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Comentário no Jornal da Gazeta: Bolsonaro, Deus, povo e vida

Comentário no Jornal da Gazeta: Bolsonaro, Deus, povo e vida

O presidente Jair Bolsonaro violou regras do isolamento por suspeita do coronavírus e tocou em manifestantes que se manifestaram a favor de seu governo e contra seus adversários políticos. Disse  que só deve lealdade ao Deus e ao povo, descumprindo juramento de cumprir a Constituição e as leis do País. Como crente esqueceu que o ente supremo de qualquer religião tem como primado a vida.

Para ver comentário no Jornal da Gazeta da TV Gazeta na segunda-feira 16 de março de 2020, às 19 horas, clique no link abaixo:


 

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No Blog do Nêumanne: O Brasil está entregue aos bacilos

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José Nêumanne

Bolsonaro, deputados, senadores, governadores e prefeitos encaram previsão de mortandade por coronavírus no inverno como algo que pode ser evitado com lorotas, piadas e demagogia barata

Dia destes Isabel leu para mim artigo de Leonardo Coutinho, colunista da Gazeta do Povo, de Curitiba, residente em Washington, DC, que, sinceramente, me estarreceu. Ao correr da leitura conheci fatos estarrecedores. Segundo ele, em 2 de fevereiro, quando já era conhecido no mundo inteiro, o coronavírus, egresso de morcegos e cobras vendidos em mercados para serem cozinhados na região de Wuhan, na China, o prefeito de Florença, Dario Nardella, lançou uma campanha sob o tema “abrace um chinês” contra “o preconceito, a exclusão e o terrorismo psicológico”. Ele e outros políticos esquerdistas, contou Coutinho, espalharam peste similar: a notícia falsa de que o vírus não era contagioso. Ainda de acordo com a mesma fonte, o governador do Lácio, Nicola Zinganetti, que posou sorridente com Lula, comunicou que estava feliz por ter sido inoculado por poder contribuir para socializar a doença respiratória e criar imunidade. Imbecis da esquerda ainda vendem suas fake news com desfaçatez.

Mais de um mês e meio depois, o secretário da Saúde da Lombardia, na mesma Itália, disse que não há mais vagas em suas UTIs. Vindo de lá, o primeiro contaminado pelo coronavírus no Brasil foi localizado e isolado. A médica Ester Sabino, pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP, liderou o grupo de cientistas brasileiros que sequenciou o vírus em 48 horas após a confirmação do primeiro caso brasileiro. Esse é um feito magnífico, que merece o reconhecimento de todos nós pelo pioneirismo. Recentemente, essa mesma cientista disse ao UOL acreditar que o pico no Brasil do novo coronavírus ocorrerá entre abril e maio, ou seja, no começo do inverno quando as doenças respiratórias atingem seu ápice, exigindo esforço concentrado nos prontos-socorros e ambulatórios brasileiros. O governador de São Paulo, João Doria Junior, que certamente foi informado do fato pelo infectologista David Uip, que chefia no Estado o combate ao que já virou pandemia por decisão da Organização Mundial de Saúde, nem sequer cumprimentou a especialista, que mora na mesma cidade que ele. Se tivesse mostrado um mínimo de curiosidade, poderia ter tomado a providência sensata de não comparecer à festa de 1.200 pessoas que comemoraram a estreia da rede de televisão americana CNN no Brasil. Perdeu a boa oportunidade de cancelar o ágape, ao tomar conhecimento do problema por cujo combate é o principal responsável no Estado, mas não desperdiçou a oportunosa ensancha de alfinetar o presidente da República por negligência mais grave.

Não faltou razão a Dória. Afinal, o único político sensato do Brasil, Janaina Paschoal, deputada pelo PSL que chegou à Assembleia Legislativa de São Paulo com 2 milhões de votos, classificou de indefensável a atitude de Bolsonaro, que chegou a cogitar de seu nome para formar chapa com ela para a eleição presidencial. Quando o noticiário sobre a epidemia mundial começou a ocupar espaço e tempo nos meios de comunicação, o capitão desdenhou dos efeitos maléficos do vírus importado da China.

