Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Toffoli vai de FAB

Comentário no Jornal Eldorado: Toffoli vai de FAB

A notícia de que o presidente do STF, Dias Toffoli, pegou um avião da FAB com 11 caronas para Ribeirão Claro (PR) para prestigiar homenagem a seu pai, Luiz Toffoli, é vergonhosa, mas não é surpreendente. O chefão do Poder Judiciário alega viagem a serviço, sem que ninguém entenda em que o preito paterno possa interessar a milhões de contribuintes que pagam ao bacharel os mais altos vencimentos do serviço público. E fica claro que a alegação do quesito “segurança” deve-se, sobretudo, à impopularidade da mais alta autoridade judiciária, que não tem condições de dividir transporte com cidadãos que justamente se indignam com seus atos.

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Assuntos para comentário na terça-feira 24 de dezembro de 2019

 

1 – 0 que você tem a dizer sobre a notícia de que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, usou avião da FAB para deslocamento e estica viagem para resort de luxo

 

2 – Você acha que o Ministério Público Federal tem alguma chance de sucesso no recurso ao plenário do Superior Tribunal de Justiça contra a decisão monocrática do ministro Napoleão Maia soltando o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho

 

3 – Bolsonaro dá indulto a policial preso por crime culposo – Esta notícia foi dada em manchete de primeira página na edição do Estadão hoje. O que você tem a dizer sobre esta decisão do presidente da República

 

4 – Você acha que o presidente Jair Bolsonaro teve alguma boa razão para dar um aumento de 100% nas diárias dos militares como complemento ao soldo, conforme contou ao repórter Mateus Vargas

 

5 – Você teria algo a comentar sobre o rapaz que salvou um bebê atacado por um pitbull quando passeava com a babá na zona norte do Rio

 

6 – Por que você escreveu seu artigo semanal para o Blog do Nêumanne no Portal do Estadão – A volta dos que não foram – a respeito de casos tão antigos como a guerra suja das teles no primeiro governo Lula e o sepultamento da Operação Castelo de Areia no primeiro governo Dilma

 

7 –  Que razões você acha que o ditador venezuelano Nicolás Maduro pode ter alguma razão ao acusar o Brasil de estarem em território brasileiro as armas roubadas de bases militares situadas ao sul de seu país, o que o Itamaraty nega

 

8 – Sauditas condenam cinco por assassinato de jornalista – este é o título de chamada de primeira página no Estadão. A notícia à véspera do Natal o surpreendeu de alguma maneira

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro na causa de Lula

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro na causa de Lula

O tal juizado de instruções, que criará no confuso panorama judicial brasileiro a quarta instância, aumentando terrivelmente o custo e a lerdeza dos julgamentos, apareceu na lei anticrime aprovada pelo Congresso como um autêntico jabuti. Bolsonaro vetá-lo seria o óbvio. Ao sancioná-lo, o presidente deixou o rabo do jabuti à vista, pois: ele cai como uma luva para alterar o curso de julgamentos de peculato de seu primogênito, Flávio, e dos seis processos ainda em curso de Lula. Quem duvidar da relação existente entre o jabuti e esses casos está convidado a prestar atenção em quem o elogia, a partir de Freixo e do PT, e quem o condena, Moro, Bretas,Janaína e Alessandro Vieira. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal da Gazeta: Londres venera Moro

Comentário no Jornal da Gazeta: Londres venera Moro

O respeitado jornal britânico Financial Times só escolheu um brasileiro para sua lista de 50 personalidades que desafiaram instituições na década: o ministro da Justiça, Sergio Moro. Mas, se Londres o respeita a esse ponto, Brasília o despreza, porque o teme. Apesar de ter aprovado grande parte do pacote anticrime dele, inventou o juiz de garantias, que, aliás, Bolsonaro não vetou, como devia.

Para ver comentário no Jornal da Gazeta da TV Gazeta da quarta-feira 25 de dezembro de 2019, às 19 horas, clique no link abaixo:

Para ver no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique aqui.

