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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Do anonimato ao poder

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Do anonimato ao poder

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado na segunda-feira 11 de dezembro de 2017 com o seguintes assuntos: Marun prontinho para assumir a secretaria de Governo de Temer; Alckmin batendo duro em Lula e garantindo PSDB a favor da reforma da Previdência; Lula indo ao Rio pagar mico duplo: e a tragédia prisional brasileira flagrada em seu tamanho total. Eliane Cantanhêde comentou esta semana decisiva para a reforma da Previdência, com posse de novo ministro e início da discussão no plenário da Câmara e Temer se dizendo otimista (e está mesmo, hein?; e o PSDB que elegeu Alckmin presidente do partido, mas a convenção não foi uma festa e as angústias e divisões continuam. Alexandre Garcia falou da convenção do PSDB em Brasília; de Marun, agora negociador da Previdência; e do MST bloqueado no Paraná.Gustavo Loyola abordou o Boletim Focus. E, em Direto da Fonte, Sonia Racy resumiu o que o presidente do Insper falou sobre a dependência do Brasil em relação ao resto do mundo.

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Comentário no Jornal Eldorado: Nem tudo estará no lugar

Comentário no Jornal Eldorado: Nem tudo estará no lugar

Mesmo Marun assumindo Secretaria de Governo e Aloysio Nunes ficanda no Itamaraty nem tudo estará no seu lugar no governo Temer. Tenho insistido que o PSDB perdeu a eleição de 2014 e, portanto, sua entrada no governo é um desrespeito à decisão do eleitor e um erro histórico do partido, que perdeu o rumo da História de vez por empáfia, apetite de cargos e falta de vergonha na cara. Quanto a Marun, acho estranho que raramente se lembra que ele foi valet de chambre, criado de quarto, de Cunha, sendo o único que falou em favor do Caranguejo da Odebrecht na votação em que foi também um dos dez votos, além de ter visitado o padrinho há um ano na cadeia em Curitiba, usando passagem paga pelo contribuinte. Denunciado, ele devolveu o dinheiro, mas isso em nada muda a situação, como lembrou Bernardo de Melo Franco em artigo no fim de semana na Folha de S. Paulo. De qualquer maneira, Marun é a cara do governo atual: baixíssimo clero, pouca moral e muita truculência. De que adianta a péssima equipe de comunicação do presidente fazer campanhas para melhorar sua popularidade se a cúpula é ocupada por gente desse jaez?

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 12 de dezembro de 2017, às 7h30m)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 11 de dezembro de 2017 – Segunda-feira

O Palácio do Planalto confirmou na noite de sábado que o presidente Michel Temer convidou o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para assumir a Secretaria de Governo, Pasta responsável pela articulação política. A posse, segundo comunicado oficial da Presidência da República, vai ser na tarde da próxima quinta-feira. Até lá, o tucano Antonio Imbassahy vai permanecer no cargo. Quer dizer, então, a partir de então tudo estará em seu lugar?

Carlos Marun já tinha sido premiado antes com a relatoria da CPMI da JBS, assume a articulação política com o Congresso num momento em que o governo enfrenta muitas dificuldades para votar a reforma da Previdência na Câmara para pagar todos os seus serviços prestados a Temer. Lembra-se da dancinha no dia em que a Câmara negou permissão ao STF para investigar o presidente? Pois então…

SONORA Marun Tudo Está no seu lugar

http://www.midiamax.com.br/politica/video-marun-canta-danca-benito-di-paula-votar-contra-denuncia-357319

O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, pediu demissão na última sexta-feira, um dia antes da convenção nacional do PSDB. Em carta de três páginas enviada ao presidente Michel Temer, Imbassahy disse que foi um grande desafio atuar na função em um período de radicalização pós-impeachment, com uma grande fragmentação partidária, “em meio a enormes dificuldades econômicas e fiscais”.

O titular das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, será o único tucano que permanecerá no governo.

Ou seja, nem tudo estará no seu lugar. Eu tenho insistido aqui que o PSDB perdeu a eleição de 2014 e, portanto, sua entrada no governo é um desrespeito à decisão do eleitor e um erro histórico do partido, que perdeu o rumo da História de vez por empáfia, apetite de cargos e falta de vergonha na cara. Quanto a Marun, acho estranho que raramente se lembra que ele foi valet de chambre, criado de quarto, de Cunha, sendo o único que falou em favor do Caranguejo da Odebrecht na votação em que foi também um dos dez votos, além de ter visitado Cunha há um ano na cadeia em Curitiba e usando passagem paga pelo contribuinte. Denunciado, ele devolveu o dinheiro, mas isso em nada muda a situação, como lembrou Bernardo de Melo Franco em artigo no fim de semana na Folha de S. Paulo. De qualquer maneira, Marun é a cara do governo atual: baixíssimo clero, pouca moral e muita truculência. De que adianta a péssima equipe de comunicação do presidente fazer campanhas para melhorar sua popularidade se a cúpula é ocupada por gente desse jaez?