Na semana passada, enquanto Doria, Rodrigo Maia, David Alcolumbre e outros maiorais da República da insensatez festejavam a chegada da CNN, Bolsonaro encontrava-se com Donald Trump na Flórida. Na volta foi constatado que seu secretário especial de Comunicação, Fábio Wajngarten, tinha contraído o bacilo. Na noite desta segunda-feira 17 de março tinha sido notificado o 13.º caso de contaminação na comitiva. Donald Trump, que se encontrou com o maiorial brasileiro, disse que não foi contaminado. O primeiro exame de Bolsonaro também o declarou imune, embora falte um teste para garantir o diagnóstico. Seu anfitrião em Miami, o prefeito Francis Suárez, foi diagnosticado como contaminado.

Cercado por essas evidências, Sua Excelência voltou ao País e fez sua live das tardes de quinta-feira ao lado do ministro da Saúde, o deputado Luiz Henrique Mandetta, que tem sido elogiado por especialistas por sua atuação no comando da reação federal brasileira ao micro-organismo egresso da China. Portando máscara cirúrgica, a exemplo do subordinado ao lado, o chefe do governo recomendou a seus seguidores nas redes sociais que não comparecessem às manifestações marcadas para domingo 15 por causa do risco de contaminação. Seu apelo contradisse compartilhamento no WhatsApp de um anúncio dos atos. Depois de ser criticado forte e injustamente por políticos e magistrados que, segundo ele, com razão, “têm medo de povo”, contudo, voltaria a conclamar os seguidores a apoiá-lo na árdua luta pela governança contra a velha política.

No domingo, à frente do Palácio do Planalto, “teve contato direto com ao menos 272 pessoas em cerca de 58 minutos de interação com apoiadores na frente do Palácio do Planalto”, conforme registrou o Estado em análise feita a partir de vídeo publicado em sua página no  Facebook. Segundo essa análise, ele manuseou no minimo 128 celulares, trocou uns quatro objetos com a plateia, entre eles um boné, que pôs na cabeça, e cumprimentou 140 pessoas. Conforme revelou o vídeo, “parte dos cumprimentos, nos primeiros 50 minutos do vídeo, é de ‘soquinhos’ nas mãos das pessoas ou mesmo apertos de mãos. Nos cinco minutos finais de interação, o presidente alcançou pelo menos 80 apoiadores correndo com a mão estendida e cumprimentando várias pessoas na sequência”. Infectologistas e até aliados próximos do presidente reprovaram sua atitude.

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra, completou a infeliz iniciativa sendo fotografado ao lado do chefe. Agências são instituições criadas para evitar abuso econômico de empresas ou do Estado em processos de privatização. Seus dirigentes não são subordinados do presidente, mas o citado comportou-se como vassalo, súdito. Sua presença deu à cena uma lamentável característica de farsa após a explicação dada por Barra. O responsável pela vigilância da saúde pública e privada no Brasil disse que fora ao encontro de Bolsonaro para uma conversa privada no palácio de despachos num domingo livre. O pretexto do encontro particular é pior do que feira ruim ou saco furado, que minha avó chamava de desculpa de cego.

Foi também lamentável a tentativa de mais uma vez contrariar o que ele próprio já havia afirmado e negado antes, ao dizer ao apresentador de televisão José Luiz Datena, da Band, em entrevista exclusiva, que nunca havia conclamado ninguém para ir às ruas. O vaivém de confirma e nega não pega bem num presidente da República de qualquer republiqueta. No entanto, nada se compara à evidência de que o chefe do Executivo ainda não tem a noção completa de dois deveres de seu cargo. O primeiro é o de preservar a confiabilidade e a credibilidade emanada de seu posto máximo. O segundo, o de contrariar diretrizes de sua condição de último chefe no combate a quaisquer males que ameacem seu povo.

