Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Abraço de afogados

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Abraço de afogados

PSDB vai esperar até última hora para sair do abraço mortal de Temer

(Comentário no Jornal da Gazeta 2 da terça-feira 14 de novembro de 2017)

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Comentário no Jornal da Gazeta 1: E o partido do diretor, hein?

Comentário no Jornal da Gazeta 1: E o partido do diretor, hein?

Diretor da PF terá muito trabalho para investigar o próprio partido

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 de terça-feira 14 de novembro de 2017)

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Comentário no Jornal da Eldorado: De leste a oeste

Comentário no Jornal da Eldorado: De leste a oeste

As Operações Cadeia Velha no Rio, atingindo o clã Picciani do ministro de transportes de Temer, Leonardo, e Papiro de Lama (extensão da Lama Asfáltica), em Mato Grosso do Sul, conspurcando o agronegócio e levando o figurão do PMDB do novo diretor da Polícia Federal (Fernando Segóvia), o ex-governador André Puccinelli, revelam ao País que está tudo contaminado na cúpula do partido, que resistiu heroica e historicamente à ditadura militar, está tudo contaminado. Do Atlântico ao Pantanal, o propinoduto generalizado atravessou as fronteiras do crime financeiro internacional e do negócio mais rentável e mais seguro que evita a falência total do País, mostrando que o crime não se limita às favelas, mas ultrapassa as porteiras da galinha dos ovos de ouro de nossa economia. Com a extensão geográfica do território minado pela podridão do grupo chamado de “quadrilhão” por Janot, resta saber se seu militante que dirige a Polícia Federal poderá investigá-lo por inteiro.

(Comentário no Jornal da Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,6 – na quarta-feira 15 de novembro de 2017, às 8h30m)

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Ou clique no link abaixo e, em seguida, no play:

https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-1511-direto-ao-assunto

Para ouvir Saia do meu caminho, com Belchior, clique no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=gGV1yyDMGSM

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Abaixo, anotações para o comentário:

A música do encerramento será Saia do meu caminho, com Belchior

https://www.youtube.com/watch?v=gGV1yyDMGSM

Começar no ):46’

1 – O assunto mais importante e que deve abrir nosso papo é a Operação Cadeia Velha e a devassa na atuação política e nas empresas do clã Picciani.

Estou pensando usar na resposta a sonora do procurador Carlos Alberto Aguiar

SONORA 1511 AGUIAR

Mais uma vez a colaboração premiada de um delator foi definitiva Marcelo Traça Gonçalves, ex-presidente do sindicato das empresas

Ainda neste assunto podemos chamar a atenção para a nova prisão de Jacob Barata Filho, que Gilmar Mendes soltou

Haisem também pode perguntar sobre a nomeação do líder do governo na Alerj Edson Albertassi para reabrir o TCE para as ações da quadrilha

2 – Outro assunto é a contaminação do melhor que há no capitalismo brasileiro, o agronegócio, com a delação do pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda, que delatou a entrega de propina que levou André Puccinelli e o filho André Puccinelli Filho de roldão. O ex-governador foi preso.

Os caras não respeitam nem a própria família

Tá tudo contaminado em toda parte

3 – Enquanto isso o novo diretor da Polícia Federal continua na tentativa de nos convencer de que dará prioridade à investigação dos políticos. Como ele nos convencerá disso se foi candidato a deputado pelo PMDB, recebeu doação de Temer e nomeou para a diretoria de investigações de corrupção o secretário de transparência do Espírito Santo, da mesma legenda?

4 – Manchete do Estadão Temer só quer dar ministério após reforma da

Previdência

Pretendo então usar a sonora da Previdência

SONORA 1511 JUCA

É tudo um mercadinho de pulgas, mas a participação do PSDB chama a atenção por tudo o que ela representa de frustração para o povo brasileiro que caiu na conversa de que os tucanos eram oposição e, no fim, também levavam sua parte na roubalheira

5 – Se tivermos tempo, podemos também falar do “calote parcial” em que as agências de risco colocaram a Venezuela. A situação está chegando a um ponto insuportável.

