Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Desastrado-geral

Comentário no Jornal Eldorado: Desastrado-geral

Num balanço, concluído em 15 de dezembro passado, dois analistas informaram ao delegado federal Cleyber Malta Lopes, responsável pela investigação sobre a edição da MP dos portos, que, para o aprofundamento da apuração, seriam necessárias algumas decisões importantes, entre elas a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Temer e outros investigados. Isso quer dizer que, ao que tudo indica, usando o verbo que entrou na moda com a correção da Reuters, Fernando Por qué no te callas Segóvia parece estar disputando o título de mais desastrado diretor da PF da História. Isso justamente no momento em que a instituição supera sua imagem negativa de instrumento do Estado policial para ser abraçada pela sociedade em manifestações de rua nas quais seus agentes chegaram a ser oradores.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 13 de fevereiro de 2018, às 7h30)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário

Segundo o jornal O Globo, o mais recente relatório do inquérito sobre supostas irregularidades cometidas pelo presidente Michel Temer na edição do decreto dos portos entra em choque com as declarações do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia, sobre a inexistência de indícios de crimes e a conclusão das investigações em pouco tempo. Isso quer dizer que, além do mais, ele mentiu?

Pois é. Num balanço, concluído em 15 de dezembro passado, dois analistas informaram ao delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pela investigação, que, para o aprofundamento da apuração, seriam necessárias algumas decisões importantes, entre elas a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Temer e outros investigados. O relatório foi revelado pelo GLOBO no mês passado. Lopes retorna essa semana de viagem internacional para se debruçar sobre o caso. Se as medidas recomendas pelos analistas forem acolhidas, o inquérito poderia ganhar novos desdobramentos e se prolongar por vários meses.

Em entrevista publicada na última sexta-feira pela agência Reuters, Segovia afirmou que os indícios encontrados até agora “são muito frágeis”. O chefe da PF também ressaltou que “não apareceu absolutamente nada que desse base” para qualquer acusação por corrupção.

A polícia investiga se houve fraude e pagamento de propina na edição do decreto 9.048/2017, que prorroga os contratos de concessão do setor portuário. Uma das suspeitas é que parte do decreto teria sido direcionado para favorecer a Rodrimar a partir de negociações supostamente intermediadas por Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer. A Rodrimar é uma das concessionárias do Porto de Santos.

Isso quer dizer que, ao que tudo indica, usando o verbo que entrou na moda com a correção da Reuters, Fernando Por qué no te callas Segóvia parece estar disputando o título de mais desastrado diretor da PF da História. Isso justamente no momento em que a instituição supera sua imagem negativa de instrumento do Estado policial para ser abraçada pela sociedade em manifestações de rua nas quais seus agentes chegaram a ser oradores.

Por que o presidente Michel Temer não respondeu ontem se Segovia tem condições de seguir no cargo? Será que ele acha que seu silêncio bastará para enfrentar o desgaste produzido pela lambança do subordinado e não percebe que só torna a situação ainda pior?

De fato, Carolina, em visita oficial a Roraima, Temer deixou repentina e subitamente a entrevista à imprensa quando perguntado pela Folha de S.Paulo se o chefe da Polícia Federal errou ao ter comentado sobre um inquérito em andamento. Os jornalistas presentes insistiram na pergunta, mas o emedebista apenas sorriu e acenou, sem responder se o diretor-geral continuará no posto. O ministro da Justiça, Torquato Jardim, também presente na visita oficial, não apareceu nem no pronunciamento à imprensa.

Ele tem se negado desde o final de semana a comentar entrevista concedida pelo diretor-geral à Reuters, na qual indicou que inquérito contra o presidente será arquivado. Segundo ele, até o momento as investigações não comprovaram que houve pagamento de propina pela Rodrimar para a edição de decreto que prorrogava concessão e arrendamento portuários.

O episódio causou uma crise interna na Polícia Federal e constrangimento ao delegado Cleyber Lopes, responsável pela apuração. Com a entrevista, delegados da Polícia Federal têm pressionado a ADPF (Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal) a se posicionar pela demissão do diretor-geral. Nos bastidores, o Palácio do Planalto avalia que Segovia errou, criou uma animosidade desnecessária dentro da Polícia Federal e atrapalhou a condução do inquérito.

Mas Temer não estava em Mangaratiba descansando com a família no carnaval. O que ele estava fazendo em Boa Vista?

