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Direto ao Assunto

Direto ao Assunto no YouTube: Maia é cúmplice de Eduardo Bananinha

Direto ao Assunto no YouTube: Maia é cúmplice de Eduardo Bananinha

1 – Testes RT-PCR para detectar contágio pela covid 19 perdendo validade em armazéns do Ministério da Saúde comprovam incompetência em gestão do ministro, general Eduardo Pazuello, além de desprezo pela vida do povo e sabotagem do combate à pandemia pelo presidente Bolsonaro. 2 – Negar – como fizeram o vice Hamilton Mourão e o chefe de governo – é uma forma cínica de perpetuar o racismo. 3 – Presidente da Câmara dos Deputados é também culpado por ataques idiotas do filho 03 de Jair contra nosso maior parceiro comercial, a China. 4 – Pelé manifesta pesar pela morte de Diego Maradona, aos 60 anos. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Artigo no Estadão desta quarta-feira: A ignorância racista de Bolsonaro e Mourão

Artigo no Estadão desta quarta-feira: A ignorância racista de  Bolsonaro e Mourão

José Nêumanne

Ao negarem legado racista da escravidão,

presidente e vice se revelam seus arautos

Na quinta-feira 19, os brancos Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, policial militar temporário e, segundo a Polícia Federal, sem registro nacional para atuar como segurança, e Magno Braz Borges, ambos funcionários da Vector Segurança, mataram o soldador negro João Alberto Silveira Freitas. O massacre no estacionamento de uma loja do Carrefour em Porto Alegre provocou protestos a partir do dia seguinte, feriado da Consciência Negra em vários municípios brasileiros, incluindo São Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão, ambos da reserva do Exército, execraram esses protestos. “No Brasil não existe racismo”, pontificou o general. O capitão foi além ao comentar o fato, sem citar o nome da vítima, em suas redes sociais e em discurso em reunião virtual do G-20, afirmando que o Brasil é um país miscigenado e “foi a essência desse povo que conquistou a simpatia do mundo.” Disse ainda: “Contudo há quem queira destruí-la e colocar em seu lugar o conflito, o ressentimento, o ódio e a divisão entre raças, sempre mascarados de ‘luta por igualdade’ ou ‘justiça social’. Tudo em busca de poder”. E mais: “Aqueles que instigam o povo à discórdia, fabricando e promovendo conflitos, atentam não somente contra a Nação, mas contra nossa própria História. Quem prega isso está no lugar errado, seu lugar é no lixo”.

Aprendi no curso primário do Grupo Escolar Jovelina Gomes, em Uiraúna (PB), que a escravidão dos indígenas foi meio dominante de produção agrícola e extração mineral na colônia, usado por colonizadores brancos desde a descoberta até o século 18, quando o marquês de Pombal o extinguiu. Os bandeirantes paulistas, grandes heróis da conquista dos territórios aquém da imensa costa, recorreram à prática nos séculos 16 a 18: Fernão Dias e Raposo Tavares são cultuados em nomes de escolas. O crudelíssimo Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, conhecido pela crueldade na captura dos nativos, é cultuado da mesma forma.

Proibidos pela coroa portuguesa de escravizar índios, os brasileiros entraram num dos capítulos mais infames da História da humanidade: o tráfico de escravos importados da África. Em compensação, aqui existiu um dos movimentos políticos de maior nobreza: o abolicionismo. Negros, como José do Patrocínio, e brancos, como Joaquim Nabuco, edificaram o que de mais nobre o gênero humano produziu no meio de tantos réprobos, como o mulato Chachá, riquíssimo mercador de escravos nascido na Bahia e morador durante a maior parte de sua vida em Angola, onde se aproveitava dos costumes das tribos locais para viver à tripa forra, como descreveu com brilho o poeta Alberto da Costa e Silva.

