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No Blog do Nêumanne, Política, Estadão: Golpes em marcha

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José Nêumanne

Lista na eleição evita que cidadão puna políticos e autoanistia os deixa livres para cometer crimes

Ninguém ouviu, mas ao longo de todo o domingo passado um grande suspiro de alívio percorreu o Brasil do Oiapoque ao Chuí, com uma parada significativa em Brasília, capital federal. Todos os políticos com algum mandato no Legislativo ou no Executivo, federal, estadual ou municipal, comemoraram secretamente, sem ousar sequer aparentar felicidade nem na intimidade da alcova, à hora de se recolher ao tálamo, a outonal ausência da cidadania nas ruas mais importantes das maiores cidades brasileiras. Para evitar os mais descarados golpes da História desde a Independência – a manutenção da prerrogativa de foro, a autoanistia no uso de caixa 2 e, acima de tudo e de todos, a lista fechada dos candidatos nas eleições – o povo não se mobilizou, como o fizera antes para protestar contra o Brasil oficial em 2013 e pelo impeachment de Dilma em 2015 e 2016.

Em 2013, assim que o povo voltou pra casa e os black blocs pararam de depredar o patrimônio alheio, público ou privado, Dilma Rousseff anunciou as decisões com que fingiu atender ao clamor das ruas roucas: Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma política e financiamento público de campanhas eleitorais. Nunca a estupidez pessoal de um ser humano (o que ela pelo menos aparenta ser) desserviu a tantos semelhantes de uma vez só. Em 2016 o Congresso Nacional a depôs por outros crimes, fingindo atender ao mesmo clamor. Mentira! Os congressistas depuseram a “presidenta” porque não suportavam o desprezo e a indiferença com que ela os maltratava, usando o poder para humilhá-los, mesmo ao custo de perdê-lo. Isso ficou claro quando foi revelada a senha do movimento tido como golpista pelos depostos com ela: “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”. A sentença consagrou o autor como o frasista preferencial de todos os governos, Romero Jucá, pernambucano, senador por Roraima, militante do PMDB e serviçal de todos os presidentes – de Fernando Henrique, do PSDB, a Lula e Dilma, do PT.

O ilustre prócer, atualmente na presidência do maior partido do País, o PMDB, posseiro dos maiores postos do Legislativo e do Executivo da República, o nominado Caju da lista de propinas da Odebrecht, também não teve pejo de reclamar quando tentaram limitar o foro privilegiado. Definiu o privilégio como “suruba seletiva” e exigiu que dela todos participassem. Todos os políticos, os mandatários, os poderosos do regime, naturalmente. Como a anistia reclamada pela oposição para avalizar a abertura democrática da ditadura de Geisel e Figueiredo: “ampla, geral e irrestrita”. A metáfora indecorosa da República indecente, contudo, nunca será mais pornográfica do que a prática republicana da venda por facilidades financeiras para ultrapassar as dificuldades do decoro político.

Todos com o chefe juntos por um ideal comum: ficar no poder ilesos, livres e impunes Foto: Beto Barata/PR

Todos com o chefe juntos por um ideal comum: ficar no poder ilesos, livres e impunes Foto: Beto Barata/PR

As extraordinárias circunstâncias que permitiram, primeiro, a Ação Penal 470, vulgo mensalão, e, depois, a Operação Lava Jato, dita petrolão, terminaram por quebrar um ancestral paradigma do Brasil dos coronéis e dos titãs populistas, aquele segundo o qual só iam para a cadeia pretos, pobres e prostitutas. Frequentam os cárceres da “república de Curitiba” vários dos mais ricos empreiteiros pátrios, inclusive o maioral de todos, Marcelo Odebrecht, e alguns “heróis do povo brasileiro”, que assaltaram bancos para financiar a guerrilha e, depois, saquearam o Estado inteiro, sem exceção de cofre, por poder, fortuna e conforto. No entanto, ainda não foi quebrada a barreira estabelecida por Artur Bernardes na Primeira República: “aos amigos, tudo; aos inimigos, o rigor da lei”. Com uma adaptação: “aos mandatários, tudo; aos sem-mandato, a lei mais rigorosa”. Preso, Marcelo Odebrecht contou que comprou Lula e Dilma e deles obteve tudo o que precisava para prosperar mais do que os outros, aceitando, é claro, a companhia do cartel. Mas, pelo menos até agora, nenhum detentor de mandato de poder republicano paga por seus delitos. A exceção à regra é, claro, Eduardo Cunha, que ousou cuspir na cruz.

