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Direto ao Assunto

No Blog do Nêumanne: A força da velha política de hábito

No Blog do Nêumanne: A força da velha política de hábito

José Nêumanne

Do naufrágio de Bolsonaro e Lula nas eleições emergiram seculares e ancestrais oligarquias remoçadas e o aumento do custo do ansiolítico do Centrão de sempre na governabilidade dos espertos

Como em todo evento político brasileiro, o primeiro turno do pleito municipal trouxe motivos de sobra para a necessidade cada vez maior do combate à pós-verdade pelo esclarecimento criterioso de fatos e fakes.

FATO – É possível sempre argumentar que eleições restritas aos municípios não definem resultados posteriores da federal e das estaduais de dois anos depois. O exemplo mais recente desse aforismo pode ser encontrado na comparação entre 2016 e 2018. Há quatro anos o Partido dos Trabalhadores (PT) foi sepultado numa avalanche de votos de repulsa às gestões corruptas de petistas e asseclas pelo mensalão e pelo petrolão. No ano seguinte, a fênix barbuda, Luiz Inácio Lula da Silva, impôs seu poste Fernando Haddad no segundo turno, para tornar inevitável a vitória da direita de reses e robôs e impor o domínio do mau militar sobre civis inocentes. A apuração de agora impôs vexame maior ao maior líder da esquerda, transferindo a banda sinistra da disputa tradicional do segundo turno em São Paulo para o PSOL de Guilherme Boulos e Luíza Erundina, uma das primeiras vítimas da truculência sindical do chefão da organização criminosa. A maior vítima da dicotomia Covas x Boulos agora é o próprio patriarca, que desembarcou do inutilizado “Lula livre” para o atualizado “Xô, Lula”. A situação favorece o presidente Jair Bolsonaro, que fará o possível e o improvável para fazer do PT adversário preferencial em eventual segundo turno da eleição presidencial de 2022. Ou seja, agora é bolsalulismo ou ninguém. Ou melhor, ou nada.

FAKE –Bandeiras ridículas da direita indigesta da fraude eleitoral nas urnas venezuelanas, que levou seu “mito” que mente a denunciar sem provas fraude na disputa por ele vencida, o supremo do grotesco, e do voto impresso como condição de correção deverão ser guardadas no quarto de despejo da retórica. A tentativa mal-sucedida de blogueiros acusados de usarem fake news em inquérito adormecido em mesas do ministro Alexandre de Moraes e do Supremo Tribunal Federal (STF) – como Bernardo Küster  e Oswaldo Eustáquio – é prova cabal de que a direita minoritária é a maior suspeita de tentar fraudar essas eleições. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro do STF Luís Roberto Barroso, garantiu em entrevista exclusiva publicada extraordinariamente na série Nêumanne Entrevista, no YouTube, levada às redes domingo 15, dia da eleição, teve nela o maior aval. Da mesma forma, isso ocorreu com outra afirmação no mesmo vídeo de que disparos de WhatsApp e ações de reses e robôs do gabinete do ódio foram reduzidos em parceria com as redes sociais à insignificância na apuração da Justiça Eleitoral.

FATO – O aval da realidade à lisura dos resultados eleitorais neste pleito não isenta, contudo, a Justiça Eleitoral de seu pecado capital: ela continua inócua na repressão ao crime na eleição. Permitir que Jair Bolsonaro fizesse – como fez – campanha eleitoral em lives gravadas em palácio é um acinte que merece reproche a todos: do criminoso confesso, do juiz omisso e da oposição leniente. Não vale o argumento de que o eleitor lhe puxou a orelha na hora de votar. Dos 59 beneficiários do delito impune, só 9 foram eleitos. Dos 13 candidatos a prefeito de Bolsonaro, 2 foram eleitos, 2 passaram para o segundo turno e um terço permanece na disputa. No Estado de Direito, eleitor escolhe, não pune. Punição é assunto de polícia, Ministério Público e Poder Judiciário, que falharam gravemente no caso. O capitão de milícias jogou todas as suas fichas na votação do filho 02, Carlos, comandante do gabinete do ódio no Planalto, para a Câmara do Rio, base eleitoral e sede territorial da famiglia. Num eleitorado maior e mais exposto à mídia do sobrenome, ele teve 70 mil votos, 36 mil (34%) a menos do que em 2016, quando se contaram 106 mil. Perdeu o primeiro lugar para Tarcísio Motta, do PSOL, com 86.243. E conviverá com uma bancada de 7 “comunistas”, um a mais do que a meia dúzia de quatro anos atrás. Para completar o mal-estar, terá de esperar a próxima passagem do elevador do Palácio Tiradentes quando a viúva de Marielle Franco, Mônica Benício, eleita com 22.99 sufrágios, ocupar um lugar nele.

