Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto no YouTube: STF alerta Bolsonaro

Direto ao Assunto no YouTube: STF alerta Bolsonaro

O decano do STF, Celso de Mello, relator do inquérito que apura acusações de Sérgio Moro ao presidente da República, Jair Bolsonaro, mostrou na prática como o truculento general Augusto Heleno também é sôfrego, ao mandar arquivar ação de partidos de esquerda que pedia a apreensão dos celulares dos Bolsonaros, pai e filho 02, antes da decisão final do ministro. E aproveitou a oportunidade para dar um aviso de amigo ao referido dito cujo, lembrando que, se desobedecer a decisão do Judiciário, incorrerá em crime de responsabilidade, que pode levar a impeachment. Mas o “capitão cloroquina” não se emenda: ao ser vítima do hediondo crime dos hackers do grupo Anonymous, que devem mesmo ser processados e apenados, atribuiu a iniciativa aos democratas que criticam seu governo. Se fez tanta questão de intervir na PF e ainda dispõe da Abin, dos serviços de inteligência das Forças Armadas e de um bando de arapongas a seu dispor, primeiro devia informar-se bem sobre os criminosos e dar nomes aos bois de mandantes e executantes. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 

Para ver vídeo no YouTube clique no link abaixo:

Comentário no Eldorado: Celso, Bolsonaro e Hitler

Comentário no Eldorado: Celso, Bolsonaro e Hitler

No sábado 30, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, comparou o Brasil à Alemanha de Hitler, em mensagem enviada a seus interlocutores no WhatsApp, dizendo que bolsonaristas “odeiam a democracia” e querem instaurar uma “desprezível e abjeta ditadura”. Celso de Mello é o relator do inquérito que investiga as acusações, levantadas pelo ex-ministro Sérgio Moro , de que Bolsonaro tentou interferir politicamente na Justiça Federal. No domingo 31, o presidente da República deu-lhe razão ao dar uma volta de helicóptero pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para sobrevoar ato antidemocrático de seus adoradores contra o Congresso e o STF. E ainda deu carona ao ministro da Defesa, general da ativa Fernando Azevedo e Silva.

Para ouvir comentário clique no play abaixo:

 

Para ouvir no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique aqui.

 

Assuntos para comentário na segunda-feira 1 de junho de 2020:

1 – Haisem – Decano do STF vê momento igual ao da ascenão do nazismo – diz manchete de primeira página da edição de hoje do Estadão. Em que este aviso do ministro mais antigo do Supremo Tribunal Federal evitará a ruptura anunciada pelo deputado Eduardo Bolsonaro neste fim de semana

2 – Carolina – Presidente participa de ato contra o Supremo – registra título de chamada no alto da mesma primeira página do Estadão. Como você analisa o sobrevôo da manifestação em favor de seu governo e contra os outros dois poderes que foi efetuado por Bolsonaro ao lado do ministro da Defesa, general da ativa Fernando de Azevedo e Silva

3 – Haisem – Paulista tem confronto entre grupos contra e pró-Bolsonaro – noticia chamada também na primeira página do Estadão. Que efeitos essas manifestações poderão produzir, a seu ver, nas crises sanitária e político-institucional neste momento em que ambas atingem o temido pico

4 – Carolina – Que impacto provocou em você e que conseqüências práticas terá na reação da polícia e da Justiça da imagem do grupo 300 do Brasil imitando as vigílias noturnas dos supremacistas da Ku Klux Klan no Sul dos Estados Unidos, de muito triste memória para o mundo inteiro

5 – Haisem – Planalto cederá presidência do BNB ao Centrão – noticia hoje em primeira página o Estadão. Até que ponto essa clara adesão àquilo que o presidente da República chamava de “velha política”, que ele não adotaria, na campanha eleitoral

