Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Angústia Brasil

Comentário no Jornal Eldorado: Angústia Brasil

Uma notícia como esta de que a frustração de receitas previstas pelo governo para este ano pode pôr em risco o cumprimento da meta fiscal (de janeiro a julho, o governo federal arrecadou R$ 38,5 bilhões a menos de impostos e contribuições federais em relação ao programado no Orçamento, segundo dados do Tesouro Nacional obtidos pelo Estadão/Broadcast  só aumenta a agonia do cidadão comum, trabalhador, que não goza das benesses do Estado, que ele tem de sustentar. O Brasil, aliás, é uma angústia permanente. Aliás, estar na China nesta hora não ajuda em nada Temer, alvo da segunda denúncia de Janot, a ser apresentada nestes dias com o possível acréscimo da confissão de Funaro de que recebeu mesmo dinheiro de Joesley para ficar em silêncio.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 1;º de setembro de 2017, às 7h30m)

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Eldorado 1 de setembro de 2017 – Sexta-feira

Que tal é você abrir a porta e pegar no capacho o Estadão cuja manchete grita Frustração de receita atinge R$ 38,5 bilhões e põe em risco a meta fiscal. Não dá um friozinho na barriga?

A frustração de receitas previstas pelo governo para este ano pode pôr em risco o cumprimento da meta fiscal. De janeiro a julho, o governo federal arrecadou R$ 38,5 bilhões a menos de impostos e contribuições federais em relação ao programado no Orçamento, segundo dados do Tesouro Nacional obtidos pelo Estadão/Broadcast. Nos cálculos para chegar à nova meta fiscal, que prevê um rombo de R$ 159 bilhões em 2017, o governo estimou uma frustração de receitas de R$ 50 bilhões para o ano inteiro. O problema é que 80% desse total já se confirmou até julho.

Com dificuldades em conseguir apoio no Congresso Nacional para aprovação de medidas de contenção de gastos e aumento de receitas, esse desempenho ruim indica que a nova meta fiscal – que ainda depende de aprovação final pelo Congresso na próxima semana –, já está muito apertada. O próprio Tribunal de Contas da União (TCU) vem alertando que o risco de descumprimento permanece mesmo com a permissão para o governo fazer um rombo maior.E o quadro fica ainda mais complicado com o crescimento das despesas obrigatórias, que o governo não pode cortar. De janeiro a julho, subiram 6,2% em relação ao mesmo período de 2016. Os gastos do INSS aumentaram R$ 19,5 bilhões, e a folha de pessoal, R$ 16,2 bilhões.Segundo reportagem de Adriana Fernandas, da Sucursal do Estadão em Brasília, a margem de R$ 20 bilhões para ampliação do rombo este ano, que será aberta com a elevação do déficit previsto – de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões – já foi parcialmente consumida pela perda de R$ 6 bilhões de arrecadação apenas em julho em relação ao programado.

A perda de arrecadação no mês passado deixou a equipe técnica do governo em alerta. A margem está em perigo, segundo um integrante da área econômica, também por conta das negociações do Refis (parcelamento de débitos tributários) e da venda de usinas da Cemig. Essas são duas fontes de receitas importantes que estão na conta da equipe econômica, mas que podem frustrar, a depender do resultado das negociações. O governo sofre pressão política para ceder em ambos os casos.

O secretário-executivo do Ministério, Esteves Colnago, justificou a decisão do governo.

SONORA 0109 COLNAGO

Uma notícia como esta só aumenta a agonia do cidadão comum, trabalhador, que não goza das benesses do Estado, que ele tem de sustentar. O Brasil, aliás, é uma angústia permanente.

De acordo com reportagem de Jailton de Carvalho, de O Globo, o contador Lúcio Bolonha Funaro confirmou, em um dos depoimentos da delação premiada, que recebeu dinheiro do empresário Joesley Batista, da JBS, para não revelar o que sabia sobre corrupção e movimentação ilegal de recursos por parte de influentes políticos do país. Em que isso pode incrementar a esperada segunda denúncia de Janot contra Temer?