Direto ao Assunto no YouTube: Moro celebrado por enfrentar corrupção

Direto ao Assunto no YouTube: Moro celebrado por enfrentar corrupção

O Financial Times escolheu o ministro da Justiça, Sergio Moro, como uma das 50 personalidades que “se mostraram capazes de arrancar o poder consolidado de instituições” nesta década. O jornal britânico, sediado em Londres, capital do Reino Unido, fundador da democracia ocidental, tal como a conhecemos, é uma voz respeitadíssima da imprensa britânica no mundo inteiro por seu compromisso com os valores da liberdade e da honestidade, molas mestras do funcionamento do capitalismo. A reação do homenageado explicou a decisão: “O mérito é do movimento global anticorrupção que chegou à America Latina”, comentou o ex-juiz da Lava Jato. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Nesta quarta-feira no Estadão: Cinismo atroz de um falso herói do povo espoliado

Nesta quarta-feira no Estadão: Cinismo atroz de um falso herói do povo espoliado

José Nêumanne

Do sindicalismo à chefia de organização criminosa,

trajetória de mais um socialista

Ao traçar em tese acadêmica a saga da família Pessoa – Política e Parentela na Paraíba -, Linda Lewin, professora da Universidade de Berkeley, na Califórnia, observou que todos os governadores do Estado descendiam de constituintes de 1823. O conflito de 1930, com “epitacistas” cindidos entre João Pessoa e Zé Pereira, os tiroteios na campanha de José de Américo contra Argemiro de Figueiredo e a polarização da esquerda contra a direita desde 1950 não mudaram essa realidade: as disputas paraibanas não saíam das fronteiras da oligarquia estadual.

Nascido na capital do Estado e sem conexões genealógicas com latifundiários, juízes e bacharéis poderosos, Ricardo Coutinho é dado como o primeiro exemplar de outro tipo de oligarquia, surgida depois da queda da ditadura militar e da promulgação da Constituição vigente, a sindical. Egresso dos movimentos estudantis de esquerda, presidiu o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado e fundou outro, dos Servidores Estaduais. Daí sua aproximação com o Partido dos Trabalhadores (PT), que durou pouco, mas o suficiente para marcar seu estilo autocrático e mandão. Ao contrário dos outros militantes, não se filiou a nenhuma das tendências em que a sigla de Lula se dividiu, mas fundou e comandou com pulso de ferro o coletivo Ricardo Coutinho. Nela foi eleito vereador em João Pessoa e duas vezes deputado estadual. Seu personalismo intransigente o isolou dos grupos dominantes no PT e filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), fundado por Miguel Arraes, para disputar a prefeitura da capital.

A boa fama adquirida nas gestões municipais e, posteriormente, em mais duas estaduais tornou-o independente em relação aos dois ex-governadores que então polarizavam as disputas, o emedebista José Maranhão e o tucano Cássio Cunha Lima. A fama de competente e probo fez dele uma espécie de chefão paraibano, levando à vitória para o Palácio da Redenção um desconhecido, João Azevêdo. Nas sombras manteve-se o chefão da Orcrim Ricardo Coutinho.

Líder inconteste da esquerda nordestina, chegou ao ponto de convidar Lula e Dilma para a farsa da inauguração da fictícia transposição do Rio São Francisco em Monteiro (PB). Parecia distante da hecatombe do PT após as explosões do mensalão e do petrolão. Até ficar claro que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) não se submetiam às suas ordens, que não admitiam desobediência, nem a seu carisma de feioso sedutor.

Dois magistrados infensos a seu poder e a sua fama de herói do povo demoliram sua biografia e seu charme: o desembargador Ricardo Vital e o titular da 1.ª Vara Criminal Federal da Paraíba, Adilson Fabrício Gomes da Silva, reduzindo sua glória inoxidável a cinzas políticas.

