Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Estreia! Comentários na Rádio Blue Med 013 de Santos

Estreia! Comentários na Rádio Blue Med 013 de Santos

1 – 01/03 – Rosa Weber detém ímpeto de Bolsonaro de usar de forma politiqueira UTIs para covid. 
 
2 – 02/03 – Ataque da Câmara a humorista Danilo Gentili é asquerosa censura autoritária. Para ouvir o comentário, clique aqui. 
 
3 – Hoje ´Bolsonaro é responsável pela apatia com que Brasil enfrenta pandemia. Para ouvir o comentário, clique aqui. 
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Comentário no Jornal Eldorado: Nem recorde de óbitos acorda o Brasil

Comentário no Jornal Eldorado: Nem recorde de óbitos acorda o Brasil

Este país registrou recorde do número de mortes em 24 horas desde o início da pandemia com 1.726 novos óbitos na terça-feira 2, segundo o consórcio de veículos de imprensa. A média móvel de mortes pela doença também bateu recorde ao somar 1.274. A sequência de balanços altos ocorre no momento em que nós enfrentamos o pico da crise causada pelo coronavírus. O número total de mortes chegou a 257.562. No editorial O alto custo da baixa política, o jornal O Estado de S. Paulo, resumiu uma tragédia ainda pior: “Enquanto o presidente cuida de interesses pessoais e familiares, sempre os mais destacados em sua agenda, o governo segue sem rumo e o País mal consegue manter a recuperação iniciada em maio do ano passado e já enfraquecida. Esses dados bastariam para compor um quadro preocupante”.

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Assuntos para comentário na quarta-feira 3 de março de 2021

1 – Haisem –  País tem recorde de mortes e São Paulo pode entrar em fase vermelha – Esta é a manchete da edição impresso do Estadão de hoje. Você diria que esta tragédia terrível foi surpreendente ou pelo menos inesperada diante da forma errática como o Estado brasileiro enfrenta a pandemia

2 – Carolina – Intervenção de Bolsonaro faz disparar dólar e risco país – Este é o título de uma chamada também no alto da primeira página do jornal desta quarta-feira. Que conseqüências positivas você espera desta notícia pra lá de negativa a esta altura da pandemia e da recessão

3 – Haisem – Os efeitos maléficos do desgoverno Bolsonaro – Este é o título de seu artigo, que abre a página de Opinião do Estadão hoje. Você acha justo atribuir a principal responsabilidade por esta tragédia sanitária, econômica e social à atuação do presidente da República

4 – Carolina – CVM avalia apurar lucro atípico de ação da Petrobrás – Este título de outra chamada na primeira página do jornal prenuncia escândalo de enormes dimensões. Você está preparado para comentar o ponto a que ele pode chegar

5 – Haisem – Flávio afirma que comprou casa com “recursos próprios” – Este é o título da manchete da página A10 da editoria de política do Estadão que circula hoje. A seu ver, a compra de uma mansão pelo primogênito do presidente da República é motivo suficiente para a péssima repercussão que está tendo no momento

6 – Carolina – STF livra Lira do “quadrilhão do PT” – Este é o título de mais uma chamada de primeira página do jornal de hoje. Que conseqüências esse decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal terá sobre o legado da Lava Jato em particular e o combate à corrupção em geral

Direto ao Assunto no YouTube: Quem salvará o Brasil de Bolsonaro?

Direto ao Assunto no YouTube: Quem salvará o Brasil de Bolsonaro?

1 – No dia em que o País assustou o mundo com recorde de 1.726 óbitos por covid, Bolsonaro aumentou nosso isolamento do planeta lúcido transferindo a culpa para governadores, prefeitos e jornalistas, que, segundo ele, , “criaram o pânico”. 2 – Dois dias antes, seu primogênito Flávio comprou uma mansão por quase 6 milhões de reais, valor que o MPRJ provou terem sido obtidos por extorsão dos funcionários de seu gabinete na Alerj. 3 – Paulo Coelho matou a pau nas redes sociais: “Nos filmes e na vida real, ladrão sempre tem compulsão de gastar dinheiro roubado”. 4 – Após sabotar voto do ex-colega Celso de Mello, Mendes, do STF, mentiu ao omitir depoimentos de funcionário do doleiro, que contou à PF ter pago propinas ao presidente da Câmara, Lira. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Nesta quarta-feira no Estadão: Os efeitos mortais do desgoverno Bolsonaro

