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No Blog do Nêumanne: O crime que compensa

No Blog do Nêumanne: O crime que compensa

Chefões dos partidos querem distritão para não perder foro e bilhões para manter propinoduto

Imagine um País com bolsa voto e sem Lava Jato. Ou seja, com financiamentos bilionários de campanha pagos exclusivamente com verbas públicas de até R$ 6 bilhões por ano, o que dará aos políticos mais possibilidades de roubo, e a reeleição assegurada pelas propinas de hábito. Atente para esse paraíso dos mandatários desta porca República, pois quem vai bancá-lo somos nós, cidadãos e contribuintes espoliados pelo Estado estroina e com o patrimônio pessoal arrasado pela crise econômica. De um lado, o éden para delinquentes. Do outro, o inferno para justos.

Se você, caro leitor, está entre os que acreditam que a reforma da Previdência é necessária para tornar as contas públicas do Brasil viáveis, saiba que ela é apenas um pretexto retórico, não pertence à realidade dos fatos. Se, ao contrário, você está do lado daqueles que acreditam na lorota das contas previdenciárias superavitárias e que, portanto, está sendo armado um golpe, perca seu sono por outra causa. O golpe armado à nossa revelia é mais sórdido e insidioso. Os pais da Pátria, os zelosos defensores do novo lema de nossa bandeira – “crise e desordem” – nos lograrão com duas tungas abjetas: o distritão, para garantir o foro dos atuais mandatários, que só pensam na própria reeleição; e o fundo partidário, que nos deixará sem fundos no banco. Não restará sem-mandato que não tenha conta a pagar para que os mandatários continuem se refestelando no poder. Esse pacote de maldades resultará do único projeto que alcançará qualquer maioria no Senado e na Câmara: trate seu eleitor como um trouxa. Afinal, ele permite!

O sinal foi dado pelos deputados que não deixaram que o presidente, absolvido, junto com a petista Dilma Rousseff, da eleição mais fraudada da História da República de todas as fraudes, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por excesso de provas, fosse processado por corrupção passiva. Como tudo tem um preço, madama está liberada para ocupar cargo público, seja por um companheiro que a nomeie, seja por fiéis militantes que a elejam.

Michel Temer, escolhido para se juntar ao banquete do poder, do qual os aliados petistas se fartaram, mas apenas para roer ossos na despensa, ocupou o refeitório de forma legítima, e duas vezes. Dilma só chegou ao segundo turno das duas eleições seguidas que venceu por causa do apoio do partido dele, o PMDB, e isso legitimou a posse provisória e, depois, a definitiva dele à cabeceira da mesa farta. Depois foi, mais uma vez legitimamente, dispensado de ser processado pelo quórum constitucional de um terço dos deputados (157). Com 263, ultrapassou a meta em 109 e, de lambujem, foi anistiado por maioria absoluta dos votos (257) e mais meia dúzia. Assim, garantiu a permanência no poder até 2019.

Com 13 milhões e meio de desempregados aos pés e cercado por falências de todos os lados, o presidente partiu para bazófias ao estilo Trump, disparando torpedos em sua conta de Twitter para anunciar o fim da crise econômica, embora já se conte como certa a quebra de compromisso com o déficit público anunciado de R$ 139 bilhões. Diz-se um presidente reformista, mesmo que a mais esperada das reformas, a previdenciária, tenha destino similar ao do bebê Arthur, assassinado no ventre da mãe por uma bala perdida, no Rio.

Temer é autoindulgente, mas a aritmética é implacável. A reforma, impopular menos pela causa do que pelo pregoeiro, depende de 308 votos (três quintos) na Câmara. São 52 mais do que os recebidos para seu perdão prévio em plenário. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), garantem que a vitória chegará em setembro. É um diagnóstico similar ao feito pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, que decretou o fim do crime organizado no Rio: “Ele não é nem organizado nem poderoso. Ele não resiste à ação legal, obediente à lei, inerente ao Estado democrático de direito”, gabou-se.

Na cidade onde Arthur foi baleado e morto antes de ter nascido, a tal da Operação Onerat obrou esse milagre sem muitos esforços nem gastos: cumpriu 15 mandados de prisão, nove dos quais de criminosos que já estavam presos. Mais três pessoas foram presas em flagrante e se apreenderam três pistolas, duas granadas, quatro radiotransmissores, 16 carros e uma motocicleta. E sanear a Previdência vai ser mais barato ainda: a custo zero. Pois não há brasileiro de posse das faculdades mentais que acredite no milagre dessa emenda constitucional. A que realmente vingará será a dita política, da lavra do deputado Vicente (nada) Cândido (PT-SP).

