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Comentário no Jornal da Gazeta 2: Ouro de tolo

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Ouro de tolo

Corrupção na Olimpíada enlameia sonho dourado do Barão de Coubertin

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Comentário no Jornal da Gazeta 1: Expliquem-se, senhores!

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Expliquem-se, senhores!

Expliquem-se, senhores!

Janot, Temer e Fachin ainda devem explicações sobre Joesley

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 da terça-feira 5 de setembro de 2017)

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No Estadão desta quarta-feira: A República de bananas podres

No Estadão desta quarta-feira: A República de bananas podres

Temer, Janot e Joesley não dão justificativas convincentes sobre as propinas da JBS

Na sexta-feira 1.º de setembro, data da saída do mês de agosto, ou seja, do desgosto, a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto divulgou nota oficial longa e vazia na qual chamou o marchante goiano Joesley Batista, do Grupo J&F, de “grampeador-geral da República”. Aparentemente, a Presidência da República apontou suas pesadas baterias antiaéreas para derrubar uma flecha de bambu que o procurador-geral, Rodrigo Janot, preparou, segundo anunciaram as trombetas de Jericó, para atingir o presidente Michel Temer com mais uma denúncia criminal.

Em resposta ao desaforo, o maior produtor e comerciante de proteína animal do mundo chamou publicamente o presidente, que está na China em longa viagem de turismo para evitar vaias amanhã, no desfile militar do Dia da Pátria, de “ladrão-geral da República”. É pouco ou quer mais? Joesley disse ainda que Temer “envergonha” todos os brasileiros. Delator da Lava Jato, o desafeto-mor do chefe do governo afirmou, também em nota (que pretensão!), que a colaboração premiada é um direito e o ataque à prerrogativa revela a “incapacidade” de Temer se defender dos próprios crimes.

Temer, Janot e Joesley

Temer, Janot e Joesley

O Palácio do Planalto desqualificou o duplamente contador (de dinheiro e de furtos desqualificados) Lúcio Funaro, que firmou acordo de delação com o Ministério Público Federal (MPF). Segundo vazamentos, este contou que seu silêncio foi comprado por Joesley, dando sentido ao enigma de Temer no Jaburu: “Tem que manter isso, viu?”. Em seu papel de santo do pau oco, Joesley pontificou: “A colaboração premiada é por lei um direito que o senhor presidente da República tem por dever respeitar”. Entrementes, aVeja publicou entrevista do acusador na qual tentou passar de vilão a vítima: “Na hora em que os nossos anexos começarem a revelar outras organizações criminosas, aí talvez a sociedade vá olhar e dizer: ‘Pô, o Joesley teve a imunidade, mas olha como ele ajudou a desbaratar a corrupção’.” O esperto aposta na idiotice geral das otários.

Só que anteontem o precipitado-mor da (des)União revelou dispor-se a cancelar prêmios e manter penas apontadas na delação de Joesley porque se sentiu logrado pelo bamba do abate. E, pior ainda, traído por seu ex-braço direito Marcelo Miller, de quem a Nação inteira já desconfiava por ter deixado o Ministério Público Federal (MPF), tudo indica sem sequer trocar o paletó, para se dedicar à defesa dos donos e executivos da JBS nas tratativas para a referida dita cuja delação premiada. A revelação de que Janot foi ludibriado pelo procurador que virou advogado do delator valeu por uma flechada de metal no próprio pé. As gravações e documentos antes desconhecidos viraram o jogo em favor de Temer.

Para o advogado do presidente, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, Joesley “não merece nenhuma resposta em face da sua origem e do conhecido comportamento absolutamente reprovável do delator”. Esta reação pífia não encobre o fato de seu cliente ter recebido o insultado para um papo amigável sobre compra de silêncio de réu e de omissão de juízes e procuradores, ao abrigo das trevas do porão do palácio ao qual este fora acolhido sem revista e usando nome que nem era o seu. Gravada, a tertúlia sustentou o depoimento em que se baseou a primeira denúncia de Janot contra Temer.

O tiroteio de baixo calão travado no curral do Jaburu dá bem uma ideia do nível de desrespeito de autoridades e ex-cúmplices tornados desafetos às nossas instituições republicanas. O pior é que ladrão pesa muito mais do que grampeador. Havemos de observar que, na hierarquia dos crimes, o de furtar é muito mais grave do que o de grampear. E nunca foi dada uma resposta à altura. A única seria Temer explicar de forma detalhada e convincente suas relações e seu compromisso secreto e suspeito com Joesley no Jaburu. E Janot pisou no tomate vencido que atirou na lapela presidencial.