No impeachment de Dilma Rousseff, o verdadeiro golpe foi dado, cinicamente, por Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski: o fatiamento do artigo constitucional que a privaria de direitos políticos para que pudesse ser merendeira de escola. O que, aliás, representaria grave risco para a saúde da infância e da juventude do Brasil. Depois do “só se for a pau, Juvenal”, miríades de golpes se sucederam contra a Carta que, de tão vilipendiada, pode ser chamada de minima minimorum, em vez de Máxima. Foi o caso da permissão para Renan Calheiros delinquir presidindo o Senado desde que saísse da “linha sucessória”, que, aliás, nem existe, pois não há sucessor definido do vice que assumiu a Presidência. Quem quer que o substitua terá de convocar eleição indireta para ocupar o lugar. E também foi permitido ao vassalo Rodrigo Maia reeleger-se presidente da Câmara no meio da legislatura. Mais um escárnio na conta!

Tudo, porém, é café pequeno para o que se anuncia nesta algaravia de todo dia. Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já deu a deixa para a cassação da chapa Dilma-Temer sem criar atropelos à gestão federal. Cassa-se a chapa, decreta-se a inelegibilidade da titular e permite-se ao reserva que fique em campo. Ou seja, autorizar-se-lo-á (mesóclise dupla em homenagem a sua volúpia pelo fracionamento de verbos) a disputar (e vencer) a indireta para suceder-se a si mesmo no Congresso Nacional, que tantas alegrias lhe tem propiciado.

Isso ainda é lana caprina comparado ao que os parlamentares se reservam em matéria de prêmio de consolação por terem sido delatados. Conseguiram beneplácito dos “datas vênias” da STF (Suprema Tolerância Federal) para desprezar a igualdade de todos perante a lei e decretar que caixa 2 é crime para empresários, mas não para políticos.

Ressuscitaram o projeto de Dilma do financiamento público de campanhas eleitorais para mantê-las com seus custos proibitivos, o que, definitivamente, não é uma tradição da República, por mais insana que ela já tenha sido antes. E, para completar, escolheram dois capitães do mato do Conselheiro de Caetés para levantar muros da vergonha no “parlamanto”. Vadih Damus (PT-RJ), jurisconsulto particular do ex-deus, batalha para excluir os presos da possibilidade de serem premiados ao delatar, desfigurando norma legal adotada pelo Brasil oficial no rastro do resto do mundo. E Vicente Cândido (PT-SP), relator da tal “reforma política”, apareceu com a teoria de que lista fechada de candidatos a cargos no Legislativo em eleições proporcionais (não distritais) é usada em “80%” (o cálculo é dele) dos países democráticos do mundo.

Lembro-me bem – se me lembro!  de ter acompanhado eleições com listas em que os maiorais da elite política compunham o congresso do país a seu bel prazer e proveito. O social-democrata AD de Rómulo Gallegos dividia o butim com a democracia cristã da Copei de Rafael Caldera. O pobre povo amontoado nas favelas de Caracas a caminho do aeroporto de Maiquetia pisou na balança e dessa divisão subiram Hugo Chávez e seu sucessor Nicolas Maduro. A lista fechada foi a ditadura da elite política a caminho da tirania metida a socialista dos bolivarianos da Venezuela.

Ainda assim, o Brasil real, escorchado, talvez desiludido com os resultados pífios e o cinismo crescente do País oficial, ainda caçando cofres para limpar, desistiu de ir às ruas para reclamar. E deixou aparecerem no asfalto vazio os nostálgicos da ditadura militar, de direita. Daí,foi ensurdecedor o silêncio monstruoso das cidades sem povo do Brasil afundado no pântano da miséria, da corrupção e da maior crise econômica da História. Talvez nos reste dançar o tango argentino, como no poema Pneumotórax, de Manuel Bandeira, ou rezar um ato de contrição, como a mãe deste escriba o aconselhava quando, na infância, não conciliava o sono. Contra todos esses golpes em marcha, nem se o bispo de Barra, na Bahia, benzesse toda a água do São Francisco se operaria o milagre da nossa redenção.