 

Comentário no Jornal Eldorado: Quadrilhão na Cadeia Velha

Comentário no Jornal Eldorado: Quadrilhão na Cadeia Velha

A terça-feira começou animada com a prisão pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, na Operação Cadeia Velha, de Felipe Picciani, filho de Jorge Picciani, irmão do ministro dos Esportes de Temer, e gerente da Agrobilara, a empresa que conduz os negócios da família. O clã Picciani tornou-se conhecido quando Leonardo, feito por Eduardo Cunha líder do PMDB na Câmara, mudou de lado e se manteve no lugar depois de um teretetê de pé de orelha com Dilma. A família, também importante no esquema de Sérgio Cabral e Luiz Antônio Pezão na ex-Cidade Maravilhosa, está na Esplanada dos Ministérios na pessoa do ex-líder Leonardo. A operação Cadeia Velha acontece num momento importante, deixando claro que tem razão quem diz que não basta trocar o diretor da PF: o buraco é mais embaixo e haja caminhãozinho para tapá-lo com areia.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 14 de novembro de 2017, às 7h30m)

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Ou clique no link abaixo:

https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-1411-direto-ao-assunto

Para ouvir Se é por falta de adeus, com Carlos Ely, clique no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=JkDy5vSyHug

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 14 de novembro de 2017 Terça-feira

Hoje é dia de operação nova importante da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O que é que já se sabe da Operação Cadeia Velha?

Seu Haisem, a terça começou animada. Acabo de ler no portal do Globo reportagem de Chico Otávio e Daniel Biasetto, dando contga que a Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR-2), em parceria com a Polícia Federal (PF), desencadeou agora há pouco uma operação denominada “Cadeia Velha”, focada no braço do esquema no Legislativo fluminense. Por determinação do desembargador Abel Gomes, relator do inquérito na Justiça Federal, estão sendo presos Felipe Picciani, filho de Jorge Picciani, irmão do ministro dos Esportes de Temer, e gerente da Agrobilara, a empresa que conduz os negócios da família, Jorge Luiz Ribeiro, braço-direito do presidente da Alerj, Sávio Mafra, assessor especial do gabinete da Presidência, Andréia Cardoso do Nascimento, chefe de gabinete do deputado Paulo Melo, e o irmão dela, Fábio, também assessor de Melo. Há também mandados de busca e apreensão nos gabinetes da presidência da Alerj e de Picciani, Melo e Albertassi.

Jorge Picciani, Melo e Albertassi só não serão presos até o momento porque a Constituição estadual, no Artigo 120, estabelece como única possibilidade de prisão provisória o flagrante de crime inafiançável, à exceção de casos com licença prévia da Alerj. Mas as três prisões não estão descartadas. No mesmo instante em que operação ocorre, os procuradores regionais da República responsáveis vão pedir ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), fórum competente para o caso, que considere flagrantes os crimes atribuídos a Picciani, Melo e Albertassi.

Deputados estaduais, empresários e intermediários são acusados de manter uma caixinha de propina destinada à compra de decisões na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para o setor de transportes. O esquema, concluíram os investigadores, teria começado nos anos 1990, por Cabral, e hoje seria comandado pelo presidente da Casa, deputado Jorge Picciani, por seu antecessor, deputado Paulo Melo, e pelo líder do governo Edson Albertassi, caciques do PMDB fluminense.

Construído nos idos da década de 1630 para ser um parlamento imperial, o prédio que dá lugar ao Palácio Tiradentes possuía em seu piso inferior um lugar batizado popularmente de “Cadeia Velha”, para onde eram mandados criminosos, prostitutas e escravos que se rebelavam contra as leis da Coroa.

O clã Picciani ganhou as luzes da cobertura política brasileira quando Leonardo, filho de Jorge, indicado por Eduardo Cunha para liderar a bancada do PMDB na Câmara, mudou de lado e se manteve no lugar depois de um teretetê de pé de orelha com Dilma Rousseff. Sempre com o pé nas duas canoas, a família, também importante no esquema de Sérgio Cabral e Luiz Antônio Pezão, continua na Esplanada dos Ministérios na pessoa do ex-líder Leonardo.

A operação Cadeia Velha acontece num momento importante, deixando claro que tem razão quem diz que não basta trocar o diretor da PF. O buraco é mais embaixo e haja caminhãozinho para tapá-lo com areia.

Esta operação coincide com a nomeação pelo novo diretor da PF do também novo diretor do chefe da Lava Jato. O que você destacaria desta notícia como mais importante?

