Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Suspeitas no cais

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Suspeitas no cais

Conseguirá desastrado-geral da PF abafar escândalo no porto de Santos?

(Comentário no Jornal da Gazeta 2 terça-feira 13 de fevereiro de 2018)

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Comentário no Jornal da Gazeta 1: Carnaval no inferno

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Carnaval no inferno

Temer Comentário no Jornal da Gazeta 1 em Roraima, Crivella na Europa, Pezão no interior e Rio vira inferno

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 terça-feira 13 de fevereiro de 2018)

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Réu de Janeiro

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Réu de Janeiro

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na manhã da quarta-feira 14 de fevereiro de 2017 opinando sobre as seguintes notícias: a violação do Código de Ética da Polícia Federal por seu desastrado-geral; o Rio abandonado por presidente, governador e prefeito justamente quando mais cidadãos e turistas precisavam de autoridade na ex-Cidade Maravilhosa, que está virando Hell de Janeiro (ou Réu de Janeiro?); o capítulo da Justiça Eleitoral na novela Vai, ministra!; o Carnaval do protesto patrocinado pelos traficantes de drogas; a miséria assolando a Venezuela bolivariana; a polícia israelense ao encalço de Netanyahu em Israel e o partido de Jacob Zuma impondo sua renúncia na África do Sul; e as piadas sem graça nem nexo da presidente do PT nas redes sociais. Alexandre Garcia comentou a taxa básica Selic, que não vai baixar mais; os desnutridos venezuelanos entrando no Brasil; e o dinheiro de Geddel e CEF, ponta de um imenso iceberg. E, em Direto da Fonte, Sonia Racy mostra como a Portela tenta depender cada vez menos de verba pública.

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Comentário no Jornal Eldorado: Treta de Santos

Comentário no Jornal Eldorado: Treta de Santos

Não é à toa que o desastrado-geral da PF, Fernando Por qué no te callas? Segóvia – é contestado após ter dito que o inquérito sobre eventual participação de Temer no favorecimento da empresa Rodrimar no porto de Santos deverá ser arquivado. Pois toda ampliação de concessão (decretada por Temer em maio de 2017) só indica favorecimento. Assim como é suspeitíssimo o fato de a Libra, que doou R$ 1 milhão à campanha de Temer, dever à estatal Codesp R$ 2,7 bilhões, a dívida está sob arbitragem, mantida sob sigilo sob controle da Advocacia Geral da União. É estranho. E mais ainda o é o coronel João Baptista Lima Filho não ter comparecido ainda à PF para depor no inquérito, alegando problemas de saúde. Será que ele tem padrinho forte na polícia para driblar essa treta de Santos?

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 14 de fevreiro de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 14 de fevereiro de 2018 – Quarta-feira

Haisem As declarações do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia — apontando a falta de indícios que incriminem o presidente Michel Temer em inquérito aberto para investigar irregularidades no decreto dos portos —, continuam a gerar reações dentro e fora da própria corporação. Quais foram as últimas?

O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (APDF), Edvandir Felix de Paiva, disse que Segovia pode ter violado o código de ética da PF. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). da oposição ao governo federal, avalia entrar com uma ação popular na Justiça Federal de Brasília para pedir o afastamento do delegado do cargo.
O código de ética da PF é de 2015 e veda algumas condutas dos integrantes da instituição. Um policial federal, por exemplo, é proibido de “utilizar-se de informações privilegiadas, de que tenha conhecimento em decorrência do cargo, função ou emprego que exerça, para influenciar decisões que possam vir a favorecer interesses próprios ou de terceiros”.

Um policial também não pode “comentar com terceiros assuntos internos que envolvam informações sigilosas ou que possam vir a antecipar decisão ou ação da PF ou, ainda, comportamento do mercado”. É proibido ainda “expor, publicamente, opinião sobre a honorabilidade e o desempenho funcional de outro agente público” e de “conceder entrevista à imprensa, em desacordo com os normativos internos”.

Como abordei ontem, Temer se esquivou de falar sobre o desastrado-geral da Polícia Federal e encarregou seu anspeçada Carlos Marun para dizer que as críticas a Fernando Por qué no te callas Segóvia são meramente políticas e ainda se referiu às flechas de Janot, dizendo que elas saíram pela culatra.