O presidente viajou a Roraima para discutir com a governadora Suely Campos medidas para minimizar o impacto da entrada de milhares de refugiados da Venezuela. Ele foi recebido na entrada da sede do governo estadual com um protesto de entidades sindicais, que pediram a sua saída do cargo. Ele foi lá para anunciar que o Brasil criou uma força-tarefa para controlar o ingresso de venezuelanos em Roraima. De acordo com o plano, o Brasil dobrará o número de soldados armados nos pelotões de fronteira no Estado, com duplicação dos pontos de controle na fronteira, no interior  e entre Pacaraima e Boa Vista. Um  hospital de campanha em Pacaraima atenderá  atender o fluxo inicial dos venezuelanos.

Dobrar significa passar de 100 para 200, acredita? Além do mais, Temer prometeu solucionar crise de refugiados venezuelanos em Roraima até o fim do ano. Mas não levou um documento, uma portaria, um projeto de lei para isso. Foi de mãos abanando, e aliás, como é de seu hábito abanando muito, mas sem anunciar planos concretos e apenas papo e acenos.

Ele somente anunciou a assinatura de uma Medida Provisória decretando uma espécie de “estado de emergência social” em Roraima, e a criação de uma coordenação nacional, comandada por um general, para orientar a realização de programações que permitam melhorar as condições.

A quem o governo mais impopular da História da República pensa que engana com promessas, papos a meneios de mão? Temer prometem aliviar a situação do Estado onde opera politicamente um dos chefões do que Janot chamou de “quadrilhão do PMDB”, hoje MDB, Romero Jucá, que acaba de ter prescritos os crimes de que foi acusado num processo analisado ao longo de 14 anos e no qual o ministro do STF Gilmar Mendes passou cinco anos sentado em cima num pedido de vista. Na verdade, comenta-se a boca pequena que o presidente foi dar um cala boca no Nicolás Maduro, da Venezuela, para evitar que ele invada a Guiana. Maduro repetiu o ridículo de uma ameaça que Jânio Quadros fez quando presidente de invadir a Guiana. Agora é a Venezuela. E Temer promete evitar isso com 200 soldados. Quem é mais ridículo dos dois?

Por falar no STF, a defesa do ex-ministro Antonio Palocci pediu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que libere para julgamento do plenário seu pedido de liberdade. Será que desta vez ele consegue ou vai dar com os burros n’água?

O julgamento do habeas corpus do ex-ministro da Fazenda estava previsto para ser analisado em novembro do ano passado, mas foi suspenso a pedido da própria defesa. Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, a Operação Omertà. Entre os argumentos da defesa ao pedir a soltura do ex-ministro é o longo tempo da prisão preventiva, decretada nove meses antes da condenação. Seu caso ainda não foi julgado em segunda instância.

Palocci protagoniza alguns mistérios da Lava Jato. O maior deles é a insistência dele em fazer uma delação premiada e a insistente negação do Ministério Público Federal em concedê-la. Dá para desconfiar, pois, afinal, muita gente importante do chamado PIB nacional, banqueiros e outros que tais, sentem-se muito ameaçados pela língua presa do ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da casa civil de Dilma. Tem caroço nesse angu.

O empreiteiro Marcelo Odebrecht entregou à Operação Lava Jatouma nota fiscal no valor de R$ 250 mil e um comprovante de pagamento à produção do filme ‘Lula, o filho do Brasil’. O financiamento do longa é alvo de investigação da Polícia Federal. Por que ele só o fez agora?

