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Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Operação chaleira

Comentário no Jornal Eldorado: Operação chaleira

Não se pode imaginar que um policial com os deveres e responsabilidades do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, considere normal um ex-assessor da intimidade do presidente Temer tenha saído correndo de uma pizzaria com uma mochila contendo R$ 500 mil se nenhum cidadão consegue depositar R$ 10 mil num banco, legalmente, sem antes explicar direitinho a origem do dinheiro. Além disso, ele deixou de se referir a outros detalhes constrangedores, como o grito de Rodrigo de Joesley se identificando à guarda quando entrou no Jaburu para o encontro secreto fora da agenda na calada da noite, a filmagem da comédia grotesca da mala e o que se ficou sabendo da conversa, que o presidente não explicou. O que ficou do episódio é que o federal perdeu uma boa oportunidade de calar a boca. Talvez porque a avó dele, ao contrário da minha, não lhe avisou que em boca fechada não entra mosquito e que quem fala muito dá bom dia a cavalo.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 21 de novembro de 2017, às 7h30m)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 21 de novembro de 2017 – Terça-feira

O novo diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia, disse na posse que Temer, que compareceu à cerimônia. continuará a ser investigado e questionou ‘uma única mala’ como prova, referindo-se a fuga de Rodrigo de Rocha Loures ao receber uma mochila com R$ 500 mil reais na Pizzaria Camelo, em São Paulo. É adequado para sua função?

Depois de se dizer lisonjeado com a presença de Michel Temer em sua cerimônia de posse, o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, disse que o presidente continuará a ser investigado com a “celeridade de todos os outros inquéritos”. A afirmação de Segovia sobre a continuidade das investigações se deu diante da insistência de jornalistas. Mum primeiro momento, o novo diretor-geral havia dito que as investigações contra o peemedebista já haviam sido concluídas.

Segóvia criticou a Procuradoria-Geral da República que, na gestão Rodrigo Janot, denunciou uma primeira vez o presidente por corrupção passiva no caso da mala dos R$ 500 mil que a JBS pagou para o ex-assessor especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures.

SONORA 2111 A SEGOVIA
Para Segovia, ‘a Procuradoria-Geral da República é a melhor indicada para explicar possíveis erros no acordo de colaboração premiada firmado com executivos do grupo J&F, entre eles, o empresário Joesley Batista’.

“Quem colocou esse deadline que finalizou a investigação foi a PGR, talvez seja ela melhor para explicar porque foi feito aquilo naquele momento e porque o senhor Joesley sabia quando ia acontecer para ganhar milhões no mercado de capitais”, afirmou Segovia.

O ex-procurador-geral Rodrigo Janot reagiu às críticas à sua gestão pelo diretor da Polícia Federal. “Ele está fazendo o que foi contratado para fazer”, afirmou o ex-chefe do Ministério Público Federal (MPF).

Para Janot, a Polícia Federal “nunca pontuou” a necessidade de mais tempo ou diligências. O ex-procurador-geral destacou que as operações foram realizadas em parceria com policiais federais. “As interceptações e ações controladas da primeira denúncia foram feitas por quem? DPF (Departamento de Polícia Federal)”, disse. “E aconselho a ele a leitura do relatório do DPF que instruiu a segunda denúncia. O delegado responsável pela investigação tem opinião diversa”, disse.

Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, também não gostou nem um pouco do que Segovia disse na entrevista coletiva depois da posse na Polícia Federal.Santos Lima escreveu no Facebook que não cabe ao diretor-geral da PF falar sobre investigações e que sua opinião pessoal é “totalmente desnecessária e sem relevância”.Ele lembrou também a presença de Michel Temer na posse, pela qual o delegado se disse lisonjeado.

