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Direto ao Assunto

Artigo de Nêumanne na página Opinião do Estadão: O justiceiro e o pau-mandado

Artigo de Nêumanne na página Opinião do Estadão: O justiceiro e  o pau-mandado

De um lado, Lula é mesmo Haddad e, de outro, Bolsonaro, a opção contra o petista

A disputa marcada para domingo 7 de outubro nas urnas eletrônicas do Brasil não se travará entre democracia e autoritarismo, esquerda e direita ou pobres contra ricos. Nada disso: ela ocorrerá entre o justiceiro e o pau-mandado. Começou nas ruas em 2013 e não terminará no anúncio oficial pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dos vencedores nas urnas.

Em 2013, a classe média espoliada pelo Estado estroina, voraz e indiferente à realidade de lares e escritórios do País, saiu às ruas para clamar contra os péssimos serviços públicos prestados por gestores ineptos e insensíveis e a corrupção que depaupera o erário e joga a governança ética no lixo. A presidente da época, Dilma Rousseff, poste indicado por Lula da Silva, do PT, e eleita com a luxuosa ajuda do PMDB, de Michel Temer, respondeu com a promessa de comandar cinco pactos para responder à massa nas áreas de responsabilidade fiscal, reforma política, saúde, transporte público e educação. Ganha uma viagem para Xangrilá quem citar uma providência adotada por ela para melhorar qualquer dos setores.

Mas, no ano seguinte, a mesma chapa, negociada pelo chefão Lula com Temer de vice, venceu a eleição presidencial, sob a égide do maior estelionato eleitoral da História. Este se manifestou de duas formas. Sob a batuta do marqueteiro João Patinhas Santana e de sua mulher, Mônica Moura, os vencedores enganaram os eleitores com uma publicidade asquerosa que acusava falsamente a ex-petista Marina Silva de conluio com banqueiros para impedir que os pobres comessem. A propaganda eleitoral foi paga com propina na veia: dinheiro de empreiteiras beneficiadas em contratações públicas para iludir o cidadão incauto e comprar uma oposição de fancaria do candidato derrotado, o tucano Aécio Neves.

Depois, o TSE os inocentou dos crimes cometidos e denunciados que vitimaram o eleitor, não pela falta de provas, alegada por seu presidente Gilmar Mendes, mas pelo excesso delas, conforme denunciou o relator Herman Benjamin.

Esta, porém, não foi a primeira – e nada indica que será a última – agressão absurda à lei praticada pela cúpula do Judiciário, vigilante na defesa de quem os tenha nomeado. Do escândalo do mensalão saíram indultados pela distraída Dilma Rousseff e perdoados pelo leniente plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) todos os seus mandantes petistas e aliados. Até hoje ainda cumpre pena o bode expiatório, dito operador, Marcos Valério Fernandes de Souza. Exceção à regra, José Dirceu reincidiu no crime enquanto cumpria pena de 30 anos e meio de cadeia. Ainda assim, foi solto pelo Trio Solta o Ladrão da Segunda Turma do STF: o presidente do clube, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Acontece que esses arreganhos de impunidade têm sido desafiados desde 2014, só por isso um ano histórico: afinal, nele teve início a Operação Lava Jato, na qual policiais, procuradores e juízes federais devassaram o maior caso de rapina dos cofres públicos da História, o petrolão. No último quadriênio, a Nação brasileira passou a conviver com uma realidade estranha à tradição de desrespeito ao direito mais pétreo de nossa ordem constitucional, a igualdade de todos os cidadãos, pobres ou ricos, perante a lei, primado do Estado de Direito. Uma mistura de ousadia, honestidade e conhecimento dos truques dos corruptos lavadores de dinheiro levou às celas – antes reservadas apenas para pretos, pobres e prostitutas – magnatas como o empreiteiro Marcelo Odebrecht e políticos poderosos e populares como o padim Lula.

A devassa desmontou a farsa da cruzada ética dos socialistas de araque, mas a maior de suas vítimas foi Aécio Neves, que saiu da derrota para Dilma como a esperança de 50 milhões de brasileiros que nunca acreditaram nos petistas ou se frustraram com eles. Mas foi flagrado nas investigações como sócio minoritário, nem por isso menos desprezível, deles.

A Lava Jato e filhotes deram à Nação a confiança de que chegara a hora de desratizar os palácios infestados dos três Poderes da República. A ilusão do verão do desemprego, da bala perdida e dos R$ 50 milhões entesourados no apê dos Vieira Lima respondia ao mote “não reeleja ninguém”.

Mas o acordão do outono não tardaria a desmontar a bomba que ameaçava explodir a engenharia perversa do desalento da Nação assaltada. A eleição de outubro foi planejada como a sagração da primavera da baixíssima renovação do Congresso garantindo o foro privilegiado, da liberdade do capitão do time de Lula e da fé renovada no poder demiúrgico do famigerado presidiário.

