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Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro, Pazuello e Torres contra vacina

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro, Pazuello e Torres contra vacina

O laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford, que têm convênio com a Fiocruz, anunciaram ontem, em comunicado conjunto, que a vacina contra a covid-19 que estão desenvolvendo alcançou eficácia de 90%. Segundo os pesquisadores, diferente de outros imunizantes, este pode ser armazenado na geladeira, o que é um fator importante para a logística de distribuição e armazenamento especialmente em países como o Brasil. As outras vacinas têm anunciado índices similares. Agora temos de rezar para negacionismo do presidente Jair Bolsonaro e áulicos como o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e Barra Torres, da Anvisa, não continuem apresentando sabotagem para dificultar a aprovação ou procastinar os estudos e deixar os testes perderem a validade. Bolsonaro é aliado do vírus chinês.

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Assuntos para comentário na terça-feira 24 de novembro de 2020

1 .- Haisem – Vacina de Oxford é 90% eficaz; País pode imunizar 130 milhões – Esta é a manchete de primeira página na edição impressa do Estadão hoje. Você está otimista em relação ao desempenho das vacinas ou acha que negacionismo de Bolsonaro ainda produzirá efeitos maléficos de incentivo ao contágio do novo coronavírus

2 – Carolina – Trump ainda não admite derrota, mas já autoriza transição de governo – O título desta notícia está na posição mais alta da primeira página do jornal hoje. Será que, a seu ver, ela prenuncia a volta da racionalidade inclusive para seguidores surdos e cegos que torcem pelo presidente norte-americano como é o caso do brasileiro Jair Bolsonaro

3 – Haisem – Partido idealizado por Bolsonaro não obtém dez por cento de apoio – Este é o título do alto da página A 11 com noticiário das eleições no Estadão de hoje. O que justifica, na sua opinião, fiasco tão grande e óbvio de um governo federal com o poder, a força e o apoio que tem

4 – Carolina – Brasil e Amapá ao deus-dará – Este é o título de seu artigo no Blog do Nêumanne no Portal de Estadão, circulando na internet desde ontem. Que circunstâncias o levaram a assumir um prognóstico tão pesado como esse num texto assinado

No Blog do Nêumanne: Brasil e Amapá ao deus-dará

No Blog do Nêumanne: Brasil e Amapá ao deus-dará

José Nêumanne

Bolsonaro e Alcolumbre foram a Macapá em missão oficial inaugurar um gerador a Diesel e pedir votos para o irmão do beneficiário da fraude da eleição da Mesa do Senado, e o apagão continua

Em 3 de novembro, choveu forte no Amapá, e um incêndio na transmissora privada de eletricidade para a rede paralisou o fornecimento do Estado em cujo território corre o rio Oiapoque, no extremo norte do mapa do Brasil. No sábado 21, 17 dias depois, o presidente Jair Bolsonaro deu o ar de sua desgraça, inaugurou um gerador a Diesel, prometeu não cobrar a conta da luz que não foi entregue e pediu votos para José Samuel, irmão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, escolhido para o posto na Mesa em eleição fraudulenta com 81 eleitores e 82 votos. Pobre Amapá nas trevas, miniatura do Brasil, em cujo mapa no  extremo oposto fica o rio Chuí, durante o maior apagão de gestão da História.

Enquanto no Estado sem força, o povo sofre sem água nem urna e não se decidiu quem é o responsável pelo inferno de calor, treva e seca. E não faltam suspeitos. O primeiro deles é a privatização. A responsável pela transmissão de energia no estado do Amapá, desde 2008, é a Linhas de Macapá Transmissora de Energia, que até o ano passado pertencia à empresa espanhola Isolux, que venceu o leilão de privatização da Linhas de Macapá Transmissão de Energia em 2008, mas a transferiu no ano passado à Gemini Energia. A transmissão passou a depender de concessões de transmissão de empresas privadas, que não prestam o melhor serviço do mundo. O Valor Econômico informou que documentos do Ministério de Minas e Energia e do Operador Nacional do Sistema (ONS) atestam que a subestação atingida opera há mais de dois anos no limite de sua capacidade.