Vamos começar pelo fim. A presença do presidente da República na posse de um policial na direção geral de um órgão de Estado, e não de governo, é um sinal de que o ventríloquo não poderia faltar a seu boneco. Foi um sinal inequívoco de apoio, que soa mal até porque o chefe imediato de Segóvia não gostou da escolha e isso ficou público. O novo diretor tem dado sinais de que foi posto no lugar para manter as coisas sob controle da chefia. Os repórteres que foram à posse registraram que suas críticas à briga por poder entre PF e MPF soaram muito mal na corporação que ele vai dirigir. As críticas duras e diretas ao MPF lembraram uma certa marchinha dos Anjos do Inferno de velhos carnavais. A menção à mala é extemporânea e absurda. A não ser que o delegado federal tenha chegado de algum planeta distante, não se pode imaginar que um policial com seus deveres e responsabilidades considere absolutamente normal um deputado da intimidade do presidente saia correndo de uma pizzaria com uma mochila contendo 500 mil reais se nenhum cidadão, em teoria até o presidente da República e o próprio Segóvia, consegue depositar dez mil reais num banco, legalmente, sem explicar direitinho a origem do dinheiro. Além do mais, deixou de se referir a outros detalhes constrangedores como o grito de Rodrigo de Joesley se identificando à guarda quando entrou no Jaburu para o encontro secreto fora da agenda na calada da noite, a filmagem da comédia grotesca da mala e o que se ficou sabendo da conversa, que o presidente não explicou. O que ficou do episódio é que o federal perdeu uma boa oportunidade de calar a boca. Talvez porque a avó dele, ao contrário da minha, não lhe avisou que em boca fechada não entra mosquito e que quem fala muito dá bom dia a cavalo.

SONORA RABUGENTO

Começa muito mal o rapaz. Mostrando muita pressa em mostrar serviço ao chefe, o que joga por terra suas vãs promessas de investigação dura da corrupção, celeridade e imparcialidade. Difícil acreditar.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux disse ontem que “certamente” a Corte reverá a decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de soltar o presidente da Casa, Jorge Picciani, e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi – todos do PMDB. Será que o STF vai fechar a torneira vazando das assembléias estaduais depois do voto maroto de Cármen Lúcia liberando Aecinho para a naite?

“É uma decisão lamentável, que desprestigia o Poder Judiciário, gera uma sensação de impunidade e que certamente será revista pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou em entrevista à BBC Brasil, na Inglaterra. O ministro está no país para um simpósio da Universidade de Oxford.

SONORA 2111 FUX

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) determinou a prisão dos peemedebistas na quinta-feira, 16, no âmbito da Operação Cadeia Velha, acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os deputados só dormiram uma noite na Cadeia de Benfica, no Rio. Na dia seguinte, a Alerj determinou, por 39 votos a 19, a soltura e a devolução dos mandatos a eles. No domingo, Picciani e Albertassi tiraram licença de seus cargos para trabalhar em suas defesas.

Ao livrar os peemedebistas, os deputados tomaram por base a decisão do STF sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG), em outubro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o recolhimento noturno e afastamento do mandato do tucano, mas a Corte determinou que seria preciso aval dos senadores – que, por sua vez, negaram os pedidos da PGR.

À época, Fux foi um dos que votou contra o aval do Congresso.

A decisão do STF foi desastrada. E isso está obrigando os supremos magistrados a corrigirem o passo em falso. O fato do Rio é grotesco e merece revisão. Mas não é único. O efeito cascata da decisão a partir do voto favorável ao presidente afastado do PSDB já produziu efeitos maléficos em outros Estados que, menos importantes e menos acintosos do que o caso do Rio parece que estão passando em branco. Talvez coubesse ao Supremo explicar melhor ou, quem sabe, corrigir a própria lambança. Sua imagem está na chón, como dizia a personagem de Aracy Balabanian Armênia naquela novela da Globo. Talvez não no pré-sal da opinião pública, como a da Alerj, mas chegando perto dela. Será bom esperar para ver o que vai acontecer de verdade, como se comportarão os advogados de defesa de políticos suspeitos no plenário da casa com seus numerosos e eternos pedidos de vista e concessões de habeas corpus.

Por falar em Supremo, manchete do Estadão de hoje diz que ele deve limitar alcance de foro privilegiado de políticos. Não será o caso de questionar se os políticos sujspeitos vão deixar valer a decisão?

