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Comentário no Direto da Coxia no Estadão: Sucesso aos 89 anos

Comentário no Direto da Coxia no Estadão: Sucesso aos 89 anos

Abre-se uma exposição no Instituto Itaú para comemorar os 89 anos da grande dama do teatro, cinema e televisão Laura Cardoso. A atriz brilhou no papel da velhinha vilã falsamente boa da novela arrasa quarteirão de Aguinaldo Silva na Globo, Império, e interpreta outra vilã na novela Sol Nascente, na mesma emissora. De volta aos sets para as gravações, após ter sido afastada por problemas de saúde, foi recebida com entusiasmo e emoção pelos colegas do elenco e é relembrada no texto de Amilton Pereira na contracapa do Caderno 2 do Estadão de quarta-feira 22 de fevereiro de 2017 como a magnífica Dolor na remontagem de Vereda da Salvação de Jorge Andrade, dirigida por Antunes Filho.

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Laura Cardoso (Foto: André Seiti / Itaú Cultural)

Laura Cardoso (Foto: André Seiti / Itaú Cultural)

(Comentário no Direto da Coxia no Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92.9 – na quarta-feira 22 de fevereiro de 2017, às 7h50m)

 

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Comentário no Som na Caixa do Estadão no Ar: Milton de volta

Comentário no Som na Caixa do Estadão no Ar: Milton de volta

Segundo Renato Vieira, em capa do Caderno 2 publicado domingo no Estadão, “com Travessia, Morro Velho e Maria Minha Fé, Milton Nascimento conquistou admiradores dos dois polos. Quase 50 anos depois, o compositor se recorda do clima de embate e diz que o fato de unir turmas esteticamente distintas em torno dele tem a ver com sua abertura a qualquer tipo de música. A fusão de estilos vem de múltiplas influências, dos discos do pai, Seu Josino, à necessidade de tocar de tudo nos bailes da vida. E daí surge Miles Davis”. O compositor acaba de mudar de endereço do Rio para Juiz de Fora, da cidade onde nasceu para o Estado de Minas, onde foi criado, e volta a compor. Enfim, uma boa nova!

(Comentário no Som na caixa do Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92,9 – na segunda-feira 20 de fevereiro de 2017, às 7h55m)

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Milton Nascimento de volta a Minas, ao violão e à estrada Foto: Eduardo Nicolau/Estadão

Milton Nascimento de volta a Minas, ao violão e à estrada Foto: Eduardo Nicolau/Estadão

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No Blog do Nêumanne: Ao sapo a lei e ao gato o leite

No Blog do Nêumanne: Ao sapo a lei e ao gato o leite

O angorá tem foro que o blinda do Moro e o sapo barbudo fica sob o martelo do juiz

Em 12 de maio de 2016, deposta a presidente reeleita em outubro e novembro de 2014 por processo regular de impeachment, o vice que lhe fez companhia na chapa registrada na Justiça Eleitoral assumiu o posto máximo da República. Ao compor o primeiro escalão do governo, Michel Temer, constitucionalista por formação, prometeu reduzir o total de ministérios. E para cumprir a promessa contou com um companheiro de velhas batalhas que, como muitos outros nomeados para sua equipe, também tinha servido no desgoverno da petista Dilma Rousseff: Moreira Franco. Deu-lhe caneta cheia, mas não o livrou do martelo de Moro.

Ao ex-governador do Rio e ministro de Aviação nas gestões de madama coube dirigir a tal secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), cujo carro-chefe seria a “relicitação” de privatizações malsucedidas de aeroportos e rodovias. Acontece que Dilma tinha concedido a gestão de rodovias e aeroportos a empresas privadas e lhes prometeu bancar a privatização dissimulada com grana viva cedida a leite de pato pelo BNDES. Como a fajutice dava muito na vista, a criativa patota da contabilidade imaginosa bolou um truquezinho rastaquera: o empréstimo-ponte, que consistia em conceder ao felizardo compadre um dinheirinho, a ser coberto depois pelo BNDES. No meio do caminho, aquela que ao telefone em casa diz ser Janete foi apeada do poder, o BNDES mudou de direção e os concessionários ficaram ao deus-dará.

