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Direto ao Assunto

Direto ao Assunto no YouTube: CPI do BNDES perdoou Lula

Direto ao Assunto no YouTube: CPI do BNDES perdoou Lula

Por pressão dos coleguinhas do PT e do Centrão, cada vez mais coligados na batalha que de fato lhes interessa – qual seja salvar a própria pele -, mesmo após flagrados furtando o erário, o relator da CPI do BNDES, deputado Altineu Cortes (PL-RJ), retirou da listas de indiciados em seu relatório final um time completo de 11 corruptos, entre os quais Lula e Dilma. Desprezou assim para atender aos agora inseparáveis aliados reunidos pelo medo de serem acusados, denunciados, condenados e apenados, os frutos do elogiável trabalho dos peritos do TCU e dos membros da própria comissão, que revelaram atitudes imperdoáveis, como a revelada pela vice presidente da CPI, deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF) de se pagarem altos prêmios aos auditores do banco público que liberassem empréstimos bilionários para compadritos do PT em republiquetas latino-americanas e tiranias africanas de baixíssima confiabilidade, ou nenhuma, caso da Cuba dos Castro. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

 

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Comentário no Jornal Eldorado: STF ouvirá o grito do povo?

Comentário no Jornal Eldorado: STF ouvirá o grito do povo?

Os telefones nos gabinetes dos ministros do STF não param de tocar e chovem e-mails em seus computadores e celulares contra a extinção da jurisprudência que permite o início de cumprimento de pena de condenados em segunda instância. Os caminhoneiros ameaçam sitiar a sede do Poder Judiciário, em Brasília. A pressão é legítima. Primeiramente porque o Estado de Direito se põe a serviço do cidadão e não dos advogados de bandidos de colarinho-branco, a que servem os 11 ministros da instituição. Desde que não haja violência física, a pressão é legítima. O que não quer dizer que a cúpula do Judiciário escute. Quem paga quer conferir se tem voz.

 

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Assuntos para comentário da terça 22 de outubro de 2019

1 – Haisem – Segundo chamada no alto da primeira página do Estadão STF sofre pressão para manter prisão em segunda instância. Até que ponto a pressão popular pode virar o placar previsto de sete a quatro a favor da mudança da jurisprudência de prisão após segunda instância no Supremo Tribunal Federal na sessão, que pode terminar ainda esta semana

2 – Carolina – Que obstáculos você enxerga para a solução alternativa, proposta pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para adiar o início do cumprimento da prisão a partir da condenação em terceira instância

3 – Haisem – Que sinal dá para a decisão sobre segunda ou terceira instância a decisão do decano do STF, Celso de Mello, de não conhecer denúncia do deputado Paulo Pimenta, do PT, contra Deltan Dallagnol

4 – Carolina – Eduardo vira líder do PSL e destitui 12 vice-líderes – registra o Estadão na dobra de cima da primeira página. O que tem a ver o “puxadinho” da família, constatado pela deputada Joice Hasselman com a sugestão do presidente Bolsonaro para o filho Eduardo desistir da embaixada em Washington para resolver de vez a crise no PSL

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5 – Haisem – A manchete do Estadão informa: FGTS e 13.º do Bolsa Família vão injetar R$ 14 bilhões para o Natal. O que dizer desta novidade

6 – Carolina – Até que ponto a confirmação da aprovação da reforma da Previdência no Senado nesta semana poderá melhorar o conturbado clima político no Brasil neste momento

7 – Haisem – Por que o governo resolveu enfim ajudar os voluntários a limparem as praias do Nordeste às vésperas do verão

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8 – Carolina – Notícia de primeira página do Estadão dá conta de que  Presidente diz que Chile está em ‘guerra’; conflito deixa 11 mortos. Você se surpreendeu com a violência dos protestos naquele país nos últimos dias