O Blog do Fausto Macedo reproduz o documento intitulado “cota de patrocínio da obra intitulada ‘Lula, o filho do Brasil’. Conforme contrato”, aponta a nota emitida pela produtora Filmes do Equador, do cineasta Luiz Carlos Barreto. A cinebiografia do ex-presidente Lula estreou em 1º de janeiro de 2010 e custou cerca de R$ 12 milhões. O filme conta a história de Lula, desde a infância dramática no sertão de Pernambuco, aborda sua chegada a São Paulo no pau de arara, as dificuldades que enfrentou ao lado da família, o trabalho na indústria metalúrgica, as históricas campanhas grevistas dos anos 1970 que marcaram o ABC paulista e a ascensão ao topo do sindicato que o consagrou e impulsionou sua trajetória política. ‘Lula, o filho do Brasil’ é uma biografia baseada no livro homônimo da jornalista Denise Paraná.  O empreiteiro está cumprindo pena domiciliar e achou no computador o documento que tinha prometido aos investigadores da Lava Jato. Além de Marcelo Odebrecht, o citado foi convocado para prestar depoimento. O ex-ministro foi questionado, em 11 de dezembro, pelo delegado Filipe Hille Pace sobre a relação que supostamente teria com a produção do filme. O ex-ministro declarou, na ocasião, que ‘deseja colaborar na elucidação de tais fatos’, mas que ficaria em silêncio. Quando o caso foi revelado, o produtor do longa, Luiz Carlos Barreto, negou que tenha ocorrido tráfico de influência. Barreto disse também que negou o pedido de omissão feito pela Odebrecht. “Houve uma solicitação para que não incluíssemos o nome da empresa nos créditos do filme e dos materiais publicitários, condição essa que não foi, por nós, aceita”, afirmou. A fita foi um enorme fracasso e pode ser indicado, como diria a Reuters, como o primeiro sinal de que a bola do petista não está tão cheia assim como pensam seus devotos. Á época do lançamento, o ex-guerrilheiro César Benjamin provocou polêmica ao contar em artigo à Folha de S.Paulo que Lula disse ao marqueteiro que elegeu Bill Clinton com a frase É a economia, estúpido, que tentou estuprar um companheiro de leito na carceragem do DOPS. Mas o escândalo foi logo abafado. E, ainda assim, muito pouca gente acorreu às bilheterias, até porque o filme é muito ruim.

Apesar do reforço de 17 mil policiais anunciado pelo governador Luiz Fernando Pezão (MDB), a capital fluminense e a cidade de Niterói, na Região Metropolitana, viveram uma noite de domingo de carnaval repleta de arrastões e roubos à mão armada. O plano anunciado por Pezão e as tropas federais não evitaram a onda de violência?

De fato, assim como Temer fez em Boa Vista, de nada adiantou o lorotário de Pezão no Rio. Muito papo e pouca efetividade. Depois do falatório, adolescentes em bando assaltaram turistas na zona sul. Moradores da região enviaram vídeos para a Rede Globo mostrando a ação dos criminosos. A maioria aparenta ser menor de idade.

Para encerrar, que tal comentarmos o anúncio feito pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, outro do tal quadrilhão do MDB do Janot, e que agora se diz decepcionado com a política e afirma que ficará fora das eleições, segundo notícia da revista Épcoa em seu portal?

O anúncio merece dois comentários: o chororô de Padilha e a gargalhada do Rabugento

SONORA BEBÊ CHORÃO

SONORA GARGALHADA DO RABUGENTO

Uma das razões apresentadas por Padilha para ir para casa, como aconselhava aquele personagem de Jô Soares na TV  é que deputados não seguem orientações dos líderes das bancadas. “O bezerro não reconhece mais a vaca”, ele citou a frase do pessedista Vitorino Freire, que está na moda na atual crise brasileira. E atualiza o verso do sambista, o que dá pra rir dá pra chorar, problema de peso e medida. Ridículo é pouco.

SONORA Vassourinhas

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: O delegado desastrado

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: O delegado desastrado

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado na manhã da segunda-feira 12 de fevereiro de 2018 comentando o palpite pra lá de infeliz do diretor-geral da Polícia Federal de que a investigação da instituição no porto de Santos não encontrou nenhum ato de corrupção do presidente Temer, que o nomeou; as reações de Luís Roberto Barroso, que o intimou a se explicar, e de Carlos Marun, que disse que o inquérito não aponta nenhum delito, apesar de estar sob sigilo de Justiça e ele não ter explicado como ficou sabendo disso tudo; o ministro do STF Edson Fachin negando habeas corpus para garantir Lula solto depois da condenação em segunda instância; a decisão do STF sobre auxílio-moradia de procuradores e juízes, marcada para março; e a decisão estúpida do prefeito do Rio de viajar para a Europa durante a maior festa popular do mundo em sua cidade. Alexandre Garcia abordou Segóvia, Reuters e Barroso; Fux e Luiz Inácio, candidato irregistrável; e Temer entre a praia e Roraima. Em Direto da Fonte, Sonia Racy falou a respeito do encontro entre FHC  e Huck.

