Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

No Canal do Youtube do Nêumane: Estelionato do PT

No Canal do Youtube do Nêumane: Estelionato do PT

Neste vídeo para o Youtube fiz uma explanação sobre os truques stalinistas, divulgados pelo italiano Gramsci, para ludibriar o eleitor. A imitação do logotipo de Bolsonaro, o afastamento de pai Lula da campanha oficialmente e o abandono da nova Constituinte já ocorreram. Se gostar deste comentário, pode inscrever-se no meu canal e, a seguir, marcar o sininho para ser avisado dos próximos: clique aqui!

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Estadão Notícias: Hóspede mal educado

Estadão Notícias: Hóspede mal educado

O genial roqueiro britânico Roger Waters, remanescente da banda de rock psicodélico Pink Floyd, comportou-se como hóspede mal educado ao ofender 50 milhões de eleitores que sufragaram o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, do PSL, chamando-o de “neofascista”. De forma irresponsável, o astro acendeu o estopim de uma bomba ao estimular as torcidas do #Elenão e do Fora PT, impondo a 50 mil pessoas no Allianz Parque, que foram apreciar sua música magnífica, em discurso político atabalhoado e de consequências imprevisíveis no atual ambiente de conflito e polarização radical das últimas três semanas da disputa presidencial. Recebeu, por isso, uma vaia espetacular e inédita. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quinta-feira 11 de outubro de 2018.

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No Blog: Nêumanne entrevista Ipojuca Pontes

No Blog: Nêumanne entrevista Ipojuca Pontes

Cineasta atribui sucesso de Bolsonaro à urgência de reerguer o Brasil

Ipojuca Pontes diz que Lula e o PT, da organização criminosa internacional  Foro de São Paulo, transformaram o Brasil no pior saco de excrementos do mundo ocidental

“Bolsonaro, pelo que investiguei, sempre foi um rebelde, faltava a causa”, diz Ipojuca Pontes.“E quer causa mais justa do que se indignar – e enfrentá-las – com as comanditas que exploram miseravelmente o Brasil? Tenho a impressão de que ele se fez político quando percebeu que uma boa parte da população consciente se lançou  contra o establishment esquerdista. Quero dizer, aprendeu, corajosamente, a navegar a favor da maré nacionalista, patriótica e cristã que distingue a nossa população. Deu no que deu!”. Na edição desta semana da série Nêumanne Entrevista, neste blog, Ipojuca, que foi secretário nacional da Cultura no governo Collor, disse que, “para o político profissional, as bruxas podem devorar a grana saqueada do bolso do contribuinte, mas ele tem medo pânico de mexer na cova do serpentário petista. (E olha que o lema dos terceirizados do PT continua sendo o ‘Fora Temer’.) A luta para soerguer o gigante adormecido levará anos, ou décadas. Mas é urgente começar a tarefa – e Bolsonaro representa um bom e necessário começo”.

Para Ipojuca, o Brasil tem futuro, desde que coloque a hidra em seu  lugar, e o que importa é se manter vivo e combater o bom combate. Foto: Wilton Júnior/Estadão

Para Ipojuca, o Brasil tem futuro, desde que coloque a hidra em seu lugar, e o que importa é se manter vivo e combater o bom combate. Foto: Wilton Júnior/Estadão

