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Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro pode, sim, convocar ato

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro pode, sim, convocar ato

A caminho da Flórida, onde se encontrou com Trump, o presidente Jair Bolsonaro conclamou o povo a participar da manifestação a favor de seu governo e contra grupos que o combatem no Legislativo e no Judiciário. Desta vez não houve o tom grosseiro de críticos como Celso de Mello e Rodrigo Maia, mas não faltou quem o acusasse de golpismo. O presidente disse que isso é mentira. E é mesmo. A Constituição diz que todo poder emana do povo e em seu nome é exercido. O conceito desmente qualquer hipótese de golpismo do povo. Reza também que chefe do governo é eleito na base do cada cidadão, um voto. E Bolsonaro foi. Ou não foi?

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Assuntos do comentário de segunda-feira 9 de março de 2019

1 – Haisem – A que tipo de risco você acha que o presidente Jair Bolsonaro expõe a integridade do regime democrático no Brasil convocando população aos atos a favor de seu governo nas ruas agendados para o domingo 15 de março

BOLSONARO 0903 CONVOCA

2 – Carolina – Que explicação você encontra para a fúria do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, nas críticas que fez a Bolsonaro no útimo fim de semana em São Paulo

3 – Haisem – Você acha que a advertência feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, de que as disputas políticas não podem ficar acima do País serve ao interesse público

4 –Carolina – Você vê alguma perspectiva de mudança no mau tratamento que a Operação Lava Jato tem recebido de parte de ilustres personalidades do Legislativo e do Judiciário depois da notícia de que ela recuperou e devolveu aos cofres públicos 4 bilhões de reais furtados por corruptos

5 – Haisem – Você se surpreendeu com a notícia de que o empresário carioca conhecido como Rei Arthur subornou um delegado

6 – Carolina – Após 366 mortes, Itália isola 16 milhões de habitantes – Você se assustou com esta notícia dada em manchete pelo Estadão hoje

7 – Haisem – O que você achou da afirmação do professor Carlos Alberto Di Franco de que o leitor precisa de uma imprensa firme para exercer seu poder de denúncia no artigo Eleições – jornalismo sem censura, assinado por ele na página 2 do Estadão hoje

8 – Carolina – Você concorda com a afirmação do editor de esportes do Estadão, Robson Morelli, feita em sua coluna de que nunca esperava na vida ver uma notícia como a da semana passada da prisão de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis

 

No Blog do Nêumanne: Esse drible Ronaldinho aprendeu com Lula

No Blog do Nêumanne: Esse drible Ronaldinho aprendeu com Lula

Em vez de se defender de crimes de que é acusado, ex-presidiário acusa promotores e juízes que o denunciaram e condenaram de abuso de autoridade, e ex-craque o imita fora do campo no Paraguai

Ronaldo de Assis Moreira é de uma geração de craques posterior à dos heróis de uma torcida só, seja por terem atuado durante quase toda carreira num único time, seja por terem sido responsáveis por grandes conquistas de determinada equipe. Não que isso seja uma novidade. À época do semiamadorismo ocorreu com um gênio que poucos sobreviventes viram nos gramados, numa época em que seus feitos eram contados em textos de jornais e transmissões de rádio, de vez que a televisão não era sequer projeto. Esse foi o caso daquele que, apesar de poucos terem testemunhado seu desempenho, é quase unanimemente considerado o maior de todos antes do surgimento de Pelé, aos 17 anos, na Copa da Fifa na Suécia. O carioca Leônidas da Silva, o homem borracha acrobata que inventou a bicicleta, foi campeão estadual por Vasco, Fluminense, Botafogo, Flamengo e São Paulo e artilheiro do Mundial de 1938 na França.

Com o profissionalismo e a negociação de passes, Ademir de Menezes e Roberto Dinamite sempre foram identificados como ídolos do Vasco; Garrincha, do Botafogo; Pelé, do Santos; Dida e Zico, do Flamengo; e Baltazar, do Corinthians — embora tenham vestido outras camisas veneradas pela torcida. O mercado global de hoje mudou essa exclusividade na idolatria e os deuses dos estádios passaram a ser venerados em várias paróquias. Ronaldinho Gaúcho, seu nome de guerra, começou no Grêmio de Porto Alegre, mas atuou em clubes de massa rivais, como Flamengo e Atlético Mineiro, e brilhou em grandes campeões internacionais, caso do Barcelona. Estreou na seleção brasileira numa Copa América com um gol antológico, descrito por Robson Morelli em sua brilhante coluna do Estado publicada nesta segunda-feira 9 de março. E sagrou-se campeão mundial na Ásia com uma jogada que o goleiro britânico atribui a mero acaso.