Aproveito aqui a oportunosa ensancha para lembrar que o decreto de Temer em maio de 2017 amplia as concessões do Porto de Santos, que é o alvo da intervenção absurda do policial, de 25 anos para 35 e torna as prorrogações indefinidas e, não como eram antes, limitadas. Moreira Franco comentou, então, que dessa forma o decreto estava introduzindo o Brasil no século 21, saindo do século 19. Talvez fosse o caso de dizer isso se o maior porto do país tivesse sido privatizado. Toda ampliação de concessão só indica, como diria a Reuters, favorecimento. Assim como é suspeitíssimo o fato de a Libra, acionista minoritária da Companhia de Docas do Estado de São Paulo e que doou R$ 1 milhão à campanha de Temer, deve à estatal R$ 2,7 bilhões, a dívida está em processo de arbitragem, mantido sob rigoroso sigilo sob controle da Advocacia Geral da União. É tudo muito estranho. Mais do que estranho é o fato de o coronel João Baptista Lima Filho não ter comparecido ainda à PF para depor no inquérito, alegando problemas de saúde. Isso já completou oito meses e, enquanto ele estiver dodói, ficará sempre a suspeita de que tem padrinho forte na polícia para driblá-la.

Carolina Depois de um fim de semana de terror, a situação da segurança no carnaval do Rio melhorou ontem?

Depois de uma onda de violência no carnaval, com uma série de assaltos e arrastões em Ipanema, a promessa do governo do Estado de reforçar a segurança nas ruas com 17 mil policiais militares finalmente foi cumprida. Ao menos, na orla. Na terça-feira de carnaval, as praias de Copacabana, Ipanema e Leblon amanheceram ocupadas por homens deslocados da Região dos Lagos, da Baixada Fluminense, de Campos e até da tropa do Batalhão de Choque que estava na Rocinha, onde há cinco meses acontece uma guerra do tráfico. Patrulhas que circulam nas vias expressas da cidade foram enviadas para a Zona Sul, onde há grande concentração de foliões e de turistas. O GLOBO percorreu a região e constatou que somente entre os postos 8 e 9, num trecho de 650 metros em Ipanema, havia 12 viaturas, além de soldados fazendo o patrulhamento a pé. O aumento do contingente só aconteceu após terem ocorrido, entre sábado e domingo, pelo menos três ataques na orla, e um recorde de turistas roubados e agredidos
Apesar dos problemas, o governador Luiz Fernando Pezão e o prefeito Marcelo Crivella estão longe de suas atividades administrativas. Pezão descansa em Piraí, sua cidade natal, no interior do estado, e Crivella viajou para a Europa, justamente, segundo ele, para buscar soluções para a área de segurança. No domingo, o porta-voz da Polícia Militar, major Ivan Blaz, reconheceu a situação de descontrole ao sugerir que os foliões não ostentassem joias e evitassem usar os celulares para fazer selfies. Na segunda-feira, a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat) registrou, entre as 8h e as 16h, 26 ocorrências de visitantes atacados por ladrões, o que dá três casos por hora, contra a média normal de seis queixas deste tipo por dia. Com medo de vaias, as autoridades fugiram do carnaval. A atriz global Juliana Paes foi assaltada por um arrastão indo para o desfile fantasiada. O caminhão do Capital Inicial também foi afastado. Um policial foi executado, o 15.ºdo ano. Enquanto isso, Temer foi da restinga de Marambaia a Roraima anunciar que dobraria o contingente das tropas na fronteira da Venezuela, passando de 100 para 200, o que, no mínimo, é ridículo. Temer, Pezão e Crivella fugiram do problema e deixaram a antiga Cidade Maravilhosa, que se tornou antessala do inferno Brasil, ao deus-dará ou, para ser mais exato, ao diabo que carregue população e turistas.

Haisem Quem também sumiu no carnaval foi a filha do ex-presidiário Roberto Jefferson, indicada pelo pai e por Temer para o Ministério do Trabalho, protagonizando um intervalo na novela Vai, ministra?

É, a deputada Cristiane Brasil tomou doril e sumiu, mas o blog do Fausto Macedo no Estadão nos advertiu nos últimos dias a respeito de suspeitas de associação ao tráfico durante a campanha eleitoral de 2010 nunca investigadas na esfera eleitoral. A denúncia é de uma suposta coação de eleitores e consta de inquérito criminal da Polícia Civil revelado pelo Estado no dia 3 de fevereiro. As acusações foram recebidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) em 10 de agosto de 2010 e, nove dias depois, enviadas ao Ministério Público Estadual. O procedimento correto seria a abertura de um procedimento investigatório, o que não ocorreu. Ao Estado, a Procuradoria Regional Eleitoral admitiu não ter registro da denúncia. Em 19 de agosto de 2010, a denúncia chegou ao 7.º Centro de Apoio Operacional do Ministério Público Estadual, segundo registro do Tribunal. E, conforme a movimentação eletrônica, está lá até então. A notícia do blog do Fausto não deixa dúvidas de que a novela Vai, ministra está longe de ter revelado toda a capivara de Cristiane PTB.O Carolina Você diria que este ano o Brasil viveu de Norte a Sul um “carnaval do protesto nos sambódromos e nas ruas?