Para a Nação, emergindo agoniada da fossa da depressão, não há mocinhos neste faroeste caboclo. Mede-se a culpa de Joesley pelos 2 mil anos de penas perdoadas para contar uma história da qual só revela a parte que lhe convém. O MPF, após seu chefe ter sido insultado de “ingrato” pelo ex-presidente Lula, aparece depois da última confissão como interessado apenas em implicar Temer e o PMDB. Por isso, relevou úteis informações que o delator na certa tem sobre o padrinho mais forte no poder, Lula, que propiciou a um modesto açougueiro do interior de Goiás tornar-se magnata mundial da próspera indústria do abate de bois com juros de banana podre, subsidiados por um banco público.

Não convence o motivo dado por Janot, a 11 dias de deixar o cargo, para o prêmio excessivo a patrões e empregados da JBS: facilitar a investigação. E mais: não apareceu documento algum esclarecendo as razões de o bamba do abate ter merecido tantas benesses após conversas “republicanas” que disse ter mantido com Lula e o então presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

Falta ainda o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin ser questionado pelos colegas a respeito da homologação da delação, agora reveladora de que o populacho tinha razão em abominá-la.

No meio desse charivari todo, do outro lado do planeta, Temer comporta-se como São Sebastião catequizando o Extremo Oriente, à espera de flechas bambas de Janot, que nunca pareceu se esforçar muito para investigar o papel de Dilma Rousseff na compra da “ruivinha” em Pasadena. Ou a conexão de Lula e da própria Dilma com contas milionárias que o próprio Joesley informou ter aberto no exterior.

Esta República de bananas podres ficou a mercê de filhotes de César Maia, Fufuca Dantas, José Sarney e Fernando Coelho – estes dois protagonistas de mais um lance com o qual o governo tenta entregar generosas partes da Amazônia a bandidos proibidos de desmatar e garimpar no exterior.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag2A do Estado de S. Paulo na quarta-feira 6 de setembro de 2017)

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: De algoz a vítima

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: De algoz a vítima

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 5 de setembro de 2017 com assuntos quentes: a mancada que transformou Janot de algoz em vítima no conflito contra Temer; a comemoração do feito pelo presidente na China; as agruras do filhote de César Maia na votação da reforma da Previdência na Câmara, a constatação dos salários absurdos dos juízes; e a morte do pequeno Renan, de 8 anos, na periferia do Rio. Eliane Cantanhêde concluiu que Janot sai muito mal da delação do Joesley e, em consequência, Temer deve estar se deliciando. Bidu! Alexandre Garcia também opinou sobre a dupla Janot e Marcelo Miller com a virada do jogo no conflito entre o presidente e Joesley para saber quem é o x-geral da República e que a política vai mal, mas o polícia foi bem. Em Direto da Fonte, Sonia Racy abordou um negócio nebuloso envolvendo uma das empresas de Joesley Batista. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz voltou a comentar a novela sem fim de Felipe Melo no Palmeiras.

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Comentário no Jornal Eldorado: Flechada no pé

Comentário no Jornal Eldorado: Flechada no pé

Desde a divulgação inicial da delação-bomba de Joesley, qualquer brasileiro com a cabeça no lugar sabia que aquilo não tinha o menor sentido: perdoar dois mil anos de pena, segundo a conta feita por Marcelo Godoy no Estadão, para facilitar o trabalho do MPF, na melhor das hipóteses ou atender à necessidade de Janot deixar uma marca na sua saída da PGR não seriam hipóteses aceitáveis em quaisquer circunstâncias. Algumas evidências não fechavam. E a de Marcelo Muller era a mais evidente de todas. Faltava uma peça, que agora parece que foi posta. E aí só podia dar no que deu. Neste duelo no curral de Anápolis não há mocinho, só vilão: Temer, Janot e Joesley. Está faltando vir a cena o STF com o enigmático Fachin, que ainda não se explicou

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 5 de setembro de 2017, às 7h30m)

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https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-0509-direto-ao-assunto

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Abaixo, a íntegra do comentário degravado:

Eldorado 5 de setembro de 2017 – Terça-feira

Até que ponto Temer saiu ganhando nessa reviravolta anunciada ontem da delação premiada mais impopular da apuração de escândalos pelo Ministério Público Federal, com o enfraquecimento de Janot?

Uma conversa entre Joesley Batista e Ricardo Saud, em 17 de março, cujo áudio foi anexado por equívoco pela defesa dos delatores da JBS em documentos enviados à Procuradoria-Geral da República evidencia que o ex-procurador da República Marcelo Miller atuava para o grupo antes de se exonerar do cargo.

