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Direto ao Assunto

Comentário no Estadão Notícias: Lorota teimosa

Comentário no Estadão Notícias: Lorota teimosa

Com a entrevista do diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, a Andreza Matais, da Coluna do Estadão, o PT criou, como sempre faz quando se trata de seu líder máximo, Lula, a confusão de sempre. Galloro disse que o presidente do TRF-4, Thompson Flores, disse que ele não soltasse o condenado, desobedecendo com isso à ordem do plantonista do mesmo tribunal Rogério Favreto e o partido do político preso soltou uma nota reafirmando sua narrativa de realismo fantástico de que o réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro está preso ilicitamente por perseguição da polícia e do Judiciário. Até quando o PT ainda vai abusar de nossa paciência com essa lorota teimosa? Este é meu comentário no Estadão Notícias, no ar desde as 6 horas da terça-feira 14 de abril de 2018.

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No Blog do Nêumanne: Prostituição, fraude e sabotagem

No Blog do Nêumanne: Prostituição, fraude e sabotagem

Nenhum candidato com chance de ser presidente ousou, no debate da Band, referir-se aos escândalos de mensalão e petrolão para não perder eventuais eleitores de Lula, político preso e ausente

No artigo Todos juntos pela impunidade, publicado na semana passada, comentei como a blindagem da Polícia Federal (PF), sob a égide do criminalista Márcio Thomaz Bastos, foi rompida por dois acidentes de percurso. Roberto Jefferson, furioso com a partilha da propina, pôs a boca no trombone, denunciando a compra de votos, e Joaquim Barbosa, o estranho no ninho, pegou o touro à unha e o levou até o fim.

Recentemente, foi publicada entrevista de Paulo Lacerda, diretor da PF dita “republicana” de Márcio Thomaz Bastos, que foi advogado de Lula na Justiça Militar à época das greves dos metalúrgicos e, depois, ministro da Justiça no primeiro mandato presidencial do petista. Segundo ele, a Polícia Federal (PF) fazia vista grossa à malandragem dos políticos que obedeciam cegamente aos poderosos e não conseguia desvencilhar-se de ingerências politiqueiras. A narrativa de “PF republicana” durou pouco e foi para o saco na Operação Xeque-Mate, que pegou Vavá, irmão de Lula. A PF “republicana”, que o causídico Bastos regia, só investigava inimigos dos donos do poder. Seu modelo era a famigerada Delegacia Especial de Segurança Política e Social (DESPS), versão federal dos Dops estaduais no Estado Novo de Getúlio Vargas e que centralizou o aparato policial para perseguir, processar e levar à prisão adversários do regime.

Quando o PT, Lula e Márcio Thomaz Bastos ascenderam ao poder, fizeram um remanejamento de quadros na PF. E a deusa da Justiça, Têmis, inspirou os ocupantes de postos-chave, em que usavam seus  olhos vendados a favor do regime e contra a liberdade de quem ousasse desafiá-lo. Por isso  os órgãos de fiscalização do Estado de Direito, descentralizado por definição – a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Superintendência de Previdência Suplementar (Previc/fundos de pensão), o Banco Central, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a PF –,  não ouviram o tropel nem viram a manada de elefantes passando à vista por 13 anos e meio a fio: da posse de Lula ao impeachment de seu poste, Dilma.

Só a vista grossa da deusa Têmis pode justificar como a maior corrupção da História chegou ao ponto a que chegou sem ser percebida.

A Lava Jato foi um acidente de percurso e decorreu do tratamento dado a Marcos Valério, que provocou a deserção de mercenários. No mensalão, Lula,  o comandante em chefe, nem sequer foi arrolado, sob a proteção de seus lugares-tenentes no Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski (revisor) e Dias Toffoli e com a complacência do relator (e depois presidente da mais alta Corte) Joaquim Barbosa.  Nesse ambiente, Luiz Gushiken, personagem importante no escândalo nunca desvendado da guerra das teles gigantes, foi excluído de investigação, processo e pena, chegando a ser inocentado e elevado ao panteão dos heróis nacionais num discurso laudatório fora de propósito de Lewandowski, que substituiria Barbosa na presidência do colegiado. Mesmo citado como chefe da quadrilha, José Dirceu só ficou dois anos na prisão, sendo um em prisão domiciliar. Já o publicitário Marcos Valério, que obedecia às ordens de Dirceu, foi condenado a 40 anos e a bailarina Kátia Rabello, dona do Banco Rural, usado na operação, mas na qual ela nunca teve noção do que acontecia, a 16. Os mercenários perceberam que o bote salva-vidas do PT fora inspirado no Titanic: nele só embarcaram os passageiros da primeira classe. O resto foi deixado para servir de pasto aos tubarões. Mas a trava da caixa de Pandora só foi quebrada com Márcio Thomaz Bastos fora da Esplanada dos Ministérios. E a mensagem ao Garcia chegou à “mercenariocracia”. Ao primeiro risco de afundar, os mercenários, já sabendo que não teriam lugar no bote do PT, partiram para agarrar o que flutuava: a delação premiada. O que lhes restou foi o instituto usado nos Estados Unidos e na Operação Mãos Limpas, da Itália, para perfurar a blindagem dos poderosos chefões da Máfia, originária da Sicília, que se tornou rica e influente agindo no porto de Nova York e nos bares de Chicago. Não é à toa que tal expediente é o inimigo número um de advogados grã-finos que representam a fina-flor da bandidagem nacional, em particular a turma da empreita, distribuidora de propinas nas frestas da legislação que regula as relações entre contratados e contratadores de obras e serviços públicos desde os tempos da caprichosa Xica da Silva.