Essa, sim, passará facilmente em todos os quóruns depois da adoção do “perdido por um, perdido por mil”, que os deputados revelaram na votação da quarta-feira 2 de agosto, mês do desgosto. Pois não se mostraram nada incomodados com os baíxíssimos índices de popularidade de Temer e deles todos. Ameaçados pelo “sem foro, com Moro”, esses desprezíveis representantes garantirão a reeleição com o distritão, que protege a nobiliarquia partidária, e o aluvião de propinas, que garante a compra do voto, passando ao largo da limpeza da devassa da Lava Jato.

O relator da suja reforma política avisou que não proporá mais a sórdida “emenda Lula”, que proibiria a prisão de candidatos (entre os quais o Guia do Povo) a partir do oitavo mês antes da eleição. Esclareceu, assim, que o anúncio da impunidade para garantir seu voto de volta não passava do bode que o camponês miserável internou em casa antes de descobrir que sem ele certamente a vida ia melhorar. Se a liberdade garantida do Aiatolula não passa de um bode malcheiroso, o distritão e o financiamento exclusivo de campanhas por bilhões do erário são o paraíso que os alvos da Lava Jato – os suspeitos, quem delinquiu, mas não foi revelado, e quem não caiu na tentação por não saber que aqui o crime compensa, sim, e muito – estão dispostos a fundar com números próximos da unanimidade.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag. 2ª do Estado de S. Paulo na quarta-feira 9 de agosto de 2017)

Para ler no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique no link abaixo:

http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/o-crime-compensa/

Nesta quarta, no Estadão: Com bolsa voto e sem Lava Jato

Nesta quarta, no Estadão: Com bolsa voto e sem Lava Jato

Passará a reforma que criará o distritão e tungará o cidadão em R$ 6 bilhões por ano

Imagine um País com bolsa voto e sem Lava Jato. Ou seja, com financiamentos bilionários de campanha pagos exclusivamente com verbas públicas de até R$ 6 bilhões por ano, o que dará aos políticos mais possibilidades de roubo, e a reeleição assegurada pelas propinas de hábito. Atente para esse paraíso dos mandatários desta porca República, pois quem vai bancá-lo somos nós, cidadãos e contribuintes espoliados pelo Estado estroina e com o patrimônio pessoal arrasado pela crise econômica. De um lado, o éden para delinquentes. Do outro, o inferno para justos.

Se você, caro leitor, está entre os que acreditam que a reforma da Previdência é necessária para tornar as contas públicas do Brasil viáveis, saiba que ela é apenas um pretexto retórico, não pertence à realidade dos fatos. Se, ao contrário, você está do lado daqueles que acreditam na lorota das contas previdenciárias superavitárias e que, portanto, está sendo armado um golpe, perca seu sono por outra causa. O golpe armado à nossa revelia é mais sórdido e insidioso. Os pais da Pátria, os zelosos defensores do novo lema de nossa bandeira – “crise e desordem” – nos lograrão com duas tungas abjetas: o distritão, para garantir o foro dos atuais mandatários, que só pensam na própria reeleição; e o fundo partidário, que nos deixará sem fundos no banco. Não restará sem-mandato que não tenha conta a pagar para que os mandatários continuem se refestelando no poder. Esse pacote de maldades resultará do único projeto que alcançará qualquer maioria no Senado e na Câmara: trate seu eleitor como um trouxa. Afinal, ele permite!

O sinal foi dado pelos deputados que não deixaram que o presidente, absolvido, junto com a petista Dilma Rousseff, da eleição mais fraudada da História da República de todas as fraudes, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por excesso de provas, fosse processado por corrupção passiva. Como tudo tem um preço, madama está liberada para ocupar cargo público, seja por um companheiro que a nomeie, seja por fiéis militantes que a elejam.

Michel Temer, escolhido para se juntar ao banquete do poder, do qual os aliados petistas se fartaram, mas apenas para roer ossos na despensa, ocupou o refeitório de forma legítima, e duas vezes. Dilma só chegou ao segundo turno das duas eleições seguidas que venceu por causa do apoio do partido dele, o PMDB, e isso legitimou a posse provisória e, depois, a definitiva dele à cabeceira da mesa farta. Depois foi, mais uma vez legitimamente, dispensado de ser processado pelo quórum constitucional de um terço dos deputados (157). Com 263, ultrapassou a meta em 109 e, de lambujem, foi anistiado por maioria absoluta dos votos (257) e mais meia dúzia. Assim, garantiu a permanência no poder até 2019.

Com 13 milhões e meio de desempregados aos pés e cercado por falências de todos os lados, o presidente partiu para bazófias ao estilo Trump, disparando torpedos em sua conta de Twitter para anunciar o fim da crise econômica, embora já se conte como certa a quebra de compromisso com o déficit público anunciado de R$ 139 bilhões. Diz-se um presidente reformista, mesmo que a mais esperada das reformas, a previdenciária, tenha destino similar ao do bebê Arthur, assassinado no ventre da mãe por uma bala perdida, no Rio.