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Comentário no Jornal Eldorado: Cristiane Brasil de calças

Comentário no Jornal Eldorado: Cristiane Brasil de calças

A declaração de diretor geral da PF de que o inquérito do Porto de Santos vai ser encerrado sem ser caracterizado crime de corrupção de Temer, que o nomeou, é completamente desastrada. E não é a primeira: já o apelidei de Fernando Por qué no te callas Segóvia , porque ele sempre tende a falar demais e não é por acaso que sempre está armando alguma defesa prévia de Temer. Antes, tentou transformar a corridinha ridícula e suspeita de Rodrigo Rocha Loures com uma mala contendo R$ 500 mil em algo corriqueiro, não criminoso. Foi nomeado apenas pra livrar a cara do chefão nos inquéritos da PF. Esta não é uma injúria nem sequer uma hipoótese, mas a constatação de um fato. O problema é que o delegado Segóvia é uma Cristiane Brasil de calças. Ela teve a posse suspensa, ele deveria ter sido demitido.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 12 de fevereiro de 2018, às 7h30m)

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Para ouvir a marcha do Bola Preta, com Cármen Costa, clique no link abaixo:

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário

Eldorado 12 de fevereiro de 2018 – Segunda-feira

SONORA Marcha do bola preta, Carmen Costa

https://www.youtube.com/watch?v=_8VWzLuZwyw – Começar do começo

O diretor-geral da PF, Fernando Segovia, afirmou à Coluna que não pedirá demissão do cargo por causa da polêmica em torno de suas declarações à agência Reuters. Você acha que o caso é de demissão?

O delegado sugeriu, segundo noticiado pelo site de notícias, que o inquérito que investiga o presidente Michel Temer deve ser arquivado. Segovia alegou que foi mal interpretado sobre suas declarações.

Na próxima semana, Segovia terá que se explicar ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, relator do inquérito contra Temer. O ministro tomou a decisão com base na reportagem da Reuters. Ontem a agência de notícias retificou informação de que Segovia afirmou que o inquérito seria arquivado para indicou. Em que isso pode aliviar a lambança cometida pelo policial falastrão?

Segundo a Reuters, Segovia afirmou na sexta: “Até agora não apareceu absolutamente nada que desse base de ter uma corrupção…então assim os indícios são muito frágeis, na realidade, de que haja ou que houve algum tipo de influência realmente porque em tese o decreto não foi feito para beneficiar aquela empresa.” (Leonel Rocha).

A declaração de Segovia é completamente desastrada. Aliás não é a primeira. Tanto que já o apelidei de Fernando Por qué no te callas Segóvia desde logo após sua posse. Ele tende a falar demais e não é por acaso que sempre está armando alguma defesa prévia do presidente que o nomeou. A primeira patacoada de sua lavra foi quando tentou transformar a corridinha ridícula e suspeita de Rodrigo Rocha Loures com uma mala contendo 500 mil dólares na porta da pizzaria Camelo, em algum corriqueiro, não criminoso. Então, já ficou claro que sua nomeação não foi para outra coisa senão para livrar a cara do chefão nos inquéritos da PF. Ninguém duvidou um muito minuto que a assertiva indicou para usar o verbo com que a agência alemã de notícias caiu na galhofa geral em ple

no carnaval, nem mais um segundo de que esta não é uma hipótese nem muito menos uma injúria, mas a simples autenticidade de um fato óbvio. Aliás, cada vez mais reúnem-se as evidências de que Segóvia é uma espécie de Cristiane Brasil de calças. Até Sarney no meio da nomeação ambos têm. Cristiane foi escolhida depois de Sarney ter vetado a nomeação do preferido da bancada do PTB para o Ministério do Trabalho, Pedro Fernandes, uma obviedade mesmo com todos os desmentidos, que não são mais do que desculpas amarelas. E Segóvia recebeu todas as recomendações do soba maranhense. Ele, afinal, conseguiu a proeza de dirigir o Maranhão durante o reinado da dinastia Sarney e não apenas desconfiar de nada por ela praticado como até sair de lá com todas as cartas e mensagens de recomendação possível para o coleguinha emedebista Michel Temer.

Apesar da tentativa de atenuar a declaração infeliz, o ministro do STF Luis Roberto Barroso intimou Segovia a dar explicações a respeito. Será que o diretor da PF teria o que explicar?

Barroso não esperou nem o carnaval passar para escrever a respeito. E escreveu o seguinte: “Tendo em vista que tal conduta, se confirmada, é manifestamente imprópria e pode, em tese, caracterizar infração administrativa e até mesmo penal, determino a intimação do Senhor Diretor da Polícia Federal, delegado Fernando Segovia, para que confirme as declarações que foram publicadas, preste os esclarecimentos que lhe pareçam próprios e se abstenha de novas manifestações a respeito”.

