Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Passa moleque

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Passa moleque

Temer só afasta 4 dos 12 vice-presidentes da Caixa asseclas e suspeitos

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 terça-feira 17 de janeiro de 2018)

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Comentário no Jornal Eldorado: O crime continua

Comentário no Jornal Eldorado: O crime continua

Fingindo atender recomendação do Ministério Público Federal e do Banco Central, que mandaram que ele demitisse os 12 vice-presidentes da Caixa, Temer afastou quatro deles por 15 dias. Trata-se de mais um passa moleque do constitucionalista Michel. Primeiramente, é um absurdo a Caixa ter 12 vice-presidentes. E mais absurdo ainda é o critério da escolha da alta cúpula de um banco público com as responsabilidades da Caixa privilegiando indicações políticas a ponto de permitir uma impertinência como a da instituição reagindo à necessária investigação de atos tão graves de seus dirigentes apenas para preservá-los e com isso não criar problemas para Temer e seus aliados nas votações no Congresso Nacional, misturando as coisas de forma imoral.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 17 de janeiro de 2018, às 7h45m)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 17 de janeiro de 2018 – Quarta-feira

Emanuel Após recomendação do Banco Central (BC) e alerta do Ministério Público Federal (MPF) sobre uma possível punição dele mesmo por responsabilidade, o presidente Michel Temer determinou ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente da Caixa, Gilberto Occhi, que afastem, por tempo indeterminado, quatro vice-presidentes do banco que estão sendo investigados por corrupção. Depois da ordem do presidente, a Caixa informou que vai afastar os executivos para que eles possam “apresentar ampla defesa das acusações”. Ele tinha alguma coisa a fazer que não fosse recuar?

Serão afastados os vice-presidentes Antônio Carlos Ferreira (Corporativo), Deusdina dos Reis Pereira (Fundos de Governo e Loterias), José Henrique Marques da Cruz (Clientes, Negócios e Transformação Digital) e Roberto Derziê de Sant’Anna (Governo). Eles são acusados de vazamento de informações privilegiadas para políticos sobre o andamento de pedidos de empréstimos e também de negociar cargo em uma estatal como moeda de troca para liberação de crédito.

Embora o afastamento dos quatro seja temporário, a decisão de Temer significa uma derrota na queda de braço que o governo vinha travando com os procuradores da força-tarefa Greenfield. Em dezembro, os procuradores responsáveis pela investigação sobre desvios na Caixa recomendaram o afastamento dos 12 vice-presidentes do banco. Em resposta, a Caixa disse que não cumpriria as recomendações porque possui “um sistema de governança adequado à Lei das Estatais”.

Primeiramente, é um absurdo a Caixa ter 12 vice-presidentes. E mais absurda ainda é o critério da escolha da alta cúpula de um banco público, com as responsabilidades da Caixa privilegiar indicações políticas, a ponto de permitir uma impertinência como essa da instituição ao reagir à necessária investigação de atos tão graves de seus dirigentes apenas para preservá-los e com isso não criar problemas para Temer e seus aliados nas votações no Congresso Nacional, misturando as coisas de forma imoral.

Carolina – Em que se baseiam os procuradores para exigir de Temer a demissão de todos os vice-presidentes, por que o presidente demorou tanto para recuar e, afinal de contas, por que afinal recuou?

A orientação do MPF, negada pela Caixa, tinha como base uma investigação independente contratada pela própria Caixa. Como mostrou a edição de ontem do Estado, a auditoria detectou casos de influência política no banco em ao menos quatro vice-presidências. O documento foi produzido pelo escritório Pinheiro Neto e foi anexado aos processos relacionados ao banco para reforçar as denúncias contra políticos e ex-funcionários que atuariam em favor de grandes empresas.

Após a primeira negativa de Temer e da Caixa em afastar os executivos, os procuradores da Greenfield se reuniram com representantes do BC na semana passada para debater a situação dos vice-presidentes. Com base nessa reunião, os investigadores enviaram, no dia 11, um ofício endereçado à Presidência da República no qual alertavam para a possibilidade de punição de Temer por conta da manutenção dos executivos.

