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Direto ao Assunto

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro não é confiável, diz Frota

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro não é confiável, diz Frota

“Bolsonaro como ele é de verdade” é o título de meu artigo no Blog do Nêumanne revelando bastidores da queda de Bebianno e da obsessão do presidente em limpar a todo custo a ficha de seu primogênito Flávio a partir do relato contido no vídeo Nêumanne entrevista Alexandre Frota neste canal. 2 – Denuncio ainda a conspiração de Rodrigo Maia com advogados de corruptos bilionários enriquecidos com propinas descriminalizando a lavagem de dinheiro e ameaçando com censura os meios de comunicação. 3 – O convescote com dinheiro público com Flávio Bolsonaro, Ricardo Salles, Milton Ribeiro, Marcelo Antônio, Gilson Machado, Fernando Lorencini e Jorge Self, magnatas do governo federal, no feriado em Fernando de Noronha à nossa custa. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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No Blog do Nêumanne: O Bolsonaro como ele é de verdade

No Blog do Nêumanne: O Bolsonaro como ele é de verdade

José Nêumanne

Revelações do deputado federal bolsonarista e arrependido de primeira hora, explicam por que o presidente só surpreende muita gente que desconhece quem ele é e sempre foi, nunca tendo sido confiável

Veterano repórter e comentarista de política, conheci razoavelmente todos os presidentes brasileiros desde a queda da ditadura militar, à exceção de dois: Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro. Sacada da algibeira de Luiz Inácio Lula da Silva, ela foi eleita mercê da popularidade de quem a elegeu duas vezes, na segunda evidentemente contrariado. Sobre o outro há literatura confiável, seja nos autos do processo de que foi absolvido no Superior Tribunal Militar (STM), seja no competente relato deste por Luiz Maklouf de Carvalho no livro O Cadete e o Capitão. Mas a obra ganhou merecida notoriedade tarde demais, quando o oficial acusado de terrorismo e indisciplina já envergava a faixa presidencial.

Entrevistar o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) para a série Nêumanne Entrevista, apresentada no YouTube e reproduzida no Blog do Nêumanne no portal do Estadão, foi a oportunidade de entender por que o capitão conquistou a maioria do eleitorado com a perspectiva de apoio à luta contra a corrupção, sob os auspícios do ex-juiz Sergio Moro. E ainda a adesão ao livre-mercado, personificado no economista Paulo Guedes. E, depois, jogou a narrativa no lixo da História para abraçar, em plena pandemia da covid-19, velhos parceiros de baixo clero do Centrão. A aposta no entrevistado terminou sendo muito bem-sucedida.

Pois na entrevista Frota esclareceu um episódio fundamental na virada de mesa do presidente, ao demitir e tentar desmoralizar um aliado de importância capital na sua campanha: o advogado carioca Gustavo Bebianno. Bolsonaro e os filhos, que movem os cordéis do gabinete do ódio da militância nas redes sociais, divulgaram a versão de que o chefe havia sido traído pelo relevante ministro da Secretaria-Geral da Presidência, na qual foi substituído pelo general da reserva Floriano Peixoto Neto, depois trocado por outro reservista da mais alta patente, Luiz Eduardo Ramos. Este hoje é tido como a vítima da vez na dança das cadeiras, tendo o cargo cobiçado pelo Centrão, eminência parda do atual governo: cabem-lhe as relações com os chefões do Poder Legislativo.

Frota contou agora um episódio que desmente a versão bolsonarista, que poderia ser tida como fake news, assunto da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que o deputado ajudou a criar e a dirigir. Segundo ele, perambulando pelos corredores do prédio do Banco do Brasil onde funcionava o comando da transição do governo, deparou-se com um grupo de civis de terno e militares de farda, cada um dirigindo-se à própria sala. E, à sua frente, sobrou um engravatado: Gustavo Bebianno. “Você não vai para sua sala?”, indagou. “Não tenho sala”, respondeu. Ou seja, a nomeação do participante do comando da campanha para o Ministério do governo foi uma farsa, que durou pouco tempo. E nada teve que ver com a versão oficial usada à época, segundo a qual o presidente do PSL durante a campanha eleitoral teria autorizado repasse de verbas do Fundo Partidário para uma candidata “laranja” em Pernambuco, com o suposto apoio de Luciano Bivar, atual presidente da sigla. O então porta-voz, general Otávio Rêgo Barros, não mentiu ao atribuir a defecção ao “foro íntimo do nosso presidente”. O isolamento de Bebianno na transição explica também a brusca retirada do capitão do partido e seu afastamento de Bivar.