Temer é autoindulgente, mas a aritmética é implacável. A reforma, impopular menos pela causa do que pelo pregoeiro, depende de 308 votos (três quintos) na Câmara. São 52 mais do que os recebidos para seu perdão prévio em plenário. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), garantem que a vitória chegará em setembro. É um diagnóstico similar ao feito pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, que decretou o fim do crime organizado no Rio: “Ele não é nem organizado nem poderoso. Ele não resiste à ação legal, obediente à lei, inerente ao Estado democrático de direito”, gabou-se.

Na cidade onde Arthur foi baleado e morto antes de ter nascido, a tal da Operação Onerat obrou esse milagre sem muitos esforços nem gastos: cumpriu 15 mandados de prisão, nove dos quais de criminosos que já estavam presos. Mais três pessoas foram presas em flagrante e se apreenderam três pistolas, duas granadas, quatro radiotransmissores, 16 carros e uma motocicleta. E sanear a Previdência vai ser mais barato ainda: a custo zero. Pois não há brasileiro de posse das faculdades mentais que acredite no milagre dessa emenda constitucional. A que realmente vingará será a dita política, da lavra do deputado Vicente (nada) Cândido (PT-SP).

Essa, sim, passará facilmente em todos os quóruns depois da adoção do “perdido por um, perdido por mil”, que os deputados revelaram na votação da quarta-feira 2 de agosto, mês do desgosto. Pois não se mostraram nada incomodados com os baíxíssimos índices de popularidade de Temer e deles todos. Ameaçados pelo “sem foro, com Moro”, esses desprezíveis representantes garantirão a reeleição com o distritão, que protege a nobiliarquia partidária, e o aluvião de propinas, que garante a compra do voto, passando ao largo da limpeza da devassa da Lava Jato.

O relator da suja reforma política avisou que não proporá mais a sórdida “emenda Lula”, que proibiria a prisão de candidatos (entre os quais o Guia do Povo) a partir do oitavo mês antes da eleição. Esclareceu, assim, que o anúncio da impunidade para garantir seu voto de volta não passava do bode que o camponês miserável internou em casa antes de descobrir que sem ele certamente a vida ia melhorar. Se a liberdade garantida do Aiatolula não passa de um bode malcheiroso, o distritão e o financiamento exclusivo de campanhas por bilhões do erário são o paraíso que os alvos da Lava Jato – os suspeitos, quem delinquiu, mas não foi revelado, e quem não caiu na tentação por não saber que aqui o crime compensa, sim, e muito – estão dispostos a fundar com números próximos da unanimidade.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag. 2ª do Estado de S. Paulo na quarta-feira 9 de agosto de 2017)

No Blog do Nêumanne: Manivas da mesma raiz

No Blog do Nêumanne: Manivas da mesma raiz

Esquerda e PSDB arriscam-se a ter do eleitor mesmo desprezo que lhe devotaram

O PSDB dividiu-se – ou seja, continuou em cima do muro, como era de esperar – na votação da Câmara do pedido de autorização para o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciar processo pedido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer. A esquerda – com o PT à frente e os lambe-botas de PCdoB, Psol, Rede Sustentabilidade e outros arautos do atraso stalinista – tentou de todas as formas obstruir a votação, usando expedientes regimentais e estudantadas. Mas os 22 votos para um lado e 21 para o outro dos tucanos e a intransigência de petistas e vassalos em geral eram, de fato, mera encenação. Com o mesmo cinismo, idênticos objetivos e táticas aparentemente diferentes, todos fingiram.

A dissidência “ideológica” e “ética” que se apartou do PMDB do doutor Ulysses a pretexto de se livrar da companhia imoral de Orestes Quércia e seus bate-paus é escrava de vícios aparentemente novos. Mas estes não passam de posturas entranhadas em seu DNA desde as origens até os dias atuais, período em que ocupa o segundo mais poderoso e rentável cargo público do País, a desgovernança do Estado de São Paulo, dividindo apenas por um curto período o mando com aliados do PFL, que virou DEM. Durante esse tempo, como os antigos amigos do PT, que viraram desafetos, locupletaram-se (será que não mais?) pra valer.

O Brasil só viria a conhecer a face gatuna dos coxinhas tucanos quando apareceu o áudio entregue por um delator a federais e procuradores em que um antigo presidente do partido, o pernambucano Sérgio Guerra, faz um acerto de R$ 10 milhões para atender ao pagador da propina, que não queria ser convocado a depor numa comissão parlamentar de inquérito (CPI)  qualquer do Congresso Nacional. Mas Sérgio Guerra estava morto quando foi denunciado. E tudo foi sepultado com ele.