De fato, desfiles e blocos não pouparam de críticas políticos, Judiciário e políticas públicas em escolas de samba do Rio e blocos de Salvador, Recife e Belo Horizonte. Em São Paulo as críticas foram mais tímidas, mas também existiram. No Rio, a escola Beija-Flor traçou paralelo entre “Frankenstein”, de Mary Shelley, com o momento do Brasil. Ratos representaram políticos e sobraram críticas à criminalidade, ao sucateamento das redes de saúde e educação e à corrupção. A Paraíso do Tuiuti apresentou o presidente Michel Temer como vampiro no último carro alegórico —e temas como racismo, escravidão e leis trabalhistas foram contemplados no enredo. As críticas dos blocos são mais sinceras, as das escolas, mais hipócritas. Afinal, até os patos dos lagos de Brasília e os da Fiesp, lembrados no desfile “antigolpista” da Tuiti na Marquês de Sapucaí sabem que essas agremiações são financiadas pelo tráfico de drogas, que mandam e desmandam nas periferias das metrópoles. E esse tipo de crime é tão ou mais hediondo do que os denunciados nos desfiles.

Haisem Será que o boloivariano Nicolás Maduro resistirá à pressão internacional contra seus mais recentes arreganhos ditatoriais?

Dizem que Temer foi a Roraima na verdade para avisar indiretamente a Maduro que não se aventure com tropas pela Guiana, vizinha de Brasil e Venezuela. Coincidentemente com a viagem do presidente brasileiro, em mais um ato de pressão internacional contra o regime de Maduro, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), publicou na segunda-feira em Washington um relatório de mais de 200 páginas sobre a situação humanitária na Venezuela. Considerando a situação do país “alarmante”, a comissão afirma que agora, com as leis promulgadas no fim de 2017, todos os venezuelanos estão com suas liberdades restritas e medo de serem presos. O relatório da CIDH pede que a comissão possa visitar o país para entender a real situação do povo venezuelano. A última pesquisa sobre qualidade de vida, a Encovi, feita por universidades e ONGs, apontou que, há um ano, 81,8% dos venezuelanos estavam na pobreza, sendo 51,5% em condição extrema. Outros levantamentos apontados no relatório, que já haviam sido publicados antes, lembram que cerca de 70% das crianças venezuelanas têm problemas de desnutrição e que nove em cada dez famílias não conseguem comprar os alimentos básicos. Mas tais dados podem estar ainda piores.

— Estamos vendo uma piora contínua no país — disse Soledad García Muñoz, relatora especial sobre direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais da comissão. — Estamos vendo um crescimento significativo da pobreza e da pobreza extrema, bem como da escassez de alimentos e medicamentos. Hoje, na Venezuela, uma simples infecção respiratória, uma simples gripe podem custar muito caro, em termos de vida e de saúde de qualquer pessoa. Como diria a Reuters, tudo indica que a batata do chavismo está assando. Mas nem isso convenceu o Papa Francisco, que não veio ao Brasil porque não aceita o governo “golpista”, abra a boca em castelhano materno para denunciar o genocídio bolivariano.

Carolina Parece que a batata também está assando em Israel e na África do Sul, não é mesmo?

Pois é. Policiais que investigam os casos de corrupção que envolvem o primeiro-ministro do Israel, Binyamin Netanyahu, recomendaram que a Procuradoria-Geral do país indicie o premiê em duas das investigações que podem torná-lo suspeito. E a cúpula do Congresso Nacional Africano (CNA) – partido que governa a África do Sul desde o fim do apartheid – determinou nesta terça-feira, 13, ao presidente Jacob Zuma que renuncie ao cargo, a pouco mais de um ano das eleições gerais de 2019. A vida dos corruptos também está piorando fora do Brasil. Mas aqui ainda tem muito gatuno protegido pelo tal do foro privilegiado.

Haisem Este carnaval não poderia deixar de terminar com uma pílula sobre a rainha da bateria petista Gleisi Hoffmann. O que ela aprontou agora?