De fato, Fernando Segóvia foi ontem a Vitória convidar Eugênio Riccas para a diretoria responsável pelas delegacias que tocam operações de combate à corrupção no País, inclusive a Lava Jato. Vamos ouvir o que o novo diretor tem a dizer.

SONORA 1411 RICCAS

Riccas repetiu o refrão de Segóvia dizendo que a Lava Jato será prestigiada. Lembra aquela história de técnico prestigiado, que termina sendo sempre demitido. Pelo que entendi, esse é o tipo do papo perigoso, que não deixa de demonstrar até uma certa inveja da popularidade das operações tocadas por juízes como Sérgio Moro em Curitiba, Marcelo Bretas no Rio e Vallisney de Souza Oliveira em Brasília.

A nova operação no Rio, atingindo exatamente o PMDB, partido do diretor geral e do novo encarregado das operações contra a corrupções, pode ser uma bola pelas costas da patota que promove as mudanças. Ou confirmar a rotina, que permanece ativa, mostrando aos novos chefões que não vai ser fácil “estancar a sangria”, como definiu Jucá, o Caju da Odebrecht, na conversa gravada pelo delator premiado Sérgio Machado.

As manchetes de primeira página dos três maiores jornais do País destacam a saída de Bruno Araújo do Ministério das Cidades levando Temer a antecipar a reforma ministerial. Será que desta vez os tucanos desceram mesmo do muro e Temer os seguiu?

É o que parece. O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), pediu demissão do cargo ontem, pouco antes de participar de uma cerimônia, no Palácio do Planalto, preparada para ser uma “agenda positiva” do governo. O movimento do primeiro tucano a deixar a equipe deflagrou a reforma ministerial planejada pelo presidente Michel Temer para obter apoio político no Congresso e conseguir aprovar as mudanças na Previdência.

SONORA Pegue seu banquinho Raul Gil

https://www.youtube.com/watch?v=7QVOt8OYJ4g começar no 0:40

(guardar para usarmos sempre)

Em carta dirigida a Temer, que foi pego de surpresa, Araújo mencionou indiretamente o racha interno vivido pelo PSDB. Disse que não tinha mais o aval do partido para continuar à frente da pasta. “Agradeço a confiança do meu partido, no qual exerci toda a minha vida pública, e já não há mais nele apoio no tamanho que permita seguir nessa tarefa”, escreveu.

Quatro horas depois, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou nota confirmando que “o presidente dará início agora a uma reforma ministerial que estará concluída até meados de dezembro”.

Araújo conversou com Temer pouco antes de acompanhá-lo na solenidade de entrega do Cartão Reforma. Já estava demissionário quando participou da cerimônia. Moradores de Caruaru, em Pernambuco – reduto eleitoral de Araújo – receberam o cartão. Ali, o tucano chegou a usar verbos no passado sobre o período em que comandou a pasta das Cidades, mas ninguém na plateia percebeu que ele estava de malas prontas para deixar a Esplanada.

Deputado licenciado, Araújo disse ao Estado que não havia mais “clima” para permanecer no ministério porque o PSDB não lhe dava respaldo para isso. “Agora, vou me dedicar a trabalhar pela unidade do PSDB”, afirmou ele, que não quis confirmar se será candidato ao governo de Pernambuco, em 2018. “Vou retomar o meu mandato na Câmara e construir alianças para o ano que vem.”

A saída de Araújo, que deu o voto definitivo para o impeachment de Temer, é simbólica em vários sentidos. PP, legenda do Centrão, que forçou a barra pela saída do PSDB da Esplanada dos Ministérios, está cobrando publicamente o lugar para o atual presidente da Caixa Econômica Federal.

Isso não quer dizer que os tucanos tenham largado o osso. Eduardo Imbassahy está pensando em trocar seu partido pelo PMDB para se manter na coordenação política do governo, outro sonho de consumo do Centrão. Muita água ainda vai correr por baixo dessa ponte. Não pense que a saída de Bruno Araújo vai levar na enxurrada mais habitantes do ninho tucano no governo. Essa turma não larga uma boquinha nem na hora da morte.

Também ontem Temer reafirmou que o governo quer aprovar este ano a reforma da Previdência e voltou a destacar que a proposta acabará com privilégios de servidores públicos. Parece que a linha de comunicação mudou nesse tema difícil e delicado, não foi?