O jurista Modesto Carvalhosa, especialista em legislação contra a corrupção, recomenda uma Constituinte independente para mudar tudo na política, performance bonds (adotados nos EUA desde 1894) para tirar o poder de empreiteiros corromperem políticos e burocratas, e uma lista negra de políticos safados para não sufragar na próxima eleição. Minha lista pessoal contém todos os mandatários dos Poderes Executivo e Legislativo, acrescentada de uma devassa impiedosa para reformar todas as instâncias do Judiciário.

O resto são panos quentes para confortar moribundo.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, na segunda-feira 27 de março de 2017)

 

No Blog do Nêumanne no Estadão: Meio milagre no São Francisco

No Blog do Nêumanne no Estadão: Meio milagre no São Francisco

Ao faturar a chegada do rio ao Semiárido, Lula comete crime eleitoral, mas quem é que liga?

A transposição das águas do Rio São Francisco para os canais de seu ramal leste, atingindo o Rio Paraíba do Norte em Monteiro, é fundamental para 800 mil habitantes do segundo maior município paraibano, Campina Grande, e mais 18 em seu entorno. Desde que o açude de Vaca Brava, no Brejo, secou, essas pessoas dependiam apenas do açude de Boqueirão, hoje com 3,5% do volume morto e que também secará em menos de um mês.

Então, ninguém tem de ser, como sou, ex-morador que se considera uma espécie de filho adotivo da Rainha da Borborema para receber com euforia a chegada àquela cidade e a suas vizinhas da águas do Velho Chico ao leito do curso fluvial quase completamente seco que deu nome ao Estado. Por anos a fio, desde 1998, quando ouvi de técnicos americanos, reunidos em Fortaleza num congresso internacional sobre recursos hídricos, a constatação da enorme dificuldade de transpor o “rio da unidade nacional”, adverti sobre inconvenientes da obra. Nenhum foi afastado.

Os técnicos alertaram que água vai ser um produto mais precioso e mais caro do que o petróleo no futuro. E que as próximas gerações de brasileiros não perdoariam o governo que gastasse o absurdo necessário para desviar parte das águas vindas da Serra da Canastra do seu leito natural, que chega ao mar em Porto Real do Colégio (AL) e Propriá (SE), para outros Estados. No caso, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, que já está em seu percurso à altura de Petrolina, do lado da margem de lá de Juazeiro da Bahia. Transpor o rio, tal como anunciaria Lula nove anos depois, seria apenas tornar sua foz múltipla, mas sem ganho econômico nenhum para a região e muito menos para o País.

O correto seria usar a transposição para permitir que jorrasse água de beber, banhar e cozinhar nas torneiras urbanas e rurais, mas também para irrigar o solo do Semiárido e, com isso, evitar a penúria do sertanejo e o êxodo na seca. O ideal seria transpor antes a água do Tocantins para o São Francisco, evitando que este viesse a secar no futuro, pois já está sendo degradado antes mesmo de doar generosamente suas águas para o Nordeste seco. Pois nem a agroindústria brasileira, competente tecnologicamente e bem conceituada comercialmente, pagaria o custo da empreitada.

Em 2007, quando a anunciou Lula, o custo foi calculado em R$ 4 bilhões. Não era pouco. Mas a corrupção reinante e a engenharia incipiente mais do que o dobraram. As águas chegaram a Monteiro no começo deste março ao custo de R$ 10 bilhões. Quanto custará levá-las ao açude de Açu, no interior do Rio Grande do Norte, ou ao de Castanhão, que abastece Fortaleza e, tal como o Boqueirão, está pela hora finda amém, nem o mais otimista dos economistas que levaram o Brasil à bancarrota saberá calcular. É duvidoso que por outros canais, que também custarão uma fortuna, atinjam o sertão de Espinharas, onde fica Patos, ou o vale do Rio do Peixe, um rio seco e sem peixes em cujas margens este escriba nasceu.

