Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Comentário no Estadão Notícias: Centrão chorão

Comentário no Estadão Notícias: Centrão chorão

Os deputados do Centrão, de modo geral, reagiram muito mal às críticas que sofreram nas manifestações de rua em várias cidades brasileiras. O líder do DEM, um dos partidos que hoje compõem o bloco, Elmar Nascimento (BA), por exemplo, disse que “o radicalismo e a beligerância nunca levaram a lugar nenhum.” E o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), tomou as dores de Rodrigo Maia: “não há sentido você atacar alguém que tem papel fundamental para a reforma, querendo a reforma”. Em vez de resmungar, eles deviam escutar e tentar aprender algo. Afinal, dizem-se representantes do povo, que nem compreendem. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quarta-feira 29 de maio de 2019.

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No Estadão desta quarta-feira: Bagunça institucional

No Estadão desta quarta-feira: Bagunça institucional

Atos nas ruas domingo também cobraram dos três Poderes respeito às demandas do povo

Economia em queda. Desemprego em alta. Vivemos “a depressão depois da recessão”, de acordo com estudo divulgado pela equipe da consultoria AC Pastore, do ex-presidente do Banco Central (BC) Affonso Celso Pastore. Estes dados dos dois anos apavoram: o produto interno bruto (PIB) cresceu 1,1% em 2017 e também em 2018, enquanto a população aumentou 0,8% por ano, e isso produziu a redução de 8% em relação a 2015, ano marcado como o do início da recessão. O desemprego de 12,7% no primeiro trimestre de 2019 aponta para a terrível realidade de 13,4 milhões de trabalhadores que procuram e não conseguem emprego. O quadro é mais do que assustador para despertar os mandatários dos três Poderes para a necessidade de começarem um processo de retirada do “fundo do poço”, diagnosticado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas é exatamente o oposto que ocorre.

Das manifestações de rua de domingo 26 de maio, convocadas em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, à reforma da Previdência, preparada pela equipe de Guedes, e ao pacote anticrime e contra a corrupção, da lavra do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, aflora a consciência popular difusa dessa bagunça institucional. A intenção delas foi fortalecer o chefe do governo, eleito por expressiva maioria de votos válidos, e também conter os ímpetos golpistas dos privilegiados atingidos pelas mudanças para conter a hemorragia dos recursos públicos para financiar o bem-bom das castas da alta burocracia e da politicagem sem freios éticos. E, principalmente, o pânico pelas operações de combate à roubalheira dos parlamentares suspeitos, acusados, processados e condenados diante da perspectiva da perda da impunidade garantida pela produção de leis que satisfazem apenas os seus interesses pessoais, familiares e partidários.

Isso inspirou o sincericídio do deputado Paulinho da Força (SD-SP) ao confessar a intenção de desidratar a reforma da Previdência para evitar a reeleição de Bolsonaro em 2022.

spoiler do naufrágio se inscreve na Constituição de 1988, que resultou de uma disenteria provocada pelo consumo excessivo em que os grupos expurgados pelo regime militar se refestelaram mais do que se lambuzaram no melado do poder que nunca antes haviam provado. Só que não adianta chorar sobre o leite derramado. Deus queira que ainda seja possível tomar providências necessárias para evitar a agonia. Os deputados do Centrão, coligação informal especializada em criminalizar de fato, e não na retórica, a política, protagonizam a cena mais recente do embate, ao tomarem o poder do Executivo em golpes como orçamento impositivo e intromissão indevida na reorganização dos ministérios.

A redução do número de pastas não é um capricho autoritário do presidente da República, mas um compromisso que ele assumiu com a cidadania de que o faria. Assim como também o combate à corrupção e ao crime organizado não é uma promessa de palanque, mas um pacto com o eleitorado pela manutenção do rigor na única forma à mão para impedir que a República Federativa do Brasil se torne um território sem lei, como o foram o sertão do cangaço e o oeste longínquo dos EUA na época da corrida do ouro na Califórnia. A retaliação à Operação Lava Jato, que assusta vários deputados federais e senadores, com a devolução do Conselho de Controle da Atividade Financeira (Coaf) do Ministério da Justiça para o da Economia, torna evidente o uso torpe da lei para proteger quem a infringe.

