Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Política

Direto ao Assunto no YouTube: STJ favorece Flávio Bolsonaro

Direto ao Assunto no YouTube: STJ favorece Flávio Bolsonaro

1 – Por 4 a 1, a partir do voto de João Otávio de Noronha e contra o do relator, Félix Fisher, a 5ª Turma do STJ deu o que o primogênito do presidente pede à cúpula da Justiça, tempo, e este festejou a vitória com seu ex-advogado, demitido publicamente, Wassef, em cinismo insuperável. 2 – Lira põe para votar na Câmara emenda Daniel Silveira, em homenagem ao ex-PMRJ que, como seu ídolo, o “Minto”, foge do trabalho como o diabo da cruz. 3 – O presidente ameaçou vetar a compra da vacina da Pfizer, usada em 69 países com 95% de eficácia, por capricho estúpido de idiota negacionista. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Direto ao Assunto no YouTube: Pfizer autorizada, e agora, Bolsonaro?

Direto ao Assunto no YouTube: Pfizer autorizada, e agora, Bolsonaro?

1 – Anvisa autoriza uso definitivo da vacina da Pfizer-Biontech contra covid, e Brasil, que negocia há meio ano, ainda não comprou, por caprichos de Bolsonaro, que ainda alertou para possibilidade de vacinado virar jacaré. 2 – Petrobrás, BB e Eletrobrás perderam R$ 113,2 bilhões do seu valor depois da intromissão do presidente na política de preços de derivados de petróleo. 3 – Livro de Carvalhosa pregando nova Constituição quer fim da reeleição, adoção de voto distrital puro e candidaturas sem partidos. 4 – Populismo de direita quer tomar dinheiro de saúde e educação dos pobres para auxílio emergencial eleiçoeiro. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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No Blog do Nêumanne: Autogolpe e guerra civil, eis a questão

No Blog do Nêumanne: Autogolpe e guerra civil, eis a questão

José Nêumanne

Carta de Jungmann ao STF revela fundados temores de que o atropelo do Estatuto do Desarmamento e a interrupção do rastreamento de armas pelo Exército massacrem brasileiros e a democracia

O político pernambucano Raul Jungmann foi ministro da Defesa, ou seja, chefiou os comandantes das Forças Armadas à época em que o cargo era de civis, e da Segurança Pública, desmembrada do Ministério da Justiça no mandato-tampão de seu ex-colega na Câmara dos Deputados, Michel Temer. Tem, portanto, biografia e autoridade para que seja levada a sério sua carta aberta, dirigida aos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), denunciando as intenções autogolpistas de Jair Bolsonaro e a possibilidade de uma inédita guerra civil. Sua militância notória no Partido Comunista Brasileiro, o velho Partidão mais de paz do que de guerra, não o descredencia, como imagina quem acompanhe com um mínimo de atenção os mugidos do gado bolsonarista e o bip-bip dos robôs do gabinete do ódio. Ao contrário. À exceção da tristemente famigerada “Intentona” de 1935, que serviu aos propósitos autogolpistas do Estado Novo de Getúlio Vargas, sua trajetória dos últimos 85 anos na pouco serena República tem sido mais pacífica e serena do que beligerante. O próprio Luís Carlos Prestes, que a comandou, seria cobrado por ter subido ao palanque do caudilho gaúcho no interregno democrático, apesar de o estancieiro ter entregado a mulher dele, Olga Benário Prestes, grávida, aos esbirros nazis de Hitler.

Mais do que a História, contudo, dá força à advertência de Jungmann o fato indiscutível de relatar a mais simples e plana expressão da verdade. “Armamento evoca flagelo da guerra civil e massacre de brasileiros por brasileiros”, alertou Jungmann sobre quatro decretos do presidente da República, no manifesto em que clama por “urgente intervenção desta Corte visando a conjurar a ameaça que paira sobre a Nação”, conforme registra reportagem de Fausto Macedo e Samuel Costa, deste Estadão. Esses repórteres lembram que, “no último dia 12, o presidente Jair Bolsonaro editou quatro decretos de 2019 que regulam a aquisição de armas no País. Entre as mudanças, está o aumento, de quatro para seis, do número máximo de armas de uso permitido para pessoas com Certificado de Registro de Arma de Fogo. Além disso, também foram flexibilizadas a norma que exige autorização do Exército para compras de armas por caçadores e atiradores e a dispensa de registro dos comerciantes de armas de pressão junto ao Exército”. À época da edição de tais decretos, o autor destas linhas relatou a reação do então diretor de Fiscalização de Produtos Controlados pelo Exército, general Eugênio Pacelli, exonerado e, em seguida, transferido da ativa para a reserva em 25 de março de 2020. Na mesma ocasião, a procuradora da República no Distrito Federal, Raquel Branquinho, definiu a ação presidencial como violação da Constituição.