Antes de Lula e Dilma viajarem para o Rio, você comentou que vários petistas acharam que a decisão seria uma fria, pois colaria a imagem dos ex-presidentes à da cúpula do PMDB daquele Estado, protagonista de escândalos horrendos. Os fatos confirmaram sua opinião?

Lembro-me de ter dito a vocês que somente prosélitos completamente cegos, surdos e mudos pela ideologia acreditariam em lorotas como a de Lula discursando na Comperj da Petrobrás e culpando a Lava Jato, que entregou na mesma ocasião 600 milhões de reais à estatal petroleira, fato que tornou a fala de Lula ridícula. E também alertei que, se a tal caravana foi uma decepção no Nordeste, seria um vexame no Rio. Passei o fim de semana lá e na ocasião li uma nota do Antagonista que resumiu como a ida da dupla ao Estado governado por Pezão foi um tiro no pé. Vamos ao relato: Lula e Dilma Rousseff reuniram na quinta-feira pouco mais de 400 militantes em Belford Roxo, onde, em disputas presidenciais, já conquistaram mais de 70% dos votos. O cálculo é de um petista, segundo a Folha. “Em Duque de Caxias, cidade visitada antes, foram fechadas duas ruas laterais à praça onde o ato foi realizado. Mas apenas uma lateral do carro de som foi ocupada por militantes. À noite, em Nova Iguaçu, a grande praça reservada ao encontro teve ocupação parcial.(…) No Rio [a cidade], também foi baixa a presença de apoiadores nas atividades de natureza sindical. Na quarta-feira (6), um protesto contra a interrupção das obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) reuniu cerca de 200 pessoas.”Em Nova Iguaçu, apenas 150 marcaram presença.

À exceção da UERJ, onde Lula reuniu 2 mil pessoas na concha acústica, a terceira caravana do petista não passou de animação de bingo.

Enquanto isso, em tom muito mais duro que o habitual, o governador Geraldo Alckmin assumeiu a presidência do PSDB com uma fala crítica a  Lula, que muitos apontam como seu possível adversário nas eleições presidenciais. O que o governador disse de inusual?

Alcmin, apelidado de picolé de chuchu, extamente por seu tom monocórdio e conciliador, disse, ao assumir sábado a presidência do PSDB em convenção em Brasília  que “os brasileiros não são tolos. Sabem, hoje, do método lulopetista de confundir para dividir, iludir para reinar”,

“Mas vejam a audácia dessa turma. Depois de ter quebrado o Brasil, Lula diz que quer voltar ao poder. Ou seja, meus amigos: ele quer voltar à cena do crime.” A fala dura contra Lula e o PT contrasta com o estilo conciliador de Alckmin, cuja pertinência é questionada por setores da classe política em meio à crise e polarização no país.

Com seu estilo de “jogar parado”, porém, o governador paulista se fortaleceu dentro do PSDB a ponto de ter assumido a presidência do partido e ser pule de dez para a escolha do candidato à Presidência. Quanto ao favoritismo de Lula na pesquisa DataFolha é muito cedo para falar nisso e as notícias sobre a decisão da segunda instância, que tende a confirmar a condenação do ex-presidente em primeira instância por Sérgio Moro, tornam a eventual disputa presidencial uma espécie de filme de terror que não terá muito como se confirmar na prática.

O Estadão noticia hoje em manchete que Alckmin já enfrenta resistências para cumprir seu primeiro desafio político à frente do partido, que seria levar toda a bancada da Câmara a apoiar a reforma da Previdência, com discussão marcada para esta semana e votação prevista na próxima. O que você acha disso?

Ontem o presidente Temer cogitou a possibilidade de votação da reforma da Previdência para 2018. Ainda assim, Michel Temer mencionpi que, talvez, os parlamentares consigam votar até o fim deste ano.