SONORA 1411 B TEMER

O presidente voltou a defender que a reforma da Previdência acabará com privilégios na hora de aposentar. “Não faz sentido os trabalhadores da iniciativa privada levarem um tempo mais longo para se aposentar e se aposentem com valor pequeno, enquanto servidores públicos se aposentam mais cedo e com valores estratosféricos. Estamos tendo coragem para fazer isso”, acrescentou.

Temer destacou que a proposta de reforma na Previdência não fará com que as pessoas não consigam se aposentar, lembrando que o projeto prevê uma regra de transição ao longo de 20 anos. “Ou seja, é uma reforma racional porque leva em conta os direitos daqueles que já estão em atividade”, alegou.

O pessoal do Planalto continua apostando no investimento em publicidade para tentar melhorar a popularidade abaixo do pré-sal de Temer. Não é bem por aí. Não vai ser fácil vender a idéia de que a reforma da Previdência vai atingir apenas os privilégios. Afinal, a população tem ciência de que há realmente privilégios inaceitáveis nas folhas de pagamento do Judiciário e do Ministério Público Federal e juízes e procuradores continuam chantageando o governo para terem aumentos pesados nesta época de crise. Temer tem de resistir a isso. E tem de ir além: privilégio mesmo têm os políticos. Será que ele tem peito de mexer nesse vespeiro. É o que veremos a seguir.

O noticiário recente confirma ou desmente o que você tem dito aqui, que a Sete Brasil do Temer, a Oi?

O Estadão de ontem trouxe uma entrevista Juarez Quadros, da Anatel. Juarez Quadros à repórter Anne Warth, em que ele diz não ver uma solução clara no horizonte para os problemas da Oi, que está em recuperação judicial há uma ano e cinco meses, com dívida total de R$ 64 bilhões. Sobre a China Telecom, interessada em comprar a Oi, diz Quadros, “Eles são uma estatal e não vão fazer algo que gere prejuízo para o governo chinês.” A situação da Oi só faz piorar, na semana passada, a Anatel elevou multa aplicada à Oi de R$ 3,7 milhões para R$ 21 milhões. Segundo a Anatel, a Oi desrespeitou uma norma que prevê que os assinantes inadimplentes tenham seus serviços reestabelecidos em até 24 horas. Segundo Quadros, a Oi foi multada porque houve dano ao consumidor.

Quanto as manobras da atuação dos acionistas à frente da Oi, Quadros afirma ‘é uma maneira de jogar, uma maneira de eles protegerem seus interesses.” Pois é Quadros, a China Telecom protege os interesses do governo chinês, os acionistas atuais protegem os seus interesses, e a Anatel? A Anatel tem o dever de defender os interesses dos consumidores, da União e cumprir a Lei. Não é uma opção, é um dever. Está óbvio esse jogo político. Se fosse uma questão técnica, não teriam entrado nessa história, o deputado do PMDB, Baleia Rossi e o filho do Moreira Franco.

Vou repetir o meu comentário de 6 de novembro, último.

O certo é, a Anatel intervém na Oi. Vende os ativos para quem pagar mais e tiver capacidade de operar a empresa. Com produto da venda, a Anatel paga o que a Oi deve a União.Com o que sobrar,  paga os credores. E por último, e se sobrar, paga os acionistas

SONORA Carlos Ely Se é por falta de adeus, até logo

https://www.youtube.com/watch?v=JkDy5vSyHug

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Ao estilo Cunha

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Ao estilo Cunha

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – da segunda-feira 13 de novembro de 2017 criticando a pauta-bomba do Congresso contra Temer, ao estilo de Cunha contra Dilma; a tramoia da Câmara contra a Lei da Ficha Limpa; a conspiração das centrais sindicais contra a reforma trabalhista; e o lero do diretor da Polícia Federal querendo nos engabelar. Eliane Cantanhêde comentou a pesquisa sobre conservadorismo no Brasil; e a semana paralisada no Congresso por causa do feriado. Gustavo Loyola falou do Boletim Focus e da gastança desenfreada patrocinada pelo Congresso. Em Direto da Fonte, Sônia Racy garantiu que o STF julgará ação contra o programa Mais Médicos até o fim do ano. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz abordou a rodada do fim de semana do Brasileirão.