Nas noites de breu do sertão, ouvi na récita de cor de minha mãe, Mundica Ferreira Pinto, os versos inspirados de outro baiano, Castro Alves, narrando o horror desse comércio em seu poema antológico Navio Negreiro: “E existe um povo que a bandeira empresta/ Pr’a cobrir tanta infâmia e cobardia!…/ E deixa-a transformar-se nessa festa/ Em manto impuro de bacante fria!…/ Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,/ Que impudente na gávea tripudia?!/ …Silêncio!… Musa! chora, chora tanto/ Que o pavilhão se lave no teu pranto…// Auriverde pendão de minha terra,/ Que a brisa do Brasil beija e balança,/ Estandarte que a luz do sol encerra,/ E as promessas divinas da esperança…/ Tu, que da liberdade após a guerra,/ Foste hasteado dos heróis na lança,/ Antes te houvessem roto na batalha,/ Que servires a um povo de mortalha!…”. E Freitas seria massacrado na data dedicada a essa bandeira.

Joaquim Nabuco, vulgo Quincas, o Belo, político e diplomata abolicionista, marcaria sua passagem como autor da obra-prima literária Um Estadista do Império e condenou de forma implacável o modo irresponsável como a princesa regente Isabel aboliu a escravatura. Os negros forros saíram de senzalas humilhantes para o degredo do desemprego, da mendicância, da discriminação e da miséria como regra. Isso, é claro, não impediu a genialidade de afrodescendentes, como o maior dos escritores brasileiros, Machado de Assis, parceiro de Nabuco na criação da Academia Brasileira de Letras, Lima Barreto e Cruz e Souza, entre tantos outros. Também tinham origem na África tribal escravagista o engenheiro André Rebouças e o maior esportista brasileiro de todos os tempos, simplesmente Pelé.

Jair Bolsonaro, descendente de colonos italianos, não tem autoridade política nem pessoal para insultar, como o fez, brasileiros sensíveis que sabem que o legado histórico da escravidão negra assombra a realidade brasileira ainda hoje. Nada, portanto, o autoriza a considerar “lixo” o patrício que condene o abominável massacre de Porto Alegre como resultado dele. Ao eliminar o nome da vítima de sua manifestação execrável, ele deu força à expressão Homem Invisível, da lavra do norte-americano Ralph Ellison, como a mais completa definição de racistas que se escondem como “daltônicos”, entre os quais ele e seu vice-presidente, orgulhosos da própria ignorância e executantes de uma política que ignora a História para reproduzir suas infâmias.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag.A2 do Estadão da quarta-feira 25 de novembro de 2020)

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Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro, aliado da covid

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro, aliado da covid

1 – O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pode ser alvo de eventual ação de improbidade administrativa, conforme avaliam. parlamentares que acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) e também o Tribunal de Contas da União (TCU). Querem saber se houve desperdício de recursos, negligência e inépcia do ministro. Jair Bolsonaro tem agido como aliado da covid 19. 2 – A luz elétrica voltou ao Amapá 22 dias depois de o povo viver na escuridão, mas, depois do que aconteceu, há uma enorme expectativa para saber se a solução chegou para ficar ou se podem registrar-se novas ocorrências de apagão. 3 – Donald Trump continua afirmando que a eleição de Joe Biden foi roubada, mas autorizou transição para o futuro governo, enquanto o presidente do Brasil, pato do Donald, fica na moita em relação à vitória do democrata. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro, Pazuello e Torres contra vacina

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro, Pazuello e Torres contra vacina

O laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford, que têm convênio com a Fiocruz, anunciaram ontem, em comunicado conjunto, que a vacina contra a covid-19 que estão desenvolvendo alcançou eficácia de 90%. Segundo os pesquisadores, diferente de outros imunizantes, este pode ser armazenado na geladeira, o que é um fator importante para a logística de distribuição e armazenamento especialmente em países como o Brasil. As outras vacinas têm anunciado índices similares. Agora temos de rezar para negacionismo do presidente Jair Bolsonaro e áulicos como o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e Barra Torres, da Anvisa, não continuem apresentando sabotagem para dificultar a aprovação ou procastinar os estudos e deixar os testes perderem a validade. Bolsonaro é aliado do vírus chinês.

