Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Estadão às 5: Com quem ele anda?

Estadão às 5: Com quem ele anda?

As companhias escolhidas pelo presidente Michel Temer até hoje – Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Lúcio Vieira Lima, Rodrigo Rocha Loures e Lúcio Funaro, entre muitos outros, provocam sérias dúvidas sobre os protestos de boa fé e honestidade a que o presidente recorre em pronunciamentos públicos nos quais se defende de acusações frequentes feitas por pessoas e instituições que sempre contesta sem se explicar nem apresentar fatos, mas apenas com queixumes, autoindulgência e adjetivos pomposos. É o caso da recente carta com que tenta contestar informações de Funaro, agora reunidas às de Joesley Batista para convencer um terço dos deputados federais a não permitir que o Supremo Tribunal Federal o investigue por crimes graves, tais como formação de quadrilha e obstrução à Justiça. Este foi um dos temas do noticiário apresentado por Emanuel Bomfim e comentado por mim no programa Estadão às 5, apresentado do estúdio da TV Estadão no centro da redação na segunda-feira 16 de outubro de 2017, às 17 horas e retransmitido por Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook.

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Comentário no Jornal Eldorado: Facada nas costas

Comentário no Jornal Eldorado: Facada nas costas

A divulgação dos vídeos da delação premiada do contador Lúcio Funaro causou um novo confronto entre os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e da República, Michel Temer. Para interlocutores do Palácio do Planalto, a medida é mais uma ação de Maia para tentar constranger o governo e mostrar descolamento do presidente. Afinal, a história contada por Funaro é longa e lógica O governo avalia que o deputado não tinha a obrigação de colocar os vídeos no site da Câmara. Esta é, infelizmente, nossa realidade: revelações tão impactantes só servem para aumentar o custo da compra dos votos, não alterar a natureza deles. É o caso de dizer que estamos no mato na árvore acuados pela cachorrada.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – segunda-feira 16 de outubro de 2017, às 7h30m)

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Eldorado 16 de outubro de 2017 – Segunda-feira

A manchete do Estadão hoje não deixa dúvidas: vídeo da delação provoca crise entre Maia e Planalto. Era para chegar a esse ponto?

A divulgação dos vídeos da delação premiada do operador Lúcio Funaro causou um novo confronto entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente Michel Temer. Para interlocutores do Palácio do Planalto, a medida é mais uma ação de Maia para tentar constranger o governo e mostrar descolamento do presidente. O governo avalia que o deputado não tinha a obrigação de colocar os vídeos no site da Câmara. Vamos entender por que esses vídeos causaram tanto impacto.

SONORA 1610 A FUNARO

Os vídeos são realmente acachapantes, para dizer o mínimo. Afinal, a história contada por Funaro é longa e lógica. Quem a ouve tem poucas dúvidas sobre suas verossimilhança, embora os fatos ainda precisam ser provados.

O certo é que o episódio levou a um bate-boca público entre Maia e a defesa de Temer, justamente na semana em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara vai analisar o relatório da segunda denúncia contra o presidente, por obstrução da Justiça e organização criminosa no caso J&F. Neste sábado, 14, o advogado Eduardo Carnelós publicou nota para criticar “vazamentos criminosos”. Maia contra-atacou e disse que o defensor é “incompetente”. Carnelós recuou e, também em nota, disse que “jamais” imputou “a prática de ilegalidade” ao deputado.

Os vídeos da delação de Funaro foram divulgados no site da Câmara com documentos relacionados à segunda denúncia contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). O material foi enviado pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, com ofício expedido em 21 de setembro, uma semana após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar a segunda denúncia contra Temer.

SONORA 11610 C FUNARO

Parte inferior do formulário

Segundo a presidência da Câmara, no ofício não há menção ao sigilo do material. Neste domingo, 15, por meio de assessoria, Cármen Lúcia afirmou que apenas oficiou Maia e o relator do inquérito, Edson Fachin, é a autoridade máxima e única no processo. Segundo o gabinete de Fachin, a delação de Funaro não teve o sigilo retirado em nenhum momento.

O secretário-geral da Mesa Diretora, Wagner Soares, que é subordinado a Maia, determinou, porém, que os vídeos fossem divulgados no site da Câmara. O material subiu na íntegra no dia 29 de setembro, uma semana depois de o presidente da Câmara disparar duras críticas a Temer e ao PMDB em razão do assédio dos peemedebistas a parlamentares do PSB com os quais o DEM negociava filiação.

Os vídeos vieram a público somente nesta sexta-feira, 13, com reportagem do jornal Folha de S.Paulo. A primeira nota de Carnelós com acusação de “vazamento criminoso” irritou Maia, que fez chegar a Temer sua insatisfação. “Não teve vazamento. O advogado é incompetente”, disse o presidente da Câmara à Coluna do Estadão. Em nota, Maia disse ainda ver com “perplexidade muito grande” ter sido tratado de “forma absurda” pelo advogado, “depois de tudo que fiz pelo presidente, da agenda que construí com ele, de toda defesa que fiz na primeira denúncia”.