O esforço atual é orquestrado para fechar de novo a caixa de Pandora e levar a situação ao estágio anterior, quando havia uma proteção velada das instituições e do Estado ao governo e o entendimento de que dinheiro ilegal usado em eleições é um mal inevitável, a que só se recorre para o bem geral. No nome desse jogo o pano de frente é a compra de votos.

O PT transformou o Congresso em mercado persa. Nele tudo é comprado: apoio, votos, leis, decretos-lei, exonerações fiscais, etc. O que antes já se fazia por baixo do pano, como no sucesso junino de Antônio Barros e Cecéu, à época da compra de apoio de bancadas no Congresso, passou a ser explícito. Nas investigações de operações como Lava Jato, Cadeia Velha, Zelotes e outras se desvendaram práticas antigas, como a de empreiteiros, mas não só eles, que financiavam campanhas políticas redigirem leis que os beneficiam. Nesse sistema, que era secreto e se tornou explícito, a contratação de obras e serviços, concessões e outras formas de negociação do Estado com fornecedores privados passaram a ser moldadas ao interesse de quem fosse premiado com contratos superfaturados e a remunerar os donos das chaves dos cofres da viúva em redes de lavagem de dinheiro no exterior, que receberam a denominação de “propinoduto”, um neologismo que não admite eufemismo.  Parte dos recursos arrecadados era, então, empregada pela elite dirigente dos três Poderes da República privatizada para comprar votos do andar de baixo, em que vivem em condições precárias os mais vulneráveis socialmente.  Na prática, o Partido dos Trabalhadores (!!!) fez o que sempre condenou nos adversários empresários, latifundiários e que tais: “cafetinou” o Congresso para prostituir o eleitorado.

O trabalho eficiente de uma geração jovem e preparada de policiais, procuradores e juízes federais resultou na devassa dos escândalos do mensalão e do petrolão, que desvendaram a prostituição da política e a fraude eleiçoeira que sabota a democracia. O mensalão foi absorvido pelo establishment: os petistas e seus aliados foram indultados por Dilma Rousseff e perdoados pelo STF. José Dirceu e Pedro Corrêa só não tiveram o mesmo prêmio porque foram pilhados pela Lava Jato delinquindo em plena cela. O primeiro, contudo, mesmo condenado a 30 anos e meio de cadeia, com a benemerência da Segunda Turma do STF, sob a égide dos mesmos de sempre, Lewandowski, Toffoli e agora Gilmar, passou férias articulando a sobrevivência do PT no Sul da Bahia, sob a égide da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), ao sol de Itabuna e banhando-se no Atlântico em Ilhéus, no gozo de plena liberdade. Como se fora um sucedâneo contemporâneo do seu Nacib de Jorge Amado.

Enquanto isso, seus companheiros de armas da guerrilha de extrema esquerda e de campanhas eleitorais petistas articulavam com condenados e suspeitos da Lava Jato o sepultamento das operações eficientes de Polícia, Ministério Público e Justiça Federal, na garantia da reeleição dos de sempre para o Congresso. E no apoio a presidenciáveis citados em processos ou aliados na guerra contra a faxina que o povo exigiu nas ruas em 2013. No debate da Bandeirantes em 9 de agosto nenhum dos presentes com chances se referiu à rapina dos cofres públicos promovida por PT, aliados e até oposicionistas domados do PSDB. O tucano Alckmin uniu-se aos apenados no mensalão Roberto Jefferson, Paulinho da Força e Valdemar Costa Neto. Os sermões de irmã Marina nem de longe se referiram aos “malfeitos” do ex-chefe Lula, político preso em Curitiba, excluído da disputa por ser inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Nem Álvaro Dias, insistindo em  nomear Sergio Moro ministro da Justiça, que afastaria do combate à corrupção seu agente mais notório, se dignou a fazer uma referência que fosse ao que provocou a fama do herói do povo. Todos de olho nos votos do único que, por exigência da lei, não mentiu no debate: o ausente Lula.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne segunda-feira 13 de agosto de 2018)

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Comentário no Jornal Eldorado: Lula, ausente poupado