Neste momento, contudo, o que interessa é que ninguém morrerá de sede no Planalto da Borborema, onde fica o Açude Velho, em torno do qual Campina Grande prosperou. E pelo leito do velho Paraíba, seus efeitos chegarão a João Pessoa, capital do Estado, que nunca teve problema com abastecimento de água potável. É natural a euforia com que os campinenses e seus vizinhos receberam a inauguração dupla da chegada do líquido que brotou em Minas ao leito seco do outro, que começa perto de Monteiro, no limite da Paraíba com Pernambuco e é interrompido em cada estiagem.

Lula, Dilma e Ricardo na “inauguração popular” do ramal leste da transposição Foto: Wagner Ferreira/Futura Press

Lula, Dilma e Ricardo na “inauguração popular” do ramal leste da transposição Foto: Wagner Ferreira/Futura Press

Lula e Dilma não são mais servidores públicos. O primeiro teve oito anos para inaugurar a obra faraônica, mas não o fez. A segunda nunca deu um minuto de sua atenção ao Nordeste em geral e ao sertão em particular. Foram recebidos por militantes que lá chegaram de toda parte. À véspera, ônibus impediram o trânsito em torno da lagoa do Parque Solon de Lucena, no centro de João Pessoa, para levar devotos, que aparecerem sorridentes em selfies com os três – os dois citados e o governador local.

Quem pagou a conta dessa romaria? Cui prodest?, perguntariam os romanos: a quem interessa? Ricardo Coutinho, com popularidade em baixa e sem um candidato para chamar de seu na sucessão, é o primeiro suspeito. Afinal, enfrentou Temer e bajulou Lula para ganhar os votos das águas da discórdia, como faziam os coronéis de antanho, que usavam o dinheiro do Estado para remunerar miseráveis construindo estradas nos anos de seca.

A transposição para o ramal leste é apenas meio milagre. Fernando Gabeira mostrou, num documentário para a GloboNews, que o Chico chegou aos canais, mas nenhum pote de sertanejo às margens de seus canais recebeu uma caneca de água vinda de Minas Gerais e da Bahia. A promessa da água farta e perto pode ser o maior e melhor cabo eleitoral numa disputa incerta e que promete ser ingrata, como a próxima.

Quanto aos dois ex-presidentes, convém alertar para uma evidência. Como não ocupam nenhum cargo público que autorize sua presença na festa, esta só pode ser definida como disputa de eleição antes da hora autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E isso é crime! Assim como o são ter caixa 2 e pegar propina, seja para aumentar superfaturamento de obra, seja para se manter no poder. Assim como, por exemplo, a tal da lista fechada que tira do eleitor a possibilidade de evitar que os gatunos de sempre ainda transformem propinas por vantagens oferecidas em doações oficiais para financiar esaas mesmas campanhas eleitorais biliardárias.

É crime eleitoral, sim! Lula já responde a cinco processos na Justiça criminal. Dilma foi citada na “delação de todo mundo” e está para ser condenada num processo eleitoral de abuso político e econômico por desrespeitar a decisão do eleitor na escolha de presidente. Mas, e daí?

Enquanto os dois sorriam felizes no Semiárido, o presidente do TSE, Gilmar Mendes, ocupava-se em colaborar com os mandatários temerosos de terem sido citados nas delações premiadas dos 77 da Odebrecht em sua tentativa de saírem do sufoco mudando a legislação eleitoral. Que, como Lula, um dos citados, violaram.

Quanto ao Brasil, é como dizia Justo Veríssimo, aquela personagem de Chico Anísio: “Que se exploda!”. Pois então…

José Nêumanne

*Jornalista, poeta e escritor

 

Comentário no Direto da Palheta do Estadão no Ar: Louco por arte

Comentário no Direto da Palheta do Estadão no Ar: Louco por arte

O ator João Miguel, que tem atuado de forma destacado nas telas, atua no Teatro Sesc Bom Retiro interpretando Bispo, um solo criado em 1996 quando ele foi à Chapada Diamantina para buscar a força da loucura de Bispo do Rosário, que Leandro Nunes chama no Estadão de artista do fim do mundo. O monólogo, que fez grande sucesso no Teatro Castro Alves, em Salvador, reproduz frases fortes do artista, revelado pela psiquiatra Nise da Silveira, como esta: “Estão dizendo que isso que eu faço é arte. Quem fala não sabe de nada. Isso é a minha salvação na Terra.” Elas põem em xeque o olhar sob o que pode ser considerado criação e dão impulso para encarar as possibilidades desse fazer.