SONORA 1112 A TEMER

Um dos problemas foi relatado na principal notícia do Estadão hoje dá conta de que, de fato, os tucanos continuam sendo um empecilho a esses planos, pois não há uma perspectiva muito otimista para a adesão dos tucanos à reforma de Temer. Segundo relato do repórter Pedro Venceslau, de Brasília, onde ele foi cobrir a convenção, parte dos deputados rejeita uma eventual imposição da Executiva nacional da legenda e qualquer possibilidade de punição caso votem contra as mudanças nas regras da aposentadoria. A direção tucana ainda não decidiu sobre o tema.

O governador de São Paulo surpreendeu até mesmo aliados ao defender essa proposta publicamente após a convenção na qual foi eleito, anteontem, em Brasília. Seu gesto, associado aos elogios à agenda de reformas e à política econômica do governo Michel Temer, foi bem recebido pelo Palácio do Planalto e pode abrir uma janela de negociação com o PMDB para a próxima eleição.

Ao assumir a prsidência do partido, Alckmin fez uma profissão de fé na necessidade das reformas

SONORA 1112 ALCKMIN

No entanto, a posição do PSDB a respeito da reforma da previdência não o confirma e é uma traição, mais do que a Temer, de cujo governo está desembarcando, à história do próprio partido e à sua tradição de oposição aos desgovernos Lula e Dilma, este substituído pelo vice dela, Temer, à própria história do partido. É uma demonstração prática de que realmente as denúncias de que os tucanos também meteram o focinho no coxo em que o PT e o PMDB emporcalharam a administração pública brasileira fazem todo sentido. Como perderam a eleição de 2014, os tucanos tinham de ajudar Temer a fazer as reformas, mas nunca participar do governo provisório, tendo sido derrotados na eleição presidencial. Venceu o afã de ocupar cargos no governo federal e de fazer a politicagem vagabunda que se recusa a enfrentar pra valer os desafios de impedir a completa falência do Estado brasileiro. A reforma da Previdência é uma necessidade que transcende a governos, partidos, movimentos e tudo o mais, mas é premente para o cidadão, que se vê diante do quadro trágico do completo desmantelo das contas públicas empreendidos por Lula, Dilma et caterva.

Também neste fim de semana, ficamos sabendo que o número de presos no Brasil cresceu 6% somente nos seis primeiros meses deste ano, intensificando uma tendência que fez do Brasil um dos três países do mundo com maior aumento da população carcerária nas últimas duas décadas. Quer dizer que a tragédia continua e se agrava?

Isso mesmo. Isso dói e faz chorar. Segundo dados recém-divulgados pelo Ministério da Justiça, o número total de presos em penitenciárias e delegacias brasileiras subiu de 514.582 em dezembro de 2011 para 549.577 em julho deste ano. Uma das principais consequências desse aumento é a superlotação das prisões, já que novas vagas não são criadas na mesma velocidade que o aumento do número de presos. Em julho, havia um déficit de 250.504 vagas nas prisões do país, segundo os dados oficiais.

Em 1992, o Brasil tinha um total de 114.377 presos, o equivalente a 74 presos por 100 mil habitantes. Em julho de 2012, essa proporção chegou a 288 presos por 100 mil habitantes. No período, houve um aumento de 380,5% no número total de presos e de 289,2% na proporção por 100 mil habitantes, enquanto a população total do país cresceu 28%.

Segundo levantamento feito a pedido da BBC Brasil pelo especialista Roy Wamsley, diretor do anuário online World Prison Brief (WPB), nas últimas duas décadas o ritmo de crescimento da população carcerária brasileira só foi superado pelo do Cambodja (cujo número de presos passou de 1.981 em 1994 para 15.404 em 2011, um aumento de 678% em 17 anos) e está em nível ligeiramente inferior ao de El Salvador (de 5.348 presos em 1992 para 25.949 em 2011, um aumento de 385% em 19 anos).

Se a tendência de crescimento recente for mantida, em dois ou três anos a população carcerária brasileira tomará o posto de terceira maior do mundo em números absolutos da Rússia, que registrou recentemente uma redução no número de presos, de 864.197 ao final de 2010 para 708.300 em novembro deste ano, segundo o último dado disponível.

“Por mais esforço que o Estado faça, não dá conta de construir mais vagas no mesmo ritmo”, admite o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, Augusto Rossini.

Isso faz parte da tragédia da insegurança pública brasileira, mas também do quadro tétrico da administração pública em geral. A degradação das prisões compõe o cenário das estradas assassinas, dos museus, arquivos e da Biblioteca Nacional literalmente jogados às traças. No Brasil, os Poderes Executivo e Legislativo usam os recursos públicos para cevar os porcos que os controlam, enquanto o cidadão assiste à ruína de uma gestão indigna de ser definida como pública. Na verdade, nada está no seu lugar, infelizmente.