Em 22 de abril, conforme seria revelado depois, com a divulgação do vídeo por ordem do então decano do STF, Celso de Mello, o próprio chefe do Executivo, em reunião do Conselho de Governo, disse, em alto e bom som: “Eu quero todo mundo armado”. Desde a oportuna divulgação do vídeo em maio passado, foi possível verificar que ele se referia a facções de policiais militares de vários Estados, que lhe devotam fidelidade canina. Jungmann referendou todos os argumentos usados em comentários e textos deste escriba a respeito do perigo representado pela liberalização do comércio de armas e munições e pelo cancelamento de seu rastreamento. Conforme Macedo e Costa, “no texto, Jungmann defendeu que maior acesso a armas pela população aumentará os homicídios e impulsionará atividades criminosas, como as milícias e o tráfico de drogas. O ex-ministro alerta para ‘risco de gravíssima lesão  ao sistema democrático com a liberação, pela Presidência da República, do acesso massificado dos cidadãos a armas de fogo’ e atribui ao governo ‘erro ameaçador’”. Não falta quem argumente que bandos criminosos não se armam em lojas, mas no contrabando de armas. Essa manifestação coletiva de estupidez, contudo, não elide o fato de que, zeradas as alíquotas de importação e sem rastreamento possível, aumentará o total de revólveres e fuzis disponíveis, podendo ser adquiridos em lojas ou subtraídos em assaltos a arsenais e paióis de Polícias Militares e pelotões de Forças Armadas.

O argumento populista do capitão cloroquina para armar golpistas ou propensos a pôr fim à democracia pela força é desarmado pelo ex-deputado pernambucano com a mesma facilidade com que milicianos e traficantes, mancomunados secretamente, furtam armas das mãos de cidadãos inocentes. É uma falácia mal-intencionada a de que “o armamento da população deve ser feito para garantir a liberdade dos cidadãos de bem”. De fato, segundo Jungmann, isso evoca “o terrível flagelo da guerra civil, e do massacre de brasileiros por brasileiros”. A polarização radical nos está pondo a um passo desse inferno abissal. O ex-ministro lembrou que, em 2019 e 2020, as mortes violentas voltaram a crescer no País e que, ao mesmo tempo, os registros de compra de novas armas “explodiram”. E completou: “90%  a mais em 2020, relativamente a 2019, o maior crescimento de toda  série histórica, segundo dados da Polícia Federal”.

A violação descarada do Estatuto do Desarmamento (Lei n.º 10.826, de 22 de dezembro de 2003), ao arrepio do Estado de Direito, mostra como tudo isso é muito grave e realista. É, então, urgente que venha a ser levado em conta por quem quer que se diga defensor da democracia, mas prefira não reagir como deveria. A lembrança está no calendário disponível em qualquer escrivaninha de brasileiro. “Nossas eleições estão aí, em 2022. E pouco tempo nos resta para conjurar o inominável presságio”, avisou o ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne segunda-feira 22 de fevereiro de 2021)

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Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro tenta golpe e guerra civil, diz Jungmann

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro tenta golpe e guerra civil, diz Jungmann

1 – O ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública Raul Jungmann escreveu carta pública aos 11 ministros do STF alertando para tentativa de autogolpe com possível guerra civil por Bolsonaro e pediu providências para salvar a democracia e os brasileiros. 2 – Pfizer não aceitou exigências do presidente para fornecer vacinas e fica claro que ele não pretende reduzir a mortandade dos cidadãos e o colapso da saúde pública no País. 3 – Interferência do chefe do governo na Petrobrás expõe covardia do ministro da Economia, Paulo Guedes. 4 – Artigo do desembargador Maierovitch exibe metamorfose do STF de instância jurídica em corte política. 5 – O presidente do Cidadania, Roberto Freire, defende, em entrevista ao canal, a manutenção da prisão de deputado bolsonarista por colegas e plenário do Supremo. 6 – Boni da Globo conta casos interessantes de sua passagem pela rede de TV, monopolista de audiência no Brasil. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro pede esmola aos EUA

