Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

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No Blog do Nêumanne: Erros judiciários beneficiam Vaccari

No Blog do Nêumanne: Erros judiciários beneficiam Vaccari

Ex-tesoureiro do PT só cumpriu 9% da pena de primeira instância após ter prejudicado 8.500 bancários, que pouparam a vida inteira para financiar moradias em que nunca viveram

No fim da semana passada, uma série de medidas comuns, mas que demonstram o absurdo a que chega a impunidade no Brasil, mercê principalmente da cumplicidade de partidos e políticos com corruptos, estelionatários e outros delinquentes, descambou em grave erro judiciário. Só que, desta vez, ao contrário do mais notório do gênero no Brasil, O Caso dos Irmãos Naves, transformado em clássico do cinema brasileiro por Luís Sérgio Person, baseado em livro homônimo de João Alamy Filho, resultou em benefício do réu e em prejuízo de suas milhares de vítimas. O protagonista do feito é o bancário e dirigente político João Vaccari Neto. Suas vítimas são 8.500 colegas de ofício que viram economias de vidas inteiras, descontadas de seus salários, se desfazerem em pó.

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No Estadão desta quarta-feira: Impunidade garantida

No Estadão desta quarta-feira: Impunidade  garantida

Voto de Cármen Lúcia a favor de Bendine indica que “garantistas” agora têm maioria no STF

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso não concordou com a decisão, por 3 a 1, da Segunda Turma da Corte anulando a condenação do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás Ademir Bendine. “Nem o Código Penal nem a lei da colaboração premiada fazem esta distinção que o Supremo adotou. Penso que não é possível o tribunal, invocando o direito de defesa, ampliar norma processual”. Especialista em combate à corrupção, o professor de Direito da USP Modesto Carvalhosa revelou idêntico entendimento no seu perfil no Twitter: “Este precedente, aberto graças à ministra Cármen Lúcia, a Gilmar Mendes e Lewandowski, foi apenas uma desculpa esfarrapada para dar argumentos aos advogados de Lula”. E o desembargador Walter Maierovitch ironizou: “Só de ficar atento ao voto de três ministros do Supremo Edson Fachin teve torcicolo”.

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No Blog do Nêumanne: O preferido e o preterido

No Blog do Nêumanne: O preferido e o preterido

Bolsonaro insiste em dizer que nomeará chefe da AGU para STF, 15 meses antes da aposentadoria do decano  Celso de Mello, para mostrar a Toffoli que não deixará de cumprir o combinado

Em almoço no sábado 31 de agosto no Quartel-General do Exército (vulgo Forte Apache), em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro dispôs-se a conversar informalmente, sem direito a gravação, com jornalistas. E como sempre ocorre nessas ocasiões, sentiu-se à vontade para fazer revelações informais, mas que gostaria de ver publicadas. Foi o caso de um assunto remoto, que ele faz questão de tornar urgente: a nomeação do substituto do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello.

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Nêumanne entrevista Rubens Ricupero

Nêumanne entrevista Rubens Ricupero

Preocupa a Ricupero,

que chefiou pastas da Fazenda e Meio Ambiente,

boicote a nossos produtos

por mercados ricos, em especial europeus

 

 

Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda no governo Itamar, adverte que “pior até do que eventuais sanções comerciais de governos será o boicote espontâneo dos consumidores europeus, extremamente sensíveis às questões ambientais, que não comprarão produtos brasileiros se tiverem conhecimento da origem. A prova de que não se trata de fantasias são as declarações do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, o maior exportador individual de algodão e o segundo de soja, que já está sentindo dificuldades em seus negócios. No mesmo sentido vão os pronunciamentos do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio”. Protagonista da série Nêumanne Entrevista desta semana, o ex-embaixador do Brasil em Washington também discordou da escolha do deputado Eduardo Bolsonaro para o cargo mais importante do Itamaraty no exterior, por motivos que garante nada terem que ver com corporativismo diplomático. “O posto de embaixador deve ter institucionalidade, não pode servir para representar uma pessoa, uma família. Outro aspecto é a imparcialidade para julgar os assuntos. O pior defeito de um diplomata é se identificar com o governo estrangeiro e passar a defender os interesses desse país. É o que fez Eduardo Bolsonaro ao tomar partido público pela reeleição de Trump, ao declarar à Fox News que apoiava a construção do muro na fronteira com o México porque muitos dos imigrantes eram criminosos, ao afirmar que sentia vergonha pelos brasileiros imigrantes ilegais, gente honrada e trabalhadeira que emigrou por não ter encontrado oportunidades no Brasil.

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No Blog do Nêumanne: Se manda, Moro, vai embora!

No Blog do Nêumanne: Se manda, Moro, vai embora!

Bolsonaro não quer arcar com o ônus moral da demissão de Moro e recorre a um morde-e-assopra que não condiz com as responsabilidades de seu posto nem com o prestígio do ministro da Justiça

No fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro recebeu na página oficial de presidente da República o seguinte apelo de um internauta identificado como Bunny: “Jair Messias Bolsonaro, cuide bem do ministro Moro, você sabe que votamos em um governo composto por você, ele e o Paulo Guedes”. E respondeu: “Com todo o respeito a ele, mas o mesmo não esteve comigo durante a campanha, até que, como juiz, não poderia”.

O recado foi dado no noticiário de fim de semana e, a meu ver, não merecia o destaque que mereceu, mesmo sem levar em conta a extrema miséria do vernáculo a que foi reduzido. Afinal, se se considerar que até que possa ser um simulacro de porque a sentença capenga não configura uma tentativa sibilina de desautorizar, desmoralizar ou apequenar um ministro de Estado. Nem sequer mais uma das várias farpas que o chefe do governo tem disparado no ministro da Justiça e da Segurança Pública, com a qual ele parece oferecer corda para o ex-juiz se enforcar sem querer se dar ao trabalho sequer de lhe pôr o laço no pescoço.

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No Blog do Nêumanne: Não há deuses nesta tragédia

No Blog do Nêumanne: Não há deuses nesta tragédia

Nesta peça sem heróis, as almas enfermas

só querem piorar as doenças de todos

O presidente Jair Bolsonaro acaba de levar um pito do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, por ter devolvido ao Congresso cópia de medida provisória (MP) ali antes derrubada. Ele próprio reconheceu que havia errado, embora tenha atribuído a iniciativa a um assessor do qual não declinou o nome. Antes disso havia encaminhado ao mesmo destinatário outra MP, transferindo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o da Justiça. E os parlamentares o derrotaram, mantendo a inteligência financeira subordinada ao primeiro. Agora resolveu desviar aquele órgão para o Banco Central (BC). Um vaivém descabido, dirá qualquer brasileiro sensato. Mas o chefão não terá violado a Constituição. O Congresso é que poderá alegar que não há urgência, já que a subordinação do Coaf foi decidida faz muito pouco tempo.

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