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Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro festeja Witzel investigado

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro festeja Witzel investigado

Durante investigações de suposta interferência na Polícia Federal, o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e aliados politizaram Operação Placebo na terça-feira, 26, tendo como alvo o governador do Rio, Wilson Witzel. Autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça, a devassa tem origem em investigação que apura desvios de recursos para atender emergência da covid-19 no Estado e foi interpretada no Planalto como um “troco” ao adversário político. Eufórico, o presidente deu “parabéns” à PF nas redes sociais. A declaração da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que antecipou operações contra governadores, e publicações nas redes sociais dos filhos de Bolsonaro serviram de pretexto ao governador que se diz alvo de perseguição política. Isso, contudo, não basta para inocentá-lo. Ele tem de, no mínimo, dar explicações. E não deu.

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Assuntos para comentário na quarta-feira 27 de maio de 2020:

1 – Haisem – Governador do Rio é alvo de operação da PF sobre desvios – Esta é a manchete de primeira página da edição do Estadão de hoje – Por que, na sua opinião, as pragas das palavras corrupção e Rio de Janeiro voltam a se encontrar em pleno pico da covid-19 na cidade e no Brasil

2 – Carolina – Aliados de Bolsonaro tratam operação da PF como troco a Witzel em duas batalhas – diz título da capa do Portal do Estadão agora cedo. Você acha que a operação Placebo poderá ser mais uma evidência da interferência política do presidente da República na polícia judiciária

3 – Haisem – Ministro do STF manda Weintraub se explicar à Polícia – diz chamada de primeira página do Estadão de hoje. Afinal,de quantos crimes é acusado o ministro da Educação pelo relator do inquérito das fakenews no Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes

4 – Carolina – PGR vai avaliar pedido para investigar portaria das munições – diz título da principal página da Editoria de Política no Portal do Estadão hoje – Você acha que o assunto merece mesmo esse destaque

5 – Haisem – A milícia anunciada por um governo com gângsteres – é o título de seu artigo na Página de Opinião do Estadão hoje. Que aspectos você aborda para fazer essas duas afirmações tão duras

6 – Carolina – Brasil tem mais mortes de covid-19 por dia no mundo – este é o título de chamada de primeira página na edição de hoje do Estadão – Por que você acha que chegamos a esse ponto mesmo tendo todas as vantagens proporcionadas pela posição no planisfério

Direto ao Assunto no YouTube: Robôs de Bolsonaro em risco de extinção

Direto ao Assunto no YouTube: Robôs de Bolsonaro em risco de extinção

Um dia depois de ter comemorado Operação Placebo do MPF e da PF com autorização do STJ, Bolsonaro teve de mover seu mais recente advogadinho particular, o puxa-saco presidencial da república bananeira do Vale do Ribeira, onde ele foi criado, o petista baiano Augusto Aras, para tentar desativar a devassa nos pelotões virtuais (e criminosos) de fuzilamento de reputações de inimigos, decretada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes com quebra de sigilo bancário e fiscal dos financiadores Luciano Hang, Edgar Corona, Rey Bianchi e Winston Lima, aos quais serve como despachante-mor da república do compadrio e apoiadores como Carla Zambelli, Bia Kicis, Sara Winter, Allan dos Santos, Douglas Garcia, do bloco carnavalesco Porão do Dops, Carteiro Reaça e Roberto Jefferson, corrupto e alcaguete do Mensalão do PT e dono do PTB do Centrão, que ele está comprando com cargos. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Artigo na página Opinião do Estadão: A milícia anunciada por um governo com gângsteres

Artigo na página Opinião do Estadão: A milícia anunciada por  um governo com gângsteres

Em reunião mafiosa, Bolsonaro avisa

que armará bandos contra seus ‘inimigos’ eleitos

Quando o vídeo da reunião do Conselho de Governo de 22 de abril teve o sigilo levantado, inocentes inúteis adotaram a definição do gabinete do ódio bolsonarista de que a bala de prata teria virado traque junino: “Ufa, a prova material da interferência política de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, denunciada por Sergio Moro, não foi exibida!”.

Nenhum figurão da República deu importância a uma personagem relevante do inquérito, a deputada Carla Zambelli, que havia oferecido uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ao então ministro da Justiça. Antes de ser divulgado o vídeo, ela definiu: “Moro caiu porque é desarmamentista”. Nem sequer lhe foi dedicado um muxoxo de “tolinha”. Pois não é que a atual pomba-correio do presidente da República na Câmara dos Deputados e na Secretaria Especial de Cultura tinha razão? Meninos, eu vi. Basta ver e ouvir o que seu “mito” que mente disse.

