Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro e Crivella: a vanguarda do atraso

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro e Crivella: a vanguarda do atraso

Naqueles tradicionais encontros com seus admiradores incondicionais e apoiadores fanáticos, o presidente Jair Bolsonaro sacou de sua algibeira de prestidigitador de feiras livres medievais a frase fatal: “Ninguém pode ser obrigado a tomar vacina”. Senti-me em 1904, em plena revolta da vacina no Rio, ocasião em que o então presidente Rodrigues Alves prestigiou seu epidemiologista, Oswaldo Cruz, contra os feiticeiros tribais de ocasião, que convenciam o povo de que vacinados teriam filhos com cara de bezerro. O atual ocupante da cadeira presidencial enfrenta a lei, que ele próprio assinou, o Código Penal de 80 anos, a Constituição da República e todas as evidências científicas, tudo em nome de uma falsa pregação de liberdade individual, algo do tipo, “você é livre para matar”. E o prefeito do Rio, Marcelo Crivela, criou as milícias contra o direito da cura e a liberdade de informação garantida pela mesma Carta Magna, o que pode levá-lo ao impeachment. Lembrei-me do que meu amigo Fernando Lyra disse a respeito de inimigos da abertura de Geisel. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal Eldorado: Papo para aliviar queda histórica

Comentário no Jornal Eldorado: Papo para aliviar queda histórica

Os números divulgados na terça-feira 1 de setembro pelo IBGE para o PIB do segundo trimestre de 2020 constatam a maior queda da série histórica iniciada desde 1996, uma retração de 9,7% com respeito ao primeiro trimestre do ano. O crescimento do primeiro trimestre foi também revisado para baixo, ao invés de uma queda de 1,5% contra o último trimestre de 2019, os dados do IBGE apontam para uma queda de 2,5%. Na tentativa de reduzir desgaste do impacto Bolsonaro reuniu Guedes e líderes do Centrão para vender reforma administrativa que não reduz gastos enormes com funcionalismo e passa para futuro remoto possibilidade de fazer economia prometida.

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Assuntos para comentário da quarta-feira 2 de setembro de 2020

1 – PIB tem queda histórica de 9,7% no segundo trimestre – revela chamada no alto da primeira página da edição impressa do Estadão de hoje. É possível ao cidadão brasileira recuperar a própria economia doméstica com a velocidade e a tranqüilidade anunciadas pelo governo

2 – Privilégio de servidor atual será poupado em reforma administrativa – É a manchete do jornal hoje. Você acha que essa denominação reformista é real ou não passa de uma retórica eleiçoeira

– Desgastado, Dallagnol deixa chefia da Lava Jato – é mais uma chamada no alto da primeira página do jornal de hoje. O que, a seu ver, motiva essa mudança importante no comando judicial do combate à corrupção

4 – Tribunal encerra ação penal contra Lula – informa chamada de capa do Portal do Estadão neste momento. O que motivou essa decisão e quais serão suas conseqüências nos panoramas político e administrativo no Brasil

5 – Religião, crime e voto – este é o título de seu artigo na página 2 do Estadão de hoje. Quais são suas conclusões a respeito dessa receita eleitoral que mistura fé e criminalidade no mesmo caldeirão político nacional

6 – Ministério Público conclui investigação sobre “rachadinha” em gabinete de Flávio – Este é o título de chamada de capa do Portal do Estadão neste momento. Em que a mexida no governo do Estado do Rio pode alterar as conseqüências policiais e jurídicas sobre os mandatos do primogênito do presidente da República, Jair Bolsonaro, e deste próprio

Nêumanne no papo com Moura Brasil

Nêumanne no papo com Moura Brasil

O jornalista José Nêumanne Pinto disse que a força política que mais se destaca no momento com perspectivas para decidir a eleição presidencial de 2022 é o bolsolulismo com uma eventual disputa em segundo turno entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula da Silva ou algum poste petista ou esquerdista por este apoiado. Mas ainda falta muito tempo para a eleição e o desafio de uma economia destroçada pela pandemia e pela incompetência do governo ainda deixa tudo em aberto em 13 anos de déficit público pela frente. A afirmação foi feita no Papo com O Antagonista com Felipe Moura Brasil, que afirmou que pretendentes de partidos tradicionais, como o PT e o PSDB, deixarão a vaga para o ex-juiz Sérgio Moro, que atende aos anseios da sociedade por bandeiras que ainda continuam mobilizando eleitores fora da esquerda e da direita.