FAKE – Ressalvando a minoria lúcida, analistas profissionais, amadores ou interessados no resultado das urnas pisaram no tomate ao atribuírem à derrota do “bolsalulismo” o ímpeto nostálgico da experiência administrativa e da velha política e a renovação nos quadros dirigentes do Estado. Mas não houve renovação, estes foram apenas remoçados. João Campos e Marília Arraes, que disputam o segundo turno no Recife, não são apenas netos de Miguel Arraes, ícone da esquerda pré-golpe militar. São herdeiros da mais antiga oligarquia brasileira desde o Império, os Alencar do Cariri cearense. Bruno Covas é neto de Mário Covas, patriarca do PSDB. O fato de as linhagens da nobreza política terem chegado à segunda geração está longe de representar novos ares limpos e arejados no pedaço. Isso também vale para o caso da primeira capital do Brasil, São Salvador da Bahia, na qual o prefeito, neto e xará do cacique Antônio Carlos Magalhães, elegeu no primeiro turno Bruno Reis, que assumirá o bastão na passagem de poder no carlismo baiano.

FATO – Bruno Reis faz parte dos prefeitos que já garantiram seu lugar no poder municipal ao lado de dois correligionários do DEM de Rodrigo e César Maia, este também ungido pelo voto no domingo em que se celebraram 131 anos da insana República. Reforçando a força do Centrão para a barganha com Bolsonaro, Rafael Greca, de Curitiba, e Gean Loureiro, de Florianópolis. O custo da indiferença a 48 processos de impeachment na gaveta de Rodrigo Maia, o Botafogo do propinoduto da Odebrecht, certamente subirá mais do que o dólar norte-americano sob Joe Biden. Quem viver verá crescerem o “Xô, Lula” e o “Vai trabalhar, presidente”, título do editorial do Estadão de segunda-feira, 16, cuja leitura será a cada dia mais recomendável para ele e os brasileiros em geral.

*Jornalista, poeta e escritor

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Direto ao Assunto no YouTube: Única fraude eleitoral é Bolsonaro

Direto ao Assunto no YouTube: Única fraude eleitoral é Bolsonaro

Obsessão do presidente Jair Bolsonaro em denunciar eleições fraudadas, incluindo a vencida por ele próprio, deixa claro o fato de que ele é a única fraude comprovada na História da política brasileira, como atesta a lista de traições que cometeu em relação ao discurso de campanha publicada por Nando Moura. A exemplo do que aconteceu com Donald Trump, de quem ele se apresenta como pato, não trouxe a lume nenhum fato para comprovar as denúncias insistentes. Nem fatos que comprovem a eficácia do voto impresso, que é sua cloroquina eleitoral. Recomendo a respeito que acompanhe a entrevista extra com o presidente do TSE, ministro do STF Luís Roberto Barroso (https://www.youtube.com/watch?v=aYhtohVd76M&t=668s), o editorial do Estadão “É hora de trabalhar, presidente” (https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,e-hora-de-trabalhar-presidente,70003515557) e o artigo de Carlos Alberto Di Franco no mesmo jornal de hoje, Recado aos eleitos (https://opiniao.estadao.com.br/noticias/espaco-aberto,recado-aos-eleitos,70003514568), além do meu artigo semanal no blog (https://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/a-forca-da-velha-politica-de-habito/). Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Nêumanne nas eleições: “É hora de trabalhar, presidente”

Nêumanne nas eleições: “É hora de trabalhar, presidente”

Os dados disponíveis das apurações das eleições municipais de 2020 nos autorizam a concluir que o cidadão se manifestou pelo voto para mandar seu servidor número um, Jair Bolsonaro, trabalhar como deveria e não fez até agora, tema do primeiro editorial do Estadão “Vai trabalhar, presidente”. E também para revelar o enorme erro de avaliação do ex-presidente Lula que manteve seu partido, o PT, sob escravidão, provocando o surgimento da dupla do PSOL, Guilherme Boulos e Luíza Erundina, que chegou à disputa em segundo turno com o tucano Bruno Covas mercê da falta de um espelho confiável na casa do ex-presidente. Eleições municipais costumeiramente não têm influência definitiva sobre as presidencial e estaduais, mas servem de alerta a governantes insensíveis. Este foi meu comentário no programa Eleições Eldorado 2020 ancorado por Emanuel Bomfim e Patrícia Ferraz na Rádio Eldorado 107.3 no domingo 15 de novembro de 2020, às 20h20m.
Para ouvir minha participação no programa clique no play abaixo:
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Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro, cabo eleitoral desprezível

