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Direto ao Assunto no YouTube: Flávio 01, mais um rolo

Direto ao Assunto no YouTube: Flávio 01, mais um rolo

O procurador-geral da República, Augusto Aras, está cada vez mais fornecendo provas de que não procura nada e deve ter o nome de seu cargo alterado para puxa saco presidencial da república. Diante da impossibilidade de fazer ouvidos de mercador às acusações que Paulo Marinho fez a Jair e Flávio Bolsonaro, resolveu abrir inquérito específico para a entrevista que o ex-amigo do clã deu à Folha de S.Paulo, mas o certo seria incluí-la no inquérito que cuida das acusações feitas por Moro. De qualquer maneira, já está mais do que na hora de cuidar especificamente do filhote 01, cuja capivara de crimes cresce a olhos vistos. Agora revelou-se que um de seus assessores escalados para conversar com o vazador da PF dos serviços prestados pela ala bolsonarista da polícia judiciária à famiglia, o advogado Victor Granado Alves, recebeu R$ 500 mil do Fundo Partidário, criado pelo papi, para defender o clã em ações privadas, como revela a documentação de uma delas. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 
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Comentário no Jornal Eldorado: A facção bolsonarista da PF

Comentário no Jornal Eldorado: A facção bolsonarista da PF

Paulo Marinho, empresário carioca que emprestou a própria casa para Jair Bolsonaro usar como estúdio de TV de sua propaganda na campanha e é suplente do senador Flávio, o filho 02 do poderoso chefão, contou à colunista Mônica Bergamo da Folha de S.Paulo que este lhe contou que foi avisado por um delegado bolsonarista que o Coaf tinha entregue à PF relatório sobre movimentação financeira atípica de seu fac totum no gabinete da Alerj, Fabrício Queiroz. A história é coerente com os fatos, pois o então deputado estadual no Rio demitiu o ex-sargento da PM e a filha dele antes de a informação ser publicada pelo Estadão em dezembro de 2018, quando seu pai era presidente eleito. Bolsonaro é denunciado por crimes gravíssimos, um dos quais da alçada da Justiça Eleitoral. Resta saber se Aras se dispõe a denunciar.

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Assuntos para comentário da segunda-feira 18 de maio de 2020:

1 – Haisem – Em que as informações dadas pelo empresário Paulo Marinho, em cuja casa no Rio funcionou o QG de comunicação da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência, confirma de forma contundente as acusações de Sérgio Moro contra Jair Bolsonaro sobre tentativa de controlar a Polícia Federal para proteger um amigo e a família

2 – Carolina – Se a repórter Thaís Oyama garante que o federal que vazou a investigação sobre a rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alert que este não foi Alexandre Ramagem que o fez, a versão de Paulo Marinho justifica o sonho do presidente da Republica de torná-lo diretor da PF

3 – Haisem – Em que a reportagem de Fausto Macedo em seu Blog no Portal do Estadão pôs por terra as versões fictícias narradas pelo Palácio do Planalto segundo as quais o presidente da República se referia ao Gabinete de Segurança Institucional, e não à Polícia Federal, como motivo de sua ira na reunião do Conselho de Governo, que está para ter o sigilo derrubado pelo relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello

4 – Carolina – PGR pede para PF ouvir empresário que relatou vazamento a Flávio – Este é o título de uma notícia na capa do Portal do Estadão. Você acha que o impacto desta revelação poderá convencer o procurador-geral da República, Augusto Aras, a, enfim, pedir que Supremo Tribunal Federal investigue o presidente e a família Bolsonaro

5 – Haisem – Bolsonaro leva 11 ministros a ato de apoiadores – Diz chamada de primeira página da edição do Estadão de hoje. O que mais chamou sua atenção neste episódio

6 – Carolina – Estados dão reajustes a servidores no meio da pandemia – Diz manchete de primeira página do Estadão de hoje. O que há de revelador e relevante nesta notícia, a seu ver

Comentário no Jornal da Gazeta: Marinho denuncia dois Bolsonaros

Comentário no Jornal da Gazeta: Marinho denuncia dois Bolsonaros

A denúncia de Paulo Marinho, ex-aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro, em entrevista a Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, merece a maior atenção das autoridades policiais e judiciárias. Afinal, ela revela crimes gravíssimos do presidente da República, encaixa-se em fatos notórios e permite a cassação de sua chapa com Mourão pela Justiça Eleitoral. Quem duvida o rabo espicha.

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No Blog do Nêumanne: Marinho encalacra Bolsonaro de vez

No Blog do Nêumanne: Marinho encalacra Bolsonaro de vez

José Nêumanne

Entrevista de empresário cria quatro problemas novos para presidente: é verossímil, revela crimes gravíssimos, encaixa-se em fatos notórios e permite cassação de sua chapa na Justiça Eleitoral

A entrevista do empresário Paulo Marinho à colunista Mônica Bergamo, publicada na Folha de S.Paulo de domingo 17 de maio, tem um efeito de bomba de hidrogênio sobre o destino do presidente da República, Jair Bolsonaro, e, em consequência, de suas vítimas, cidadãos brasileiros.

