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Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: “Vamos tocar a vida”

Comentário no Jornal Eldorado: “Vamos tocar a vida”

O País extinguiu 8,9 milhões de vagas de emprego formal durante a pandermia, do primeiro para o segundo trimestre. Segundo o IBGE, mais da metade das pessoas em idade de trabalhar está desempregada e falta trabalho para 32 milhões de brasileiros. O presidente Jair Bolsonaro culpou na quinta-feira 6 “parte” dos governadores e prefeitos pela recessão da economia provocada pela covid-19. Segundo ele, os políticos que decidiram apoiar o fechamento do comércio e o isolamento social têm responsabilidade pelos números de vagas fechadas no mercado de trabalho, não ele. Diante disso e da perspectiva de passar de 100 mil o total de mortes provocados pela doença transmitida pelo novo coronavírus, o chefe do governo continuou tratando a tragédia como banal, lamentou sem emoção e disse: Vamos tocar a vida”;

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Assuntos para comentário na sexta-feira 7 de agosto de 2020:

1 – Haisem – Brasil perde 8,9 milhões de empregos na pandemia – diz título de chamada no alto da primeira página na edição impressa do Estadão hoje. Em sua live de ontem, o presidente Jair Bolsonaro culpou os governadores por isso. Você acha que alguém tem culpa por essa tragédia

2 – Carolina – Na mesma live de balanço semanal das quintas-feiras à noitinha, o mesmo Jair Bolsonaro ignorou mais uma vez as quase 100 mil mortes por covid-19, disse “vamos tocar a vida”, contestou os números de casos e óbitos divulgados e fez propaganda da cloroquina. Ele tem jeito?

3 – Haisem – Justiça diz ao STF não investigar opositores do governo e que não é sua função produzir “dossiês” – esta é a manchete da editoria de Política do Portal do Estadão que está no ar. Você acha que o ministro André Mendonça diz a verdade ou simplesmente mente

4 – Carolina – Guedes diz que EUA devastaram florestas e mataram seus índios – Esta é a manchete de primeira página do Estadão hoje. Em que esta verdade histórica justificaria a política ambiental destrutiva do governo brasileiro e ajudaria a melhorar nossa imagem no exterior durante a recessão pós-pandemia

5 – Haisem – Secretário de Doria, Baldy é preso pela PF – diz título de chamada de primeira página no Estadão. Em que esta prisão da Lava Jato pode se tornar conveniente para o presidente da República, ajudando seu projeto de reeleição em 2022

6 – Carolina – Estadão noticia hoje que o Conselho Nacional de Justiça cogita afastar desembargador que humilhou guardas em Santos. Isso ocorre depois de ele ter pedido desculpas, acusado os humilhados em sua defesa ao CNJ e reincidido em sua estupidez em entrevista. Afinal, o corregedor Humberto Martins está esperando o que para enquadrar esse sujeito

Direto ao Assunto no YouTube: A conexão Queiroz-Bolsonaro

Direto ao Assunto no YouTube: A conexão Queiroz-Bolsonaro

A quebra do sigilo bancário de Queiroz, ex-faz-tudo da família Bolsonaro, revelada pela revista Crusoé e pela Folha de S.Paulo, com confirmação de O Globo, levou o MP do Rio a encontrar depósitos dele na conta de Michelle, mulher do presidente Jair Bolsonaro, no valor total de R$ 93 mil, distribuídos em pelo menos 21 cheques dele entre 2011 e 2016 e pelo menos mais quatro cheques datados de 2011 e assinados por sua mulhe, Márcia Aguiar. O casal depositante está, como se sabe em prisão domiciliar com tornozeleiras em casa. O MP considera o primogênito do capitão, Flávio, chefe de uma organização criminosa que, em 483 depósitos, praticou peculato (uso de recurso público de forma criminosa em benefício pessoal), corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete do atual senador na Alerj. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 

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Comentário no Jornal Eldorado: STF, quem diria, protege desvalidos

