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Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro X Governadores, novo round

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro X Governadores, novo round

A ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber concedeu no sábado, 27 de fevereiro. uma liminar em ação ajuizada pelos governadores dos Estados de São Paulo, João Doria, Maranhão, Flávio Dino, e Bahia, Rui Costa, contra o governo federal para a retomada do custeio de  leitos de UTI destinados a pacientes com covid-19. A decisão de Rosa Weber, em caráter liminar, deve ser cumprida de forma imediata. O Ministério da Saúde reagiu em tom de cantina de caserna em nota oficial em que considerou “o pedido solicitado à nobre ministra injusto e desnecessário, uma vez que o SUS vem cumprindo com as suas obrigações. Cabe, portanto, a cada governo fazer a sua parte”. A decisão, a ser confirmada em plenário, vai acabar com a lorota de que o Supremo tirou a responsabilidade federal sobre a gestão da pandemia.

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Assuntos para comentário da segunda-feira 1 de março de 2021

1 – Haisem – STF manda Saúde bancar leitos de UTI em 3 Estados – Este é o título de uma chamada no alto da primeira página do Estadão fr hoje – Em que esta notícia contradiz, a seu ver, a narrativa bolsonarista de que o governo federal não tem responsabilidade nenhuma pelo combate à pandemia

2 – Carolina – Preço de matérias-primas sobe 40% e favorece Brasil – Esta é a manchete da edição impressa do jornal de hoje – Até que ponto esta notícia pode nos servir de regozijo neste primeiro dia do mês de março, que tem trazido notícias assustadoras sobre o contágio da covid-19

3 – Haisem – Com vacina, mas ainda sem remédio eficaz – Este é o título de primeira página do Estadão desta segunda-feira. Até que ponto a notícia boa, na sua opinião, é compensada pela novidade ruim

4 – Carolina – Decisão do STJ pode atingir outros do “clã Bolsonaro” – Este é o título de mais uma chamada de primeira página do jornal de hoje. Em que, a seu ver, essa notícia altera o panorama de punição de membros da família do presidente da República

5 – Haisem – “Bolsonaro favorece monopólio da Petrobras” – Este é o título do vídeo da série Nêumanne entrevista Roberto Macedo, publicado hoje no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão. Em que o professor de Economia da USP esclarece a crise criada na maior estatal brasileira com a intervenção do presidente da República em sua política de preços

6 – Carolina – Afonsinho: sobra dinheiro, falta técnica – Este é o título do vídeo de outra série semanal, Dois dedos de prosa, também publicado no Blog do Nêumanne na edição virtual do jornal, com o ex-jogador de futebol, que se tornou o grande nome da luta contra o passe, tido como um tipo de escravidão no esporte profissional mais popular do País

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No Blog do Nêumanne: Para genro de Sílvio, SUS pertence ao patrão

No Blog do Nêumanne: Para genro de Sílvio, SUS pertence ao patrão

José Nêumanne

Ministro das Comunicações confunde erário, que é público e permanente, com propriedade particular do chefe, que é pessoal, ao divulgar lista de verbas para UTIs como se fossem doações

As ditas “raposas felpudas” da política de Minas Gerais à época da democracia muito liberal regida pela Constituição de 1946 pensavam que para qualquer político profissional tornar-se figura nacional relevante precisava partir do prestígio eleitoral pessoal em seu Estado natal. Nestes nossos tempos de neoevangelismo mercantil, essa lição da sabedoria do PSD e da UDN de antanho nada vale, pois manda o brocardo evangélico “ninguém é profeta em sua terra”, simplificação vulgar da palavra de Jesus Cristo, tal como transcrita pelo evangelista Lucas: “Nenhum profeta é bem recebido em sua própria terra”. Aluízio Alves, contudo, não se tornou um nome de relevo na República brasileira por ter sido editor-chefe da Tribuna da Imprensa, jornal de Carlos Lacerda, no Rio, mas por seus mandatos de governador e deputado federal pelo Rio Grande do Norte, a ponto de iniciar dinastia de governadores, prefeitos e parlamentares potiguares até hoje.

Robinson Faria elegeu-se governador do mesmo Estado por razão independente de quaisquer ligações oligárquicas, mas não deixou de ter vencido o pleito pelo apoio de um agregado, Sílvio Santos, sogro de seu filho Fábio, que não conseguiu fazer seu sucessor por ter-lhe sucedido uma adversária. A professora paraibana Fátima Bezerra, que se tornou notória nacionalmente por ter cunhado a palavra “gópi” para definir o impeachment da correligionária petista Dilma Rousseff, foi o governador mais votado pelos potiguares na História e teve sua atuação nacional ofuscada pela do jovem deputado federal. Fábio foi nomeado ministro das Comunicações do desgoverno de Jair Bolsonaro pelo parentesco. O SBT do animador de auditório, notório por bajular governantes, aplaudiu e apoiou o chefe do Executivo, que considera o restante da chamada “mídia” inimiga mortal, em especial a Globo, líder em audiência. Outro ponto em comum de Robinson com Jair Messias é que ele foi processado pelo Ministério Público sob a acusação da mesma prática de extorsão de funcionários fantasmas bem remunerados que aflige a famiglia presidencial.

