Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Comentário no Jornal Eldorado: Poder não é de um só

Comentário no Jornal Eldorado: Poder não é de um só

Na solenidade da diplomação da chapa eleita de presidente e vice da República, Bolsonaro fez muito bem em insistir que ele não é o presidente apenas dos mais de 57 milhões de cidadãos brasileiros que votaram nele, mas de toda a Nação, sem exceções, prometendo respeito e tratamento igualitário a todos, seguindo o que manda a Constituição. Mas escorregou quando disse que dispensa intermediários para exercer a soberana vontade popular no Poder Executivo. Pois o documento que invocou consagra por vontade popular o sistema de Poderes, que se completa com Legislativo, para fazer leis, e Judiciário, para zelar pelo seu cumprimento. O Brasil que governará não é uma Republica de um poder só.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 11 de dezembro de 2018, às 7h30m)

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Assuntos para o comentário da terça-feira 11 de dezembro de 2018:

1 – Bolsonaro diz na diplomação no TSE que soberania do povo é inquebrantável e dispensa intermediação

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2 – Rosa Weber desagrada aliados do presidente eleito defendendo direitos humanos e dizendo que maioria não pode abafar minorias

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3 – Moro diz que fatos envolvendo ex-assessor de Flávio Bolsonaro têm que ser esclarecidos

4 – Aguirre Talento O Globo: em dez anos Coaf produziu 30 mil relatórios contra PT, MDB e outros partidos

5 – Relator da ONU critica decisão da Justiça que proíbe entrevista de Lula na cadeia

6 – MPF por enquanto não planeja interditar casa onde João de Deus recebe seus fiéis, mesmo depois das denúncias de assédio

7 – Lava Jato prende Rodrigo Neves, do PDT, prefeito em segundo mandato de Niterói, acusado de cobrar propina entre 2014 e 2018

8 – Fernanda Montenegro diz que artistas não são corruptos por usarem renúncia fiscal prevista na Lei Rouanet

No Canal do Nêumanne no YouTube: Vergonha alheia por Lorenzoni

No Canal do Nêumanne no YouTube: Vergonha alheia por Lorenzoni

Esta noite, vendo TV, tive vergonha alheia por Lorenzoni, futuro chefe da Casa Civil, que num arroubo para agradar seu público, que reclama da omissão da Coaf, que agora flagrou movimentação financeira atípica de ex-assessor de Flávio Bolsonaro, mas antes teria deixado de lado os filhos de Lula. Mas, à época em que pertencia à CPI dos Correios, agradeceu publicamente ao Coaf por ter feito exatamente o contrário do que ele afirmou. Contra fatos não há argumentos! Se gostar deste vídeo, dê um like, inscreva-se no meu canal e clique no sininho para que seja  avisado dos próximos que gravar e publicar; e me encontre diariamente no Blog do Nêumanne, Política, Estadão (https://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/) e no meu site Estação Nêumanne (www.neumanne.com); e de segunda a sexta feiras, às 6 h, no Estadão Notícias do Portal do Estadão e, às 7h30m, no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 (eldorado@estadao.com.net); e esporadicamente no Estadão às 5, aqui mesmo no YouTube. Direto ao assunto. Inté. E Deus é mais!

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Comentário no Estadão Notícias: Papai Fux

Comentário no Estadão Notícias: Papai Fux

Luiz Fux discursou num simpósio da associação de praticagem em portos, cujo advogado é o filho Rodrigo, como contei no Jornal Eldorado de 10 de dezembro, e levou para Búzios, paraíso tropical e sede do rega-bofe, os colegas do STF Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello, além de oito membros do STJ. Como a patrocinadora tem causas em julgamento nos dois altos tribunais, episódio pode merecer aquilo que já foi definido por Joaquim Barbosa como conluio entre advogados de ricaços e dignitários da cúpula do Judiciário. O comentário desmarcou a festa de Sérgio Bermudes na qual Marianna Fux seria apresentada ao TJ do Rio, para o qual seria nomeada por Sérgio Cabral. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas de terça-feira 11 de dezembro de 2018.

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No Blog: Quem tem pena do padim Lula?

No Blog: Quem tem pena do padim Lula?