Segue transcrição oficial: “Como é fácil impor uma ditadura no Brasil. Como é fácil. O povo tá dentro de casa. Por isso que eu quero, ministro da Justiça e ministro da Defesa, que o povo se arme! Que é a garantia que não vai ter um filho da puta aparecer pra impor uma ditadura aqui! Que é fácil impor uma ditadura”, esbravejou o chefão. E frisou: “Eu peço ao Fernando (Azevedo e Silva, ministro da Defesa) e ao Moro que, por favor, assinem essa portaria hoje”, disse o “senhor Constituição” na reunião em que, ao contrário do agendado, não se discutiu a reconstrução da economia pós-pandemia. A não ser por discursos “kaftianos” (apud Weintraub) do “posto Ipiranga” da economia. Tudo numa linguagem que não foi de prostíbulo de porto nem de botequim pé-sujo, mais respeitáveis, mas das reuniões da Máfia de Chicago, sob o taco de beisebol de Al Capone, durante a Lei Seca nos Estados Unidos.

O “capitão cloroquina” fez aí referências explícitas a dois ministros e sobre elas o advogado-geral da União, José Levi do Amaral Júnior, nem se importou em inventar a mentira deslavada do pito na segurança pessoal, assumida pelos generais palacianos, de que tratava, em linguagem de chulé, de crimes que o procurador-geral da República, Augusto Aras, nem sequer se quis dar ao luxo de ver e ouvir na sessão prévia para as partes. No dicionário limitado de um, União, que inclui o Legislativo e o Judiciário federais, é sinônimo exclusivo de “meu chefe” (que o chama de “meu advogado”). O que é algo de pouca relevância, de vez que este se diz dono da voz do povo. E o outro, ao que parece, não se esforça para investigar algum eventual crime do usuário da caneta BIC capaz de alçá-lo ao “pretório excelso”.

Em 23 de abril, um dia depois, a portaria que Bolsonaro cobrou, e para a qual Zambelli chamou a atenção, foi publicada. O volume autorizado, que era de 200 cartuchos por ano, passou a ser de até 300 unidades por mês, a depender do calibre do armamento. A nobre parlamentar deve estar bem informada sobre o assunto, pois é casada com o coronel da PM cearense Aginaldo de Oliveira, egresso da corporação que pode ter lembrado ao capitão de milícias seus tempos de terrorista condenado e depois absolvido pela Justiça Militar. Então, foi-lhe permitido pelo Exército alterar provas do atentado a bomba que preparava contra quartéis e a adutora do Rio Guandu em sua luta obsessiva para melhorar o próprio soldo. Isso levou o ex-presidente Ernesto Geisel a chamá-lo de “mau militar”. Por sinal, a simpatia do chefe da famiglia Bolsonaro pelo motim recente da corporação do marido da devota fã ficou patente.

É claro que também confessou crime de interferência política, que levou os generais palacianos e o advogado-geral da União a agirem de má-fé, os três primeiros em depoimento no inquérito aberto pelo procurador-geral da República com autorização do STF e o último na defesa oficial do chefe do Executivo nessa mesma investigação.

A confissão de querer armar bandos contra o Estado de Direito foi adicionada à de interferir na polícia judiciária para ajudar o filho 01 e um amigo (Fabrício Queiroz) e à da existência de um serviço clandestino de informação pessoal. Os atos lembram os fasci di combattimento (grupos de combate) do fascismo do italiano Benito Mussolini. Mas pela linguagem usada e pelo passado de quem os comete têm mais que ver com as milícias da periferia do Rio, com as quais o idealizador do armamentismo cobrado de Moro se identifica. Ele saudou o tenente Adriano da Nóbrega, do Escritório do Crime, como herói do Bope, quando este já tinha sido condenado por homicídio. E mandou o filho 01 condecorá-lo com a medalha mais importante do Legislativo fluminense. A esse respeito comentou o citado ministro da Defesa, em abril de 2019: “A milícia começou numa intenção de proteger as comunidades. Na boa intenção. Começou com uma intenção de ajudar, mas desvirtuou. Desvirtuou e são bandos armados”. Que flor de ingenuidade!

Mas mais grave do que isso é que nossos falsos pais da Pátria passam ao largo de óbvias ameaças ao Estado de Direito. Incluindo-se aí as vítimas da milícia chavista de direita: João Doria, Wilson Witzel e Bruno Covas, ungidos da mesma consagração pelo voto popular em que se justifica o capo di tutti capi.

  • Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Página A2 do Estado de S. Paulo da quarta-feira 27 de maio de 2020)

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Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro prega guerra civil

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro prega guerra civil

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro disse que sofreu pressão do presidente Jair Bolsonaro para aprovar a portaria que aumentou em 33 vezes o acesso a munições no País. Ao Estadão, Moro revelou que não se opôs ao presidente para não abrir um novo ‘flanco’ de conflito no momento em que tentava evitar a troca no comando da Polícia Federal, o que ele considera que daria margem para uma interferência indevida no órgão. A pressão de Bolsonaro para armar a população e aprovar a portaria ficou evidente com a divulgação da reunião ministerial de 22 de abril. Com sigilo levantado pelo decano do STF, Celso de Mello, o vídeo mostra Jair Bolsonaro determinando que os ministros Sérgio Moro e Fernando Azevedo (da Defesa) providenciem a portaria que ampliava o acesso a munições. Uma clara conclamação à guerra civil.

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Assuntos do comentário de terça-feira 26 de maio de 2020:

1 – Haisem – Moro diz que assinou portaria que triplicou o acesso a munição por pressão de Bolsonaro – é a manchete do noticiário da Editoria Política no Portal do Estadão hoje – Qual a importância na vida real que você enxerga nesta medida de aparência meramente burocrática

2 – Carolina – Ministros militares agora negociam com o Centrão – Esta é a manchete de primeira página na edição de hoje do Estadão. Que conseqüências para a imagem das Forças Armadas perante a população poderá ter, na sua opinião, uma notícia destas

3 – Haisem –O que você aborda no artigo desta semana no Blog do Nêumanne, sob o título Nada de ideologia, é delinqüência

4 – Carolina – Fora da agenda, Bolsonaro se convida para encontrar Aras – é o título de uma chamada de capa no Portal do Estadão hoje cedo. O que levou Bolsonaro a ser tão gentil e tão intruso nesta visita, hein, Nêumanne

5 – Haisem – Em inquérito sigiloso a Polícia Federal chegou ao vereador Carlos Bolsonaro, o filho dito 02 do presidente, como chefe do esquema criminoso de fakenews investigado por determinação do Supremo Tribunal Federal. Você acha que este inquérito terá condições de avançar nesta pista

6 – Carolina – Militares bolsonaristas espalham ameaças ao Supremo nas redes – noticia o Portal do Estadão na Editoria Política. A seu ver, estas ameaças podem se concretizar em que tipo de conseqüência contra nosso Estado de Direito

Direto ao Assunto no YouTube: PF, Witzel e vazamento

Direto ao Assunto no YouTube: PF, Witzel e vazamento

Polícia Federal e Ministério Público Federal fizeram busca e apreensão no Palácio Laranjeiras e nos imóveis do governador Wilson Witzel por considerarem que ele e a mulher, Helena Witzel, têm conexão com o crime de corrupção na compra de equipamentos médicos para os hospitais de campanha de combate à pandemia na segunda cidade com mais casos e mortes no Brasil, o Rio de Janeiro. Sua atitude a respeito da compra de respiradores mecânicos que não funcionam em hospitais de campanha cujas obras não foram concluídas, a não ser só um, já é bastante passível de severa crítica, que infelizmente revela uma situação permanente de furto do erário com a agravante de onerar o Estado no orçamento da saúde no meio desta crise sanitária. O caso mais uma vez comprova que a PF continua sendo uma tábua de pirolito em termos de vazamento e, o que é pior, nunca se consegue elucidar caso nenhum,. Este, em especial, seria de capital importância, de vez que quem vazou foi a deputada Carla Zambelli, próxima de Bolsonaro, que é acusado de usar a polícia judicial como órgão de investigação para proteger família e amigo e perseguir inimigos, caso do governador fluminense. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal da Gazeta: Por onde andam os Pais da Pátria

Comentário no Jornal da Gazeta: Por onde andam os Pais da Pátria

Na funesta reunião de 22/04 Jair Bolsonaro explicou que seus decretos para facilitar porte de armas têm como objetivo armar milícias para reagirem a restrições sociais de seus inimigos governadores e prefeitos. Mas os falsos guardiões da democracia – entre eles, dois por ele citados, Doria, de São Paulo, e Wilson Witzel, não adotaram ações práticas para evitar esses atos golpistas arreganhados.

Para ver comentário no Jornal da Gazeta da segunda-feira 25 de maio de 2020, às 19 horas, clique no link abaixo:

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