Ainda no domingo Bolsonaro disse que só deve lealdade ao povo e a Deus. Convém lembrar-lhe que jurou cumprir a Constituição e as leis da República quando assumiu o mais alto posto da administração federal e da política pública no Brasil. Quanto ao povo, em cujo nome exerce legitimamente o poder por delegação de “cada cidadão, um voto”, deve preservar, com o que estiver ao seu alcance, sua saúde e seu bem-estar. Quanto a Deus, qualquer crente sabe que é fonte de vida e esta está acima da política e até mesmo da democracia.

Hoje o Brasil precisa de um estadista que governe para todos, e não apenas para prosélitos. Seu dever agora seria aconselhar os cidadãos a ficarem em casa, evitarem contato físico com outras pessoas até passar o período de velocidade da contaminação, que é este, segundo o reitor da Universidade de Campinas (Unicamp), Marcelo Knobel. Sábio conselho. Se for o caso, pode até usar força para evitar aglomerações. Da mesma forma que o dever dos políticos atacados nas manifestações de domingo é aprovar sem delongas os R$ 5 bilhões pedidos por Mandetta. E empregar Fundos Partidário e eleitoral para salvar vidas ameaçadas pela covid-19. E se Doria quer enfrentá-lo na eleição presidencial de 2020, que adote medidas empregadas em Itália, Espanha, França, Chile, etc. O Brasil e o Estado de São Paulo precisam de autoridades com hombridade, que não se apoiem em macheza, mas, sim, em capacidade de persuasão, sensibilidade e força para tomar decisões certas e urgentes.

  • Jornalista, poeta e escritor

(Artigo publicado no Blog do Nêumanne na segunda-feira 16 de março de 2020)

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Direto ao Assunto no YouTube: Sem autoridade, Brasil entregue à pandemia

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Único político lúcido do País, deputada estadual paulista Janaína Paschoal, do PSL, denunciou situação trágica de falta de comando na terrível guerra que começa a ser travada contra a pandemia do momento, iniciada na China e espalhada pelo mundo. O presidente Jair Bolsonaro foi irresponsável ao dar as mãos a militantes que se manifestaram a favor de seu governo e contra seus adversários no Congresso e no Judiciário. O governador de São Paulo, João Doria Jr., também interessado nas duas próximas eleições, adotou medidas pela metade contra o Coravid-19 por oportunismo e falta de coragem de fazer o que deve: fechar estabelecimentos comerciais que não vendam gêneros de primeira necessidade, dissolver aglomerações nas ruas e pedir para as pessoas ficarem em casa. Já que o presidente não vai fazer mesmo. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Direto ao Assunto no Youtube: Siga Trump, Bolsonaro!

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Concordo com Bolsonaro: não vá pra rua, Este foi o título de meu vídeo de sábado. Domingo, contudo, o presidente mudou de ideia e quebrou dois protocolos da situação: a determinação médica de ser isolado enquanto espera o segundo teste que definirá se foi contaminado, ou não, por seu secretário de comunicação, Fábio Wajngarten, e, como já se sabe agora, mais quatro companheiros de viagem à Flórida na semana anterior. A outra foi aparecer cumprimentando manifestantes de Brasília com os quais topou, contrariando sua própria recomendação. Desta vez, ele errou. Pode corrigir esses dois erros se seguir o presidente dos EUA, Donald Trump, que também pode se ter contaminado, pois, no mínimo, Wajngarten esteve bem perto dele. Depois de haver menosprezado a gravidade do coronavírus, o americano voltou atrás quando foi declarada pandemia pela OMS e com o avanço vertiginoso do vírus na Europa. Chegou até a fechar as portas para europeus, menos britânicos. Como ele, Bolsonaro também pode ser mais rigoroso e exigir o mesmo dos até agora omissos Maia e Alcolumbre. Deus o guie. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro está certo: não vá à rua