Comentário no Jornal Eldorado: STF, quem diria, protege desvalidos

O STF derrotou ontem por duas vezes o governo de Jair Bolsonaro e com resultados acachapante, ao proibir, por unanimidade, cortes no Bolsa Família durante a pandemia do novo coronavírus e obrigá-lo a adotar uma série de de medidas para conter o avanço da covid-19 entre os povos indígenas. O julgamento sobre os repasses do Bolsa Família durou apenas quatro minutos, enquanto o dos povos indígenas levou duas sessões que se arrastaram por dois dias. Entre as ações na área de saúde impostas pelo STF ao governo estão a elaboração de um plano de enfrentamento voltado para os povos indígenas, a formação de políticas para criar barreiras sanitárias e a contenção e o isolamento de invasores em terras indígenas, além da instalação de uma sala de situação para a gestão de ações de combate à pandemia. Muito bem feito!

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Assuntos para comentário da quinta-feira 6 de agosto de 2020:

1 – Haisem – STF obriga governo a proteger índios e proíbe corte na Bolsa Família – revela chamada na capa do Portal do Estadão hoje cedo. Você acha que esse tipo de intervenção da cúpula do Judiciário produz efeitos práticos na ação deficiente do Poder Executivo nestes direitos elementares da cidadania

2 – Carolina – Moraes garante a Aécio acesso a delações em investigação sobre Minas Gerais – este é outro título de chamada no Portal do Estadão agora. Este despacho do Supremo Tribunal Federal garante, a seu ver, direito inviolável de cidadão ou é mais uma garantia para parlamentar delinqüir

3 – Haisem – O professor de Direito da ULSP Modesto Carvalhosa entrou com pedido de impeachment no Senado para o procurador-geral da República, Augusto Aras. Que conseqüências terá, em sua opinião, esta iniciativa

4 – Carolina – Lava Jato comemora apoio de Flávio a Aras – é o título da chamada da Coluna do Estadão no Portal. Você entendeu o sentido dessa comemoração neste momento em que o procurador-geral critica com veemência e compromete a permanência das forças-tarefas de combate à corrupção

5 – Haisem – São Paulo, 10 mil mortos – é o título mais forte e em letras capitais no alto da primeira página da edição impressa do Estadão de hoje. Será que este alerta poderá contribuir para que o Estado brasileiro corrija a estratégia errática do combate à pandemia assassina entre nós

6 – Carolina – Explosão atingiu quase metade de Beirute, mortos são ao menos 135 – Este é um título de chamada de primeira página de nosso jornal hoje, dando com precisão o alcance da tragédia de anteontem no Líbano. O que você tem a dizer a respeito

Direto ao Assunto no YouTube: O general e a cura pelo reto

Direto ao Assunto no YouTube: O general e a cura pelo reto

Antes de o País ter tomado conhecimento de que a covid19 matou dez mil brasileiros em São Paulo e o total de óbitos em cinco meses de pandemia ter ultrapassado 100 mil no País inteiro, praticamente o dobro das baixas dos EUA em dez anos na guerra do Vietnam, o general Eduardo Pazuello, intendente interino permanente no Ministério da Saúde, recebeu comitiva liderada por um deputado governista para ouvir de seus componentes o relato do tratamento da doença pela introdução de ozônio pela parte inferior do intestino. E cancelou a verba de R$ 11,5 milhões para a Universidade de Pelotas, que faz uma pesquisa muito séria a respeito. Felizmente o Itaú Unibanco demonstrou mais empatia do que o intendente e seu chefe, o capitão cloroquina, ao assumir o pagamento dessas contas. A prisão pela PF de um ex-ministro de Temer por furto em verbas para saúde matou dois coelhos com uma cajadada só para Bolsonaro: Baldy foi secretário de Dória e indicado por Maia. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 

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No Estadão desta quarta-feira: O pastor André Mendonça serve a três senhores