Após a reunião com os procuradores, o próprio BC tomou a iniciativa de enviar ofício para a Caixa com a recomendação de afastamento dos vice-presidentes. No documento encaminhado a Ana Paula Vescovi, secretária do Tesouro e presidente do Conselho de Administração da Caixa, o diretor de Fiscalização do BC Paulo Sergio Neves de Souza afirma que o relatório interno produzido pelo escritório Pinheiro Neto aponta que o banco público está exposto a riscos anormais, “especialmente riscos de imagem”. Segundo a investigação da auditoria independente, a divisão política ocorre tanto no caso de indicação de profissionais externos, como era o caso de Fábio Cleto (ex-vice-presidente investigado por recebimento de propina), de políticos, como o atual ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e do ex-ministro Geddel Vieira Lima (hoje preso), ou de funcionários de carreira do banco, como a vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias, Deusdina dos Reis Pereira – que está entre os quatro afastados nesta terça-feira, 16.

Em um dos indícios dessa disputa política, a investigação cita que Deusdina informou ter sua indicação defendida pelo PR e “mostrou descontentamento com potenciais ameaças à sua permanência”. O presidente do banco, Gilberto Occhi, ligado ao PP, teria pedido a sua vaga para preencher com outro indicado político.

No frigir dos ovos, ficou claro que os presidiários Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves continuam mandando na Caixa, ainda seu feudo. Isso me lembra a palavra de ordem dos metalúrgicos do ABC nos anos 70, a greve continua no século 21, depois do mensalão e do petrolão e da resistência de Temer, que aliás não demitiu os 12, mas afastou 4, evidencia a troca do slogan para o crime continua. Pode, Arnaldo?

Emanuel A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar todo o território de São Paulo como área de risco de febre amarela e recomendou que todos os estrangeiros que façam viagens à região estejam vacinados. Você acha que as autoridades estrangeiras estão exagerando ou as brasileiras é que são imprudentes por não darem ao assunto a importância que precisa ser dada?

A imunização deve ocorrer pelo menos dez dias antes da viagem. Há preocupação da OMS ainda com a exportação de casos para outros Estados e países do Cone Sul. Ainda nesta terça-feira, 16, o Estado de São Paulo adiantou a campanha de vacinação, que agora terá início no dia 29.

Desde julho, a maior parte dos casos da doença no País foi registrada em São Paulo. Conforme balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, houve 35 casos confirmados, com 20 mortes. Só em municípios paulistas foram 20 infecções – 11 óbitos.

De 26 de dezembro até 14 de janeiro, os registros de casos suspeitos avançaram 42% no Brasil. Na última semana de dezembro, haviam sido contabilizados 330 relatos em investigação. Na segunda-feira, 15, as notificações chegavam a 470. O número de infecções confirmadas é quase nove vezes maior, passando de 4 para 35. O registro de mortes foi de 1 para 20. Os novos casos de febre amarela apresentam alta taxa de letalidade. Dos 35 confirmados, 20 evoluíram para o óbito. Questionado, o ministério disse que as mortes ocorreram por demora pela procura nos serviços de atendimento médico.

O governo federal ainda evita falar em surto e diz que a mudança estabelecida pela OMS não altera a estratégia nacional e foi feita em consonância com as autoridades brasileiras por um “excesso de zelo”. “Isso porque não se sabe a área do Estado em que esse viajante vai ficar ou transitar.” São Paulo, ao lado de Bahia e Rio, vão reforçar a imunização e passar a ofertar doses fracionadas, em áreas consideradas estratégicas.

Ontem, assustado como todo mundo, acompanhei o noticiário na televisão e percebi a ausência do principal responsável pela saúde pública no País, o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Esse senhor está ocupado em eleger a mulher governadora do Paraná e o país que se lixe. O presidente da República também não comparece ao noticiário para alertar ou acalmar a população. São todos um bando de irresponsáveis, que não têm caráter nem decência para governar um País do tamanho e da complexidade dos problemas de gestão como Brasil. Vade retro, bando de estafermos nesta República de enfermos. Deus se apiade de nós e nos acuda.

Carolina Que conluio é esse que Dilma está denunciando ao se referir a compra da refinaria obsoleta chamada de “Ruivinha” por ser uma ferrugem só em Pasadena?