Miller foi contratado logo em seguida a deixar o Ministério Público para atuar no escritório Trench, Rossi & Watanabe, responsável na época por negociar os termos da leniência da JBS. Até pouco antes, ele integrou o grupo de trabalho de Rodrigo Janot responsável pela Lava Jato.

A conversa entre Joesley e Saud foi gravada no dia em que foi deflagrada a Operação Carne Fraca. Não fica claro se o sócio e o executivo da JBS sabiam que estavam sendo gravados.

Em tom de bravata, eles aludem a informações passadas por Miller, já deixam claro que estavam construindo uma proposta de delação premiada e fazem até manifestações chulas sobre aspectos da vida pessoal de várias pessoas.

SONORA 0509 C JANOT

O áudio explosivo, que pode levar à anulação da delação do grupo, foi incluído num rol de novos documentos que a defesa entregou na quinta-feira. Estavam junto com um anexo dedicado ao senador e presidente do PP Ciro Nogueira — o parlamentar ao qual Janot se referiu em sua declaração.

Marcelo Miller pediu exoneração em fevereiro, mas só a efetivou em 5 de abril. Na data da conversa, ele já havia gravado a conversa com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu. O encontro ocorreu em 7 de março. Agora, a PGR tem evidências de que Marcelo Miller ajudou a formatar o encontro e a orientar Joesley a gravar o presidente.

A notícia provocou perplexidade no Congresso, principalmente na base do governo. Vamos ouvir o deputado Efraim Filho, do DEM da Paraíba:

SONORA 0509 FILHO

Desde a divulgação inicial da delação-bomba de Joesley, qualquer brasileiro com a cabeça no lugar sabia que aquilo não tinha o menor sentido: perdoar dois mil anos de pena, segundo a conta feita por Marcelo Godoy no Estadão, para facilitar o trabalho do MPF, na melhor das hipóteses ou atender à necessidade de Janot deixar uma marca na sua saída da PGR não seriam hipóteses aceitáveis em quaisquer circunstâncias. Algumas evidências não fechavam. E a de Marcelo Muller era a mais evidente de todas. Faltava uma peça, que agora parece que foi posta. E aí só podia dar no que deu. Continuo dizendo que neste duelo no curral de Anápolis não tem mocinho, só tem vilão: Temer, Janot e Joesley. Está faltando vir a cena o STF com o enigmático Fachin. Ele ainda não explicou sua participação nessa história que começa a deixar de ser nebulosa.

O presidente Michel Temer disse ter recebido “com serenidade” a notícia de que a delação premiada de executivos da JBS poderá ser anulada, mas se recusou a comentar o assunto. Você acha que o presidente está se livrando da segunda flechada, tida como fatal?

“Respeito todas as decisões que forem tomadas pela Justiça, pela Câmara dos Deputados, pela Procuradoria-Geral, eu tenho de respeitá-los, mas não devo falar uma palavra sobre isso” afirmou em entrevista coletiva em Xiamen, na China. “Se eu não tivesse essa serenidade desde o início, creio que ninguém suportaria o que aconteceu.”

A primeira pergunta da entrevista de Michel Temer foi sobre a delação da JBS, mas o presidente se recusou a respondê-la de maneira imediata. “Primeiro vou falar sobre a viagem à China, que interessa mais ao Brasil do que isso”, respondeu. Temer avaliou sua passagem pelo país, onde participou da cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), como “um sucesso”.

Segundo o presidente, a questão deve ser tratada por seu advogado, Antônio Claudio Mariz de Oliveira (leia mais informações nesta página). A possível anulação da delação não invalida as provas que foram produzidas com base nela, de acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Temer tem razão em se sentir aliviado, mas nós não. Os cidadãos comuns ainda não ouviram uma explicação satisfatória dele sobre seu convívio anterior com Joesley, que ele mesmo chama de bandido e aquela reunião clandestina no porão do Jaburu. Aquilo cheira a curral, a fossa, a algo de podre no reino do Brasil oficial.

Diante da possibilidade de uma nova denúncia ser apresentada contra o presidente Michel Temer (PMDB), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), considera ser difícil o andamento da reforma da Previdência neste mês. Será que as novas revelações de Janot podem mudar esse quadro?

Rodrigo Maia avalia, contudo, que algumas matérias que dependem de menor apoio do Legislativo, como a atualização da lei das falências, podem avançar no prazo de 15 dias de tramitação do processo contra Temer na Câmara.

“Acho que acontecendo a apresentação da denúncia no prazo que estamos acompanhando pela imprensa, é difícil que a gente possa avançar uma Proposta de Emenda Constitucional até o final de setembro. Mas podemos avançar em outras agendas”, comentou o deputado, que exerce interinamente a Presidência da República em razão da viagem de Temer à China.

