Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

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Roda Viva | Marco Aurélio Mello | 04/04/2016

Roda Viva | Marco Aurélio Mello | 04/04/2016

Íntegra do Roda Viva da TV Cultura, ao vivo, na segunda-feira 4 de março de 2016 – entrevista de Marco Aurélio Mello, do STF, para Augusto Nunes, da Abril, Maria Cristina Frias, da Folha, Giselle Vitória, colunista da revista IstoÉ, André Guilherme Vieira, repórter do jornal Valor Econômico, Murilo Ramos, colunista da revista Época, e pra mim:

https://www.youtube.com/watch?v=A02OiSe8gUA

E, pra quem não quiser assistir toda entrevista de Marco Aurélio Mello no Roda Viva, vai edição deRachel Sherazade no Facebook.

https://www.facebook.com/RachelSheherazade01/videos/843773665727224/

No Blog do Nêumanne: Ex-amigo em cova rasa

No Blog do Nêumanne: Ex-amigo  em cova rasa

 

José Nêumanne

Mistérios sobre assassinato de Celso Daniel voltam à luz agora na Operação Lava Jato

Sobe o pano.

Um vaticínio macabro, atribuído ao ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral, acaba de dar o ar da desgraça. De acordo com alvitre reproduzido nos meios de comunicação após sua prisão por obstrução de Justiça na Operação Lava Jato, o petista de Mato Grosso do Sul teria avisado ao líder máximo do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, que enterrar ex-amigo em cova rasa gera um risco: o de este vir assombrar, em forma de zumbi. É o que parece estar acontecendo com o cadáver de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André que foi sequestrado e executado em janeiro de 2002, quando era o responsável pelo programa de governo da primeira campanha vitoriosa do ex-dirigente sindical.

Tudo foi feito para sepultar não apenas o corpo, mas também a história do escândalo, que começa com a cobrança de propinas de empresas de transporte público na cidade do ABC e terminou com uma bala na cabeça do protagonista. Quando o cadáver foi descoberto, de madrugada, na mata, em Juquitiba, a primeira reação do PT e de Lula foi desqualificar qualquer relação do assassínio com sua assessoria na campanha eleitoral, que o petista venceria. O então conselheiro econômico do candidato, Aloizio Mercadante Oliva, afirmou aos brados ao então diretor da redação do Jornal da Tarde, Fernão Lara Mesquita, que tudo não passava de um crime passional. A morte teria sido motivada, segundo ele, pela relação homossexual de Daniel com seu assessor próximo Sérgio Gomes da Silva, que dirigia a Pajero da qual o petista foi arrancado e levado para o cativeiro na favela Pantanal.

A primeira versão que o PT divulgou foi a de que o seus adversários, principalmente os tucanos, tinham interesse em usar o episódio para “criminalizar” o partido e prejudicar o candidato – hipótese que, não por mera coincidência, tem sido utilizada atualmente para tentar desqualificar o trabalho de Sergio Moro, dos procuradores e dos policiais federais da força-tarefa da Operação Lava Jato na investigação de roubo em estatais e bancos públicos. Tal denúncia, contudo, seria logo mudada para a do crime banal de extorsão seguida de morte acidental.

Dois episódios antecederam essa mudança. Primeiramente, o candidato Lula e seu lugar-tenente José Dirceu se reuniram com o então presidente Fernando Henrique Cardoso e seu ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, para, segundo a versão oficial divulgada pelos dois lados do encontro, acertarem a entrada da Polícia Federal (PF) nas investigações para evitar sua politização pela Polícia Civil paulista, sob o comando do tucano Geraldo Alckmin. O pedido foi aceito, a PF entrou em cena, mas em seguida desapareceu, sem explicações ao distinto público.

Em segundo lugar, logo depois a investigação, que começara a cargo do delegado regional de Taboão da Serra, Romeu Tuma Júnior, foi transferida para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Questionado sobre o motivo da transferência, o então governador me disse que ela ocorreu para evitar exploração política pelo delegado, que era candidato a deputado estadual. Após o DHPP ter encampado a tese de Luiz Eduardo Greenhalgh, encarregado pelo PT de cuidar do caso no ABC, o inquérito foi resolvido rapidamente e a hipótese de extorsão seguida de assassinato acidental foi dada como definitiva.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a família do morto, contudo, nunca concordaram com ela. Os irmãos Daniel resolveram, primeiro, contestar e, depois, se esconder. O mais velho, João Francisco, oftalmologista e apolítico, mudou-se para lugar ignoto em território nacional. Outro irmão, professor universitário e ex-militante de esquerda e do PT, Bruno José Daniel, foi viver em Paris com a mulher, Marilena Nakano, e os filhos. Tomaram tais decisões por temerem perseguição dos verdadeiros assassinos, segundo eles, sob a proteção do PT.

