Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

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Comentário no Direto da Moviola do Estadão no Ar: Lambança inesquecível

Comentário no Direto da Moviola do Estadão no Ar: Lambança inesquecível

Brian Cullinan foi o responsável pela confusão no fim da cerimônia do Oscar envolvendo o prêmio de melhor filme. Sócio da empresa PricewaterhouseCoopers (PwC), há décadas responsável pela auditoria do prêmio, Cullinan entregou o envelope errado aos apresentadores Faye Dunaway e Warren Beatty, que anunciaram como vencedor La La Land, e não Moonlight. Os jornalistas descobriram que, em vez de cuidar do serviço, o elemento estava tuitando sem parar durante a cerimônia. Resta saber se, tendo sido culpada pela gafe que entrou na história das premiações mais importantes do mercado cinematográfico, a PwC também vai pagar o pato na área de consultoria econômica. Será?

(Comentário no Direto da Moviola do Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92,9 – na quarta-feira 1.º de março de 2017, às 7h53m)

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Comentário no Direto da Tela do Estadão no Ar 3: Consultor atrapalhado

Comentário no Direto da Tela do Estadão no Ar 3: Consultor atrapalhado

Trapalhada na cerimônia final do Oscar, com Warren Beatty e Faye Dunaway anunciando o vencedor de melhor filme errado, não se deveu a engano dos apresentadores, mas erro do auditor Brian Cullinan, acionista da empresa contratada para auditar a correção na entrega do prêmio, a Price Waterhouse Cooper, de reconhecida influência na advertência a investidores internacionais sobre a higidez financeira das economias dos países da Terra. Em vez de prestar atenção na cerimônia, o elemento estava tuitando fotos do espetáculo e enganou-se na entrega dos envelopes aos atores com os nomes dos premiados. A história do Oscar está marcada pela gafe. Que consequências trará para a consultoria, hein?

(Comentário no Direto da Tela do Estadão no Ar 3 da Rádio Estadão – FM 92,9 –na terça-feira 28 de fevereiro de 2017, às 7h55m)

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No Blog do Nêumanne: O lorotário pós-Janete

No Blog do Nêumanne: O lorotário pós-Janete

 

Ex-vice e ex-ministros de Dilma mantêm vivas as lorotas daquela que ora se diz Janete

Antes de adotar o codinome de Janete na nova clandestinidade a que foi relegada pela condição de “carta fora do baralho”, Dilma Vana Rousseff Linhares produziu uma porção de lorotas, recolhidas pelo dilmólogo Celso Arnaldo Araújo em livro. Algumas foram incorporadas ao folclore político nacional, tais como a tecnologia do vento encanado e a conquista da inflação nos desgovernos lulodilmopetistas, expressa na forma canhestra que se lerá: “A inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo”. Outras não passaram de truques mambembes para enganar incautos e endividar multidões, caso da redução da tarifa elétrica transformada em rombo de R$ 62,2 bilhões e transformadora da “mãe da luz” do padrinho em mãe da treva da Nação.

Agora autoproclamada Janete ao atender ao telefone do lar onde exercita seu merecido ostracismo público, madama vê o supremo sumo de sua parca capacidade de entender fatos e transformá-los em palavras reproduzido por antigos aliados e subordinados. O vice, sem cuja ajuda ela não teria sido eleita e reeleita, dignou-se a repetir o mais surrealista de seus legados oratórios quando, entre mesóclises e apodos que ela jamais usariapor ignorância, transformou um massacre cruento num presídio infernal em “pavoroso acidente”. Romero Jucá, pernambucano eleitor e eleito em Roraima e seu colega na primeira equipe do desgoverno Lula no Ministério da Previdência, exigiu isonomia na metáfora perfeita para o exercício da política profissional no Brasil: execrou a “suruba selecionada”, uma espécie de versão pornô da “delação seletiva” com a qual a loroteira-mor demonstrou seu desprezo pessoal por qualquer “colaborador da Justiça”.