No Estadão desta quarta-feira: O pastor André Mendonça  serve a três senhores

Para ministro, Lula foi o único presidente eleito

do e para o povo e Bolsonaro é profeta

“Ninguém pode servir a dois senhores” é uma exortação de Jesus cujo significado revela a exclusividade exigida por Deus aos seus servos. O próprio Cristo explica por que não se pode servir a dois senhores. Está no Evangelho de Mateus (6:24): “Porque ou há de aborrecer-se de um e amar o outro, ou se devotará a um e desprezará o outro”. O ministro da Justiça e da Segurança Pública, André Luiz de Almeida Mendonça, certamente já deve ter meditado muito sobre essa prédica. E não tanto por frequentar a igreja presbiteriana Esperança de Brasília, mas por causa das vicissitudes de sua carreira no serviço público, na qual teve a oportunidade de servir não a dois, mas a três senhores: Dias Toffoli, Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

Sua Excelência começou na profissão como advogado da Petrobrás. De lá saiu para fazer carreira fulgurante na Advocacia-Geral da União (AGU). Em 2002 era procurador-seccional da União no norte do Paraná, e, em artigo na Folha de Londrina, saudou a primeira vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, sob o título O povo se dá uma oportunidade. “Neste momento histórico nos deparamos com a realidade revelada nas urnas: temos o primeiro presidente eleito, do povo e pelo povo”, cravou sem medo de ser feliz.

Não foi propriamente um preito à verdade, pois o ex-líder sindical é, na verdade, filho de Genival, que ganhava a vida como estivador no Porto de Santos, operário braçal, mas com privilégios notórios nas relações de trabalho. Não era um potentado, como Epitácio Pessoa, um estancieiro, como Getúlio Vargas, um militar de alta patente, como Eurico Dutra, nem mesmo um acadêmico, como Fernando Henrique Cardoso. Mas não se pode dizer, por exemplo, que Juscelino Kubitschek de Oliveira não vinha de um lar humilde, sendo, como era, filho de dona Júlia, professora primária e viúva, que sustentou dois filhos com muito sacrifício.

Não se sabe que importância teve esse texto na predileção por ele do advogado Dias Toffoli, que sempre atuou a serviço do Partido dos Trabalhadores (PT) como assessor jurídico das bancadas da legenda de Lula na Assembleia Legislativa paulista e na Câmara dos Deputados. Mas ninguém duvidará da gratidão do subordinado ao advogado-geral da União nomeado pelo ex-presidente petista para o Supremo Tribunal Federal (STF), cargo no qual nunca deixou sem apoio o antigo subordinado da AGU. Mendonça, especialista em gratidão radical, organizou o livro Democracia e Sistema de Justiça, em parceria com um colega do ex-chefe no “pretório excelso”, Alexandre de Moraes, para comemorar os dez anos de atuação daquele (isso mesmo!) no STF.

Dias Toffoli indicou-o ao presidente Jair Bolsonaro, que o nomeou para chefiar a AGU antes da própria posse, em dezembro de 2018, último mês do governo Temer. No cargo apoiou o padrinho em tudo: deu parecer favorável ao inquérito contra os inimigos do STF, relatado pelo já citado Alexandre de Moraes, e ao indefensável banquete de vinhos três vezes premiados com medalhões de lagosta, pago pelo pagador de impostos.

Promovido ao Ministério da Justiça, o teólogo presbiteriano, definido como favorito à vaga do decano Celso de Mello no STF em novembro próximo, por ser “terrivelmente evangélico”, ungiu o chefe do governo qualificando-o de “profeta no combate à criminalidade”. E mostrou com canetadas magistrais que não há incompatibilidade em servir aos petistas Lula e Toffoli sem deixar de ser prestativo a Jair Bolsonaro, presidente que venceu a eleição por ter prometido expulsar o PT do poder. Aboletado no lugar que antes era ocupado pelo ex-juiz que condenou seu ídolo à prisão por corrupção, Mendonça não se negou a assinar um esdrúxulo pedido de habeas corpus para fanáticos bolsonaristas que participaram de atos públicos reivindicando o fechamento do STF e do Congresso Nacional, enquadrados por seu parceiro nas loas a Toffoli, Alexandre de Moraes. E usou a Secretaria de Operações Integradas, criada pelo antecessor, Sergio Moro, para devassar a vida de 579 servidores federais que se manifestaram publicamente contra arreganhos fascistas de apoiadores de seu chefe atual, o capitão Bolsonaro.