Em julgamento  previsto para ser retomado depois de amanhã, o Supremo deverá formar maioria pela restrição à abrangência do foro privilegiado. Quando o julgamento foi suspenso havia quatro votos a favor da restrição. Forma-se maioria quando são atingidos seis votos. A tendência no STF é que prevaleça o entendimento do ministro Luis Roberto Barroso de que políticos só devem ter direito a uma corte especial se o crime do qual forem acusados tiver sido cometido no exercício do mandato e for relacionado ao cargo que ocupam, Até agora acompanharam a posição de Barroso os ministros Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Cármen Lúcia. Nos bastidores sinalizaram que concordam com uma restrição ao foro Luís Fux e Edson Fachin. Celso de Mello também é crítico ao abuso da prerrogativa. Mas existe a perspectiva de que a votação seja prorrogada novamente por um pedido de vista de Dias Toffolli, que ontem não quis falar sobre o assunto.

O certo é que é um absurdo de 22 mil a 555 mil otoridades basileiras gozarem do privilégio de foro, sem que se saiba sequer o número certo. E por qualquer motivo. Quando os constituintes fixaram o foro privilegiado, a intenção foi proteger os mandatários do povo de perseguições políticas, garantindo-lhes o direito de palavra e de opinião. Estender esse privilégio para crimes comuns, como roubo e até assassinato é um absurdo. O absurdo acontece porque os políticos são ousados e contam com a cumplicidade dos juízes. No caso dos senadores, nunca devemos nos esquecer de que são eles que sabatinam os candidatos a Supremo. E já ficou claro inclusive que recorrem a expedientes bem pouco republicanos para tanto. À época da delação absurda da JBS, por exemplo, a fofoca mais recorrente nos corredores do Congresso era a do passeio do relator da Lava Jato, Edson Fachin, com o delator e ex-diretor da emresa Ricardo Saud pedindo apoio dos senadores. Isso, aliás, nunca veio a público nem foi devidamente esclarecido pelos personagens. Não estava na hora de fazê-lo:

O senador Renan Calheiros teve suspensos os direitos políticos por um juiz e terá de pagar uma multa de R$ 246 mil.  O alagoano foi condenado por improbidade administrativa em caso envolvendo supostas vantagens indevidas da construtora Mendes Júnior, acusada de bancar despesas pessoais da jornalista Monica Velloso com quem o senador mantinha relacionamento extraconjugal. Isso vai dar em alguma coisa concreta ou cairá na vala comum do foro?

O  juiz federal Waldemar Carvalho, da 14ª Vara Federal, condenou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), à perda de mandato e perda dos direitos políticos por 8 anos, por improbidade administrativa. A sentença foi tornada pública nesta segunda-feira, 20. O peemedebista, Cláudio Gontijo Teixeira e a empresa Mendes Júnior, também foram sentenciados a pagar multa de R$ 246 mil.

O processo na área civil envolve o caso em que o senador foi acusado de receber propinas da construtora Mendes Júnior, que pagaria as despesas pessoais da jornalista Mônica Veloso com quem mantinha relacionamento extraconjugal. Em 2007, quando foi revelado, o peemedebista renunciou à presidência do Senado em uma manobra para não perder o mandato.

O povo está cansado de manobras desse tipo e da impunidade total dos mandatários. Está na hora de puxar o freio de mão nesse sentido. A única coisa que cada cidadão pode e deve fazer é não reeleger nenhum deles em 2018. Não se trata de votar em branco ou nulo, mas, sim, dar voto válido para candidatos que não ocupam nenhum mandato nos Poderes Executivo e Legislativo. Fazer o que o taxista Rinaldo da Silva propôs e eu endosso.

SONORA O cordão dos puxa-saco Os anjos do inferno

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Comentário no Jornal Eldorado: Será que não tem jeito?

Comentário no Jornal Eldorado: Será que não tem jeito?

Os bandidos da Alerj afanaram a chave da cadeia e foram soltar seus parças Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo da prisão num carro oficial com motorista e combustível pagos pelo espoliado e esfomeado povo do Rio de Janeiro. Este é o maior desafio que uma quadrilha impôs ao sistema judiciário nacional e, em conseqüência, ao estado democrático de direito na história da República e não devia ficar assim. O filho de Jorge Picciani Leonardo, ministro dos Esportes de Temer, está sumido. A Nação espere que ele, no mínimo, volte ao trabalho. Pois, enquanto estiver foragido, fornece mais uma evidência das suspeitas de participação da cúpula federal da roubalheira geral brasileira.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 20 de novembro de 2017, às 7h30m)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário

Eldorado 20 de novembro de 2017 Segunda-feira

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, e o deputado Edson Albertassi, líder do governo Luiz Fernando Pezão (PMDB), anunciaram ontem que vão se licenciar de suas atividades parlamentares no Legislativo fluminense até o fim do recesso parlamentar de janeiro. Com isso está resolvido o problema no Rio?