 O ministro também pede que o Ministério Público Federal, como órgão de controle externo das atividades policiais, tome as providências “que entender cabíveis”. No despacho, Barroso lembra que o inquérito contra Temer ainda não foi concluído, que Segovia sinaliza para a possibilidade de punição ao delegado Cleyber Malta Lopes (que conduz o inquérito), que diligências ainda estão em curso “razão pela qual não devem ser objeto de comentários públicos” e que Segovia ainda não recebeu o relatório do delegado responsável, parecer da Procuradoria Geral da República (PGR) ou qualquer manifestação oficial dele, que é o relator do caso na Corte.

A preocupação de Barroso é justa e, como dizia o bambabam da Justiça no começo dos desgovernos Lula e Dilma, Márcio Thomaz Bastos, republicana. Afinal, o diretor da PF está jogando por terra a reputação de uma instituição que sempre foi manchada como um braço do Estado policial desde a época da ditadura militar e vinha recuperando sua imagem desde que jovens delegados com missão e espírito públicos a transformaram num exemplo para a sociedade que já chegou até a fazer manifestação de rua abraçando-a. O desserviço do novo chefão é evidente e cabe exatamente ao MPF e ao STF evitarem que esse desgasta seja inevitável, como também está ocorrendo no caso do auxílio-moradia dos juízes e procuradores que abala a fé e o prestígio desses servidores.

Após a intimação, o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, ligou, na noite de anteontem, para o ministro relator tentando explicar suas. Fez bem, isso resolve?

Não sei se fez bem, pois mostrou um certo açodamento que não dá muita credibilidade às justificativas vazias que ele tentou dar. De qualquer maneira, diante do que ele falou antes esse não é um erro capital. Os dois marcaram um encontro no dia 19, no Supremo Tribunal Federal. Na reunião, Segovia deve se explicar ao ministro. Assessores de Segovia preparam a transcrição da gravação para que o conteúdo seja entregue ao ministro. Aliás deste episódio ninguém sai bem, a não ser Barroso. A mancada foi extensiva à Reuters, uma agência de notícia que não pode ter sua credibilidade posta em dúvida, pois viva dela, e que terminou admitindo que ele não afirmou, mas indicou que o inquérito no porto de Santos tende a inocentar o presidente por falta de provas. A diferença é sutil, mas pode ter valor legal para atenuar a situação de Segóvia. De qualquer maneira, como de hábito, ele falou demais, falou o que não devia e merece não apenas reprimenda como também punição. Uma demissão não me parece viável, mas certamente seria a única forma que Temer teria de evitar que a obviedade de que nomeou um diretor de um órgão de Estado para atender a seus interesses jurídicos pessoais.

O pior de tudo é que na entrevista, Segovia fez ressalvas ao trabalho do delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pelas 50 perguntas feitas ao presidente. Isso daí nem a troca de afirmar por indicar salva.

Segovia também mandou uma carta enviada aos servidores da instituição, o diretor-geral da Polícia Federal negando que tenha anunciado o arquivamento do inquérito sobre supostas irregularidades cometidas pelo presidente Michel Temer na edição do decreto dos portos. De fato, não é o caso. E daí? A lambança está feita e, como no caso de Cristiane Brasil, Temer contar apenas com Marun não resolve nada.

Aliás, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, divulgou vídeo ontem no qual faz uma defesa do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia. Segundo o ministro, o delegado tem o “dever de observar inquéritos de grande repercussão, até para que a PF não seja utilizada como instrumento de guerra política”. A iniciativa de Marun ajuda Segovia a sair do embaraço?

Marun diz estranhar a “celeuma” em torno das declarações. “Já assisti dezenas, talvez até centenas de entrevistas de delegados, de promotores a respeito de inquéritos em andamento. Por isso até estranho essa celeuma que se estabelece no momento em que o diretor-geral da Polícia Federal verbaliza o óbvio: que num inquérito aonde não existem provas, não existem indícios, que não existe sequer a materialização do ato ilícito, tenha a tendência de ser arquivado”, afirma o ministro no vídeo divulgado ontem.

Da mesma forma que as intervenções de Marun no caso da nomeação da filha do ex-presidiário Roberto Jefferson para o Ministério do Trabalho não têm ajudado a suspender a proibição da Justiça, neste caso fica claro que o secretário de governo faz em ambos os episódios o papel do cafuçu (diabo, mequetrefe) do carnaval. Pode até virar Judas no sábado de aleluia.