O uso de métodos que lembram antigos (mas não aposentados) esbirros da ditadura militar em seu Serviço Nacional de Informações pode parecer uma traição a seus mais antigos senhores do PT, mas não é bem assim. Lula sempre se confessou admirador de Adolf Hitler. E Toffoli, que já conseguiu mandar o benfeitor de volta ao lar, doce lar, hoje tem como prioridade número zero um retirar o ex-juiz Sergio Moro, que condenou o petista, do caminho do novo parceiro para a reeleição, já que talvez seja impossível permitir que o próprio ex-sindicalista dispute a eleição. Ou seja, pode até ser que os três senhores a que Mendonça serve frequentem a mesma comunidade religiosa que cultua o poder pelo poder: o bolsopetismo. E à noite, antes de se persignar para dormir o sono pesado dos injustos, o pastor seja terrível e evangélico ao mesmo tempo, justificando-se como um humilde cumpridor da labiríntica e férrea vontade divina.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag. A2 do Estado de S. Paulo da quarta-feira 5 de agosto de 2020)

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Comentário no Jornal Eldorado: Cármen Lúcia enquadra Mendonça

Comentário no Jornal Eldorado: Cármen Lúcia enquadra Mendonça

“A gravidade do quadro descrito, que – a se comprovar verdadeiro – escancara comportamento incompatível com os mais basilares princípios democráticos do Estado de Direito e que põem em risco a rigorosa e intransponível observância dos preceitos fundamentais da Constituição da República e, ainda, a plausibilidade dos argumentos expostos, pelos quais se demonstra a insegurança criada para os diretamente interessados e indiretamente para toda a sociedade brasileira impõem o prosseguimento da presente arguição de descumprimento, com tramitação preferencial e urgente”, escreveu a ministra Cármen Lúcia, do STF, ao cobrar do ministro da Justiça, Anfré Mendonça, explicações sobre o dossiê dos servidores antifascistas em dois dias, em resposta a ação da Rede contra mais um arreganho autoritário do governo.

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Assuntos para comentário da quarta-feira 5 de agosto de 2020:

1 – Haisem – A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia deu 48 horas para o ministro da Justiça e da Segurança Pública, André Mendonça, explicar o dossiê da Inteligência da Secretaria de Operações Integradas devassando as vidas de servidores federais que manifestam ser antifascistas. O que você acha que ele terá a dizer a respeito disso

2 – Carolina – O pastor André Mendonça serve a três senhores – é o título de seu artigo na página 2, de Opinião, do Estadão de hoje. Quem são esses três senhores de pensamentos, palavras e obras do ministro da Justiça e da Segurança Pública do governo Bolsonaro

3 – Haisem – O senador Flávio Bolsonaro, em entrevista exclusiva ao Globo, criticou a Lava Jato e defendeu o procurador-geral da República, Augusto Aras, e admitiu que seu ex-assessor Fabrício Queiroz pagou suas contas pessoais. Isso, de alguma forma, o surpreendeu?

4 – Carolina – Reforma Tributária aumenta imposto de profissional liberal – esta é a manchete da edição impressa do Estadão de hoje. Quer dizer, então, que, mesmo que não aumente a carga tributária, ela vai ser transferida para as costas largas do cidadão que pode ser mais facilmente tributado e que tem menos poder de barganha nos poderes da República, é?

5 – Haisem – Explosão mata 678, fere  4 mil e espalha destruição em Beirute – é o título de chamada em posição mais alta na primeira página do Estadão hoje. O que já se pode dizer sobre esta notícia que abalou o mundo durante o dia inteiro ontem

6 – Carolina – O que está por trás da notícia do médico carioca que ameaçou com um revólver um cliente que foi consultá-lo sobre suspeita de ter contraído a covid-19

 

 

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