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Direto ao Assunto

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro compra Câmara e dá a réu

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro compra Câmara e dá a réu

1 – Governo distribuiu R$ 3 bilhões em emendas parlamentares para garantir espetacular vitória do réu Lira, discípulo de Cunha, líder do Centrão e réu por corrupção, e garantiu blindagem para si próprio e os filhos em investigações da PF e do MP-Rio. 2 – De condestável da República derrotado Maia volta à insignificância de uma votação quase insuficiente para ser deputado pelo Rio. 3 – Posto Ypiranga do presidente na economia, Guedes virou “o ministro que prometia” em duro editorial do Estadão. 4, Kim Kataguiri, Alexandre Frota, Jorge Kajuru e Lasier Martins falaram a verdade, mas seus discursos não foram noticiados. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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No Blog do Nêumanne: “Venha a nós, e ao vosso reino, nada”

No Blog do Nêumanne: “Venha a nós, e ao vosso reino, nada”

José Nêumanne

Signo da generosidade franciscana virou lema de barganha de verbas por apoio, trocada pelo acréscimo à sentença da oração do Cristo na instauração da “democracia” sem povo dos populistas

Não há boa palavra que não possa ser distorcida e não acabe por expressar as piores intenções de quem nunca as teve boas. Nenhum filho de mulher tem uma biografia tão comprometida com a bondade, o desapego e o amor à natureza como o padre católico medieval, de família abastada e que viveu em plena, franca e santa pobreza: Giovanni di Pietro di Bernardone. Oito séculos depois de pregar suas melhores intenções, São Francisco de Assis, fundador da ordem franciscana e inspirador do nome do atual chefe da Igreja Católica, teve seu refrão mais célebre – “é dando que se recebe” – se tornado a inversão perversa e cínica para justificar a barganha vil e indecente de recursos públicos por proveitos privados.

Almir Pazianotto Pinto, que foi ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), atribuiu a inversão do lema franciscano no Brasil contemporâneo ao deputado do PMDB paulista Roberto Cardoso Alves, Robertão, numa paródia para substituir, em 1988, a prática do que era, então, mais popularmente definido como “toma lá, dá cá”, mais curto, mais grosseiro, mais direto. Em artigo publicado no Correio Braziliense, à véspera do último Natal, Pazianotto usou de sua experiência e da vivência política para bordar na bandeira do hoje célebre e reinante Centrão a adaptação canalha da piedosa generosidade franciscana.

Em seu artigo que tem como título o lema atual do troca-troca, ele registrou, sem dó nem dolo: “A pulverização partidária, a ausência de compromissos ideológicos e a leviandade na administração dos interesses públicos, converteram a Câmara dos Deputados e o Senado numa espécie de supermercado, onde se negocia apoio ou oposição ao Poder Executivo. Palavra, assinatura, honra e dignidade podem ser comprados. Quando o presidente da República, de olhos na reeleição, à falta de liderança política e desprovido de partido próprio, pratica o toma lá dá cá, torna-se refém da Câmara dos Deputados e do Senado. É quando a negociação política de alto nível corre pelo ralo. Deixa de zelar pelos interesses da nação para se transformar em comércio de emendas parlamentares, de medidas provisórias, de ministérios, de diretorias de estatais e de sociedades de economia mista. Nessas circunstâncias, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado adquirem poderes excepcionais, porque, segundo o Regimento Interno, são senhores da pauta, da ordem do dia e da condução dos trabalhos”, escreveu, revelando algo que testemunhou. Em quatro anos de vigência, a Constituição “cidadã”, conforme afirmação de Ulysses Guimarães, que a presidiu, assim como ao partido em que Almir e Robertão militaram, criou o ambiente moldado à medida para esse figurino.