Ipojuca Pontes, jornalista e cineasta, nasceu  em João Pessoa, Paraíba, e trabalhou em vários jornais e revistas do Brasil, entre os quais  o Correio da ParaíbaDiário CariocaTribuna da ImprensaMancheteJornal da Tarde e O Estado de S. Paulo, escrevendo sempre sobre cultura e política. No cinema, fez dez filmes, entre os quais Os Homens do CaranguejoPoética Popular,Cidades HistóricasRendeiras do NordestePortrait of VaqueroGuerrilha de Tiro Fijo e os longas-metragens CanudosA Volta do Filho Pródigo e Pedro Mico, com Pelé e Tereza Rachel, todos premiados nacional e internacionalmente nos Festivais de Berlim, Nova Délhi, Tessalonica, Mar del Plata, Cannes, Lajes, Cartagena, Gramado e Brasília. Também escreveu os livros Cinema Cativo – Reflexão sobre a Miséria do Cinema NacionalPoliticamente CorretíssimosCultura e Desenvolvimento A Era Lula – Crônica de um Desastre Anunciado, ensaios, e as peças teatrais A Manha do Barão e Brasil Filmes S/A, baixa comédia premiada em Concurso Nacional de Dramaturgia, do SNT. No teatro, produziu as peças Um Edificio Chamado 200O Homem de La Mancha, com Paulo Autran e Bibi Ferreira, Um Bonde Chamado Desejo e Encontro no Supermercado, ambos com Tereza Rachel, e dirigiu Os Emigrados, Prêmios Molière para os atores Sebastião Vasconcelos e Rubens Corrêa, espetáculo que compartilhou no campo teatral com o processo de anistia em curso no final dos anos 1970 no Brasil. Em 1990,  foi secretário nacional da Cultura do governo Collor. No momento, Ipojuca escreve a biografia da atriz de cinema, teatro e televisão Tereza Rachel.

Nêumanne entrevista Ipojuca Pontes

Nêumanne – Em 2013, a classe média saiu às ruas para reclamar de forma veemente contra a espoliação absurda da sociedade por um Estado voraz e estroina que cobra impostos escorchantes e entrega serviços públicos deploráveis. Até que ponto o resultado do primeiro turno das eleições gerais disputado no domingo resgatou essa indignação e passou a cobrar a conta da forma insensível e cínica com que os dirigentes políticos reagiram a ela?

Ipojuca – Sem dúvida, a presença de milhões de pessoas em manifestações contra Lula, Dilma e o PT em 2013 indicavam claramente que a grande maioria do povo brasileiro, especialmente da classe média, estava indignada e disposta a varrer do mapa a gangue “organizada como um todo” – para usar aqui um jargão dos “cientistas sociais” e “formadores de opinião” das esquerdas. Nesse sentido, a genial criação do boneco inflável de Lula, o “Pixuleco”, vestido de presidiário, a percorrer o Brasil afora, foi uma demonstração cabal de que as massas não só sabiam contra quem protestavam, como, de certo modo, foram atendidas. Basta ver onde está hoje o dono do PT.

Ipojuca e os ex-ministros Ipojuca e os ex-ministros Jerônimo Moscardo, Gilberto Gil, Aluísio Pimenta, Sérgio Rouanet e Luis Roberto do Nascimento nos 20 anos do Minc. Foto: Acervo pessoal

Ipojuca e os ex-ministros Ipojuca e os ex-ministros Jerônimo Moscardo, Gilberto Gil, Aluísio Pimenta, Sérgio Rouanet e Luis Roberto do Nascimento nos 20 anos do Minc. Foto: Acervo pessoal

N – Em 2014, apesar de todo o frenesi do ano anterior, a presidente Dilma Rousseff se reelegeu e desgovernou de forma tão absurda e atabalhoada que terminou sendo objeto de impeachment e deposta do cargo de forma lícita e legítima. Na ocasião, o então presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, mutilou o artigo 52 da Constituição federal para permitir que ela pudesse ocupar um cargo público. Até que ponto, apesar de ser apontada como a favorita do eleitorado para uma cadeira do Senado por Minas, ela foi aposentada por uma derrota humilhante pelo eleitorado mineiro para purgar esse deslize?

I – Ninguém de bom senso desconhece que o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, os três Poderes que teriam a obrigação constitucional de garantir o Estado republicano, foram miseravelmente aparelhados por força do aliciamento, do suborno e, no caso do Judiciário, pelo aproveitamento dos “companheiros de viagem” e ex-integrantes do próprio PT. O ato arbitrário de Lewandowvski permitindo, mais tarde, a candidatura ao Senado de Dilma Rousseff, tida como guarda do paiol de armas das organizações guerrilheiras (terroristas),  diz tudo. Nas fajutas pesquisas de opinião, a mãe do PAC, que pintava de líder nas intenções de voto, foi expelida do processo pelo voto popular, corrigindo, assim, o ato “solidário” do ministro Lew (formado pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo), apoiado por dona Marisa Letícia e indicado pelo dr. Lula da Selva. É bom que se diga que o povo mineiro aproveitou a ocasião e defenestrou também o encalacrado companheiro Pimentel, ex-ministro de Dilma e candidato a se reeleger governador. Na minha opinião, foi ato duplo de inelutável sabedoria política.