Eliseu Padilha, que foi ministro de Transportes na coalizão de seu PMDB velho de guerra com o PSDB sob a égide do sociólogo Efeagacê e chefe da Secretaria de Aviação Civil no segundo governo da presidenta vulgo Janete, acaba de se meter numa embrulhada de monta. Cláudio de Melo Filho, lobista da Odebrecht, que tem US$ 16 bilhões em contratos sob risco no exterior por traquinagem contábilratação de obras, contou, numa das delações premiadas dos 77 da empreiteira, que repassou R$ 10 milhões em propinas ao então vice por intermédio do atual chefe da Casa Civil (licenciado) da Presidência pós-impeachment. Temer e Padilha (que atende pelo codinome de Primo na planilha da delação) disseram que foi pedida uma doação legal para a candidatura de Paulo Skaf ao governo paulista. Cláudio reafirmou que foi propina. O advogado José Yunes, considerado primeiro-amigo do vice que ora nos preside, reforçou a versão do ex-relações institucionais da empreiteira mais encalacrada na Lava Jato.

O amigão, que não figurou em cargo de relevo no desgoverno Janete, confirmou a informação e a reafirmação do delator contando uma história de cabo de esquadra. Conforme sua versão, Padilha telefonou-lhe para pedir que recebesse em seu escritório em São Paulo um documento do qual seria destinatário para que lho remetesse. A informação merece reparos, pois é possível, mas não é provável. Segundo o próprio Yunes revelaria, o portador seria Lúcio Bolonha Funaro, doleiro estabelecido na praça paulistana. Por que diacho Yunes seria intermediário, ou estafeta, ou, como o próprio se identificaria no relato, “mula”? Afinal, o termo é usado para identificar menores de idade que, para escapar da polícia, entregam pacotes com droga para a clientela dos traficantes. Aos 80 anos de idade, o doutor completou 18 há 62 e, mesmo sendo considerado idoso há 20, não pode recorrer à presunção da ingenuidade atribuída à petizada.

Na versão de Yunes, Funaro é um falastrão de marca e terminou por lhe contar: “Estamos financiando 140 deputados”. Motivo: fazer de Eduardo Cunha presidente da Câmara dos Deputados, cargo no qual o ex-deputado fluminense, atualmente presidiário na república de Curitiba, daria início ao impeachment que transformaria a presidenta em Janete (ou seria Janeta?). No relato do amigão de Temer, o que era documento “com um pouco mais de espessura” virou pacote entregue por sua secretária a alguém a quem Padilha pediu (ou mandou) que o recolhesse.

A versão é intrigante, para dizer o mínimo. Um menor com imunidade seria bem capaz de identificar a diferença entre um documento (a menos que fossem, por exemplo, as delações integrais dos 77 da Odebrecht) e um pacote com R$ 4 milhões. Um empresário habituado a lidar com dinheiro vivo calcula que tal quantia exigiria um embrulho com a espessura de três exemplares da edição brasileira do Ulysses de James Joyce na tradução de Antonio Houaiss. Ou seja, uns 60 centímetros.

Reproduzi aqui apenas o que Yunes contou à Veja, que está nas bancas, a Lauro Jardim, do Globo, e ao Estado. Por mais longos que sejam esses depoimentos, inclusive o que fez questão de dar ao Ministério Público Federal, em Brasília, depois de se ter encontrado com o amigo-em-chefe, o doutor não esclareceu algumas dúvidas que dificilmente encontram razão lógica, assim como eram os brocardos de tia Janete. Por que teria de ser ele “mula” do chefe da Casa Civil de Temer? Quais “razões partidárias”, por ele alegadas, transformariam o ilustre causídico em estafeta ou correio de entrega de entorpecentes a domicílio?

Se fosse uma doação eleitoral, como Temer e Padilha alegaram antes, por que ela não foi feita normalmente, como manda a lei, mas, sim, em dinheiro vivo? Afinal, neste mundo dominado por fibras óticas, cartões magnéticos e depósitos bancários em tempo real, moeda palpável circula mais entre quadrilhas do que entre pessoas de bem e empresas zelosas de sua boa reputação na praça.

Fato é que transportar milhões em envelopes ou pacotes, mesmo em automóveis blindados e com seguranças armados a bordo, não é atividade das mais salubres nesta contemporânea São Paulo de Piratininga. Fato também é que a notícia dada no fim de semana pelo Estado de que, como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pretende investigar Padilha – e, por suposto, ouvir novamente Yunes (e por que não?) –, este terá a oportunosa ensancha de esclarecer tais questões. E algumas mais, como a assessoria jurídica do amigão do presidente ao investidor Naji Nahas e ao empresário egípcio Naguib Sawiris, interessado favorito na compra da Oi.