Talvez inspirado na própria capacidade de criar lances improváveis, como a falta que cobrou jogando na rede a bola por baixo da barreira, que pulou na certeza de que, como todos os outros, ele cobraria pelo alto, numa partida do Flamengo contra o Santos de Neymar na Vila Belmiro, o artista tem praticado atitudes improváveis fora dos estádios. Assim como o atacante que o substituiu como o melhor do País atualmente na seleção brasileira, o acima citado, essas atuações arriscadas no mundo dos negócios surpreendem muito mais para o mal do que para o bem. A fama que ganhou com a bola nos pés não o tem livrado de consequências nefastas em problemas judiciais que insiste em resolver com habilidade de malabarista e falsa ingenuidade, que engana apenas os mais crédulos.

A exemplo do ídolo que ainda atua, Neymar Júnior, Ronaldo de Assis Moreira complicou-se com problemas tributários na contabilidade recheada de zeros à direita e administrada por um parente muito próximo e também colega de ofício – no outro caso, Neymar, o pai; no dele, Roberto de Assis, o irmão. Assis, como se tornou conhecido o também ex-profissional do futebol sem o talento, a fama e a fortuna do mano mais novo, como ele lançado no Grêmio de Porto Alegre, é seu parceiro em lances contábeis que desafiam as leis fiscais. O mais antigo de que se tem notícia data de 2015, quando os irmãos Ronaldo e Roberto de Assis foram autuados por crime ambiental pela construção sem autorização de um trapiche (ou píer), plataforma para ancoragem de barcos de pesca ou turismo, no Lago Guaíba, no seu Estado natal do Rio Grande do Sul, em área de preservação natural. Pilhada em ilícito por descumprimento de lei ambiental, a dupla foi condenada a pagar R$ 8,5 milhões ao Estado.

Habituada a dar dribles em sequência com a bola sobre a relva, a dupla de ex-craques fez um acordo com a Justiça, mas não o honrou. E, quando foi autorizada a quebra do sigilo das contas bancárias declaradas pelos dois para ressarcimento da multa, foi encontrado um saldo de apenas R$ 24,36 em suas contas bancárias declaradas. E mais: o embarcadouro estava hipotecado e em seu passivo já havia uma grande dívida. Resultado: o passaporte do ídolo foi retido para que não deixasse o País sem antes resolver a falcatrua que pretendeu perpetrar.

O fantástico astro da pelota também se envolveu num episódio de estelionato explícito. Segundo noticiou o UOL, ele “virou réu em ação cível coletiva por pirâmide financeira”. A empresa 18K Ronaldinho é acusada de haver lesado 150 clientes, que o acionam na Justiça cobrando R$ 300 milhões por danos financeiros e morais. Ainda conforme apurou e publicou o UOL, a empresa “dizia fazer marketing multinível e prometia rendimentos de até 2% ao dia, além de prêmios como um Porsche Panamera, a quem comprasse pacotes que iam de US$ 30 a US$ 12 mil (aproximadamente, de R$ 130 a R$ 52 mil). A promessa era auferir rendimento de operações na criptomoeda Bitcoin”.

Agora testemunhas de momentos históricos – como na estreia na seleção nacional e seu gol no Japão contra a Inglaterra –, entre as quais o autor destas linhas, foram surpreendidos com a notícia de que ele e o irmão e empresário passaram o último fim de semana (7 e 8 de março) num presídio da Direção de Apoio Técnico do Grupamento Especializado da Polícia Nacional do Paraguai, em Assunção. A primeira acusação é de que os dois entraram no país com passaportes falsos. Depois de um recuo da Justiça paraguaia, ambos foram mantidos presos a pedido do promotor Osmar Legal, encarregado de inquéritos judiciais pelo crime, muito banal na América Latina contemporânea, de lavagem de dinheiro.

Em sua passagem brilhante pelo gigante Barcelona, Ronaldo de Assis Moreira ganhou o direito de usar um real passaporte espanhol. Consta de seu prontuário recente que tentou usá-lo para embarcar em Guarulhos para algum destino longe do Brasil, onde está encalacrado. O documento ficou retido pelo agente encarregado de revistá-lo no embarque.

Os jornais desta segunda-feira noticiaram a reação furibunda e revoltada de seu advogado brasileiro, Sérgio Queiroz, segundo quem “Ronaldo e Roberto não sabiam que (o documento que usaram) era irregular, tanto que o apresentaram livremente, podendo apresentar apenas o documento de identidade”. Sem se referir à hipótese de os ex-craques estarem sendo investigados, não mais só pela entrada com documentos falsos no país vizinho, mas também por crime, mais grave, de lavagem de dinheiro, o advogado definiu a detenção como “ilícita, ilegal e arbitrária”.