A informação, um dos detalhes mais importantes da delação de Funaro, deve robustecer ainda mais a denúncia que o procurador-geral da República Rodrigo Janot e equipe estão preparando para apresentar contra o presidente Michel Temer, a partir das delações do empresário Joesley Batista e outros executivos da JBS.
Temer é investigado por obstrução de Justiça e envolvimento em organização criminosa. Num dos trechos de uma conversa que teve com Temer, na noite de 3 de março, no Palácio do Jaburu, Batista descreveu uma série de crimes que teria cometido. Num determinado momento disse, de forma cifrada, que vinha fazendo pagamentos regulares a Funaro e ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que até ser preso era um dos principais aliados de Temer. Em depoimentos da delação premiada, Joesley e o executivo Ricardo Saud, também da JBS, disseram que os pagamentos eram para comprar o silêncio de Funaro e Cunha, uma forma de proteger o presidente e alguns auxiliares.

Na China, o presidente da República, Michel Temer, diz que vê com naturalidade a rejeição do pedido de afastamento de Rodrigo Janot do caso relacionado à ele e o caso JBS.

SONORA 0109 TEMER

Estar na China nesta hora não ajuda em nada Temer.

O problema deste dado novo é que ele dá consistência à denúncia de Janot com base na gravação de Joesley na qual foi dita a famosa frase que compromete Temer: Tem que manter isso, viu?  A delação premiada de Cunha não prosperou, mas a de Lúcio Funaro confirma essa bomba. Estar na China não ajuda em nada o poder de convencimento do presidente.

Os advogados do grupo J&F entregaram ontem os anexos complementares da delação feita pelos executivos da empresa. Que novidades esse material a ser esmiuçado pode trazer?

A meu ver, o mais importante do novo material é que há um anexo sobre os contratos das empresas do grupo com o BNDES. As informações prestadas, segundo fontes com acesso ao material, indicariam gestão fraudulenta nas operações do banco. Nesse caso, a entrega tem como finalidade evitar que empresa seja processada na Justiça Federal de Brasília por conta dos desdobramentos da operação Bullish.

O procurador do caso, Ivan Marx, afirmou ao Estado que Josley omitiu em sua colaboração os crimes praticados no banco público. Diante das críticas do juiz, a empresa decidiu que entregaria todo o material à PGR, órgão com o qual foi firmado o acordo de delação, para que os investigadores decidam o que compartilhar com o Ministério Público Federal em Brasília.

Pode ser que este seja o fio da meada no qual pode haver informações valiosas como as gestões petistas transformaram os irmãos Batista de açougueiros em Anápolis a maiores produtores e comerciantes de proteína animal do mundo. A verdadeira história dos campeões nacionais da política industrial de Lula é uma chave mortal contra as defesas de Lula e Dilma.

Da China, onde passa uma semana para obter recursos para a venda de ativos do governo no ambicioso projeto de privatização, Temer anunciou que mandou paralisar a atividade mineradora da Reserva Nacional de Cobre e Associados, que levantou grande polêmica. Ou seja, o problema continua na ordem do dia. Que conseqüências isso trará para a Amazônia?

Após a polêmica envolvendo a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), o governo recuou e determinou a paralisação de todos os procedimentos relativos à atividade de mineradoras na área localizada entre o Pará e o Amapá. Na prática, a decisão não revoga o decreto assinado pelo presidente Michel Temer, mas suspende, por ora, a permissão para que a exploração mineral avance sobre a região amazônica.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 31, o Ministério de Minas e Energia afirma que a decisão foi tomada pelo ministro Fernando Coelho Filho após consultar Temer, que está em viagem à China. “A partir de agora o ministério dará início a um amplo debate com a sociedade sobre as alternativas para a proteção da região. Inclusive propondo medidas de curto prazo que coíbam atividades ilegais em curso”, diz o texto.