Paulinho da Força pretende restaurar a escravidão do trabalhador formal aos sindicatos pela volta da obrigatoriedade da “contribuição” de um dia de trabalho por ano para sustentar uma máfia que nem tem de prestar contas do dinheiro público gasto sem controle. Para isso ele luta por um Estado Novo parlamentar, substituindo a representação popular por um regime corporativista.

Outro chefão do Centrão, o líder do DEM, Elmar Nascimento (BA), antes das manifestações expôs a vontade dos pares de tirarem os milhões de eleitores de Bolsonaro da frente da trupe: “Temos que ter o mínimo de estabilidade no País. Para fazer isso vai ser necessário ignorar o governo, não tem outra saída”. Depois mudou o discurso, mas manteve a intenção golpista: “Ninguém governa sozinho”. Ungido por Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, Davi Alcolumbre (AP), do mesmo partidinho e presidente do Senado, sugere convocar recall para depor o presidente, em infame ruptura.

De seu lado, Bolsonaro recusa a missão de chefe do Executivo de governar para todos e dá as costas para sua tarefa de trabalhar pela ocupação dos brasileiros sem emprego. O Ministério por ele composto lembra Jano, com uma face vislumbrando o futuro e outra maldizendo o passado, que precisa ser sepultado ou superado, jamais combatido, pois seus adversários já perderam a eleição. Chega a ser inimaginável que Paulo Guedes, Sergio Moro, Tarcísio de Freitas, Tereza Cristina e Salim Mattar, travando o bom combate descrito pelo apóstolo Paulo, convivam com Ernesto Araújo, Damares Alves e Abraham Weintraub.

Quem saiu de casa para execrar o Centrão aclamou, de forma inédita, dois ministros do governo federal, Sergio Moro e Paulo Guedes, evidência de que economistas liberais e cruzados do combate ao furto do erário, estranhos no ninho de olavistas sob o comando de Carlos Bolsonaro, deveriam ter as bandeiras deles empunhadas pelo chefe do governo.

Outro vilão das ruas, o STF compraz-se em comprar vinhos premiados quatro vezes para banquetes da nova nobreza, que pune sem dó quem ouse criticar seus nababos, que se julgam acima da lei e de quem os mantém. A dupla Toffoloi & Moraes declara amor à liberdade de expressão, mas restaura a censura da tirania, ícone da desfaçatez da republiqueta de pirralhos mimados que deveriam ser mantidos nos limites de seus quadradinhos.

JOSÉ NÊUMANNE PINTO

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag. 2A do Estado de S. Paulo da quarta-feira 29 de maio de 2019)

Direto ao Assunto no YouTube: O nhenhenhém do Nhonho

Direto ao Assunto no YouTube: O nhenhenhém do Nhonho

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi o vilão das manifestações nas ruas das cidades brasileiras no domingo 26 e virou a causa do aborrecimento dos colegas deputados que reclamam da grosseria do povo, principalmente o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), e o líder do DEM, Elmar Nascimento (BA). Ora, ora, vão se catar. Deputados são representantes diretos da cidadania em qualquer Estado de Direito que se preze e o mínimo que têm de aceitar é a pressão do público que dizem representar. Se não querem ser pressionados, podem renunciar ao mandato ou então exercê-lo com honra, eficiência e a serviço da Nação, particularmente numa hora difícil como o é esta. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal Eldorado: O Congresso contra o povo