Processos contra tucanos, não se sabe por que tipo de milagre, não costumam prosperar nas altas cortes de (in)Justiça. A História mostra que o mensalão, no qual o PT se esbaldou, foi inventado na tentativa vã de reeleger governador Eduardo Azeredo na campanha em que foi derrotado pelo ex-presidente Itamar Franco. Até o chamado operador – Marcos Valério – era o mesmo que fez o serviço sujo de Lula, Zé Dirceu et caterva. Mas até hoje o filho do prócer pessedista Renato Azeredo, grande amigo de Tancredo Neves, espera julgamento na segunda instância, não tendo ainda, portanto, de cumprir a pena de mais de 20 anos a que está condenado.

Aecinho, filho de Aécio Cunha, a cujo sobrenome preferiu, por motivos mais que óbvios, o do avô, durante algum tempo depois de derrotado por estreitíssima margem de votos pela petista Dilm,a Rousseff, fez o papel de mocinho no filme de gângsteres da política nacional.

Esse protagonismo durou pouco. O candidato do PSDB na eleição presidencial de 2014 nunca assumiu o papel de líder da banda do Brasil que se considerava sã só porque o lado oposto tinha sido flagrado em atos de absoluta podridão. Senador em metade de mandato, se entregou ao ócio do dolce far niente e deixou essas querelas de baixo clero para companheiros de plumagem menos vistosa. De início, bestalhões, como o autor deste texto, imaginaram que a oposição fajuta que ele liderava era apenas estúpida e indolente. Logo, contudo, a devassa da Operação Lava Jato foi demonstrando, pouco a pouco, que o PSDB e o PT não eram apenas maniva da mesma raiz, mas também farinha do mesmo saco. A temporada de Aecinho no governo das Alterosas não passou em branco em matéria de gatunagem, segundo revelaram figurões da empreita pesada que, depois, se tornaram delatores de alto coturno. A botija da fortuna era a hidrelétrica Furnas, de propriedade do governo mineiro, que o neto de Tancredo ocupou ao longo de dois mandatos.

No entanto, logo em seguida, antes mesmo de Joesley Batista, da JBS, revelar os volumosos conhecimentos de baixo calão do moço fino das Gerais, além de seus instintos assassinos (ameaçou matar o primo Fred, numa gravação do alcoviteiro de Viçosa), manifestou-se nele especial apetite por doações eleitorais falsamente legais ou egressas direto do propinoduto do bamba do abate. Ou seja, seus eleitores de 2014, que se enojavam com as revelações da rapinagem dos petistas para eleger a adversária dele, terminaram descobrindo que tinham mais era que se envergonhar da própria opção eleitoral. A eleição de Aecinho também funcionava com propina na veia. Ou inalada.

O processo no Tribunal Superior Eleitoral (PSDB), arquivado por excesso de provas, que o PSDB moveu contra a aliança PT-PMDB naquela maldita eleição perdida revelou uma história de trancoso na qual os coxinhas continham teor de putrefação moral e cívica em doses similares ao usado pelos adversários soit-disants socialistas. E os ex-orgulhosos do próprio voto, se não dispunham de bandidos favoritos, tiveram de se envergonhar da própria escolha por um candidato também sem moral.

Na revelação de que aquela maçã não tinha banda sã, os coxinhas descobriram que, de fato, o “PS do B”, sigla presidida pelo filho xará de Aécio Cunha havia processado Dilma & Temer só pra “sacanear”. Não dá, então, para se contrariar com a fissão dos coxinhas entre governistas, que mantiveram o mandato incólume de Temer, sob liderança do preguiçoso Aecinho, e rebeldes, que seguiram Tasso Jereissati, movimentando-se rapidamente rumo a uma coligação de esquerda que pode lançar seu antigo protegé Ciro Gomes, senhor do feudo republicano de Sobral, no caso do candidato Lulinha da Silva virar ficha-suja. O bom filho também volta à casa do mau irmão. E o “PS do B” divide-se, neste mês do desgosto, entre os que ainda mamam e os que reservam teta para mamar em 2019.

Ciro é o novo Temer da esquerda. E esta encenou a guerra contra o presidente na Câmara, mas, na verdade, comemorou a permanência do mordomo de filme de terror no palácio assombrado do Planalto, pois sabe que é melhor um adversário desmoralizado e impopular no papel de zumbi do que o eterno retorno do “fora qualquer um”. O PT e seus asseclas, que votaram em Temer, porque votaram em Dilma, não saíram do lugar em que já estavam. Mas não perdem por esperar, assim como os coxinhas. Pelo que indicam a direção dos ventos e o movimento das marés, o eleitor pode enterrar em 2018 essa encenação no lixão da História, que é o lugar que todos merecem. O “PS do B”, que é o PT metido a fino, e o PT, que sempre preferiu vinhos de boa cepa à cachaça de cabeça, candidatam-se neste momento a um féretro comum, sendo um o coveiro do outro e o outro, o cadáver de um.

* Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, na segunda-feira 8 de agosto de 2017)

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http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/maniva-da-mesma-raiz/

Poema para minha tia Maria Elisa. Nossa genealogia

Poema para minha tia Maria Elisa. Nossa genealogia

MINHA TIA, NOSSA GENEALOGIA

Noite destas sonhei
com tia Maria Elisa,
sua cabeça, bandeira da paz,
suas bochechas de Nhá Benta
de Zé Bento Monteiro Lobato,
seu sorriso, promessa de bonança.
É uma lembrança feliz
de minha infância no ermo.

O calor dos abraços de titia,
casada com nosso tio Dedé,
também tio dela por parte de pai
e meu tio-avô por parte dos pais,
meio irmão de meu avô paterno,
João Evangelista, pai de meu pai,
um gaiato infrene, nada solene.
E pleno irmão de minha avó materna.
Ou seja, titia era sobrinha e cunhada
de minha avó Quinou,
que dizia que este neto era arteiro,
um menino muito amostrado,
mas, no fundo, uma boa alma,
um generoso filho de Deus.
Deus te ouça, minha avó.

A “casa da fazenda”,
como assim era chamada
e a Deus era servida,
foi o reino de titia,
seu castelo sem fada.
Meus tios, sobrinhos dela,
proseavam à luz do luar.
O candeeiro só iluminava
o documento papal
que lhes abençoava a união,
firmado por um tal de Pio 12,
emoldurado e dependurado
em lugar de honra na parede,
considerado insigne parente:
a sagração do sangue comum,
no qual a saúde era apenas
uma indulgência nada plena.
E quando uma voz, no escuro,
contava que alguém envelhecera,
meu tio Quincas, historiador,
fazendo a própria genealogia,
solteiro paquerando prima,
com quem faria prole
para os galhos do arbusto,
dizia que velho mesmo era o pai
e, mais ainda, o avô. E eram, ora!

Tio Dedé, mãos calosas da lida,
prosa aguda de sabe-tudo da vida,
era os quatro braços do casal,
cão de guarda da rainha,
sobrinha, mulher, dona e mãe,
naquelas noites que o tempo não guardou.
Terezinha foi minha madrinha,
levou-me nos braços
e me apresentou à pia batismal.
Geraldo e Geraldina, gêmeos homônimos
do santo sempre presente, o tempo todo,
são meus primos em primeiro grau,
porque titia era irmã de papai
e, em segundo ou sei lá que grau,
porque meu tio era irmão de vovó.
E meio irmão de vovô!

Sonhei um sonho morno
na cozinha da casa grande
e no sonho estava Luíza,
uma moradora abobada,
silenciosa e simpática,
que estava ali só pra ajudar,
fazendo um pouco de tudo.
E também estava Maristela,
a prima que foi guardada
para cuidar de minha bisavó,
que chamávamos de Mãe Inda,
apelido e rima de Laurinda,
que meu bisavô Alexandre
conhecera na porta do mano Vicente:
um bebê abandonado por alguém.
Minha bisavó nunca saiu da rede,
mas não sonhei com nossas conversas
sobre fartura nos tempos do coroné.
Sonhei no calor da cozinha,
apesar de sombria,
iluminada pelo fogo
que aquecia o texto
sobre cujas panelas
tia Elisa mexia a sopa
e fazia doce de caju
espesso, escuro e único.
A mãe de Terezinha era dama de salão
e na cozinha seu aconchego
produzia afeto e boa comida.
Um veneno para diabéticos
como ela, meu pai, nossos avós e eu.
Sua voz, o doce mais doce,
mais doce do que o de batata doce,
contudo, não tinha venenos.
E chamava o duas vezes sobrinho de filho.

No sonho não éramos diabéticos
e nos fartávamos do aconchego de titia
e de seus doces caseiros
com sabor de vida e saudade.

JOSÉ NÊUMANNE PINTO

 

Eliza Pinto e Dedé Pinto, meus avós

Maria Eliza Pinto e Dedé Pinto, meus tios

 

 

Mamãe Mundica e Tio Quincas diante da casinha onde passaram sua infância na Fazenda Rio do Peixe, onde nasci.

Mamãe Mundica e Tio Quincas diante da casinha onde passaram sua infância na Fazenda Rio do Peixe, onde nasci.

 

Comentário no Jornal Eldorado: Até tu, Quadros?

Comentário no Jornal Eldorado: Até tu, Quadros?

Em plena penúria dos cofres públicos, Temer abriu mão de 5 bilhões e 400 milhões do Funrural. Está anunciando por prestações o aumento do rombo fiscal em pelo menos 20 bilhões, quem sabe 40. É um deus-nos-acuda, que inclui dois almoços, um com 58 ruralistas e mais alguns na casa do Heráclito de Teresina, não de Éfeso. E a oposição finge estar em guerra, mas aposta de verdade construição de um panorama em que o presidente fraco politicamente e de governabilidade de 4%, no máximo, permita que seu partido, o PT, livre-se da pecha de verdadeiro autor da catástrofe econômica que criou 14 milhões de desempregados. E a Anatel do dr. Juarez Quadros distribui bens da União para quem comprar políticos de todos os lados  Parodiando César, até tu, Quadros?