Para ver o vídeo do papo no site O Antagonista clique no play abaixo:

No Estadão nesta quarta-feira: Religião, crime e voto

No Estadão nesta quarta-feira: Religião, crime e voto

José Nêumanne

Bolsonaro dá prioridade à reeleição

num Estado corrupto, pentecostal e criminoso

O capitão Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República derrotando todos os caciques da política tradicional brasileira, apoiado em quatro pilares: antipetismo, combate à corrupção, liberalismo econômico e conservadorismo nos costumes. Na campanha, prometeu que, se fosse para adotar o pragmatismo da chamada governabilidade barganhando apoio por verbas públicas, preferia não assumir o cargo ao qual concorria. Sob a condição de ser promovida uma reforma política, que ele estava cansado de saber que não tinha a menor chance de ocorrer.

No governo tornou inviável a permanência do ex-juiz da Lava Jato, símbolo da bem-sucedida faxina nos costumes políticos, Sergio Moro, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, substituindo-o por um fâmulo a quem prometeu uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Tem feito o possível e o improvável para ter como adversário na eleição de 2022, à qual dá prioridade absoluta na gestão, o ex-presidente petista Lula ou qualquer poste ou aliado de esquerda que este apontar. Prepara uma cama de faquir para seu “posto Ipiranga”, que para evitar destino idêntico ao do magistrado paranaense não se incomoda em ser reduzido a “imposto Ipiranga”, negando, assim como fez com a pandemia de covid-19, os preceitos da estabilidade da moeda e da responsabilidade fiscal.

A pretexto da governabilidade por pelo menos oito anos, Bolsonaro correu para o abrigo do baixíssimo clero de seus dois anos de vereador no Rio e 28 como deputado federal, que passou a se denominar Centrão sob a liderança de Eduardo Cunha, que, na presidência da Câmara, defenestrou Dilma Rousseff da Presidência da República. Sem se perturbar com a circulação nas redes sociais de um vídeo de seu guarda-costas, general Augusto Heleno, que se lançou na vida artística da política entoando a paródia do samba de Ary do Cavaco, tornado sucesso por Bezerra da Silva, “se gritar pega centrão, não fica um, meu irmão”.

E adota qualquer atitude para escapar do inquérito do Ministério Público fluminense sobre a suspeita bem fundamentada de prática de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete de seu primogênito, Flávio, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). E ainda mais com a extensão do crime ao próprio gabinete na Câmara dos Deputados, onde empregou Nathalia, filha do investigado Fabrício Queiroz, seu colega na brigada de paraquedistas do Exército e amigo da vida inteira, com óbvias conexões com chefões da milícia e do crime organizado, como o capitão PM Adriano da Nóbrega. Para tanto se expõe a constrangimento impróprio para qualquer cidadão de bem, como as perguntas de repórteres sobre os motivos de depósitos de Queiroz e da mulher, Márcia Aguiar, de R$ 89 mil na conta da primeira-dama, Michelle. Perguntas a que tem respondido com a costumeira elegância, ameaçando esmurrar quem as faz ou chamando-o de otário e bundão.

A pauta dos costumes conservadores está exibindo nesta pandemia a terrível, mas nada evangélica, associação entre confissões pentecostais, o crime individual ou organizado e a corrupção, que não é inédita na política e na gestão pública brasileiras, mas nunca foi de tão explícito descaramento. A pastora e cantora gospel Flordelis Souza, acusada na semana passada pela polícia fluminense de ter usado sete filhos e uma neta para executar com 17 balaços o ex-filho, ex-genro e último marido, o também pastor Anderson do Carmo, mereceu a misericordiosa solidariedade de Michelle Bolsonaro nas redes sociais. O presidente achou por bem levar sua cabo eleitoral mais valorizada, mais uma pastora, Damares Alves, à própria live semanal para evitar a contaminação pelo sangue derramado da vítima do projeto reeleitoral, que une todos os personagens desse episódio sórdido. Parceira da assassina num plano de adoção de menores abandonados, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos disse que a homicida “enganou todo o Brasil”. Não dá para rir dessa piada tétrica. Para anular o desgaste dos flagrantes de sua relação com a criminosa, Bolsonaro envolveu os “300” que fizeram selfies com ele em Foz do Iguaçu.