Hoje, 32 anos depois, tendo o Centrão se apoderado das transações nada republicanas que comandam nossos destinos, o principal líder do grupelho, criado e cevado no antifranciscanismo vigente, Arthur Lira, já encomendou uma nova bandeira e nela um novo lema para a indulgência plena de seus sócios proprietários. E, ao mesmo tempo, para a negação ao cidadão do princípio básico da teoria dos pais fundadores da democracia moderna, 500 anos depois do padroeiro dos humildes. Convidado a resumir sua proposta para a disputa da presidência da Câmara, não se fez de rogado e recitou à frente das câmeras sua versão do “Mateus, primeiro os meus”: sob sua chefia, a Câmara será do ‘nós’ e não do ‘eu’. Sua pretensão, claro, é projetar uma Casa mais plural e menos submetida ao poder do presidente, contrapondo-se ao antecessor, Rodrigo Maia. Mas, ao vê-lo e ouvi-lo frente a câmeras e microfones anunciando novos tempos para o País, lembrei-me muito mais da paródia popular à segunda invocação do Pai Nosso, oração por excelência do próprio Jesus Cristo (Mateus, 6, 10). Ao comentar o “venha a nós o vosso reino”, na Catequese sobre o Padre Nosso, o papa Francisco deu-lhe o significado que o pregador imaginou, ao ensiná-la aos fiéis: “o senhorio de Deus fez-se próximo dos seus filhos.”  Assim, como no caso do lema franciscano original do Centrão, seu atual sumopontífice, sem querer, querendo, como diria Chaves, terminou por permitir sua leitura correta com um provérbio nascido da prática da hipocrisia com o lema da antiga prática: “Venha a nós, e ao vosso reino, nada”.

Robertão morreu num acidente de automóvel há 25 anos. Ricardo Fiúza, citado como ele no lúcido artigo de Pazianotto, perdeu sua luta contra o câncer há seis anos em casa, no Recife. Eduardo Cunha, o mais bem-sucedido líder do Centrão, que os dois primeiros criaram, mofa numa cela de prisão em Curitiba, condenado por corrupção, à espera de que a benemerência da maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) o livre, embora com a real intenção de limpar a ficha sujíssima de Lula. Ele deve orgulhar-se do mais leal dos discípulos: Lira deu um dos meros dez votos contra a cassação do ex-presidente da Câmara que cassou Dilma Rousseff, e não evitou o inevitável. Lira não deve ser acusado de excesso de franqueza por incorporar o próprio vademecum da impunidade para todos da grei, uma vez que ele não teve a intenção de avisar ao povo brasileiro que este está fora do pacto. Pois reservou tudo de bom e do melhor só para ‘nós’ do bando: perdão de penas, verbas parlamentares bilionárias e nomeação de parentes e apaniguados no novo torpe conluio do poder.

Evangelho quer dizer boa nova. No vademecum de Cunha e Lira a primeira pessoa do plural não se reserva ao “povo de Deus”, mas aos “eleitos” do próprio cabaré, que administra o inferno parao resto da Nação.

*Jornalista, poeta e escritor

 (Publicado na segunda-feira 1 de fevereiro de 2021 no Blog do Nêumanne)

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Direto ao Assunto no YouTube: Fux Bateu e Bolsonaro afinou

Direto ao Assunto no YouTube: Fux Bateu e Bolsonaro afinou

1 – Enquanto seus candidatos disputavam eleições na Câmara e no Senado, o presidente foi à abertura do ano judiciário e ouviu, sem reagir, fortes críticas feitas pelo presidente do STF a seu incentivo ao ódio e a sua desastrada gestão da pandemia, mas ele não tugiu nem mugiu. 2 – O ministro do STF Ricardo Lewandowski retirou o sigilo de conversas entre Moro e procuradores da Lava Jato para uso pela defesa de Lula de provas obtidas criminosamente. 3 – Ney Bello, do TRF 1, candidato de Gilmar para vaga de Maia no STJ, mandou encerrar investigação sobre atuação suspeitíssima do lobista Wassef, que atuou como advogado de Flávio Bolsonaro na ação do peculato na Alerj. Direto ao Assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Nêumanne Entrevista: Bolsonaro irá para a cadeia, diz Kataguiri

Nêumanne Entrevista: Bolsonaro irá para a cadeia, diz Kataguiri

1 – Em Nêumanne Entrevista Kim Kataguiri, nesta semana, o deputado federal por São Paulo, lançado na política como líder do Movimento Brasil Livre (MBL) nas grandes manifestações nas ruas em 2013, acusou a Câmara dos Deputados de, por vil interesse, se omitir quanto aos crimes de responsabilidade de Bolsonaro, “e também a crimes comuns”, que, segundo ele, não devem ser punidos apenas com impeachment, mas também com cadeia. 2 – O chefe do Executivo, segundo o parlamentar, intervém na PF, no MPF e em outras instituições para livrar os filhos, mas muito mais a ele próprio: “pelo caráter dele, se fosse só o filho, ele já o teria abandonado”. 3 – Para o entrevistado, Bolsonaro é o pior gestor da pandemia da covid 19 no mundo inteiro. 4 – Ainda conforme ele, o capitão de milícias não vê no PT e em Lula, uma ameaça ideológica, mas, sim, uma utilidade política e eleitoral. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro controlará Câmara e Senado