Antes queriam nos meter medo com convulsões sociais no País se condenassem e prendessem Lula e agora pretendem soltá-lo insinuando que depressão pode produzir tragédia, e só trouxa acredita

Há um ano dizia-se que quem ousasse condenar Lula seria responsabilizado pelas convulsões sociais que uma sentença que caísse sobre a cabeça do padim causaria, pois o povo unido, que jamais será vencido, sairia às ruas com tochas na mão e atearia fogo em pneus, automóveis e incautos que neles circulassem. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello comprou esse bilhete falso de loteria e bateu com a cara na parede. Como se sabe, o ai-jesus da esquerda brasileira foi investigado, processado e condenado na 13.ª Vara Criminal de Curitiba a nove anos e meio de cadeia. A defesa, é claro, recorreu à segunda instância e a 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, manteve a condenação e aumentou a pena para 12 anos e um mês. E absolutamente nada de anormal aconteceu. As obedientes ovelhas do rebanho de mortadelas se reuniram às portas da Superintendência da Polícia Federal na capital do Estado de Paraná, mas a guerra tem sido adiada dia a dia, hora a hora, minuto a minuto. Se Sua Excelência o ministro falastrão ganhasse a vida como profeta, coitadinho, estaria mendigando na Esplanada dos Ministérios. E poderiam estar em sua companhia muitos outros pregadores do caos, aqueles que seriam chamados de pescadores de águas turvas nos tempos do regime militar.

Entre estes há gente de boa-fé, que acredita que o profeta de Caetés é, como dizem ele e seus asseclas, um perseguido pela elite dirigente que manda e desmanda nas repartições policiais, nos vários departamentos do Ministério Público e nas varas da Justiça. Os pobres, especialmente os dos grotões dos quais falava Tancredo Neves nos idos do Pacote de Abril, no qual os generais de plantão no palácio inventaram os senadores biônicos, e que àquela época, davam loas ao milagre econômico do professor Delfim, hoje professam a devoção ao prato de comida de cada dia que lhes dá a Bolsa Família. São os 40 e poucos milhões que votaram no corrupto e lavador de dinheiro condenado e preso quando atendeu pelo nome de Fernando Haddad. É a velha distribuição de óculos de quaisquer graus e dentaduras de quaisquer calibres trocadas por votos que têm mais valia, muito mais, do que isso, mas não sabem. Essa massa nunca foi de esquerda e de Lula guarda boas recordações do tempo de seu governo, o que os ianques chamam de recall, votando nele como já sufragaram as marionetes que tentavam, em vão, dar alguma legitimidade ao autoritarismo vigente antanho, mesmo sendo definidos de forma muito pouco elegante pelo marechal Castelo Branco como “vivandeiras de bivaques”.

Enquanto havia a ilusão de que o eleitorado carente superaria em volume as classes médias revoltadas com a roubalheira que o presidiário mais célebre do Brasil comandou do palácio, esvaziando todos os cofres disponíveis da chamada viúva, este recebia visitas frequentes e inúteis. Todos iam beijar sua mão na “cela de estado-maior” reservada pelo juiz federal Sergio Moro, que, ainda assim, Lula faz questão de execrar, na esperança de que na cadeia encontrassem o caminho para uma cadeira no Congresso ou, quem sabe, uma posse de governador estadual. Não foram poucos os que obtiveram essa mercê. Sob as bênçãos do Conselheiro do ABC, estão nos palácios governamentais de Piauí, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte. Com sua luxuosa ajuda se fizeram também os de Pernambuco e Alagoas, valiosos vassalos no tempo de glória e aliados de oportunidade nesta hora de aperto. O PT elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados, 59 deputados, sete a mais do que os 52 que concorreram pela legenda do PSL, que elegeu o capitão reformado e deputado do baixíssimo clero que o derrotou no pleito presidencial.

A gratidão mobiliza menos do que a necessidade e diz quem ainda visita o faraó, nestes tempos das vacas magras dos sonhos de José do Egito que Sua ex-Excelência amarga em temporada de solidão, na fria capital dos pinhais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou registro à candidatura, que teve de adotar o nome do boneco no lugar do posto reservado ao ventríloquo. Um solitário voto – do relator da Lava Jato, Edson Fachin – evitou o massacre por unanimidade que poderia ter reduzido sua empáfia a zero, número de votos contra três no TRF-4 e contra cinco na turma que julgou seus recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nem a fidelidade dos cinco morcegões do STF que mantêm a adesão à profecia negada pela realidade – Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello – serviu-lhe de conforto.

Em troca da antes desprezada prisão domiciliar, por cuja defesa o ex-presidente do STF Sepúlveda Pertence perdeu a hegemonia na equipe de defensores, agora o valentão de botequim que ameaçava os adversários com o fogo de seu ódio virou esmoler do próprio direito de ir e vir. Sem visitante com quem trocar um dedo de prosa nem serviçais que gritam as horas do lado de fora do prédio em troca de um sanduíche de mortadela e um refrigerante, ele tenta lubrificar com as próprias lágrimas a gazua retórica que acredita que poderá libertá-lo da porta sem grades da repartição pública que o abriga. Glesi Hoffmann e Fernando Haddad, dois inimigos mortais na luta pela carniça do PT, viraram agora os pregadores do trololó do chororô do chefão humilhado pelo prolongamento da pena a cumprir. Não há mais por que temer a encarnação do João Ferrador, o metalúrgico enfezado que ameaçava os patrões da indústria metalúrgica com seu mau humor inegociável, que nem assusta mais adolescentes em bailes de debutantes. Sem meter medo, tenta encurtar a pena causando dó.