Quanto a Padilha, enquanto estiver licenciado da Casa Civil, gozará lado bom daquele artigo consensual, mas nunca escrito, de nossa ordem jurídica: “ou é foro ou é Moro”. E enquanto durar a licenciosidade ele não terá de engolir desaforo, ora! Seja lorota ou não a delação sem prêmio do dr. Yunes.

  • Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne, Política, Estadão na segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017)

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Comentário no Direto da Moviola no Estadão no Ar: À espera do Oscar

Comentário no Direto da Moviola no Estadão no Ar: À espera do Oscar

Em janeiro, Moonlight venceu o Globo de Ouro de melhor filme na categoria drama. La La Land ganhou como melhor comédia ou musical. Agora, o confronto é entre eles. Os dois filmes integram a lista de nove indicados para o Oscar, prêmio da Academia, que será atribuído domingo no Dolby Theatre, em Hollywood. O favoritismo é de La La Land, mas Moonlight virou bandeira, e tem força. Está para estrear no Brasil o documentário Eu não sou seu negro, no qual o escritor James Baldwin é figura dominante. Sérgio Augusto escreve sobre ele no Caderno 2 de domingo 26. “Não sei mais quem disse que a primeira palavra que lhe vinha à cabeça ao ouvir o nome de James Baldin era elegante”.

(Comentário no Direto da Moviola no Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92,9 – na sexta-feira 24 de fevereiro de 2017, às 78h54m)

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Um governo, duas bandas: Uma banda sã e outra podre

Um governo, duas bandas: Uma banda sã e outra podre

 

Enquanto saneia a economia, governo Temer mantém hábitos podres da política real

Há uma aparente contradição em termos no noticiário da semana passada. De um lado, sinais positivos começam a aparecer na economia, tornando o otimismo possível, ainda que com cautela. De outro, a pesquisa MDA/CNT flagrou a continuação de um vertiginoso desabamento do apoio popular ao governo que o promove.

“Devemos ter crescimento neste primeiro trimestre. O ponto da virada parece ter sido em dezembro”, disse o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk, a Adriana Fernandes, do Estado. Nas contas do secretário, a reação aparece no desempenho do agronegócio, com uma safra recorde, o que não é novidade para ninguém, de vez que, apesar da tolerância do Estado brasileiro com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros similares, o setor continua sendo nossa galinha dos ovos de ouro. Mas, para surpresa geral, a alta burocracia da Fazenda garimpou boas novas na normalização dos estoques da indústria automobilística e no aumento do consumo, sobretudo em hiper e supermercados, para alavancar os bens não duráveis. A equipe econômica conta com a tendência de aumento de preços no mercado internacional de minério de ferro e a recuperação da construção civil por causa das medidas recentes de ampliação do programa social Minha Casa, Minha Vida. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço também entra na lista, seja por causa da elevação para R$ 1,5 milhão do limite para compra da casa própria, seja pela injeção esperada de R$ 30 bilhões no mercado com a liberação de suas contas inativas. A manchete de capa do caderno de Economia & Negócios do Estado de sábado – Brasil registra entrada recorde de investimento estrangeiro em janeiro – pode prenunciar, além da rima, uma solução, parodiando o verso de Drummond.

Oxalá a virada, datada em dezembro último, não signifique que a economia possa ter capotado, mas que tenha chegado ao fundo do poço, a ascensão depois da queda. Aleluia!

O que, então, aconteceu nos últimos dias para a sociedade, em vez de estar aliviada com os bons indícios, ter ficado aborrecida com o governo, a ponto de manifestar o desagrado com este, caindo de 14,6% em outubro para 10,3% agora? Ou seja, levando em conta a avaliação mais recente da mesma pesquisa, o substituto está 0,9 ponto porcentual abaixo da última avaliação da antecessora, à época do desfecho do processo do impeachment dela, qual seja, de 11,2%. Mais preocupante ainda para o atual presidente, e seus aliados do PMDB e do PSDB, é que, ao contrário do que seria de esperar depois do massacre do Partido dos Trabalhadores (PT) nas urnas, Lula subiu na preferência popular para 30,5% dos cidadãos.