Mas esta é a melhor hora para esse advogado de Temer arrumar uma briga com Maia?

Embora as imagens de Funaro impressionem o Planalto e tenham impacto no governo, a avaliação é de que essa nova polêmica com Maia pode trazer mais problemas para o presidente do que o conteúdo dos vídeos. No Planalto, o teor da primeira nota de Carnelós foi considerado um “tiro no pé”. Temer, então, mandou seu advogado distribuir a segunda nota, na qual ele negou ter imputado “crime” a Maia, para amenizar a tensão com o deputado. A temperatura entre Temer e Maia já havia subido em razão do episódio do “assédio” a parlamentares do PSB. Maia disse que foi atingido com uma “faca nas costas” pelo PMDB. Desde então, houve mais problemas. Na semana passada, por exemplo, Maia, em desacordo com o Planalto, abriu a sessão da Câmara para votar a Medida Provisória (MP) sobre acordos de leniência de bancos. A base, porém, não apareceu na votação por articulação do governo, que tinha pressa em votar o relatório pelo arquivamento da segunda denúncia. Maia, então, sentiu-se derrotado na intenção de votar a MP e acusou o Planalto de não ter prioridade em suas pautas. O Planalto já estava atento às ações de Maia e a desconfiança de parte a parte só tem crescido. Para o governo, parlamentares que se dizem indecisos poderão aproveitar o impacto dos vídeos para fazer novas cobranças ao Planalto. A avaliação é de que isso poderia aumentar o impacto dos apoios, mas não inviabilizar o arquivamento da denúncia.

Esta é, infelizmente, nossa realidade: revelações tão impactantes só servem para aumentar o custo da compra dos votos, não alterar a natureza deles. É o caso de dizer que estamos no mato na árvore acuados pela cachorrada.

No fim de semana a Oi andou ocupando as primeiras páginas, os editoriais e o noticiário econômico dos jornais do mundo inteiro. O rabo de palha está queimando?

O festival Oi nos dois lados do Atlântico foi aberto com um excelente editorial do Estadão sobre o assunto. Peço licença pra ler o último parágrafo do texto, intitulado Campeã nacional de confusões.

No momento em que o governo empreende um enorme esforço para reequilibrar as contas do País, após a pior recessão de nossa História, seria no mínimo contraditório, diante de uma situação de desequilíbrio fiscal, mover recursos para salvar uma empresa que nunca aprendeu a andar com as próprias pernas, já nasceu dependente. É hora de a Oi arcar com as consequências de seu descalabro administrativo.

No fim de semana, Míriam Leitão, colunista do Globo,  diz  que colocar dinheiro público ou oferecer vantagens especiais para a Oi pagar suas dívidas com credores estatais é inaceitável. É o que venho falando incansavelmente desde o início desse ano. Miriam Leitão afirma que três diretores estatutário da Oi receberam neste ano R$ 45,8 milhões, incluídos R$ 21,6 milhões em bônus, e que a Vivo, que não está quebrada vai pagar bem menos, R$ 10,9 milhões.É Miriam, enquanto os sócios capinam a Oi, o BNDES e a Anatel, credora de mais de R$ 15 bilhões da Oi, a tudo assistem e nada fazem.  Miriam Leitão diz ainda e eu concordo que a reestruturação da Oi não deve ser resumir somente à solução da dívida, a venda de ativos de partes da Oi deveria ser uma possibilidade.

Em matéria da Mariana Durão e Circe Bonatelli, o Estadão diz que os principais credores da Oi fizeram duras críticas ao novo plano de reestruturação, que beneficia os principais acionitas, Tanure e os portugueses da Pharol (Portugal Telecom). Em comunicado os principais credores atacaram a proposta da tele: “O plano de reestruturação revisado do grupo Oi ignora as preocupações dos credores, ameaça a viabilidade da empresa a longo prazo e enriquece abusivamente, os atuais acionistas”.

O credores da Oi, que coloquem suas barbas de molho. Tanure, é um especialista em se aproveitar de empresas em falências, vide o Jornal do Brasil e a Gazeta Mercantil.

E os executivos da Pharol, Portugal Telecom estão sendo investigados em Portugal. O jornal português Expresso publicou,  no sábado que  “acionista da Oi acusa gestores da PT de ‘desvio de 897 milhões de euros’. Otávio Azevedo  disse à Justiça brasileira que executivos da Portugal Telecom, na operação de fusão com a Oi, teriam desviado 897 milhões de euros, referindo-se ao investimento na Rio Forte. Otavio Azevedo, segundo o Expresso, se dispõe a colaborar com a Justiça portuguesa.

A  Operação Marquês” de Portugal investiga suspeita de que e o preço da Oi tinha sido inflacionado artificialmente com a conivência dos gestores da Portugal Telecom. O Ministério Público português suspeita de que pode ter havido uma combinação com o ex-presidente Lula para a distribuição de subornos por políticos e empresários portugueses.