Da discussão em torno da privatização, quimera do liberal Paulo Guedes, que mantém o emprego, mas abandonou as convicções, a responsabilidade pelo caos é transferida para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). É ocioso lembrar que as agências que, em teoria, fiscalizam as empresas para as quais foram repassadas subsidiárias das antigas estatais, sempre foram dirigidas por paus-mandados dos governantes federais de plantão. O caso mais angustiante, mas não o único, é o da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dirigida pelo contra-almirante Antônio Barra Torres, negacionista e bajulador do presidente Bolsonaro. André Peppitone foi nomeado para a presidência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em agosto de 2018 pelo ex-presidente Michel Temer. O diretor do ONS,  Luiz Eduardo Barata Ferreira, é petista, foi nomeado por Dilma Rousseff e reconduzido por Temer. Peppitone e Barata foram afastados dos cargos pelo juiz federal João Bosco Costa Soares Batista como óbvios culpados. E as diretorias foram mantidas por decisão do 1.ª Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1).

A mera leitura do parágrafo anterior permitirá ao leitor ter uma ideia do saco de gatos que mantém o povo de Macapá no inferno de Dante Alighieri na vida real. Aneel e ONS mantêm relações estreitas com o Ministério das Minas e Energia. O ministro é o contra-almirante Bento Albuquerque que, ao contrário de seu chefe imediato, o capitão Jair Messias, viajou para o Estado em pane duas vezes antes da terceira, agora em companhia do próprio no sábado passado. Dois dias antes, respondeu, meio irritado, a um repórter que ele já tinha cumprido seu dever ao mandar publicar no Diário Oficial instruções para a retomada da normalidade. Em seguida, outra chuva provocou mais um apagão. Que lambança, hein?

Na sexta-feira, 20, o presidente Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio (TJ/RJ), desembargador Bernardo Garcez. Este fugiu da imprensa escondendo-se atrás de uma pilastra, onde, imaginou, não seria visto. Como lembrou O Antagonista, Garcez integra o órgão especial que julgará denúncia do MP/RJ contra o senador sonso Flávio Bolsonaro, primogênito do capitão.

No sábado, 21, após ter acompanhado o fiasco de candidatos por ele apoiados, de forma criminosa, em lives gravadas em próprios públicos, o chefe do governo foi a Macapá a convite do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Este perdeu, em 2014, a eleição para o governo do Amapá e conquistou, em 2018, vaga para o Senado, cuja presidência ocupou em fevereiro de 2019 em eleição fraudada, na qual de um total de 81 senadores 82 “votaram”.

Na viagem-relâmpago dos dois presidentes de Poderes, Bolsonaro e Alcolumbre, foi inaugurado, pasme a Nação, um gerador a óleo Diesel, que não encerrou o calvário do rodízio de eletricidade. Pois a providência que o contra-almirante Bento, também protagonista do ridículo atroz, mandou publicar dela não deu cabo. O povo do Amapá, que garantiu a sobrevida de José Sarney na política, quando o ex-presidente foi enxotado do Estado em que reinava, o Maranhão natal, na certa não terá muito a se orgulhar do fato de ter fornecido a tragédia pronta para definir o país inteiro. Como faz com  fúria contra a imunização da covid-19, o chefe do Executivo fez propaganda do irmão do comparsa do Centrão, que preside o Legislativo, sem a menor cerimônia. E este não se fez de rogado ao produzir a pérola que não é besta de jogar aos porcos: “o maior prejudicado com o apagão é meu irmão”. Outra rima que não é solução. Essa versão nortista das irmãs Cajazeiras da telenovela O Bem Amado, de Dias Gomes, inspira Bolsonaro a usar sem medo de ser feliz a retórica de Odorico Paraguaçu, de Sucupira.

Em homeagem à “banana, menina, tem vitamina, engorda e faz crescer”, esta não é a republiqueta de bananas, mas, sim, o principado das trevas, sob um príncipe que dispensa o cérebro para governar com o fígado azedo. O coitado do Amapá continua ao deus-dará, produzindo mais uma mísera rima, que não é solução de nada. E o Brasil todo idem ibidem.

  • Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne, segunda-feira 23 de novembro de 2020)

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Direto ao Assunto no YouTube: Governo Bolsonaro, apagão de gestão

Direto ao Assunto no YouTube: Governo Bolsonaro, apagão de gestão

1 – O presidente Jair Bolsonaro chamou de “lixo” todo brasileiro que protestar contra massacre do soldador negro por dois seguranças brancos por mera ignorância da história do Brasil. 2 – O chefe do Executivo foi a Macapá inaugurar um gerador e até agora o Amapá continua às escuras como, de resto, o Brasil todo, vítima de apagão de gestão. 3 – Sete milhões de testes de covid estão perdendo validade em armazém. 4 – Depoimentos de Robnerto Romano e Benedito Rui Barbosa na série Nêumanne entrevista são imperdíveis. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.
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Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro e Mourão, racistas ignorantes