Esse foi o primeiro recuo do governo em relação ao tema. No início da semana, o Palácio do Planalto tentou criar uma cortina de fumaça reeditando o decreto, mas não mudou efetivamente nada do texto.  O debate sobre a Renca tem sido prejudicado por uma série de informações equivocadas,  como o que dava a ideia de que as reservas ambientais da região seriam o alvo da mineração, quando isso já é proibido por lei e não era alvo do decreto inicial.

O recuo, com a possibilidade, de novo avanço em nada ajuda a combater, de verdade, como deveria ser a ação danosa e predadora de bandidos internacionais do corte de madeira e do garimpo proibidos de atuar no mundo inteiro e permitidos no Brasil por conta de suas sociedades ilícitas com políticos do Norte, que sempre desmataram a Amazônia com velocidade e volúpia e têm muito mais poder de fogo no governo Temer, que é refém do Congresso em tudo. É mais um dado podre do tal presidencialismo de coalizão, ou melhor, de cooptação.

O que dizer de a bancada governista na Assembleia Legislativa do Rio ter jogado uma pá de cal num pacote de medidas de austeridade no estado, contrapartida para o plano de ajuda federal ao Estado?

Por 26 votos a 21, os deputados mantiveram o veto de Luiz Fernando Pezão a um projeto do próprio Executivo, aprovado pela Casa em dezembro no ano passado, que reduzia, por exemplo, em 30% os salários do governador, do vice e dos secretários. Assim como Pezão, que vetou a proposta apresentada por sua equipe, os parlamentares voltaram atrás e, desta vez, decidiram impedir os cortes.
Um outro artigo do projeto estabelecia um teto — R$ 28.772, como é previsto para todos os servidores do Executivo — para a soma dos salários recebidos por funcionários requisitados de órgãos federais ou municipais (ou ainda de empresas públicas e de outros estados). O texto também exigia que fossem feitos cortes nas despesas do Executivo. O governo não poderia, por exemplo, contratar serviços de transporte aéreo durante o período de calamidade pública, exceto para o governador, o vice e secretários “em situações emergenciais”. Outras obrigações eram a redução de 70% dos gastos com passagens aéreas, a proibição de alugar veículos de representação (exceto para o governador, o vice e secretários) e o corte dos celulares para servidores (mais uma vez, excluindo o governador, o vice e secretários, além de chefes de instituições, autarquias e fundações). O projeto não prevê de quanto seria o corte caso essas regras entrassem em vigor.

O Rio de Janeiro continua lindo, mas seus dirigentes continuam cínicos como sempre foram.
Precisamos de informação sobre a delação do Firchner

SONORA Sá e Guarabyra Verdades e mentiras

https://www.youtube.com/watch?v=TuYZ7pkEuww

 

Jornal da Gazeta 1: No Brasil de Fufuquinha, reina o bigode de Jucá

Jornal da Gazeta 1: No Brasil de Fufuquinha, reina o bigode de Jucá

Processado três vezes em oito dias por Janot, Jucá o acusa de ter fetiche pelo bigodão dele (Jornal da Gazeta 1)

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Crônica do enterro anunciado

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Crônica do enterro anunciado

O Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 31 de agosto de 2017 foi aberto com meu Direto ao Assunto comentando as trapalhadas do governo Temer ao permitir o emporcalhamento da Amazônia; o aval de Fachin a Janot na denúncia contra o presidente; a insistência de Lula contra Moro; o enterro anunciado da reforma política por Fufuquinha; o erro dos procuradores na delação de Funaro; e o coronel usa “panos quentes” para combater violência no Rio. Eliane Cantanhêde falou do TCU mandando Gabrielli e Cervero pagarem 269 milhões de reais por Pasadena, que, aliás, fica no Texas e está debaixo d’água; e falou com Gilmar Mendes e sua mulher, Guiomar, que deram a versão deles da relação com o rei dos ônibus do Rio. Alexandre Garcia também abordou o TCU pegando o pessoal da refinaria enferrujada; a liminar do juiz federal mantendo reserva do cobre; e a devolução de Fachin a Janot da delação de Funaro  E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz lembrou que no clássico sul-americano entre Uruguai e Argentina, jogadores entram em campo com camisas especiais para chamar atenção para o mundial de 2030.