Nesta quarta-feira no Estadão: Os efeitos mortais do  desgoverno Bolsonaro

José Nêumanne

Estelionatário do voto, presidente é fiel

a passado autoritário, terrorista e estatizante

Jair Bolsonaro ganhou a eleição presidencial, que não foi fraudada, como repete, apoiado em dois pilares: o antipetismo e o slogan que furtou das manifestações populares de 2013, resumindo o que exigiam: “Mais Brasil, menos Brasília”. A repulsa a Lula levou-o a assumir compromisso com o apoio ao que, finda a primeira metade de sua gestão, é chamado de “lavajatismo”, pondo o ex-juiz Sergio Moro no Ministério da Justiça e da Segurança Pública. O desmonte da privilegiatura, especialmente os burocratas fardados, esbulhando o contribuinte, virou lorota “liberal na economia e conservadora nos costumes”, que acomoda na Esplanada dos Ministérios um fã secreto de Augusto Pinochet, Paulo Guedes, e Damares Alves, lunática que conversava com Jesus Cristo numa goiabeira.
O liberalismo de caviar com champanhota, sustentado por uma nobiliarquia burguesa, guiada pelo “sorry, periferia” de Ibrahim Sued, pôs à mesa Salim Mattar – que logo entendeu que fora chamado para um picadeiro, e não para uma equipe econômica, e pulou fora –, se distrai e se desfaz no ridículo do viciado em almoço grátis, a renegar Chicago. O combate à corrupção foi despejado no verão de 2018, quando o então deputado estadual fluminense Flávio Bolsonaro foi avisado (segundo seu suplente, Paulo Marinho) de que o esquema de que era beneficiário na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) fora devassado pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ). Dois verões depois, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), seguindo João Noronha, decretou a abolição da fiscalização de atividades financeiras ilícitas sem inocentar o réu. De olho na vaga do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, a ser aberta no inverno que vem.

No governo ele conta com a garantia de que seus crimes de responsabilidade não serão punidos e poderá jogar no lixo a promessa de extinguir a reeleição, mercê do Centrão (“não fica um, meu irmão”) do alagoano Arthur Lira e do mineirão Rodrigo Pacheco. O capitão terrorista, cuja pretensão de explodir quartéis e a adutora do Guandu foi perdoada por juízes do Superior Tribunal Militar (STM), sabotou às escâncaras as fundações da democracia, contando com aliados aloprados. Tais como Sara Giromini, Daniel Silveira e Bia Kicis. O estrategista escolado em crime de colarinho-branco Frederick Wassef foi reabilitado no seio da famiglia pelo perdão ao primogênito. E este terá o inquérito do MP-RJ sepultado sem choro nem vela pelo procurador-geral da Justiça daquele Estado, Luciano Mattos, nomeado pelo governador provisório, Cláudio Castro, para dar um roque no xadrez da investigação mais rica em crimes desde Sérgio Cabral.

Sobrenatural de Almeida, personagem do analista dos costumes dos subúrbios da ex-Cidade Maravilhosa, Nelson Rodrigues, providenciou uma pandemia para ele atuar como charlatão-mor do País, com cloroquina na maleta. Em 25 de fevereiro morreram 1.582 súditos e na live do trono Sua Majestade, o artilheiro que nunca disparou um morteiro, expôs habilidades de homem do óleo da cobra das feiras livres do interior, mirando no seu mais recente inimigo público número um, a máscara anticovid. Chamou de efeitos colaterais do uso da máscara os sintomas “irritabilidade, dificuldade de concentração, diminuição da percepção de felicidade, recusa de ir para escola, vertigem e desânimo”. Nem pense em rir, já que se trata de um diagnóstico grave, capaz de produzir centenas de milhares de vítimas de morte. A receita foi-lhe passada, segundo os repórteres Samuel Lima e Gabi Coelho, do Estadão, por tuíte, pelo médico (!) Alessandro Loiola, “que já foi alvo de quatro verificações do Projeto Comprova por espalhar informações falsas e é autor de um livro chamado Covid-19: a fraudemia, um compêndio de teses anticientíficas e teorias conspiratórias”.

Antes de março chegar, na perspectiva de ser o mais terrível mês na guerra ao novo coronavírus, alucinados aglomeraram-se sem máscara à frente da casa do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em protesto contra o lockdown que este decretou. “Queremos trabalhar”, tuitou o chefe do Executivo. Quem o impede de fazê-lo? Poderia interromper a folga a que se dedica desde a posse para mandar o Ministério da Saúde cumprir a ordem da ministra do STF Rosa Weber e reabrir UTIs de covid do SUS, em vez de dar resposta desaforada: “Cabe a cada Estado fazer a sua parte”.

