Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Ouro de tolo

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Ouro de tolo

Corrupção na Olimpíada enlameia sonho dourado do Barão de Coubertin

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Comentário no Jornal da Gazeta 1: Expliquem-se, senhores!

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Expliquem-se, senhores!

Expliquem-se, senhores!

Janot, Temer e Fachin ainda devem explicações sobre Joesley

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 da terça-feira 5 de setembro de 2017)

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: De algoz a vítima

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: De algoz a vítima

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 5 de setembro de 2017 com assuntos quentes: a mancada que transformou Janot de algoz em vítima no conflito contra Temer; a comemoração do feito pelo presidente na China; as agruras do filhote de César Maia na votação da reforma da Previdência na Câmara, a constatação dos salários absurdos dos juízes; e a morte do pequeno Renan, de 8 anos, na periferia do Rio. Eliane Cantanhêde concluiu que Janot sai muito mal da delação do Joesley e, em consequência, Temer deve estar se deliciando. Bidu! Alexandre Garcia também opinou sobre a dupla Janot e Marcelo Miller com a virada do jogo no conflito entre o presidente e Joesley para saber quem é o x-geral da República e que a política vai mal, mas o polícia foi bem. Em Direto da Fonte, Sonia Racy abordou um negócio nebuloso envolvendo uma das empresas de Joesley Batista. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz voltou a comentar a novela sem fim de Felipe Melo no Palmeiras.

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Comentário no Jornal Eldorado: Flechada no pé

Comentário no Jornal Eldorado: Flechada no pé

Desde a divulgação inicial da delação-bomba de Joesley, qualquer brasileiro com a cabeça no lugar sabia que aquilo não tinha o menor sentido: perdoar dois mil anos de pena, segundo a conta feita por Marcelo Godoy no Estadão, para facilitar o trabalho do MPF, na melhor das hipóteses ou atender à necessidade de Janot deixar uma marca na sua saída da PGR não seriam hipóteses aceitáveis em quaisquer circunstâncias. Algumas evidências não fechavam. E a de Marcelo Muller era a mais evidente de todas. Faltava uma peça, que agora parece que foi posta. E aí só podia dar no que deu. Neste duelo no curral de Anápolis não há mocinho, só vilão: Temer, Janot e Joesley. Está faltando vir a cena o STF com o enigmático Fachin, que ainda não se explicou

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 5 de setembro de 2017, às 7h30m)

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Abaixo, a íntegra do comentário degravado:

Eldorado 5 de setembro de 2017 – Terça-feira

Até que ponto Temer saiu ganhando nessa reviravolta anunciada ontem da delação premiada mais impopular da apuração de escândalos pelo Ministério Público Federal, com o enfraquecimento de Janot?

Uma conversa entre Joesley Batista e Ricardo Saud, em 17 de março, cujo áudio foi anexado por equívoco pela defesa dos delatores da JBS em documentos enviados à Procuradoria-Geral da República evidencia que o ex-procurador da República Marcelo Miller atuava para o grupo antes de se exonerar do cargo.

Miller foi contratado logo em seguida a deixar o Ministério Público para atuar no escritório Trench, Rossi & Watanabe, responsável na época por negociar os termos da leniência da JBS. Até pouco antes, ele integrou o grupo de trabalho de Rodrigo Janot responsável pela Lava Jato.

A conversa entre Joesley e Saud foi gravada no dia em que foi deflagrada a Operação Carne Fraca. Não fica claro se o sócio e o executivo da JBS sabiam que estavam sendo gravados.

Em tom de bravata, eles aludem a informações passadas por Miller, já deixam claro que estavam construindo uma proposta de delação premiada e fazem até manifestações chulas sobre aspectos da vida pessoal de várias pessoas.

SONORA 0509 C JANOT

O áudio explosivo, que pode levar à anulação da delação do grupo, foi incluído num rol de novos documentos que a defesa entregou na quinta-feira. Estavam junto com um anexo dedicado ao senador e presidente do PP Ciro Nogueira — o parlamentar ao qual Janot se referiu em sua declaração.