No Blog do Nêumanne: Bolsonaro, do nepotismo ao maniqueísmo

No Blog do Nêumanne: Bolsonaro, do nepotismo ao maniqueísmo

O capitão reformado Jair Bolsonaro ganhou a eleição para presidente da República em 2018 porque a Nação tinha todas as razões para temer que qualquer outro candidato sabotasse a ação eficiente e diligente da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Justiça Federal de primeira instância contra a corrupção, mal dos males da República. Embora o ponto de partida de sua campanha tenha sido a militância aguerrida da direita nostálgica da tortura e da ditadura, essas facções não dispunham de número suficiente para levá-lo ao segundo turno. A quem duvidar convido a contar seus seguidores nas redes sociais para verificar que estas não reúnem eleitores para bater Ciro Gomes, do PDT, que chegou em terceiro lugar no primeiro turno. Vítima da maior crise econômica, com origem na roubalheira dos governos da ampla aliança liderada por PT e PMDB, hoje MDB, o brasileiro não deu a mínima para a propaganda eleitoral gratuita e os debates no rádio e na televisão. E o sufragou com votos bastantes para esmagar as pretensões dos candidatos de sempre. Grande parte dos seus eleitores no turno final professa um ódio surdo e exausto do PT, seus aliados e da corrupção, comprada na base de propinas, do PSDB.

Diplomado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vencedor teve a feliz ideia de recorrer a baluartes da sociedade, cansada do socialismo de rapina de Lula e Dilma e dos vícios da politicagem profissional, encarnada na elite dirigente do partido que reuniu os próceres do que foi inadequadamente batizado de “Nova República”: o PMDB de Michel Temer, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Romero Jucá e Renan Calheiros. A primeira tacada de mestre dele foi fazer do juiz da Operação Lava Jato, Sergio Moro, ministro da Justiça, passando a impressão de que o levaria ao Supremo Tribunal Federal (STF) na primeira oportunidade que surgisse: a aposentadoria do decano Celso de Mello. Outro lance genial foi escalar para chefiar as necessárias correções nos gastos públicos Paulo Guedes, devoto do ideário da Escola de Chicago, para dar corpo a uma série de reformas aptas a socorrerem as contas públicas no Ministério da Economia.

Por mais que se assuma a fantasia de que a reforma da Previdência teria sido aprovada pela ação dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, ela de fato foi uma vitória do povo brasileiro, engendrada pelo grupo levado ao poder pelo ministro da Economia. E a queda dos indicadores criminais no primeiro semestre do novo governo não se deveu aos governadores, responsabilizados pela Constituição pela segurança pública, mas à gestão federal do popular magistrado que encarcerou, para espanto geral, chefões do crime organizado na política.

Mas a “nova política” de Bolsonaro mostrou-se falsa e frágil antes de começar. O servidor da Advocacia-Geral da União (AGU) André Mendonça saiu do bolso do colete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, para o Diário Oficial da União, com a chancela do chefe do governo, novo só na aparência. O autor de artigo na Folha de Londrina (no Paraná, ora o Paraná!) bajulando Lula em  sua primeira vitória para a Presidência foi leal ao fiel padrinho. Assinou pareceres apoiando o banquete de vinhos três vezes premiados e medalhões de lagosta e o decreto infame que incrimina críticos de ministros e seus parentes, execrado por 12 em dez juristas com vergonha na cara no País. O presidente eleito pelos antipetistas não tugiu nem mugiu diante desses escárnios ao Direito e ao decoro. Cobrado por alertas de críticos como o signatário deste texto, a tropa presidencial reagiu na militância cibernética argumentando que o advogado-geral é da União, e não do gestor eventual.

Se pudesse restar alguma dúvida de que Mendonça tinha carta branca, ela sumiu spb seguidos recados passados pelo chamado primeiro magistrado da Nação. Este anunciou que nunca prometeu nomear Moro para o STF, que esse colegiado sentia falta de um ministro “terrivelmente evangélico” e que o titular da AGU teria essa virtude. E depois disso tudo ainda disse que este seria mais “supremável” do que o preterido. Ao fazê-lo, Sua Excelência adaptou aquele refrão da campanha: “É bom já ir se acostumando com o novo do Jair”. Ou melhor, com o velho Jair renovado, depois de 29 anos de prática na velha política, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e na dos Deputados, em Brasília. Afinal, seus três filhos mais velhos sempre viveram do estipêndio público dos parlamentares.