(Comentário no Direto da Palheta do Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92.9 – na sexta-feira 17 de março de 2017, às 7h56m)

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SCA SÃO PAULO 16/03/2017 - CADERNO 2 - BISPO - Fotos do ator João Miguel que assina direção e texto do espetáculo " Bispo", sobre a vida do artista plastico Arur Bispo com estreia marcada para esta sexta-feira no Teatro Sec Bom Retiro.FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO.

SCA SÃO PAULO 16/03/2017 – CADERNO 2 – BISPO – Fotos do ator João Miguel que assina direção e texto do espetáculo ” Bispo”, sobre a vida do artista plastico Arur Bispo com estreia marcada para esta sexta-feira no Teatro Sec Bom Retiro.FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO.

Comentário no Direto da Estante do Estadão no Ar: O poeta passeia pelo País

Comentário no Direto da Estante do Estadão no Ar: O poeta passeia pelo País

Este ano, Cláudia Ahimsa, viúva de Ferreira Gullar, quer viajar pelo País com a exposição exibida ano passado no Espaço Cultural do BNDES com o escritor e artista plástico (a próxima parada, no segundo semestre, será a Sala Funarte de Brasília). A editora Bazar do Tempo vai lançar dois títulos preparados nos últimos anos pelo poeta, Os Desastres da Guerra, com colagens baseadas na série homônima de gravuras de Goya, e Alquimia do Ver, reunião de textos poéticos sobre obras de arte. “Quero ser uma facilitadora, dar acesso. Isso vai preencher a lacuna que sinto”, ela contou. Em março, sai pela Autêntica uma edição especial de Autobiografia Poética e Outros Textos, que o autor lançara em 2015.

(Comentário no Direto da Estante do Estadão no Ar da Rádio Estadão na sexta-feira 17 de março de 2017, às 7h53m)

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Comentário no Direto da Prancheta do Estadão no Ar: Plantas em pedras

Comentário no Direto da Prancheta do Estadão no Ar: Plantas em pedras

Exposição, que passou por São Paulo, foi aberta no MAM do Rio e revela o processo criativo de Antoni Gaudi, arquiteto com nome liga do a  Barcelona, onde construiu uma obra em que eterniza em pedra a forma das plantas. Aproveito a temporada carioca para dizer um poema de Barcelona, Borborema, do qual aqui cito o princípio: “Daqui a tantos séculos / quantos conheçam / esta suntuosa luz solar / que banha as avenidas, / seu sangue escorrerá / por estas torres, / pelas luzes e pelos fogos / que queimam a cidade / esplêndida”. E o fim: “Toma esta cidade, / don Antoní Gaudí i Cornet, / e expia os pecados do mundo / com os óbulos que depões / em tuas pranchetas / de ilusão e delírio”.

(Comentário no Direto da Prancheta do Estadão no Ar da Rádio Estadão na quinta-feira 16 de março de 2017, às 7h52m)

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Comentário no Direto da Moviola no Estadão no Ar: Amor entre escombros

Comentário no Direto da Moviola no Estadão no Ar: Amor entre escombros

Mestre Merten escreveu no Caderno 2:”Em 27 de janeiro, aos 89 anos, morreu Emmanuelle Riva. Antes dela se foram os compositores Giovanni Fusco (em 1968) e Georges Delerue (em 1992), o ator Eiji Okada (em 1995), a escritora Marguerite Duras (em 1996), os diretores de fotografia Michio Takahashi (em 1965) e Sacha Vierny (em 2001), o montador Henri Colpi (em 2006) e o diretor Alain Resnais (em 2014). Em 1958, todos esses talentos que agora pertencem à eternidade se uniram para realizar uma obra-prima”. Hiroshima, Meu Amor reestreou na quinta, 9, em versão restaurada e fica em cartaz até quarta 22 nos cines Caixa Belas Artes, às 14h30, e Espaço Itaú Augusta, às 18h.

(Comentário no Direto da Moviola no Estadão no Ar da Rádio Estadão, na quinta-feira 16 de março de 2017, às 7h56m)

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