O também jornal português Público já tinha feito referência a pagamento de o 200 milhões de euros de extras no negócio PT/Oi em 2010, que estariam relacionados com o pagamentos de luvas.

A PGR portuguesa teve acesso a depoimento do Otavio Azevedo e deverá fazer diligência para ouvi-lo em breve.

A Oi honra o seu apelido desde a privatização, a telegangue.

Tem ex-presidente com tornozeleira eletrõnica e diretor jurídico, Eurico Teles, denunciado, em 2016, pelo Ministério Público do Estado do Sul, por formação de quadrilha, estelionato, patrocínio infiel e lavagem de dinheiro. O esquema do diretor jurídico da  Oi era subornar um escritório de advocacia que defendia 13 mil clientes em ações da companhia, em troca de encerramento de ações judiciais. Ao invés de defender de seus clientes, comprava o seu defensor. É mole??

O programa de recuperação da Oi poderia se chamar: Da União para o Ladrão

Depois de passar dois anos consumindo apenas o básico, as famílias de baixa renda estão aos poucos retomando as compras. O recuo no preço dos alimentos, que pesa mais no bolso dos mais pobres, está abrindo espaço para gastos que até pouco tempo essa parcela da população não pensava em fazer, como comprar um eletrodoméstico novo ou trocar o carro usado por um melhor. 

Segundo reportagem de Márcia de Chiara, eo Estadão, Os dados oficiais ainda não capturaram o efeito que o aumento do poder de compra das famílias de baixa renda teve no consumo nos últimos meses, por causa da queda da inflação. Mas uma série de indicadores já apontam nessa direção. Em setembro, o fluxo de pessoas nos shoppings do País teve o maior crescimento desde 2015, puxado pelos shoppings populares. Trabalhadores que ganham até dois salários mínimos são maioria entre os que limparam o nome no serviço eletrônico da Serasa Experian. E nas lojas de eletrodomésticos, outro sinal concreto: a venda de TVs básicas, por exemplo, está crescendo mais do que a dos aparelhos mais sofisticados.

As mudanças no cenário mais favorável ao consumo começaram em meados do ano, quando a inflação, especialmente a dos brasileiros de menor renda, bateu no fundo do poço. Em junho, tanto o custo de vida das famílias que ganham até R$ 4.685, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE, quanto as com renda de até R$ 37.480, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou deflação. Mas a queda maior ocorreu entre os mais pobres. O INPC caiu 0,30% em junho, enquanto o IPCA recuou 0,23% no mesmo período. De lá para cá, o cenário só tem favorecido os mais pobres. Em agosto e setembro, o INPC teve deflação, enquanto o IPCA foi positivo, ainda em níveis baixos. Pelo menos uma notícia boa no meio de tanto esgoto.

SONORA Farinha pouca meu pirão primeiro Bezerra da Silva

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Na pior hora

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Na pior hora

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – na segunda-feira 16 de outubro de 2017, comentando a crise entre Temer e Maia por causa dos vídeos de Funaro; a solução absurda do uso de dinheiro público para salvar a Oi; e a volta dos pobres ao consumo por causa da queda da inflação. Para Eliane Cantanhêde, a semana começou quente com a busca e apreensão da PF no gabinete do deputado Lúcia Vieira Lima e bem na véspera da votação sobre Aécio Neves no plenário do Senado; e está esquentando também a disputa entre Temer e Rodrigo Maia, que fez o inacreditável: divulgou nos itens da Câmara os vídeos de Lucio Funaro contra o presidente e o PMDB. Alexandre Garcia falou do primeiro dia do horário de verão; da grande discussão sobre o sigilo de Funaro; e de um grande eleitor para 2018. Em Direto da Fonte, Sonia Racy relatou a privatização da Cesp. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz dissertou sobre escândalos no esporte.

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Comentário no Jornal da Gazeta 2: Congresso e STF só cuidam de futricas da grei

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Congresso e STF só cuidam de futricas da grei

Congresso e STF só cuidam de futricas da grei e cidadão e contribuinte que se danem e se virem (Jornal da Gazeta 2)

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Dane-se o cidadão

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Dane-se o cidadão

STF se submete a chefões políticos e Aecim poderá cair na gandaia
( Comentário no Jornal da Gazeta 1 da quinta-feira 12 de outubro de 2017)
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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Batata quente

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Batata quente

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 13 de outubro de 2017 denunciando a tentativa de senadores se esconderem para afagar Aecim; divisão da bancada do PT na tal votação; vacilo do Temer e hipocrisia do papa Francisco faltando à festa da Aparecida; pouca firmeza nas boas notícias que Meirelles deu sobre nossa economia no exterior; e a inglória entrada dos bolivarianos de Maduro na roubalheira do PT cá entre nosotros. Sônia Racy descreveu o TSE na corrida para publicar resoluções sobre fundo partidário. Eliane Cantanhêde disse, em Direto da Fonte, que o Supremo devolveu a batata quente e agora o Senado é que está em guerra sem saber o que fazer com Aécio Neves. E Alexandre Garcia relatou a possível extradição do criminoso italiano Cesare Battisti.

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