6 – Carolina – Que consequências, na sua opinião, terá o assassinato a céu aberto do negro George Floyd pelo policial branco Derek Chauvin em Minneapolis, abrindo mais uma vez a caixa de Pandora das explosivas tensões raciais nos Estados Unidos em plena pandemia da covid-19

 

 

No Blog do Nêumanne: O chute ideológico da direita chula

No Blog do Nêumanne: O chute ideológico da direita chula

José Nêumanne

Bolsonaro quer dar autogolpe, como Hitler, Mussolini e Getúlio, mas não se inspira neles nem no golpe de 1964, e, sim, em Ku Klux Klan,  Chávez e Frota, que tentou derrubar Geisel

Parece que o presidente Jair Bolsonaro ainda não percebeu. Mas conseguiu um feito pelo avesso, que antes era impossível de ser imaginado: ao estrebuchar (e não apenas espernear) contra Celso de Mello e Alexandre de Moraes, ele uniu o Supremo Tribunal Federal (STF), que até agora parecia fadado a uma eterna divisão em seis a cinco. Espectadores atentos de entrevista do ministro Gilmar Mendes à GloboNews, domingo, notaram o tom respeitoso e prudente dele ao se referir ao desafeto jurado Luís Roberto Barroso. E, fora do convívio no “pretório excelso”, tratou o alvo favorito de seus vitupérios, o ex-ministro Sergio Moro, usando palavras e modos educados em tom cordial, imaginem.

No sábado, o “capitão cloroquina” foi alvo de uma saraivada de pitos jurídicos do normalmente polido decano do STF, que dias antes fora execrado em nota estúpida do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Augusto Heleno Ribeiro. O procurador egresso de Tatuí, cidade paulista conhecida pelos pendores musicais de seus filhos, normalmente autor de votos longos e barrocos, usou uma linguagem direta (e até desabrida) contra o dito magistrado número um da República, chegando a abusar de letras capitais, que em internet, correspondem a gritos. Na mensagem, dirigida a amigos pelo WhatsApp, comparou os disparates verbais de seu recente oponente ao comportamento do maior vilão do século 20, o michê austríaco Adolf Hitler, responsável pelo maior malogro da reputação de bons soldados dos alemães, ao mergulhar numa aventura insana declarando guerra ao mundo.

Mello, relator do inquérito pedido pelo procurador-geral da República, o chapinha Augusto Aras, para investigar acusações que Moro fez a Bolsonaro, afirmou que, guardadas as proporções, “parece estar a eclodir no Brasil” o “ovo da serpente, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933) … É PRECISO RESISTIR À DESTRUIÇÃO DA ORDEM DEMOCRÁTICA, PARA EVITAR O QUE OCORREU NA REPÚBLICA DE WEIMAR”, lembrando que, eleito chanceler, o nazista rompeu com a democracia, rasgando a Constituição de Weimar e “impondo ao país um sistema totalitário de poder”. Antes, Sua Insolência decretara “acabou, porra!”, referindo-se a outro ministro do STF, Alexandre de Moraes, que mandara fazer buscas e apreensões em gabinetes, escritórios e residências de bolsonaristas suspeitos de executarem assassinatos de reputações de ex-aliados e inimigos do chefão. Aos berros, como costuma se dirigir a interlocutores reais e imaginários, havia dito que ordens absurdas da Justiça não devem ser cumpridas.

De fato, há semelhanças entre o autogolpe do primeiro-ministro da República de Weimar e o projeto de poder total de Bolsonaro. Derrotada numa guerra que iniciara para realizar um projeto de conquista territorial, humilhada pelo Tratado de Versalhes e empobrecida, a antes próspera e orgulhosa Alemanha achou no artista frustrado a oportunidade para a revanche contra os tradicionais inimigos franceses e britânicos. À saída da crise, provocada pela roubalheira das lideranças políticas, o Brasil elegeu um presidente para afastar o PT do poder e dar continuidade ao combate à corrupção. Como Hitler, Bolsonaro teve a ascensão facilitada pela covardia das elites civis, pela ganância de um empresariado viciado em boa vida e pela oportunidade dada aos militares de recuperarem o orgulho ferido pela imagem destroçada por práticas abomináveis contra civis indefesos.