Picciani (PMDB/RJ) entra a partir de amanhã em licença não remunerada, mas mantém o foro privilegiado mesmo afastado de suas funções, ressaltou a Alerj, em nota oficial, publicada ontem.  Ele afirmou que vai se dedicar à sua defesa na Justiça no período do afastamento, retornando ao cargo apenas no ano que vem. Picciani e Albertassi são investigados na Operação Cadeia Velha, etapa da Lava Jato sob coordenação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) no Rio, junto com o também deputado Paulo Melo, todos do PMDB. Eles são acusados de receber propina para favorecer empresas do setor de construtoras e concessionárias de transporte público, em troca de decisões favoráveis no legislativo fluminense. O Estado, que vive uma grave crise fiscal, teria deixado de receber 185 bilhões de reais em decorrência de benefícios fiscais em favor de empresas envolvidas no esquema de corrupção existente desde os anos 90, segundo o MPF.

Eles e outro deputado, Paulo Melo, todos do PMDB, passaram cerca de 24 horas na prisão de Benfica, onde o ex-governador Sérgio Cabral Filho, acusado de ser o chefe da organização criminosa, completou um ano exatamente quando eles chegaram. Picciani, Albertassi; e Paulo Melo, foram soltos no fim da tarde desta sexta-feira, 17, por decisão da Casa e deixaram a prisão em um carro oficial. A prisão dos três havia sido determinada pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), na quinta-feira, como parte da Operação Cadeia Velha, um desdobramento da Lava Jato.

Em gravação foi exibida pelo Fantástico, da Rede Globo, ontem, à noite, o então presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio, Rogério Onofre, reclama com empresários de ônibus porque possou a receber 600 mil reais em vez de um milhão.

SONORA 2011 A ONOFRE

Eles são acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e recebimento de propina de empresas de transporte urbano. A decisão de libertar os deputados foi tomada em rápida votação plenária, que terminou em pouco mais de meia hora por 39 votos a favor, 19 contra e uma abstenção.  A tragédia tem toques de comédia do esculacho como o discurso do secretário de Cultura do Rio, demitido do posto só pra votar, ocasião em que confundiu o poeta Bertolt Brecht com o personagem do humorístico de Chico Anysio, Bertoldo Brecha.

SONORA 2011 LAZARONI

Os bandidos da Alerj afanaram a chave da cadeia e foram soltar seus parcas na cadeia num carro oficial com motorista e combustível pagos pelo espoliado e esfomeado povo do Rio de Janeiro. Este é o maior desafio que uma quadrilha impôs ao sistema judiciário nacional e, em conseqüência, ao estado democrático de direito na história da República e não devia ficar assim. O professor Joaquim Falcão, da FGV, escreveu brilhante artigo no Globo no fim de semana mostrando que a abolição do sistema tripartite de governo com a quadrilha dominando os três Poderes elimina a prática do Estado Democrático de Direito. Não há mais democracia, mas desordem. O filho de Jorge Picciani Leonardo, ministro dos Esportes de Temer, está sumido. A Nação espere que ele, no mínimo, volte ao trabalho. Pois, enquanto estiver foragido, fornece mais uma evidência das suspeitas de participação da cúpula federal da roubalheira geral brasileira.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima está sendo acusado de ter orientado a um funcionário a destruição de provas durante período em que esteve em prisão domiciliar. Quais as conseqüências disso sobre sua vida e os processos movidos contra ele e seus coleguinhas?

Esta informação que você deu foi prestada pelo ex-assessor parlamentar do irmão de Geddel, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Job Ribeiro Brandão. À Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) ele disse que “auxiliou na destruição de anotações, agendas e documentos” a pedido de Geddel, Lúcio e da mãe dos dois.