Bolsonarista de primeira hora, com relevantes serviços prestados ao vencedor do pleito presidencial, entre os quais a cessão de sua mansão no Rio para servir de quartel-general da comunicação da campanha da chapa formada por dois militares, o próprio e o vice, general Hamilton Mourão, o entrevistado contou um fato de inegável verossimilhança. Disse que o filho do capitão, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, lhe contou que um delegado da Polícia Federal (PF) vazou a informação sigilosa de que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhou à Operação Furna da Onça, da Lava Jato, relatório sobre movimentação de R$ 1,2 milhão em contas do caixa informal do clã, Fabrício Queiroz.

No relato, Marinho ofereceu, de lambujem, mais quatro testemunhas: o ex-coronel Miguel Braga, chefe de gabinete do 01 de Jair, hoje senador; a funcionária Val Meliga, de sua total confiança e irmã de dois milicianos presos na Operação Quatro Elementos; e os advogados Victor Alves, que até hoje trabalha no gabinete do senador, e Christiano Fragoso. De acordo com o entrevistado, o encontro do primogênito do presidente com ele e Christiano Fragoso, que ele mesmo havia indicado ao então presidente eleito para cuidar do caso, ocorreu na quinta-feira 13 de dezembro de 2018 na casa que serviu de estúdio na campanha deste.

A versão apresentada pelo filho 01 do presidente foi de que o ex-coronel Braga, o advogado Victor e a funcionária Val foram ao encontro marcado por telefone com o policial à porta da sede da PF na Praça Mauá.  O delegado ­– que, segundo a repórter Thaís Oyama, do UOL, autora do livro Tormenta, contendo bastidores do governo federal, atende por um apelido, e não é o ex-segurança do presidente depois do atentado em Juiz de Fora, Alexandre Ramagem – narrou-lhes sobre “milhões movimentados” por Fabrício Queiroz, que administrava o gabinete do 01 na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), apontados pelo Coaf como suspeita “movimentação ilícita”.

O delegado disse ainda que a operação estava sendo adiada para depois do segundo turno para não prejudicar o então deputado federal na eleição presidencial pelo PSL. E sugeriu que fossem demitidos Fabrício, do cargo de “assessor parlamentar 3” que ocupava no gabinete da Alerj, e sua filha Natália, que era “secretária parlamentar” no gabinete do pai.

Pai e filha foram demitidos em 15 de outubro. Esse fato particular viria a conhecimento público após a publicação pelo Estadão do primeiro furo jornalístico sobre o episódio, em 6 de dezembro, com a revelação do documento do Coaf e do inquérito do Ministério Público (MP) e da PF em reportagem de Fábio Serapião no blog de Fausto Macedo. O escândalo, contudo, não mobilizou os políticos a ponto de adiar a posse da chapa vencedora nem de perturbar os primeiros 500 dias do governo federal. Apesar das desculpas esfarrapadas que sempre inspiram notas oficiais da família presidencial tentando defender o indefensável. Argumentos estúpidos como o do senador alegando que a publicação motivava prejudicar a gestão do pai presidente. E o conto de carochinha sobre um depósito de Fabrício na conta de Michelle, sua mulher, como pagamento de parcela de uma dívida do assessor com ele. Que caradura!

Só que o caso pôs em evidência suspeitas conexões de pai, filho e seu trêfego espírito de porco com as milícias que disputam com o tráfico de drogas o poder paralelo na periferia miserável do Rio. Fabrício, que serviu na brigada de paraquedistas com Jair Messias e se tornou amigo íntimo dele e conviva de churrascos e pescarias, é suspeito de ter prestado serviços a milicianos. E não é a única conexão entre a família do presidente e tal prática criminosa. O 01 condecorou o capitão miliciano da Polícia Militar Adriano da Nóbrega com a Medalha Tiradentes, da Alerj, alegando tê-lo como herói do Bope. Mas o “comendador” já estava, na ocasião, preso por homicídio. Nessa condição também teve o privilégio de contar com o deputado Bolsonaro em seu julgamento, o que propiciou ao parlamentar um emocionado discurso em sua defesa na tribuna da Alerj. Mais tarde, “seu” Jair viu-se enredado na execução da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, por ser vizinho de condomínio dos acusados da execução do crime pela polícia estadual, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz.

  O capitão miliciano foi assassinado covardemente por tropas policiais baianas com ajuda de agentes da polícia estadual fluminense, em Esplanada (BA). Até agora os agentes do governador Wilson Witzel e o MP do Rio não revelaram os mandantes do assassinato da vereadora do PSOL e de seu motorista, em 14 de março de 2018. Nada também têm a dizer sobre a eventual queima desse arquivo em 9 de fevereiro de 2020.