Parlamentar do baixíssimo clero por 30 anos, com desempenho para o qual a definição de medíocre equivale a uma medalha de demérito, cujo ponto alto foi a aprovação da maior picaretagem da medicina no País, a “pílula do câncer”, o negacionista, terraplanista e armamentista é produto e objeto de vários enganos. Um deles é sua falsa veneração pela ditadura militar, retratada na parede de seu gabinete na Câmara dos Deputados com as fotos oficiais dos cinco generais que ocuparam o poder nos 21 anos de tirania. Não é segredo para ninguém que sua saída do Exército foi negociada para evitar um escândalo. Pilhado na realização malsucedida de um atentado à bomba em quartéis e na adutora do Rio Guandu pela pouco altruísta causa do aumento do próprio soldo, foi corretamente definido por Geisel como “mau militar”, em documento histórico de valor inegável.

O general tinha motivos razoáveis para dar a definição, pois sabia do pendor terrorista e do comportamento indisciplinado do oficial. “Revolucionário” em 1930 e 1964, o quarto presidente da ditadura tinha também um desconfiômetro aguçado. O herói militar do capitão era o coronel Brilhante Ustra, torturador e assassino que homenageou ao votar pelo impeachment de Dilma Rousseff. Outro altar em seu panteão era de  Sebastião Rodrigues de Moura, vulgo Major Curió, recentemente celebrado em seu gabinete e que sempre se jactou de ter executado com a própria pistola cinco guerrilheiros presos, manietados e desarmados do PCdoB, na insana aventura da revolução comunista que seria deflagrada dos confins do vale do Rio Araguaia, no Centro-Oeste do Brasil. A dupla participou de uma das tentativas de golpe mais ridículas da História do Brasil. Eram fiéis discípulos do general Sylvio Frota, ministro do Exército de Geisel e que tentou impor o próprio nome à sucessão presidencial, mas foi preterido em benefício de João Figueiredo. Ustra e Curió eram dois dos 12 oficiais mandados por Frota ao aeroporto de Brasília para esperar os comandantes dos Exércitos, mas não conseguiram, porque foram ludibriados pelo general Fernando Bethlem, que também era frotista, mas aceitou substituir o malogrado sedicioso no Ministério do Exército.

Também fazia parte do golpe malogrado o capitão Augusto Heleno Ribeiro de Almeida, que era ajudante de ordens de Frota e fez parte dos apóstolos enganados pelo ex-parceiro na recepção aos comandantes. Esse, contudo, não é o único momento polêmico da vida do oficial. Ele foi condenado pelo Tribunal de Contas da União por irregularidades na compra de equipamentos para um torneio esportivo do Exército. Foi também substituído no comando da tropa da ONU no Haiti por ter comandado um massacre num bairro miserável de Porto Príncipe. Desde então, tem o então presidente Lula na pior conta. O que não o impediu de aceitar fazer parte da equipe do Comitê Olímpico Brasileiro, que, presidido por Arthur Nuzman, participou da escolha do Rio para sediar a Olimpíada de 2016. E só deixou o emprego no dia em que o chefe foi preso, ao ser flagrado no escândalo de corrupção de que resultou tal decisão.

O signatário da nota grosseira ameaçando com “consequências imprevisíveis” o fato de Celso de Mello ter mandado apreender o celular do amado chefe (o que é falso), completa, então, a constatação de que a nostalgia de Bolsonaro pela “gloriosa revolução de 1964” não passa de uma farsa. Faltou uma fotografia na parede do gabinete do deputado multipartidário na Câmara: do golpista fracassado Sylvio Frota.