Ontem, o Jornal Valor Econômico publicou com exclusividade a defesa de Dilma, assinada pelos advogados Jorge Warde Júnior e José Eduardo Cardozo, na aquisição de Pasadena, a ex-presidente Dilma  Rouseffacusou Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, preso na Lava Jato e solto mediante acordo de delação premiada, de “conluio fraudulento com a Astra Oil” e de “esconder da diretoria e do conselho de administração “disposições contratuais que tornavam o negócio lesivo” a Petrobras.

Para se defender, a petista ainda acusa o Citigroup de ter dado parecer favorável a compra e que os diretores da Petrobras podem ter induzido o Citigroup a emitir esse parecer. Em 15 de maio de 2017, publiquei sobre o assunto no Estadão o artigo “A ‘Ruivinha’ do Texas”. Essa aquisição deu um prejuizo para a Petrobras de US$ 792 milhões. É facil para a Dilma, presidente do Conselho da Petrobras, à época, a gerentona, culpar o Cerveró e o Citigroup. O fato é que um parecer é apenas um instrumento de apoio e não pode substituir a obrigação e responsabilidade, que recai exclusivamente sobre os diretores e conselheiros da Petrobras, o primeiro deles a ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Estatal nos governos Lula, ela própria. A defesa de Dilma, que nunca pediu desculpas à Nação pelas loucuras que aprontou nos desgovernos do PT, é uma confissão de que ela é cúmplice, burra ou doida demais. Ou, o que talvez é mais provável, tudo isso junto.

Conta outra, Dilma!!

Emanuel A oito dias do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que para Lula ser preso “vai ter que prender muita gente, mais do que isso, vai ter que matar gente”. Será que deu a louca de vez no PT?

As declarações de Gleisi, dadas ao site Poder360, ocorrem após o presidente do TRF-4 ir a Brasília discutir questões de segurança durante o julgamento do recurso petista. Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sergio Moro. A declaração é simplesmente a seguinte: “Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”, afirmou Gleisi.

epois, no Twitter, a presidente do PT minimizou a declaração:

Depois, ela recuou, tentando corrigir a lambança sangrenta: “Na minha fala ao site Poder 360, usei uma força de expressão p/ dizer o quanto Lula é amado pelo povo brasileiro. É o maior líder popular do país e está sendo vítima de injustiças e violências q atingem quem o admira. Como não se revoltar c/condenação s/ provas? Política e injusta”, escreveu a senadora.

A possibilidade de prisão de Lula logo após decisão do TRF-4 no dia 24 de janeiro — caso a condenação venha a ser confirmada pelo tribunal — foi descartada pelo próprio tribunal. Na última semana, o TRF-4 divulgou nota afirmando que eventual prisão dos envolvidos no julgamento só ocorrerá após a análise de todos os recursos cabíveis à corte.

É nisso que dá promover essa gente despreparada, enlouquecida, sem nenhuma moral, a cargos de direção partidária, como é o caso dessa senhora, que, para alívio nosso, não deverá ser reconduzida ao Senado na próxima eleição para o Senado, a julgar pelo que se conhece do ambiente eleitoral no Paraná. Mas o diabo é que, por enquanto, temos de conviver e agüentar essas manifestações de loucura e falta de decoro.

SONORA Você é doida demais Lindomar Castilho

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Encontrinho maroto

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Encontrinho maroto

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – da terça-feira 16 de janeiro de 2018 abordando os seguintes temas: a reunião que Temer tentou manter em segredo com o diretor da Polícia Federal e o subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil; mais duas derrotas do governo na tentativa de empossar a escolhida para o Ministério do Trabalho, o indiciamento de Haddad, sucessor de Celso Daniel e Palocci na coordenação do programa de governo de Lula; e a incúria do Ministério da Saúde no surto de febre amarela. Eliane Cantanhêde comentou o périplo do presidente do TRF-4 em Brasília para afastar risco de segurança nas manifestações previstas para o próximo dia 24, como se o mundo fosse acabar se Lula for condenado ou absolvido; e as investigações que invadem São Paulo com uma no cravo, o PT, e outra na ferradura, o PSDB. Alexandre Garcia comentou Thompson Flores em Brasília; Haddad indiciado; e Rodrigo Janot depondo. Em Direto da Fonte, Sonia Racy falou a respeito da maratona de Thompson Flores em Brasília para garantir tranquilidade no julgamento de Lula.