Marcelo Miller pediu exoneração em fevereiro, mas só a efetivou em 5 de abril. Na data da conversa, ele já havia gravado a conversa com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu. O encontro ocorreu em 7 de março. Agora, a PGR tem evidências de que Marcelo Miller ajudou a formatar o encontro e a orientar Joesley a gravar o presidente.

A notícia provocou perplexidade no Congresso, principalmente na base do governo. Vamos ouvir o deputado Efraim Filho, do DEM da Paraíba:

SONORA 0509 FILHO

Desde a divulgação inicial da delação-bomba de Joesley, qualquer brasileiro com a cabeça no lugar sabia que aquilo não tinha o menor sentido: perdoar dois mil anos de pena, segundo a conta feita por Marcelo Godoy no Estadão, para facilitar o trabalho do MPF, na melhor das hipóteses ou atender à necessidade de Janot deixar uma marca na sua saída da PGR não seriam hipóteses aceitáveis em quaisquer circunstâncias. Algumas evidências não fechavam. E a de Marcelo Muller era a mais evidente de todas. Faltava uma peça, que agora parece que foi posta. E aí só podia dar no que deu. Continuo dizendo que neste duelo no curral de Anápolis não tem mocinho, só tem vilão: Temer, Janot e Joesley. Está faltando vir a cena o STF com o enigmático Fachin. Ele ainda não explicou sua participação nessa história que começa a deixar de ser nebulosa.

O presidente Michel Temer disse ter recebido “com serenidade” a notícia de que a delação premiada de executivos da JBS poderá ser anulada, mas se recusou a comentar o assunto. Você acha que o presidente está se livrando da segunda flechada, tida como fatal?

“Respeito todas as decisões que forem tomadas pela Justiça, pela Câmara dos Deputados, pela Procuradoria-Geral, eu tenho de respeitá-los, mas não devo falar uma palavra sobre isso” afirmou em entrevista coletiva em Xiamen, na China. “Se eu não tivesse essa serenidade desde o início, creio que ninguém suportaria o que aconteceu.”

A primeira pergunta da entrevista de Michel Temer foi sobre a delação da JBS, mas o presidente se recusou a respondê-la de maneira imediata. “Primeiro vou falar sobre a viagem à China, que interessa mais ao Brasil do que isso”, respondeu. Temer avaliou sua passagem pelo país, onde participou da cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), como “um sucesso”.

Segundo o presidente, a questão deve ser tratada por seu advogado, Antônio Claudio Mariz de Oliveira (leia mais informações nesta página). A possível anulação da delação não invalida as provas que foram produzidas com base nela, de acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Temer tem razão em se sentir aliviado, mas nós não. Os cidadãos comuns ainda não ouviram uma explicação satisfatória dele sobre seu convívio anterior com Joesley, que ele mesmo chama de bandido e aquela reunião clandestina no porão do Jaburu. Aquilo cheira a curral, a fossa, a algo de podre no reino do Brasil oficial.

Diante da possibilidade de uma nova denúncia ser apresentada contra o presidente Michel Temer (PMDB), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), considera ser difícil o andamento da reforma da Previdência neste mês. Será que as novas revelações de Janot podem mudar esse quadro?

Rodrigo Maia avalia, contudo, que algumas matérias que dependem de menor apoio do Legislativo, como a atualização da lei das falências, podem avançar no prazo de 15 dias de tramitação do processo contra Temer na Câmara.

“Acho que acontecendo a apresentação da denúncia no prazo que estamos acompanhando pela imprensa, é difícil que a gente possa avançar uma Proposta de Emenda Constitucional até o final de setembro. Mas podemos avançar em outras agendas”, comentou o deputado, que exerce interinamente a Presidência da República em razão da viagem de Temer à China.

Ele reconheceu que o governo perdeu apoio parlamentar e não tem votos suficientes para aprovar a reforma que muda as regras da aposentadoria nesse momento. Para ele, o Planalto não conseguirá aprovar a reforma da Previdência se a matéria não for votada até, no máximo, novembro. “É verdade que os parlamentares se preocupam com a eleição de 2018”, disse o presidente da Câmara, ao tratar da dificuldade em conseguir apoio a uma proposta impopular diante da proximidade do calendário eleitoral.