Para ouvir meu comentário, clique no play abaixo:

Para ouvir todos os comentários, clique no link abaixo:

http://brasil.estadao.com.br/blogs/estadao-podcasts/editorial-inflacao-renda-e-consumo/

Para ouvir no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique no link abaixo:

http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/ao-estilo-cunha/

Comentário no Jornal Eldorado: O assalto depois da folga

Comentário no Jornal Eldorado: O assalto depois da folga

O Congresso ressuscita pautas-bombas para se vingar de Temer, em movimento comparado ao do ex-deputado Eduardo Cunha contra Dilma Rousseff em 2015. O Centrão, que chantageia Temer a ceder a seus caprichos de mais cargos e mais poder, fazendo do governo federal seu refém, é basicamente composto pelos principais apoiadores de Cunha à época em que ele mandou na Câmara e na luta para evitar que ele fosse cassado e condenado à prisão. Estamos acostumados à presenças dominantes de Carlos Marun, André Moura, Lúcio Vieira Lima e outros, agora na vanguarda da briga para tirar o PSDB do governo. Do tal Quadrilhão do PMDB, nome dado por Janot para o grupo que puxava os cordéis de marionetes à época do impeachment de Dilma, Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima estão presos, Rodrigo Rocha Loures, o homem da mochila com 500 mil reais filmado correndo na rua à saída da pizzaria Camelo, em prisão domiciliar, e Temer, Moreira e Padilha no Palácio.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – na segunda-feira 13 de novembro de 2017, às 7h30)

Para ouvir meu comentário clique no play abaixo:

Para ouvir Pecado capital, com Paulinho da Viola, clique no link abaixo?

https://www.youtube.com/watch?v=6aIzRH9ghMA

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http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/o-assalto-depois-da-folga/

 

Abaixo, a íntegra da transcrição do comentário:

Eldorado 13 de novembro de 2017 – Segunda-feira

A manchete do Estadão hoje é assustadora: Pauta-bomba no Congresso põe em risco ajuste fiscal. Voltamos aos tempos de Eduardo Cunha criando problemas para Dilma na presidência da Câmara?

Perdão de parte da dívida dos produtores rurais, atualização da tabela do Imposto de Renda em 11,4% e parcelamento das dívidas das Prefeituras com a Previdência são alguns projetos antigos que, discretamente, os parlamentares estão tirando da gaveta e que podem dificultar a tentativa de ajuste das contas do governo federal.

O Congresso, que já tem dificultado a aprovação de medidas do ajuste fiscal, ameaça com esses projetos criar gastos que podem superar R$ 20 bilhões no primeiro ano após sua aprovação. Com a anuência de presidentes de comissões e ajuda de parlamentares da base insatisfeitos com o governo, tem havido avanço de projetos com efeito exatamente contrário do plano de ajuste executado por Meirelles, que tem feito cortes até em programas sociais para economizar as despesas do governo.

Um exemplo de criação de gastos é a recente ampliação do Programa de Regularização Tributária Rural. Em um acordo de última hora, governistas e oposição aprovaram semana passada condições mais amigáveis aos devedores com perdão integral de multas e juros, sem limite para inclusão de dívidas no Refis Rural. Assim, crescerá a renúncia fiscal originalmente calculada em R$ 5 bilhões. Na mesma linha, a bancada municipalista pressiona por nova rodada de negociação de dívidas com a União.

O Congresso também avalia mudança da Lei Kandir – programa de compensação a exportadores –, que exigiria repasse anual de R$ 9 bilhões da União aos Estados

O movimento chega a ser comparado ao da “pauta-bomba” armada pelo ex-deputado Eduardo Cunha contra Dilma Rousseff em 2015. Isso tem uma lógica: afinal, o Centrão, que chantageia Temer a ceder a seus caprichos de mais cargos e mais poder, fazendo do governo federal seu refém, é basicamente composto pelos principais apoiadores de Cunha à época em que ele mandou na Câmara e também na luta para evitar que ele fosse cassado e condenado à prisão. Estamos acostumados à presenças dominantes de Carlos Marun, André Moura, tão bajulador de Cunha que passou a ser chamado de André Cunha, Lúcio Vieira Lima e outros, agora na vanguarda da briga para tirar o PSDB do governo. Nunca é demais lembrar que do chamado Quadrilhão do PMDB, nome dado por Janot para o grupo que puxava os cordéis de marionetes à época do impeachment de Dilma, Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima estão presos, Rodrigo Rocha Loures, o homem da mochila com 500 mil reais filmado correndo na rua à saída da pizzaria Camelo, em prisão domiciliar, e Temer, Moreira e Padilha no Palácio mandando em nós. É pouco ou quer mais. Dinheiro na mão é vendaval, já cantava o sambista.