A presidente do PT, escreveu no Facebook que “em reconhecimento à boa administração do governo do PT na Bahia”, o cantor Léo Santana, do alto de um trio-elétrico em Salvador, cumprimentou o governador Rui Costa (PT) e puxou a música “Vai dar PT”. Na verdade, o hit do carnaval baiano nada tem a ver com seu partido. PT, no caso, é “Perda Total”. A composição conta a história de uma moça de 18 anos que “foi pro baile muito louca a fim de se envolver”. Bebe todas. No fim, “vai dar PT, vai dar PT”. Lembra a batatada do Forza Luca que virou Forza Lula. Nós é que precisamos de força para suportar essa gente cínica e burra.

SONORA Marcha da quarta-feira de cinzas, Nara Leão

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Pega na mentira

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Pega na mentira

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na manhã de terça-feira 13 de fevereiro de 2018 comentando as seguintes notícias: relatório do inquérito dos portos na PF desmente declarações de Segóvia à Reuters; Temer evita abordar desgaste do governo por lambanças do diretor-geral da PF em Roraima; presidente suspende folga do carnaval para ir a Roraima tratar de refugiados venezuelanos; Palocci pede que STF lhe conceda liberdade; Marcelo Odebrecht entrega nota fiscal do filme sobre Lula à Lava Jato; violência extrapola no carnaval do Rio; e Eliseu Padilha anuncia que volta pra casa quando terminar o governo. Alexandre Garcia abordou Temer em Roraima; Rio se acabando; e decreto reduzindo horário de verão. Em Direto da Fonte, Sonia Racy falou da relação de desconfiança entre Doria e Alckmin.

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Comentário no Jornal Eldorado: Desastrado-geral

Comentário no Jornal Eldorado: Desastrado-geral

Num balanço, concluído em 15 de dezembro passado, dois analistas informaram ao delegado federal Cleyber Malta Lopes, responsável pela investigação sobre a edição da MP dos portos, que, para o aprofundamento da apuração, seriam necessárias algumas decisões importantes, entre elas a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Temer e outros investigados. Isso quer dizer que, ao que tudo indica, usando o verbo que entrou na moda com a correção da Reuters, Fernando Por qué no te callas Segóvia parece estar disputando o título de mais desastrado diretor da PF da História. Isso justamente no momento em que a instituição supera sua imagem negativa de instrumento do Estado policial para ser abraçada pela sociedade em manifestações de rua nas quais seus agentes chegaram a ser oradores.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 13 de fevereiro de 2018, às 7h30)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário

Segundo o jornal O Globo, o mais recente relatório do inquérito sobre supostas irregularidades cometidas pelo presidente Michel Temer na edição do decreto dos portos entra em choque com as declarações do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia, sobre a inexistência de indícios de crimes e a conclusão das investigações em pouco tempo. Isso quer dizer que, além do mais, ele mentiu?

Pois é. Num balanço, concluído em 15 de dezembro passado, dois analistas informaram ao delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pela investigação, que, para o aprofundamento da apuração, seriam necessárias algumas decisões importantes, entre elas a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Temer e outros investigados. O relatório foi revelado pelo GLOBO no mês passado. Lopes retorna essa semana de viagem internacional para se debruçar sobre o caso. Se as medidas recomendas pelos analistas forem acolhidas, o inquérito poderia ganhar novos desdobramentos e se prolongar por vários meses.

Em entrevista publicada na última sexta-feira pela agência Reuters, Segovia afirmou que os indícios encontrados até agora “são muito frágeis”. O chefe da PF também ressaltou que “não apareceu absolutamente nada que desse base” para qualquer acusação por corrupção.

A polícia investiga se houve fraude e pagamento de propina na edição do decreto 9.048/2017, que prorroga os contratos de concessão do setor portuário. Uma das suspeitas é que parte do decreto teria sido direcionado para favorecer a Rodrimar a partir de negociações supostamente intermediadas por Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer. A Rodrimar é uma das concessionárias do Porto de Santos.

Isso quer dizer que, ao que tudo indica, usando o verbo que entrou na moda com a correção da Reuters, Fernando Por qué no te callas Segóvia parece estar disputando o título de mais desastrado diretor da PF da História. Isso justamente no momento em que a instituição supera sua imagem negativa de instrumento do Estado policial para ser abraçada pela sociedade em manifestações de rua nas quais seus agentes chegaram a ser oradores.