A reforma da Previdência é uma necessidade premente, mas infelizmente temos um governo federal frágil dos pontos de vista político e moral e um Congresso sem moral nenhuma para nada. Não vai dar para ficar arrastando essa conta que não fecha pelo resto da vida amém. Mas nos vemos diante de um impasse, que, a meu ver, só se torna mais longe de uma saída a cada dia que passa e com as bombas de efeito imoral que continuam cainda sobre nossas cabeças desprotegidas ao sol.

O custo médio mensal de um magistrado foi de R$ 47,7 mil ao longo do ano passado, aponta o levantamento “Justiça em Números”, divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Qual a importância dessa revelação sobre remuneração de juízes.

O número engloba não apenas a remuneração dos magistrados, mas também encargos sociais e despesas com passagens aéreas e diárias, entre outras. No levantamento anterior, a média mensal de um magistrado brasileiro – categoria que inclui juízes, desembargadores e ministros – tinha sido de aproximadamente R$ 46,2 mil. Os dados são de 2016 e dizem respeito a 90 tribunais: quatro tribunais superiores, cinco tribunais regionais federais, 24 tribunais regionais do trabalho, 27 tribunais regionais eleitorais, 27 tribunais de Justiça, 3 tribunais de Justiça Militar estaduais. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não foram incluídos nesse levantamento. O custo mensal por magistrado depende do tribunal, variando de R$ 8.782 (nos tribunais regionais eleitorais) a R$ 53.784 mil (na Justiça Militar). Nos tribunais de Justiça dos Estados, a média mensal por magistrado foi de R$ 49.093. O TJ do Piauí teve a menor média entre os TJs, de R$ 23.387, enquanto o de Mato Grosso do Sul apresentou a maior, de R$ 95.895, aponta o levantamento divulgado pelo CNJ.

Nos tribunais superiores, a média mensal por magistrado foi de R$ 41.502.

As despesas totais do Poder Judiciário somaram R$ 84,8 bilhões no ano passado, o que significa um aumento de 0,4% em relação a 2015.

Eu insisto em dizer que esse pagamento “legal” aos juízes é tão deletério para o bolso do cidadão comum quanto o custo da corrupção que os membros honestos da magistratura combatem com destemor que comove e mobiliza a população. Infelizmente, contudo, o bolso, como diz Delfim Netto, é o órgão mais sensível do corpo humano e não se ouve uma palavra de solidariedade com o cidadão que paga essa conta sem fundo dos mais amados e respeitados juízes do Brasil.

O estudante Renan dos Santos Macedo, de 8 anos, morreu às 17h32 desta segunda-feira, 4, um dia após ser baleado na cabeça. Até quando vamos ter de conviver com essa dor insuportável da perda do futuro?

No fim da tarde de domingo, 3, estava com o pai, Nilton Siqueira de Macedo, que tentava fugir de um arrastão promovido por criminosos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Foi quando foi baleado. Desde então estava internado em estado gravíssimo no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, na mesma cidade, onde morreu. Os criminosos fugiram e não tinham sido identificados até a noite desta segunda.

Renan é filho de pais separados e passava o domingo com o pai. Eles tinham acabado de sair da casa paterna, de carro, quando perceberam que na Avenida Gomes Freire, no Jardim Gramacho, por onde trafegavam, criminosos interceptavam e rendiam motoristas, para assaltá-los.

O pai de Renan decidiu tentar fugir do arrastão e manobrou o carro para tomar a direção oposta. Ao notar a tentativa de fuga, os criminosos dispararam pelo menos cinco vezes na direção do veículo. O pai ordenou que o filho se abaixasse, para tentar se proteger, mas um dos disparos acertou a cabeça da criança.

Esse tiro atingiu cada criança brasileira, cada pai, cada família. O desprezo da vida, a violência sem remédio e a insensibilidade de uma sociedade assustada, desesperada e sem saída nos deixa sem fôlego e sem chão. O Brasil continua ansiosamente em busca de uma política de segurança que garanta o direito mais elementar garantido pelo Estado de direito: O direito à vida. O pequeno Renan é mais uma baixa, mais um mártir, mais um herói nesta guerra que parece não ter fim nem paz.

