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Direto ao Assunto

No Blog do Nêumanne: O Brasil do bem tem nojo de Bolsonaro

No Blog do Nêumanne: O Brasil do bem tem nojo de Bolsonaro

José Nêumanne

Ao perdoar delitos que considera menores, presidente é coerente com seu passado de delinquente desaforado no último país a abolir a escravidão no Ocidente e de forma execrável, como denunciou Nabuco

“Ninguém me pressiona para nada, eu não dou bola para isso”, confessou o presidente Jair Bolsonaro, enquanto circulava ao longo de duas horas em Brasília, sem usar máscara, no sábado, 26 de dezembro, um dia depois da celebração do nascimento do fundador da fé que ele diz professar. No dia seguinte, domingo, 27, fiel ao estilo de carcará, que pega, mata e come, mas depois assopra na ferida, assegurou: “Temos pressa em obter uma vacina, segura, eficaz e com qualidade, fabricada por laboratórios devidamente certificados. Mas a questão da responsabilidade por reações adversas de suas vacinas é um tema de grande impacto, e que precisa ser muito bem esclarecido”. Ou seja, nem sempre ele mente descaradamente a ponto de merecer o apelido de “minto”. Quando morde, é veraz. Quando recua, mente, ao fingir que o fez antes.

Faltou mais com a verdade, de forma repetida e contumaz, no palanque da campanha presidencial, quando prometeu combater a corrupção, a violência, o crime e os privilégios de uma casta, à qual pertence, que trata as burras da República como se fossem propriedade familiar. No exercício do mandato presidencial, que conquistou com o mais extenso, desavergonhado e cínico estelionato da História do País, ele dedicou-se a perdoar os “pequenos delitos”, cometidos por assassinos da velocidade ao volante, desmatadores da Amazônia e destruidores do meio ambiente. Em particular, ele próprio e seus filhotes, que extorquem funcionários fantasmas em seus gabinetes, legitimados pelo voto popular proporcional em seus mandatos, de acordo com provas levantadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ). Assim como portadores de armas legalizadas e fora do alcance do rastreamento do Exército, que dispensou escoiceando o comando da Força sem a menor cerimônia.

Embora sua eleição majoritária seja uma obra-prima do engodo da venda do bonde e pronta entrega de uma parelha de muares, não se pode, contudo, incriminá-lo por falta de coerência, segundo Assis Chateaubriand a virtude dos imbecis. Afinal, sua ação, resultante na mortandade superior à propiciada pelas bombas atômicas ianques sobre Hiroshina (140 mil mortos) e Nagasaki (74 mil), supera 190 mil numa contagem rasa com subnotificação. Ou seja, deixa ambas para trás em recorde e deverá alcançar, à média de mil por dia, a soma das duas tragédias em um mês.

  Bolsonaro entrou na latrina pública planejando atentados à bomba em quartéis e na adutora do Guandu, no Rio. Condenado em segunda instância por terrorismo, foi perdoado por nostálgicos da ditadura no Superior Tribunal Militar, em decisão estúpida, absurda e funesta. No exercício de sete mandados de deputado federal entre 1991 e 2018, destacou-se pelo apoio irrestrito dado ao capitão PM do Rio Adriano da Nóbrega, chefe da milícia de Rio das Pedras e do empreendimento homicida Escritório do Crime, na base eleitoral dele e de sua famiglia. E também pela associação com o médico, sindicalista e petista Arlindo Chinaglia na autorização para venda da “pílula do câncer”, primeira demonstração explícita de sua vocação para charlatão barato de feira livre.

Na campanha presidencial de 2018, adotou bandeiras populares com desfaçatez e esperteza. E caiu no gosto do Brasil profundo, que, como ele, tem um vasto elenco de vilezas históricas. A maior delas, a escravidão de índios e, depois, africanos degradados em porões infectos de navios negreiros, cospe na honra de quem desfralda o “auriverde pendão”, como denuncia o poeta Castro Alves. Outra, quase das mesmas proporções, é o degredo em território nacional em pocilgas desumanas dos escravos forros, abandonados à própria sorte sem o menor planejamento, conforme denunciou o mais lúcido dos abolicionistas, Joaquim Nabuco.

O presidente, pois, não caiu na História de pára-quedas, que aprendeu a manejar quando conheceu Fabrício Queiroz, subtenente da PM RJ, tesoureiro do peculato de que o MP RJ acusa seu primogênito, Flávio, beneficiário de “doações” de Adriano e benemérito doador de ao menos R$ 98 mil na conta da primeira-dama, Michelle, que o vendedor da cloroquina, destruidora de fígados e devoradora de fetos, assumiu como seus.