Moreira, que tinha negociado a ideia original, da ponte de comando do PPI (não confunda com pipi) em pleno Planalto, socorreu com a salvação a empreita camarada: o consórcio inadimplente entregaria a concessão a outro. E este seria favorecido pela generosidade do novo BNDES, de vez que se trata de um programa governamental, e ainda indenizaria o novo premiado. Detalhe: quem não pagou poderia habilitar-se para a relicitação. É o caso, por exemplo, da Odebrecht, que faz parte do consórcio que administra o Aeroporto Internacional Tom Jobim, vulgo Galeão, no Rio. Ou seja o comprador indeniza o inadimplente, exercendo ao mesmo tempo os dois papéis. Nâo é engenhoso? Pode ser, mas até agora não saiu da prancheta. Muito embora já tenha sido anunciado e tudo o mais.

Foi então que eis senão que de repente apareceu um óbice para preocupar o amigo dileto. O genro de Amaral Peixoto, por sua vez genro de Getúlio, e, de resto, também sogro do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, despertou de um sono já conturbado por um pesadelo, quando a plantonista Cármen Lúcia homologou as temidas delações premiadas dos 77 da Odebrecht. Delações homologadas na véspera, o bom padrinho socorreu o parceiro com aquela blindagem que nem sogro concede a genro: o foro privilegiado de ministro, o que lhe garante o privilégio de não ser submetido à primeira instância, indo direto para a última, o Supremo Tribunal Federal (STF). Para tanto nomeou-o ministro da Secretaria-Geral da Presidência. E blindado seja o amigo.

A Rede Sustentabilidade e o PSOL, sobreviventes da esquerda carnavalesca nacional, viram similitude entre a nomeação do amigo de fé, irmão e camarada do poderoso chefão e outra, proibida pelo STF, em que a afilhada tentou livrar o padrinho Lula das garras do mesmo juiz do Paraná.

Logo veio em socorro daquele apelidado de Angorá na delação dos 77 da Odebrecht a Advocacia-Geral da União (AGU), segundo a qual “dizer que o objetivo da nomeação é conferir foro privilegiado, como alegavam os autores, é ilação”. Mais lembrou a AGU (nada que ver com angu): que o pleito “violaria frontalmente” a separação dos Poderes, invadindo drasticamente a esfera de competência do Poder Executivo. “Tampouco isso poderia conferir qualquer privilégio, pois o ministro está atualmente sujeito a julgamento pela mais alta corte do país” completou a advogada-geral. E escreveu ainda que a manutenção da liminar provocaria grave lesão à ordem pública e administrativa e “danos irreparáveis ao país”.

Nessa queima de velas de cera frágil ocorreu ao autor destas linhas intolerantes que a única vez em que o piauiense que governou o Rio protagonizou algo similar a um “dano irreparável” a este país foi em 1982, quando seria beneficiado pela maior fraude eleitoral da História: o escândalo Proconsult. Para refrescar a memória do judicioso cacique, o último governo militar, sob a égide do tríplice coroado Baptista de Figueiredo, tentou derrotar o anistiado socialista moreno Leonel Brizola na eleição para o governo do Estado do Rio, roubando-lhe votos na contagem eletrônica num engenhoso sistema denominado “diferencial delta”. Na contagem final, um programa mandraque computava como do adversário do gaúcho, o referido dito cujo indigitado neto de seu Franco, alfaiate, de Picos (PI), os votos em branco e nulos para darem a vitória, urna a urna, ao candidato do governo, dos militares e dos bicheiros, ele mesmo, o próprio.