N – O adversário que Dilma derrotou em 2014, o tucano Aécio Neves, saiu das urnas com o crédito de 50 milhões de votos, uma votação semelhante à que Jair Bolsonaro obteve no domingo. No entanto, ele traiu o eleitorado dedicando-se ao lazer, em vez de desempenhar a função de senador por seu Estado, e sendo ainda denunciado por ter cobrado propina de empreiteiro e açougueiro para desempenhar o papel grotesco de chefe de uma oposição de araque no cenário político nacional. Mesmo se elegendo deputado federal no domingo, o senhor diria que ele levou seu partido ao cadafalso?

I – As estripulias políticas de Aécio Neves, o Sobrinho, nunca foram devidamente esclarecidas. De minha parte, sou dos que pensam que Aécio ganhou as eleições que disputou contra Rousseff. Segundo dados irrefutáveis, aquelas urnas eletrônicas foram programadas por empresa bolivariana da Venezuela – o que diz tudo. Pior, apenas 30 pessoas tiveram acesso ao espaço de apuração dos votos – uma coisa muito estranha.

Pelé e Tereza Rachel contracenam na adaptação de Ipojuca para a peça Pedro Mico, de Antônio Callado. Foto de cena

Pelé e Tereza Rachel contracenam na adaptação de Ipojuca para a peça Pedro Mico, de Antônio Callado. Foto de cena

    Mas o fato é que Aécio, fina-flor de um partido que sempre fez tabelinha com o PT, se apressou e reconheceu, horas depois, a vitória de Dilma (embora depois tenha recuado). Aqui, nunca é demais lembrar que FHC, certa feita, antes das eleições de 2002, chamou Lula ao banheiro (de mármore com pias douradas, em reforma) do Palácio Alvorada e confidenciou: “Olhe, Lula, estou fazendo a reforma desse banheiro só pra você!”.

    Claro, Aécio, mesmo se elegendo deputado federal, ajudou a levar o decadente PSDB ao buraco. Mas, do meu ponto de vista, no entanto, tanto quanto o vasilinoso sociólogo FHC, seu presidente de honra, com sua eterna obsessão em se postar como um intransigente paladino das drogas.

Nesse saracoteio desatinado ele só ajuda a afundar ainda mais a canoa.

N – Depois de seu líder mais importante, Fernando Henrique Cardoso, ter sido acusado de ter comprado a própria reeleição e o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ter empurrado goela abaixo a candidatura de João Doria Jr. a prefeito de São Paulo em 2016, o “picolé de chuchu” teve pífios 4% dos votos numa eleição presidencial em que pregou o voto útil. A seu ver, uma coisa decorreu da outra? E quais serão agora as chances de os tucanos sobreviverem a essa vergonha?

I – O político Geraldo Alckmin é uma figura: ele fala com o queixo duro do personagem de Erich Von Stroheim no filme Crepúsculo dos Deuses. Mastiga as palavras. Se vai dizer a palavra “responsabilidade”, diz “res-pon-sa-bi-li-da-de”. Ora, isso é tão desagradável quanto picolé de chuchu. Uma ou duas vezes, passa. Mas 20 vezes ao dia, não dá. Depois tem a questão da linguagem, ele fala que nem um robô, numa decoreba dos diabos. Creio que os paulistas chegaram a uma situação-limite com Alckmin. E o Brasil também. Ele devia ir pra casa, descansar. Pelo que vi, tem uma bela família e é médico – uma profissão distinta. De todo modo, ele comanda o PSDB, ao lado do FHC, o que torna a legenda ainda mais precária.