O que dizer, então, de o quarto pastor deste texto, Everaldo Dias Pereira, frequentador das delações premiadas do propinoduto das empreiteiras corrupteiras, tê-lo batizado e aos três filhos parlamentares nas águas profanadas do Rio Jordão, na Terra Santa? Presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC), pelo qual Wilson Witzel foi eleito e no qual o próprio capitão cloroquina militou, o espírito santo de orelha do governador afastado do Rio de Janeiro está preso. Exerce o papel de água no chope da comemoração de mais uma baixa entre eventuais oponentes do clã Bolsonaro em sua marcha rumo a novo triunfo.

Resta-nos rezar para o messias salvar seu povo das garras dos sócios dessa conjura que torna o Estado que nos governa uma associação de gângsteres de púlpitos, traficantes de armas e drogas, assassinos de ofício e gatunos da gestão pública.

Como anda a coisa, só Jesus na causa nos salvará.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag.A 2 do Estado de S. Paulo da quarta-feira 2 de setembro de 2020)

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Comentário no Jornal Eldorado: Casamento de conveniência política

Comentário no Jornal Eldorado: Casamento de conveniência política

Três dias após o afastamento de Wilson Witzel, o governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, e a família Bolsonaro explicitaram um processo de aproximação. Castro anunciou ter conversado por telefone com o senador Flávio Bolsonaro. O Rio depende da União para assuntos como o Regime de Recuperação Fiscal, que precisa ser renovado esta semana para garantir o funcionamento da máquina do Estado. Já a família do presidente quer ter influência no Palácio Guanabara. Pois até dezembro, o governador escolherá o novo chefe do Ministério Público estadual. Essa nomeação interessa ao clã Bolsonaro, pois influenciará, por exemplo, no andamento da investigação do esquema de peculato (apropriação do salário de servidores), corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que tira o sono do primogênito do presidente, senador Flávio Bolsonaro.

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Assuntos para comentário na terça-feira 1 de setembro de 2020-09-01

1 – Castro se alinha ao Planalto; Witzel recorre ao Supremo Tribunal Federal contra o afastamento. Esta notícia passou grande parte do dia de ontem em destaque no Portal do Estadão. Quais serão as conseqüências práticas que você prevê para esta informação

2 – Ministério Público do Rio conclui investigação sobre peculato no gabinete de Flávio Bolsonaro. Aqui, outra notícia ainda destacada nesta manhã na capa do Portal do Estadão. E agora, José? Vai adiantar o novo governador mudar o procurador-geral do Estado em janeiro de acordo com os interesses da família presidencial

3 – Contas da mãe do capitão Adriano revelam transferências, cheques e depósito para Queiroz. Esta é outra notícia dos resultados deste inquérito chocante. Você acha que ainda resta alguma dúvida sobre as relações do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro com as milícias

4 – Honestidade e garantismo de araque é o título de seu artigo no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão. Que ângulo você aborda sobre esse caso que parecia não ter mais fim sobre as movimentações atípicas do gestor financeiro do gabinete do primogênito de Jair Bolsonaro na Alerj

5 – A Câmara não pode fugir à sua responsabilidade diante de temas que misturam nojo, indignação e raiva – é o título da chamada de capa do Portal do Estadão para o artigo de Eliana Cantanhêde a respeito do foro privilegiado que evita que a deputada Flordelis Souza responda pela acusação da polícia civil fluminense de ter mandado filhos matarem o marido Anderson do Carmo. Você concorda com esse raciocínio da colega

6 – Governo prevê pelo menos mais 13 anos de déficit fiscal – é a manchete da edição impressa do Estadão hoje. Qual é sua opinião sobre esse prolongamento da agonia econômica da pandemia, que acaba de ser anunciada nesta notícia

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro reparte governo com Centrão

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro reparte governo com Centrão

O presidente Jair Bolsonaro dividiu o impacto histórico do PIB negativo de 9,7% no segundo trimestre anunciando renovação do auxílio emergencial da pandemia em parceria com o ministro da Economia, Paulo Guedes e com o Centrão de seus líderes na Câmara, Ricardo Barros, no Senado, Fernando Bezerra Coelho, e no Congresso, senador Eduardo Gomes. A ideia foi dividir a responsabilidade da divisão pela metade, de R$ 600 mensais distribuídos de abril a agosto para R$ 300 até o fim deste ano com o Congresso. Trata-se de mais um passo na estratégia da reeleicão, que atualmente é a única preocupação dele e de seus aliados, Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 

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