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – da quarta-feira 2 de agosto de 2017, às 7h30m)

Para ouvir clique no link abaixo e, em seguida, no play:

https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-0208-direto-ao-assunto

Para ouvir Alô, alô, marciano de Rita Lee com Elis Regina, clique no link abaixo:

Para ouvir no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique no link abaixo:

http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/ate-tu-quadros/

 

Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 2 de agosto de 2017 – Quarta-feira

Que conclusões você tira do dia de ontem em que, segundo a manchete do Estadão, Temer fez corpo a corpo em busca de “indefinidos”, a da Folha informa que, em ofensiva, Temer afagou ruralistas e o “baixo clero” e O Globo constatou que Temer foi ao limite? Em que essa mixórdia se transformará daqui a pouco na Câmara dos Deputados?

O presidente da República recebeu desde que foi denunciado 117 deputados, segundo relata a manchete do Globo no portal. Em sua primeira página no portal, o Estadão registrou que no jantar com deputados que foi vítima de “banditismo”. Ontem, meu Direto ao Assunto foi encerrado com Bala perdida, de Gabriel o Pensador e antes de concluir a citação musical final o rapper fez uma citação de um grande sucesso composto por Rita Lee e gravado por sua comadre Elis Regina: pra variar, estamos em guerra. Mas certo mesmo é que o ser humano está a maior loucura. As hostilidades de guerra não passavam de faz de conta, pois, para atender aos interesses dos grandes partidos políticos, da base e da oposição, a decisão já foi tomada e ela nada tem que ver com os 81% dos cidadãos brasileiros que disseram aos entrevistadores do Ibope Inteligência que gostariam que seus soit disants representantes autorizassem o Supremo Tribunal Federal a investigar o presidente da República por corrupção passiva, como pede o libelo acusatório assinado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em plena penúria dos cofres públicos, Temer abriu mão de 5 bilhões e 400 milhões do Funrural. Está anunciando por prestações o aumento do rombo fiscal em pelo menos 20 bilhões, quem sabe 40. É um deus-nos-acuda, que inclui dois almoços, um com 58 ruralistas e outros na casa do indefectível Heráclito Fortes, o de Teresina, não de Éfeso.

Entre uma refeição e outra, numa das quais recebeu 58 deputados, Temer não escondeu de ninguém sua atividade frenética e explícita. Ouçamo-lo

SONORA 0208 TEMER

Todos os lados mentiram descaradamente na véspera da votação histórica. O banditismo a que Temer se refere define seu hóspede noturno no Palácio do Jaburu, recebido com sua autorização, usando nome falso para passar pela guarda palaciana e carregando à sorrelfa um gravador para registrar, de forma precária, mas perfeitamente audível, uma conversa na qual o presidente da República prevaricava obviamente no único momento em que a Constituição não permite: durante o exercício do cargo mais elevado da República. Tudo o que ele disse de Joesley, depois desse encontro, foi a mais acachapante verdade, mas cada palavra pesada a que ele, seus advogados e seus soldados do Centrão usaram só torna mais repulsivo seu comportamento e todos os seus exércitos nessa batalha. Menos repulsiva não foi a atitude de seus antigos adversários e hoje aliados de ferro e fogo da cúpula do PSDB, que se agarra aos cargos do governo enquanto libera a soldadesca para votar como bem aprouver e, assim, não desperdiçar as chances eleitorais de outubro de 2018. A postura da esquerda, com o PT à frente, é mais sórdida. De um lado, Beto Mansur faz contas, Darcísio Perondi agride a tudo e a todos que finge enfrentar e  Carlos Marun oferece todas as versões de sua fácies suína . Do outro como se comporta o PT?

Vamos ouvir o líder do partido de Lula, almirante Nelson.

SONORA 0208 ZARATTINI

Enquanto o governador da Bahia, Rui Costa, que comanda uma equipe de petistas sob suas asas, liberou dois secretários para votar na Câmara, o líder Carlos Zarattini joga todas as suas fichas na tentativa de enganar o populacho, fingindo estar em guerra, mas apostando de verdade na tática de construir um panorama em que o presidente fraco politicamente e de governabilidade de 4%, no máximo, permita que seu partido, o PT, livre-se da pecha de verdadeiro autor da catástrofe econômica que criou 14 milhões de desempregados e outras canalhices idênticas, reservando uma possibilidade, se não realista, mas única possível para fazer do multirréu Luiz Inácio Lula da Silva candidato a acabar a limpeza suja dos cofres da viúva inaugurada por ele e completada por Dilma. Visto da ponte, o panorama parece normal. Mas de dentro dos acontecimentos reais, essa gente quer que o povo se expluda, como dizia o político que melhor retratou sua classe no Brasil em todos os tempos, mas principalmente agora, o personagem Justo Veríssimo de Chico Anísio.