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Comentário no Jornal Eldorado: Governo refém

Comentário no Jornal Eldorado: Governo refém

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu na quarta-feira, 30, 10 dias para Temer explicar o decreto que extinguiu a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), nos Estados do Pará e do Amapá. Com a repercussão negativa da medida, o presidente revogou o decreto na segunda-feira, 28, e editou nova medida para “melhor explicar” o que é a reserva. O episódio é uma grande trapalhada, que mostra a completa dependência de Temer de uma base viciada e corrompida, cujo principal grupo é o Centrão, mais uma facção do que uma coligação. É uma armadilha do destino o País numa crise como aquela que a dupla Lula e Dilma impôs seja obrigado a conviver com essas mazelas todas.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quinta-feira 31 de agosto de 2017, às 7h30m)

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Abaixo, a degravação do comentário:

Eldorado 31 de agosto de 2017 – Quinta-feira

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu nesta quarta-feira, 30, 10 dias para o presidente Michel Temer explicar o decreto que extinguiu a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), localizada nos Estados do Pará e do Amapá. E agora, José?

O PSOL alega que a extinção da reserva invade a competência legislativa do Congresso Nacional e tem um simbolismo muito grande, “porque demonstra de forma inequívoca que o governo federal está dando atenção à atividade econômica da mineração”.

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta quarta-feira, 30, uma nota técnica contra o decreto que extingue a Reserva Nacional do Cobre e seus Associados (Renca), nos Estados do Pará e Amapá. No texto, o órgão diz que a medida permite a mineração em uma área equivalente “a mais do que todo o desmatamento na Amazônia acumulado nos últimos quatro anos”.

“Trata-se de uma região bem preservada da floresta amazônica, coberta por um verdadeiro mosaico de unidades de conservação, onde o desmatamento ainda é pequeno (apenas 0,33% de toda a região) mas que já permite identificar uma grande pressão de ocupação”, diz a nota.

Diante da repercussão negativa da medida, Temer chegou a revogar o decreto nesta segunda-feira, 28, mas editou nova medida para “melhor explicar” o que é a reserva. Nesta terça-feira, a Justiça do Distrito Federal deferiu parcialmente liminar para suspender imediatamente todo e qualquer ato administrativo tendente a extinguir a Renca.

Segundo a nota do MPF, há risco de o desmatamento aumentar e de a medida propiciar a “abertura de uma nova fronteira agropecuária que se instalará na região. Registra-se que a área possibilitada pelo Decreto 9.147/20017 para a mineração equivale a mais do que todo o desmatamento na Amazônia acumulado nos últimos 4 anos.”

O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, reconheceu que o tema é delicado.

SONORA 3108 MAIA

O episódio é uma grande trapalhada, que mostra a completa dependência de Temer de uma base viciada e corrompida, cujo principal grupo é o Centrão, mais uma facção do que uma coligação. É uma armadilha do destino o País numa crise como aquela que a dupla Lula e Dilma impôs seja obrigado a conviver com essas mazelas todas.

O ministro Edson Fachin, relator do caso JBS no Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, formulado pela defesa do presidente Michel Temer. O que dá pra concluir dessa decisão?

Para Fachin, Janot goza de “independência funcional” para formular acusações. Além disso, o ministro considerou que um eventual fatiamento de denúncias contra Temer “não indica parcialidade” por parte de Janot e não configura causa de suspeição, “na medida em que cada apuração é marcada por amadurecimento em lapso temporal próprio”.

A decisão de Fachin é feita em meio à expectativa da segunda denúncia a ser apresentada por Janot contra o presidente da República com base na delação do grupo J&F. A primeira foi rejeitada pela Câmara dos Deputados, que decidiu não dar prosseguimento às investigações contra o presidente pelo crime de corrupção passiva.

