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Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: AI 5, lembrança infeliz de um ignorante

Comentário no Jornal Eldorado: AI 5, lembrança infeliz de um ignorante

Eduardo, o filho 03 do presidente Bolsonaro, disse, em entrevista a Leda Nagle, que AI 5 seria uma opção para enfrentar possíveis convulsões sociais criadas pela esquerda. O pai mandou o repórter que o entrevistou a respeito cobrar dele. Em seguida, o deputado disse que a imunidade parlamentar lhe permite falar o que bem entender. Tudo errado. Não há expectativa nem perspectiva de convulsões sociais similares à do Chile no Brasil. Qualquer citação do ato que instituiu a ditadura de 1968 é recebida com repugnância e temor entre todos, inclusive militares. Se o pai se recusa  a recriminar o filho, também deveria eximir-se de indicá-lo para qualquer cargo público sob sua responsabilidade.

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Assuntos para comentário da sexta-feira 1 de novembro de 2019

1 – Haisem – A manchete do Estadão de hoje é: Repúdio a fala sobre ‘novo AI 5’ obriga Eduardo a se desculpar. O que você acha que teria levado o filho de Jair Bolsonaro a falar esse disparate, que mereceu reação contrária de todos, inclusive dos militares, incluindo aí o próprio Jair Bolsonaro

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2 – Carolina – Por que esse palpite infeliz causou tanto reboliço nos meios políticos e que conseqüências ela pode vir a ter para a democracia

3 – Haisem – Você achou ter sido adequada e suficiente a reação do presidente da República ao cumprir o juramento feito na posse de defender a Constituição

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4 – Carolina – O pedido de desculpas do deputado, que teve 1,8 milhão de votos, foi satisfatório e justifica sua eventual indicação para cargos de alta relevância, como a embaixada do Brasil em Washington

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5 – Haisem – Perícia sobe menção a Bolsonaro foi feita em 2h25 – é outro título referente à família presidencial na dobra de cima da primeira página do Estadão. Você ainda tem algo a dizer sobre o assunto da menção ao nome de Bolsonaro na cobertura do Jornal Nacional sobre a investigação policial da execução de Marielle Franco e Anderson Gomes

6 – Carolina – Que sinais dá a ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de mandar soltar os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony e Rosinha Garotinho

7 – Haisem – Que reação você teve ao ler o artigo Uma certa dimensão do desastre, de Fernando Gabeira na página de Opinião do Estadão hoje

8 – Carolina – Que lacunas preenchem as informações trazidas ao leitor do Estadão ao ler o artigo intitulado Não chores por mim, Argentina, do jornalista Flávio Tavares, na mesma página 2 do jornal

Comentário no Jornal da Gazeta: Barbeiragens da Globo com Bolsonaro

Comentário no Jornal da Gazeta: Barbeiragens da Globo com Bolsonaro

O Jornal Nacional de terça-feira 29 de outubro de 2019 cometeu erros que bom jornalismo não admite. Na reportagem que citou como fonte um porteiro do condomínio onde moravam Bolsonaro e o acusado pela polícia de ter matado Marielle e Anderson, não ouviu o presidente, que poderia ser mobilizado a qualquer momento pela enviada especial à Arábia Delis Ortiz. Além disso, a apuração foi deficiente e a reportagem não foi à portaria do condomínio consultar registros e áudios. Depois, o MP informou que o porteiro citado mentiu à polícia. Uma barbeiragem atrás da outra.

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Direto ao Assunto no YouTube: E nada da Globo se desculpar

Direto ao Assunto no YouTube: E nada da Globo se desculpar

Não há mais dúvida de que o porteiro do condomínio, onde moravam em 14 de março de 2018, o presidente Bolsonaro e o suposto assassino de Marielle Franco e Anderson Gomes, mentiu à polícia ao afirmar que o ex-PM acusado na investigação de ter levado o atirador ao local do crime teve autorização para entrar, dada por alguém que ele identificou como “seu Jair”, mas foi para a casa do atirador, Ronnie Lessa. Quando a Globo deu ao funcionário status de sua fonte, o MP já sabia que ela mentia, conforme constava dos autos por iniciativa do próprio Élcio Queiroz. E a emissora continua misturando tudo de forma a dar ao telespectador ilusão de que ela não errou. Errou. Errou feio. E, além de se desculpar, o que não fez, teria de informar detalhes sobre a vida e as intenções da origem de sua notícia falsa envolvendo Bolsonaro no hediondo crime da execução da vereadora do PSOL e de seu motorista. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

 

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Comentário no Jornal Eldorado: Que vexame da Globo!

Comentário no Jornal Eldorado: Que vexame da Globo!