Em reveladora entrevista que publico no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão desde sábado 26 último, o pioneiro no jornalismo ambiental no Pasquim, Edilson Martins, contou que a famiglia Bolsonaro sempre teve relações íntimas com milícias. Mas não é a única. A modalidade criminosa controla, como ele lembrou, os distritos eleitorais em que o prefeito afastado e não reeleito do Rio, Marcelo Crivella, mais recebeu votos. E nenhum ex-prefeito, entre eles o que agora foi reeleito, Eduardo Paes, nem governador nenhum, incluindo o atual, Cláudio Castro, moleque de recados do clã presidencial, denunciaram as evidências de crime dos bandos na periferia da ex-Cidade Maravilhosa.

O Brasil do bem sabe que o torturador Brilhante Ustra não é “um cidadão de honra” e que o massacre de Canudos é uma nódoa indelével na história do Exército. E sente vergonha e nojo do Brasil do Bê, de Bolsonaro, que deplora a vacina e exalta, não o placebo, mas uma mezinha maldita, que faz mal ao paciente impaciente pela imunização, que ele lhe nega.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne na segunda-feira 28 de dezembro de 2020)

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Nêumanne Entrevista Edilson Martins

Nêumanne Entrevista Edilson Martins

Edilson e relações íntimas de Bolsonaro e milícia

O presidente da República tem relações íntimas com as milícias, que hoje controlam 57,5% do Rio. Isso é constatado nos mapas eleitorais da capital fluminense em quel o prefeito afastado, Crivella, obteve as maiores votações em territórios controladas pelos grupos, entre os quais se destacam o de Rio das Pedras e seu Escritório do Crime, em que as atuações políticas e administrativas de Bolsonaro, de seu primogênito, Flávio, promovem e prestigiaram o lugar-tenente de ambos, o PM reformado Queiroz, e o ex-capitão PM Adriano. Esta é a convicção do jornalista Edilson Martins, protagonista do Nêumanne Entrevista desta semana, Nela, o ex-repórter do JB e primeiro colunista de meio ambiente na imprensa brasileira, no Pasquim, de saudosa memória, lembra que Paes, que ganhou o pleito, só governará 42,5% da ex-capital federal e, ainda assim, nunca criticou publicamente milicianos. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 

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Viva a vida e fé na felicidade – Mensagem de Natal

Viva a vida e fé na felicidade – Mensagem de Natal

O aniversário  do Deus Menino é a ocasião adequada para nos lembrarmos de que, como Ele, todos nascemos nus e ao nada voltaremos algum dia, mas no interregno temos direito inalienável à vida, à verdade, ao amor e à felicidade. Um Natal com flores perfumadas e frutas saborosas desejam-lhe Artur, Isabel e Nêumanne.

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Comentário no Jornal Eldorado: Eficácia duvidosa da vacina frustra cidadão

Comentário no Jornal Eldorado: Eficácia duvidosa da vacina frustra cidadão

Mais uma vez a política atrapalha a saúde, só que desta vez a lambança foi do negacionista Bolsonaro, mas de seu inimigo figadal e tido como rival na eleição de 2022, o governador de São Paulo, João Doria, que se diz adepto e até devoto da ciência. Pela segunda vez o Instituto Butantã viu-se obrigado a adiar a divulgação marcada do índice de eficácia da Coronovac, produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. E, como sempre ocorre nessas mancadas, o prejudicado é o cidadão, que se frustra diante de mais um adiamento do pedido de registro na Anvisa, o que o assusta com a média diária de mil óbitos por covid-19 no País de um lado e a falta de perspectiva realista para o início de uma campanha de vacinação por falta de tudo, principalmente de juízo e caráter dos governantes. Arre égua!

