Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Estadão às 5, transmitido pela TV Estadão: Adeus, políticos!

Estadão às 5, transmitido pela TV Estadão: Adeus, políticos!

Nada há de surpreendente, mas também nada de definitivo na notícia de que a aprovação ao apresentador de televisão Luciano Huck atingiu 60% entre os eleitores brasileiros, depois de ter subido 17 pontos porcentuais, segundo levantamento feito pelo Estadão e pelo Instituto Ipsos. As reações suscitadas à notícia natural num ambiente de descrédito de partidos e políticos são defensivas e interesseiras. A exigência de militância política anterior para concorrer ao cargos políticos, inclusive a Presidência, contradiz a constatação de que o exercício da politica no Brasil há muito tempo tem sido uma prolongada prática de cleptomania que levou à construção de uma cleptocracia, voraz e nociva ao bem-estar comum. O resto é bazófia. Este foi um tema abordado no Estadão às 5, transmitido pela TV Estadão do estúdio no centro da redação do jornal, apresentado por Emanuel Bomfim, comentado por mim e retransmitido pelas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook na quinta-feira 23 de novembro de 2017, às 17 horas.

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http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/adeuspoliticos/

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: A famiglia Garotinho

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – com a constatação de que a prisão do casal Garotinho introduz a corrupção política no Rio no capítulo da organização mafiosa; o Supremo pode criar regras para assembleias estaduais em casos de conflito com o Judiciário; a corrida entre Congresso e STF pra ver quem enrola o povo no quesito foro privilegiado; e a morte à míngua nos hospitais desassistidos de uma republica doente. Eliane Cantanhêde abordou a impressionante aprovação a Luciano Huck; e o julgamento do foro no STF. Em Direto ao Ponto, Sonia Racy falou de sua entrevista com o criador de Inhotim. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz, comentou a contratação do novo técnico do Palmeiras.

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Comentário no Jornal Eldorado: Revólver na canela

Comentário no Jornal Eldorado: Revólver na canela

A prisão dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho por crime eleitoral ontem em Campos e no Rio completou o quadro de ex-governadores eleitos de 2018 para cá presos por crimes comuns. O emprego de armas de fogo para intimidação é a novidade desse processo da Justiça Eleitoral contra o casal Garotinho. Ou seja, o assunto deixou de ser crime do colarinho branco praticado em escritórios e passou à modalidade de banditismo comum. Não é mais delito contra o patrimônio público atrás de uma escrivaninha, mas uma prática mafiosa com revólver na cintura ou na canela.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quinta-feira 23 de novembro de 2017, às 7h30m)

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https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-2311-direto-ao-assunto

Para ouvir Até quando esperar, com Plebe Rude, clique no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=Hau9i7FiVfM

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 23 de novembro de 2017 Quinta-feira

A prisão dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho ontem no Rio completou o quadro de ex-governdores eleitos de 2018 para cá presos por crimes comuns. Em que essa notícia muda o panorama de degeneração moral e política do segundo maior Estado do Brasil?

O empresário André Luiz da Silva Rodrigues informou ao Ministério Público Eleitoral que a sua empresa Ocean Link Solutions Ltda realizou um contrato simulado com a JBS para viabilizar a doação de R$ 3 milhões para a campanha do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PR). Rodrigues procurou a Polícia Federal para fazer a delação, que embasou a prisão de Garotinho, Rosinha e mais sete acusados de cumplicidade.

O empresário delator André Luiz da Silva Rodrigues informou ao Ministério Público Eleitoral que a suposta organização criminosa do ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) usava armas para intimidar e viabilizar o esquema de dinheiro ilícito para campanha. O empresário disse que, durante seus trajetos de veículo após fazer saques em dinheiro, recebia ligações do operador de Garotinho, Antônio Carlos Ribeiro, de apelido Toninho, “o braço armado da organização criminosa”, dando conta de que estava sendo seguido. Toninho, que também teve mandado de prisão preventiva expedido, é ex-policial civil. Rodrigues disse, em seu depoimento, que “esseToninho fazia questão de mostrar que estava armado”. Para o juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da Justiça de Campos de Goytacazes, o suposto caso “demonstra de forma clara a imposição do líder da Organização Criminosa, ora réu Anthony Garotinho, através do réu Antônio Carlos Ribeiro da Silva, vulgo Toninho, e que era o braço armado da Organização Criminosa, para que o colaborador obedecesse suas ordens”. Segundo o juiz, o grupo exerceria um poder intimidativo contra empresários extorquidos e que mantinham contrato de prestação de serviços ou de realização de obras públicas com o município de Campos.