Ele reconheceu que o governo perdeu apoio parlamentar e não tem votos suficientes para aprovar a reforma que muda as regras da aposentadoria nesse momento. Para ele, o Planalto não conseguirá aprovar a reforma da Previdência se a matéria não for votada até, no máximo, novembro. “É verdade que os parlamentares se preocupam com a eleição de 2018”, disse o presidente da Câmara, ao tratar da dificuldade em conseguir apoio a uma proposta impopular diante da proximidade do calendário eleitoral.

A reforma da Previdência é uma necessidade premente, mas infelizmente temos um governo federal frágil dos pontos de vista político e moral e um Congresso sem moral nenhuma para nada. Não vai dar para ficar arrastando essa conta que não fecha pelo resto da vida amém. Mas nos vemos diante de um impasse, que, a meu ver, só se torna mais longe de uma saída a cada dia que passa e com as bombas de efeito imoral que continuam cainda sobre nossas cabeças desprotegidas ao sol.

O custo médio mensal de um magistrado foi de R$ 47,7 mil ao longo do ano passado, aponta o levantamento “Justiça em Números”, divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Qual a importância dessa revelação sobre remuneração de juízes.

O número engloba não apenas a remuneração dos magistrados, mas também encargos sociais e despesas com passagens aéreas e diárias, entre outras. No levantamento anterior, a média mensal de um magistrado brasileiro – categoria que inclui juízes, desembargadores e ministros – tinha sido de aproximadamente R$ 46,2 mil. Os dados são de 2016 e dizem respeito a 90 tribunais: quatro tribunais superiores, cinco tribunais regionais federais, 24 tribunais regionais do trabalho, 27 tribunais regionais eleitorais, 27 tribunais de Justiça, 3 tribunais de Justiça Militar estaduais. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não foram incluídos nesse levantamento. O custo mensal por magistrado depende do tribunal, variando de R$ 8.782 (nos tribunais regionais eleitorais) a R$ 53.784 mil (na Justiça Militar). Nos tribunais de Justiça dos Estados, a média mensal por magistrado foi de R$ 49.093. O TJ do Piauí teve a menor média entre os TJs, de R$ 23.387, enquanto o de Mato Grosso do Sul apresentou a maior, de R$ 95.895, aponta o levantamento divulgado pelo CNJ.

Nos tribunais superiores, a média mensal por magistrado foi de R$ 41.502.

As despesas totais do Poder Judiciário somaram R$ 84,8 bilhões no ano passado, o que significa um aumento de 0,4% em relação a 2015.

Eu insisto em dizer que esse pagamento “legal” aos juízes é tão deletério para o bolso do cidadão comum quanto o custo da corrupção que os membros honestos da magistratura combatem com destemor que comove e mobiliza a população. Infelizmente, contudo, o bolso, como diz Delfim Netto, é o órgão mais sensível do corpo humano e não se ouve uma palavra de solidariedade com o cidadão que paga essa conta sem fundo dos mais amados e respeitados juízes do Brasil.

O estudante Renan dos Santos Macedo, de 8 anos, morreu às 17h32 desta segunda-feira, 4, um dia após ser baleado na cabeça. Até quando vamos ter de conviver com essa dor insuportável da perda do futuro?

No fim da tarde de domingo, 3, estava com o pai, Nilton Siqueira de Macedo, que tentava fugir de um arrastão promovido por criminosos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Foi quando foi baleado. Desde então estava internado em estado gravíssimo no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, na mesma cidade, onde morreu. Os criminosos fugiram e não tinham sido identificados até a noite desta segunda.

Renan é filho de pais separados e passava o domingo com o pai. Eles tinham acabado de sair da casa paterna, de carro, quando perceberam que na Avenida Gomes Freire, no Jardim Gramacho, por onde trafegavam, criminosos interceptavam e rendiam motoristas, para assaltá-los.

O pai de Renan decidiu tentar fugir do arrastão e manobrou o carro para tomar a direção oposta. Ao notar a tentativa de fuga, os criminosos dispararam pelo menos cinco vezes na direção do veículo. O pai ordenou que o filho se abaixasse, para tentar se proteger, mas um dos disparos acertou a cabeça da criança.

Esse tiro atingiu cada criança brasileira, cada pai, cada família. O desprezo da vida, a violência sem remédio e a insensibilidade de uma sociedade assustada, desesperada e sem saída nos deixa sem fôlego e sem chão. O Brasil continua ansiosamente em busca de uma política de segurança que garanta o direito mais elementar garantido pelo Estado de direito: O direito à vida. O pequeno Renan é mais uma baixa, mais um mártir, mais um herói nesta guerra que parece não ter fim nem paz.

 

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