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Assuntos para comentário na terça-feira 24 de novembro de 2020

1 .- Haisem – Vacina de Oxford é 90% eficaz; País pode imunizar 130 milhões – Esta é a manchete de primeira página na edição impressa do Estadão hoje. Você está otimista em relação ao desempenho das vacinas ou acha que negacionismo de Bolsonaro ainda produzirá efeitos maléficos de incentivo ao contágio do novo coronavírus

2 – Carolina – Trump ainda não admite derrota, mas já autoriza transição de governo – O título desta notícia está na posição mais alta da primeira página do jornal hoje. Será que, a seu ver, ela prenuncia a volta da racionalidade inclusive para seguidores surdos e cegos que torcem pelo presidente norte-americano como é o caso do brasileiro Jair Bolsonaro

3 – Haisem – Partido idealizado por Bolsonaro não obtém dez por cento de apoio – Este é o título do alto da página A 11 com noticiário das eleições no Estadão de hoje. O que justifica, na sua opinião, fiasco tão grande e óbvio de um governo federal com o poder, a força e o apoio que tem

4 – Carolina – Brasil e Amapá ao deus-dará – Este é o título de seu artigo no Blog do Nêumanne no Portal de Estadão, circulando na internet desde ontem. Que circunstâncias o levaram a assumir um prognóstico tão pesado como esse num texto assinado

No Blog do Nêumanne: Brasil e Amapá ao deus-dará

No Blog do Nêumanne: Brasil e Amapá ao deus-dará

José Nêumanne

Bolsonaro e Alcolumbre foram a Macapá em missão oficial inaugurar um gerador a Diesel e pedir votos para o irmão do beneficiário da fraude da eleição da Mesa do Senado, e o apagão continua

Em 3 de novembro, choveu forte no Amapá, e um incêndio na transmissora privada de eletricidade para a rede paralisou o fornecimento do Estado em cujo território corre o rio Oiapoque, no extremo norte do mapa do Brasil. No sábado 21, 17 dias depois, o presidente Jair Bolsonaro deu o ar de sua desgraça, inaugurou um gerador a Diesel, prometeu não cobrar a conta da luz que não foi entregue e pediu votos para José Samuel, irmão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, escolhido para o posto na Mesa em eleição fraudulenta com 81 eleitores e 82 votos. Pobre Amapá nas trevas, miniatura do Brasil, em cujo mapa no  extremo oposto fica o rio Chuí, durante o maior apagão de gestão da História.

Enquanto no Estado sem força, o povo sofre sem água nem urna e não se decidiu quem é o responsável pelo inferno de calor, treva e seca. E não faltam suspeitos. O primeiro deles é a privatização. A responsável pela transmissão de energia no estado do Amapá, desde 2008, é a Linhas de Macapá Transmissora de Energia, que até o ano passado pertencia à empresa espanhola Isolux, que venceu o leilão de privatização da Linhas de Macapá Transmissão de Energia em 2008, mas a transferiu no ano passado à Gemini Energia. A transmissão passou a depender de concessões de transmissão de empresas privadas, que não prestam o melhor serviço do mundo. O Valor Econômico informou que documentos do Ministério de Minas e Energia e do Operador Nacional do Sistema (ONS) atestam que a subestação atingida opera há mais de dois anos no limite de sua capacidade.

Da discussão em torno da privatização, quimera do liberal Paulo Guedes, que mantém o emprego, mas abandonou as convicções, a responsabilidade pelo caos é transferida para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). É ocioso lembrar que as agências que, em teoria, fiscalizam as empresas para as quais foram repassadas subsidiárias das antigas estatais, sempre foram dirigidas por paus-mandados dos governantes federais de plantão. O caso mais angustiante, mas não o único, é o da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dirigida pelo contra-almirante Antônio Barra Torres, negacionista e bajulador do presidente Bolsonaro. André Peppitone foi nomeado para a presidência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em agosto de 2018 pelo ex-presidente Michel Temer. O diretor do ONS,  Luiz Eduardo Barata Ferreira, é petista, foi nomeado por Dilma Rousseff e reconduzido por Temer. Peppitone e Barata foram afastados dos cargos pelo juiz federal João Bosco Costa Soares Batista como óbvios culpados. E as diretorias foram mantidas por decisão do 1.ª Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1).