Já os outros réus presos, Ney Flores Braga e Suledil Bernardino, tinham o papel de negociar com empresários o pagamento de suas contribuições ilícitas via “caixa 2”. Segundo a denúncia, os empresários eram obrigados a fazer a contribuição, mediante ameaça de não receberem seus créditos lícitos.

Os ex-governadores eleitos do rio e vivos estão presos: Anthony e Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral. Moreira Franco é exceção à regra, está no palácio por conta do foro privilegiado Pezão está no governo também protegido pelo foro.

O juiz Sérgio Moro falou sobre o esquema de corrupção no Rio de Janeiro durante um evento nesta quarta-feira.

SONORA 2311 MORO

O emprego de armas de fogo para intimidação é a novidade desse processo da Justiça Eleitoral contra o casal Garotinho. Ou seja, o assunto deixou de ser crime do colarinho branco, passando à modalidade de banditismo comum. Não é mais crime contra o patrimônio público atrás de uma escrivaninha, mas um delito mafioso com revólver na cintura ou na canela.

Depois que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, definiu o Rio de Janeiro como “território sem lei”, o relator da Lava Jato, Edson Fachin, mandou para o plenário do Supremo a ação que ela apresentou contra a Assembleia Legislativa do Estado do Rio que desautorizou a Justiça e mandou soltar o trio parada dura da cadeia. Em que vai dar esse charivari entre Legislativo e Executivo?

De fato, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ontem a inclusão na pauta do plenário da Corte do julgamento da ação ajuizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para suspender a resolução aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que revogou as prisões dos deputados Jorge Picciani – presidente da Casa -, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.

Agora caberá à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, definir quando a ação será julgada pelos 11 ministros da Corte. Um ministro ouvido reservadamente pelo Estado/Broadcast disse que os últimos acontecimentos no Rio de Janeiro foram recebidos pela Corte com “desagrado e surpresa”.

Não adianta o STF tentar disfarçar. A zorra generalizada empreendida pelas assembléias legislativas estaduais, entre as quais o exemplo do Rio é o mais grotesco, deriva diretamente de um voto troncho de Cármen Lúcia que decidiu, em nome de Minerva, e a coitada da deusa da sabedoria não tinha nada com isso, liberar o reizinho tucano Aécio Neves para as noitadas de costume. É difícil saber se realmente esses assembléias que estão descumprindo acintosamente decisões judiciais cumpriram ou não cumpriram as normas constitucionais. Mais simples é concluir que o Supremo perdeu realmente a mão largando as prerrogativas da Justiça para atender a seus patrõezinhos no comando dos partidos e do Legislativo.

Prenderam o Regis Fitchner, o homem forte do Sérgio Cabral. Demorou.

Semanas atras ele estava num jantar em homenagem ao João Doria Junior, no Rio, jantar este oferecido pelo lobista Paulo Marinho.

Regis ajudou na nomeação de muita gente da Justiça do Rio. Comenta-se que ajudou, na condição de chefe da Casa Civil do Sérgio Cabral, na indicação do Fux para o Supremo.

Era curioso que o Sérgio Cabral e a mulher, Adriana Ancelmo estejam presos, e chefe da Casa Civil do ex-governador permanecesse intocado. Sabe-se que nenhum cheque, nenhuma operação envolvendo dinheiro do governo do Rio era aprovada sem seu exame prévio. Dada a sua condicao de advogado, tudo passava por ele.

Se abrir a caixa preta Regis Fitchner tem muito a esclarecer sobre a situação lamentável na qual o governo Cabral atolou o Rio.

CCJ da Câmara se antecipa ao STF e aprova PEC que acaba com foro privilegiado. Relator do tema na Câmara dos Deputados, Efraim Filho, conduziu a vitória do projeto, já aprovado pelo Senado, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara ontem. Segundo ele, o fim do foro privilegiado afastará a ideia de “blindagem” de autoridades; PEC ainda precisará passar por comissões e votação em dois turnos. Será que o pleito de cidadãos será aprovado por seus representantes?

Na véspera do julgamento sobre a restrição do foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para hoje a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado por prerrogativa de função em casos de crimes comuns. A previsão do relator, deputado Efraim Filho (DEM-PB) é de que o projeto possa ser levado a votação do plenário no primeiro semestre do próximo ano.