Para ouvir meu comentário, clique no play abaixo:

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Comentário no Jornal Eldorado: Encontro clandestino em palácio

Comentário no Jornal Eldorado: Encontro clandestino em palácio

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, não participou da reunião de seu teoricamente subordinado Fernando Segóvia com Temer, mas disse que conversou com o diretor da Polícia Federal assim que ele saiu do Planalto. Para fingir que não conversaram sobre assuntos de interesse jurídico do presidente, inventaram lorotas, mas não explicaram por que o encontro só entrou na agenda depois que a imprensa descobriu.Esse tal de Jardim, talvez por destino manifesto no sobrenome, está sempre de fora do que se resolve lá pelo planalto. É mais por fora do que biquíni de vedete, como se dizia no tempo do teatro de revista. Certo é que a agenda do presidente é de interesse público e não pode ser tratada com esse descaso. Assim foi, por exemplo, no caso do encontro secreto com Joesley e todo mundo sabe o bolo que deu.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 16 de janeiro de 2018, às 7h45m)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 16 de janeiro de 2018 – Terça-feira

Emanuel O presidente Michel Temer e o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, conversaram na manhã desta segunda-feira, 15, na presença do subchefe da Casa Civil para assuntos jurídicos, Gustavo Rocha. Fora da agenda, a reunião foi descoberta pela imprensa, anunciada e aí incluída às pressas na agenda. Por que esse segredo?

Depois de flagrados com as calças na mão, como se dizia em Campina Grande na época de minha adolescência, a assessoria de imprensa do Planalto divulgou a versão que conversaram sobre “segurança pública e segurança nas fronteiras”. À tarde, depois de combinar bem direitinho o script, o diretor da Polícia Federal, Fernando “Por qué no te callas” Segovia deu entrevista confirmando a versão. Toca o homem aí, almirante.

SONORA _ SEGOVIA

Segundo ainda a versão combinada depois, eles conversaram ainda sobre a possível criação de uma polícia federal fardada. Auxiliares do presidente negam que os dois tenham tratado do depoimento do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que aconteceu nesta segunda-feira. Interlocutores do Planalto também dizem que não foi tratado na conversa sobre as repostas para as 50 perguntas que foram encaminhadas a Temer pela Polícia Federal no inquérito sobre suposto esquema de corrupção no Porto de Santos. Na última sexta-feira, 12, o presidente teve um encontro com seu advogado, Antônio Cláudio Mariz, em São Paulo. Ao Estado, Mariz afirmou Temer vai responder a todas as perguntas, apesar de sua defesa considerar alguns dos questionamentos “impertinentes”. Ao contrário do ano passado, quando em junho ignorou a PF e não respondeu a nenhuma das 82 indagações feitas no âmbito de outro inquérito – sobre corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa no caso do Grupo J&F -, desta vez o presidente decidiu responder. As respostas deverão ser protocoladas no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana. O relator do inquérito na Corte é o ministro Luís Roberto Barroso.

O problema é encaixar na versão a presença do subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha. O diretor da Polícia Federal não tem nenhuma ligação com este funcionário, que trata exclusivamente de assuntos de interesse da defesa do presidente. Aliás, toda a corporação encarregada de assuntos jurídicos nas proximidades da Presidência da República virou defensora do chefe. Quem manda ter presidente suspeito. Assim foi com a Dilma Rousseff e Temer, ao que tudo indica, foi contaminado pela doença. O país inteiro pagando para defender a presumível inocência de um presidente que exala falta de inocência, inclusive pelo excesso de mistério em seus compromissos. O ministro da Justiça, Torquato Jardim, não participou, mas disse que conversou com Segovia assim que ele saiu do Planalto. Segundo o ministro, essa PF fardada “é projeto antigo revisitado”, mas ainda não há uma determinação do prazo em que a proposta pode ser finalizada. Esse tal de Jardim, talvez por destino manifesto no sobrenome, está sempre fora do que se resolve lá pelo planalto. É mais por fora do que biquíni de vedete, como se dizia no tempo do teatro de revista. Certo é que a agenda do presidente é de interesse público e não pode ser tratada com esse descaso. Assim foi no caso do encontro secreto com Joesley e todo mundo sabe o bolo que deu. Depois se repetiu com Gilmar, que indicou Raquel Dodge, e com a própria procuradora-geral da República, indicada por Gilmar, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e o mais novo Zé Pereira do Carnaval.

