Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: São Paulo voltará às aulas

Comentário no Jornal Eldorado: São Paulo voltará às aulas

O prefeito Bruno Covas (PSDB) já decidiu que as aulas na capital devem voltar ainda este ano e não serão adiadas para 2021, como fizeram cidades da região metropolitana. Segundo fontes da Prefeitura, ele deve anunciar nesta quinta-feira, 17, que escolas poderão começar com atividades extracurriculares em outubro. Covas pode também autorizar aulas apenas no 3º ano do médio mês que vem. A volta total às aulas, de fato, vai ser reavaliada e possivelmente deve ocorrer no início de novembro. A decisão de retornar com atividades extracurriculares no dia 7 de outubro vai permitir que escolas públicas e privadas ofereçam inglês, aulas de esportes, recreação, entre outras, desde que de acordo com os protocolos sanitários de distanciamento e higiene. No casos das escolas municipais, seriam atividades no contraturno. Estou totalmente de acordo.

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Assuntos para comentário na quinta-feira 17 de setembro de 2020

1 – Haisem – Cidade de São Paulo decide pela retomada de aulas ainda em 2020 – Esta é a manchete da edição impressa do Estadão de hoje. O que você acha dessa decisão da Prefeitura do maior município brasileiro neste momento ainda preocupante da pandemia de covid-19

2 – Carolina – Por obras, educação e área social devem perder verbas – este é o título de uma chamada no alto da primeira página do jornal. Qual, em sua opinião, é a motivação do governo federal para fazer essa opção de dar prioridade no Orçamento que prejudica claramente a pauta social

3 – Haisem –  Europa cobra ação ambiental e ameaça parar importações – Este é o título de outra chamada na primeira página do Estadão. Em seu ponto de vista, esse puxão de orelhas na gestão populista de direita de Jair Bolsonaro surpreende alguém

4 – Carolina – Após nove cortes, Copom decide manter taxa Selic em 2% – O que revela, a seu ver, a notícia com este título na primeira página do jornal de hoje

5 – Haisem – Pelo menos cinco autoridades que foram à posse de Fux contraíram Covid – O que revela, na sua opinião, a notícia dada na capa do Portal do Estadão neste momento

6 – Carolina – Reforma administrativa, realismo fantástico – É o título do artigo do professor da Faculdade de Direito da USP Modesto Carvalhosa na página 2, de Opinião, do Estadão. Você concorda ou discorda dessa abordagem feita pelo ilustre jurista

Direto ao Assunto no YouTube: Está com medo de quê, Bolsonaro?

Direto ao Assunto no YouTube: Está com medo de quê, Bolsonaro?

Quando o decano do STF, Celso de Mello, abriu um inquérito sobre tentativa de Jair Bolsonaro intervir na PF, denunciada pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, o presidente foi ao encontro de seus adoradores à frente do jardim do Palácio da Alvorada, onde mora, para cartar marra de valentão e dizer que ia depor. Mas depois, mostrando que, de fato, é frouxo, mandou seu vassalo José Levy, advogado-geral da União (ou particular dele?), recorrer para depor por escrito. O decano manteve a decisão inicial e seus sabujos insistem em empurrar o depoimento com a barriga, aproveitando-se que o relator do inquérito está hospitalizado. O chefe do governo está devendo uma explicação, entre muitas, ao distinto público, que sustenta sua famiglia: o que o apavora tanto num depoimento pessoal a subordinados da PF e do MPF? Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal Eldorado: Bye, bye Renda Brasil

Comentário no Jornal Eldorado: Bye, bye Renda Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem de manhã que dará “cartão vermelho” a quem sugere congelar aposentadorias, atitude tomada pelo secretário da Fazenda, Waldery Rodrigues. E também enterrou o programa Renda Brasil, com que Paulo Guedes para adulá-lo formulou para substituir o Bolsa Família do PT. “Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra (sic) Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, afirmou Bolsonaro, em vídeo postado nas redes sociais. O presidente disse ter ficado “surpreendido” ao ler as manchetes dos jornais desta terça-feira sobre as medidas em estudo pela equipe econômica para abrir espaço no Orçamento de 2021 para bancar o novo programa assistencial, em particular o congelamento das aposentadorias dos trabalhadores mais pobres por pelo menos dois anos. A bajulação saiu pela culatra.

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Assuntos para comentário na quarta-feira 16 de setembro de 2020

1 – Haisem – Bolsonaro veta Renda Brasil e Congresso “assume” pauta – Este é o título de uma chamada no alto da primeira página da edição impressa do Estadão hoje. O que você acha que levou o presidente da República a agir desta forma truculenta como sempre, mas inesperada, e o Legislativo a ameaçar protagonismo no populismo assistencialista

2 – Carolina – Paulo Guedes diz que cartão vermelho não foi para ele, mas está “pendurado” – este é o título de uma chamada na capa do Portal do Estadão neste momento. Como você interpreta a reação do ministro da Economia à decisão do chefe do governo a que ele pertence

3 – Haisem – Câmara discute abrandar lei da lavagem de dinheiro – esta é a manchete do Portal do Estadão nesta manhã. O que levou os deputados a essa inequívoca negação ao combate à corrupção, reivindicado pela população, que o Legislativo em tese representa