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro controlará Câmara e Senado

Na disputa por comandos da Câmara e do Senado, o governo destinou R$ 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores aplicarem em obras em seus redutos eleitorais. O dinheiro saiu do Ministério do Desenvolvimento Regional. O Estadão teve acesso à planilha interna de controle de verbas, até então sigilosa, com os nomes dos parlamentares contemplados com os recursos “extras”, que vão além dos que já têm direito de direcionar. Além de verbas, o governo também tem oferecido cargos a quem aceite votar nos dois nomes do governo, segundo relatos de parlamentares.. Assim, cria a República bolsachavista brasileira. O ministro Fachin, do STF, chamou corrupção de “cupim da República”. Centrão livra Bolsonaro em troca de cargos e ganha impunidade. O mesmo vale para o PT de Lula, seu adversário ideal.

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Jornal Eldorado, quinta 29:

Bolsonaro controlará Câmara e Senado

Na disputa por comandos da Câmara e do Senado, o governo destinou R$ 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores aplicarem em obras em seus redutos eleitorais. O dinheiro saiu do Ministério do Desenvolvimento Regional. O Estadão teve acesso à planilha interna de controle de verbas, até então sigilosa, com os nomes dos parlamentares contemplados com os recursos “extras”, que vão além dos que já têm direito de direcionar. Além de verbas, o governo também tem oferecido cargos a quem aceite votar nos dois nomes do governo, segundo relatos de parlamentares.. Assim, cria a República bolsachavista brasileira. O ministro Fachin, do STF, chamou corrupção de “cupim da República”. Centrão livra Bolsonaro em troca de cargos e ganha impunidade. O mesmo vale para o PT de Lula, seu adversário ideal.

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Assuntos para comentário na sexta-feira 29 de janeiro de 2021

1 – Haisem – Planalto interfere em eleição e libera três bilhões de reais a parlamentares – Esta é a manchete da edição impressa do Estadão de hoje. Que conseqüências essa atitude produzirá para alterar o equilíbrio entre os três poderes da República no futuro próximo

2 – Carolina – Rombo nas contas públicas do País chega a dez por cento do Produto Interno Bruto – Este é o título de chamada no alta da primeira página do jornal hoje. Quais problemas uma notícia como essa poderá trazer para o dia-a-dia do brasileiro comum, que ainda enfrenta a dupla catástrofe da pandemia sanitária e da recessão econômica

3 – Haisem – Corrupção triunfa como “cupim”, diz Fachin – Este é o título de outra chamada de primeira página do Estadão. A que conclusões você chega depois de uma constatação tão chocante como essa, expressa por um ministro que tem tentado manter acesa a chama das conquistas do combate ao furto deslavado na gestão da República entre nós

4 – Carolina – Veículos de imprensa lançam campanha pela vacinação – Este é o título de chamada da primeira página do jornal de hoje. O que, a seu ver, inspirou o consórcio dos meios de comunicação, que supriram a lacuna de informação sobre a pandemia, produzida pela ausência do governo central, a darem sua contribuição ao esforço para convencer o povo a se imunizar contra a covid 19 no País

5 – Haisem – Liminar barra volta à escola em São Paulo; treze Estados não têm planos – Este é o título de outra chamada na primeira página do Estadão hoje. O que será do futuro dos brasileiros em idade escolar, particularmente os mais pobres, enquanto a pandemia e a crise econômica por ela produzida não nos dão trégua

6 – Carolina – O julgamento da História não basta – Este é o título do editorial que abre a página de Notas & Informações do jornal hoje, com chamada na primeira página. O que você acha dessa conclusão definitiva sobre o desempenho do governo federal e, em particular, do chefe do Poder Executivo

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro compra Congresso por 3 bi

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro compra Congresso por 3 bi

1 – Presidente comprou eleições para Lira na presidência da Câmara e Pacheco no Senado por R$ 3 bilhões em emendas parlamentares, e recriou 3 ministérios para atender o Centrão, repetindo autogolpe de Maduro na Venezuela. 2 – No sábado 30 de janeiro, às 17 horas, será publicado vídeo Nêumanne Entrevista Kim Kataguiri da semana com bastidores desse vexame. 3 – Brasil ficou estagnado em 94.º lugar em 180 países, abaixo da média latino-americana, 43, e da mundial 41, no ranking da Transparência Internacional. 4 – Johnson & Johnson anunciou eficácia de 66% de sua vacina contra covid 19. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

 

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