O porteiro do condomínio em que Bolsonaro foi vizinho de Ronnie Lessa, acusado pelo assassin ato de Marielle, e autor da versão que envolveria o chefe do governo na execução, continua sem nome, mas já se sabe que ele mentiu. A procuradora Simone Sibílio, do MP/RJ, contou isso menos de a mentira completar um dia visitando meios de comunicação do país e do mundo a partir de sua veiculação pelo Jornal Nacional. Isso foi confirmado pelo advogado de Elcio de Queiroz, que, conforme a barriga da Globo, teria entrado no condomínio dizendo ir para a casa do presidente. O mentiroso não apareceu e a emissora não se retratou. Vergonha alheia.

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Assuntos do comentário da quinta-feira 31 de outubro de 2019

1 – Haisem – Ministério Publico do Rio diz que porteiro mentiu ao citar Bolsonaro – diz título de chamada no alto da primeira página do Estadão hoje. Quer dizer, então, que, em vez de furo, foi barriga o envolvimento do presidente da República no inquérito sobre execução de Marielle Franco

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2 – Carolina – Qual foi a conclusão do procurador-geral da República, Augusto Aras, a respeito do depoimento do porteiro do condomínio onde foram vizinhos Jair Bolsonaro e Ronnie Lessa, apontado pela policia do Rio como assassino de Marielle Franco e Anderson Gomes

3 – Haisem – O que há a dizer sobre o estardalhaço dado à mentira do porteiro no Jornal Nacional de anteontem

4 – Carolina – Que explicações o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, ainda está devendo sobre o encontro que ele teve com procuradores do Ministério Público do Rio para tratar da eventual citação ao presidente da República no caso Marielle

5 – Haisem – O que você achou da defesa que Dias Toffoli fez do Poder Judiciário no Summit Brasil, promovido pelo Estadão no Ibirapuera ontem

6 – Carolina – O que você destaca para nossos ouvintes da palestra feita ontem no Summit Brasil do Estadão pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a respeito da economia brasileira no momento

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7 – Haisem – Que conseqüências poderá ter a decisão tomada pela juíza da Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Lebbos, a respeito do trânsito do presidiário Lula da Silva para do regime fechado de prisão para o semiaberto

8 – Carolina – Fim de uma era no ABC – registra o Estadão em sua primeira página hoje. Que lembranças despertam em você a reportagem da colega Cleide Silva, da Economia do Estadão, a respeito da montagem do último veículo da Ford depois de 52 anos de inauguração de sua fábrica no ABC

Nesta quarta-feira no Estadão: É de teratologia caso do STF

Nesta quarta-feira no Estadão: É de teratologia  caso do STF

José Nêumanne

Para fingir que Corte não está rachada ao meio Toffoli negará sentido ao ‘voto de Minerva’

O vulgo acha que cabe ao primeiro psicanalista, o austríaco Sigmund Freud, o dom de poder entender qualquer ação humana. Para explicar, mas nunca justificar, as duas sessões da semana passada em que o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou sua decisão sobre a extinção da jurisprudência da eventualidade da prisão para condenados em segunda instância, talvez seja necessário recorrer à teratologia. Ou seja, ao estudo médico das anomalias de origem fetal. Homo sum: humani nil a me alienum puto (Sou humano, nada do que é humano me é estranho), escreveu o poeta romano Públio Terêncio, no século 2 a. C.

Qualquer ser humano com quociente de inteligência (QI) de mais de 30 só se conformará com o que viu no julgamento do plenário sobre culpa, inocência, prisão e impunidade se aceitar o conformismo do verso clássico. Que consolo lhe poderá restar se se dispuser a entender por que um tema de exclusivo interesse de bandidos milionários (com fortuna amealhada no furto indecente do fruto do empenho e do engenho de milhões de trabalhadores pobres) ou de cidadãos remediados da classe média tem sido repetido de forma tão insistente como esse? Que remédio curará a náusea causada pelo espetáculo abjeto de bajulação e autolatria perpetrado pelo mais antigo dos máximos julgadores, o decano Celso de Mello, e o presidente da mais autoindulgente das Cortes, Dias Toffoli?

O chamado pretório excelso nem sempre atuou de molde a justificar a pomposa nobreza dessa denominação. Mas nunca antes na história dela – como diria o patrono da indicação da maioria deles (três dele e três do poste), o multicondenado Lula – negou sua pompa de forma tão absoluta. A celebração de bodas de zinco do nada excelso chefe do bando, ao que saiba a plebe ignara, que lhes paga salários, mas não frui benefícios, é inusitada. Mas lógica. O procurador indicado pelo advogado Saulo Ramos e nomeado por Sarney é do mesmo estofo do advogadinho que só serviu a petistas.