O mérito da proposta será discutido agora por uma comissão especial, que precisa ser criada pela presidência da Casa. As bancadas se posicionaram favoráveis ao andamento da PEC, mas destacaram que pretendem aprofundar a discussão e mudar a extensão do foro na comissão especial.

A proposta que restringe o foro especial valerá para crimes comuns cometidos por deputados, senadores, ministros de Estado, governadores, prefeitos, ministros de tribunais superiores, desembargadores, embaixadores, comandantes das Forças Armadas, integrantes de tribunais regionais federais, juízes federais, membros do Ministério Público, procurador-geral da República e membros dos conselhos de Justiça e do Ministério Público. O foro permanecerá para presidente e vice-presidente da República, presidente do Supremo Tribunal Federal e os presidentes da Câmara e do Senado. O texto em apreciação na CCJ é a íntegra da proposta que foi aprovada pelos senadores.

SONORA 2311 FILHO

Segundo Eliane Cantanhêde, o placar previsto no plenário do Supremo é de sete votos a favor e quatro contra a revisão do foro privilegiado dos políticos com mandato,  mas a melhor aposta é de que não haja nenhuma conclusão na sessão desta quinta-feira, 23/11.

Não devemos nos entusiasmar muito nem com o avanço da adequação do foro privilegiado às intenções dos constituintes de 88 pelo Congresso nem com a disposição do Supremo mexer nesse vespeiro. As duas instituições dessa república de hipócritas estão apenas jogando para a torcida para continuar evitando que a patota dos 55 mil protegidos por essa excrescência jurídica sejam condenados à galera. Congresso e Supremo fazem jogo de cena para aparecerem de bonzinhos nessa tentativa de fazer o cidadão de bobo, deixando um para o outro a decisão nesse deixa que eu não chuto.

Vamos a um assunto chocante e assustador: problemas adquiridos dentro de hospitais, com causas diferentes das que levaram o paciente à unidade de saúde, foram responsáveis por até 302 mil mortes no País no ano passado. A situação da saúde é ainda mais apavorante do que poderíamos imaginar?

segundo estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e divulgado nesta quarta-feira, 22. A maioria dessas mortes poderia ter sido evitada com práticas mais seguras dentro dos centros médicos.

São exemplos de condições adquiridas nos hospitais – também chamadas de eventos adversos – infecções hospitalares, lesões decorrentes de quedas dentro dos estabelecimentos, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, infecção urinária associada ao uso de sonda, erros médicos, entre outros. Segundo os pesquisadores, cerca de 60% de todos os eventos adversos são evitáveis.

Para chegar ao número estimado de mortes por eventos adversos e conhecer os detalhes das condições mais prejudiciais aos pacientes, os cientistas levantaram o número total de internações realizadas no País no ano passado e calcularam, com base em dados da literatura prévia sobre o assunto, o porcentual de mortes causadas por condições adquiridas durante a internação. O número varia de 120 mil a 302 mil. Para efeito de comparação, o câncer mata, por ano, 209 mil brasileiros.

58% dos hospitais públicos de SP têm macas no corredor

O estudo também avaliou 240 mil prontuários de pacientes hospitalizados entre 2016 e 2017 e descobriu que 7,2% deles desenvolveram algum problema do tipo durante o período em que ficaram internados.

Essa notícia é um absoluto despautério e a demonstração de que a situação de penúria em que está a máquina pública no Brasil leva à população desvalida sem condições de pagar pela própria saúde, o que é caríssimo, por causa da economia forçada causada pelas perdas com corrupção e privilégio. É uma vergonha sem dó e sem jeito que vai perdurar nem Deus sabe até quando. Pra começar a sair desse quadro tétrico temos de partir para não reeleger ninguém daqui a um ano em nenhum dos três poderes. Nada de votar nulo ou branco. Simplesmente votar em quem não tem mandatos ou cargos nos três poderes da Republica para começar a limpá-la.

Sugestão de Aline Wildmann

SONORA Até quando esperar, Plebe Rude

https://www.cifraclub.com.br/plebe-rude/ate-quando-esperar/letra/

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Juntos no topo

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Juntos no topo

Maia e Cunha, do Rio, ficam com fatias do poder do “parça” Temer

(Comentário no Jornal da Gazeta 2 de terça-feira 21 de novembro de 2017)

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Enfim no topo

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Golpe suspenso

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Golpe suspenso

Por enquanto, Justiça deteve golpe da Alerj, mas ainda faltam instâncias

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 de terça-feira 21 de novembro de 2017)

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