Por falar em Lula, o portal do Estadão está dando em manchete e o jornal registra no alto da primeira página, ao lado do relato da falsa batalha, a notícia de que ele virou réu pela sexta vez, agora no caso do sítio em Atibaia. Que conseqüências isso trará para a batalha que você descreveu acima?

Segundo descreveu com a eficácia de sempre a equipe de Fausto Macedo, com Julia Affonso, Ricardo Brandt e Luiz Fernando Vassallo, O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está mais uma vez no banco dos réus. O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira, 1, a denúncia do Ministério Público Federal contra o petista por corrupção e lavagem de dinheiro nas obras do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, interior de São Paulo, Esta é a terceira denúncia contra Lula que Moro recebe. Ao todo, na Lava Jato e também nas Operações Zelotes e Janus, o ex-presidente Lula é réu em seis ações penais. Na ação do caso triplex, o petista foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 9 anos e 6 meses de prisão. egundo a nova acusação contra Lula, a Odebrecht, a OAS e também a empreiteira Schahin gastaram 1 milhão e 2 mil reais em obras de melhorias no sítio em troca de contratos com a Petrobrás. A denúncia inclui ao todo 13 acusados, entre eles executivos da empreiteira e aliados do ex-presidente, até seu compadre, o advogado Roberto Teixeira. De acordo com o documento de acusação dos promotores, “Luiz Inácio Lula da Silva, de modo consciente e voluntário, no contexto das atividades de organização criminosa, em concurso e unidade de desígnios com Emílio Odebrecht, Alexandrino Alencar, Carlos Armando Paschoal, Emyr Diniz Costa Júnior, Rogério Aurélio Pimentel, Roberto Teixeira e Fernando Bittar, no período compreendido entre 27 de outubro de 2010 e junho de 2011, dissimularam e ocultaram a origem, a movimentação, a disposição e a propriedade de aproximadamente 700 mil reais provenientes dos crimes de cartel, fraude a licitação e corrupção praticados pela Odebrecht em detrimento da Petrobrás, por meio da realização de reformas estruturais e de acabamento no sítio de Atibaia”.

A aceitação pelo juiz Sérgio Moro da denúncia torna Lula um caso à parte na Justiça criminal brasileira. Vamos fazer uma metáfora futebolística, bem ao gosto dele, corintiano de quatro costados. Há 87 anos o Brasil disputou no Uruguai a primeira Copa do Mundo da Fifa da História. De lá até a que foi realizada e vergonhosamente perdida em casa, ganhou cinco no esporte que é nossa maior paixão nacional. Em seus menos de 70 anos Lula conseguiu virar réu em seis processos, acrescentando um detalhe importante, mas pouco construtivo de um currículo singular do operário braçal, que foi carregador de lavanderia, torneiro mecânico, líder sindical, dono de um partido político, duas vezes presidente da República e patrono indiscutível de mais dois mandatos não cumpridos integralmente por sua afilhada e pau mandada Dilma Rousseff, egressa da resistência armada na luta contra a ditadura militar que terminou derrubada por meios pacíficos e democráticos pela elite política que ele só desprezava da boca pra fora.

Mas ele, seus defensores e devotos seguidores, que significam, no mínimo, 30%, quase um terço da sociedade brasileira, insistem que se trata de mera perseguição política. Eles não têm razão?

Claro que não. Lula é réu em 3 processos da Lava Jato sob Moro em Curitiba e mais 3 por conta do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da Justiça Federal de Brasília. Dá pra acreditar numa conspiração tão espalhada geograficamente e tratando de crimes tão diferentes: ocultação de um apartamento na praia e de um sítio na serra, uso de prestígio político para favorecer um sobrinho da ex-mulher em Angola, África, recebimento de vantagem financeira ilícita para influir na compra de caças oferecidos pela Suécia e pela França… Aliás, neste caso, dois comandantes da Aeronáutica, Juniti Sato, no governo dele, outro, Nivaldo Rossato, no atual, de seu ex-aliado e hoje inimigo providencial Michel Temer depuseram a seu favor. Ou seja, os militares, tidos como esperança de uma direita burra e truculenta, comum na História do Brasil, não conspiram contra ele. Fernando Henrique Cardoso, que ele apoiou para o Senado em 1982 e virou seu alvo favorito e inimigo preferencial, foi convocado por seus advogados para fazer a mesma coisa. Cadê a conspiração? Ora, acreditar em duendes na floresta, entidades do mal em fluidos alcoólicos e frangos em encruzilhada, vudu e outras crendices é muito mais lógico e racional do que atribuir perseguição tão cruel, tão variada e tão documentada. Neste caso do sítio, por exemplo, os promotores conseguiram documentar quase 300 viagens de automóveis de sua propriedade para a propriedade que eles mesmos atribuem aos sócios e amigos do filho. Acreditar nisso exige autos de fé que ultrapassam aqueles que queimavam suspeitas de bruxaria da Idade Média. Que razões pessoais, políticas, ideológicas ou de rivalidade futebolística teriam Moro e Vallisney para persegui-lo? Nem a mais tresloucada ficção científica seria capaz de encontrá-las buscando coincidência em fatos reais.