Nesta quadra sombria da pandemia de covid-19, Fábio passou a protagonizar ainda mais a cena administrativa nacional quando usou sua pasta para divulgar valores distribuídos pela União para o Sistema Único de Saúde (SUS) no atendimento aos casos graves da covid-19, provocada pelo novo coronavírus. Fê-lo com a intenção de responder à ação conjunta dos governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e da Bahia, Rui Costa (PT), reclamando ao Supremo Tribunal Federal (STF) da suspensão de verbas para funcionamento de unidades de terapia intensiva (UTIs) em postos públicos de saúde no plano nacional de combate à moléstia.

Fábio Faria não foi propriamente original. A confusão entre público e privado é um hábito arraigado nos clãs Faria e Bolsonaro, como atesta a denúncia de peculato pelo Ministério Público do Rio contra o primogênito do presidente. A transformação de ex-aliados tornados adversários políticos em inimigos figadais fica patente nas filiações partidárias dos Estados que reclamaram ao STF da redução de UTIs de dezembro para janeiro. E a mistura de mentira e insinuação de corrupção contra governadores é prática corrente da narrativa eleiçoeira da extrema direita militarista e golpista.

A ação de Doria, Dino e Costa foi rapidamente atendida pela relatora sorteada na cúpula do Judiciário para julgar a causa: Rosa Weber concedeu a liminar, a ser julgada pelo plenário. E argumentou, de forma categórica: “É de se exigir do governo federal que suas ações sejam respaldadas por critérios técnicos e científicos, e que sejam implantadas, as políticas públicas, a partir de atos administrativos lógicos e coerentes. E não é lógica nem coerente, ou cientificamente defensável, a diminuição do número de leitos de UTI em um momento desafiador da pandemia, justamente quando constatado um incremento das mortes e das internações hospitalares”. E mais: “Afigura-se o perigo da demora, que se revela intuitivo frente aos abalos mundiais causados pela pandemia e, particularmente no Brasil, diante das mais de 250 mil vidas vitimadas pelo vírus espúrio. O não endereçamento ágil e racional do problema pode multiplicar esse número de óbitos e potencializar a tragédia humanitária. Não há nada mais urgente do que o desejo de viver”, concluiu, com ênfase.

A lição de espírito público e empatia humana, emanada da decisão da ministra, dificilmente será bem recebida por Fábio Farinha, Eduardo Pesadelo e Jair Boçalnaro. A nota oficial do Ministério da Saúde a esse respeito abusou do tom de cantina de caserna, ao concluir: “O pedido solicitado à nobre ministra é injusto e desnecessário, uma vez que o SUS vem cumprindo com as suas obrigações. Cabe, portanto, a cada governo fazer a sua parte”. Dois dias depois da decisão de Rosa Weber, o chefe de Farinha e Pesadelo, charlatão-mor da República Jair Boçalnaro, voltou a adotar retórica negacionista e desumana. Num encontro rotineiro com fanáticos seguidores, disparou: “Parece que quanto mais morrer, melhor para alguns setores da sociedade brasileira. Somos a oitava economia do mundo, nosso IDH não é tão bom perto do Primeiro Mundo. O que leva nosso país a ser o 26.º em morte por milhão de habitantes? Alguma coisa está acontecendo por aqui. Só pode ser o tratamento precoce, não tem outra explicação. Por que a grande mídia teima em criminalizar quem fala isso?”.

Resta saber se, na reunião do plenário para decidir sobre o pedido de Doria, Dino e Costa, os outros dez ministros do “pretório excelso” entenderão a aula de gestão pública e amor ao próximo dada por Weber.

  • Jornalista, poeta e escritor

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro faz politicagem com o SUS

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro faz politicagem com o SUS

1 – Rosa Weber, do STF, sustou uso politiqueiro do SUS pelo presidente da República, mandando reabrir UTIs fechadas pelo Ministério da Saúde de dezembro de 2020 para janeiro de 2021 em São Paulo, Maranhão e Bahia, Estados governados por adversários políticos dele. 2 – O senador Tasso Jereissati disse que “alguém tem que parar esse cara”, referindo-se ao péssimo desempenho do presidente no combate à pandemia. 3 – O chefe do governo voltou a defender o tratamento precoce para a covid-19 e atacar cientistas e meios de comunicação que defendem uso de máscara e isolamento social. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Dois dedos de prosa noYouTube. Afonsinho: sobra dinheiro e falta técnica