Carolina O juiz federal Vladimir Vitovsky, que está atuando como substituto no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), no Rio de Janeiro, negou de novo e por duas vezes os embargos de declaração apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) para tentar derrubar a decisão liminar que suspendeu a posse de Cristiane Brasil (PTB) como ministra do Trabalho. Assim, Cristiane continua proibida de assumir o cargo. Até quando vai essa novela cômica bufa?

Cristiane, que é filha do ex-deputado federal e em teoria presidente do PTB, na prática dono, Roberto Jefferson, foi anunciada como ministra do Trabalho do presidente Michel Temer (MDB) no dia 3 de janeiro. Na segunda-feira passada (8), a posse de Cristiane foi suspensa por decisão liminar (provisória) emitida pelo juiz federal Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ele atendeu pedido apresentado em ação popular por um cidadão comum.

“Este magistrado vislumbra flagrante desrespeito à Constituição Federal no que se refere à moralidade administrativa, em seu artigo 37, caput, quando se pretende nomear para um cargo de tamanha magnitude, Ministro do Trabalho, pessoa que já teria sido condenada em reclamações trabalhistas, condenações estas com trânsito em julgado”, escreveu o magistrado, que impôs multa de R$ 500 mil para quem descumprir a decisão.

No dia seguinte (9), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) negou recurso apresentado pela AGU e manteve a ordem emitida pelo juiz de Niterói. Na quarta-feira (10), a AGU apresentou novo recurso ao próprio TRF-2. A própria Cristiane Brasil também recorreu, e os dois pedidos foram analisados pelo juiz federal Vladimir Vitovsky, substituto do desembargador federal José Antonio Neiva no TRF-2. Ele negou os pedidos e manteve a decisão do juiz federal de Niterói proibindo a posse de Cristiane como ministra do Trabalho.

Na sexta-feira (12), a AGU impetrou embargos de declaração no próprio TRF-2, questionando a competência do juiz Couceiro para emitir uma decisão sobre o caso, já que o mesmo pedido já havia sido apresentado e negado por outros juízes. Na decisão desta segunda-feira, além de manter a decisão do juiz de Niterói, Vitovsky fixou a competência da 4ª Vara Federal de Niterói e ordenou que os outros seis processos com o mesmo objeto apresentados à Justiça Federal do Rio de Janeiro sejam encaminhados para essa Vara. São os processos ajuizados na 1ª Vara Federal de Magé, na 1ª Vara Federal de Teresópolis, na 14ª Vara Federal do Rio de Janeiro, na 1ª Vara Federal de Nova Friburgo, na 1ª Vara Federal de Campos e na 1ª Vara Federal de Macaé.

Na conversa com Eliane Cantanhêde, na semana passada, Temer reclamou que uma decisão do presidente da República não pode ser cancelada por um juizinho de primeira instância. Ontem o secretário do Governo, Carlos Marun, disse textualmente: “A minha posição é que esse juiz se equivocou nesta decisão”. Não é bem assim: a decisão já foi reafirmada em segunda instância três vezes e até os patos do Lago de Paranoá sabem que o governo só não recorreu ao Superior Tribunal de Justiça porque sabe que a presidente de plantão, Laurita Vaz, não suspenderá a suspensão. O mesmo vale para o Supremo Tribunal Federal, pois Temer ainda está magoado com a presidente de plantão, Cármen Lúcia, que revogou parte de seu decreto de indulto no fim do ano. Essas mulheres são ossos duros de roer, indigestas, como diria Noel Rosa, mas não se trata de juizinho de primeira instância, não. Trata-se isso sim de pleito de má qualidade. Como dizia meu avô, o buraco e mais embaixo. No caso, é mais em cima.

Emanuel A Polícia Federal indiciou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) por falsidade ideológica. Também foram indiciados o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto e mais cinco investigados. Não vai sobrar ninguém no PT pra apagar a luz, é?