Os documentos, segundo ele, foram colocados em sacos de lixo e descartados e uma parte foi picotada e jogada no vaso sanitário.

Geddel ficou em prisão domiciliar entre julho e setembro, depois de ser liberado por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em 8 de setembro, no entanto, ele voltou a ser preso depois de a PF descobrir um endereço em Salvador com o equivalente a  51 milhões em espécie, ligados ao ex-ministro segundo as investigações.

O depoimento de Brandão, ao qual o Estado teve acesso, foi prestado na última terça-feira, 14. Ele virou alvo da Operação Tesouro Perdido após a PF identificar suas digitais em parte dos milhões de reais encontrados. O ex-ministro e o seu irmão, deputado Lúcio Vieira Lima, no exercício do mandato, são investigados pelo crime de lavagem de dinheiro.

Geddel pertenceu à cúpula da Caixa Econômica Federal durante o governo Dilma e protagonista da gestão Temer depois do impeachment. Faz parte daquilo que o procurador Rodrigo Janot chamou de Quadrilhão do PMDB, tendo mandado e desmandado no Palácio do Planalto enquanto lá esteve e, ao que tudo indica, continuado mandando e desmandando mesmo depois de preso. A história que tem lances como a guarda do dinheiro vivo no closet da mãe do Carainho da Odebrecht e de seu maninho, é uma vergonha para o governo, a polícia, a justiça e todos nós, que pagamos a conta desses desmandos.

O Ministério Público Federal em São Bernardo do Campo ofereceu nova denúncia contra o presidente do PT de São Paulo, Luiz Marinho (PT), e outras 15 pessoas de sua gestão à frente da Prefeitura de São Bernardo, por supostos desvios no Museu do Trabalhador, alvo da Operação Hefesta. Ainda há, então, furtos a revelar nas gestões do PT?

Desta vez, 16 pessoas, entre elas o ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (2009-2016) são acusadas de formar um conluio para fraudar a concorrência 10021/2011, promovida pelo município, entre 2011 e 2012, para definir a empresa que construiria o MTT.

Para ocultar a fraude, os acusados usaram a empresa de fachada Construções Incorporações CEI Ltda., inseriram cláusulas de restrição à competitividade no edital e apresentaram “proposta-cobertura”, em nome das empresas Construtora Cronacon Ltda. e Simétrica Engenharia Ltda, segundo a Procuradoria.

A licitação, montada em apenas um dia, foi vencida pela empresa Construções e Incorporações CEI, registrada em nome de “laranjas”, de acordo com o MPF.

Os procuradores sustentam que a empresa não possuía condições econômicas, nem técnicas, para executar a obra, e que, com o conhecimento de autoridades municipais, tinha um contrato de gaveta com as construtoras Cronacon e Flasa, no qual estava determinado que estas seriam as verdadeiras administradoras do canteiro de obras e dos recursos federais e municipais destinados ao museu.

No período em que Luiz Marinho governou São Bernardo do Campo, as empresas Cronacon e Flasa venceram 19 licitações e firmaram contratos milionários para execução de obras públicas.

Esta é a segunda denúncia oferecida pelo MPF no caso. Em julho, o MPF denunciou Marinho e outras 21 pessoas pelos crimes de peculato e deixar de exigir licitação quando necessário.

Desta vez, os denunciados são acusados pelos crimes de fraude à licitação, agravado pelo fato de todos estarem exercício de função pública (sujeito a pena de 2 anos e 8 meses a 5 anos e 4 meses de prisão, mais multa) e falsificação de documentos (artigo 299 do código penal, com pena de 1 a 5 anos para documentos públicos e de 1 a 3 anos para documentos privados).

O MPF pede, ainda, a condenação dos acusados à devolução dos valores recebidos dos cofres públicos como resultado da fraude à licitação – R$ 15.971.781,01, e ao pagamento de danos morais à coletividade, no valor mínimo de R$ 5.000.000,00.

Luiz Marinho não é um qualquer. Substituiu Lula na presidência do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo, agora do ABC, preside o PT de São Paulo e era até bem pouco tempo o favorito do chefão a disputar o governo de São Paulo.

