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Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: A caseira do capitão

Comentário no Jornal Eldorado: A caseira do capitão

Jair Bolsonaro se contradisse ao discursar a favor das liberdades e jurar fidelidade à Constituição, mas ameaçar cortar verbas de publicidade dos veículos de comunicação que, a seu juízo, mentirem. Como reclamaram as entidades que os representam, não cabe ao chefe de Estado a função de dizer o que é verdade ou mentira em notícia publicada ou transmitida, mas a leitores e espectadores e à Justiça, que vigia para a lei não seja violada. Ele mesmo deu um exemplo de como se pode tergiversar sobre uma aparente verdade. Tendo sua caseira em Angra sido flagrada pela Folhavendendo açaí, ele justificou que ela estava de férias e não que ela lhe presta serviços e é remunerada pelo contribuinte.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – na quarta-feira 31 de outubro de 2018, às 7h30m)

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Assuntos para o comentário da quarta-feira 31 de outubro de 2018

1 – Haisem – Você ainda tem algo a comentar a respeito das idéias que o presidente eleito Jair Bolsonaro expressou na entrevista que deu ao Jornal Nacional anteontem a respeito de liberdade de imprensa e distribuição de verbas federais para empresas de comunicação?

2 – Carolina – A manchete do Estadão é “Moro admite que pode aceitar convite para integrar governo”. E agora, José? O que pode acontecer com o juiz Sérgio Moro depois que o presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou que o convidará para o Ministério da Justiça ou para o Supremo Tribunal Federal?

3 – Haisem – Quem é seu favorito para ganhar o cabo de guerra entre o futuro ministro da Fazenda no governo Bolsonaro, Paulo Guedes, e o próximo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a respeito da momentosa e polêmica reforma da Previdência?

4 – Carolina – As críticas que a iniciativa de Jair Bolsonaro de extinguir ou fundir ministérios como do Ministério do Planejamento anexado ao da Fazenda e o do Meio Ambiente juntado ao da Agricultura poderão levá-lo a desistir das idéias e, assim também, comprometer sua promessa de reduzir o total absurdo de pastas, hoje existentes?

5 – Haisem – Você confia que o presidente eleito Jair Bolsonaro tinha razão quando afirmou que não é o mais capacitado, “mas Deus capacita os escolhidos”?

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6 – Carolina – Por que o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, negou mais um pedido da defesa de Lula para tirar o juiz Sérgio Moro do caminho de seu cliente?

7 – Haisem –  Por que, na sua opinião, Lula deixou para começar a discutir a estratégia da oposição ao governo de Jair Bolsonaro apenas para depois do carnaval?

8 – Carolina – É verdade que o futebol deixou de ser a paixão nacional? Qual foi a que o substituiu?

Comentário no Estadão Notícias: Reforma divide governo Bolsonaro

Comentário no Estadão Notícias: Reforma divide governo Bolsonaro

Os dois principais ministros anunciados pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, e Paulo Guedes, do provável superministério da Economia, discordam publicamente da necessidade de votar ainda este ano a reforma da Previdência. O primeiro é um dos divulgadores da lenda urbana de que não há déficit no setor, pois para fechar suas contas bastaria, segundo ele e muitos seguidores da teoria à esquerda e à direita, cobrar as dívidas de grandes empresas. O segundo argumenta que, para evitar que não haja dinheiro para pagar as aposentadorias ainda na primeira metade do governo, urge aprovar o remendo de urgência proposto pelo presidente Temer. E aí? Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas de quarta-feira 31 de outubro de 2018.

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No Estadão desta quarta-feira: Bolsonaro, o ‘mito’, derrotou a ‘ideia’ Lula

No Estadão desta quarta-feira: Bolsonaro, o ‘mito’,  derrotou a ‘ideia’ Lula

Os quase 60 milhões de eleitores que votaram no capitão só queriam se livrar do ladrão

Desde 2013 que o demos (povo, em grego) bate à porta da kratia (governo), tentando fazer valer o preceito constitucional segundo o qual “todo poder emana do povo” (artigo 1.º, parágrafo único), mas só dá com madeira na cara. Então, em manifestações gigantescas na rua, a classe média exigiu ser ouvida e o poste de Lula, de plantão no palácio, fez de conta que a atendia com falsos “pactos” com que ganhou tempo. No ano seguinte, na eleição, ao custo de R$ 800 milhões (apud Palocci), parte dessa dinheirama em propinas, ela recorreu a um marketing rasteiro para manter a força.

Na dicotomia da época, o PSDB, que tivera dois mandatos, viu o PT chegar ao quarto, mas numa eleição que foi apertada, em que o derrotado obtivera 50 milhões de votos. Seu líder, então incontestado, Aécio Neves, não repetiu o vexame dos correligionários derrotados antes – Serra, Alckmin e novamente Serra – e voltou ao Senado como alternativa confiável aos desgovernos petistas. Mas jogou-a literalmente no lixo, dedicando-se à vadiagem no cumprimento do que lhe restava do mandato. O neto do fundador da Nova República, Tancredo Neves, deixou de ser a esperança de opção viável aos desmandos do PT de Lula e passou a figurar na galeria do opróbrio ao ser pilhado numa delação premiada de corruptores, acusado de se vender para fazer o papel de oposição de fancaria. O impeachment interrompeu a desatinada gestão de Dilma, substituída pelo vice escolhido pelo demiurgo de Garanhuns, Temer, do MDB, que assumiu e impediu o salto no abismo, ficando, porém, atolado na própria lama.

Foi aí que o demos resolveu exercer a kratia e, donas do poder, as organizações partidárias apelaram para a força que tinham. Garantidas pelo veto à candidatura avulsa, substituídas as propinas privadas pelo suado dinheiro público contado em bilhões do fundo eleitoral, no controle do horário político obrigatório e impunes por mercê do Judiciário de compadritos, elas obstruíram o acesso do povo ao palácio.