Dois dedos de prosa noYouTube. Afonsinho: sobra dinheiro e falta técnica

1 – Em Dois dedos de prosa, “meu caro amigo Afonsinho”, como canta Gil, revelou sua preocupação com a fuga das “joias” das bases dos times brasileiros para a Europa, principalmente para a Inglaterra, sem tempo para amadurecerem nos times de juniores dos clubes que os revelam. 2 – Ícone da luta contra a escravidão de craques por donos de seus “passes”, o paulistano, que se tornou famoso no Botafogo do Rio, lamenta ainda o excesso de transmissões ao vivo de jogos pela TV paga, que provoca cansaço e saturação em relação ao esporte, um negócio com muita renda, mas que não desperta a mesma atenção de antigamente. 3 – Sãopaulino por influência do pai, que lhe deu uma camisa do goleiro Poy, o craque hoje consagrado no clube alvinegro da estrela solitária, lamenta as quedas para divisões interiores de times da grandeza do próprio Botafogo e também de Vasco, Cruzeiro, Santa Cruz e Náutico, vítimas não de circunstâncias, mas de um problema que define como “estrutural” em sua coluna na Carta Capital. 5 – Para ele, isso se reflete na decadência da seleção brasileira em Mundiais. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Nêumanne Entrevista Roberto Macedo: “Bolsonaro reforça monopólio da Petrobrás”

Nêumanne Entrevista Roberto Macedo: “Bolsonaro reforça monopólio da Petrobrás”

1 – Em Nêumanne entrevista Roberto Macedo, edição desta semana, o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP disse que, ao intervir de forma desastrosa e autoritária nos preços da estatal, o presidente da República ampliou o monopólio da petroleira e contrariou seu discurso privatizante. 2 – “Se o general chegar na Petrobrás para segurar preços, ele não vai conseguir”, ele vaticinou. 3 -Ainda de acordo com o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, a tentativa de reforçar a posição do “posto Ypiranga” Paulo Guedes acelerando discussões no Congresso de privatizações da Eletrobrás e dos Correios não passa de uma “farsa”, pois não dará em nada. 4 – Doutor em Economia pela Universidade de Harvard, nos EUA, o mineiro constata que, além de ajustar o Estado ao tamanho da economia real, o governo tem obrigação de cortar gastos para poder ampliar investimentos, o que atualmente é impossível. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal Eldorado: Cruzada de Bolsonaro contra a máscara

Comentário no Jornal Eldorado: Cruzada de Bolsonaro contra a máscara

No dia em que foi completado um ano do primeiro caso de Covd, o Brasil registrou recorde do número de mortes em 24 horas desde o início da pandemia, com 1.582 novos óbitos e mais 67.878 casos, segundo o consórcio de veículos de imprensa. O pico da crise do novo coronavírus ocorre no momento em que vários Estados se aproximam do colapso do sistema de saúde, surgem variantes mais contagiosas do Sars-CoV-2 e o governo federal tem dificuldades de acelerar o ritmo da campanha nacional de imunização. Na live das quintas-feiras, Bolsonaro  leu a relação dos “efeitos colaterais” de uso de máscara para evitar contágio: Entre eles, irritabilidade, dificuldade de concentração, diminuição da percepção de felicidade, recusa de ir para escola, vertigem e desânimo. Não seria o caso de lançar o nome dele para o Nobel de Medicina?

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Assuntos do comentário da sexta-feira 26 de fevereiro de 2021

1 – Haisem – País tem recorde de mortes e hospitais-referência no limite – Esta é a manchete do alto da primeira página da edição impressa do Estadão de hoje. Por que, a seu ver, chegamos a esta situação-limite e o que teremos de fazer para efetivamente sair dela

2 – Carolina – Bolsonaro fala de “efeitos colaterais” da máscara contra a covid-19 – Este é o título de uma reportagem na editoria de Saúde do jornal desta sexta-feira na qual é registrado o maior número de mortes no primeiro ano de pandemia no Brasil. A que fatos comprovados o presidente da República recorreu para fazer afirmação tão grave em momento tão difícil para todos nós

3 – Haisem – Vacina da Oxford sofre forte resistência de países da Europa – Este é o título de chamada de capa na edição de hoje cedo no Portal do Estadão. O que motiva essa resistência e em que essa reação da Comunidade Europeia pode interferir na imunização da pandemia entre nós

4 – Carolina – Ironia estampada – Este é o título de chamada de primeira página do Estadão de hoje ilustrada por uma foto do presidente que está para ser afastado da Petrobrás usando uma camiseta com o dístico empregado no Metrô londrino – “mind the gap”, “cuidado com o vão”, em metáfora a respeito do risco representado pelas reclamações de Bolsonaro sobre o aumento dos preços dos derivados de petróleo pela maior estatal brasileira

5 – Haisem – Câmara adia votação da “PEC da blindagem”; ministros do STF articulam mudanças – Este é o título de uma chamada de capa do edição virtual do jornal hoje cedo. O que explica o recuo do Centrão na garantia da impunidade para sua grei e o que justifica a participação da cúpula do Poder Judiciário na articulação dos deputados federais que querem implantá-la

6 – Carolina – Quais são, a seu ver, as possibilidades de a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro ser retomada a partir do zero para complicar a vida do senador Flávio Bolsonaro nas suspeitas de prática de extorsão de funcionários-fantasmas em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro

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