SONORA Tudo está no seu lugar Benito di Paula

https://www.youtube.com/watch?v=mHuNWTl99mY

Comentário no Jornal da Gazeta: Recorde do cinismo

Comentário no Jornal da Gazeta: Recorde do cinismo

Ao acusar a Lava Jato de ser a responsável pela falência do Rio de Janeiro e a penúria do cidadão fluminense em discurso no Comperj, refinaria da Petrobrás cujos cofres foram devastados no desgoverno dele e no de seu poste Dilma, o multirréu Luiz Inácio Lula da Silva está criando uma nova jurisprudência no direito internacional: se o réu está encalacrado ele pode culpar o juiz, promotores e policiais que o condenam pelo crime que ele cometeu e assim sair inocente do processo. Ou seja, a culpa pelo crime não é do criminoso, mas da lei e da justiça. O cinismo dele atingiu o cúmulo, superando o ex-governador Sérgio Cabral, do PMDB, ao qual o PT se associou para produzir a desgraça geral: patrocinaram a falência do Estado e a penúria do cidadão fluminense, culpou os agentes da lei e ele correu pra galera. Eles não têm limites mesmo.

(Comentário no Jornal Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 8 de dezembro de 2017, às 7h30m)

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Abaixo, a degravação da íntegra do comentário

Eldorado 8 de dezembro de 2017 Sexta-feira

Em caravana há três dias pelo Espírito Santo e o Rio, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ontem que a Operação Lava Jato teria ajudado a quebrar o Rio de Janeiro. Até que ponto ela pode ter razão, por mínima que seja?

“A Lava Jato não pode fazer o que está fazendo com o Rio. É preciso fazer uma distinção: se um empresário errou, prende o empresário. Mas não precisa quebrar a empresa,  porque quem paga o pato é o trabalhador, que é inocente”, afirmou o petista. “Por causa de meia dúzia que eles dizem que roubou, e que ainda não provaram, não podem causar o prejuízo que estão causando à Petrobras”, completou, em um ato em Maricá, cidade praiana a 60 quilômetros da capital fluminense governada pelo PT.

“Eu nunca na minha vida vi o Rio tão pobre, infeliz, quase na falência. O governador não tem 1% de aprovação, o outro governador está preso, o outro também, a governadora também, o presidente da assembleia também. A política está em processo de destruição no País e o Rio é a grande vítima disso”, continuou, referindo-se ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), aos ex-governadores Sérgio Cabral  (PMDB), Anthony Garotinho  (PR) e Rosinha Garotinho (PR) e ao presidente afastado da Alerj Jorge Picciani (PMDB).

O multirréu Luiz Inácio Lula da Silva está criando uma nova jurisprudência no direito internacional. Se o réu está encalacrado ele pode culpar o juiz, promotores e policiais que o condenam pelo crime que ele cometeu e assim sair inocente do processo. Ou seja, a culpa pelo crime não é do criminoso, mas da lei e da justiça. O cinismo dele atingiu o cúmulo. Patrocinou a falência do Rio e a penúria do cidadão fluminense, culpou os agentes da lei e correu pros braços da galera. Não tem limites mesmo.

Julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre poder das assembléias de livrarem seus membros foi suspenso em suspense com 5 votos a 4 no placar provisório, faltando 1 para fixar maioria com 2 para votar. Será que a cúpula do Judiciário não se entende sobre nada?

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu nesta quinta-feira (7) o julgamento de três ações diretas de inconstitucionalidade que questionam a imunidade conferida a deputados estaduais pelas Constituições do Rio de Janeiro, do Mato Grosso e do Rio Grande do Norte. Cármen decidiu aguardar o retorno dos ministros Ricardo Lewandowski (que está de licença médica) e Luís Roberto Barroso (que cumpre agenda no exterior), para concluir a análise do tema.

SONORA 0812 LUCIA

Não há previsão de quando o julgamento vai ser concluído, mas a volta do ministro Barroso está prevista para a semana que vem – a presidente do Supremo quer aguardar os dois. A discussão sobre a imunidade de deputados estaduais dividiu o plenário do Supremo: cinco ministros (Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Cármen) votaram contra a possibilidade de as assembleias revogarem prisões contra deputados estaduais, enquanto outros quatro integrantes da Corte (Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Celso de Mello) se posicionaram a favor dessa possibilidade.

