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Direto ao Assunto

Comentário no Estadão Notícias: Bolsonaro de bem com a imprensa

Comentário no Estadão Notícias: Bolsonaro de bem com a imprensa

Quem foi à solenidade de comemoração do Dia do Exército no comando militar do Sudeste, em São Paulo, surpreendeu-se com o tom cordial do presidente Jair Bolsonaro ao falar sobre a imprensa e no trato com os repórteres. A surpresa veio do fato de que no dia anterior ele tinha usado platitudes para comentar a censura decretada pelo SS-TF à revista Crusoé. Mas depois do levante da sociedade nacional contra a truculência do ministro Moraes, o chefe do governo afirmou que “a imprensa é essencial para a democracia”. Uau! Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde seta-feira 19 de abril de 2019.

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Nêumanne entrevista Edilson Martins – 2019 (14ª)

Nêumanne entrevista Edilson Martins – 2019 (14ª)

Para ex-Pasquim, Lula preso

prova vitalidade da democracia

Jornalista diz que postagens em redes sociais são predominantemente lixo, inclusive as dele, esta é a era da estupidez planetária e quem quer credibilidade, por óbvio, não as procura

“Lula preso, apesar do desconforto de parte do STF e do STJ, de diferentes corporações, e Temer na fila da cadeia são provas da vitalidade atual da democracia brasileira. Da independência dos Poderes. Até quando nunca se sabe, num país  onde as experiências democráticas são pontuadas, interrompidas, por golpes de Estado”, pontifica Edilson Martins, jornalista, pioneiro em cobertura de ecologia e especialista em Amazônia na última resposta na edição desta semana da série Nêumanne entrevista. O colunista no lendário Pasquim, mítico jornal dito nanico, pioneiro em alternativa à chamada grande imprensa, é impiedoso com a nova versão daquela aventura editorial ao declarar: “nenhuma revolução, até hoje, foi mais democrática, mais contundente, mais desestabilizadora. Que o digam os jornalões. Elas estão promovendo a sacralização dos idiotas, dos imbecis, elevando à condição de filósofo um contador de lorotas, transformando farsantes em celebridades. O idiota tem à mão um jornal, uma rádio, uma TV, é acessado em todo o planeta. Ele deita e rola. O “efeito manada”, antes provincial, municipal, eventualmente nacional, agora é universal. Estamos vivendo o primado da estupidez planetária. Quem quer credibilidade não vai às redes. Por óbvio.”

Edilson trabalha há mais de 40 anos em jornalismo e cinema documental sobre a questão amazônica e a temática indígena. Foto: Acervo pessoal

Edilson trabalha há mais de 40 anos em jornalismo e cinema documental sobre a questão amazônica e a temática indígena. Foto: Acervo pessoal

Edilson Martins é jornalista, escritor e documentarista. Recebeu o prêmio Vladimir Herzog. Trabalhou como repórter especial no Jornal do Brasil, na revista Manchete e foi um dos colunistas do Pasquim. Criou a primeira coluna de ecologia – meio ambiente – na grande imprensa do País, Páginas Verdes. É autor de oito livros, dois de ficção, Makaloba e Bediai – O Selvagem e o Voo das Borboletas Negras. O livro Nossos Índios Nossos Mortos vendeu 400 mil exemplares, certamente um dos mais vendidos no País tratando da questão indígena. Nasceu no Acre, mas vive no Sul/Sudeste desde os 18 anos. O documentário Chico Mendes – Um Povo da Floresta, que tem sua direção e produção, foi um dos mais exibidos na primeira metade dos anos 1990 em todo o Ocidente. Trabalha há mais de 40 anos com a questão indígena, com a Amazônia e, principalmente, com a questão ambiental.  Prepara mais uma série para a televisão sobre a Amazônia. Foi amigo pessoal de Chico Mendes,  Orlando Villas-Bôas, dom Pedro Casaldáliga, Darcy Ribeiro e Apoena Meirelles.

Nêumanne entrevista Edilson Martins

Nêumanne – Recentemente, em entrevista a nosso colega Augusto Nunes na Rádio Jovem Pan, Jair Bolsonaro disse que se pudesse faria do filho Carlos ministro, pois foi ele que o levou à vitória no pleito presidencial. Esse é um, digamos, “mito” das redes sociais. Como “rato” do Facebook e congêneres, o senhor concorda com a assertiva do presidente e com o comportamento que ele tem adotado de governar apenas para o que prometeu a seus devotos em posts no Twitter? 