Em janeiro, de volta pra casa outra vez, o cidadão sem mandato sonhou com o “não reeleja ninguém” para entrar nos aposentos de rei pelas urnas. Chefões partidários embolsaram bilhões, apostaram no velho voto de cabresto do neocoronelismo e pactuaram pela impunidade geral para se blindarem. Mas, ocupados em só enxergar seus umbigos, deixaram que o PSL, partido de um deputado só, registrasse a candidatura do capitão Jair Bolsonaro para conduzir a massa contra a autossuficiência de Lula, ladrão conforme processo julgado em segunda instância com pena de 12 anos e 1 mês a cumprir. O oficial, esfaqueado e expulso da campanha, teve 10 milhões de votos a mais do que o preboste do preso.

Na cela “de estado-maior” da Polícia Federal em Curitiba, limitado à visão da própria cara hirsuta, este exerceu o culto à personalidade com requintes sadomasoquistas e desprezo pela sorte e dignidade de seus devotos fiéis. Desafiou a Lei da Ficha Limpa, iniciativa popular que ele sancionara, transformou um ex-prefeito da maior cidade do País em capacho, porta-voz, pau-mandado, preposto, poste e, por fim, portador da própria identidade, codinome, como Estela foi de Dilma na guerra suja contra a ditadura. Essa empáfia escravizou a esquerda Rouanet ao absurdo de insultar 57 milhões, 796 mil e 986 brasileiros que haviam decidido livrar-se dele de nazistas, súditos do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, que não se perca pelo nome, da Alemanha de Weimar: a ignorância apregoada pela arrogância.

Com R$ 1,2 milhão, 800 vezes menos do que Palocci disse que Dilma gastara há quatro anos, oito segundos da exposição obrigatória contra 6 minutos e 3 segundos de Alckmin na TV, carregando as fezes na bolsa de colostomia e se ausentando dos debates, Bolsonaro fez da megalomania de Lula sua força, em redes sociais em que falou o que o povo exigia ouvir.

A apoteose triunfal do “mito” que derrotou a “ideia” produziu efeitos colaterais. Inspirou a renovação de 52% da Câmara; elegeu governadores nos três maiores colégios eleitorais; anulou a rasura na Constituição com que Lewandowski, Calheiros e Kátia permitiram a Dilma disputar e perder a eleição; e forçou o intervalo na carreira longeva de coveiros da república podre.

O nostálgico da ditadura, que votou na Vila Militar, tem missões espinhosas a cumprir: debelar a violência, coibir o furto em repartições públicas e estatais, estancar a sangria do erário em privilégios da casta de políticos e marajás e seguir os exemplos impressos nos livros postos na mesa para figurar no primeiro pronunciamento público após a vitória, por live. Ali repousavam a Constituição e um livro de Churchill, o maior estadista do século 20.

Não lhe será fácil cumprir as promessas de reformas, liberdade e democracia, citadas na manchete doEstado anteontem. Vai enfrentar a oposição irresponsável, impatriótica e egocêntrica do presidiário mais famoso do Brasil, que perdurará até cem anos depois de sua morte. E não poderá fazê-lo com truculência nem terá boa inspiração nos ditadores que ornam a parede do gabinete que ocupou. Sobre Jânio e Collor, dois antecessores que prometeram à cidadania varrer a corrupção e acabar com os marajás, tem a vantagem de aprender com os erros que levaram o primeiro à renúncia e o outro ao impeachment.

Talvez o ajude recorrer a boas cabeças da economia que trabalharam para candidatos rivais, como os autores do Plano Real e a equipe do governo Temer, para travarem o bom combate ocupando o “posto Ipiranga” sob a batuta de Paulo Guedes. Poderá ainda atender à cidadania se nomear bons ministros para o Supremo Tribunal Federal e levar o Congresso a promover uma reforma política que ponha fim a Fundo Partidário, horário obrigatório e outros entulhos da ditadura dos partidos, de que o povo também quer se livrar em favor da sonhada igualdade.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na página 2A do Estado de S. Paulo de quarta-feira 31 de outubro de 2018)

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Saia-justa para Moro

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Saia-justa para Moro

Presidente eleito quer Moro no Ministério da Justiça ou no STF

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 terça-feira 30 de outubro de 2018)

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Jornal da Gazeta 1: Liberdade sob controle

Jornal da Gazeta 1: Liberdade sob controle

Bolsonaro aceita liberdade de imprensa, mas controlando publicidade

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 terça-feira 30 de outubro de 2018)

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Comentários no Estadão às 5: Cinismo sem limites

Comentários no Estadão às 5: Cinismo sem limites

A ideia de lançar desde já Fernando Haddad, candidato oficial do PT derrotado fragorosamente nas urnas em 7 e 28 de outubro, como líder da oposição ao futuro governo de Jair Bolsonaro (PST), da lavra do ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli, é de um cinismo atroz e de um ridículo absurdo. Na tentativa de ludibriar o eleitorado não devoto para virar a eleição presidencial no segundo turno, o ex-prefeito de São Paulo chegou a ensaiar um mea culpa admitindo que o partido cometera equívocos e Gabrielli foi o principal executivo da petroleira estatal ,quebrada pela completa rapina dos cofres públicos nos desgovernos petistas não leva em conta as mínimas sensatez e lucidez. Este é um dos comentários feitos por mim no Estadão às 5, programa da TV Estadão, ancorado por Adriana Ferraz e retransmitido do estúdio na redação do jornal por Youtube, Twitter e Facebook na terça-feira 30 de outubro de 2018, às 17 horas.

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