SONORA 0812 MELO

O Judiciário atingiu um tal grau de politicagem e espírito serviçal aos políticos de plantão, que aprovaram seus membros para o auge da carreira que nem se pode mais falar em tribunal, mas na soma de 11 ministros que agem cada um de acordo com suas idéias, interesses e ambições. É a zorra total e isso faz um mal imenso à democracia. O STF deixou de ser inútil para atrapalhar a democracia agindo em nome da justiça e da lei.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, decretou a quebra de sigilo fiscal e bancário do senador Aécio Neves (PSDB). Isso quer dizer que os tucanos deixaram de ser imunes à lei?

O período alcançado pela medida vai de 1ª janeiro de 2014 até 18 de maio deste ano, ‘a fim de rastrear a origem e o destino dos recursos supostamente ilícitos. A cautelar abarca, inclusive, os meses que antecederam a eleição presidencial daquele ano em que o tucano foi derrotado por Dilma Roussef (PT).

A quebra de sigilo, requerida pela procuradora-geral, Raquel Dodge, se estende a outros investigados na Operação Patmos – suposta propina de R$ 2 milhões da JBS para o senador. São alvos da cautelar a irmã e o primo do tucano, Andrea Neves e Frederico Pacheco, o ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Souza, e as empresas Tapera e ENM Auditoria e Consultoria.

Ao pedir a quebra de sigilo bancário e fiscal do tucano, Raquel mencionou que o presidente da J&F Investimentos S.A., Joesley Batista, e Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais, ‘descreveram relação espúria entre o grupo empresarial e o senador da República Aécio Neves da Cunha, reportando-se ao pagamento de propina, no valor de R$ 60 milhões, em 2014, realizada por meio da apresentação de notas fiscais frias a diversas empresas indicadas pelo parlamentar’. De acordo com Saud e Joesley, os valores serviam para a suposta compra de partidos que apoiariam o tucano nas eleições daquele ano. Raquel ressaltou ainda ‘a utilização, pelo parlamentar, do mandato para atender a interesses do grupo, indicando, como exemplo, a liberação de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS de pessoas jurídicas da J&F Investimento.

A procuradora-geral ainda voltou a mencionar as supostas propinas de R$ 2 milhões da JBS, alvo da Operação Patmos ao embasar o pedido de quebra de sigilo. Na mesma decisão, Marco Aurélio ainda negou a quebra de sigilo do filho do senador Zeze Perrella (PMDB), Gustavo Henrique Perrela Amaral Costa e do contador Euler Nogueira Mendes. O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o senador Aécio Neves, disse que a medida tomada pelo ministro Marco Aurélio Mello ‘é absolutamente normal na fase de inquérito’. Mello também tirou da prisão domiciliar e a tornozeleira eletrônica de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves(PSDB-MG). A decisão alcança o primo do tucano Frederico Pacheco, o Fred, e o ex-assessor parlamentar Mendherson Souza Lima, do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

O elogio de Torón ao ministro demonstra claramente que pode haver acordo entre este e a defesa. Sou capaz de apostar que nada de delituoso será encontrado nas contas de Aécio. Se eu ganhar esta aposta chegaremos à triste conclusão de que não se pode mais esperar justiça do STF.

Como fica Sérgio Cabral depois que o ex-amigo e assessor que se diz seu operador fez delação premiada e o entregou ao juiz?

Interrogado na 7ª Vara Federal Criminal, como delator, o principal operador do suposto esquema de corrupção chefiado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB), Carlos Miranda, confirmou que empresas contratadas pelo Estado pagavam 5% por contrato à organização criminosa do peemedebista. Ele também confirmou a afirmação do empresário Fernando Cavendish, da Delta Construções, de que abateu o valor de um anel comprado para a ex-primeira dama do Estado, Adriana Ancelmo – cerca de R$ 800 mil – de propina repassada a Cabral.

“Fernando Cavendish me informou que tinha esse gasto para ser descontado desta propina e eu fiz a contabilidade desse valor”, disse o novo delator ao juiz Marcelo Bretas. Miranda fechou delação com o Ministério Público Federal (MPF), homologada pelo Supremo Tribunal Federa (STF). A informação foi divulgada pela defesa do próprio delator durante o depoimento.

Sérgio Cabral já atingiu o ápice da falta de decoro em seus depoimentos a Marcelo Brêtas. Isso, contudo, não adianta. O tal do Miranda pôs por terra todas as suas alegações. E em Maricá Lula mostrou que ele é um cínico aprendiz, que convence ainda menos do que o petista multirréu.