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O coronavírus tornou-se uma tragédia de saúde pública no Brasil por causa de um hábito alimentar chinês sem a mínima higiene, a sopa de morcego e, depois, como resultado do comportamento irresponsável dos esquedistas italianos. O prefeito de Florença liderou uma campanha de solidariedade “abrace um chinês” e espalhou a notícia falsa de que a doença não era contagiosa. E o governador do Lácio, que contraiu o mal, fez outra campanha dizendo que o melhor jeito de combatê-lo era espalhá-lo rapidamente para aumentar a imunidade da população. Quem trouxe esta informação foi um artigo de Leonardo Coutinho na Gazeta do Povo. Resulta, pois, de uma ditadura e de sandices do populismo de esquerda. Pois é. Agora o melhor a fazer é ficar em casa para evitar a rapidez da propagação reduzindo ao máximo possível quaisquer contatos sociais. Por isso, Bolsonaro tem dito que as manifestações devem ser adiadas. Pois já não se trata mais de uma atitude política democrática, mas de um risco à saúde de toda a população. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal Eldorado: Coronavírus não infectou Bolsonaro

Comentário no Jornal Eldorado: Coronavírus não infectou Bolsonaro

No dia em que a França fechou a Torre Eiffel, o Louvre e o palácio de Versalhes, a situação da pandemia do coronavírus ganhou outros contornos no Brasil. Quando a contaminação parecia passar bem longe destes tristes trópicos, o presidente Jair Bolsonaro desdenhou dizendo que era uma “gripinha”. Agora que São Paulo espera registrar 460 mil casos da doença, ele voltou de Miami, onde foi ao encontro do presidente dos EUA, Donald Trump, seu secretário especial de comunicação, Fábrio Weingarten, foi contaminado e ele mesmo teve de se submeter à dosagem no hospital em Brasília, onde foi constatado que ele não tinha sido infectado. Com decretação do fechamento de escolas no Rio e esta hipótese aventada em São Paulo, o presidente da República fez um live de alerta ao lado de Mandetta, ministro da Saúde.

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Assuntos para comentário de sexta-feira 13 de março de 2020

1 – Haisem – Coronavírus chega ao Planalto e São Paulo projeta pelo menos 460 mil casos – Esta é a manchete de primeira página do Estadão hoje, ilustrada com a foto do presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, de máscara cirúrgica. Qual a sua reação a essa notícia dada na sexta-feira 13

TRECHO PRONUNCIAMENTO BOLSO

 2 – Carolina – Você acha que a desmobilização dos atos de domingo seria mesmo a decisão correta a tomar diante da realidade da contaminação do coronavírus no País

3 – Haisem – O que você tem a dizer sobre as críticas feitas por políticos ao apoio do presidente aos atos anunciados para domingo, em especial o ex-presidente Fernando Collor de Mello

4 – Carolina – Qual é sua opinião sobre alerta da Sociedade Brasileira de Infectologia desaconselhando contatos de avós com netos e que escolas fechem as portas durante período crítico do coronavírus

5 – Haisem – Rotina dos três Poderes muda com a doença – revela título de notícia na página A6 do Estadão. Que sinal dá essa constatação para o cotidiano do cidadão brasileiro ameaçado pelo vírus

6 – Carolina – O que você acha do alerta dado pelo ministro do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a respeito da constitucionalidade da ampliação dos beneficiários do Benefício da Proteção Continuada

SONORA GUEDES 1303 B

7 – Haisem – MP Eleitoral endossa argumentos de “infiéis” do PDT e PSB – Você concorda ou discorda dessa decisão

8 – Carolina – Você acha que a suspensão dos jogos das eliminatórias da Copa do Mundo e da Libertadores da América pela Conmebol foi correta ou exagerada

 

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