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Jornalismo

Comentário no Jornal Eldorado: Por que CPI incomoda tanto Bolsonaro?

Comentário no Jornal Eldorado: Por que CPI incomoda tanto Bolsonaro?

Sob pressão do Palácio do Planalto e na mira da oposição, o presidente do SenadoRodrigo Pacheco, anunciou que ler o requerimento de criação da CPi da Covid, cumprindo decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso. Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro intensificou as articulações para sair do foco e ampliar o escopo das investigações. O movimento fez senadores governistas deflagrarem uma operação de guerra para atropelar a CPI proposta originalmente, que tem como alvo as falhas cometidas pelo governo federal na pandemia do novo coronavírus. A democracia de verdade é ferida nessa guerra em que o conceito fundamental do direito da minoria agoniza no campo de batalha e está sendo salva por intervenção superior, contestada pelo presidente incomodado com o que vem por aí.

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Assuntos para comentário na terça-feira 13 de abril de 2022

1 – Haisem – Pacheco decide alvos da CPI, sob pressão do governo e da oposição – Esta é a manchete da primeira página da edição impressa do Estadão desta terça feira. Qual será, a seu ver, o fim desse charivari no Senado

2 – Carolina – Presidente não tem direito de ser cafajeste – Este é o título de seu artigo publicado no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão desde ontem. De que o texto dele trata especificamente

3 – Haisem – Bolsonaro terá folga no texto para gastar mais em 2022 – Este é o título de chamada no alto da primeira página do jornal. De que poderá servir ao presidente da República a possibilidade de lançar mão de mais recursos no ano das eleições gerais

4 – Carolina – Coquetel contra covid é eficaz – Este é o título de mais uma chamada no alto da primeira página do Estadão de hoje. Até que ponto, em sua opinião, uma notícia boa de terapia poderá compensar a imunização lerda e errática contra o contágio do novo coronavírus no Brasil

5 – Haisem – Em que o novo depoimento à polícia da babá do menino Henry, Tainá Ferreira, poderá esclarecer ainda mais a tortura e o assassinato de que são acusados o padrasto, o vereador Jairo Júnior, e a mãe da vítima, Monique Medeiros

6 – Carolina – Que conseqüências práticas pode ter, a seu ver, a suspensão de alguns trechos dos decretos que facilitam a posse legal de armas do presidente Jair Bolsonaro pela ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber

Direto ao Asssunto no YouTube: Por que Bolsonaro gargalha?

Direto ao Asssunto no YouTube: Por que Bolsonaro gargalha?

1 – Dois dias após registrados 350 mil mortos por covid no Brasil, #jairbolsonaro ri a bandeiras despregadas ante seu gado ao saber que seu lacaio #nunesmarques será o relator no #stf do #impeachment do ministro #alexandredemoraes. De fato, riu de todos nós. 2 – #neumanneentrevista especial com #gilbertonatalini trata da #tortura na #ditaduramilitar e no apartamento onde foi torturado e morreu #henryborel, de 4 anos. 3 – #eduardocunha, mentor de #arthurlira e do #centrao, prometeu se imolar pelo #presidentedarepublica, formando o trio de #corruptos favoritos no #palaciodoplanalto com #robertojeferson e #valdemarcostaneto. 4 – Prestes a completar 80 anos, #robertocarlos se diz adepto da #vacina e da #ciencia. #joseneumannepinto, #diretoaoassunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Nêumanne Entrevista. Gilberto Natalini: tortura mancha a farda

Nêumanne Entrevista. Gilberto Natalini: tortura mancha a farda

1 – O ex-vereador de #saopaulo #gilbertonatalini disse no @neumanneentrevista especial desta semana que #torturanuncamais é uma ilusão da @redemocratizacao, pois os presos comuns são torturados pela #policia e nos lares os maus tratos contra crianças e mulheres são bárbaros e frequentes. 2 – “A #tortura é uma mancha na #farda, mas esperamos que a farda não se torne ela mesma uma mancha só”, disse ele. 3 Este é o caso do vereador #jairojunior e da namorada, #moniquemedeiros, cúmplices na tortura e assassinato do filho dela, #henryborel, de 4 anos, no #riodejaneiro. 4 – Os prenúncios de que a impunidade do vereador carioca pela decência de todos quanto resistiram à ocultação do crime tem dias contados dão ao #brasil esperança de que este caso não seja arquivado. #joseneumannepinto, #neumanneentrevista, #direto ao assunto. Inté. E só a verdade salvará as nossas vidas.