N – Do outro lado da polarização sob cuja égide o Brasil tem vivido desde a posse de Fernando Henrique Cardoso em 1994, o líder que o sociólogo derrotou naquela eleição no primeiro turno reinou no País de 2002 até 2014, quando seu poste Dilma Rousseff sofreu o impeachment. Agora, para voltar ao poder, esse cidadão, que promoveu o maior assalto aos cofres públicos no Brasil, tendo sido, por isso, condenado e preso, ungiu outro poste, que virou preposto e pau-mandado e atualmente é seu codinome, afundou o próprio partido num vexame eleitoral de proporções ciclópicas no primeiro turno, caso Fernando Haddad não consiga cumprir a difícil missão de derrotar Jair Bolsonaro, do PSL, no segundo turno. Quais são, em sua opinião, as chances de o PT reconquistar seu protagonismo?

I – Tomar o poder, como quer o condenado Zé Dirceu, o homem da DGI cubana, nenhuma, visto que Bolsonaro, que se incorporou ao consciente e subconsciente político da Nação, dificilmente deixará de ser eleito. Quem sabe, talvez, um novo Adélio ou a invocação de Exu, o Guardião das Trevas… (A propósito, dizem que Lula levou para o spa da Polícia Federal, em Curitiba, imagens presenteadas por uma pai-de-santo do candomblé baiano especializado em despachos da quimbanda). Quanto ao poste de Lula que no Nordeste atende pelo nome de Andrade, carrega ou carregava no bolso uma máscara para se fantasiar do dono do PT. Faz parte. É o chamado vale-tudo para iludir a massa indefesa. Entendo que as chances do PT agora são só no campo da oposição, dentro e fora de Brasília, num jogo bruto dez vezes maior do que foi imposto ao tolo e ignorante Collor de Mello.

N – Mesmo que Lula, vulgo Haddad, ganhe o turno definitivo da eleição, a visão do mapa eleitoral do Brasil hoje mostra seu partido limitado ao bolsão dos votos dos fundões do Brasil profundo, como aconteceu com os militares à época da ditadura, numa definição magistral de Tancredo Neves. Depois do massacre eleitoral de 2016, terá o PT chance de ainda fazer o papel de protagonista, dentro desse quadro de destruição da legenda fora do bastião do Nordeste?

I – Não há hipótese de o PT protagonizar mais nada. Lula e seu partido integrante da organização criminosa internacional que atende pelo nome de Foro de São Paulo transformaram o Brasil no maior – e pior – saco de excrementos do mundo ocidental. Os brasileiros sabem disso. E os brasileiros conscientes não perdoam isso. Mesmo no Nordeste, terreiro de Lula, Bolsonaro teve melhor desempenho do que qualquer outro candidato em eleições anteriores. Agora, com mais tempo para esclarecer melhor suas proposta sregionais, na certa terá votação mais expressiva. Na Paraíba, por exemplo, Bolsonaro ganhou em João Pessoa e Campina Grande, os dois principais redutos eleitorais do Estado.

N – Durante toda a campanha eleitoral que está em curso, políticos que sentiam o cheiro da derrota, jornalistas brasileiros ou estrangeiros apressados em seus julgamentos e intelectuais decretaram que a disputa a ser decidida nas urnas era entre direita e esquerda. Computados os votos do primeiro turno, o candidato tido como nazi-fascista teve 48,26% dos votos. Isso quer dizer que metade do povo brasileiro é radical de direita?

I – O confronto entre direita e esquerda (que o comunista moderno Manuel Castells, diluidor tardio das teses de  Marshall McLuhan e guru de FHC, chama de conflito entre “populismo” e “autoritarismo”) prevalece hoje em todo mundo: Trump, Brexit, o ajuste de contas da Itália, da Hungria, etc., a decadência da Europa social-democrata e os vexames da União Europeia e da ONU, antros do parasitismo bem remunerado, são expressões do levante da “direita” contra os diversos tons da ideologia vermelha, que teima em controlar o mundo. Essa tomada de posição contra os princípios furados do marxismo e do gramscismo chegou ao Brasil há três décadas para valer.