Além da gastança generalizada, há também um movimento no Congresso para desautorizar mais uma vez o Supremo na aplicação da Lei da Ficha Limpa para políticos que foram condenados em colegiado antes da vigência da lei. Essa reação pode vingar?

Vingar é a palavra certa para esse movimento, pois tanto pode ser usada no sentido de valer como o de retaliar um velho inimigo, como está sendo tratado o Poder Judiciário pelo Legislativo desde que passou a ser controlado e dirigido por suspeitos de cabeludos delitos de corrupção.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o Botafogo da planilha de propinas da Odebrecht, deu nos últimos dias da semana passado o sinal de apoio ao movimento que tenta evitar adoção da Ficha Limpa em casos anteriores à sua vigência. Ele afirmou que, a princípio, há uma decisão sobre a aplicação da lei que “prejudica” as pessoas de forma retroativa.

Maia ressaltou que a legislação brasileira não costuma retroagir e que a decisão do STF foi “muito dividida”. Há, diz Maia, um requerimento de urgência para que o projeto seja votado rapidamente. A decisão será dos líderes, na semana da volta do feriado da Proclamação da República.

O ex-presidente do Supremo, Aires Brito, explicou no noticiário que isso é uma falácia, pois a proibição de retroagir vale apenas para o Direito Penal, nada tendo a ver com a legislação eleitoral, pois neste caso a exigência constitucional da lisura e probidade está acima de qualquer lei. É mais uma tentativa de salvar a própria pele e dos parentes passando por cima do cidadão. O Congresso não tem poder para isso. Teria no caso de convocar um referendo ou plebiscito, até por respeito à cidadania, levando em conta que é uma das poucas leis de iniciativa popular, prevista na Constituição.

Maia disse ainda: “Temos que avaliar com cuidado para que o plenário possa decidir sobre isso também. A legislação brasileira, no ponto de vista de muitos, nunca retroagiu para prejudicar. Então, é essa a dúvida que está colocada e que está colocada no projeto. Se ele vai avançar ou não vai, essa é uma questão que vamos discutir depois com os líderes”.

No fim de semana, O Globo chamou a atenção para o fato de que o autor do requerimento que pede urgência para a votação do projeto que contraria a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei da Ficha Limpa, o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG) tem interesse direto na aprovação da proposta. O pai do peemedebista é prefeito de Ipatinga (MG) graças a uma liminar do ministro Gilmar Mendes, o soltador-oficial da República no STF, que liberou a sua diplomação depois de ele ser considerado inelegível pela Justiça eleitoral em Minas.

Sebastião Quintão (PMDB) tem condenações por abuso de poder econômico e captação ilícita de recursos durante a campanha de 2008. Na decisão, de dezembro do ano passado, Gilmar argumentou que o Supremo ainda não havia julgado a questão da retroatividade da Ficha Limpa. Agora o assunto foi julgado e mantida a decisão de manter a validade da lei para esses casos. Um dos motivos para por o Supremo na berlinda é que a votação foi de 6 a 5, como se 6 não fosse mais do que 5. Procurado pelo jornal, Quintão não atendeu ao telefon. Ao pedir assinaturas para o requerimento de urgência da proposta que impede a retroatividade da Ficha Limpa, o deputado alegou a líderes que a decisão do Supremo, de outubro, prejudicaria centenas de políticos, inclusive o próprio pai. Segundo cálculos do deputado, 40 prefeitos, mais de 200 vereadores, 50 deputados estaduais e dois deputados federais seriam atingidos.

A reforma trabalhista começou a valer na semana passada e as centrais se movimentam no Congresso para driblá-la e voltar a tornar a contribuição sindical obrigatória para todos os trabalhadores, mesmo os não sindicalizados. Há uma chance de isso ser aprovado?

O imposto sindical acaba de deixar de ser obrigatório e passou a ser opcional, cada trabalhador decide se o paga ou não, com a entrada em vigor da reforma trabalhista, mas a contribuição que os trabalhadores dão aos sindicatos pode aumentar com a mudança. Agora, em vez de ter um dia de trabalho descontado todo ano (o correspondente a 4,5% de um salário), a contribuição será decidida em assembleia, sem um teto estabelecido. Duas das maiores centrais do País, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Força Sindical, defendem que de 6% a 13% de um salário mensal sejam destinados anualmente ao financiamento das entidades.