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro pede esmola aos EUA

A primeira reunião entre o governo brasileiro e os Estados Unidos para tratar do meio ambiente foi marcada por um recado claro enviado pelo presidente Jair Bolsonaro de que só adotará medidas para conter desmatamento e queimadas se houver injeção direta de dinheiro estrangeiro no País. Sem recursos dos Estados Unidos e demais países ricos, não há como proteger o meio ambiente como previsto em acordos internacionais. A ideia agora é mostrar claramente que houve uma mudança de postura sobre o assunto. Ou seja, depois de adotar uma política sabuja em relação ao governo Trump, Ernesto Araújo e Ricardo Salles pediram esmola aos democratas que o sucederam. O fato lembra a foto de JK estendendo a mão para John Foster Dulles, publicada pelo JB com a legenda “me dá um dinheiro aí”, marcha do carnaval de 58.

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Assuntos para comentário da sexta-feira 19 de fevereiro de 2020

1 – Haisem – Brasil pede aos Estados Unidos dinheiro para desmatamento – Esta é a manchete da edição impressa do Estadão de hoje. Será que o problema da devastação de nossa floresta tropical resulta apenas de falta de recursos para detê-la

2 – Carolina – Câmara indica que deputado continuará preso – Este é o título de uma chamada de primeira página do jornal hoje. O que, a seu ver, pode ser mais forte e decisivo do que o espírito corporativista dos colegas do parlamentar bolsonarista que o Supremo Tribunal Federal mandou prender

3 – Haisem – Que detalhes aparentemente menos importantes chamou sua atenção na prisão do deputado federal Daniel Silveira, do PSL, pela Policia Federal no Rio de Janeiro

4 – Carolina – Bolsonaro faz ameaça à Petrobrás e zera imposto – Este é o título de uma chamada no alto da primeira página do Estadão. O que leva o presidente da República a se intrometer na política de preços de nossa maior estatal

5 – Haisem – Governo quer antecipar décimo terceiro e abono para injetar 57 bilhões de reais – Este é o título de outra chamada no alto da primeira página do jornal de hoje. Até que ponto a antecipação de dinheiro no bolso do contribuinte evitará o desastre econômico provocado pela pandemia e pela péssima política de combate dela pela autoridade federal

6 – Carolina – Bolsonaro insiste em dizer que sua mãe tomou a vacina de Oxford, e não a coronavac – Este é o título de uma chamada de capa do portal do Estadão hoje cedo. Lorotas inventadas pelo presidente da República interferem de alguma forma no malogro da imunização da covid, que só não é ainda mais grave por causa das doses disponíveis do imunizante que ele chama de do Doria e da China

 

Artigo no Estadão desta quarta-feira: Os corruptos, unidos, jamais serão vencidos

Artigo no Estadão desta quarta-feira: Os corruptos, unidos,  jamais serão vencidos

José Nêumanne

Após intervalo da Lava Jato, ratos do erário unem-se

sob Bolsonaro e fogem dos porões

“Corrupção é como inflação: não acaba nunca”, disse o ex-ministro do Trabalho Almir Pazzianotto no vídeo editado no Blog do Nêumanne no portal do Estadão. Desalentadora, a sentença soa realista neste momento em que mais um surto moralizador da gestão da renda republicana se desmancha sob as fantasias de Jair Bolsonaro, eleito presidente nas vagas antipetista e de exaltação ao combate à roubalheira.

A onda anterior foi causada pelo oportunismo do ignoto governador de Alagoas Fernando Collor, que sepultou as pretensões presidenciais de desunidas lideranças “democráticas” da época: Ulysses Guimarães, Mário Covas, Aureliano Chaves e Lula da Silva. Denúncias tornadas públicas pelos procuradores da República Luiz Francisco de Souza, o “Torquemada”, e Guilherme Shelb, ambos regidos por José Dirceu, do PT, desmascararam a hipocrisia do “caçador de marajás”, que teve seu impeachment aprovado no Senado. Apesar do apoio de Roberto Jefferson, do PTB, e da tentativa vã de renunciar para evitar a quarentena imposta a punidos pela perda do mandato presidencial.

