Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Passo arriscado de Bolsonaro

Comentário no Jornal Eldorado: Passo arriscado de Bolsonaro

Criação de partido político pelo presidente Jair Bolsonaro, “para enfrentar o PT nas urnas”, é, no mínimo, uma aventura de alto risco como solução para a crise interna do PSL, legenda pela qual se elegeu, depois de briga com parlamentares ligados ao presidente da sigla, Luciano Bivar. Há partidos demais – 32 registrados – e a solução à vista para essa miríade confusa é a cláusula de barreira, que deveria limitar para, no máximo, uma dezena. E não parece haver condições objetivas para facilitar a governabilidade, já bastante avariada antes desta novidade que não parece nada alvissareira.

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Assuntos para comentário da quarta-feira 13 de novembro de 2019

1 – Haisem – No alto da primeira página do Estadão uma chamada anuncia no título que Bolsonaro anuncia nova sigla para enfrentar PT. Isso é uma aventura ou tem alguma possibilidade de dar certo

2 – Carolina – O título da chamada ao lado é Sem DPVAT, motociclista será o mais prejudicado. O que mais aparece de suspeito nesta decisão do presidente da República para 1.º de janeiro de 2020

3 – Haisem – Que lição pode ser dada a Jair Bolsonaro pelo Congresso Nacional se Congresso adotar decisão da comissão de deputados e senadores rejeitando o conteúdo da medida provisória assinada por ele permitindo a publicação de balanços de empresas apenas na internet

4 – Carolina – Por que você põe em dúvida com um ponto de interrogação o apoio de Jair Bolsonaro à jurisprudência que autorizava o começo de cumprimento de pena para condenados em segunda instância no título de seu artigo na página 2 do Estadão de hoje

5 – Haisem – Você acha oportuna a discussão aberta pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, a respeito da convocação de uma nova Constituinte para promover a volta da permissão do começo de cumprimento de pena de condenados na segunda instância

6 – Carolina – Que informações você ainda tem a dar sobre a decisão da Justiça Federal de São Paulo de mandar fazer busca e apreensão no escritório do advogado Márcio Thomaz Bastos, que foi ministro da Justiça no primeiro governo Lula e morto faz tempo

7 – Haisem – Qual é a referência que você fez à atuação desse mesmo ex-ministro em seu livro O que sei de Lula, lançado há oito anos

8 – Carolina – Senadora se declara sucessora interina de Evo – este é o título de mais uma chamada na primeira página do Estadão sobre a crise da Bolívia. A seu ver, a decisão põe água ou gasolina na fervura da crise política e administrativa no país vizinho

No Estadão desta quarta-feira: Bolsonaro é contra segunda instância?

No Estadão desta quarta-feira: Bolsonaro é contra  segunda instância?

Alguém acha que presidente ficará contra Toffoli, a quem deve imunidade do filho?

Qualquer brasileiro com mais de 12 anos e quociente de inteligência acima de 30 sabe de duas coisas essenciais sobre o presidente da República. A primeira é que ele fez toda a carreira política de vereador e deputado federal como representante da extrema direita nostálgica do regime militar, armamentista e inimiga da esquerda, da indústria da multa e da votação eletrônica. A segunda, que só é presidente pelo eventual apoio de antipetistas, devotos do combate à corrupção e exaustos da crise da economia estatista. A fé dos primeiros levou-o à campanha e a esperança dos outros, à vitória.

Esses grupos foram essenciais para sua passagem para o segundo turno e, mais ainda, pelos 57.796.986 votos (55,13% dos válidos) com que afastou do mais poderoso posto Lula, encarnado no poste do PT Fernando Haddad. No 11.º mês de mandato, o vencedor tem mantido sua fidelidade aos seguidores de origem, comandados nas redes sociais pelo filho Carlos, vereador no Rio de Janeiro, que ele sempre trata como artífice do feito. Daí a pauta prioritária do combate à ideologia nas escolas, do decreto das armas, do cancelamento de radares nas rodovias, da ecologia tornada substrato da ideologia socialista e agora do uso da renúncia de Evo Morales na Bolívia para substituir o voto eletrônico pelo impresso.

A reforma da Previdência, a aprovação da Medida Provisória (MP) da Liberdade Econômica e o lançamento do Plano Guedes, propondo a maior reforma da gestão pública na História, demonstram que os entusiastas da economia liberal, à Escola de Chicago de Milton Friedman, têm algo a comemorar. Mas o mesmo não se pode dizer dos avessos ao líder do PT e suas práticas de corrupção no maior assalto aos cofres públicos da História. Nem do compromisso de campanha de não permitir a continuação do processo de desmoralização e desmantelamento da mais popular operação de combate à corrupção da História, a Lava Jato, personificada em Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

 Em 21 de novembro de 2018 ele anunciou seu advogado-geral da União, o funcionário de carreira André Mendonça, apadrinhado toda a vida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Em 30 de outubro de 2002, Mendonça bajulara Lula, recém-eleito, sem lhe citar o nome, na Folha de Londrina: “O fato é notório e não admite discussões e assim o coração do povo se enche de esperança, o mundo nos assiste com um misto de surpresa e admiração, embora alguns confiem desconfiando, mas certamente convictos de que o Brasil cresceu e seu povo amadureceu, restando consolidada a democracia não só porque o novo presidente foi eleito pelo povo, mas porque saiu do próprio povo”.