A pá de cal foi jogada por cinco delatores premiados que protagonizaram uma reportagem do Fantástico, da Globo, no domingo. O empresário Daniel Gomes – que confessou haver pago propinas no valor de R$ 134,2 milhões, por superfaturamento bilionário nas áreas de saúde e educação de um Estado paupérrimo – entregou à PF e ao MPF oito anos de gravações. A série começou em 2010 e acompanhou os dois mandatos de Ricardo até o fim, em 2018. Policiais e procuradores assistiram a mais de mil horas de reuniões e pedidos de propina. A defesa considera as gravações inverossímeis porque as quantias citadas são “estratosféricas”. De fato, os valores lembram os que levaram o ex-governador do Rio Sérgio Cabral à condenação a 267 anos de cadeia. Mas é difícil aceitar essa desculpa amarela como argumento de defesa.

O choque supremo foi dado por sua secretária de Administração Livânia Farias, que confessou ter-lhe entregado na residência oficial R$ 4 milhões em caixas de dinheiro vivo. Foi ela que forneceu o detalhe mais pitoresco aos investigadores, ao contar que interrompia a agenda oficial do chefe usando uma senha, “trouxe mangas de Sousa”, cidade natal dela.

Ivan Burity, Maria Laura Farias e Leandro Nunes confirmaram, em delações premiadas, essas narrativas. E ninguém percebe esforço nenhum do tido como destinatário dessas propinas para disfarçar que o assunto tratado era mesmo moeda corrente. Muitos dos áudios revelados pela PF e pelo MPF foram feitos em 2017, terceiro ano de atividade da Operação Lava Jato, o que por si só dá ideia do risco.

Em entrevista ao UOL, Coutinho deu-se ao luxo de defender seu líder máximo, o também ex-sindicalista Lula da Silva, e execrar a Lava Jato e o ministro da Justiça, Sergio Moro. Condenado por 9 a 0 em três instâncias, o petista também não se fez de rogado ao se pronunciar publicamente a respeito de “exageros no mandado de prisão”. No que foi seguido, é claro, pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que acusa a operação de “mais um exagero daqueles que têm sido praxe de setores do Judiciário, envolvendo show midiático e interesses políticos”.

O mandado de prisão de Coutinho não foi executado de pronto porque ele se manteve foragido no exterior até ser encerrado o ano judicial. Desembarcou em Natal na sexta 20, de madrugada, e apresentou-se na Penitenciária de Segurança Média Juiz Adolfo Hitler Cantalice, na Mangabeira, em João Pessoa, no sábado 21, às 3 horas. À tarde foi solto por decisão monocrática do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Napoleão Maia. O plantão natalino está por conta do presidente da Corte, José Otávio de Noronha, mas este se disse impedido, pois seus filhos advogam para Coriolano, irmão de Ricardo. Com Félix Fisher doente e Francisco Falcão e Laurita Vaz ausentes, o caso foi entregue ao ministro que já concedeu dois habeas corpus ao socialista: um, de cassação do mandato extinto há quase um ano e ainda pendente de julgamento do plenário. Como de hábito.

Ou seja, se há juízes na Paraíba, usando a célebre frase dita pelo moleiro ao rei da Prússia, não se pode dizer o mesmo das altas Cortes de Brasília. Não é?

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pág. 2A do Estado de S. Paulo da quarta-feira 25 de dezembro de 2019)

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Direto ao Assunto no YouTube: Patrick do Céu, conto de Natal real

Direto ao Assunto no YouTube: Patrick do Céu, conto de Natal real

Patrick do Céu, brasileiro, desempregado, 20 anos, 1 filha, salvou a vida do menino João Paulo no Parque Anchieta, na Zona Norte do Rio, enfrentando medo, impotência e o pitbull que mordia a garganta dele. Foi um gesto heroico, cujo simbolismo saído da vida real no subúrbio de uma cidade violenta num país em crise, revela a coragem e a bondade de um homem comum, cujo exemplo cito como força de nossa esperança para a luta diária contra os vilões de nossa vida pública. Como o presidente do STF, Dias Toffoli, que usou jato da FAB para comparecer a uma homenagem ao próprio pai numa cidade do interior do Paraná e fugir do convívio com o povo, que lhe paga o salário, num avião de carreira. Ou Gilmar Mendes, no seu afã de libertar bandidos processados pela Lava Jato, cuja força-tarefa ele trata como inimiga, e de seus advogados, apesar das evidências em contrário. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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