Mudando de assunto, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, de forma liminar, um pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi correta?

A defesa do petista solicitou a Suprema Corte que ele fique em liberdade até que o processo contra ele tramite em julgado. A decisão é temporária e ainda será avaliada pelo plenário do tribunal.

A partir de agora cabe a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, colocar o assunto na pauta do dia, para que seja votado pelos 11 ministros que integram o colegiado da instituição. A defesa do ex-presidente Lula alega que o imediato cumprimento da pena após condenação em 2ª instância de Justiça viola o princípio constitucional da presunção de inocência.

Talvez o relator não tenha tido nada diferente a fazer. Agora a questão da prisão de Lula será entregue ao plenário e, se tivesse ido para a Segunda Turma, não há dúvida de que o habeas corpus seria concedido. Vamos esperar para ver como o STF se comporta no caso.

O STF (Supremo Tribunal Federal) pretende restringir o alcance do auxílio-moradia pago hoje a magistrados de todo o país. O tema, que tem abalado a imagem impecável dos magistrados perante a opinião pública, será mesmo abordado no plenário do STF ou as associações de magistrados têm alguma oportunidade de empurrá-lo até as calendas?

Segundo a Folha de S. Paulo apurou, algumas condicionantes devem ser estabelecidas pelos ministros, como, por exemplo, priorizar o benefício a juízes que trabalham fora de suas cidades –seria o caso de um magistrado transferido para Brasília para atuar por um período limitado em algum gabinete de um tribunal superior.

A ministra Cármen Lúcia avisou às entidades da magistratura que deve colocar o assunto em pauta no plenário durante o mês de março.

A ideia é julgar a liminar do ministro Luiz Fux, de 2014, que autorizou o pagamento no valor de R$ 4.378 a todos os juízes do país. A decisão incluiu inclusive aqueles com casa própria nas cidades onde trabalham.

Uma série de reportagens da Folha tem mostrado casos de juízes que recebem o auxílio mesmo com imóvel próprio na cidade onde trabalham –somente em Brasília, 26 ministros de tribunais superiores se enquadram nesse perfil. Isso ocorre também com os juízes Sergio Moro e Marcelo Bretas, que atuam na Operação Lava Jato. No domingo (10), o jornal mostrou ainda que Victor Laus e Leandro Paulsen, dois dos três magistrados federais responsáveis pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) adotam essa prática. No Supremo, nenhum deles recebe a ajuda, mas seis dos 11 ministros utilizam imóvel funcional, entre eles Gilmar Mendes, que possui imóvel próprio em Brasília, conforme mostrou a Folha. Certo é que o auxílio-moradia é um tiro no pé da estátua da justiça que andava merecendo o respeito da população depois do mensalão e da Lava Jato. E, como no caso do delegado Segóvia, esse tiro pode desmanchar a imagem positiva que a instituição tem gozado na sociedade brasileira.

SONORA Marcha do bola preta, Carmen Costa

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No Blog do Nêumanne: Cafuçus de carnaval

No Blog do Nêumanne: Cafuçus de carnaval

Trêfegos delegado, ministro e deputada se candidatam a grosseirões do tríduo momesco

É tradição da cultura popular brasileira que no Sábado de Aleluia figuras públicas que não gozam propriamente da simpatia popular sejam retratadas em bonecos e penduradas em postes tornados forcas,simbolizando o apóstolo Judas, que traiu Jesus por 30 moedas. Mas isso fica para a Quaresma. Estamos em pleno carnaval, que antecede a Semana Santa, e a figura que sintetiza o reinado da alegria e da efusão que antecipa o luto quaresmeiro agora é o próspero, gordo e bonachão Rei Momo. Deste blog proponho que, nesta época de crise e mesa magra, nós, cidadãos dos blocos e dos sofás no carnaval, sigamos o exemplo da Estação Primeira de Mangueira, que espinafrou o prefeito inimigo da folia no Rio, Marcelo Crivella, e elejamos o(s) cafuçu(s) que abra(m) caminho para os “enforcados” da véspera do Domingo de Páscoa.