 

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Duelo no curral

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Duelo no curral

Meu Direto ao Assunto, abrindo o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 –, abordou a troca de insultos entre os ex-aliados e agora desafetos Temer e Joesley; o desafio do Baixinho Atômico ao Colosso do Norte com sua bomba de Hidrogênio viajando pelo mundo; a descoberta assustadora do TCU do tamanho do rombo na Petrobrás; a tentativa de destruir as provas da Operação Castelo da Areia; e a insistência de perdoar as dívidas da Oi com a Anatel. Eliane Cantanhêde contou que o governo aposta que terá quorum no Congresso nesta semana, com feriado e perspectiva de nova flechadas de Janot. Será? E também que, de Paris, Doria deu mais uma estocada em Alckmin e  pesquisas é que vão indicar o candidato tucano para presidente. Alexandre Garcia abordou Temer na China recebendo notícias da economia; o Palácio do Planalto contra Lúcio Funaro; e o desencanto do brasileiro pesquisado pelo Instituto IPSOS. Em sua coluna Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz falou sobre o ‘grupo’ do técnico Tite na seleção brasileira.

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Tiroteio no porão

Comentário no Jornal Eldorado: Faroeste caboclo

Comentário no Jornal Eldorado: Faroeste caboclo

A notícia de que Temer chamou Joesley de “grampeador-geral” e Joesley respondeu chamando aliado que virou desafeto de “ladrão-geral do Brasil”, dá uma boa ideia do nível de desrespeito que atinge as instituições republicanas no Brasil hoje. Ladrão é muito mais pesado do que o grampeador. Havemos de combinar que na hierarquia dos crimes o de furtar é muito mais grave do que o de grampear. A única justificativa de Temer seria justificar de forma detalhada e convincente suas relações e seu encontro secreto e suspeito com o açougueiro no Jaburu. Sem isso, tudo o mais são firulas, chicanas e chalaças. Infelizmente, para a Nação angustiada e desesperada, não há mocinhos, só vilões, neste faroeste caboclo.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 4 de setembro de 2017, às 7h30m)

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Abaixo: íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 4 de setembro de 2017 – Segunda-feira

Em resposta a uma nota divulgada na sexta-feira, 1.º de setembro, pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, chamou o presidente de “ladrão-geral da República”. É pouco ou quer mais?

Joesley disse ainda que Temer “envergonha” todos os brasileiros. Delator da Lava Jato, Joesley afirmou, também em uma nota, que a colaboração premiada é um direito e que o ataque a essa prerrogativa revela a “incapacidade” de Temer se defender “dos crimes que comete.”

Na nota da Secom, o Palácio do Planalto desqualificou o operador Lúcio Funaro, que firmou acordo de delação com o Ministério Público, e se referiu a Joesley como “grampeador-geral da República.”

“A colaboração premiada é por lei um direito que o senhor presidente da República tem por dever respeitar. Atacar os colaboradores mostra no mínimo a incapacidade do senhor Michel Temer de oferecer defesa dos crimes que comete. Michel, que se torna ladrão-geral da República, envergonha todos nós brasileiros”, respondeu Joesley, em seu comunicado.

O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, defensor de Temer, disse que a declaração do empresário “não merece nenhuma resposta em face da sua origem e do conhecido comportamento absolutamente reprovável do delator”.

O depoimento de Joesley – que gravou conversa com Temer, no Palácio do Jaburu – serviu como base para a primeira denúncia apresentada contra o presidente pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção passiva. “A resposta já foi dada pela Câmara dos Deputados, que rejeitou a denúncia baseada na acusação dessa mesma pessoa”, afirmou Mariz.

A delação de Funaro ainda não foi homologada e está sob sigilo. As acusações do operador atingem Temer e outras figuras de expressão no PMDB, segundo apurou o Estado.

