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Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Capital privado no SUS, uma tolice

Comentário no Jornal Eldorado: Capital privado no SUS, uma tolice

Após forte reação contrária, o presidente Jair Bolsonaro decidiu nesta quarta-feiras revogar decreto publicado na véspera no Diário Oficial autorizando estudos para conceder as Unidades Básicas de Saúde (UBS) à iniciativa privada. A medida foi vista como o início da privatização do Sistema Único de Saúde (SUS). Depois de críticas fortíssimas de todos os lados, o Palácio do Planalto recuou e admitiu que o texto estava “equivocado”.  A determinação agora é que o texto seja revisto. Não cancelado, certo? Como Bolsonaro defendeu a ideia original e ainda ironizou quem o criticou, como é de hábito, não é de todo que surja outro dia com outra argumentação. Aí seria o caso de mandar instalar um cartaz nas portas das UBS: “Aqui pobre não tem vez”. Não adianta querer disfarçar. Privatizar obras do SUS é uma ideia de jerico.

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Assuntos para comentário da quinta-feira 29 de outubro de 2020

1 – Haisem – Governo decide revogar decreto sobre SUS – Este é o título de chamada de primeira página na edição impressa do Estadão hoje. O que, na sua opinião, inspirou o presidente a privatizar postos do SUS para depois rapidamente voltar atrás

2 – Carolina – O que você tem a dizer sobre a notícia de que o Ministério da Saúde sabia de um relatório sobre a necessidade de uma reforma urgente e radical no Hospital Federal de Bonsucesso, que pegou fogo anteontem no Rio, e falava na possibilidade de morte de pacientes, mas não tomou nenhuma providência

3 – Haisem – O que você tem a dizer sobre a notícia de que candidatos a vereador em São Paulo e no Rio receberam auxílio emergencial do governo para os trabalhadores impossibilitados de trabalhar na pandemia e doaram para a própria campanha

4 – Carolina – Ex-porta-voz, Rêgo Barros é visto como “novo Santos Cruz” – Por que, a seu ver, o general que foi isolado, não foi promovido e depois foi afastado de sua importante função no palácio está sendo comparado com o general Santos Cruz, que foi muito ligado a Jair Bolsonaro na academia militar e hoje é considerado o guru dos militares humilhados e ofendidos

No YouTube, Carlos Alberto Di Franco entrevista José Nêumanne: Poderes cúmplices, não harmônicos

No YouTube, Carlos Alberto Di Franco entrevista José Nêumanne: Poderes cúmplices, não harmônicos

Se Montesquieu ressuscitasse e viesse ao Brasil atual ficaria muito decepcionado com a perversão de seu célebre modelo tripartite de poderes – Legislativo, Executivo e Judiciário – harmônicos. Aqui eles participam de fato de um conluio que desvirtua o poder da cidadania num conluio entre parlamentares, executivos e magistrados, principalmente os das mais altas instâncias. O acordão que resulta dessa distorção concentra poderes nas mãos de elites retrógradas, autoritárias e contumazes ladravazes. Esta é uma das afirmações que fiz na live a que fui convidado pelo professor Carlos Alberto Di Franco, da Universidade de Navarra, Espanha, e do Conselho Editorial do jornal O Estado de S. Paulo. Disse ainda que o STF, que já era o pior, vai piorar ainda mais com Kássio Marques.

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Direto ao Assunto no YouTube: Privatizar SUS é ideia de jerico

Direto ao Assunto no YouTube: Privatizar SUS é ideia de jerico

Na terça-feira, 27 de outubro, o Diário Oficial da União publicou decreto autorizando privatização de estudos para financiamento de obras em UBS do SUS. A iniciativa é tão infeliz que no dia seguinte, Bolsonaro o suspendeu, mesmo defendendo-o e ironizando os críticos.o criticou. Quem já viu populismo sem povo? 2 – Arapongas tiveram chance de guardar relatório levado ao diretor, Alexandre Ramagen, pedindo que Abin espione fiscais da Receita, apontados como fontes das informações obtidas pelo MP-RJ para abrir inquérito sobre extorsão de servidores de Flávio Bolsonaro na Alerj. 3 – Ministro Nefi Cordeiro, do STJ, deu a entender ao repórter da Crusoé que que imprensa poderá ser censurada pela lei para modificar uso de dados pessoais em inquéritos criminais. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal Eldorado: Ex-porta-voz detona Bolsonaro e áulicos