Em sua página 364, o Dicionário Aurélio(3.ª Ed.) registra que cafuçu é um substantivo comum masculino com o qual os nordestinos, como o autor destas linhas, definem o diabo e usado em outras partes do Brasil para desqualificar indivíduo grosseiro, inábil. A última definição do verbete contempla um significado especificamente goiano, um roceiro asselvajado. Não passa de mera coincidência, mas o suficiente para “indicar” (como registraria a notícia corrigida pela agência britânica Reuters, até antes disso considerada fonte confiável de informação por leitores de notícias) o primeiro “indicado” (idem) para ocupar o trono da, apelando para o neologismo, “cafucice” militante, o natural do Estado onde nasceram irmãos Batista, marchantes de Anápolis, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Não se trata de nenhum deles, mas de alguém que assoma agora ao protagonismo do noticiário: o delegado federal Fernando Segóvia, nomeado por Temer para ocupar a Diretoria-Geral da Polícia Federal (PF) no momento em que a instituição do Estado ainda goza de enorme simpatia popular por sua participação nas investigações de corrupção da Operação Lava Jato e congêneres.

Não que nosso primeiro “indicado” para cafuçu do carnaval seja noviço (e certamente nocivo). Já há um tempo ele tem merecido destaque por uma das condições para personalizar a figura, a de se comportar como um macaco em loja de fina porcelana. Segóvia destacou-se a ponto de ser nomeado chefão de sua grei por ter passado pelo Maranhão e nada ter percebido de errado nas estripulias políticas do clã Sarney. E de São Luís saiu tão amigo da famiglia que foi designado pelo soba para ocupar o relevante posto na administração policial brasileira num momento em que quem o nomeou era objeto de várias investigações da instituição. E é…

Na posse na Diretoria-Geral da PF, o ex-adido na Embaixada brasileira na África do Sul, de onde dificilmente terá adquirido notório conhecimento técnico sobre atividades policiais, Segóvia chamou a atenção por haver declarado o seguinte: “A gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo, porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção. É um ponto de interrogação que fica hoje no imaginário popular brasileiro e que poderia ser respondido se a investigação tivesse mais tempo”. Quem tentar depositar R$ 10 mil, 50 vezes menos, num banco logo perceberá que o diretor-geral da PF não conhece a legislação financeira como deveria, pois se exige do cidadão que comprove a origem da quantia, o que até agora a instituição que ele assumiu não logrou informar ao distinto público pagante sobre a mala.

O leitor atento sentirá na prosódia do diretor certa familiaridade. Afinal, quem se consagrou nesse tipo de retórica tosca foi a ex-presidente Dilma Rousseff. Mas, pior do que o vernáculo chinfrim, o que mais caracteriza sua assertiva é a completa caradura de tentar com essa afirmação torpe dissociar o presidente que o nomeou de Rocha Loures, ex-assessor filmado correndo com a mala de dinheiro que recebeu do delator Ricardo Saud, da empresa dos irmãos Batista. Talvez ele pudesse ter poupado o distinto público de haver tomado conhecimento de que a PF agora não se encontra em tão distintas mãos. O autor destas linhas acha por bem lembrar a frase com que o ex-rei da Espanha Juan Carlos silenciou o tiranete venezuelano Hugo Chávez numa reunião em Santiago: “Por qué no te callas?”. Bem que Segóvia sempre tem merecido a alcunha em castelhano. Mas nunca ela vem tão a calhar quanto neste tríduo momesco, em que São Paulo deixa de ser túmulo do samba (apud Vinicius de Moraes) para levar à 23 de Maio uma multidão de humilhar a Marquês de Sapucaí e a rota do centenário Cordão do Bola Preta, no Rio.

Nestes dias de folia, o diretor-geral da PF passou um atestado ainda mais explícito de que não está no cargo para investigar nada, mas apenas para interpretar a lei penal de acordo com as ordens que recebe de quem o nomeou. O colega Leonel Rocha registrou na Coluna do Estadão que a Reuters informou que “Segóvia afirmou na sexta a respeito do inquérito sobre corrupção no porto de Santos, na qual Michel Temer é investigado: ‘Até agora não apareceu absolutamente nada que desse base de ter uma corrupção (sic) … então assim os indícios são muito frágeis, na realidade, de que haja ou que houve algum tipo de influência realmente porque em tese o decreto não foi feito para beneficiar aquela empresa’”. Críticos intransigentes diriam que ele agiu como um “baba ovo” do chefão.  Mas talvez até o delegado desastrado apreciasse esse caridoso eufemismo, pois age mesmo é como gari encarregado de jogar o lixo sob o tapete.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, relator das apurações policiais no Porto de Santos, por exemplo, encrespou-se. “Tendo em vista que tal conduta, se confirmada, é manifestamente imprópria e pode, em tese, caracterizar infração administrativa e até mesmo penal”, intimou o trêfego federal a prestar contas da frase, em nada atenuada pela galhofa a que se submeteu a Reuters ao substituir na edição definitiva o verbo afirmar por indicar. A ausência da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, na polêmica nos dias em que ela explodiu, pôs o ministro na condição de voz isolada da razão nesse episódio grotesco em que Fernando “Por qué no te callas?” Segóvia chegou ao desplante de ameaçar o subordinado encarregado do inquérito, seu colega Cleyber Matta Lopes, só porque o amado e sensível chefinho Temer não gostou do tom das 50 perguntas que lhe coube fazer ao próprio.