Se for depender do Vaccari para economizar a conta de luz na sede, não vai ser possível. Ao ex-tesoureiro foram impostos os crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A PF atribuiu a quatro alvos lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Segundo o Código Eleitoral, o crime de falsidade ideológica se caracteriza por ‘omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais’. A pena é de reclusão até cinco anos se o documento é público ou reclusão de até três anos se o documento é particular;

Além de regra três disponível para disputar presidência ou governo de São Paulo, o ex-prefeito da capital e ex-ministro da Educação de Lula é encarregado do programa de governo da campanha do ex-presidente para a Presidência. Não é por nada não, mas este era o cargo do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado num caso que até agora não teve solução. No lugar dele, em 2002, entrou na campanha Antônio Palocci, que foi ministro da Fazenda de Lula, chefe da campanha de Dilma e depois chefe da Casa Civil no primeiro governo dela. Palocci está preso e está com a delação premiada encruada, como se diz na minha terra, levantando um mistério: por que será que delações premiadas que contêm informações sobre figurões do Judiciário não prosperam? Lembra-se da suspensão da delação de Leo Pinheiro, da OAS, que fez referência a Dias Toffoli? Agora, Régis Fichtner no Rio foi solto numa penada depois que ameaçou contar os podres do Judiciário fluminense. Alguém precisa me explicar isso. Eu não estou entendendo. Você está, Carolina?

Carolina Dois moradores de Valença, no sul fluminense, morreram acometidos por febre amarela, segundo confirmou ontem a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. Por que a febre amarela silvestre está voltando a afligir o Rio de Janeiro mais de um século depois de Rodrigues Alves a ter debelado com a mão forte de Oswaldo Cruz?

Com esses novos casos, já são quatro ocorrências da doença no Estado do Rio em 2018, com três mortes. Três ocorreram em Valença, onde duas vítimas morreram. O quarto caso ocorreu em Teresópolis, na Região Serrana, onde a vítima também morreu. A confirmação de que os dois moradores de Valença foram vítimas de febre amarela ocorreu ontem, após exames laboratoriais realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O nome e a idade das vítimas não foram divulgados.

Eu, advogado do diabo, o chato de plantão, vivo avisando aqui que esta mudança de critério na substituição dos ministros, é um facilitador de tragédias que atinge a população, principalmente os mais pobres. Entregar o Ministério da Saúde a um estafermo como esse politiquinho de baixíssimo clero, Ricardo Barros, que em vez de comandar a saúde pública, trabalha apenas para eleger a mulher governadora do Paraná, dá nisso. O que o governo Temer faz nessa distribuição de pastas ministeriais a chefetes da miríade partidária nacional é um crime contra a Pátria, contra a saúde e o bem-estar da cidadania. Somente numa República de Estafermos que fabricam enfermos como esta pode ser encarado com naturalidade o fracionamento de vacinas para resolver falta de doses nos postos e o governo alterar anúncios de mortes com pedidos de calma para a população não congestionar os postos. É crime serial, gente. Nos governos com saúde pública decente promovem-se campanhas de vacinação em massa, não fracionamento de vacina. A vergonha é que está ainda mais escassa entre nós. E contra a falta de vergonha não existe vacina com efeito comprovado.

É que isso não tem remédio e nunca terá, como em O que será. O que não tem ungüentos. Nem todos os santos. O que não tem limite.

SONORA O que será Milton Nascimento e Chico Buarque

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No Blog do Nêumanne: E isso pode?

Por que será que delações contra as cúpulas de Executivo e Judiciário nunca são premiadas, hein?

Em 9 de junho de 2017, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso afirmou que o Estado brasileiro é “rancoroso e vingativo” e que o frigorífico JBS tenderia a sofrer retaliações  após um dos seus sócios, Joesley Batista, haver denunciado o presidente Michel Temer de participação num esquema de corrupção.