Por que o presidente Michel Temer não respondeu ontem se Segovia tem condições de seguir no cargo? Será que ele acha que seu silêncio bastará para enfrentar o desgaste produzido pela lambança do subordinado e não percebe que só torna a situação ainda pior?

De fato, Carolina, em visita oficial a Roraima, Temer deixou repentina e subitamente a entrevista à imprensa quando perguntado pela Folha de S.Paulo se o chefe da Polícia Federal errou ao ter comentado sobre um inquérito em andamento. Os jornalistas presentes insistiram na pergunta, mas o emedebista apenas sorriu e acenou, sem responder se o diretor-geral continuará no posto. O ministro da Justiça, Torquato Jardim, também presente na visita oficial, não apareceu nem no pronunciamento à imprensa.

Ele tem se negado desde o final de semana a comentar entrevista concedida pelo diretor-geral à Reuters, na qual indicou que inquérito contra o presidente será arquivado. Segundo ele, até o momento as investigações não comprovaram que houve pagamento de propina pela Rodrimar para a edição de decreto que prorrogava concessão e arrendamento portuários.

O episódio causou uma crise interna na Polícia Federal e constrangimento ao delegado Cleyber Lopes, responsável pela apuração. Com a entrevista, delegados da Polícia Federal têm pressionado a ADPF (Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal) a se posicionar pela demissão do diretor-geral. Nos bastidores, o Palácio do Planalto avalia que Segovia errou, criou uma animosidade desnecessária dentro da Polícia Federal e atrapalhou a condução do inquérito.

Mas Temer não estava em Mangaratiba descansando com a família no carnaval. O que ele estava fazendo em Boa Vista?

O presidente viajou a Roraima para discutir com a governadora Suely Campos medidas para minimizar o impacto da entrada de milhares de refugiados da Venezuela. Ele foi recebido na entrada da sede do governo estadual com um protesto de entidades sindicais, que pediram a sua saída do cargo. Ele foi lá para anunciar que o Brasil criou uma força-tarefa para controlar o ingresso de venezuelanos em Roraima. De acordo com o plano, o Brasil dobrará o número de soldados armados nos pelotões de fronteira no Estado, com duplicação dos pontos de controle na fronteira, no interior  e entre Pacaraima e Boa Vista. Um  hospital de campanha em Pacaraima atenderá  atender o fluxo inicial dos venezuelanos.

Dobrar significa passar de 100 para 200, acredita? Além do mais, Temer prometeu solucionar crise de refugiados venezuelanos em Roraima até o fim do ano. Mas não levou um documento, uma portaria, um projeto de lei para isso. Foi de mãos abanando, e aliás, como é de seu hábito abanando muito, mas sem anunciar planos concretos e apenas papo e acenos.

Ele somente anunciou a assinatura de uma Medida Provisória decretando uma espécie de “estado de emergência social” em Roraima, e a criação de uma coordenação nacional, comandada por um general, para orientar a realização de programações que permitam melhorar as condições.

A quem o governo mais impopular da História da República pensa que engana com promessas, papos a meneios de mão? Temer prometem aliviar a situação do Estado onde opera politicamente um dos chefões do que Janot chamou de “quadrilhão do PMDB”, hoje MDB, Romero Jucá, que acaba de ter prescritos os crimes de que foi acusado num processo analisado ao longo de 14 anos e no qual o ministro do STF Gilmar Mendes passou cinco anos sentado em cima num pedido de vista. Na verdade, comenta-se a boca pequena que o presidente foi dar um cala boca no Nicolás Maduro, da Venezuela, para evitar que ele invada a Guiana. Maduro repetiu o ridículo de uma ameaça que Jânio Quadros fez quando presidente de invadir a Guiana. Agora é a Venezuela. E Temer promete evitar isso com 200 soldados. Quem é mais ridículo dos dois?

Por falar no STF, a defesa do ex-ministro Antonio Palocci pediu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que libere para julgamento do plenário seu pedido de liberdade. Será que desta vez ele consegue ou vai dar com os burros n’água?

O julgamento do habeas corpus do ex-ministro da Fazenda estava previsto para ser analisado em novembro do ano passado, mas foi suspenso a pedido da própria defesa. Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, a Operação Omertà. Entre os argumentos da defesa ao pedir a soltura do ex-ministro é o longo tempo da prisão preventiva, decretada nove meses antes da condenação. Seu caso ainda não foi julgado em segunda instância.