Comentário no Jornal Eldorado: Lula, ausente poupado

O debate de oito candidatos à Presidência da República na Bandeirantes em 9 de agosto foi (mais uma) evidência da queda do Brasil num poço sem fundo. Ninguém fez nenhuma referência à devastadora crise moral, econômica, ética e financeira que assola a Nação nem apresentou algo viável e concreto para sairmos do túnel em que o País mergulha com a gestão desastrada das contas públicas, na qual o rombo do sistema previdenciário é uma das mais patentes e trágicas evidências. Da mesma forma, todos evitaram referir-se a temas como a rapina do PT, seus aliados e até de oposicionistas conformados, que gerou a bancarrota da Petrobrás, para não perder eleitores simpáticos ao ausente Lula.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 13 de agosto, às 7h30m)

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Comentário no Estadão Notícias: Federal no caso Marielle

Comentário no Estadão Notícias: Federal no caso Marielle

A correta oferta do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, da participação da Polícia Federal na investigação da execução de Marielle Franco e Anderson Gomes é, ao mesmo tempo, uma oportunidade de sair do impasse provocado pela lerdeza incomum das polícias civil e militar do Rio, suspeitas de terem participado do assassinato e o reconhecimento da inutilidade da intervenção militar na segurança daquele Estado conflagrado. Resta saber se as autoridades fluminenses concordarão com a iniciativa e se estas corporações não sabotarão o trabalho dos federais, o que seria lamentável, pois a elucidação desse crime bárbaro é do interesse de todos os que nele não estão envolvidos. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no ar desde as 6 horas de segunda-feira 13 de agosto de 2018.

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Comentário no Jornal Eldorado: Chega de Lula

Comentário no Jornal Eldorado: Chega de Lula

A impressão final do primeiro debate de oito candidatos à Presidência da República na Band é de que nenhum deles teve melhorado seu desempenho nas pesquisas de preferência de voto, mas restou um grande perdedor: Lula. Preso na “sala de estado maior” que Moro lhe reservou em Curitiba, o petista manobra nas brechas da lei, abertas pela benemerência de seus amigões na cúpula do Judiciário, e tenta vender a farsa de sua candidatura impossibilitada pelo dispositivo da Lei da Ficha Lima, que repele condenados em segunda instância, seu caso. Presente em  todas as disputas eleitorais há 36 anos, desta vez a fantasia da perseguição o levou a ausentar-se, prenunciando sua saída de cena.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – na sexta-feira 10 de agosto de 2018, às 7h30m)

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https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-100818-direto-ao-assunto

Para ouvir Ciao amore ciao, com Luigi Tenco, clique no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=bcv17Lov62Y

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https://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/chega-de-lula/

Abaixo, os assuntos para o comentário da sexta-feira 10 de agosto de 2018

SONORA Ciao amore ciao Luigi Tenco

https://www.youtube.com/watch?v=bcv17Lov62Y

1 – Haisem – O que mais lhe chamou a atenção na abertura da temporada eleitoral com o debate transmitido na noite passada pela Rede Bandeirantes de Televisão?

2 – Carolina – O que significa exatamente a frase da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, que, tendo sido um dos quatro votos contra e vencidos, disse que perdeu, mas não queria estar do lado dos vencedores?

3 – Haisem – O que você acha que significa “boa técnica orçamentária” na definição do ex-presidente Ricardo Lewandowski para o desvio de verbas que poderiam ser destinadas à educação, à saúde, à segurança pública e a outras prioridades nacionais direto para o bolso deles e de seus companheiros da ventura de estarem fora da crise?

4 – Carolina Aliás, por falar em Lewandowski, o que exatamente significa a promessa que ele fez aos manifestantes do MST que fazem greve de fome pela liberdade de Lula de que a “justiça  haverá de triunfar”?

5 – Haisem – Que motivos teve a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça para negar por unanimidade mais um pedido de liberdade da defesa de Lula, que, aliás, seu estepe na campanha, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad disse que não é “oráculo”, mas alguém que divide democraticamente as atribuições de governo para ganhar em eficiência?

6 – Carolina – O que você acha que seu entrevistado desta semana no Blog do Nêumanne, o promotor Roberto Livianu, disse de mais importante sobre o atual panorama político nacional?

7 – Haisem – O que há de mais perturbador e até chocante nas estatísticas divulgadas pelo fórum de segurança ontem?

8 – Carolina – Dá para confiar na informação dada pelo deputado estadual do PSOL do Rio Marcelo Freixo de que os deputados Edson Bertassi, Jorge Piciani e Paulo Melo são investigados pela polícia fluminense no inquérito sobre a autoria do atentado contra Marielle Franco e Anderson Gomes?

Comentário Jornal da Gazeta 1: Intolerável Supremo

Comentário Jornal da Gazeta 1: Intolerável Supremo

STF reajusta o próprio cinismo e atinge as raias do inaceitável

(Comentário Jornal da Gazeta 1 quinta-feira 9 de agosto de 2018)

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