A mera leitura do parágrafo anterior permitirá ao leitor ter uma ideia do saco de gatos que mantém o povo de Macapá no inferno de Dante Alighieri na vida real. Aneel e ONS mantêm relações estreitas com o Ministério das Minas e Energia. O ministro é o contra-almirante Bento Albuquerque que, ao contrário de seu chefe imediato, o capitão Jair Messias, viajou para o Estado em pane duas vezes antes da terceira, agora em companhia do próprio no sábado passado. Dois dias antes, respondeu, meio irritado, a um repórter que ele já tinha cumprido seu dever ao mandar publicar no Diário Oficial instruções para a retomada da normalidade. Em seguida, outra chuva provocou mais um apagão. Que lambança, hein?

Na sexta-feira, 20, o presidente Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio (TJ/RJ), desembargador Bernardo Garcez. Este fugiu da imprensa escondendo-se atrás de uma pilastra, onde, imaginou, não seria visto. Como lembrou O Antagonista, Garcez integra o órgão especial que julgará denúncia do MP/RJ contra o senador sonso Flávio Bolsonaro, primogênito do capitão.

No sábado, 21, após ter acompanhado o fiasco de candidatos por ele apoiados, de forma criminosa, em lives gravadas em próprios públicos, o chefe do governo foi a Macapá a convite do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Este perdeu, em 2014, a eleição para o governo do Amapá e conquistou, em 2018, vaga para o Senado, cuja presidência ocupou em fevereiro de 2019 em eleição fraudada, na qual de um total de 81 senadores 82 “votaram”.

Na viagem-relâmpago dos dois presidentes de Poderes, Bolsonaro e Alcolumbre, foi inaugurado, pasme a Nação, um gerador a óleo Diesel, que não encerrou o calvário do rodízio de eletricidade. Pois a providência que o contra-almirante Bento, também protagonista do ridículo atroz, mandou publicar dela não deu cabo. O povo do Amapá, que garantiu a sobrevida de José Sarney na política, quando o ex-presidente foi enxotado do Estado em que reinava, o Maranhão natal, na certa não terá muito a se orgulhar do fato de ter fornecido a tragédia pronta para definir o país inteiro. Como faz com  fúria contra a imunização da covid-19, o chefe do Executivo fez propaganda do irmão do comparsa do Centrão, que preside o Legislativo, sem a menor cerimônia. E este não se fez de rogado ao produzir a pérola que não é besta de jogar aos porcos: “o maior prejudicado com o apagão é meu irmão”. Outra rima que não é solução. Essa versão nortista das irmãs Cajazeiras da telenovela O Bem Amado, de Dias Gomes, inspira Bolsonaro a usar sem medo de ser feliz a retórica de Odorico Paraguaçu, de Sucupira.

Em homeagem à “banana, menina, tem vitamina, engorda e faz crescer”, esta não é a republiqueta de bananas, mas, sim, o principado das trevas, sob um príncipe que dispensa o cérebro para governar com o fígado azedo. O coitado do Amapá continua ao deus-dará, produzindo mais uma mísera rima, que não é solução de nada. E o Brasil todo idem ibidem.

  • Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne, segunda-feira 23 de novembro de 2020)

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Direto ao Assunto no YouTube: Governo Bolsonaro, apagão de gestão

Direto ao Assunto no YouTube: Governo Bolsonaro, apagão de gestão

1 – O presidente Jair Bolsonaro chamou de “lixo” todo brasileiro que protestar contra massacre do soldador negro por dois seguranças brancos por mera ignorância da história do Brasil. 2 – O chefe do Executivo foi a Macapá inaugurar um gerador e até agora o Amapá continua às escuras como, de resto, o Brasil todo, vítima de apagão de gestão. 3 – Sete milhões de testes de covid estão perdendo validade em armazém. 4 – Depoimentos de Robnerto Romano e Benedito Rui Barbosa na série Nêumanne entrevista são imperdíveis. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.
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