Enquanto esta notícia circulava, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “não vai ser difícil” ganhar as eleições presidenciais de 2018, mas defendeu uma mudança de estratégia dos partidos de esquerda para barrar as propostas do governo Michel Temer no Congresso. Será que ele tem razão?

Segundo o Aiatolula, a oposição está “fragilizada”. Ele lamentou que não tenha conseguido impedir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a aprovação de propostas como a reforma trabalhista.

Enquanto Lula falava abobrinhas no congresso do PCdoB e seus advogados garantiam que ele não dispõe de 24 milhões de reais que os procuradores querem bloquear em suas contas, estes mesmos procuradores informavam que sua empresa de palestras recebeu 27 milhões de reais em quatro anos. Segundo reportagem de Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brant,  Coaf mostrou que LILS chegou a investir R$ 35 milhões em fundos de nvestimento entre 2011 e 2015O cinismo de Lula atinge as raias da loucura. E os devotos que beijam seus pés continuam esbravejando contra as injustiças que a Justiça lhe atribui para evitar sua candidatura em 2018,

E a quantas anda a novela longe do fim da Oi?

Ontem Ancelmo Gois publicou em sua coluna no Globo a nota “Sinal de alerta”, na qual afirma que o governo federal recebeu sinais de bancos estrangeiros preocupados de que a situação da Oi, que tem mais de R$ 65 bilhões em dívidas, possa afetar os papéis do Brasil lá fora. Aliás, Ministério da Fazenda e Banco Central querem a venda da Oi para um investidor estrangeiro, provavelmente a China Telecom”

O Brasil tem de acabar com este complexo de colônia.

Os bancos estrangeiros investiram na Oi cientes do risco e para ganhar dinheiro. Querem agora que a Oi seja vendida para um operador estrangeiro e foram falar com o ministro da Fazenda, Henrique Meireles.

A Oi não tem o que ser vendida como empresa. A Oi deve mais do que vale o ativo. Só passa a ter valor se alguém abrir mão do direito.

Em negócios o que é visitado é o candidato a perder. Não foi Meireles que foi visitar os bancos estrangeiros para tentar alguma vantagem para o tesouro.Logo está na cara que a equação envolve a viúva ser a parte prejudicada. Esse é o sinal de alerta!!! A situação da Oi, ao contrário da do Brasil, tem jeito. É só tornar a concessão perempta e oferecer a concessão ao mercado a quem se disponha a tocar o negócio, sem tungar o cidadão.

SONORA Não tem jeito Os Fevers

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No Blog do Nêumanne: Camelot às avessas

No Blog do Nêumanne: Camelot às avessas

Não se conterá a metástase do câncer do Rio no País se não forem tomadas providências já

O que aconteceu no Rio de Janeiro no fim da semana passada não pode ser levado, como o tem sido ultimamente, na conta de algo grave, mas corriqueiro, que pode cair, se não no esquecimento, no mínimo naquela sensação de que pior do que está não pode ficar. Ou ainda que mais dia, menos dia as coisas se resolverão a contento. Pior do que está pode ficar, sim! E nada será resolvido se não forem tomadas providências pesadas e urgentes imediatamente, pois a lei da gravidade nunca é solução para nada e muito menos quando se manifesta de forma assim tão grave.

O ocorrido não foi inesperado. Ao contrário, resulta apenas de uma situação anômala que vem sendo revelada há muito tempo e precisa ser revertida para não alcançar graus insuportáveis não apenas para a ex-Cidade Maravilhosa e seu Estado. Não é corriqueiro um político da importância de Sérgio Cabral Filho já ter sido condenado a 72 anos de prisão, acusado de crimes que podem levá-lo até a 300, segundo cálculos de especialistas. Ele foi deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), senador e governador duas vezes, numa era que foi de bonança, mas que resultou na mais abjeta miséria. É também o líder inconteste do PMDB local, cujo centro gravitacional gira entre o topo do poder e o pré-sal da impopularidade. Antes de completado o giro de 180 graus, ele elegeu o governador Luiz Fernando Pezão, manteve o Tribunal de Contas do Estado (TCE) sob sua órbita e fez da Alerj um puxadinho do palácio, onde instalou uma espécie de reino de Camelot às avessas, com direito a transformar sua mulher, Adriana Ancelmo, advogada próspera, em rainha da ostentação.