O STF não se fez de rogado e resolveu, pela pena de seu decano, Celso de Mello, dar ao amigo de Temer aquilo que outro ministro da mesma turma, Gilmar Mendes, havia negado ao padrinho de Janete. E o fez com base na ficção mais escrachada da pós-verdade judicial: a presunção da imparcialidade. Segundo o relator, “a mera outorga da condição político-jurídica de Ministro de Estado não estabelece qualquer círculo de imunidade em torno desse qualificado agente auxiliar do Presidente da República, pois, mesmo investido em mencionado cargo, o Ministro de Estado, ainda que dispondo da prerrogativa de foro ratione muneris, nas infrações penais comuns, perante o Supremo Tribunal Federal, não receberá qualquer espécie de tratamento preferencial ou seletivo, uma vez que a prerrogativa de foro não confere qualquer privilégio de ordem pessoal a quem dela seja titular”. Contra a afirmação pesa o fato de que, nestes quase três anos de Operação Lava Jato, o juiz Moro condenou 120 réus e o STF, zero. Nem um prélio entre Alemanha e Íbis teria esse placar.

PSOL e Rede Sustentabilidade apelam para o plenário. Talvez tenha faltado aos partidos da oposição caquética uma lembrança de que os nobilíssimos membros da Corte são capazes de vilezas individuais e coletivas. A Suprema Tolerância Federal, depois de ter encantado a Nação levando os magnatas do PT para o convívio no inferno prisional do País, convalidou um por um os compassivos decretos de perdão concedidos pela disciplinada Dilma Janete a companheiros como José Genoíno, deixando de lado apenas Zé Dirceu e Pedro Corrêa, que delinquiram cumprindo penas do mensalão na Papuda. Enquanto os sem mandatos e sem foro, entre estes o mero instrumento de sua volúpia, Marcos Valério, o “operador”, apodrecem nas masmorras sabe-se lá até que século.

Ainda faz parte do altíssimo colegiado o alinhado ex-presidente da “Corte” Ricardo Lewandowski, que usou o substantivo com o O aberto para determinar o corte de parte da pena da protegida de seu amigo de São Bernardo, Lula da Silva. Ao fatiar o artigo da Constituição e, assim, permitir que a ré pudesse assumir o emprego de “merendeira” de escola, o dadivoso jurisconsulto do ABC abriu caminho para a deposta candidatar-se a senadora ou a deputada federal, o que melhor lhe convier, conforme acaba de declarar com aquele seu estilo que torna a última flor do Lácio o primeiro espinho do latim vulgar. E ao fatiar a Carta Magna o ilustre togado ganhou a justa alcunha de Juvenal federal, em homenagem ao personagem da publicidade do presunto, alçado a jurisprudência.

Assim sendo, dia virá em que, parodiando o Evangelho, os brasileiros de boa-fé ainda dirão, para justificar os fatos acima relatados: “Ao sapo o que é do sapo, só se ele for imberbe, ou seja, a lei”. Mas “ao gato o que é do gato, desde que seja angorá, ou seja, um pires cheinho de leite de pato”. Mas isso tudo, é claro, “só se for a pau, Juvenal”.

José Nêumanne

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne na segunda-feira 20 de fevereiro de 2017)

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Diário no Blog do Nêumanne: Jean e James

Diário no Blog do Nêumanne: Jean e James

No Diário do Blog do Nêumane, da sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017.

José Nêumanne

Carlos escreveu romance sobre seu caso com Jean, que era amante de James, o invisível

A semana termina com doces lembranças, luto e maus presságios. Vem aí o documentário Eu não sou seu negro e, além do belíssimo título, o filme me trouxe à memória velhas leituras de James Baldwin, de repente ressuscitado numa excepcional fotografia na capa do Caderno 2 de ontem. Uma prosa vigorosa, sem deslizes, como seu comportamento ético. Essa boa lembrança me levou a outra: Diana, a caçadora solitária, belo romance de Carlos Fuentes em que ele narrou seu romance clandestino com a estrela de Hollywood Jean Seberg, protagonista de À Bout de Souffle, que em Campina Grande, na Praça do Lions, apelidamos de Bafo numa peinha de nada – o clássico de Godard com ela e Belmondo, o galã feio. Seberg era casada com Romain Gary e amante de Baldwin. Foi vítima de calúnia do FBI, que a “acusou” de ter engravidado de um “pantera negra”, grupo de negros radicais que ela apoiava explicitamente.