Na entrevista Frota contou ainda que, ao assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados, pediu da tribuna a prisão do subtenente PM do Rio Fabrício Queiroz. Fê-lo na eclosão do escândalo da extorsão de servidores de gabinetes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com a abertura de inquérito pelo Ministério Público do Estado (MP-RJ) contra o então deputado estadual, após ser divulgado o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações atípicas, de R$ 1,2 milhão, em contas do assessor do atual senador. Incontinenti o próprio presidente, conforme contou o deputado, telefonou-lhe, aos berros, chamando-o de traidor. Expulso do PSL, o parlamentar mudou-se para o PSDB do hoje principal inimigo dos muitos que o capitão de Artilharia coleciona, o governador de São Paulo, João Doria.

A explosão ao telefone teria sido, segundo Frota, o primeiro indício de que o chefe do governo faria o possível, mesmo que improvável, para tirar o primogênito da enrascada. Isso explica a pressão para o ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro demitir-se, tema do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal (PF). E ainda a nomeação de Augusto Aras, fora da lista tríplice do Ministério Público Federal (MPF), para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e as indicações de Kassio Nunes Marques para o STF e de Jorge Oliveira para o Tribunal de Contas da União (TCU).

O empenho do chefe do Executivo em obstruir o inquérito do peculato na Alerj desvelou-se recentemente, em agosto, quando se reuniu com o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, da intimidade da família e impedido de assumir a direção da PF por decisão monocrática do ministro do STF Alexandre de Moraes, que ele chamou de “canetada”. E com o chefe do Gabinete da Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno. Isso para que as advogadas de Flávio, Luciana Pires e Flávia  Bierrenbach, lhes pedissem ajuda para espionar fiscais da Receita Federal que, de acordo com sua teoria conspiratória, teriam cometido crime ao fornecerem dados da contabilidade do senador ao MP-RJ para prejudicarem simultaneamente o filho e o pai.

Por tudo o que relatou, Frota arrependeu-se e pediu desculpas a quem houver votado em Jair Bolsonaro a conselho dele. Conforme disse na entrevista, porque “ele não é confiável”. Mas, sim, um “rato de porão”.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne segunda-feira 2 de novembro de 2020)

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No YouTube, Nêumanne Entrevista: Alexandre Frota

No YouTube, Nêumanne Entrevista: Alexandre Frota

Frota: Bolsonaro, rato de porão

Revelações em Nêumanne entrevista Alexandre Frota: 1 – “Jair Bolsonaro é um rato de porão”. 2 – “Peço desculpas a quem votou nele por indicação minha”. 3 – “Gustavo Bebianno foi descartado pelo presidente eleito ainda em 2018, antes de ser eleito, pois nem sala tinha na transição”. 4 – “O presidente rompeu comigo quando exigi a prisão de Fabrício Queiroz da tribuna da Câmara e ele me atacou ao telefone”. 5 – “Bolsonaro deu as costas para São Paulo ainda na campanha, desprezando o maior colégio eleitoral do País”. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Direto ao Assunto no YouTube: SUS: Dilma inspirou Bolsonaro

Direto ao Assunto no YouTube: SUS: Dilma inspirou Bolsonaro

Jair Bolsonaro, capitão puxa-encolhe do populismo sem povo, citou projeto de Dilma em 2010 (presidente era Lula) para justificar decreto que prometeu ressuscitar depois de assinar e mandar revisar, autorizando capital privado em obras de UBS do SUS. 2 – Agressão a homossexuais e maranhenses ocultou viagem eleiçoeira do presidente ao Maranhão a propósito de um refrigerante cor de rosa chamado Jesus. 3 – Ricardo Salles viajou em avião da FAB com querosene pago por nós para chamar Maia de Nhonho e depois negar. Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal Eldorado: Puxa-encolhe no populismo sem povo

Comentário no Jornal Eldorado: Puxa-encolhe no populismo sem povo

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem, em live nas redes sociais, que deve reeditar o decreto para a inclusão de unidades básicas de saúde (UBSs) no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). O governo publicou o decreto com esse teor na segunda-feira, 26, mas recuou dois dias depois, após forte pressão da oposição e das redes sociais. A medida foi encarada pelos críticos como o início da privatização do Sistema Único de Saúde (SUS). No populismo sem povo do capitão puxa-encolhe ninguém é capaz de prever qual a decisão definitiva a ser tomada pelo chefão. O governo nega-se, por exemplo, a privatizar os Correios, cuja manutenção sob tutela estatal só tem função de cabide de emprego para os membros do Centrão, que são os verdadeiros donos do poder legitimados pelo voto que elegeu Bolsonaro contra eles.