Criada para financiar a estrutura sindical, a nova “contribuição por negociação coletiva” é apoiada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), UGT e Força. Juntas, elas representam 51,8% dos trabalhadores sindicalizados. O valor defendido pela Força e UGT, porém, faria com que os empregados pagassem mais que um dia de trabalho aos sindicatos. O presidente da UGT, Ricardo Patah, defende 6% de um salário. “É um valor equilibrado que poderia ser dividido em 12 vezes.”

O secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, cita valor que poderia oscilar de 8% a 13%. Maior entidade do País, a CUT não divulga valor de referência e não participa do debate por considerar o governo Temer ilegítimo, mas historicamente manteve posição favorável à criação da contribuição. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) não emitiu posição oficial.

O presidente Michel Temer informou às centrais que o substituto do imposto sindical seria regulamentado por Medida Provisória. O texto, porém, não contemplou o assunto e, por isso, sindicalistas debatem qual valor é necessário para manter o funcionamento da estrutura sindical, diante da ameaça do fechamento de 3 mil sindicatos no Brasil.

O modelo em debate prevê aprovação anual, pelos trabalhadores, do valor a ser pago na mesma ocasião em que empregados e patrões negociam reajuste anual de salário. A contribuição será paga por todos os empregados beneficiados pela negociação coletiva – inclusive os não sindicalizados. Isso, na prática, torna a contribuição negocial obrigatória aos que tiverem reajuste anual de salário conforme o acertado na negociação coletiva liderada pelo sindicato. O funcionamento dessas assembleias está em discussão. Por enquanto, prevalece proposta de que o quórum mínimo dessas reuniões poderá ser de apenas 10% dos trabalhadores representados.

O Brasil tem sindicatos demais e não faz o menor sentido um trabalhador não sindicalizado sustentar sindicatos. Os sindicalistas controlam essas assembléias e elas não representam nem os sindicalizados, quem dirá os que não são sócios dos sindicatos.

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, disse nesta sexta-feira, 10, que a corrupção é “sistêmica” no Brasil e que pretende ampliar as operações feitas pela corporação, incluindo a Lava Jato. Isso afasta o temor de que a operação seja extinta?

Questionado sobre alterações na equipe da Lava Jato, Segóvia disse que o tema está sendo tratado na transição e as mudanças serão “naturais” e “paulatinas”. Ao contrário do que ele quis fazer parecer, de forma sibilina, isso significa que ele fará exatamente o que se espera de um vassalo de Sarney, com cujo clã conviveu socialmente no Maranhão e o indicou, e Eliseu Padilha, que apadrinhou sua candidatura junto a Temer.

Ele disse exatamente o seguinte: “A corrupção neste país é sistêmica, mas existe a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e vários órgãos que a combatem. Pretendemos continuar cada vez mais fortes nesse combate”, E completou: “A Polícia Federal está tranquila. A gente pretende continuar o trabalho e as mudanças serão feitas paulatinamente. Com certeza, sempre tem gente que está cansada e quer sair e tem gente nova que quer começar um trabalho”. Quem tiver alguma dúvida de que ele foi posto lá para “estancar a sangria”, como disse Romero Jucá, o Caju da Odebrecht, a Sérgio Machado, pode esquecer isso, pois ele também disse que sabe que terá de atuar politicamente. “Como diretor-geral tenho que trabalhar politicamente com vários órgãos, várias instituições, o que não quer dizer que a gente não combata os crimes. As instituições não cometem crimes, as pessoas cometem crimes. O que precisamos é melhorar as investigações, o foco das investigações.”, completou. Ou seja, ele foi posto lá para, no mínimo, retardar o ritmo da Lava Jato e usará a tática do diversionismo, fingindo combater a corrupção, desde que isso não atinja seus padrinhos do Quadrilhão do PMDB. Quem imagina que o apoio popular evitará que isso aconteça está convidado a responder a uma pergunta simples: como?

Os 75 anos de Paulinho da Viola, cidadão de bem, foram comemorados com toda justiça. Por isso, vamos de Pecado Capital, almirante Nelson.

SONORA Pecado capital

https://www.youtube.com/watch?v=w6ue4AGKrfk

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