Não fosse o chefe do clã número 1 iletrado orgulhoso da própria condição, seria o caso de lembrar que, ao permitir que a prole adulta seguisse seus passos, não na caserna amada, mas na politicagem execrada, o presidente parodiou a parábola das batatas, do batuta Machado de Assis. Como o protagonista de Memórias Póstumas de Brás Cubas ensinou a seu herdeiro, Rubião, não havendo batatas suficientes para alimentar duas tribos, na guerra entre elas resolve-se o impasse com a adoção do lema “ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”. A adaptação daria melhor explicação do que a desculpa oficial para o aumento nesta gestão de despesas do cartão corporativo em 24%. “Os gastos com cartões incluem as despesas do presidente e do vice. Como Temer não tinha vice, obviamente no meu governo os gastos são um pouco maiores”, ele próprio escreveu no Twitter. Quer dizer: a culpa é de Hamilton Mourão? Não tendo como atribuir ao general a frase lapidar a respeito da escolha do filho caçula, Eduardo, para a Embaixada do Brasil em Washington, Bolsonaro preferiu recorrer ao bife que acompanha as batatas fritas: “Se puder dar um filé para meu filho, eu dou”. Não por isso, juristas e parlamentares leais juram que nomear filho para cargo público não é nem nunca será nepotismo. Que tal?

Viva, pois, o STF, cujo poder muda até o sentido das palavras. E tem bastante desfaçatez para chamar de “pacto entre Poderes” acordão pelo qual o chefe do Judiciário, Dias Toffoli, apoiado por Gilmar Mendes, assegura ao primogênito do chefe do Executivo, Flávio de Jair, privilégio de mandar a lei às favas. Afinal, para isso servirá a ascensão de Mendonça.

Antes dele, Bolsonaro já escolhera Onyx Lorenzoni para chefiar sua Casa Civil. Pilhado em caixa 2, que seu colega de Ministério Sergio Moro quer criminalizar, ele ganhou do ex-juiz indulgência plena. E elegeu seu correligionário do DEM Davi Alcolumbre presidente do Senado, vencendo Renan Calheiros em eleição fraudada, na qual 81 eleitores depositaram 82 votos, conforme flagraram câmeras da Casa. Em política sabe-se que nada se cria, tudo se transforma, e Renan Lavoisier é hoje o espírito de santo de orelha do ex-adversário. O DEM de Lorenzoni também elegeu presidente da Câmara Rodrigo Maia, o Botafogo do propinoduto da Odebrecht e hoje o quarto pactuário do acordão dos três Poderes.

Isso tudo acontece neste momento em que seguidores de Jair Bolsonaro e sequazes de Luciano Bivar disputam a berros, cuspe e arranhões o pecúlio dos fundos partidário e eleitoral do PSL, partido pelo qual um se elegeu e que o outro preside. Após ter levado o Sport Clube do Recife à decadência. Sobrou para Joice Hasselman o despejo da liderança do governo no Senado. Bolsonarista da primeira hora, mas odiada pelo filho que pretende liderar a bancada da legenda na Câmara da Embaixada do Brasil em Washington (ou vice-versa), ela deixou o lugar para um deputado ignoto de nome que deveria honrar: Eduardo Gomes. É do MDB e seu padrinho, ninguém menos do que Renan Lavoisier Calheiros.