Marilena e Bruno viajaram quando souberam que o legista que fez o laudo cadavérico e apontou sinais de sevícia (o laudo foi, depois, eliminado do inquérito policial) tinha aparecido morto em seu consultório e a polícia encerrou o caso assegurando que fora suicídio. Em meu livro O que sei de Lula, publicado em 2012, listei sete mortos do crime, a começar por Dionísio Severo, o sequestrador, assassinado a facadas no parlatório do presídio na frente da advogada, a quem prometera delatar quem o tinha contratado. Tuma, que reconheceu o cadáver e chefiou a investigação em seu início, garante que já são 11. De novo no governo, Alckmin e seus antecessores no posto, Cláudio Lembo, José Serra e Alberto Goldman, nunca duvidaram da versão do PT encampada pelo DHPP.

Ainda assim, Serra encarregou a delegada Elizabete Sato de reabrir o caso. Ela me disse que estava convicta de que o crime não fora banal, mas tinha que ver com as denúncias de corrupção em Santo André. Só que encerrou o inquérito mantendo a versão original, após alegar que promotores e familiares não a convenceram de nenhum fato novo que motivasse sua reabertura. Entregue o relatório, foi promovida por Serra.

Mas o MPSP convenceu os jurados de Itapecirica da Sera, que condenaram seis acusados de participação do crime. Os promotores, todavia, nunca conseguiram incluir entre eles quem acusavam de ser o mandante, Sérgio Gomes da Silva. Pois este pediu e obteve habeas corpus do então presidente do STF Nelson Jobim. O pedido foi guardado na gaveta de cinco presidentes: Ellen Gracie, Gilmar Mendes, César Peluso, Carlos Ayres Brito e Joaquim Barbosa. Ricardo Lewandowski concedeu-o no fim do ano passado e tudo voltou à estaca zero até que, agora, a Lava Jato desencadeou a fase Carbono 14 da Lava Jato.

Nunca se saberá se o aviso dado por Delcídio se concretizou. O certo é que, em 2014, Marcos Valério Fernandes, o operador do mensalão, pediu para fazer delação premiada e disse a duas procuradoras federais de Minas Gerais que recusara proposta de Silvinho Pereira, proprietário da Land Rover presenteada por interessado em propina da Petrobrás, para conseguir um meio de pagar R$ 6 milhões ao empresário de ônibus em Santo André Ronan Maria Pinto, que, segundo o emissário do PT, ameaçava delatar Lula e Zé Dirceu por sua participação na morte de Celso Daniel.

A delação premiada não foi aceita pelo Ministério Público Federal, apesar de Valério ter contado às procuradoras que ouvira de Silvinho, num café do hotel Sofitel (hoje Grand Mercury), na av. Sena Madureira, a solução afinal dada: a assinatura de um contrato bilionário da Petrobrás com o armador Shahim, cujo banco deu o dinheiro ao pecuarista Bumlai, que o teria repassado ao chantagista, que com ele teria comprado o controle do jornal Diário do Grande ABC. Mas a contadora de Alberto Yousseff, Meire Poza, entregou à Lava Jato o documento que comprova a versão de Valério. Então, o juiz Sergio Moro desencadeou a Carbono 14, mandou prender o dono do jornal e concluiu que a execução do assessor de Lula tem relação com o mensalão e o petrolão.

A versão de Meire Poza foi colhida pelo delegado Tuma, que a reproduziu no livro Assassinato de Reputações 2 – muito além da Lava Jato , que acaba de lançar pela Matrix. E o escritório da contadora pegou fogo na semana passada.

Pano rápido.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne no Estadão, na quarta-feira 4 de abril de 2016)