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Direto ao Assunto no Youtube: Efeito Bolsonaro-Moro reduz mortes

Direto ao Assunto no Youtube: Efeito Bolsonaro-Moro reduz mortes

O G1 da Globo informa que as mortes violentas caíram este ano 25% no Brasil e 34% no Nordeste por um motivo que ninguém pode definir qual seja. Ao reproduzir a notícia, O Antagonista foi direto ao assunto: isso resulta de um efeito Bolsonaro-Moro. Concordo: até os bandidos sabem que seus coleguinhas do PT não estão mais no poder e a sensação de impunidade não incentiva seu instinto assassino. Para reduzir ainda mais a criminalidade urge Bolsonaro, Moro, Maia e Alcolumbre se reunirem e extinguirem imediatamente a PEC da Bengala, que foi instituída por um criminoso que está preso, Eduardo Cunha, para prejudicar sua inimiga favorita, Dilma. Com ela fora do poder e o autor da PEC atrás das grades, urge jogar a medida no lixo da História. Palmas para Marco Aurélio Mello, que definiu a censura de Toffoli e Moraes como “mordaça, mordaça”, no que foi seguido por Mourão. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Estadão às 5H: SS-TF cúmplice na censura

Comentário no Estadão às 5H: SS-TF cúmplice na censura

O autor da argumentação jurídica para o impeachment de Dilma, professor Miguel Reale Jr., e o ex-ministro do STJ Gilson Dipp chamaram a atenção geral para o silêncio omisso e, portanto, cúmplice, do sexteto “do bem” do SS-TF – Cármen Lúcia, Celso, Fachin, Fux, Barroso e Rosa – ao não deter o ímpeto censório de Toffoli e Moraes que acabaram de ressuscitar o AI-5 na “corte”. Marco Aurélio já detonou o “retrocesso”. E o mutismo conivente de Lewandowski e Gilmar era esperado. Fachin teve que pôr a cabeça acima da linha d’água ao pedir esclarecimentos aos Torquemadas do circo de horrores, como o são todos os censores. Mas a omissão geral põe sob suspeita de cumplicidade a instituição. Este foi um dos meus comentários no Estadão às 5, retransmitido do estúdio da TV Estadão na redação do jornal por YouTube, Facebook e Twitter e ancorado por Gustavo Lopes na quarta-feira 17 de abril de 2019, às 17 horas.

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Direto ao Assunto no Youtube: Censura do SS-TF é ridícula

Direto ao Assunto no Youtube: Censura do SS-TF é ridícula

É doloroso para qualquer cidadão brasileiro decente saber que a PF, agora sob ordens de Moro, um herói da justiça, está se prestando ao papel de guarda pretoriana dos censores do SS-TF Tofoli e Moraes na caça às bruxas em posts contendo “ameaças” à nobre (no sentido do velho regime de antes da Revolução Francesa) casta dos togados. Um cabo da PM elogiou o Peru, que fechou o Supremo local.

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 General de Brigada do Exercito Paulo Chagas – Candidato ao governo do DF FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

O general Paulo Chagas sugeriu a criação de um órgão para fiscalizar o SS-TF. É de um ridículo que  faz frade de pedra corar e valentão de botequim chorar. E oito coleguinhas de Toffoli e Moraes estão de bico calado escondidos sabe-se lá onde. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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No Estadão: Nunca houve milícias “do bem”, general

No Estadão: Nunca houve milícias “do bem”, general

Construtora dos prédios que desabaram

é criminosa, como a Máfia e a Camorra

O desabamento de dois prédios na Comunidade da Muzema, no Rio, começou, realmente, com um imprevisto: o índice pluviométrico deste início de abril surpreenderia até o gênio da música popular Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, que registrou, em antológica gravação com Elis Regina, “as águas de março fechando o verão”. Mas estas jamais poderiam ser usadas como pretexto pelo prefeito Marcelo Crivella. Qualquer pré-adolescente em qualquer região do Brasil hoje é avisado por um simples aplicativo no celular sobre vinda de chuva com muita antecedência. A falta dessa informação na ex-Cidade Maravilhosa é um sinal absurdo de incapacidade gerencial.

No entanto, por uma questão de justiça, não se pode negar que o problema dos deslizamentos de barrancos nos morros que cercam o Rio, origem da tragédia e da fama de sua deslumbrante paisagem urbana na harmonia de mar e montanha, vem de priscas eras e do longevo abandono da cidade – e do País – pelo Estado corrupto, estroina e imprevidente. Começa, de verdade, na invasão da então capital federal pelos soldados da República chegados de Canudos, na Bahia, aonde foram massacrar os desvalidos do sertão, que, fiéis ao fanático cearense Antônio Vicente Maciel, o Conselheiro, foram confundidos com revoltosos monarquistas, assim como hoje quem apoia o governo federal é chamado de fascista e quem a este “resiste”, de comunista. Sem lar nem dinheiro, eles se instalaram nas encostas que descem até perto da praia, por falta de condições financeiras para ter habitação decente em local seguro.