Para o criminalista Antônio Claudio Mariz de Oliveira, advogado de Temer, o procurador-geral da República vem extrapolando “em muito os seus limites constitucionais e legais”, adotando, por motivações pessoais, uma “obsessiva conduta persecutória” contra o presidente.

“As alegações exteriorizadas pela defesa não permitem a conclusão da existência de relação de inimizade capital entre o Presidente da República e o Procurador-Geral da República, tampouco que o chefe do Ministério Público da União tenha aconselhado qualquer das partes”, escreveu Fachin em sua decisão, assinada na última terça-feira (29), ao mencionar as condições para suspeição previstas no Código de Processo Penal;

A decisão mostra que a defesa de Temer não chega a lugar algum acusando o acusador em vez de defender o acusado com a apresentação de argumentos convincentes e provas de que seu defendido não cometeu o que ele chegou até a confessar em vários depoimentos.

Os advogados do ex-presidente Lula pediram ao juiz federal Sérgio Moro que reconsidere sua decisão e revogue o bloqueio de seus bens. Isso quer dizer que todo o esforço da defesa de Lula de usar o prestígio do ex-presidente para tirar Moro do caminho dele tem sido em vão?

O petista teve confiscados, após pedido do Ministério Público Federal e ordem do magistrado, R$ 9 milhões de sua aposentadoriano BrasilPrev, imóveis e R$ 606 mil em quatro contas.

Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal negou provimento a recurso – agravo regimental – do ex-presidente Lula contra decisão do ministro Edson Fachin que determinou a remessa ao juiz federal Sérgio Moro, no Paraná, de cópia dos autos da Petição (PET) 6734, na qual constam delações premiadas de executivos da Odebrecht.

O mesmo raciocínio sobre Janot vale para Lula, em teoria seu principal oponente. Não vai ser acusando promotores e Moro de perseguição que o réu terá sucesso na segunda instância. Quanto aos tribunais superiores aí só Deus sabe o que o sentimento de gratidão e dívida pode influir nas decisões dos maiorais da toga.

O presidente interino da Câmara dos Deputados, André Fufuca (PP-MA), tentou até o último minuto, mas se a aprovação da reforma política já estava difícil, agora, com um novo adiamento da votação da matéria para a semana que vem, ficou ainda mais distante.  Há alguma coisa a lamentar nesse fracasso?

Até mesmo a proposta que tinha o maior apoio, a emenda constitucional que estipula uma cláusula de barreira para partidos, perdeu força.

A quarta-feira começou com um acordo para votar a reforma após o encerramento de deliberações do plenário da Câmara sobre temas econômicos, como a nova taxa de juros do BNDES (TLP). Mas à medida que a sessão se alongava, líderes dos partidos percebiam que não seria possível manter o cronograma inicialmente pensado. O máximo que se negociou foi adiamento para a semana que vem, que deve ter quórum baixo por causa do feriado de 7 de setembro.

Esta é a melhor notícia política do ano. Livramo-nos do bode em nossa legislação eleitoral e de sistema de governo. O melhor a fazer agora é rezar para que nada mude.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, devolveu nesta quarta-feira a delação do operador Lúcio Bolonha Funaro para a Procuradoria-Geral da República.Isso altera a expectativa em torno da segunda denúncia de Janot contra Temer?

O ministro identificou um erro de redação no texto e pediu para que a Procuradoria-Geral faça a correção. Duas fontes ouvidas pelo GLOBO disseram que se trata de um erro “minúsculo”. A aposta é que a equipe do procurador-geral, Rodrigo Janot, corrija a falha e reenvie a delação para o STF até amanhã. O atraso não terá qualquer impacto sobre a segunda denúncia que está sendo preparada contra o presidente Michel Temer.