     Como resultado, coortes de corporações culturais viciadas em mamar no erário para inocular o vírus do “politicamente correto” no cocuruto alheio andam em polvorosa. E com eles, milhares e milhares de subintelectuais, acadêmicos e professores universitários empenhados em repassar a gororoba  “progressista” do tipo “ideologia de gênero”, gayzismo, multiculturalismo, etc., ou seja, o ideário do marxismo cultural em moda; e legiões de burocratas internalizados no aparelho do Estado para a manutenção de salários elevados e gordos privilégios; políticos mandriões engajados nas reivindicações de “igualdade e justiça social” enquanto enchem os bolsos de propinas e grossos salários, etc. – pois bem, essa gente está em pânico. Daí, a facada no único sujeito que no campo político se propôs a enfrentar essa gente de peito aberto. Quanto ao percentual de direitistas no Brasil, basta aguardar o resultado do segundo turno.

N – No começo deste ano a sociedade ordeira e produtiva do Brasil imaginou que conseguiria desmontar a máquina apodrecida da política e da gestão pública, mas teve tolhidos seus movimentos pelos chefões das organizações partidárias, que, na prática, se não impediram, no mínimo dificultaram a ação profilática de uma estrutura viciada e doente. O senhor confia que esta eleição possa extirpar esse tumor?

I – Vou ilustrar a resposta com a seguinte história. Um ingênuo assessor de Michel Temer, o hospede do Palácio Jaburu, diante do colossal déficit das contas públicas, na ordem de quase R$ 5 trilhões, perguntou ao “poseur”: “Presidente, por que o senhor não demite boa parte dos petistas que estão pendurados nos cofres do governo?”. Ao que Temer, encalacrado, respondeu: “Meu filho, eu não faço caça às bruxas. Não faço!”. Aí está: para o político profissional, as bruxas podem devorar a grana saqueada do bolso do contribuinte, mas ele tem medo pânico de mexer na cova do serpentário petista. (E olha que o lema dos terceirizados do PT continua sendo o “Fora Temer”.) A luta para soerguer o gigante adormecido levará anos, ou décadas. Mas é urgente começar a tarefa – e Bolsonaro representa um bom e necessário começo.

"Lula e seu partido, da organização criminosa  internacional Foro de São Paulo, transformaram o Brasil num saco de excrementos", diz Ipojuca. Foto: Acervo pessoal

“Lula e seu partido, da organização criminosa internacional Foro de São Paulo, transformaram o Brasil num saco de excrementos”, diz Ipojuca. Foto: Acervo pessoal

N – Em que momento o capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro deixou de ser o líder de um movimento nostálgico da ditadura militar e passou a encarnar o justiceiro contra a rapina do PT e seus cúmplices?

I – Bolsonaro, pelo que investiguei, sempre foi um rebelde, faltava a causa. E quer causa mais justa do que se indignar – e enfrentá-las – com as comanditas que exploram miseravelmente o Brasil? Tenho a impressão de que ele se fez político quando percebeu que uma boa parte da população consciente se lançou  contra o establishment esquerdista. Quero dizer, aprendeu, corajosamente, a navegar a favor da maré nacionalista, patriótica e cristã que distingue a nossa população. Deu no que deu!

N – E o Brasil tem jeito, tem?

I – O Brasil – e o mundo – tem um futuro admirável. Desde que coloque a hidra no seu devido lugar. O importante é se manter vivo e combater o bom combate.

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Links e legendas

Para ver depoimento de Ipojuca no documentário Reparação clique aqui.

Para ver a primeira parte de Homens do caranguejo clique aqui.

Para ver a segunda parte de Homens do caranguejo clique aqui.

Para ver o longa metragem Pedro Mico clique aqui.

Para ver o raríssimo documentário Canudos (1978) clique aqui.

Nêumanne entrevista Ipojuca Pontes. 26ª  edição da SÉRIE 10 PERGUNTA

Nêumanne entrevista Ipojuca Pontes. 26ª edição da SÉRIE 10 PERGUNTA

No canal do Nêumanne no Youtube: Democracia já!

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Não deixe ninguém tentar desmoralizar seu voto como nazista. fascista ou militarista só por não ser de esquerda. Ninguém tem moral para fazê-lo. Se quiser saber por quê, veja este vídeo que gravei, pois nele conto uma história no minimo interessante. E, se gostar, poderá se inscrever em meu canal no Youtube, pois será comunicado sempre que eu gravar outro, o que farei periodicamente.