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Assuntos para comentário da sexta-feira 30 de outubro de 2020

1 – Haisem – Bolsonaro diz que deve reeditar inclusão de UBS em privatizações – Este é o título de uma chamada na capa do Portal do Estadão. O que indica esse vaivém permanente do presidente da República em assuntos que dizem respeito ao cidadão mais desassistido e mais necessitado de atenção do Estado

2 – Carolina – Guedes fala no Congresso e ataca Marinho e Febraban – Este é o título de chamada no alto da primeira página da edição impressa do Estadão de hoje. A seu ver, o que explica essa permanente agressividade de muitos ministros tratando de assuntos que em qualquer outro país mereceriam mais cuidados

3 – Haisem – Tuíte de Salles sobre Maia expõe brigalhada política em Brasília – Este é o título de uma chamada no alto da primeira página da edição impressa do Estadão hoje. Por que, em sua opinião, o ministro do Meio Ambiente  usa seu tempo e a paciência do público para atacar um chefe de poder quando teria muito mais a fazer de prático e útil cuidando apenas da gestão da pasta

4 – Carolina – Paulinho da Força vira réu por suposta propina da J&F – Este é o título de uma chamada na capa do Portal do Estadão. Decisões desse gênero da Justiça representam um alento de que o conluio dos três Poderes ainda não conseguiu extinguir o legado da Operação Lava no combate à corrupção no Brasil

Comentário no Jornal Eldorado: Capital privado no SUS, uma tolice

Comentário no Jornal Eldorado: Capital privado no SUS, uma tolice

Após forte reação contrária, o presidente Jair Bolsonaro decidiu nesta quarta-feiras revogar decreto publicado na véspera no Diário Oficial autorizando estudos para conceder as Unidades Básicas de Saúde (UBS) à iniciativa privada. A medida foi vista como o início da privatização do Sistema Único de Saúde (SUS). Depois de críticas fortíssimas de todos os lados, o Palácio do Planalto recuou e admitiu que o texto estava “equivocado”.  A determinação agora é que o texto seja revisto. Não cancelado, certo? Como Bolsonaro defendeu a ideia original e ainda ironizou quem o criticou, como é de hábito, não é de todo que surja outro dia com outra argumentação. Aí seria o caso de mandar instalar um cartaz nas portas das UBS: “Aqui pobre não tem vez”. Não adianta querer disfarçar. Privatizar obras do SUS é uma ideia de jerico.

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Assuntos para comentário da quinta-feira 29 de outubro de 2020

1 – Haisem – Governo decide revogar decreto sobre SUS – Este é o título de chamada de primeira página na edição impressa do Estadão hoje. O que, na sua opinião, inspirou o presidente a privatizar postos do SUS para depois rapidamente voltar atrás

2 – Carolina – O que você tem a dizer sobre a notícia de que o Ministério da Saúde sabia de um relatório sobre a necessidade de uma reforma urgente e radical no Hospital Federal de Bonsucesso, que pegou fogo anteontem no Rio, e falava na possibilidade de morte de pacientes, mas não tomou nenhuma providência

3 – Haisem – O que você tem a dizer sobre a notícia de que candidatos a vereador em São Paulo e no Rio receberam auxílio emergencial do governo para os trabalhadores impossibilitados de trabalhar na pandemia e doaram para a própria campanha

4 – Carolina – Ex-porta-voz, Rêgo Barros é visto como “novo Santos Cruz” – Por que, a seu ver, o general que foi isolado, não foi promovido e depois foi afastado de sua importante função no palácio está sendo comparado com o general Santos Cruz, que foi muito ligado a Jair Bolsonaro na academia militar e hoje é considerado o guru dos militares humilhados e ofendidos

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