Palocci protagoniza alguns mistérios da Lava Jato. O maior deles é a insistência dele em fazer uma delação premiada e a insistente negação do Ministério Público Federal em concedê-la. Dá para desconfiar, pois, afinal, muita gente importante do chamado PIB nacional, banqueiros e outros que tais, sentem-se muito ameaçados pela língua presa do ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da casa civil de Dilma. Tem caroço nesse angu.

O empreiteiro Marcelo Odebrecht entregou à Operação Lava Jatouma nota fiscal no valor de R$ 250 mil e um comprovante de pagamento à produção do filme ‘Lula, o filho do Brasil’. O financiamento do longa é alvo de investigação da Polícia Federal. Por que ele só o fez agora?

O Blog do Fausto Macedo reproduz o documento intitulado “cota de patrocínio da obra intitulada ‘Lula, o filho do Brasil’. Conforme contrato”, aponta a nota emitida pela produtora Filmes do Equador, do cineasta Luiz Carlos Barreto. A cinebiografia do ex-presidente Lula estreou em 1º de janeiro de 2010 e custou cerca de R$ 12 milhões. O filme conta a história de Lula, desde a infância dramática no sertão de Pernambuco, aborda sua chegada a São Paulo no pau de arara, as dificuldades que enfrentou ao lado da família, o trabalho na indústria metalúrgica, as históricas campanhas grevistas dos anos 1970 que marcaram o ABC paulista e a ascensão ao topo do sindicato que o consagrou e impulsionou sua trajetória política. ‘Lula, o filho do Brasil’ é uma biografia baseada no livro homônimo da jornalista Denise Paraná.  O empreiteiro está cumprindo pena domiciliar e achou no computador o documento que tinha prometido aos investigadores da Lava Jato. Além de Marcelo Odebrecht, o citado foi convocado para prestar depoimento. O ex-ministro foi questionado, em 11 de dezembro, pelo delegado Filipe Hille Pace sobre a relação que supostamente teria com a produção do filme. O ex-ministro declarou, na ocasião, que ‘deseja colaborar na elucidação de tais fatos’, mas que ficaria em silêncio. Quando o caso foi revelado, o produtor do longa, Luiz Carlos Barreto, negou que tenha ocorrido tráfico de influência. Barreto disse também que negou o pedido de omissão feito pela Odebrecht. “Houve uma solicitação para que não incluíssemos o nome da empresa nos créditos do filme e dos materiais publicitários, condição essa que não foi, por nós, aceita”, afirmou. A fita foi um enorme fracasso e pode ser indicado, como diria a Reuters, como o primeiro sinal de que a bola do petista não está tão cheia assim como pensam seus devotos. Á época do lançamento, o ex-guerrilheiro César Benjamin provocou polêmica ao contar em artigo à Folha de S.Paulo que Lula disse ao marqueteiro que elegeu Bill Clinton com a frase É a economia, estúpido, que tentou estuprar um companheiro de leito na carceragem do DOPS. Mas o escândalo foi logo abafado. E, ainda assim, muito pouca gente acorreu às bilheterias, até porque o filme é muito ruim.

Apesar do reforço de 17 mil policiais anunciado pelo governador Luiz Fernando Pezão (MDB), a capital fluminense e a cidade de Niterói, na Região Metropolitana, viveram uma noite de domingo de carnaval repleta de arrastões e roubos à mão armada. O plano anunciado por Pezão e as tropas federais não evitaram a onda de violência?

De fato, assim como Temer fez em Boa Vista, de nada adiantou o lorotário de Pezão no Rio. Muito papo e pouca efetividade. Depois do falatório, adolescentes em bando assaltaram turistas na zona sul. Moradores da região enviaram vídeos para a Rede Globo mostrando a ação dos criminosos. A maioria aparenta ser menor de idade.

Para encerrar, que tal comentarmos o anúncio feito pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, outro do tal quadrilhão do MDB do Janot, e que agora se diz decepcionado com a política e afirma que ficará fora das eleições, segundo notícia da revista Épcoa em seu portal?

O anúncio merece dois comentários: o chororô de Padilha e a gargalhada do Rabugento

SONORA BEBÊ CHORÃO

SONORA GARGALHADA DO RABUGENTO

Uma das razões apresentadas por Padilha para ir para casa, como aconselhava aquele personagem de Jô Soares na TV  é que deputados não seguem orientações dos líderes das bancadas. “O bezerro não reconhece mais a vaca”, ele citou a frase do pessedista Vitorino Freire, que está na moda na atual crise brasileira. E atualiza o verso do sambista, o que dá pra rir dá pra chorar, problema de peso e medida. Ridículo é pouco.

SONORA Vassourinhas

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