A Pílula do Dia 31 de março de 2016

A Pílula do Dia 31 de março de 2016

A cena política nacional nos últimos dias está contaminada por uma discussão absolutamente estúpida e com efeitos maléficos sobre o que mais nos interessa no momento, que é não deixar que as instituições de nossa democracia, que têm mostrado muita resiliência e até agora não vergaram, mas é bom e será útil disso não abusar nem deixar que ninguém abuse. Como qualquer condenado preso, que propaga a qualquer interlocutor sua inocência, a Vácua Insana fez da sede do governo “Meu palácio, meu mandato”, berrando de forma histérica que impeachment é golpe e contando, para isso, com o ensandecido apoio de sua torcida organizada, que parecia estar torcendo por um time mambembe num desafio ao galo de várzea. Foi apoiada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, que cometeu junto com ela um erro de conhecimento do vernáculo, que está configurado no sentido atribuído ao termo pelo maior verbete da página nº 1.464 do dicionário do mestre Houaiss. Golpe de estado, que os puristas consideram galicismo por ser uma tradução literal da expressão francesa coup d’État, é assim definido: “tomada inesperada do poder governamental pela força e sem a participação do povo; ato pelo qual um governo  tenta manter-se pela força além do tempo previsto ; e efeito da realização de tais atos”. Em qual destas três definições, se enquadra o golpe de que ela se diz vítima, hein? Ao exercerem o direito líquido e certo de acionar a Justiça para garantir seus direito de cidadãos fiscais perante a comissão especial da Câmara para o impeachment da presidente, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal argumentaram de forma brilhante que “sobram crimes” configurados nas pedaladas fiscais. E tanto isso é verdade que muitos prefeitos perderam seus mandatos por causa de idêntico delito. Quem madama Dilama pensa que é, uma cidadã brasileira acima da lei? E isso existe em nosso Estado Democrático de Direito?

Pílula do dia 30 de março de 2016

Pílula do dia 30 de março de 2016

Muito agradecido pela preferência e pelo apoio dado a meus comentários e artigos.

Já está mais do que na hora de serenar os ânimos e pensar na reconstrução da economia e na reabilitação do viciado debate político sem ceder um milímetro no compromisso fechado com a higidez das instituições republicanas. A retirada da Laguna do PMDB pode facilitar, mas não resolve em definitivo o duelo do Impeachment Corral. Tirar a Madama Dilama da torre de comando do Titanic Brasil, que afunda inexoravelmente, depende de 342 votos de deputados federais. Não é verdade que ela precise de 171 para manter o mandato. Teoricamente, ele não precisa de um que seja, os adversários é que têm que reunir o número exigido pela ordem constitucional vigente. Quanto a seu primeiro substituto, ele tem pensar, desde já, numa equipe de governo ficha limpa, barra leve e, sobretudo, de indiscutíveis competência funcional e limpeza moral. Só um ministério enxuto e de excelência poderá enfrentar o desafio da economia e superar os traumas do time do de pior a pior, da Cantiga da Perua atual. Há também que ouvir o clamor popular e dar força total à força-tarefa da Operação Lava-Jato para continuar sua tarefa detergente.

Neste clima de ressaca da inevitável festa do desembarque do PMDB ontem, desejo-lhe uma quarta que seja farta e que perdure.

Estreia do Blog do Nêumanne no Estadão. Todos os links.

Estreia do Blog do Nêumanne no Estadão. Todos os links.

 

 

DIRETO AO TEXTO: Todos os links dos textos de estreia – 28 de março de 2016 – do BLOG DO NÊUMANNE no Estadão, você encontra aqui.

Impeachment já e Lava Jato até o fim
http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/impeachment-ja-e-lava-jato-ate-o-fim/

Crônica do naufrágio do Titanic
http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/cronica-do-naufragio-do-titanic/

Toda a força pro impeachment e pra Lava Jato
http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/toda-a-forca-pro-impeachment-e-pra-lava-jato/

Dilma é a pulga do mercado do Planalto
http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/dilma-e-a-pulga-do-mercado-do-planalto/

http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/

 

Impeachment já e Lava Jato até o fim

Impeachment já e  Lava Jato até o fim

José Nêumanne

Fala-se muito na necessidade de o governo reunir um terço dos votos de deputados federais para impedir que o processo da interrupção do  mandato da presidente Dilma Rousseff suba no telhado convexo do Senado Federal.  Esta conta, porém, não é correta. O governo não precisa do apoio de 171 deputados para prosseguir. Os defensores da aprovação do pedido de Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal pela Câmara é que precisam de 342 votos em plenário para retirar Dilma do governo.

As redes sociais têm exibido cenas de 1992, quando foi votado na Câmara o processo movido contra Collor, postadas por quem quer comprovar o óbvio de que hoje não há um golpe em marcha. Aciona-se, sim, um dispositivo constitucional que regulamenta o critério de afastamento de um presidente da República acusado de ter cometido crime de responsabilidade. Naquela ocasião, a deposição do chefe do governo só foi comemorada depois que Paulo Romano (PFL-MG) a avalizou, dando-lhe os dois terços exigidos do total de 502 deputados de então, ou seja, 336. Hoje, com 11 deputados a mais, a conta certa passou a ser 342.

Ou seja: na prática, quem faltar à sessão ou nela se abstiver votará contra a proposta de impeachment. Se algum deputado for visitar Papai Noel no Polo Norte ou participar de uma festa tribal zulu no Lesoto, a aritmética dos 171 não valerá mais. É útil lembrar que 24 deputados faltaram à votação histórica de 1992 e um se absteve.

