da base alidada para derrubar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, que foi encaminhada à Câmara pela Procuradoria Geral da República.

O destaque apontado como uma brecha é o destaque apresentado com base na emenda 93, apresentada por parlamentar do PT. O texto da emenda diz que “fica instituído o Programa Especial de Regularização Tributária junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e que poderão aderir pessoas físicas e jurídicas, de direito público ou privado, inclusive aquelas que se encontrarem em recuperação judicial, desde que não tenham distribuído lucros ou dividendos aos sócios ou acionistas nos últimos três anos”. Mas a tese terá que contar com a benevolência dos líderes dos partidos, porque já se está numa fase de, tecnicamente, apenas fazer retiradas (supressões) de partes do texto e com base em destaques já apresentados.

Alguns técnicos dizem que mudanças só podem ser feitas no Senado. A MP perde a validade no próximo dia 11. Se for alterada somente no Senado, teria que voltar à Câmara para uma única votação.

Da parte da Fazenda, a torcida é para que a MP não seja votada e perca a validade.

Chegamos ao ponto extremo da canalhice e da insensatez. O instrumento da Refis já é em si um incentivo ao calote que trai e humilha milhões de brasileiros que pagam suas dívidas em dia. Essa proteção a inadimplentes e corruptos é o fim da picada.

SONORA Samba do crioulo doido Os demônios da garoa

https://www.letras.mus.br/demonios-da-garoa/45443/ Começar do começo

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Aecnhio na berlinda

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Aecnhio na berlinda

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – da terça-feira 3 de outubro de 2017 comentando a exigência da defesa de Aécio de troca do relator do STF para julgar seu momentoso caso; o ofício de Moro pedindo ao Hospital Sírio e Libanês de São Paulo para confirmar se Glaucos foi mesmo internado e recebeu as visitas dos assessores de Lula; a confirmação do juiz de que não trocará a toga pelo palanque; e o despautério do Refis de Newtinho do Cardosão. Eliane Cantanhêde falou do Dia D, não só pro Aecio, mas também pras relações Senado-STF; e sobre a hora também  do BNDES, sob o martelo do juiz Ricardo Leite, do DF, que recusa acordo com Guido Mantega para livrá-lo da cadeia. Alexandre Garcia descreveu um caminho para o impasse Supremo x Senado; a pressão contra Bonifácio Andrada, que não observa a lógica; e a síndrome de Joesley pela Guido Mantega. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz constata que todo mundo fala mal do tal do “Muralha”!

Para ouvir meu comentário, clique no play abaixo:

Para ouvir clique no link abaixo:

http://brasil.estadao.com.br/blogs/estadao-podcasts/ouca-os-colunistas-do-jornal-eldorado-desta-3a-feira-03-10-17/

Para ouvir no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique no link abaixo:

http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/aecinho-na-berlinda/

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Prisão ou poder

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Prisão ou poder

O Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 2 de outubro de 2017 começou com meu Direto ao Assunto, que abordou a pesquisa DataFolha sobre favoritismo de Lula na eleição presidencial e desejo do cidadão de que ele seja preso; o massacre do atirador solitário em Las Vegas; a retirada das tropas de ocupação do Exército da Rpcomja; e o plebiscito separatista da Catalunha. Eliane Cantanhêde falou dos contêineres para mostrar como está ficando difícil esconder dinheiro sujo e os caras estão usando não apenas apartamentos, como o Geddel, mas até contêineres; e das novas fitas de Joesley confirmando a gana do Janot contra “o PMDB”. Leia-se: contra Temer. Alexandre Garcia acha que Supremo e Senado precisam desatar o nó no caso Aécio; e que a dívida pública atrapalha a recuperação, além de lamentar, após o anúncio do novo Prêmio Nobel de Medicina, não termos nenhum para comemorar. Gustavo Loyola falou do Boletim Focus. Em Direto da Fonte, Sonia Racy comentou a votação do caso Aécio no Congresso. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz diagnosticou: Cuca se mostra ‘bipolar’ em relação ao Palmeiras.

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Recibos de araque

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Recibos de araque

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 –  da sexta-feira 29 de setembro de 2017 denunciando o conto do vigário que a defesa de Lula passa com os recibos de aluguéis apresentados a Moro;  a biografia não autorizada do relator da segunda acusação de Janot a Temer na CCJ da Câmara; os galhos apodrecidos do clã Jucá; e as tramoias da Oi para resolver problemas de credores e acionistas com nosso suado dinheirinho. Sonia Racy falou da relação entre Delfim Netto e Temer. Alexandre Garcia,da guerra entre Senado x Supremo, de Bonifácio Andrada e da proposta de Raquel Dodge de sigilo para delações até a denúncia ser apresentada. E, em Direto ao Ponto, Eliane Cantanhede comentou os recibos do Lula e dinheiro escondido em containers, a prática atual dos corruptos.

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