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Comentário no Jornal Eldorado: Violação do direito da minoria no Senado

Comentário no Jornal Eldorado: Violação do direito da minoria no Senado

Às vésperas da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado sobre ações e omissões do governo federal na pandemia, o presidente Jair Bolsonaro pressionou o senador Jorge Kajuru a entrar com pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal Em conversa por telefone divulgada pelo senador nas redes sociais, Bolsonaro dá a entender que, se houver pedidos de impeachment contra ministros da Suprema Corte, poderão ocorrer mudanças nos rumos sobre a instalação da comissão em que ele será o alvo. “Você tem de fazer do limão uma limonada. Tem de peticionar o Supremo para colocar em pauta o impeachment (de ministros) também”, disse Bolsonaro. “Sabe o que eu acho que vai acontecer, eles vão recuperar tudo. Não tem CPI, não tem investigação de ninguém do Supremo.”  Um despautério”

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Assuntos para comentário na segunda-feira 12 de abril de 2021

1 – Haisem – Bolsonaro faz pressão contra governadores e Supremo – Este é título de uma chamada do alto da primeira página da edição impressa do Estadão desta segunda-feira. O que será que tanto o presidente da República teme da convocação da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a má gestão federal do combate à pandemia da covid-19, hein

2 – Carolina – Brasileiro enfrenta dívidas em alta e achatamento da renda – Esta é a manchete de primeira página do jornal de hoje. Quais, a seu ver, serão as trágicas conseqüências desta dura realidade da economia provocada pelo contágio descontrolado da covid-19 no País

3 – Haisem – O que você tem a dizer sobre as novas regras do trânsito que passam a valer a partir de hoje depois de vitória do bolsonarismo no Congresso Nacional, obtida com a ajuda do Centrão

4– Carolina – O que foi revelado pelas investigações da  16.ª DP do Rio de Janeiro e revelações das reportagens sobre a bárbara tortura e morte do garoto Henry, de 4 anos, revela a respeito da violência doméstica no Brasil em geral e no Rio de Janeiro em particular

5 – Haisem – Eurico: presidente não preza o Exército – Este é o título de uma das duas partes da edição do Nêumanne Entrevista, publicada no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão nesta semana, contendo o diagnóstico do comportamento das Forças Armadas em relação ao governo de Jair Bolsonaro. Que contribuições o especialista entrevistado trouxe à compreensão dessa relação

6 – Carolina – Jacob Goldberg: a covid é nazista – Este é o título do vídeo da série Dois dedos de prosa, publicado ontem no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão. Que observações essa conversa trouxe a lume a respeito da pandemia que abala o mundo há mais de um ano

 

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro e Kajuru são sem-vergonha

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro e Kajuru são sem-vergonha

1 – Conversa ao telefone com #jairbolsonaro, divulgada por #jorgekajuru, revela interferência do #presidentedarepublica e de um #senador no direito garantido pela democracia às minorias, a instalação da #cpidapandemia, que já conta com assinaturas necessárias. 2 – Atitude de @luisrobertobarroso mandando o #presidentedosenado, #rodricopacheco, instalá-la apenas segue a #constituicaodarepublica, que é seu dever de membro do #supremotribunalfederal. 3 – Tom belicoso e desrespeitoso dos dois interlocutores na conversa divulgada quebra o #decoro e é passível de #impeachment para ambos. 4 – Tortura e assassinato de #henryborel, de 4 anos, pode ter sido o começo do fim da impunidade do vereador #jairojunior, e a mãe do menino, #moniquemedeiros, corre sério risco de vida na prisão. #joseneumannepinto. #diretoaoassunto. Inté. E só a verdade salvará nossas vidas.

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No Blog do Nêumanne: Presidente não tem o direito de ser cafajeste

No Blog do Nêumanne: Presidente não tem o direito de ser cafajeste

José Nêumanne

Na resposta malcriada a Barroso, do STF, e no diálogo divulgado pelo senador Kajuru, Bolsonaro age como se servisse pinga no balcão de um botequim pé-sujo, não como chefe de governo

Em fevereiro passado, o senador Randolfe Rodrigues protocolou pedido de convocação de comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a péssima gestão do governo federal no combate à pandemia de covid-19. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, fiel ao chefe do Executivo, Jair Bolsonaro, e ao apelido que lhe impôs sua atuação deletéria, de Placebo – a substância inócua inoculada para testar o valor das vacinas –, jogou-o na gaveta, usada como túmulo de iniciativas republicanas. Em março, Alessandro Vieira e Jorge Kajuru recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para forçar a convocação da providência, que, conforme a Constituição vigente, acode ao direito de minoria, e não da maioria parlamentar, representada pelo chefe da Mesa, que atua como chefão de bando.