O partido de Temer, Cunha, Jucá e Sarney já ocupa o gabinete do líder do governo no Senado. Bezerra Coelho, descendente em linha direta de Duarte Coelho, primeiro capitão-mandatário da Capitania Hereditária de Pernambuco, teve gabinete e casa vasculhados pela Polícia Federal em busca de evidências de recebimento de propina. Bolsonaro também nomeou para chefiar a Procuradoria-Geral da República o inimigo da Lava Jato Augusto Aras, filho do ex-petista Roque Aras e defensor da tese toffolina de prisão só após terceira instância, absurdo judicial sem igual.

Aras faltou à primeira sessão do STF para tratar da jurisprudência do começo do cumprimento de pena, pois estava em Roma, onde foi prostrar-se aos pés do altar da Santa Dulce dos Pobres. Entrementes, Bolsonaro foi ao Extremo Oriente e não testemunhou o heroismo de brasileiros que estão limpando as praias nordestinas de óleo cru. De Tóquio disparou contra os neoinimigos do PSL: “O bem vencerá o mal”. Obrigado, “Mito”. Assim ficamos sabendo que o lema “Ordem e Progresso” da Bandeira Nacional pode agora ser substituído por “Nepotismo e Maniqueísmo”. Amém.

  *Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne segunda-feira 20 de outubro de 2019)

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Direto ao Assunto no YouTube: STF e Congresso têm medo de você

Direto ao Assunto no YouTube: STF e Congresso têm medo de você

Os presidentes do STF, Dias Toffoli, do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Maia, temem muito a atuação dos cidadãos contra as falcatruas que aplicam para exercerem um poder sem limites nem críticas, que eles chamam de ameaças, nem manifestações de desapreço em contatos pessoais. Por isso, construíram saídas alternativas das sedes dos Poderes Legislativo e Judiciário para evitar contato do povo, que parlamentares dizem representar, e de ministros do Supremo, cujos membros recebem os mais altos vencimentos do serviço público, mas não querem saber de contato com quem os sustenta. Com isso evitam que os xeretas da imprensa informem ao distinto público sobre quem recebem e se livram em consequência da obrigação de explicarem reuniões nem sempre republicanas. E eles ainda dizem que as instituições funcionam. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

 

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Comentário no Jornal da Gazeta: Dois doidos numa briga de foice

Comentário no Jornal da Gazeta: Dois doidos numa briga de foice

Dizia vovó que não dá para discernir quem é doido numa luta sem nexo e, portanto, o melhor é evitá-la. Lembrei-me desse conselho ao acompanhar a briga de foice entre Bolsonaro e Bivar pelas cornucópias dos fundos partidário e eleitoral do partido pelo qual o presidente ganhou a eleição e de que o deputado é presidente nacional. Difícil dar razão a qualquer dos dois: o governante que joga sua base no lixo ou o cartola que dispensa seu mais valioso craque.

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Direto ao Assunto no YouTube: O ocupadíssimo Eduardo Bolsonaro

Direto ao Assunto no YouTube: O ocupadíssimo Eduardo Bolsonaro

O filho 03 do presidente Jair Bolsonaro foi eleito deputado federal por São Paulo com 1,8 milhão de votos. Trata-se, de fato, de um milionário de votos. Ainda assim, é surpreendente  disputar, como disputa, tantos cargos nos Poderes Legislativo e  Executivo. Já é presidente do diretório do PSL de São Paulo, apesar de ameaçado de destituição pelo chefão da legenda, Luciano Bivar, mais recente desafeto de seu pai. Foi eleito para presidir a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, posto que também está ameaçado de perder pelo mesmo motivo. Acaba de ser escolhido líder da bancada do partido, à revelia do chefão Bivar. E ainda pode ser indicado para chefiar a embaixada do Brasil em Washington. É um mistério a capacidade que terá de ocupar tudo o que foi anunciado em cidades diferentes e distantes como São Paulo, Brasília e Washington. E em matéria de cargos baterá até o célebre  Senhor Diretas, Ulysses Guimarães, que, à época da democratização, foi simultaneamente multipresidente da Câmara dos Deputados, da Constituinte e de seu partido, o PMDB, hoje MDB. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

 

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