Como se trata de mais uma proposta para não ser cumprida pelo estelionatário de hábito, e convém evitar que ele continue desmandando para colher cadáveres, resta-nos ecoar o que disse o senador Tasso Jereissati, ao defender a CPI da covid-19: “Alguém precisa parar esse cara”. É mesmo absurda (e não se diga burra, em respeito aos quadrúpedes muares) a oposição dele aos únicos instrumentos de que a humanidade dispõe para escapar do contágio mortal: higiene, máscaras, isolamento, auxílio emergencial e vacina, sim. Muitas vidas poderão ser salvas se se lavarem suas mãos sujas de sangue e lhe negarem o poder de decretar efeitos mortais de seu desgoverno homicida.

  • Jornalista, poeta e escritor

 (Publicado na página A2 do Estadão na quarta-feira 3 de março de 2021)

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Comentário no Jornal Eldorado: Eles sabem onde achar nosso dinheiro

Comentário no Jornal Eldorado: Eles sabem onde achar nosso dinheiro

No momento em que discute de onde tirar dinheiro para uma nova rodada de auxílio emergencial, o Congresso se prepara para derrotar o governo e tomar o controle de fatia maior do Orçamento. Além do que já têm direito por meio de emendas deputados e senadores querem aumentar em R$ 18,4 bilhões o valor em que podem indicar a destinação. Desta forma, caberá aos parlamentares dizer como e com o que o Executivo vai gastar R$ 34,7 bilhões do dinheiro público neste ano. O Congresso é cada vez mais um clube privado, uma confraria, e cada vez menos o poder que representa a cidadania, o povo. Esta é uma tendência antiga que ganhou corpo quando o Congresso se declarou Constituinte e votou uma Constituição a serviço da classe política, e não do povo que elegeu seus membros. E só tem se agravado.

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Assuntos para comentário da terça-feira 2 de março de 2021

1 – Haisem – Congresso quer mais 18 bilhões de reais para emendas – Este é o título de uma chamada no alto da primeira página da edição impressa do Estadão de hoje. Por que, em sua opinião, agora, em plenas pandemia sanitária e recessão econômica, o Congresso não para de exigir mais dinheiro para os representantes do povo?

2 – Carolina – Com UTIs lotadas, secretários de Saúde defendem lockdown – Esta é a manchete de primeira página do jornal desta terça-feira. Por que essas restrições mais rigorosas ainda não foram adotadas no Brasil para que possamos sair dessa zona de perigo de morte em que toda a sociedade brasileira está vivendo

3 – Haisem – Para genro de Sílvio, SUS pertence ao patrão – Este é o título de seu artigo que neste momento circula no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão. Que atitude do ministro das Comunicações, Fábio Faria, seu texto critica especificamente

4 – Carolina – Por que, a seu ver, repercutiu tão mal a compra de uma mansão de quase seis milhões de reais em Brasília pelo primogênito do presidente Jair Bolsonaro, Flávio

5 – Haisem – “É preciso parar esse cara” – Este é o título do primeiro editorial do jornal hoje, citando a frase de mais impacto da entrevista do senador Tasso Jereissati ao jornal. Por que essa conclusão produziu tanto impacto, em sua opinião

6 – Carolina – Rodrigo Pacheco Presidente do Senado: “CPI da Saúde não teria como funcionar” – Este é outro título de chamada de primeira página do Estadão de hoje. O que impede o Poder Legislativo de cumprir seu dever precípuo e rotineiro de fiscalizar o Executivo

Direto ao Assunto no YouTube: A mansão sem vergonha de Flávio Bolsonaro

Direto ao Assunto no YouTube: A mansão sem vergonha de Flávio Bolsonaro

1 – Com a cara-dura de hábito, o primogênito do presidente divulgou nota reclamando da “exploração” da imprensa sobre a compra de mansão pela metade do valor à beira do Lago Paranoá em mais uma encalacrada em que mete o paizão passa-pano. 2 – MP-RJ designou para cuidar da investigação da extorsão de funcionários-fantasmas no gabinete do ex-deputado estadual na Alerj do Rio a madrinha de casamento da advogada do dito cujo. . 3 – A Câmara pediu ao STF para mandar prender o apresentador de TV Danilo Gentili que incitou seus seguidores no Twitter a socarem deputados que defendem emenda da impunidade, comparando-o com facínora Daniel O Quê, um despautério. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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