A desgraça dos soterrados dos desabamentos resulta, em primeiro lugar, do ominoso déficit habitacional brasileiro neste país do faz de conta. Os mesmos políticos que garantem o direito de todos à moradia roubam os cofres de todos e constroem as próprias fortunas sacando do erário verbas públicas que poderiam financiar casas dignas para cidadãos decentes, que pagam escorchantes impostos para tanto.

O segundo capítulo dessa tragédia carioca, com correspondente relevante em várias metrópoles, ergue-se sobre alicerces em outra ignomínia praticada pelo Estado brasileiro – União, unidades federativas e municípios –, qual seja, o absoluto abandono desses mesmos pobres sem moradia à anomia (ausência de governo) generalizada. Ao subir o morro para construir ou comprar seu barraco, o pobre assume a condição de ter negados água encanada, esgoto, rede elétrica e, sobretudo, o direito de viver em paz honestamente, como pretendia. Sem o conforto da civilização, vivida abaixo, ao alcance de seus olhos, no “asfalto”, conjunto de bairros com direito aos confortos e à proteção do Estado contra os fora da lei.

O único direito a que o “favelado” tem acesso é o de ter seu território sido batizado de “comunidade”, em vez de “favela” (denominação de um arbusto seco da paisagem sertaneja de que voltou, depois de reprimir o levante do beato). Como se isso bastasse. Seja qual for o nome, mais de um século depois do conflito ele não apenas tem de conviver com criminosos perigosos que administram o tráfico de entorpecentes e de armas, como também de deles depender para levar a mulher à maternidade, o filho ao hospital e outras rotinas que os gestores públicos lhe negam.

Antes de Crivella assumir a parte que lhe cabe no latifúndio desse erro, convém admitir que a atividade que vende “edifícios de areia”, como definiu um vizinho diante da tragédia da Muzema, o antecede. As tais milícias não surgiram para fazer o bem, como declarou o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. Mas, sim, como uma atividade mafiosa, criada a pretexto de combater o traficante inimigo. Quem entende sabe. Caso do juiz Walter Maierovitch, que as definiu como sendo “organizações criminosas de matriz mafiosa, que difundem, como a Cosa Nostra, o medo para obter controles de territórios e social.”

A atividade adquiriu, assim, força nos Poderes da República. Segundo Maierovitch, conhecedor da Camorra italiana, “quem tem controle social influencia nas eleições. Como frisou o escritor e jornalista siciliano Gaetano Sciascia, ao difundir o terror essas organizações impõem à comunidade dominada a ‘solidariedade pelo medo’. Isso ocorre porque não confiam nas autoridades.” Ou seja, o prefeito, o governador do Estado, os presidentes da Assembleia Legislativa (Alerj) e da República não são os únicos a serem apontados como responsáveis – culpados seria exagerado – pela tragédia, que nada tem de acidental.

Crivella defendeu-se apelando para o registro das autuações e da interdição dos prédios que ruíram, como se a prefeitura nada tivesse que ver com o fato de eles terem sido construídos. Wilson Witzel passou o pano, como se diz na gíria, sobre a própria gestão, esquecendo a inércia de suas polícias na repressão às milícias, que cobram “proteção”, lucram com caça-níqueis proibidos e vendem água, gás e gambiarras de eletricidade e TV por assinatura. E ainda concorrem com o mercado imobiliário construindo edifícios a preços “módicos” sem “luxos” como habite-se e segurança.

Isso acontece com ajuda da dita, e nunca feita, “justiça”. Segundo o UOL, o embargo à obra de outro edifício na Muzema, Figueiras de Itanhangá, pedido pela Procuradoria-Geral do município, teve liminar negada pela 20.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, em processo relatado pela juíza Marília de Castro Neves, autora, em 2017, de polêmica mensagem nas redes sociais em que descreveu a vereadora Marielle Franco como “engajada com bandidos” e “eleita pelo Comando Vermelho”.

Bolsonaro calou sobre a tragédia. Carlos, seu filho e vereador no Rio, empregou Márcio Gerbatim, suspeito de ligações com milícias e ex-marido da mulher de Fabrício Queiroz, de quem o próprio presidente disse saber que “fazia rolo” e que foi assessor de outro filho, o senador Flávio, na Alerj.

José Nêumanne Pinto

Jornalista, poeta e escritor

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