A 19 meses do pleito eleitoral, os números relativos à intenção de votos são, na prática, desprezíveis. Eles revelam, entretanto, enorme desconhecimento da massa acerca da absoluta responsabilidade do ex-presidente pela crise que levou o País à quebradeira das empresas, ao desemprego recorde de 12 milhões de trabalhadores desocupados, à queda da arrecadação e a todas as consequências nefastas de 13 anos, 5 meses e 12 dias de desgovernos federais petistas. O descompasso entre a realidade e a impressão popular é explicado pelo talento de comunicador do ex-dirigente sindical, posto em confronto com o amadorismo injustificável da comunicação na gestão de um governante que pretende ser reconhecido como “reformista”.

Esse profundo e evidente paradoxo poderá, de um lado, prolongar o calvário da falta de credibilidade de Temer e, de outro, servir para realizar as pretensões de volta ao poder do “sapo barbudo” de Brizola. Desde o começo a atual gestão padece de uma esquizofrenia institucional aguda: a respeitável equipe de técnicos dá duro para sanear e reconstruir a economia, enquanto a banda podre de políticos faz o diabo para escapar da cadeia.

O presidente faz juras de fidelidade ao inédito processo de depuração, que tenta dar cabo ao conúbio entre gestores corruptos da República e empresários que dilapidam o patrimônio público e desmoralizam a democracia, mas age no sentido oposto. Governa de joelhos para o País oficial e de costas para o Brasil real.

Lula, Dilma e o PT prometiam “mudar tudo o que está aí”, mas levaram aos mais sórdidos exageros a malversação do erário. Isso explica por que o petista Tarso Genro disse ao juiz Sergio Moro que sua grei pratica o caixa 2, crime nocivo às finanças públicas e à competição entre empresas, sem a qual o capitalismo perde a razão de ser. Delatado na Lava Jato como receptador de R$ 7 milhões de propinas da Odebrecht, o ministro da Indústria (!), Marcos Pereira, do PRB do bispo Edir Macedo, confessou, candidamente, que pediu doações para a campanha de seu correligionário Marcelo Crivella. O uso do cachimbo entorta a boca e, no caso, também a ética da fé que ele diz seguir – dos dez mandamentos de Deus, o que proíbe furtar.

Temer indicou e dispensou do expediente seu ministro da Justiça, durante o motim da PM capixaba, que resultaria em 149 mortes, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi acusado de plágio, o que implica falta de notório saber e de reputação ilibada, e pilhado “simulando” sabatina em festa numa chalana, regada a champanhota flutuante. Mas nada abalou suas pretensões ao posto.

O presidente conseguiu ainda do amigo decano do STF autorização para blindar outro amigão das garras da primeira instância. E o abrigou à sombra da mesma Suprema Tolerância Federal em nome da prerrogativa de foro, a mais hipócrita violação da igualdade de todos os cidadãos perante a lei que se pode imaginar em qualquer Estado de Direito.

Diante disso, resta-nos rezar para a banda sã da economia prevalecer, antes que a banda podre da política a afunde no lamaçal da safadeza geral em que estamos atolados.

José Nêumanne

*Jornalista, poeta e escritor

Publicado na Pag 2A do Estado de S. Paulo da quarta-feira 22 de fevereiro de 2017

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Comentário no Direto da Coxia: Os sapatos de Anita

Comentário no Direto da Coxia: Os sapatos de Anita

A fabulosa história do aparecimento, 30 anos depois, de um caderno de capa preta de que não se tinha conhecimento algum, “com estudos de perspectiva, aulas de alemão, esboços de obras e relatos pessoais foi encontrado por acaso numa caixa no Instituto de Estudos Brasileiros da USP há duas semanas, no mesmo dia em que o Museu de Arte Moderna, no Ibirapuera, abria uma retrospectiva da artista”, conforme reportagem de Maurício Meireles e Silas Martí. Publicado na capa da Folha Ilustrada de terça-feira 21 de fevereiro de 2017, o texto desperta para a perspectiva do ressurgimento da pintora, ícone do modernismo, cuja obra está exposta no MAM do Ibirapuera.

(Comentário no Direto da Coxia no Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92,9 – na quarta-feira 22 de fevereiro de 20127,às 7h55m)

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