Não pense o leitor incauto que essa lorota de depressão é inócua. Não é mesmo. Deve haver até ministros do STF que nãoforam por ele agraciados com a indicação do trono que se disponham à prática da grata comiseração. Nem precisa ter o animus liberandi de Gilmar Mendes ou a gratidão de ex-empregadinho do presidente da Corte, Dias Toffoli. Só Nosso Senhor pode imaginar quantas almas misericordiosas se escondem debaixo daquela fantasia macabra de Batman de luto. Os semeadores de misericórdia sabem muito bem como a alma de um marajá da cúpula do Judiciário está disposta a perdoar e interromper uma pena. Quando não por outro motivo, no mínimo para mostrar o devido lugar de um juiz de primeira instância que desafie seu reino de “capinhas”, pagos para evitar o esforço muscular dos braços de seus patrões empertigados, ao empurrarem para acomodação confortável assentos devidos para os próprios traseiros.

A coluna Radar da revista Veja excitou a curiosidade dos portais fiéis ao lulismo noticiando que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, teria confidenciado a amigos sua intenção de evitar o excesso de visitas na PF do Paraná, providenciando para Lula aposentos mais tranquilos numa unidade do Exército. Não consta que, entre os poderes que assumirá após a posse de 1.º de janeiro próximo o capitão reformado e deputado federal em fim de mandato, haja uma espécie de extensão do juizado de penas especiais para ex-presidentes. Não há lei que preveja isso nem as regalias de que o presidiário mais notório do País goza no lugar que hoje ocupa. Assim sendo, não há por que ele continue lá nem vá para casa ou para um quartel. O justo e legal seria encontrar cela adequada para ele, ainda que seja incomum, num presídio comum, sem que haja a necessidade de a maior autoridade da República cuidar disso. Afinal, este tem a corrupção criminosa endêmica a combater e uma crise econômica, financeira, ética e social gigantesca a enfrentar. A moradia do condenado de Curitiba deve ser assunto exclusivo de varas de execução penal e carcereiros.

Quanto aos sinais de depressão que seus serviçais que ainda o visitam nele detectam, não são anormais. Quem o conhece bem sabe que, como Getúlio Vargas era um suicida vocacional, Lula é um depressivo crônico, que costuma enfrentar suas crises com um líquido engarrafado que não se encontra em farmácias nem para cujo consumo se exige prescrição médica. Não seria o caso de ministrar esse tratamento habitual, pois não consta que o consumo de espíritos seja corriqueiro em estabelecimentos penais. De qualquer maneira, quem conhece os hábitos do preso, seus carcereiros e os hábitos corriqueiros do Brasil, não achará estranho se alguém descobrir que ele está recorrendo a água que passarinho não bebe.

Professor Diogo Cavalheiro posa com cerveja Lula libre, rótulo à venda em campanha para libertar petista preso. Foto: Marcelo Sayão/Efe

Professor Diogo Cavalheiro posa com cerveja Lula libre, rótulo à venda em campanha para libertar petista preso. Foto: Marcelo Sayão/Efe

*José Nêumanne

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne na segunda-feira 10 de dezembro de 2018)

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Direto ao Assunto no Youtube: Cai fora, Renan!

Direto ao Assunto no Youtube: Cai fora, Renan!

O fim de semana veio com duas intromissões indevidas de Renan Calheiros, sobrevivente da guerra contra a velha política e pretendente a presidente do Senado: a chantagem contra Flávio Bolsonaro, senador eleito, cujo ex-assessor, Fabrício Queiroz,  teve transação financeira econômica atípica flagrada pelo Coaf, e a cobrança de que as denúncias contra o médium João de Deus passem por trânsito em julgado antes de ele ser proibido de “dar assistência espiritual”. O Brasil não precisa de conselhos do chantagista de Murici. Fique restrito aos limites de Alagoas, sujeito. Se gostar deste vídeo, por favor, dê um like, inscreva-se no meu canal, clique no sininho para ser avisado de quando os próximos serão gravados e publicados; e pode me acompanhar diariamente no Blog do Nêumanne, Política, Estadão (https://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/) e no meu site Estação Nêumanne (www.neumanne.com); de segunda a sexta feiras, às 6 horas, no Estadão Notícias no Portal do Estadão e, às 7h30m, no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 (eldorado@estadao.com.net); e esporadicamente no Estadão às 5, aqui mesmo no YouTube. Direto ao assunto. Inté. E Deus é mais!

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