Este notícia, publicada pelo Estadão de ontem, dá bem uma idéia do nível de desrespeito que atinge as instituições republicanas no Brasil hoje. O grave é que o ladrão é muito mais pesado do que o grampeador. Havemos de concordar que na hierarquia dos crimes o de furtar é muito mais grave do que o de grampear. E não foi dada uma resposta à altura. A única seria Temer dar uma explicação detalhada e convincente de suas relações e de seu encontro secreto e suspeito com Joesley no Jaburu. Sem ela, tudo o mais são firulas, chicanas e chalaças. Infelizmente para a Nação angustiada e desesperada, que começa a sair do túnel da fosse da depressão, não há mocinhos neste faroeste caboclo. Um é o perdoado em exagero do MPI, outro, o presidente sem uma explicação aceitável a dar aos cidadãos.

Os Estados Unidos vão lançar uma “resposta militar maciça” a ameaças da Coreia do Norte, afirmou ontem  o secretário de Defesa americano, Jim Mattis. Será que estamos à beira de uma guerra nuclear?

Mattis se pronunciou após o presidente Donald Trump se reunir com conselheiros de segurança, depois de um teste com uma bomba de hidrogênio, segundo Pyongyang, que poderia ser transportada em um míssil. “Qualquer ameaça aos Estados Unidos ou seus territórios, inclusive Guam, ou aos nossos aliados será rebatida com uma resposta militar maciça, uma resposta tanto eficaz, quanto esmagadora”.

Seus comentários chegam depois de Trump advertir que o tempo para “apaziguamento” acabou e ameaçar impor sanções econômicas drásticas.

Acredita-se que o teste inesperadamente poderoso deste domingo excedeu em magnitude o bombardeio atômico de Hiroshima, Japão – o choque resultante causou pânico momentâneo em partes da China – e Trump o criticou como “muito hostil e perigoso para os Estados Unidos”.

É mais cômodo dividir a responsabilidade pela crise com a eleição de Trump e colocá-lo na mesma posição do Baixinho Atômico. Esta, contudo, é uma posição simplista e absurda, pois não resta aos EUA reagir às ameaças estúpidas, grosseiras e sem a mínima lógica do tiranete de comédia macabra da Coreia do Norte. Deus queira que sejam apenas bazófias de Kim Jong-um, mas quem pode garantir isso?

O Tribunal de Contas da União reviu a apuração de prejuízos em obras da Petrobrás e concluiu que o superfaturamento é 70% maior do que os cálculos feitos até agora. Onde vai terminar isso?

A análise de provas da Operação Lava Jato tem feito o Tribunal de Contas da União (TCU) rever a apuração de prejuízos em obras da Petrobrás. A corte refez os cálculos de superfaturamento, com base em documentos obtidos em quebras de sigilo de empreiteiras investigadas, e já descobriu desvios até 70% maiores do que os constatados em auditorias antigas.

A reavaliação foi feita em três contratos da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e um do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). As perdas ao erário até agora apontadas nesses casos, em valores atualizados, somam 3 bilhões e 600 milhões de reais.

O TCU recebeu da 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, do juiz Sérgio Moro, notas fiscais emitidas por fornecedores de materiais usados pelas empreiteiras nas obras da Petrobrás. Os documentos mostraram o custo real de equipamentos específicos da indústria de petróleo, os chamados “itens tagueados”, que antes não constavam dos sistemas oficiais de pesquisa de preços consultados pelo tribunal. Ao comparar os valores praticados no mercado com os previstos nos contratos, revelou-se um rombo maior.

Tudo isso é espantoso, mas não surpreende ninguém. Ainda podemos esperar novas revelações bombásticas sobre o prolongamento do fundo do poço em que os desgovernos petistas puseram o País.

Não é suspeito que agora que começaram a reaparecer vestígios de crime da Operação Castelo de Areia, enterrada pelo ex-ministro da Justiça no primeiro governo Lula, seja determinada a destruição das provas?

De fato, é suspeitíssimo. A Operação Castelo de Areia foi deflagrada em 2009 e poderia ter antecipado a descoberta de crimes apurados na Operação Lava Jato, uma vez que tinha como alvos empreiteiras e políticos suspeitos de corrupção.  O acervo da Castelo de Areia a ser inutilizado inclui documentos, planilhas, manuscritos e e-mails apreendidos nas casas e escritórios de ex-executivos da construtora Camargo Corrêa, além de gravações de escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal. À época, o material levou à abertura de mais de 50 apurações em vários Estados.