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro, cabo eleitoral desprezível

Dos 13 candidatos a prefeito apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro nas criminosas lives gravadas em palácio, 2 foram eleitos e 2 passaram para o segundo turno, enquanto um terço permanece na disputa.Ao todo, dos 59 bolsonaristas na campanha, só 9 venceram. O mais notório para os quais fez propaganda gratuita do palácio Carlos, o filho zero dois, foi reeleito para o sexto mandato na Câmara do Rio, mas perdeu cerca de 36 mil votos em quatro anos e o posto de mais votado da cidade, que passou para Tarcísio Motta (PSOL). O candidato considerado pelo próprio .presidente seu teste definitivo de popularidade teve 70 mil votos e, em 2016, conseguiu 106 mil eleitores e foi o líder, Recomendo como indispensáveis as leituras do primeiro editorial e dos artigos de Carlos Alberto Di Franco e Marco Aurélio Nogueira no Estadão hoje.

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Assuntos para comentário da segunda-feira 16 de novembro de 2020:

1 – Haisem – Bolsonaristas perdem força em todo o País – Este é o título de chamada de primeira página da edição impressa do Estadão hoje. Em que os resultados das eleições municipais no Brasil ontem atrapalham os projetos políticos para 2022 do presidente Jair Bolsonaro e do líder máximo do Partido dos Trabalhadores, Luiz Inacio Lula da Silva

2 – Carolina – Atraso se deu por falha em máquina, diz TSE, este é o título de outra chamada da primeira página do jornal hoje. Em sua opinião, houve alguma perda para o processo democrático brasileiro com a lentidão maior do que a prevista na apuração dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral

3 – Haisem – Barroso prevê eleições sem fraude – Este é o título da edição extra de sua série Nêumanne Entrevista no canal José Nêumanne Pinto do YouTube com uma entrevista exclusiva do presidente do Tribunal Superior Eleitoral. O que você chama a atenção nela

4 – Carolina – Abdenur prevê dias difíceis para Biden – Este é o título do post no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão ontem. O que você destaca para nosso público para justificar a visualização dessa entrevista exclusiva publicada ontem no seu Blog do Nêumanne no Portal do Estadão

 

Nêumanne Entrevista Luís Roberto Barroso

Nêumanne Entrevista Luís Roberto Barroso

Barroso garante eleições sem fraudes

O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, garantiu que as eleições municipais do domingo 15 de novembro não serão manchadas por fraudes, seja na coleta do voto nas urnas eletrônicas, seja em suas apurações. O ministro do STF também prometeu um índice ínfimo de fake news, mercê da mudança de atitude das redes sociais, que, para evitar o desgaste de sua credibilidade, passaram a ajudar a Justiça Eleitoral no combate aos disparos de whatsapp e do uso de robôs. Em vídeo extraordinário da série Nêumanne Entrevista, ele manifestou ainda sua expectativa de que a vitória do democrata Joe Biden sobre o presidente republicano Donald Trump se confirmará sem que a tentativa do derrotado de judicializar a apuração venha a ter êxito. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 

Para ver vídeo no YouTube clique no play abaixo:

Nêumanne Entrevista Roberto Abdenur

Nêumanne Entrevista Roberto Abdenur

Abdenur prevê dias difíceis para Biden

O ex-embaixador do Brasil nos EUA e na China, Roberto Abdenur, não acredita que o presidente Donald Trump consiga êxito algum em sua tentativa de ganhar a eleição norte-americana na Justiça. Mas prevê grandes dificuldades para o próximo chefe do Executivo na grande potência militar do mundo para conseguir unir os cidadãos em seu governo, pois o derrotado teve mais de 71 milhões de eleitores, que, a seu ver, serão fiéis ao perdedor e a sua narrativa de fraude eleitoral e de contestação da visão multilateral e tolerante do vencedor. No vídeo Nêumanne Entrevista Roberto Abdenur, este também lamentou a postura agressiva do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em relação àos democratas nos EUA e à China, pois o País terá de lidar com ambos. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 

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