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Comentário no Jornal Eldorado: Segundo turno tenso

Comentário no Jornal Eldorado: Segundo turno tenso

No segundo dia da disputa do segundo turno, já dá para perceber os primeiros movimentos dos dois candidatos que sobreviveram à carnificina do primeiro, Jair Bolsonaro, do PFL, e Lula, vulgo Fernando Haddad, do PT. O primeiro teve que responder sobre a morte com 12 facadas de um ativista negro oponente por um barbeiro que envergava uma camiseta com sua efígie. E abriu um novo front ao prometer “guerra contra os marajás”, ao estilo Collor, o que pode ensejar uma reforma para acabar com privilégios dos funcionários nababos. E o outro começou a jogar a carga pesada de propostas antidemocráticas do PT ao mar, a começar pela Constituinte. Bom começo!

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 10 de outubro de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos do comentário de quarta-feira 10 de outubro de 2018-10-10

1 – Haisem – Em que o assassinato do ativista cultural negro Moa do Katendê pelo barbeiro Paulo Sérgio Ferreira de Santana em Salvador com 12 facadas e o anúncio de “guerra contra os marajás”, que lembra o lema de Collor na campanha de 1989 podeM ajudar ou prejudicar o desempenho do primeiro colocado no primeiro turno, Jair Bolsonaro, do PSL, na campanha que está começando para o segundo turno?

SONORA BOLSONARO 1010 A ASSASSINATO

2 – Carolina – Segundo a manchete de primeira página do Estadão de hoje, “Generais ganham espaço e dão forma a plano de Bolsonaro”. Caso o candidato do PSL confirme a vitória do primeiro turno no segundo, isso representará um novo papel das Forças Armadas no Estado brasileiro?

3 – Haisem – Por que o PT está eliminando ou amenizando logo na largada do segundo turno alguns de seus projetos tradicionais e anunciados até agora como base do projeto de governo de Fernando Haddad?

4 – Carolina – Por que a maioria dos candidatos excluídos pelo eleitor do segundo turno da eleição presidencial está anunciando neutralidade em relação ao seu apoio aos dois que passaram para a fase final da disputa Jair Bolsonaro, do PSL, e Fernando Haddad, do PT?

5 – Haisem – Que ajuda você acha que terá o governador Márcio França com o anúncio oficial do apoio que lhe dará no segundo turno o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na disputa contra o ex-prefeito de São Paulo João Dória Jr. pelo governo do Estado?

6 – Carolina – Até que ponto, a seu ver, a frase sibilina do ex-governador paulista Geraldo Alckmin dirigida ao candidato de seu partido ao segundo cargo mais importante do País, o governo de São Paulo, o ex-prefeito João Dória Júnior, e que revela uma mágoa profunda, poderá influir no futuro político do partido de ambos, que já foi um dos pólos da disputa política no Brasil e esta disputa eleitoral parece ter levado a um patamar inferior?

SONORA_DORIA E ALCKMIN

7 – Haisem – Você não acha exagerada a multa de 6 bilhões de reais fixada pelos procuradores federais da Operação Greenfield, que investiga o chamado pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot de “quadrilhão do MDB”, do qual são acusados de fazer parte o presidente Michel Temer e outros potentados do partido e da República?

8 – Carolina – Você, que testemunhou pessoalmente o tenso encerramento do show de Roger Waters no Allianz Parque esta noite, pode nos contar o que viu no campo do Palmeiras?

Comentário no Estadão Notícias: Cara nova do Congresso

Comentário no Estadão Notícias: Cara nova do Congresso

Contrariando vários analistas, inclusive este que lhes escreve, o eleitor que compareceu de forma ordeira e pacífica às urnas no domingo impôs sua vontade às cúpulas dos partidos que fizeram de tudo para reeleger seus membros e outros suspeitos de terem participado das grandes roubalheiras dos escândalos mensalão e petrolão. Disso resultou uma renovação, inesperada até para os institutos de pesquisa, no Congresso, em especial na Câmara, que, como várias vezes já adverti aqui, detém maior poder de governar do que o presidente da República, seja ele qualquer um dos dois que passaram para o segundo turno. Esse novo panorama anima quem quer permanência do combate à corrupção. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quarta-feira 10 de outubro de 2018.

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