O descarte do material foi determinado no dia 10 de agosto, a pedido da defesa de três ex-dirigentes da empreiteira, sob o argumento de que essas provas foram anuladas em julgamento do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de 2011. A decisão ocorre em um momento em que a Castelo de Areia é um dos temas da negociação da delação premiada do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci com o Ministério Público Federal, conforme a Folha revelou no dia último dia 26. Palocci afirmou no decorrer das tratativas com os procuradores que o ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha recebeu suborno no valor de pelo menos R$ 5 milhões da Camargo Corrêa para barrar a Castelo de Areia.

Asfor Rocha e a construtora negam a prática de qualquer crime ligado à operação. O despacho que autorizou a destruição do material é do juiz federal Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, e atendeu a requerimento de Darcio Brunato, Fernando Dias Gomes e Pietro Giavina-Bianchi, ex-executivos da empreiteira.

Em sua fundamentação, o magistrado indicou que a inutilização de provas consideradas ilícitas está prevista no Código de Processo Penal e que a decisão do STJ que anulou a operação não é mais passível de recurso, situação que na linguagem jurídica é denominada trânsito em julgado.

O ato de fragmentação dos papéis e de apagamento e quebra de mídias chegou a ser agendado para o dia 23 de agosto, porém foi desmarcado após pedido de vista da Procuradoria da República em São Paulo.

Ao devolver os autos à 6ª Vara, na semana passada, a procuradora da República Karen Kahn citou a reportagem da Folha sobre a delação de Palocci e pediu o adiamento do descarte das provas, pelo menos até que haja uma definição sobre o fechamento da colaboração premiada do ex-ministro da Fazenda.

A procuradora alega que a destruição dos volumes da Castelo de Areia poderá até prejudicar a eventual apuração sobre as afirmações de Palocci, caso a delação dele seja assinada com a força-tarefa da Lava Jato, segundo informou a assessoria de imprensa do Ministério Público.

Esta história lembra o impasse sobre o material colhido na investigação da guerra das teles e até agora pendente de destruição de provas. Não basta enterrar as investigações. A Justiça suspeita ainda se encarrega de destruir as provas. Estes são os graus da impunidade que levam o Brasil a seu destino de republiqueta de bananas podres.

Segundo reportagem de Fátima Laranjeira, O Estado de S.Paulo, semana passada, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que o coordenador do Núcleo de Ações, conselheiro Igor de Freitas, propôs ao Conselho Diretor, em uma medida cautelar, a abertura dos processos de cassação das concessões e das autorizações do Grupo Oi O que acha?

Foi anunciado também um conjunto de providências a serem tomadas na hipótese de se concretizar um cenário esperado pelo órgão para a operadora, que está em recuperação judicial.

Quero saber onde estava o advogado da AGU na Anatel, Raphael Bruno, e a Advogada geral da União, Grace Mendonça que não defendem o direito da União em receber a dívida da Oi com a Anatel. Essa lenga lenga já tem 14 meses, conforme matéria de Fátima Laranjeira do Estadão. Enquanto isso, a Oi segue sendo dilapidada. Matéria do Valor dessa semana diz que a Oi reduz seu caixa em R$ 526 milhões.

Como a AGU deixou chegar a esse ponto? Como a AGU deixou esse assunto ser discutido na justiça estadual. Os direitos da União devem ser discutidos na justiça federal. Ainda bem que a lei relâmpago, na calada da noite não foi aprovada. E graças ao ministro Barroso do STF. Porque seria uma tragédia, a Anatel transformaria o seu direito em receber sua dívida de 20 bilhões em investimento messe mico nacional, que é a Oi.

Volto a afirmar o Ministério Público deveria estar acompanhando essas negociações e os representantes da União, Raphael Bruno e Grace Mendonça tem de assumir a responsabilidade de seus cargos e defender a União.

SONORA Faroeste Caboclo Legião Urbana

https://www.youtube.com/watch?v=DDLDCGnBdfY

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