De junho de 2017 até hoje os fatos comprovam que Luis Roberto Barroso anteviu e anunciou o que aconteceria e aconteceu mesmo. No início de setembro de 2017, não aguentando a pressão de um “Estado vingativo”, o procurador-geral Rodrigo Janot anulou  a imunidade penal que foi negociada por ele aos executivos da JBS. Ao convocar a imprensa para anunciar perda da imunidade penal, Rodrigo Janot disse que obteve gravações que considerou “gravíssimas e que envolveriam o Supremo Tribunal Federal”

Os irmãos Batistas foram presos à jato a pretexto de terem usado informações para se beneficiarem com a compra de dólares e a venda de ações da JBS, aproveitando-se do impacto no mercado provocado por seu acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Este foi um caso sem precedentes no Brasil. Não se conhece caso parecido, prisão por uso de informações privilegiadas.

0s irmãos Batistas sofreram um ataque de denúncias, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Receita Federal, etc..

Só na CVM que a tudo assistiu  e deixou o roubo gigantesco ocorresse  na Petrobras sem nada ter feito, quando os executivos da JBS denunciaram Michel Temer “acordou” e abriu 13 processos contra o grupo JBS. 13!!!

Rodrigo Janot agora está as voltas com a PF. Foi chamado para depor em inquérito aberto a pedido da ministra Carmem Lucia. Isso tudo apenas por ter homologado a delação premiada que incriminou o presidente da Republica e fez insinuações contra o STF. Quem duvida que Janot vai de danar? Colocaram a PF no seu pé. Com a policia em seu encalço, tudo indica que Janot não faz parte do club privé os intocáveis que nunca cumprem penas no Brasil

Não vimos até agora nenhuma delação que atinge o judiciário e tem gente querendo denunciar. Regis Fitchner, ex-secretário da Casa Civil de Sergio Cabral, tinha antecipado que pretendia  fazer uma delação premiada e “contar casos sobre o Judiciário”. Foi solto num piscar de olhos.

Antonio Palocci, que também negocia uma delação premiada ,que nunca fecha, antecipou que iria delatar o Judiciário e a troca de decisões por promessa de nomeações. Palocci já antecipou que o ex-presidente do STJ  Cesar Asfor Rocha recebeu suborno de R$ 5 milhões da construtora Camargo Corrêa para anular a operação Castelo de Areia, uma prévia da Lava Jato. Palocci,  como foi publicado,  disse que o acerto com Asfor Rocha foi comandado pelo ex-ministro da Justiça de Lula  Márcio Thomaz Bastos  e incluía também a promessa de apoio para que o então o magistrado fosse indicado para uma vaga no STF. Ao que tudo indica, vai ser difícil fechar essa delação.

Ou seja, Barroso tinha razão: o Estado é vingativo. E isso pode, Arnaldo?

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne na segunda-feira 15 de janeiro de 2018)

Para ler no Blog do Nêumanne, Políltica, Estadão, clique no link abaixo:

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Suspense na Esplanada

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Suspense na Esplanada

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – da segunda-feira 15 de janeiro de 2018 abordando os seguintes temas: a continuação do impasse da suspensão pela Justiça da posse da nova ministra do Trabalho; os péssimos exemplos de agentes da lei que não dão a mínima para a lei; a conclusão pelo MPF da falsidade ideológica nos recibos apresentados pela defesa de Lula para provar que o apartamento contíguo ao em que ele mora não lhe pertence: o mico de Gleisi que confundiu Luca com Lula em jogo do Bayern; e os dissabores de Gilmar passeando em Lisboa e na marchinha jocosa de carnaval de João Roberto Kelly. Ethevaldo Siqueira trouxe as novidades da tecnologia no Brasil para os ouvintes da Eldorado. Eliane Cantanhêde se referiu à advertência do comandante do Exército para os riscos de contaminação dos soldados pelo crime organizado no Rio; aos personagens do fim de semana, Temer, Bolsonaro e Gilmar Mendes; e ao esquecimento de Cristiane Brasil. Alexandre Garcia abordou Temer indo a pé do Jaburu ao Palácio do Planalto. Cármen Lúcia viajando para Porto Alegre; e Raquel Dodge reforçando a Lava Jato. E, em Direto da Fonte, Sonia Racy contou que Marcelo Crivella, o prefeito do Rio, ainda não decidiu se irá ou não ao sambódromo no Carnaval. Pode?

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http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/suspense-na-esplanada/

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