O governo já comprometeu R$ 43,2 bilhões nos próximos anos para aprovar a reforma da Previdência, mas o esforço ainda não favorece a contabilidade de votos do Planalto. Até agora, só o PMDB e o PTB decidiram obrigar seus deputados a apoiar a proposta. E agora?

Partidos com ministérios, como o PSD – de Henrique Meirelles e Gilberto Kassab – além do DEM, ainda não tomaram essa decisão. O PP, que comanda Saúde, Cidades e Agricultura não obrigará o voto a favor, mas disse que vai garantir 90% de votos favoráveis da bancada.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou nesta quinta-feira, 7, a investidores que, caso a votação não se viabilize antes das eleições do ano que vem, confia na aprovação em 2019, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A indicação de Maia foi interpretada como uma forma de preparar o mercado para uma eventual frustração da aprovação do projeto ainda no governo Michel Temer.

O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), anunciou nesta quinta-feira que a votação foi marcada para dia 18.

Eunício também presidirá sessão extraordinária do Senado para garantir aprovação de uma série de projetos que foram negociados como barganha pela reforma, entre eles renegociações de débitos tributários de micro e pequenas empresas e do setor rural, além da compensação de R$ 1,9 bilhão a Estados e municípios por conta de desonerações de ICMS nas exportações. No total, já foram comprometidos R$ 43,2 bilhões.

Há quem diga no governo que Temer cedeu antes da hora, colocando o ajuste fiscal em risco. A preocupação da equipe econômica é que o aumento das despesas, principalmente em 2018, comprometa o teto de gastos, que limita o avanço das despesas à inflação.

Além disso, renúncias de receitas podem deixar o governo sem margem de manobra para cumprir a meta fiscal em caso de qualquer frustração nas receitas. O certo é que a reforma está desmilinguindo e fica cada vez mais evidente que vai sobrar tudo para o presidente eleito em 2018 conseguir fazer aprovar no Congresso renovado uma reforma que de fato evite o desmoronamento total das contas públicas.

Segundo Lauro Jardim, no Globol, “as negociações da Oi fervem. O que está acontecendo que não tenha sido previsto ainda?

O colega publicou que não foi tranquila a reunião entre credores e Eurico Teles, o CEO que assumiu a negociação da recuperação judicial da empresa após seu antecessor, Marco Schroeder, ter se demitido acusando pressões dos acionistas. Os bondholders Aurelius e o G3 não aceitaram a proposta de Teles, que quer seguir o plano anterior do conselho de administração, com algumas concessões. Pela conta dos credores, uma diluição de 60 a 70%.

O Aurelius e G3 não topam a proposta. Pede ao seu amigo para tentar ligar para esses Aurelius e G3 e tentar saber o que está acontecendo e quem são os advogados desses credores

E La nave va, meus amigos. Temos de ficar alertas e prometo que não vou deixar essa gente avançar sobre nossa economia. Estarei sempre alerta.

SONORA Cambalache Carlos Gardel

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Mentira infame

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Mentira infame

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 8 de dezembro de 2017 denunciando a mentira infame de Lula, que inculpa a Lava Jato pelos crimes pelos quais ele foi e ainda será condenado; o STF incapaz de entrar em acordo sobre qualquer coisa; Marco Aurélio, do dito STF, fingindo que quer mesmo encontrar delitos na quebra do sigilo bancário de Aécio e soltando a mana Andréa do senador; Sérgio Cabral fingindo-se de santarrão para o juiz Brêtas; os enormes gastos que Temer faz para economizar com a reforma da Previdência; e mais um me engana que eu gosto da Oi. Eliane Cantanhede contou que, com base em pesquisa no Congresso, governo decide enviar projeto de privatização da Eletrobrás na semana que vem (mais uma pedreira); e que amanhã haverá convenção do PSDB, num momento difícil para o partido. Alexandre Garcia comentou Cabral e seu delator, ex-amigo de infância; o sigilo bancário e fiscal de Aécio quebrado; e a bagunça da reforma da Previdência. Em Direto da Fonte, Sonia Racy relatou que Armínio Fraga vê sinais de ‘populismo’ no ar no Brasil.

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Comentário no Jornal da Gazeta 2: Tapeando a galera

Comentário no Jornal da Gazeta 2: Tapeando a galera

Quebra de sigilo bancário de Aécio é tão inócua que advogado aplaudiu

(Comentário no Jornal da Gazeta 2 da quinta-feira 7 de dezembro de 2017)

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