A proposta foi aprovada por 441 votos, mais do que o necessário hoje. A conta que não muda é a dos dois terços, que resultarão no impeachment já, cada vez mais premente diante dos números catastróficos da economia e das providências descabias do desgoverno Dilma. Tais como desafios à lei e à lógica: a nomeação de Lula para a chefia da Casa & Covil, que está sub judice, as ameaças de guerra de hordas, que não têm mais a mesma força nem muito menos o mesmo apelo de antes, e tantas outras.

Outra questão que urge ser esclarecida é a da continuidade da Operação Lava Jato depois da posse do governo que completará o mandato de Dilma, se esta for impedida ou vier a ser deposta junto com o vice, Michel Temer, se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar a chapa composta pelos dois na eleição de 2014. A imprensa e blogs bem informados estão cheios de vaticínios sombrios sobre a devassa feita em Curitiba pela força-tarefa da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), sob o comando do juiz federal Sérgio Moro.

Notícias e opiniões confiáveis têm percebido que os burros que caíram n’água depois da limpeza feita no Estado italiano vergado sob o peso das revelações das relações íntimas e espúrias entre seus dignitários e bandidões da Máfia podem também cair aqui. A substituição do primeiro-ministro socialista Betino Craxi, que viveu seus últimos dias numa casa de veraneio em Hammanet, na Tunísia, longe da prisão, pelo magnata Sílvio Berlusconi entrou na ordem do dia. Como também entrevistas de agentes da lei ou especialistas que advertem para o risco de a Lava Jato terminar como a Mani Pulite (Mãos Limpas), inspiração de Moro.

O último alerta a respeito foi o vazamento (cuja autoria tem sido atribuída a insignes governistas e dirigentes da própria empreiteira acusada de corrupção) da planilha que compromete 279 políticos, candidatos ou não, de 22 – 63% – dos 35 partidos políticos autorizados a funcionar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A intenção seria assustar todos para que a maioria dos ocupantes de cargos do desgoverno isolado que está para cair e dos membros do tal gabinete de união nacional, a ser composto para substituí-lo, aproveite-se do alívio do impeachment para retirar juiz, procuradores e policiais federais dos noticiários do dia para introduzi-los nos capítulos da história da República.

Enquanto isso não ocorre, os citados recorrem ao lero-lero de sempre. “É preciso separar o joio do trigo”, repete à exaustão o principal líder da oposição, senador Aécio Neves (PSDB-MG), que jogou no lixo o capital de votos que o levou ao empate técnico com a vencedora reeleita por comodismo, preguiça, falha de cálculo, ou, vai saber, por cumplicidade. De que trigo fala, cara-pálida? Afinal, ali só há joio.

Como nas boas investigações e nos romances policiais, aqui vale a questão romana do cui prodest: a quem interessa? A generosa, generalizada e indiscriminada doação da Odebrecht a políticos e partidos seria uma tentativa de obter indulgência plena, uma vaga no céu ou o protagonismo de um processo de canonização similar ao que guindou à santidade Madre Tereza de Calcutá? Parece-me mais provável que a empreiteira estivesse interessada nos préstimos dos políticos premiados. Ou sou eu o cínico?

Se, de fato, há na lista quem possa reivindicar a doação sem mácula, por que todos os listados tiveram seus nomes próprios substituídos por codinomes cômicos, como Viagra, Passivo, Carangueijo (sic) ou Lindinho? O mantra da doação legal cai por terra nas contas do Estadão Dados publicadas no jornal O Estado de S. Paulo: nas eleições municipais de 2012,  a empreiteira doou legalmente  R$ 38 milhões e as planilhas somam distribuição de R$ 72 milhões, quase o dobro. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), não declarou os R$ 3 milhões registrados na planilha alegando que a doação foi feita a seu partido. Seu adversário na disputa, José Serra (PSDB), também não detalhou como gastou os R3,2 milhões anotados na planilha. Não seriam estes indícios de que partidos políticos usaram a Justiça Eleitoral como lavanderia, o que agrava, não ameniza, o delito óbvio do Caixa 2? E o tiro de misericórdia em tais pretextos é o fato de, mesmo a doação tendo sido legal, se a origem  do recurso tiver sido ilícita, a criminaliza.

O mais relevante em tudo isso é que a Nação não tem partido político ou bandido de estimação. Portanto, interromper a Lava Jato é crime de lesa-pátria, um tiro no futuro da Nação. Todo cidadão, interessado ou não no impeachment já de Dilma, deve exigir a Lava Jato até o fim.

Jornalista, poeta e escritor.

(Texto no Blog do Nêumanne no Estadão, na segunda-feira 29 de março de 2016)

http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/

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