Comentário no Jornal Eldorado: Ex-porta-voz detona Bolsonaro e áulicos

O ex-porta-voz da Presidência da República, general Otávio do Rêgo Barros, fez uma série de críticas indiretas ao presidente Jair Bolsonaro, em artigo publicado ontem no jornal Correio Braziliense. Sem citar o nome do ocupante do Palácio do Planalto, Rêgo Barros afirmou que o poder “inebria, corrompe e destrói”. O antigo auxiliar critica também auxiliares presidenciais que se comportam como “seguidores subservientes”. “Os assessores leais — escravos modernos — que sussurram os conselhos de humildade e bom senso aos eleitos chegam a ficar roucos”, continuou. Erudito, baseado no exemplo de Caio Júlio César, o general romano que levava em suas campanhas escravos encarregados de lhe dizerem “memento mori” (lembra-te que morrerás) relata com exatidão atitudes do presidente e sua “caterva”.

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Assuntos dos comentários de quarta-feira 28 de outubro de 2020

1 – Haisem – O que dizer do artigo do ex-porta-voz da Presidência da República, general Rêgo Barros, no qual, sem citar nomes, descreveu o presidente da República, Jair Bolsonaro, como alguém que o poder “inebria, corrompe e destrói” em artigo publicado no Correio Braziliense

2 – Carolina – A defesa do senador Flávio Bolsonaro reconheceu que, de fato, pediu à Procuradoria-Geral da República apuração sobre supostas irregularidades cometidas por servidores da Receita Federal em investigações sobre seu representado. Até que ponto você acha que  o primogênito do presidente chegará para interromper a investigação sobre desvio de dinheiro público na Alerj quando ele era deputado estadual

3 – Haisem – A que você atribui mais um incêndio em prédio público no Rio agora desta feita matando três pacientes do Hospital Federal de Bonsucesso e causando grande transtorno no combate à pandemia da covid 19 na segunda maior cidade do País

4 – Carolina – E ninguém vai processar aloprados de Bolsonaro? – Este é o título de seu artigo publicado na página 2, de Opinião, do Estadão hoje. Quem são os alvos de seu texto e por que razão você acha que eles deveriam ser processados

Direto ao Assunto no YouTube: Filho 002 contra fiscais da Receita

Direto ao Assunto no YouTube: Filho 002 contra fiscais da Receita

Advogadas de defesa de Flávio Bolsonaro acionaram PGR, sob petista Augusto Aras, para investigar eventuais crimes cometidos por agentes da Receita contra o senador, acusado de extorquir servidores da Alerj por meio de seu assecla Fabrício Queiroz, hoje em prisão domiciliar. 2 – Ex-porta-voz de Jair Bolsonaro, general Rêgo Barros, escreveu excelente artigo constatando que o poder “inebria, corrompe e destrói”. 3 – Resultado de má gestão, fogo no Hospital Federal de Bonsucesso no Rio, que durou um dia e matou três pessoas, comprova que competência do ministro da Saúde como “gestor” é lenda. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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No Estadão desta quarta-feira: E ninguém vai processar aloprados de Bolsonaro?

No Estadão desta quarta-feira: E ninguém vai processar aloprados de Bolsonaro?

José Nêumanne

Presidente leva a Abin e GSI proposta de arapongagem contra fiscais da Receita, e aí?