É louvável a bravura com que Mello tem defendido a democracia do autogolpe que Bolsonaro pretende dar, mas nega, alegando que não teria sentido fazer a ruptura (como anunciou seu filho Eduardo, o 03) por já estar no poder. Há, é claro, inúmeros exemplos disso na História, tais como Hitler, Mussolini e Getúlio Vargas. Pois a própria palavra que indica golpe em si mesmo não teria sentido se alguém não recorresse a esse extremo em busca do poder absoluto, como Jânio Quadros tentou, e fracassou, em 1961.

Mas o empregador de parentes de milicianos, defensor de mentiras fascistoides e de armar o povo para se defender da “ditadura” de seus inimigos se inspira em ídolo mais próximo. Em entrevista a este Estadão em 1999, disse que o bolivariano Hugo Chávez era uma “esperança para a América Latina” e gostaria muito que essa filosofia chegasse ao Brasil, “Acho ele (sic) ímpar. Pretendo ir à Venezuela e tentar conhecê-lo. (…) Chávez não é anticomunista e eu também não sou. Na verdade, não tem nada mais próximo do comunismo do que o meio militar”. Para ele, o venezuelano o “remetia ao marechal Castelo Branco, primeiro presidente da ditadura militar. “Acho que ele vai fazer o que os militares fizeram no Brasil em 1964, com muito mais força. Só espero que a oposição não descambe para a guerrilha, como fez aqui”, completou.

Em 2002, confessou ter votado em Lula. E indicou para ministro da Defesa José Genoíno e Aldo Rebelo, ambos do PCdoB e que sobreviveram ao Major Curió. Esse é o típico chute ideológico de nossa direita chula, com tochas e máscaras como seus inspiradores da Ku Klux Klan cabocla, os 30 que se dizem 300 de Esparta e marcharam sábado, em Brasília.

  • Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne na segunda-feira 1 de junho de 2020)

Para ler no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique aqui. 

Comentário no Jornal da Gazeta: Assombrações no Planalto

Comentário no Jornal da Gazeta: Assombrações no Planalto

Na noite de sábado 30 de maio, os 300 pelo Brasil, que só eram 30, iluminaram a noite da Esplanada dos Ministérios com tochas iguais à da Ku Klux Klan para Sara Winter ameaçar o STF, e em especial, Alexandre de Moraes. À luz do sol de domingo, o presidente Jair Bolsonaro preferiu levar general da ativa a ato antidemocrático. Ao agir assim, conseguiu unir o STF, que era dividido.

Para ver o comentário no Jornal Eldorado da segunda-feira 1 de junho de 2020, às 19 horas, clique no link abaixo:

Para ver no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique aqui. 

Direto ao Assunto no YouTube: A cavalo contra a democracia

Direto ao Assunto no YouTube: A cavalo contra a democracia

No sábado, à noite, o grupo “300 pelo Brasil”, que não reunia mais de 30, liderados por Sara Winter, fizeram uma passeata imitando os supremacistas brancos da Ku Klux Klan, que enforcavam negros no Sul dos EUA, até a frente da sede do STF para insultar os 11 ministros, em especial, Alexandre de Moraes. No domingo, o presidente Jair Bolsonaro deu uma carona para o ministro da Defesa, general (da ativa) Fernando Azevedo e Silva, para apoiarem uma manifestação contra o STF e o Congresso. O decano Celso de Mello, relator no STF dp inquérito das acusações de Moro contra o chefe do Executivo, alertou para as semelhanças entre o Brasil atual e a República de Weimar, na qual o chanceler Adolf Hitler deu um golpe totalitário, que terminou provocando uma tragédia mundial. Ao apoiar esses apoiadores, o “capitão cloroquina” conseguiu unir um Supremo que até agora era dividido ao meio, em 6 a 5. Direto Ao assunto. Inté E só a verdade nos salvará. 
Para ver vídeo no YouTube clique no link abaixo:

Página 1 de 1.16412345...1015202530...»
Criação de sites em recife Q.I Genial