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Assuntos para comentários da quinta-feira 24 de dezembro de 2020:

 

1 – São Paulo diz que Coronavac é eficiente, mas não apresenta índices – diz a manchete de primeira página da edição impressa do Estadão de hoje. O que você tem a dizer sobre essa notícia

2 – Copacabana e praias do litoral sul paulista vão fechar no dia 31 – Este é o título de uma chamada de primeira página do jornal. Você acha que essa medida adotada pelos governadores provisório do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e de São Paulo, João Doria, é correta ou equivocada

3 – O que você achou do bate-volta que o governador do Estado de São Paulo, João Doria, fez para Miami, na Flórida nos últimos dias

4 – Onze partidos se unem na Câmara contra candidato de Bolsonaro – Este é um título de chamada de primeira página no Estadão. Quais são as chances que você vislumbra dos pretendentes a presidir a Câmara dos Deputados, o governista Arthur Lyra ou o emedebista Baleia Rossi, do grupo dissidente liderado pelo atual presidente, Rodrigo Maia, do DEM

5 – Vereadores elevam salário de Covas em 46% – Diz título de chamada de primeira página do jornal. O que você achou dessa decisão

6 – Profissão de fé no jornalismo – Este é o título de uma chamada de primeira página do jornal noticiando a morte do colega José Maria Mayrink. O que você tem a destacar sobre a falta que fará esse repórter e ser humano no ofício e no convívio

 

 

Direto ao Assunto no YouTube: Não tem desculpa, não, seu João!

Direto ao Assunto no YouTube: Não tem desculpa, não, seu João!

1 – Às vésperas do Natal, paulistas ganharam um presente pelo avesso do governador João Dória, que decretou quarentena, se mandou para Miami porque se acha no direito de descansar com a família, depois, voltou correndo e pediu desculpas, que não serão aceitas se ele não comandar um processo corajoso e competente de vacinação com a Coronavac para anular o efeito desastroso do negacionismo de seu inimigo, Bolsonaro. 2 – Se Rodrigo Maia fosse sincero ao pregar a independência da Câmara, os 40 e tantos processos de impeachment de Bolsonaro não jaziam em suas gavetas. 3 – O aumento de 46,6% nos vencimentos do prefeito Bruno Covas, secretários, presidentes de empresas municipais, vereadores, etc. são uma vergonha inaceitável. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 

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Comentário no Jornal Eldorado: Crivella preso em casa, duas vergonhas!

Comentário no Jornal Eldorado: Crivella preso em casa, duas vergonhas!

O presidente do STJ, Humberto Martins, alterou na noite de terça-feira a prisão preventiva do prefeito afastado do Rio, Marcelo Crivella, decretada pela desembargadora Rosa Helena Guita, para domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. O candidato de Bolsonaro à reeleição teve de entregar seus telefones celulares, computadores e tablets às autoridades e foi proibido de sair de casa sem autorização da Justiça e de usar telefones celulares. No editorial Democracia desmoralizada, o Estadão argumentou: “Tem-se então o mundo da irresponsabilidade generalizada, que gestou a catastrófica Presidência de Jair Bolsonaro, bem como a eleição do prefeito Crivella e de outros tantos picaretas – todos empenhados em alimentar a avacalhação da democracia, pois disso depende sua manutenção no poder”. Ou seja,vergonha de cabo a rabo.

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Assuntos para comentário na quarta-feira 23 de dezembro de 2020:

1 – O que você tem a dizer sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça de conceder prisão domiciliar com uso de tornozeleira ao prefeito afastado do Rio de Janeiro, Marcelo Crivellla, preso ontem por decisão do Tribunal de Justiça do Estado

2 – Em Santa Catarina, Bolsonaro reúne políticos e empresários para jantar – Este é o título de uma chamada de capa da edição de hoje do Portal do Estadão.  O que o surpreende em mais esta atitude pública do presidente da República de desinteresse pela pandemia do covid-19 que aflige o povo brasileiro

3 – Bolsonaro investe contra a palavra, a verdade e a vida – Este é o título de seu artigo publicado na página 2, de Opinião, da edição impressa do Estadão hoje. A que decisões do presidente da República você se refere para defini-lo de forma tão impiedosa

4 – Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça pedem reservas de doses de vacinas da Fiocruz para seus integrantes – Este é título de chamada do alto da primeira página da edição impressa do jornal hoje. A que você atribui esta requisição de um privilégio pela cúpula de nosso Poder Judiciário

5 – Quais são, a seu ver, as conseqüências da paralisação da Operação Greenfield sobre o  saque dos fundos de pensão pelo seu novo coordenador, o procurador Celso Três, que usou como motivo sua necessidade de trabalhar menos

6 – Ministro pediu apuração independente sobre uso da Abin a favor de Flávio – O que você espera que aconteça se este pedido do ministro da Justiça e da Segurança Pública, André Mendonça, for atendido

 

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