Na pandemia de covid-19, enquanto convencia néscios de que a obrigatoriedade de vacina fere direitos individuais, o presidente da República reuniu chefões da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) fora da agenda. O encontro constou da agenda do serviçal Augusto Heleno, que nunca se destacou pelo uso da inteligência. Em 25 de agosto, Jair Bolsonaro levou à presença deste e do delegado Alexandre Ramagem as advogadas do primogênito, Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, para denunciarem eventual crime de fiscais da Receita Federal na ação contra a ilícita prática de peculato quando Flávio Bolsonaro dava expediente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O aval dado pelo chefe do governo à teoria conspiratória do atual defensor do filho “zero um”, Rodrigo Roca, conhecido pelo patrocínio de causas de acusados de tortura na ditadura militar e substituto de Frederick Wassef, em cujo falso escritório de advocacia escondeu o subtenente PM-RJ Fabrício Queiroz, vassalo do filho, foi revelado sexta-feira 23 de outubro. E tem sido tratado como corriqueiro. Mas é grave. Muito grave. Não só por configurar nova tentativa de contornar, como num drible da vaca, a natureza técnica, fria e impessoal do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que originou o inquérito no Ministério Público do Rio (MP-RJ) sobre extorsão de parte dos vencimentos de servidores da Alerj praticada pelo ex-assessor. Mas, sobretudo, para esclarecer que papai Bolsonaro não estava brincando quando disse que não deixaria seus parentes e amigos serem prejudicados (no jargão sujo de hábito) em reunião ministerial, tornada pública. Esta motivou a saída do ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro do Ministério da Justiça e da Segurança Pública e a seu respeito corre ação sem futuro no Supremo Tribunal Federal (STF).

O fato configura crime de responsabilidade, passível de impeachment. Pois o chefe do governo deslocou o Coaf do Ministério da Fazenda para o da Justiça, a pedido de Moro, e depois para o Banco Central, para sacá-lo da alçada do ex-magistrado. O Coaf nunca foi subordinado à Receita, nem no périplo armado por ele e seus aliados do Centrão no Congresso para aliviar a barra do rebento. Não estranhem o uso da gíria de Rio das Pedras, sede da milícia que foi chefiada pelo capitão PM-RJ Adriano da Nóbrega, cujos depósitos na conta de Queiroz fazem parte do acervo probatório do MP-RJ. Mas não basta. Wassef, que nunca deixou de se gabar de ascendência sobre a famiglia presidencial e seu mais poderoso chefão, conseguiu do então presidente do STF, Dias Toffoli, a suspensão por seis meses de todas as investigações de crimes financeiros no País para poupar Flávio. Mas a normalidade foi restaurada no plenário por nove votos a dois, tendo o autor votado contra a própria decisão monocrática.

A presença de Ramagem na citada reunião seria prova suficiente no inquérito aberto no STF, se não fosse mero pretexto para ganhar tempo. Como o seria a denúncia do empresário Paulo Marinho, que deu explicação plausível para as demissões de Queiroz do gabinete do filho e de sua filha Natália do do pai, segundo a qual um delegado bolsonarista da Polícia Federal (PF) havia avisado o senador sobre o adiamento da Operação Furna da Onça para não prejudicar a vitória do pater familias no segundo turno do pleito presidencial. A informação poderia ter sido confirmada ou desmentida se o juiz federal Elder Fernandes não tivesse negado a quebra do sigilo dos telefones da PF para confirmar a versão do suplente, em lugar da acareação, fancaria que tenta mascarar o óbvio ululante (apud Nelson Rodrigues).

No entanto, a não ser pela débil manifestação do líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Câmara, Alessandro Molon, não houve um “pai da pátria” (todos comprometidos com o conluio-mor que paralisa a democracia e a justiça no País) que tomasse atitude capaz de deter novas tentativas espúrias de justificar o inexplicável que, na certa, estão por vir.

Nem original é. Circula pela Câmara dos Deputados o líder José Guimarães, cujo assessor foi detido com dólares na cueca no processo que investigava o financiamento espúrio de dossiê para comprometer José Serra, candidato tucano favorito ao governo de São Paulo, em 2006. Na ocasião, o então presidente Lula deu definição exata à manobra abortada: aloprados. Agora, com o Congresso Nacional e o STF mais uma vez desmoralizados com o acordo espúrio para evitar a punição de sócio da alta corte bolsonarista, Chico Rodrigues, de Roraima, o tirambaço dado por Jair Bolsonaro propondo arapongagem explícita para limpar o cueiro sujo do primogênito presidencial afundará em água de esgoto.

Assim como as ações no STF com punição adiada para as calendas gregas para evidente interferência política de Bolsonaro na PF, na Abin e no GSI e o uso do gabinete do ódio do filho “zero dois” promovendo manifestações fascistoides, essa tentativa de perseguir fiscais da Receita com devassa inadmissível será despejada na vala comum do lixão da covardia.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pág.A 2 do Estado de S. Paulo na quarta-feira 28 de outubro de 2020)

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