Primeiro foram os procuradores que determinaram aumento de 16% para si próprios. Agora são os juízes? Isso é mesmo verdade ou é intriga?

É fabuloso, incrível, extraordinário, mas é verdade. Leio nota de Sônia Racy no Estadão: representantes da Anamatra, Ajufe e AMB foram à ministra Cármen Lúcia pedir que ela inclua na proposta orçamentária do Supremo aumento para a… magistratura. Entendem que existem perdas acumuladas em relação aos subsídios para remuneração dos membros do Poder Judiciário, criados em 1998 por emenda constitucional. A ministra ficou rouca de tanto ouvir…

No panorama surrealista do Brasil contemporâneo, os heróis da devassa da corrupção, os mais populares profissionais de Justiça da História têm a caradura de pedir para o Estado depauperado, assaltado e empobrecido aumentar seus privilégios já bem consideráveis.

Vou aproveitar meus últimos minutos para acrescentar uma denúncia de dinheiro jogado fora nesta situação de penúria.

Matéria do Valor de ontem, “Credores da Oi se queixa em negociações” informa que os credores não estão satisfeitos com o plano que os sócios ofereceram. Os credores alegam que pela lei de falências americana, os credores ficariam com 95% da Oi. Os acionistas da Oi propõem aos credores 25% da companhia. Essa história da Oi está longa demais. Em abril de 2017, o escritório de advocacia Wald Advogados Associados foi nomeado pelo juiz da 7ª Vara Empresarial do Rio para ser o único administrador da recuperação judicial da Oi. O credores reclamam também da falta de transparência nessa concordada e um dos motivos é que o escritório Wald também advoga para Nelson Tanure. Está por trás de tudo isso, a velha história de “garfar” a União. Corrompe-se a autoridade, que inventa uma história de extrema necessidade, que é para o bem de todos e felicidade geral da nação. O modus operandi da Odebrecht, antes da Lava Jato, claro. Esse assunto da Oi não é brincadeira. Existe uma dívida da Oi com a União de R$ 20 bilhões, que tem de se paga. A AGU tem de defender o patrimônio da União assim como o TCU. A Oi deveria ir para os credores que deveriam pagar a dívida com a Anatel, e os acionistas receberem o que sobrar, se sobrar.
Hoje Lauro Jardim traz a nota “Quantos votos” “se chegar perto dos 300 será, de fato, uma prova de força de Michel Temer na Câmara.”  Faltou dizer aqui que essa força custou a nação R$ 134 milhões em emendas e aumento dos impostos.
E assim segue o Brasil. Distribuição de bens da União para quem pagar os políticos.
Até tu Quadros.

Como se dizia antigamente, pare o mundo que eu quero descer.

Mas antes vamos ouvir Elis cantando Rita e falando do panorama geral brasileiro, que os jornais noticiam. Som na caixa, almirante Nelson.

Estadão às 5: As três guerras de Temer

Estadão às 5: As três guerras de Temer

O Ibope Inteligência dando conta de que 81% dos eleitores brasileiros querem que dois terços dos deputados federais autorizem o STF a abrir o processo por corrupção passiva movido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, 79% consideram quem votar contra a acusação é cúmplice dele e 73% acham que esses parlamentares não deveriam ser reeleitos em 2018 mostra que Temer tem uma batalha quase perdida no campo político. Isso, contudo, não quer dizer que ele não possa vencer a batalha jurídica, como já aconteceu no TSE que arquivou o processo contra a chapa em que foi vice da Dilma por “excesso de provas”. E a parlamentar, que seus aliados consideram antecipadamente vencida, embora não seja certo sequer que haverá a votação na quarta-feira 2 de agosto próxima. Este foi o primeiro tema debatido por mim e pelo âncora Emanuel Bomfim, da Rádio Eldorado, no Estadão às 5, transmitido do estúdio da TV Estadão dentro da redação do jornal e retransmitido ao vivo pelas redes sociais Youtube, Twitter, Facebook e Periscope Estadão na segunda-feira 31 de julho de 2017, às 17 horas.

Para ver o vídeo com a íntegra do programa clique no link abaixo:

Deputado Vladimir Costa (SD-PA) tatuou no ombro sua solidariedade à permanência de Temer

Deputado Vladimir Costa (SD-PA) tatuou no ombro sua solidariedade à permanência de Temer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para vê-lo no blog do Nêumanne, Politica, Estadão, clique no link abaixo:

http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/as-tres-guerras-de-temer/

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