Só quem não tivesse conhecimento dessa confissão de devoção se surpreenderia com duas decisões coerentes do pastor presbiteriano criacionista (que não admite a evolução das espécies de Darwin) de apoio ao permanente padrinho. No cargo, destacou-se do mar de críticas generalizadas nos meios jurídicos de vergonha na cara contra dois despautérios de seu patrono. O primeiro foi o banquete milionário de medalhões de lagostas e vinhos três vezes premiados. O segundo, o decreto infame autorizando a perseguição de quaisquer críticos dos 11 ministros do STF, seus parentes e aderentes, que se mantém sem aval do plenário. Com o recuo da ainda mais cretina censura à revista Crusoé, que havia revelado o codinome de Toffoli no propinoduto da Odebrecht, “amigo do amigo do meu pai”, segundo Marcelo em pessoa.

Isso não incomodou o chefe. Ao contrário. Durante o ano inteiro, Jair Bolsonaro anunciou a indicação de Mendonça para a vaga a ser aberta daqui a um ano pela aposentadoria do decano Celso de Mello, no STF. O afilhado de Toffoli, tido pelo chefe como “terrivelmente evangélico”, também já foi dado como “mais supremável” do que Moro.

Neste ínterim, Maquiavel Toffoli, seguido pelo colega Gilmar Mendes, proibiu, em novo escárnio jurídico, o Ministério Público do Rio de investigar eventual participação do primogênito do presidente, Flávio Bolsonaro, num esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa daquele Estado. Entrementes, o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), que deu aos procuradores as evidências para abertura de inquérito, voltou do Ministério da Justiça de Moro para o da Economia e, depois, para o Banco Central, com anuência do presidente. A notícia foi dada como evidência do desgaste do ministro, avalista para o público do compromisso com o eleitor pela manutenção do combate à corrupção e de força à Lava Jato.

Enquanto outro festejado herói da operação, Dallagnol, enfrenta as feras de Renan Calheiros no Conselho Nacional do Ministério Público, Bolsonaro esqueceu o coordenador da força-tarefa de Curitiba na escolha do procurador-geral da República. Nomeou para o cargo o amigo de um amigo de algum filho, Augusto Aras, que faltou a duas sessões em que o STF soltou os chefões da quadrilha petista, tendo sido substituído pelo subprocurador José Bonifácio Borges de Andrada. E este deixou sem resposta calúnias cuspidas sem nenhuma prova no voto de Gilmar Mendes, que nada tinham que ver com o assunto votado.

Bolsonaro não criticou publicamente a distorção da Constituição para soltar bandidos de colarinho branco. Depois da repercussão popular, associou-se às críticas do ministro Moro para responder timidamente à acusação de um deles, Lula, de que governa para milícias cariocas. Como o novo secretário da Receita afastou auditores acusados por Gilmar de terem incluído o nome de sua mulher, Guiomar, e o da do colega Toffoli, Roberta Rangel, na lista de contribuintes suspeitos, convém questionar se ele discorda mesmo dos votos de ambos contra a jurisprudência que autorizava o começo de cumprimento de pena de condenados na segunda instância.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag. A2 do Estado de S. Paulo da quarta-feira 13 de novembro de 2019)

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Direto ao Assunto no YouTube: PF e caixa-preta da Justiça

Direto ao Assunto no YouTube: PF e caixa-preta da Justiça

Ao mandar polícia cumprir mandados de busca e apreensão no escritório do ministro da Justiça do primeiro governo Lula, Márcio Thomaz Bastos, fechado desde a morte dele em 2014, Justiça mexe no coração do Estado policial montado pela PF dita “cidadã” e também no coração do esquema de blindagem que o famoso criminalista montou para blindar os chefões do PT no maior assalto da História. Tudo começou na delação de Palocci, colega de ministério do advogado na gestão petista, que pode acender o fogo da Lava Toga, que tem sido boicotada por Maia, Alcolumbre, Centrão e Flávio Bolsonaro, empenhados na própria impunidade. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

 

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Comentário no Jornal Eldorado: Lava Toga começa com Bastos

Comentário no Jornal Eldorado: Lava Toga começa com Bastos

Operação Lava Toga, enterrada frequentemente no Senado por Davi Alcolumbre e sem aprovação de Flávio Bolsonaro, começa a ser empreendida por via inesperada: Justiça Federal de São Paulo, para surpresa geral, determinou busca e apreensão no escritório do finado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça de Lula, do PT. O ex-presidente do STJ, César Asfor Rocha, protagonizou delação premiada do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil petista Antônio Palocci, e teve seu escritório vasculhado antes pela PF em busca de provas de denúncia segundo a qual teria recebido R$ 5 milhões da Camargo Corrêa para enterrar Operação Castelo de Areia.