Resta saber até que ponto essa decisão é importante. Afinal, como se sabe, acusações contra o presidente fora do exercício do mandato são inócuas. Será que há informações de Funaro que estejam dentro dessa moldura? Até agora não vi nenuma.
O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou nesta quarta-feira, 30, o ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli e o ex-diretor Internacional da companhia Nestor Cerveró a ressarcir US$ 79 milhões (cerca de R$ 250 milhões) por dano ao erário na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA) A notícia conseguirá desenterrar a escabrosa história da compra da ruivinha?

A corte impôs ainda, a cada um, multa de R$ 10 milhões.O TCU também solicitou que os dois tenham os bens arrestados para assegurar o ressarcimento e determinou que sejam inabilitados para o exercício de cargos em comissão e funções de confiança por oito anos. Na prática, no entanto, a quitação dos montantes é improvável, pois o patrimônio já rastreado de ambos não alcança o valor cobrado pelo tribunal. Cabe recurso contra a decisão.

As punições são as primeiras aplicadas pelo tribunal por causa das perdas no negócio, considerado um dos piores já feitos pela estatal.

Ficaram fora da condenação dez executivos, entre eles a ex-presidente da companhia Graça Foster, o ex-CEO da Petrobrás América Gustavo Tardin Barbosa e os ex-diretores Guilherme Barbassa (Financeiro), Jorge Zelada (Internacional), Paulo Roberto Costa (Abastecimento), Renato Duque (Serviços), além do próprio Gabrielli. A maioria destes continua, contudo, sendo investigada em outros processos, que avaliam aspectos diferentes do negócio, e estão com os bens preventivamente bloqueados.

Petrobrás inventou de vender Pasadena. Não compensa. Compensa mais apurar responsabilidades inclusive de Lula e Dilma. O resto é poeira para cegar a opinião pública;

O coronel da reserva Roberto Itamar Cardoso Plump, porta-voz do Estado Maior da operação massiva das Forças Armadas no Rio de Janeiro, disse ao Estado que é “um exagero meio midiático” a imagem de que a cidade vive em clima de guerra. O que dizer dessa conclusão?

“Não é bem assim, não quer dizer que o morador não possa ter uma vida normal”, explicou. “Eu mesmo sou morador de Copacabana, e levo uma vida tranquila, como a maioria dos moradores das zonas não controladas pelo tráfico”.

De onde diacho esse coronel tirou essa patacoada? Não tinha melhor coisa a dizer? Lembra-me minha avó, que dizia quanto mais eu rezo mais assombração aparece. Xô, coronel. Essa tática de atribuir à imprensa exageros sobre a atuação de criminosos já foi adotada por Alckmin e Alexandre de Moraes em São Paulo, sem bom resultado nenhum.

 

Comentário do Jornal da Gazeta 2: Fufuquinha & Caju

Comentário do Jornal da Gazeta 2: Fufuquinha & Caju

No Brasil de Fufuquinha, reina o bigode de Jucá Caju

(Comentário do Jornal da Gazeta 2 de terça-feira 29 de agosto de 2017)

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Estadão às 5 da TV Estadão: A República dos filhotes

Estadão às 5 da TV Estadão: A República dos filhotes

No Brasil, que virou o reino encantado do Fufuquinha, com Temer na China e todos os filhotes ocupam os cargos de poder na republiqueta da pinga com mel – Rodrigo, filho de César, na presidência da República com votos de deputado fluminense, André, filho de Fufuca, no comando dos trabalhos da Câmara, Zequinha, filho de Sarney comandando o meio ambiente e Coelhinho, filho de Fernando, mineralizando a Amazônia, os desprezíveis deputados se engalfinham para tirar a maior vantagem possível na próxima eleição. Esta mistureba de mau caráter com cálculo ilícito foi a geleia geral brasileira que Pedro Venceslau apresentou em eu comentei no Estadão às 5 desta quarta-feira 30 de agosto de 2017, às 17 horas, transmitido direto do estúdio do meio da redação e retransmitido por Youtube, Twitter, Facebook e Periscope Estadão.

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