Comentário no Jornal Eldorado: O Congresso contra o povo

Depois das manifestações nas ruas em apoio a seu governo e, sobretudo, às reformas com que se comprometeu com os cidadãos nas urnas, o presidente Jair Bolsonaro convidou para um café da manhã no Palácio da Alvorada, onde mora, os presidentes do STF, Dias Toffoli, da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Esse evidente aceno de paz, contudo, não bastou para conter a reação mal humorada dos líderes emergentes do DEM, partido dos chefões do Congresso e de seu chefe da Casa Civil, e, sobretudo, do Centrão, que quer purgar com o sangue do povo e de quem este elegeu para mandar em seu nome, prenunciando reagir contra as pautas populares nas votações do Congresso. Trata-se, evidentemente de retaliar com veemência e desrespeito aqueles que, pelo menos em teoria, representam.

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Assuntos para comentário da terça-feira 28 de maio de 2019

 1 – Haisem – Será que o aceno que o presidente Bolsonaro fez ao Legislativo e ao Judiciário após os atos de apoio que recebeu do povo no domingo é um bom sinal para a necessária pacificação na cúpula política da República

SONORA_PORTA VOZ 2805

 2 – Carolina – Qual é o verdadeiro papel do DEM de Onyx Lorenzoni, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre na tentativa do Centrão de agir além da conta para invadir território que deveria ser reservado ao Poder Executivo

SONORA_ELMAR 2805

 3 – Haisem – O que justifica a decisão da Justiça de considerar inimputável o ex-militante do PSOL Adélio Bispo de Oliveira do atentado por ele cometido contra Bolsonaro em Juiz de Fora no dia 6 de setembro de 2018

 4 – Carolina – Por que o senador Major Olímpio voltou atrás na decisão que tinha tomado antes de votar na permanência do Coaf no Ministério da Justiça contra a transferência para o da Economia, reclamada pelos manifestantes de domingo nas ruas do Brasil

 5 – Haisem – Manchete do Estadão hoje registra: “Disputa em facção deixa 55 presos mortos em Manaus”. Por que a paz que parecia reinar nos presídios brasileiros foi interrompida por essa tragédia

 6 – Carolina – O que, a seu ver, teria levado a ministra do Superior Tribunal Militar Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha a denunciar “visível manipulação de provas” no caso da execução do músico Evaldo Santos Rosa e do catador de material reciclável Luciano Macedo por uma patrulha do Exército em Guadalupe, no subúrbio do Rio de Janeiro

 7 – Haisem – Será, na sua opinião, mera coincidência a constatação de que aeronaves que transportam celebridades como Ricardo Boechat e agora o cantor Rafael Diniz não terem licença para funcionar como táxi aéreo e fatos como esses se repetirem tão amiúde

 8 – Carolina – Que conseqüências você acha que terá a decisão do Botafogo do Rio apelar para Justiça para anular jogo com Palmeiras por contestar a decisão do VAR

Comentário no Estadão Notícias: É prudente ouvir as ruas

Comentário no Estadão Notícias: É prudente ouvir as ruas

A reação do Centrão de que as manifestações populares de domingo poderão acirrar sua pressão para tentar impedir, como tem feito, que o presidente Bolsonaro cumpra seus compromissos assumidos com o eleitorado de reformar a política e a economia pode ficar inexequível. Afinal, a cidadania manifestou-se em atos que não foram insignificantes, mas, sim, pacíficos e com bandeiras claras e assumidas desde o tempo de campanha. Políticos habilidosos e inteligentes não fazem ouvidos de mercador a ecos da voz das calçadas. Esta foi minha participação no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da terça-feira 28 de maio de 2019.

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Comentário no Jornal da Gazeta: Povo na rua pode fazer história

Comentário no Jornal da Gazeta: Povo na rua pode fazer história

Manifestações de domingo podem até ser históricas, como definiu Bolsonaro, se ele mesmo governar para todos os brasileiros e se o Centrão abandonar seus planos de intervir no Executivo, pondo ambos fim à baderna institucional hoje vigente no País.

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