Do lado oposto, o solícito secretário de Governo de Temer registrou nas redes sociais, a seu estilo sub-Trump: “Já assisti dezenas (sic), talvez até centenas de entrevistas de delegados, de promotores a respeito de inquéritos em andamento. Por isso até estranho essa celeuma que se estabelece no momento em que o diretor-geral da Polícia Federal verbaliza o óbvio: que num inquérito aonde (sic) não existem provas, não existem indícios, que não existe sequer a materialização do ato ilícito, tenha a tendência de ser arquivado”. Os brasileiros ainda não entenderam como ele teve acesso tão minucioso a um processo mantido sob sigilo de Justiça.

Assim, ele repetiu a defesa de valentão de circo com que tentou justificar a polêmica judicial causada pela filha do ex-presidiário Roberto Jefferson, a deputada Cristiane Brasil (nunca um sobrenome terá sido usado de forma tão vã como neste caso), condenada em processo trabalhista e “indicada” para o Ministério do Trabalho neste ano em que caberá à dita pasta o único desafio que restará ao governo depois do pranto anunciado pela derrota na reforma da Previdência: o desemprego. O cafuçu de Mato Grosso do Sul absolveu a colega carioca de ter passado recado (também ao estilo Dilma) cercada de cavalheiros de torso nu numa lancha al mare, porque ele mesmo não frequenta praia de terno. Não é fofo? E mais: atribuiu a resistência da Justiça a manter suspensa a posse da trêfega infratora da Consolidação das Leis do Trabalho a “ativismo político”.

Como dificilmente Segóvia será demitido e novas patacoadas dele serão evitadas por ordem de Barroso, assim como a novela da sra. PTB poderá ficar no ar sob as bênçãos de Marun, ainda que ele não cumpra sua missão de “seu ministério pela minha reforma”, talvez tenhamos mesmo de “enforcar” os bonecos de Judas desses três cafuçus na Semana Santa.

  • Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne na segunda-feira 12 de fevereiro de 2019)

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Comentário no Jornal da Gazeta 1: Zero em Lava Jato

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Zero em Lava Jato

PF prende deputado, mas STF continua nota zero em Lava Jato

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 quinta-feira 8 de fevereiro de 2018)

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Rei de habeas corpus

Podcast Comentaristas do Jornal  Eldorado: Rei de habeas corpus

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal  Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – da sexta-feira 9 de fevereiro de 2018 opinando sobre os seguintes temas: o rei do habeas corpus Gilmar Mendes desconsidera o povão vitimado pelos corruptos que tira da cadeia; o zero à esquerda João Rodrigues, preso pela PF, não zerou os portadores de foro privilegiado na Lava Jato tornados impunes pelo STF; a inoportuna visita de Pertence a Fachin; a súbita mudança de opinião de Fux sobre a Ficha Limpa aplicada aos condenados em segunda instância; a indecisão da Câmara na hora de cassar deputados apenados pela Justiça; mais uma tentativa de Palocci de negociar delação premiada; o tamanho do rombo da Previdência; e o papo, não plano, de segurança de Pezão para o Rio. Eliane Cantanhêde advertiu que Fux pode não endurecer tanto quanto anunciou na posse contra os políticos fichas sujas; e a turma do Cabral entra bem no carnaval, com duas vitórias na justiça, mas ainda falta o próprio Cabral. Alexandre Garcia comentou que Antônio Palocci pede para falar; o presidente do TSE não quer brechas na ficha limpa; e Adriana Ancelmo e os cuidados com os filhos dela nas mãos do STJ. Em Direto da Fopnte, Sonia Racy abordou a inflação americana

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