Primeiramente, urge advertir que os acontecimentos deploráveis que levaram o Rio ao miserê não foram produzidos só por vícios e delitos endógenos, mas também são sintomas da doença ética, econômica, administrativa e política que assolou o Brasil inteiro nestes últimos sete anos de cleptocracia da associação maligna de PT com PMDB, ante a indiferença comprada não apenas dos partidecos da chamada base, mas também do PSDB e de seus satélites, que fingiram ser oposição. É verdade que o PT não conseguiu furar o bloqueio do PMDB no caso fluminense, mas será uma ilusão analítica não perceber que tanto o PT foi aliado e beneficiário da derrama do Rio quanto o PSDB, de importância política debilitada no Estado, também foi cúmplice por omissão comprada. Cabral foi uma espécie de administrador de uma colônia de corrupção, imoralidade e cinismo de uma metrópole devassa, estroina e irresponsável, sob o comando de oportunistas insaciáveis como Lula, Palocci e Patinhas e de coadjuvantes amorais como Dilma Rousseff e Aécio Neves.

Como não podia ser diferente, o Congresso se comportou sempre como extensão da cleptomania do Rio. Isso não se deveu apenas a gente como Rodrigo Maia, atualmente presidente da Câmara dos Deputados e número dois sacramentado do governo Dilma na atual fase sob as ordens do sócio Michel Temer, pois este é o caso mais evidente, mas não o único. Mais grave é o do órgão máximo do Judiciário, que atua decisivamente para manter incólumes as raízes fincadas do poder dos bandidos locais com suas máfias. Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, com seu voto de Minerva, deusa romana da sabedoria, liberou o vale-tudo geral nas corruptas Assembleias estaduais, sendo a do Rio a mais notória. E agora deixou até de exercitar seu gosto por belas alocuções, nem sempre acompanhadas de efetivas ações corretivas. Marco Aurélio Mello liderou a votação concluída com o voto dela, libertando Aecinho para noitadas fora do lar doce lar, e agora veio a público tentando desvincular seu voto “garantista” da decisão cínica da Alerj em relação aos delinquentes flagrados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recorrendo à condição de “deixa que eu solto”, negou-se a permitir a mudança do chefão Cabral para um presídio federal, apesar de todas as evidências, além de ter dado habeas corpus ao “rei do ônibus”Jacob Barata Filho, logo depois desmascarado em outra derrama de propinas.

O que aconteceu na antigamente gloriosa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro na sexta-feira 17 resultou dessa trama demoníaca de hipocrisia, desfaçatez e arrogância. O Tribunal Federal de Recursos da 2.ª Região (TRF-2), do Rio mandou prender o presidente da Alerj, Jorge Picciani, o líder do governo, Edson Albertassi, que, num gesto que parecia ser o cúmulo do desafio à lei, foi nomeado para substituir bandidos presos e proibidos de exercerem seus cargos no TCE, e Paulo Melo. Em menos de 24 horas, após serem recebidos pelo godfather Cabral em Benfica, onde este liderou uma salva de palmas para o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Arthur Nuzman, um reles funcionário do Legislativo estadual compareceu ao presídio para soltá-los, sem que os desembargadores tivessem sequer sido avisados. Ou seja, os gatunos afanaram a chave da cadeia, soltaram os “parças” e viajaram de volta ao lar conduzidos por cinesíforos e gasolina de semoventes pagos pelo povo.

É impossível encontrar registro histórico de um desafio de tal porte. E o escândalo é tal que os meios de comunicação passaram a registrar queixumes anônimos dos “supremos” magistrados que, incapazes de corrigir a própria conduta, tentam transferir sua culpa para os vassalos de Cabral, Picciani, Albertassi e Melo. Nada que impeça novo habeas corpus concedido por algum dos mui disponíveis “soltadores gerais” desta República da leniência e da conveniência.

Esse desafio à Justiça e à democracia merecia uma reação dos membros da corporação, mas esses senhores de terno e toga preferem silenciar no caso, guardando fôlego para berrar contra quaisquer iniciativas que reduzam seus vencimentos e seus privilégios. Ficam inertes e silentes.