O luto usado no lugar das cores do “auriverde pendão” dos manifestantes nas ruas tornou protocolar a adesão de governos federais aos acordos internacionais que apenaram com dureza o furto dos cofres públicos. A regulamentação das delações premiadas, a ressurreição da autorização para início de cumprimento de pena após a condenação em segunda instância e a criação de forças-tarefa no Ministério Público Federal costuraram os buracos pelos quais os fora da lei escapavam das redes de operações, caso da Castelo de Areia. Nesta, a chicana da anulação da montanha de provas contra a empreiteira Camargo Corrêa ruiu por causa de a primeira delas ter sido anônima. Por propina, como relatou o delator Antônio Palocci. O cidadão comum desfraldou as bandeiras e foi às ruas.
Em 2018, candidato sem fazer campanha, sem participar de debates na televisão e, em teoria, com caixa reduzido, o Collor da vez, Jair Bolsonaro, capitão flagrado em tentativa terrorista que o fez desistir da carreira militar, deixou nomes consagrados da “velha política” na poeira – Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e Marina Silva. E prostrou ao solo o poste de Lula, Fernando Haddad, no segundo turno.

Enquanto isso, o Congresso, com maioria composta de condenados, culpados, denunciados, investigados e temerosos de virem a sê-lo, solapou, tijolo por tijolo, a frágil construção da luta contra a corrupção, com a cumplicidade da cúpula do Poder Judiciário, jogando o combate à corrupção às favas. O trabalho minucioso de agentes, procuradores e juízes federais foi reduzido a cinzas pelo “garantismo” de ocasião, e de plantão, de ministros nomeados por favores a serem cobrados por chefões das organizações ditas partidárias, no mínimo, coniventes com o crime.

Com 28 anos de convívio com raposas acostumadas a arrombar galinheiros no Congresso, onde nunca fez nada, Bolsonaro logo abandonou os disfarces e mostrou a que veio. Nomeou o petista André Mendonça, que fez carreira na Advocacia-Geral da União sob os auspícios do PT de Dias Toffoli, ministro da Justiça no lugar do ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro. Atropelou a tradição da lista tríplice e fez procurador-geral da República o dublê de advogado e procurador Augusto Aras, com públicas manifestações de apreço à esquerda, cultivadas na infância, inspirado no pai, Roque Aras, assessor de confiança de Chico Pinto, ícone esquerdista, apesar de suspeitas de intimidade com oficiais de informação do Exército.

Neste carnaval da pandemia, com velório e sem samba, Kassio Marques, fina-flor da aristocracia coronelista e petista do Piauí, mostrou a que veio votando a favor do pleito da defesa de Lula para ter acesso a conteúdo de mensagens roubadas de telefones das autoridades. O objetivo é expulsar Moro da disputa que o presidente pretende travar no segundo turno, em 2022, com Lula, já então autorizado a perdê-la com a destruição planejada da Lei da Ficha Limpa.

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo/ Perdeste o senso!”, reza o soneto de Olavo Bilac. Mas sem Moro, caçado pelo Supremo Tribunal Federal de seus inimigos Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Kassio Marques e, pelo visto, Cármen Lúcia, Bolsonaro confia que esmagará o ex-sindicalista ou algum preposto, apostando no antipetismo. O capitão de milícias terá as batatas como prêmio por ter conseguido reunir corruptos e outros com pretensões a sê-lo, entre os quais Collor e Jefferson.

O tal “centro democrático”, que ora se açoita nas ambições de Doria, Aécio e Leite ou no carreirismo de Rodrigo contra ACM Neto, disputa o lugar reservado aos comedores de sobejos no banquete do poder na república onde ou se furta ou se mente. Na luta entre covardes que ousam contra oportunistas que não se arriscam a perder o privilégio da migalha da sobra cuspida, continua difícil saber quem ganhará. A Nação, como de hábito, perderá. E os nostálgicos da ditadura militar poderão, enfim, trocar o dístico do pavilhão para “quem perder chorará”.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag.A2 do Estado de S. Paulo na quarta-feira 17 de fevereiro de 2021)

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