4 – Carolina – Rio de Janeiro, fevereiro e março – Este é o título de seu artigo publicado hoje na página 2, de Opinião, do jornal. Por que você citou no título do texto este verso do sucesso de Gilberto Gil, composto no exílio em Londres que foi imposto a ele e a Caetano Veloso no período mais brutal da ditadura militar neste momento de intervenções judiciais na ex-Cidade Maravilhosa

5 – Haisem – Em frente inédita, ONGs e agro pedem ações para a Amazônia – Esta é a manchete de primeira página do jornal. A que você atribui esta ação inédita de união entre ativistas da ecologia e o agronegócio, que sempre combateram em lados opostos

6 – Carolina – Ensino médio avança no País, mas não atinge meta – Este é título de chamada de primeira página no jornal. O que a constatação desta realidade na educação revela sobre a ação do governo federal em tema tão relevante e delicado

 

Direto ao Assunto no YouTube: Polícia devassa líder do governo

Direto ao Assunto no YouTube: Polícia devassa líder do governo

Polícia civil e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná executaram mandados judiciais de busca e apreensão em escritório do líder do governo Jair Bolsonaro, Ricardo Barros, ex-líder na Câmara durante a gestão FHC, foi ainda vice-líder de Lula e Dilma Rousseff, do PT, e ministro da Saúde de Michel Temer, do MDB. Idêtico procedimento atingiu antes o gabinete do líder da atual gestão no Senado, Fernando Bezerra Coelho, do MDB e ex-ministro de Dilma. Será esta a tal da nova política? Isso ocorre no instante em que o PGR, Augusto Aras, faz contorcionismos jurídicos para livrar o chefão, que o nomeou, de denúncias de desvio de dinheiro público para fins particulares no gabinete na Câmara de 1991 a 2018. Compromisso com lisura e limpeza passa longe. Ou não? Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Artigo no Estadão desta quarta-feira: Rio de Janeiro, fevereiro e março

Artigo no Estadão desta quarta-feira: Rio de Janeiro,  fevereiro e março

José Nêumanne

Guanabara é cenário de brutalidade

contra desvalidos e leniência com ricos poderosos

De 1808, quando dom João VI desembarcou na baía, cuja visão encantou Cole Porter, a 1960, quando JK inaugurou a “novacap”, o Rio de Janeiro foi corte e capital da continental Pindorama: 212 anos de poder, charme e glória. Nestes últimos seis decênios, foi Estado da Guanabara, cidade estadual, desaparecida após 15 anos, ora capital do modesto Estado vizinho ao extinto Distrito Federal, a que foi anexado na fusão por obra e desgraça da fase mais brutal da ditadura militar.

Ironia de Clio, deusa da História, o terrível tribuno e talentoso orador que seria o melhor governador do País na menor e menos longeva unidade da Federação, Carlos Lacerda, foi cúmplice do golpe militar que destruiu a democracia liberal de 1946. E fez da “Cidade Maravilhosa” um teatro de horror. Tradutor e intérprete da tragédia Julius Caesar, de Shakespeare, o fluminense de Vassouras fundou o Rio moderno com os Túneis Rebouças e Santa Bárbara e o Parque do Flamengo. Fez ainda a adutora do Rio Guandu, solução para o incômodo cantado na marchinha Vagalume Rio de Janeiro, de Victor Simon e Fernando Martins, sucesso dos Anjos do Inferno no carnaval de 1954: “Rio de Janeiro, cidade que me seduz, de dia falta água, de noite falta luz”.

O “Corvo”, personagem do caricaturista Lanfranco Vaselli, o Lan, foi o apelido dado a Lacerda por quem nunca perdoou seu vezo golpista, que levou Getúlio Vargas ao suicídio. Morto em 1977, ele não tomou conhecimento do atentado terrorista a bombas contra a adutora planejado pelos capitães Jair Bolsonaro e Fábio Passos, dez anos depois. O ato protestava contra os baixos soldos e o então ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves, conforme ele disse à Veja: “Nosso Exército é uma vergonha nacional, e o ministro está se saindo como um segundo Pinochet”. O oficial foi processado por “deslealdade e indisciplina” e absolvido por decisão absurda do Superior Tribunal Militar, que considerou laudos “inconclusivos” de croquis provas a favor do réu.

O dono da bela voz que deixou gravados os textos imortais do bardo de Stratford-upon-Avon sobre a conjura contra César talvez concordasse com o terrorista fardado, após ver abortado seu projeto de disputar a Presidência, em 1965, com JK, também traído pelos militares. Mas a morte o privou de testemunhar o terrorismo malsucedido do atual presidente. E ainda o pouparia de ver o “mar de lama” que atribuía a seu inimigo maior, Getúlio Vargas, tornar-se uma poça, instalada nos jardins do Palácio Guanabara, de cujos aposentos cinco de seus sucessores no governo do Estado fundido foram levados para celas.