A situação desastrosa do Rio já exige dos maiorais desta República de desmiolados medidas severas e rigorosas, embora dentro da lei vigente. Mas não é só o Rio que está em jogo. A metástase da lei Marco Aurélio-Cármen Lúcia – garantia do inviolável direito à farra dos mandriões da cumbuca emborcada – vai muito além das manifestações esporádicas de Assembleias que elegeram o corporativismo como única mostra de defesa de seus direitos invioláveis à violação da lei. Em artigo no Globo de domingo, o professor Joaquim Falcão, da FGV Direito do Rio, lembrou que “quando os Poderes e órgãos de controle do Estado são dominados por um mesmo grupo de interesses, inexiste separação de Poderes. Ou Estado Democrático de Direito”. De fato, há muito tempo os ensinamentos do velho Montesquieu sobre a autonomia dos Poderes de uma República de vergonha foram simplesmente negligenciados ou cinicamente usados para benefício de uns e outros malandrinhos mandatários. E isso está além da gravidade em todos os seus sentidos.

Estamos na floresta sem cachorro e acuados pela cachorrada açulada por capitães-do-mato. A solução à vista para a situação seria o governo federal intervir no Estado. É impossível, diz-se, porque não se votariam reformas constitucionais com um Estado sob intervenção. As reformas urgem mais do que a crise no Rio? Isso pode ser verdadeiro. Mas definitiva é a absoluta falta de autoridade moral do presidente Michel Temer, não somente um dos acusados por Rodrigo Janot de pertencer ao mesmo “quadrilhão do PMDB” em que militam os peemedebistas do Rio, mas também uma citação permanente de acusados que se dispõem a revelar verdades desconfortáveis. É o caso, por exemplo, de Job Ribeiro Brandão, que, parecendo não ter a paciência atribuída a seu xará bíblico, ofereceu à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF) informações preciosas sobre sua rotina de contador de dinheiro a ser lavado dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima no closet da mãe de ambos. Homologada sua delação, a batata do presidente seria chamuscada: por Geddel, seu sempre íntimo lugar-tenente de confiança de Temer, que demitiu do Ministério da Cultura Marcelo Caleiro, que acusava o vulgo Carainho da Odebrecdht de prevaricar (o que está sendo provado pela descoberta de que ele era sócio da construtora), e pelo mano Lúcio, combatente da base que trocou a blindagem do chefe por cargos e benesses.

Até Deus terá dificuldades para nos proteger nesta hora infausta.

  • José Nêumanne / Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, da segunda 20 de novembro de 2017)

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Estado grave

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Estado grave

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado com o diagnóstico de que o câncer do Rio de Janeioro destruiu o estado de direito no Estado e avança com metástase letal pelo País inteiro; s novas delações premiadas relativas ao bunker da propina de Geddel e Lúcio Vieira Lima rondam perigosamente o PMDB e o9 Planalto; o segundo processo contra o presidente paulista do PT mostra que ainda há o que revelar sobre o partido: o lero insano de Lula no congresso do PCdoB desfaz o mito da injustiça; e o passo falso que Meirelles deu ao receber credores estrangeiros da Oi. Eliane Cantanhêde lembrou que, em sua coluna de domingo, escreveu que Hulk é pra valer e deve se filiar ao PPS até 15 de dezembro (uma decisão ousada e polêmica); e que posse do delegado Fernando Segovia na diretoria geral da PF enseja uma questão: o que pode mudar? Sonia Racy, em Direto da Fonte, fala da condenação de Bernardo Paes, criador e dono do Inhotim. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz, brincou com a própria paixão: se seu Corinthians é imbatível em 2017, como explicar a derrota por 3 a 0 para o Flamengo no Rio?

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Comentário no Jornal da Gazeta 2: História mal contada

Comentário no Jornal da Gazeta 2: História mal contada

PMDB de Temer mente em rádio e TV sobre fatos do presente e do passado

(Comentário no Jornal da Gazeta 2 na quinta-feira 16 de novembro de 2017)

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Comentário no Jornal da Gazeta 1: Operação Habeas Corpus

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Operação Habeas Corpus

Firma Picciani & Puccinelli funciona graças à Operação Habeas Corpus

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 da quinta-feira 16 de novembro de 2017)

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