Um leitor por gosto, hábito e obrigação profissional, como é o caso do autor deste texto, já testemunhou esse tipo de atuação de advogados grã-finos à cata de argumentos que podem emocionar torcedores apaixonados, mas dificilmente ultrapassam obstáculos policiais ou jurídicos em investigações de quaisquer crimes, em especial os financeiros. Quem já não leu os da lavra dos defensores dos réus da Operação Lava Jato, entre os quais o ex-presidiário Lula? Na narrativa deles, as alegações do Ministério Público são sempre fantasiosas e com motivação pouco recomendável. Como, por exemplo, o PowerPoint da força-tarefa de Curitiba no momentoso processo do apartamento de cobertura, com propriedade atribuída ao petista, no Guarujá, tema de recurso apresentado pelos advogados ao Conselho Nacional do Ministério Público.

O torcedor apaixonado de futebol, propagador de metáforas futebolísticas de pouca graça e gosto duvidoso, condenado em três instâncias por 13 juízes, desembargadores e ministros de altos tribunais a zero, hoje está livre, leve e solto. Disponível até para visitar o ex-craque no presídio paraguaio. E faria essa visita em mais um passeio fora do Brasil para se permitir andar pelas ruas de Assunção autografando ou posando para selfies ao lado de fãs e livre dos insultos eventuais que o mantêm preso, embora livre, no apartamento de luxo em que vive em São Bernardo do Campo. Lula poderia, então, cobrar pessoalmente do ídolo de tantas torcidas o pagamento de royalties pela invenção desse drible na legislação financeira. Afinal, o deus dos estádios terá sido apenas mais um a tentar imitá-lo na instrução à iracunda defesa binacional. Talvez não o livrasse de cumprir pena no exterior, mas ao menos seria motivo de uma boa história para contar aos bisnetos.

  • Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne na segunda-feira 9 de abril de 2020)

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Comentário no Jornal da Gazeta: Informação contra coronavírus

Comentário no Jornal da Gazeta: Informação contra coronavírus

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu serenidade para lidar com a crise econômica provocada pelo medo do coronavírus e está certo. Só que o presidente Bolsonaro e ele têm de se esforçar muito mais do que fizeram até agora investindo em informação simples, clara e sem frescuras publicitárias nas notícias e também na propaganda contra a doença em campanha se possível gratuita.

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Direto ao Assunto no YouTube: Ataque a Bolsonaro era só chilique

Direto ao Assunto no YouTube: Ataque a Bolsonaro era só chilique

Os falsos democratas que quiseram transformar um compartilhamento de WhatsApp pelo presidente Jair Bolsonaro dando conta da manifestação a favor do governo e contra parte do Legislativo e do Executivo que boicota suas iniciativas terminaram por provar que tudo não passou de chilique de políticos frustrados, sem votos, em ação contra o chefe do Executivo para reduzir o poder do povo que o elegeu e avançar sobre parte significativa do Orçamento votado no Congresso. Pois agora, em trânsito para Miami, para encontro marcado com o presidente dos EUA, Donald Trump, o mesmo capitão conclamou a população a ir às ruas no domingo 15 e até o inefável FHC veio a público para dar palpite de que não era demais, como se alguém estivesse esperando que ele se definisse para apoiar ou não os atos populares. Bolsonaro deu a palavra ao povo. Deus queira que ele mesmo ouça a própria voz para cumprir o que exigiu dos outros: que todos atendam ao clamor popular. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Direto ao Assunto no YouTube: Chega de ideia golpista de jerico

Direto ao Assunto no YouTube: Chega de ideia golpista de jerico

Fernando Henrique recebeu Rodrigo Maia em seu Instituto e disse que “‘quando presidente não exerce poder, outros exercem”, numa referência indireta, deselegante e golpista sobre o golpe do falso orçamento impositivo que virou cambalacho. O presidente da Câmara, que prepara rasurar a Constituição e ns regimentos das casas do Congresso para se reeleger para cargo da Mesa, o mesmo que Alcolumbre trama no Senado, aproveitou para desancar o presidente e o ministro da Economia, Paulo Guedes, na referida ocasião, comentando declaração deste de que “só temos 15 semanas para mudar o Brasil”. Segundo Maia, “eles perderam um ano inteiro”. Tudo isso reflete seu temor de que haja manifestações populares de grandes dimensões no domingo 15 de março a favor do chefe do Executivo e contra parte do Congresso. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal da Gazeta: FHC e Maia contra Bolsonaro

Comentário no Jornal da Gazeta: FHC e Maia contra Bolsonaro

Ao receber Rodrigo Maia em seu Instituto Fernando Henrique, o tucano atirou em Bolsonaro: “Quando o presidente não exerce o poder, outras forças exercem”. Para ser coerente com a sentença deselegante e golpista do anfitrião, presidente da Câmara não se fez de rogado ao interpretar que tem a força criticando duramente o presidente da República e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

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