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Assuntos para comentário de terça-feira 12 de novembro de 2019

1 – Haisem – O que você tem a dizer sobre a decisão da Justiça de quebrar o sigilo fiscal do ex-ministro da Justiça de Lula, Márcio Thomaz Bastos, mesmo depois de morto

2 – Carolina – O que há de revelador na descoberta de que foi instalado um microfone no chuveiro da cela descoberto por Thiago Eliezer Martins, preso na segunda fase da Operação Spoofing

3 – Haisem – Você acha que o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux teve bons motivos para suspender investigação sobre atuação do coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, sobre sua atuação na investigação sobre o petrolão

4 – Carolina – O que você acha que pode ter levado o ex-ministro de Lula, Ciro Gomes, a despejar uma série de insultos sobre o ex-chefe, chamando-o, por exemplo, de “encantador de serpentes”

5 – Haisem – Você vê sinceridade nos elogios feitos pelo decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, à relevância da liberdade de imprensa na homenagem recebida por ele na Associação Nacional de Jornais

6 – Carolina – O que o levou a escrever o artigo desta semana no Blog do Nêumanne do Portal do Estadão com o título Palavra de Toffoli não vale um vintém

7 – Haisem – Um título no alto da primeira página anuncia Por emprego, governo vai taxar seguro-desemprego. O que justifica isso, a seu ver

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8 – Carolina – Sem governo, Bolívia vive caos; Evo se asila no México – esta é a manchete da primeira página do Estadão de hoje. A que ponto você acha que essa crise pode chegar num país tão próximo ao nosso

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Comentário no YouTube: Lula acusa Bolsonaro sem provas

Comentário no YouTube: Lula acusa Bolsonaro sem provas

O ex-presidiário petista acusa o presidente da República de servir a milicianos do Rio, mas não apresenta provas, gesto de que acusa seus adversários, polícia, procuradoria, Justiça, juízes, desembargadores e ministros que o condenaram. Mas o acusado não se defende como deveria por protagonizar caso suspeito: os ministros do STF Toffoli e Gilmar Mendes proibiram que MP do Rio investigue seu filho Flávio, acusado de participar de um esquema de “rachadinha” na Alerj. O único jeito de inocentar o senador é deixar que investigação prossiga.

 

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11 nov 600

Comentário no Jornal Eldorado: Lula ataca porque não tem defesa

Comentário no Jornal Eldorado: Lula ataca porque não tem defesa

Ao disparar contra o único adversário que poderá expor na campanha sua participação no maior assalto feito aos cofres públicos na História, acusando-o de governar para os milicianos do Rio, e não para população do País, o corrupto e lavador de dinheiro Lula desafiou todas as instituições da República, que ele sempre desprezou. Apenas repetiu as lorotas de sempre, de sua inexistente inocência à perseguição que não houve por parte da Justiça e da Polícia Federais. Cabem às instituições ofendidas se defenderem à altura. Mas o primeiro que atingiu, Jair Bolsonaro, escondeu-se atrás de sua obrigação de ocultar o nome do ofensor, o que nada resolve.

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Assuntos para comentário da segunda-feira 11 de novembro de 2019-11-11

1 – Haisem – O que você percebeu de novo na linguagem adotada por Lula

depois de solto da cela de estado-maior na Polícia Federal em Curitiba

SONORA LULA BOLSONARO 111

2 – Carolina – O que denota a reação do presidente Jair Bolsonaro aos

discursos de Lula a respeito de sem eventual envolvimento com milicianos

no Rio de Janeiro

SONORA BOLSONARO LULA 111

3 – Haisem – O que você achou da resposta do ministro da Justiça, Sergio

Moro, a respeito das acusações feitas pelo ex-presidente, que ele condenou

na primeira instância

4 – Carolina – De que adiantará a reação popular manifestada na Avenida

Paulista e em outras ruas no Brasil pelo cidadão comum contra a decisão do

plenário do Supremo Tribunal Federal sobre jurisprudência de começo de

cumprimento de pena após condenação na segunda instância

5 – Haisem – O que você tem a dizer sobre ameaça do presidente do

Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, de que o Judiciário saberá reagir a

tempo e hora

6 – Carolina – Que reações você acha que foram mais adequadas à decisão

do Supremo Tribunal Federal de soltar os condenados por crimes de

colarinho-branco pelo Supremo Tribunal Federal
7 – Haisem –  O que trazem de positivo as novas investigações da Polícia Federal

que podem substituir o Congresso na execução da chamada Lava Toga

8 – Carolina – Evo e mais três na linha de poder renunciam na Bolívia – é

a manchete do Estadão de hoje. Você esperava esse desfecho da crise

naquele país vizinho

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