Jean Seberg, em À bout de souffle (O acossado), de 1960,, de Jean-Luc Godard

Jean Seberg, em À bout de souffle (O acossado), de 1960,, de Jean-Luc Godard

Há quem suspeite de que seu suicídio (em 1979, parou o carro numa rua em Paris e tomou barbitúricos até morrer) fora, na verdade, um assassinato executado por espiões ianques ainda na guerra fria. Recordação boa de ter também trouxe a morte de Tibério Gaspar, parceiro de Antônio Adolfo em tantas belas canções, principalmente Sá Marina, numa interpretação de Simonal de fazer chorar (alô Max e Simoninha, aquele abraço!). Luto por Tibério, Simonal, Imperial, Tim Maia e toda aquela geração genial que me acolheu no Rio de Janeiro que eles encantavam quando por lá cheguei em 1969, mas não existe mais. A Operação Leviatã, que mostrou a propina passando de pai pra filho no clã Lobão, transportou-me aos ano 70, quando escrevia na Revista de Cultura Vozes, dirigida então por Frei Clarêncio Neotti e Frei Sinval de Itacaramby Leão, sobre uma de minhas obsessões intelectuais de então: o embate imaginário entre os ascetas Thomas Hobbes e John Locke.

Um começo inesquecível de livro: “Sou um homem invisível” (James Baldwin, na foto)

Um começo inesquecível de livro: “Sou um homem invisível” (James Baldwin, na foto)

Não deixa de pintar uma saudadezinha insinuante. Presságios malvados são o Edison Cara de Facínora Lobão na presidência da CCJ do Senado, Rodrigo Bolinha Botafogo Maia dando uma de surdo às ordens da Justiça na presidência da Câmara e doutor Temer abusando da licença para errar, mantendo o professor Quadrilha e dando carne a seu felino angorá. Quanto fantasma me assombra neste momento, enquanto, felizmente, os fantasminhas camaradas me sorriem e me fazem sorrir, sorrateiro.

*Jornalista, poeta e escritor

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Comentário no Jornal da Gazeta: Garantia de impunidade

Comentário no Jornal da Gazeta: Garantia de impunidade

Ou é foro ou é Moro, e o STF garante impunidade

(Comentário no Jornal da Gazeta da quinta-feira 16 de fevereiro de 2017)

 

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Comentário no Direto ao Assunto 3: Alô, alô, Anatel, oi…

Comentário no Direto ao Assunto 3: Alô, alô, Anatel, oi…

Questões para Juarez Quadros, presidente da Anatel, sobre projeto da Lei Geral das Telecomunicações: O que motiva a pressa e tentar impedir o debate público que deve haver sobre assunto de tal relevância, evitando a votação no plenário do Senado da LGT? Que argumento foi tão forte para fazê-lo ter hoje posição divergente, ou no mínimo bem diferente, da que expressou para Consuelo Diegues na reportagem da Piauí sobre a guerra das teles? O que justifica perdoar dívidas de R$ 20 bilhões da Oi com a Anatel, se elas evidenciam maus serviços aos clientes, por cujos interesses a agência deveria zelar? Por que a Anatel não sugere ao governo e ao Senado leiloar as concessionárias inviáveis?

(Comentário no Direto ao Assunto 3 da Rádio Estadão – FM 92,9 – na quinta-feira 16 de fevereiro de 2017, às 7h44m)

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