Do inverno de desesperança majoritária para cá os institutos de pesquisa flagraram na alma nacional as únicas saídas que ora lhe parecem viáveis. Como já está provado que Lula é Haddad, ou seja, o preposto não é mais o poste, mas pau-mandado e codinome do real titular da chapa triplex, o sonho de voltar a viver sob os eflúvios de seu mandato de bonanças sem ter de se submeter às catástrofes de madame Rousseff tornou viável a hipótese de incluir os condenados do mensalão e do petrolão no perdão geral a todos os gatunos.

Do lado oposto, a fresta achada pelas vítimas dos desgovernos do PT e do PMDB aliados se voltou para o único dos candidatos viáveis à Presidência que não fez parte das quadrilhas que limparam os cofres da República nem figura no rol de eventuais beneficiários do “solta os meus que não permito que prendam os seus”.

Pode-se dizer que Jair Bolsonaro, do PSL, só não participou da bandalheira em que se lambuzaram PT, PCdoB, PDT, PMDB, PSB, PP, PSC, PRB e, last but not least (por último, mas não por menos), PSDB e DEM, porque não tinha importância no jogo do poder que bancou o bicho da corrupção nos últimos 16 anos. E daí? Importa agora é que o duelo travado é, de fato, entre Lula, vulgo Haddad, e Jair, o mais escrachado de tudo quanto representa seu oposto. E o resto é lorota.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na página A2 do Estado de S. Paulo quarta-feira 3 de outubro de 2018)

Comentário no Jornal Eldorado: Duro de derrubar

Comentário no Jornal Eldorado: Duro de derrubar

O crescimento de 4 pontos da candidatura do deputado Jair Bolsonaro, do PSL, na pesquisa Ibope Estadão Globo divulgada na segunda-feira 1 de outubro demoliu expectativas dos adversários de que as manifestações de rua das mulheres do movimento #Elenão, a importuna fala de seu vice general sobre 13.º e o ataque maciço dos outros pretendentes ao posto nos debates na TV provocariam a reversão de sua curva ascendente. A possibilidade de ele vencer em primeiro turno, admitida pelo Ibope, os seis pontos de alta no eleitorado feminino e os 12 pontos a mais na rejeição do codinome de Lula, Fernando Haddad, seu provável adversário no segundo turno, mostram que só saliva e vontade não para viram uma eleição.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 2 de outubro de 2018, às 7h30m)

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https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-021018-direto-ao-assunto

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https://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/duro-de-derrubar/

 

 

Abaixo, os assuntos para o comentário da terça-feira 2 de outubro de 2018-10-01

 

1 – Haisem – A manchete do Estadão é: “Bolsonaro sobe 4 pontos e vai a 31%; Haddad fica em 1%”. O que você tem a dizer sobre isso ter acontecido depois do #Elenão, das declarações infelizes do vice Mourão, das manifestações do fim de semana e da virulência dos ataques contra o primeiro colocado no debate da TV Record?

 

2 – Carolina – Qual o sentido e que impacto no desempenho eleitoral de Haddad você acha que poderá ter a autorização do juiz Sérgio Moro para quebrar o sigilo do primeiro tomo dos termos da delação premiada do ex-ministro dos governos federais do PT Antônio Palocci contando que Lula se envolvia diretamente em corrupção na Petrobrás desde 2007?

 

3 – Haisem – Que lições históricas e institucionais você extrai da informação dada por Antônio Palocci em sua delação premiada, segundo a qual as campanhas de Dilma gastaram, na verdade, 1 bilhão e 400 milhões de reais, uma quantia espantosa,  mais de três vezes o que foi declarado ao Tribunal Superior Eleitoral?

 

4 – Carolina – A que conclusão você chega da declaração de Palocci em sua delação premiada de que as compras da Petrobrás, anunciadas como parte de uma política nacionalista de estímulo às empresas nacionais na montagem de sondas, tinham na verdade motivação de obter recursos em propinas para garantir o futuro do PT e o financiamento da campanha presidencial de Dilma Rousseff?

 

5 – Haisem – Por que você acha que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, fez questão de declarar numa palestra para universitários na USP de que ele prefere chamar o golpe ou revolução de 1964 de movimento de 1964?

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6 – Carolina – Por que motivos esse pedido de uma entrevista exclusiva de Lula na cadeia à colunista social da Folha de S.Paulo Monica Bergamo está criando uma confusão tão grande entre os ministros Luiz Fux e Ricardo Lewandowski, tendo chegado ao ponto de exigir a interferência do presidente do colegiado, Dias Toffoli?

 

7 – Haisem – Você acha que pode existir uma relação de causa e efeito entre a visita que o candidato do PT fez a Lula na cela de estado-maior na Superintendência da Policia Federal em Curitiba e sua declaração de muito impacto na campanha de que um eventual governo petista promoveria a regulamentação da chamada mídia e a convocação de uma Constituinte?

 

8 – Carolina – Por que cargas d’água o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referiu-se à dureza com que o Brasil faz negócios no comércio internacional sem que sequer tivesse feita uma pergunta a respeito de nosso país em seu briefing?