Toffoli, reprovado duas vezes em concursos públicos para a magistratura de primeiro grau, teve seus anos de serviço prestados aos autores do maior assalto ao erário da História da Republica. A saga foi celebrada no livro Democracia e Sistema de Justiça, coordenado pelo colega Alexandre de Moraes e pelo advogado-geral da União de Bolsonaro, André Luiz de Almeida Mendonça. O primeiro, lançado no serviço público por Kassab e Alckmin e nomeado para o mais alto posto por Temer, goza com seu primeiro chefe na gestão pública, o ex-prefeito de São Paulo, de conceito similar à descrição de Mello pelo ex-ministro da Justiça da Nova República no livro Código da Vida, com expressão escatológica.

O outro coordenador tem ótimas razões para louvar sempre que possível o padrinho secreto, graças a quem escalou do mínimo ao máximo degraus da Advocacia-Geral (AGU): tem sido aquinhoado com prenúncios para lá de promissores pelo presidente da República. Eleito para combater o Partido dos Trabalhadores (PT), o capitão Bolsonaro define-o sempre que pode como “mais supremável do que Sergio Moro”, por ser “terrivelmente evangélico”, a ocupar justamente o lugar de Celso de Mello quando se aposentar do STF, em novembro de 2020.

O homenageado suspendeu a primeira sessão da votação para prestigiar com alguns autores de textos e os dois organizadores o “beijem minha mão”. Vovó Nanita diria que são da mesma laia. E com toda a razão. Moraes relata o infame inquérito de Toffoli para calar a boca (alô, alô, Cármen Lúcia) de cidadãos que erguerem a voz contra ministros da Casa, seus parentes e aderentes. E assinou a decisão de censurar a revista Crusoé. A futura promoção de Mendonça à máxima judicatura foi precedida por decisões monocráticas de Toffoli e Gilmar livrando o primogênito de Jair e as esposas deles mesmos dos rigores da lei.

Na sessão posterior à louvação, Rosa Weber foi autorizada por Toffoli a exaurir a paciência de colegas e ouvintes com um voto mal escrito e precariamente lido, negando suas três intervenções anteriores ao esconder na gaveta do toucador sua falsa obediência à colegialidade. Esse decisivo voto impõe a metamorfose da jurisprudência em publicação periódica na quinta tentativa em dez anos, uma a cada dois. Os eventuais autores do cartapácio cometeram a impropriedade de introduzir entre citações enxundiosas de declarações internacionais de direitos humanos versos primorosos do poema À espera dos bárbaros, da lavra do alexandrino de origem grega Constantino Kaváfis, que dizem o oposto do que ela queria afirmar. Não é de estranhar. Afinal, madame violou o vernáculo ao atribuir à expressão constitucional “considerar culpado” sinonimia de “ser preso”.

Lewandowski cometeu este erro e mais dois no voto em que limitou o combate à corrupção, prioridade para o povo, a mero anseio de “setor politicamente motivado”. Disse ainda ser intocável a Constituição que ele mesmo rasurou ao permitir a Dilma exercer cargo público pós-impeachment, escarrando na função de evitar o truque de Renan Calheiros e Kátia Abreu. Não se entenda como correção a derrota de Dilma na eleição para senador em Minas, pois cabe ao cidadão escolher ou rejeitar, mas não corrigir falhas de quem acha que se acerca de Deus quem fica longe do povo. Ao contrário.

Ao sair da função do alto picadeiro, por ele dirigida, Toffoli insinuou que, em face do eventual empate de cinco a cinco, não decidirá por sua convicção “garantista” de impunidade, mas fiel ao dever de presidente e pacificador. Nunca antes a expressão “voto de Minerva”, referente à deusa romana da justiça, da sabedoria e da indústria, terá sido tão imprópria se a usar para transferir ao Superior Tribunal de Justiça a função que podia ter sido da segunda instância ou da última, no STF. Nem o rei Salomão recorreria a algo que não consta sequer do Código de Hamurabi.

  • Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag. 2A de O Estado de S. Paulo quarta-feira 30 de outubro de 2019)

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Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro dá aula de ética à Globo

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro dá aula de ética à Globo

Reportagem, dada como furo, do Jornal Nacional da Globo na noite de terça-feira 29 de outubro de 2019, tentando envolver o presidente Jair Bolsonaro na execução da vereadora do PSOL Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, é fruto de vagabundagem no duplo sentido da palavra: preguiça e abandono de mínimos cuidados a serem tomados em qualquer denúncia, caso de dar a palavra ao denunciado, qualquer que seja ele. A resposta numa live enfurecida e emocionada na rede social da vítima foi um banho de comunicação numa empresa que se diz de comunicação. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

 

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