Aliás, o MP do Rio nunca explicou por que Fabrício Queiroz ainda não depôs no inquérito cuja abertura foi adiada, conforme a elucidativa e definitiva entrevista de Marinho, que acaba de fornecer uma peça aparentemente pequena do quebra-cabeça que foi escondida da sociedade brasileira nestes últimos anos, apesar de todas as evidências do envolvimento do clã Bolsonaro. Agora chegou a hora da elucidação total de um caso horrendo e mantido oculto por desfaçatez e falta de caráter de todos. É uma caixa de Pandora da qual o empresário carioca entregou a chave. Para ser aberta se demanda mais vergonha na cara do que coragem.

A Nação exige comportamento diferente do oportunista procurador-geral da União. Augusto Aras, que tem poupado o presidente da República com tanto zelo que passa a merecer a mudança da denominação de seu alto cargo de procurador-geral da República para “puxassaco-presidencial”. Depois que Bolsonaro prestigiou e apoiou manifestantes golpistas pela terceira vez, um à frente do QG do Exército e dois na Praça dos Três Poderes, ele “passou o pano”. Mas pode recuperar o terreno perdido se  aproveitar a oportunosa ensancha dada por Paulo Marinho e incluir sua entrevista no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a seu pedido, para investigar as graves acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro contra o ex-chefe. Para isso teria de apensá-la pelas evidências oferecidas pelo clã no poder republicano. Fatos, apenas fatos.

As questões são óbvias. Por que Bolsonaro disse que seu sonho era fazer do presidente da Agência Brasileira de Inteligência (quanta estupidez!), Alexandre Ramagem, diretor-geral da PF? Por que nomeou para esse posto o obscuro lugar-tenente dele, Rolando (Lero) Alexandre de Souza, após ter tido o sonho interrompido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes? Seria Fabrício Queiroz a pessoa à qual se referiu ao tentar impedir que ferrassem (perdão pelo eufemismo) sua família e seu “amigo”?

O depoimento de Marinho não surpreende. Este autor já se referia ao saco de gatos briguentos que é a PF (petistas de Paulo Lacerda, tucanos de Marcelo Itagiba e viúvas de Romeu Tuma) no livro O que Sei de Lula (Topbooks), editado em 2019. No artigo Polícia Federal, uma santinha de pau oco, publicado no Estadão em 29 de abril passado, constatei as novas alas de petistas grã-finos liderados por Luiz Fernando Corrêa, discípulo de Márcio Thomaz Bastos e o mais longevo diretor-geral da história da instituição, e bolsonaristas, agora, ao que parece, sob a batuta de Alexandre Ramagem. A entrevista, talvez provocada pelo risco de seguir o destino do capitão ex-herói do Bope ou de um enfarte como o que calou seu amigão Gustavo Bebianno, mas também por uma respeitável coragem de enfrentar suas responsabilidades, que dá lógica e possivelmente consequências a fatos que não deviam mais ser escondidos da cidadania.

Assim como é o caso do vídeo de uma reunião com 40 pessoas, nem todas altas autoridades, em que o governo Bolsonaro, que acompanha, impassível, a morte de 16 mil brasileiros, mostra não ter honra, juízo, empatia e pudor para administrar esta crise sanitária, econômica, política e social. E usada criminosa e covardemente como estelionato eleitoral. Seja qual for a sentença – anulação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral, condenação por crime de responsabilidade no Senado ou comum pelo STF –, sua impunidade envergonha mais o Brasil do que os nefastos frutos dessa safra de ódio, despudor e desmandos.

·        Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne na segunda-feira 18 de maio d3e 2020)

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Direto ao Assunto no YouTube: Ex-aliado põe 2 Bolsonaros em fria

Direto ao Assunto no YouTube: Ex-aliado põe 2 Bolsonaros em fria

Em entrevista a Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o empresário Paulo Marinho, que emprestou a casa para Jair Bolsonaro gravar programas para a campanha em rádio e TV, desfez o mistério do vazamento da PF que adiou a divulgação da Operação Furna da Onça para não prejudicá-lo no segundo turno e avisou sobre relatório do Coaf com transações financeiras de seu amigão do peito Fabrício Queiroz, assessor do filho Flávio na Alerj. A história é verossímil, tem testemunhas e corresponde aos fatos rigorosamente. Se for investigada como deverá ser, exporá o pai presidente e o primogênito senador a processos judiciais que podem levar ao impeachment de ambos. Além disso, como pe a pedra que faltava no quebra-cabeças, revela por que o chefe do governo fazia tanta questão de ter homem de confiana na PF do Rio, “meu Estado”. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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