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro e Mourão, racistas ignorantes

Em sua fala na reunião do G20, o presidente Jair Bolsonaro disse que gostaria de fazer uma “rápida defesa do caráter nacional brasileiro em face das tentativas de importar para o nosso território tensões alheias à nossa história.” Segundo ele, o Brasil é um país miscigenado e “foi a essência desse povo que conquistou a simpatia do mundo”. Ele ainda chamou de “lixo” quem associou a racismo o massacre na loja do Carrefour em Porto Alegre do soldador João Alberto Teixeira Freitas pelos seguranças brancos Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, policial militar temporário e, segundo a Polícia Federal, sem registro nacional para atuar como segurança, e Magno Braz Borges, ambos funcionários da Vector Segurança. Ignorante, o capitão não sabe que desconhecer a história da escravidão no Brasil é pretender repetir suas infâmias.

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Assuntos do comentário de segunda-feira 23 de novembro de 2020:

1 – Haisem – Após morte de negro em supermercado, Bolsonaro diz ser daltônico: ‘Todos têm a mesma cor’ – revelou notícia publicada no sábado 21 de novembro no Estadão. O que há de importante em seu discurso fora da pauta na reunião do G20 no fim de semana que foi omitido pelo presidente da República, além do nome da vítima assassinada a pancadas no estacionamento do Carrefour em Porto Alegre na véspera do feriado de sexta-feira 20 para celebrar o Dia da Consciência Negra

2 – Carolina – Bolsonaro promete retorno breve da energia no Amapá e isenção da conta de luz – Esta notícia também foi publicada em nosso jornal de sábado. Que sentido terá a palavra breve na boca do presidente da República, que foi a Macapá politizar o apagão em favor do irmão do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, mas o fornecimento de eletricidade não foi normalizado até hoje, 20 dias depois

3 – Haisem – Brasil é do guarda da esquina, diz Romano – O que o protagonista da série Nêumanne Entrevista reproduzida em post no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão, Roberto Romano, professor aposentado de Ética e Filosofia na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp –, quis dizer ao citar a frase histórica do político mineiro Pedro Aleixo

4 – Carolina – Autor revela bastidores de Pantanal – Este é o título da edição extra da série Nêumanne Entrevista em seu canal no YouTube com o autor de telenovelas na Tupi, na Globo, na Bandeirantes e na Manchete Benedito Ruy Barbosa. O que há de mais revelador nesta entrevista

Nêumanne Entrevista Benedito Ruy Barbosa

Nêumanne Entrevista Benedito Ruy Barbosa

Autor revela bastidores de Pantanal

Benedito Rui Barbosa, que escreveu Pantanal, exibida na TV Manchete e reprisada a preço de banana pelo SBT, contou em edição extraordinária da série Nêumanne Entrevista por que, não sendo mais contratado da Vênus Platinada, aceitou escrever remake para a Globo quando a natureza daquele belo e devastado pelo fogo bioma do Brasil for restaurado pela ação natural das chuvas. Contou ainda que tinha planos para fazer uma novela sobre a Amazônia, tema de interesse mundial no planeta inteiro, mas desistiu pela impossibilidade de montar uma infra-estrutura similar à já existemte no Mato Grosso do Sul para voltar ao tema da ficção que correu o mundo contando a saga de Juma Marruá, Zé Leôncio e do Véio do Rio. Na entrevista exclusiva tevelou detalhes de uma novela que nunca escreveu, a de como um jornalista filho de dono de jornal no interior de São Paulo, ganhou o mundo nas telas da TV. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 

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Nêumanne entrevista Roberto Romano

Nêumanne entrevista Roberto Romano

O negro João Alberto Silveira Freitas, morto por um segurança e um PM de folga em Porto Alegre, prova que o civil Pedro Aleixo, vice de Costa e Silva na ditadura militar, estava certo quando previu que a violência autorizada pelo AI-5, recentemente louvado pelo filho 03 de Bolsonaro, Eduardo, chegaria ao guarda da esquina, disse o filósofo Roberto Romano. No vídeo desta semana da série Nêumanne Entrevista no YouTube, o professor aposentado de Filosofia e Ética da Unicamp disse ainda que até podemos esperar uma solução democrática para a crise em que o País está mergulhado, mas não dá para prognosticá-la para breve, por culpa da má qualidade dos controladores dos três Poderes da República. No fim da entrevista, ele indicou um livro para leitura neste momento: Consideraciones políticas sobre los golpes de Estado, de Gabriel Naudé, que foi secretário de Richelileu. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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