Coube ao ministro Luís Roberto Barroso relatar o pedido. E o fez à luz do conceito constitucional que reserva à maioria o poder de decidir sobre leis e sabatinas para embaixadores e membros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas não se pode arvorar em tirania sobre prerrogativas da minoria, que garantem o elementar na democracia. Em 8 de abril, o relator determinou ao chefão da assembleia dos veteranos (Senado tem origem etimológica no termo latino senior, mais velho) que adotasse as providências necessárias para que a comissão seja instalada, encaminhando a decisão ao plenário virtual do pretenso “pretório excelso”. Em 10 de abril, após ouvir seus pares, o presidente do STF, Luiz Fux, marcou a sessão plenária de julgamento da liminar para quarta-feira, 14 de abril. Nada de mais. Nenhum terremoto. Nenhum tsunami de intervenção jurídica. No entanto, o presidente Rodrigo Placebo arvorou-se em comentarista de atos do Judiciário, o que não lhe compete, e a definiu como “inoportuna neste momento em que estamos buscando resultados eficientes no combate à doença”, sem separar o umbu das cascas. Mas se calçou anunciando o óbvio: que não deixaria de cumprir a ordem.

O capetão artilheiro elevou o tom. “A CPI que Barroso ordenou instaurar, de forma monocrática, na verdade, é para apurar apenas ações do governo federal. Não poderá investigar nenhum governador, que porventura tenha desviado recursos federais do combate à pandemia. Barroso se omite ao não determinar ao Senado a instalação de processos de impeachment contra ministro do Supremo, mesmo a pedido de mais de 3 milhões de brasileiros. Falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política”, escreveu Bolsonaro em suas redes sociais. Afinal, ele teme o quê, mesmo? E por que se isenta de cumprir sua obrigação?

O capitão, proibido de cursar a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (Esao) pelo general Leônidas Gonçalves, ministro do Exército no governo Sarney, por acusação de terrorismo e indisciplina, demonstrou que realmente não preza a democracia nem a própria instituição do Exército Brasileiro. Conforme constatou o autor de Os Militares e a Democracia, Eurico Figueiredo, na série Nêumanne Entrevista, esta semana, no Blog do Nêumanne no portal do Estadão. E sendo assim, como de fato é, não poderia prezar um direito líquido e certo da minoria, que trata como inimiga de guerra. Fê-lo desrespeitando o básico convívio pacífico entre os três Poderes republicanos, segundo pontificou Montesquieu. Trata um ministro da cúpula do Judiciário como se fosse um contendor em conflito verbal, cobrindo-o de insultos, que nos tempos da nobreza levariam a um duelo, se cavalheiro fosse, como Barroso tem mostrado ser, mas ele não.

Afundando no lamaçal moral em que submerge o Palácio do Planalto, sob seu desmando, contudo, a autoridade máxima da república dos ringues foi introduzida na tragédia dos erros por um dos autores da petição acolhida pelo relator, Jorge Kajuru. Num lance digno de pugilato sem regras, este lançou nas redes sociais, não se sabe a que propósito, diálogo travado com o chefão do Executivo, diatribes de compadritos em tramoia de desmiolados. Do papo Kajuru deu-se ao desplante de cortar parte sem explicar por quê. Do que se soube foi possível ouvir que o presidente cobrou do autor da petição a ausência de governadores e prefeitos na investigação da CPI. Bolsonaro disse que Kajuru “tem de fazer do limão uma limonada”. E o interlocutor prometeu esforçar-se.

Nessa conversa nada é respeitado: nem a relação republicana que deve ser estabelecida entre o mandatário maior do Poder que executa e o ocupante provisório do mandato popular para legislar, muito menos a absurda interferência dos dois na alçada do magistrado do órgão máximo de um Poder autônomo. Ambos incorreriam, numa República que merecesse o respeito da cidadania e paga os vencimentos de ambos e de seus séquitos de servidores fiéis, em quebra de decoro, que até os delinquentes do crime organizado respeitam em suas organizações. Que Bolsonaro e Kajuru deem um mínimo de atenção aos conceitos elementares da civilidade seria ingênuo exigir. Um “cidadão de bem” – que não figure no gado bolsonarista, que permite tudo a seu pastor, nem nos seguidores do populismo rasteiro do senador – deveria esperar é que os “pais da Pátria”, como ambos sustentados pelo suor vertido pelos cidadãos assolados pela pandemia, agissem, Para lembrar ainda que, em sua pretensa  mineirice, o presidente do Senado teria a obrigação de cobrar o mínimo de decoro de um governante e um representante do povo que não se comportam à altura dos votos que tiveram e aos quais recorrem para impedir a interrupção de seus mandatos. Nenhum deles pode dar-se ao luxo da cafajestice impune.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne na segunda-feira 12 de abril de 2021)

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