 

No Canal do Nêumanne no Youtube: Contem outra, Lula e Dilma

No Canal do Nêumanne no Youtube: Contem outra, Lula e Dilma

Respostas de Lula e Dilma à impressionante delação de seu ex-ministro de confiança Antonio Palocci à Polícia Federal são ridículas: o delator não é um qualquer, foi coordenador de suas campanhas e poderoso em seus governos: ministro da Fazenda de um e chefe da Casa Civil de outra. Contem outra. Este é o conteúdo do vídeo que gravei e circula no Youtube desde a madrugada desta terça-feira 2 de outubro de 2018.

Para ver o vídeo clique no link abaixo:

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https://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/contem-outra-lula-e-dilma/

Comentário no Estadão Notícias: Passado e futuro condenam Lula

Comentário no Estadão Notícias: Passado e futuro condenam Lula

Na semana anterior ao primeiro turno da eleição presidencial caem por terra as teorias conspiratórias de que polícia, Justiça, mídia e elite branca perseguiram Lula para evitar que ele se candidatasse. O passado assomou assombrando a escalada de seu codinome Fernando Haddad na voz do ex-ministro da Fazenda do ex e ex-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff Antônio Palocci, que, em delação premiada, contou à PF fatos assombrosos, como a denúncia de que 90% das MPs no governo petista foram preparadas por empresas interessadas. E também as ameaças para o futuro de uma gestão federal petista feitas pelo ex-presidente nacional do PT alteraram a rota do voto na hora da onça beber água. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da terça-feira 2 de outubro de 2018.

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No canal do Nêumanne no Youtube: Delação de Palocci

No canal do Nêumanne no Youtube: Delação de Palocci

Ao lado de Emanuel Bomfim no Estadão às 5, comentei delação premiada de Palocci, profecias da vingança do PT por Zé Dirceu e opinião ignorante de Toffoli sobre o golpe militar de 1964.

Para ver o vídeo em minha conta do Youtube, clique aqui!

Comentário no Jornal Eldorado: Perdidos no centro

Comentário no Jornal Eldorado: Perdidos no centro

Espremidos entre Jair Bolsonaro, de direita, que segue líder, apesar de todos os transtornos de sua campanha, e Fernando Haddad, chegando ao segundo turno como codinome de Lula e favorito da esquerda, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Marina Silva se escondem da indignação do eleitor na falsa paz do centro tentando a todo custo buscar a vaga que lhes foge às mãos a cada dia que passa. No debate da TV Record, pegaram carona nas manifestações de mulheres do movimento #Elenão, disfarçados de suprapartidários, mas sem abrir mão de suas legendas por nada. O capitão e líder nas pesquisas teve alta do hospital, onde convalescia da facada que levou faltou ao debate, mas foi o principal alvo de seus adversários.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldofrado – FM 107,3 – na segunda-feira 1 de outubro de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos para o comentário da segunda-feira 1 de outubro de 2018-09-30

1 – Haisem – Em que pontos você acha que as entrevistas que o ex-chefe da Casa Civil de Lula e ex-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, José Dirceu, podem servir para esclarecer o que há de verdade nas propostas do candidato de seu partido, Fernando Haddad?

2 – Carolina – Manchete do Estadão registra: “Centro sinaliza união e ataca radicalismo do PT e Bolsonaro.” Será que a carga pesada de críticas ao candidato que tem aparecido em primeiro lugar nas pesquisas – Jair Bolsonaro, do PSL – vai alterar o panorama de um segundo turno entre ele e Fernando Haddad, estratégia que ficou clara no debate da noite passada na TV Record?

3 – Haisem – O recurso à desculpa da ordem dos médicos para faltar aos debates e a denúncia de que só uma fraude nas urnas eletrônicas evitará sua vitória, que ele e seus apoiadores têm como certa, ajudam ou prejudicam Jair Bolsonaro na caça cada vez mais acirrada ao voto do eleitor?

4 – Carolina – Que conseqüências práticas, a seu ver, poderão ter no resultado final das urnas no primeiro turno da eleição presidencial no próximo domingo 7 de outubro as manifestações contra o candidato que lidera as pesquisas até agora conhecidas, Jair Bolsonaro, do PSL?

5 – Haisem – Será que, de fato, os apelos feitos pelos partidários de Bolsonaro, também em várias ruas brasileiras, para que os candidatos do chamado centro desistam de disputar o pleito para facilitar a derrota de Fernando Haddad, do PT, com uma eventual vitória do candidato do PSL sem necessidade de disputar no segundo turno?

6 – Carolina – Na sexta-feira o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski autorizou o presidiário Lula da Silva a dar uma entrevista exclusiva à colunista social da Folha de S.Paulo, Monica Bergamo. Mas, logo em seguida, seu colega de plenário Luís Fux, proibiu o ato. Quem você acha que vai ganhar essa disputa entre “supremos”?

7 – Haisem – Qual, a seu ver, será o tamanho da perda para a música popular brasileira da morte da cantora Angela Maria neste fim de semana?

8 – Carolina – O que você acha que aquilo que você chama de “lambanças” dos sopradores de apito pode fazer o campeonato brasileiro da série A em matéria de credibilidade e em que isso afeta esse negócio importante no Brasil?

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