Quem acompanha o destino do Rio pode às vezes se deixar seduzir pelo lugar-comum de atribuir a características especiais da urbe construída entre o mar e a montanha seu inglório destino de hoje. De fato, o “Rio de Janeiro, fevereiro e março”, cantado pelo baiano Gilberto Gil, é o retrato ampliado de uma situação além do carnaval de fevereiro e do golpe de março (ou abril?). Nada há de específico nela que seja substancialmente diferente do restante do Brasil. Ampliada pelas lentes das redes de televisão nela instaladas, na metrópole onde Lacerda morreu e a famiglia Bolsonaro passou a mandar por decisão judicial, a realidade é estampada por um gaúcho de Rondinha com carreira jurídica no Paraná, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Em ofício ao presidente do órgão, o carioca da gema Luiz Fux, ele descreveu o sistema criminal brasileiro como “injusto e desigual” para a população menos abastada e “leniente com os poderosos”.

O panorama atual do Estado é uma amostra que salta aos olhos com as distorções definidas de forma exata. O governador Wilson Witzel, militar de origem e juiz de ofício, foi afastado por seis meses pela Operação Placebo, que também investiga o vice, Cláudio Castro, que assumiu o cargo sem perspectiva de volta do titular. O pastor Everaldo Dias Pereira, tido como governador ad hoc na gestão punida, foi preso. Filhos do presidente da República, Flávio, Carlos e Eduardo, assumiram o lugar daquele que os batizou no Rio Jordão.

Disputa a reeleição o prefeito Marcelo Crivella, bispo licenciado de uma das confissões beneficiadas por lei esdrúxula do Congresso perdoando R$ 1 bilhão de multas por infrações, que mereceu do pai do trio o absurdo de vetar e sugerir aos asseclas no Congresso a derrubada do próprio veto. A desembargadora Rosa Helena Guita quebrou o sigilo do processo contra Crivella, argumentando que a medida, “ao contrário do que se argumenta, está escorada em extenso material probatório, fruto de criterioso trabalho de investigação”. Por enquanto, a sanção aplicada ao alcaide limita-se à expulsão do lugar de papagaio de pirata do presidente da República em solenidade oficial.

O domicílio eleitoral do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que há 18 meses engavetou o projeto que põe fim ao foro privilegiado de parlamentares, é o Rio. Como o dos beneficiados Flordelis dos Santos de Souza e Flávio Bolsonaro. Mas isso é mera coincidência geográfica.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pág.A2 do Estado de S. Paulo, quarta-feira 16 de setembro de 2020)

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Comentário no Jornal Eldorado: A cínica fórmula do Renda Brasil

Comentário no Jornal Eldorado: A cínica fórmula do Renda Brasil

A equipe econômica do governo propõe financiar as vultosas verbas necessárias para bancar o tal do Renda Brasil,  sucedâneo bolsonarista para o Bolsa Família petista, tirando dinheiro de outros pobres. Uma sugestão é desvincular o salário mínimo de benefícios previdenciários. Outra, congelar por dois anos as aposentadorias e pensões para abrir espaço no Orçamento de 2021 para o novo programa. A informação é de Waldery Rodrigues, secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia. “A desindexação que apoiamos diretamente é a dos benefícios previdenciários para quem ganha um salário mínimo e acima de um salário mínimo, não havendo uma regra simples e direta. O benefício hoje sendo de R$ 1.300, no ano que vem, ao invés de ser corrigido pelo INPC, ele seria mantido em R$ 1.300. Não haveria redução, haveria manutenção”, disse. Cinismo atroz!

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Assuntos para comentário na terça-feira 15 de setembro de 2020

1 – Haisem – Economia propõe congelar aposentadoria para criar Renda Brasil – Esta é a manchete da edição impressa do Estadão de hoje. Isso quer dizer que para agradar o chefão, Jair Bolsonaro, o doutor Paulo Guedes topa tirar o pão da boca de quem trabalhou a vida inteira e recebe merreca na aposentadoria

2 – Carolina – Governo9 vai propor isenção total de tributos para igreja – diz título de chamada na primeira página do jornal – Isso quer dizer que o governo federal se dispõe a aprofundar ainda mais o erro do presidente Jair Bolsonaro de criar mais um privilégio para sua grei de votantes fanáticos

3 – Haisem – Maioria dos partidos diz ser contra reeleição – diz título de outra chamada de primeira página do jornal de hoje. Você diria que, até que enfim, aparece um tema que atende aos interesses da maioria dos grupos da elite política e do povo como um todo, é

4 – Carolina – Bolsonaro decide efetivar Pazuello na pasta da Saúde – revela título de outra chamada de primeira página. O que você acha dessa providência, que, ao que tudo indica, vinha a ser adotada a qualquer momento e agora parece que será mesmo

5 – Haisem – Procuradoria denuncia Witzel, primeira-dfama, Pastor Everaldo e mais nove – Esta é notícia dada com destaque na capa do Portal do Estadão agora cedo. A seu ver, a lista está completa ou está faltando alguém nela

6 – Carolina – Bancas ricas, ministros e seus parentes sob suspeita – este é o título do artigo de sua autoria que está no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão. De que especificamente este texto trata

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