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Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro e Mandetta – quem frita quem?

Comentário no Jornal Eldorado: Bolsonaro e Mandetta – quem frita quem?

No sábado, em reunião tensa no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, perguntou aos presentes, entre os quais seu chefe, Jair Bolsonaro, se estavam preparados para enfrentar transmissões ao vivo nas redes sociais de caminhões do Exército transportando corpos fatais insepultos das vítimas da covid-19. O presidente disse que demitiria quem criticasse sua postura contra o isolamento compulsório. E o ministro respondeu que, vencido o terrível inimigo, ele e sua equipe estariam dispostas a sair do governo e que ele não tiraria proveito político do seu desempenho na guerra. Um dia depois, o chefão saiu às ruas de Brasília para “ouvir o povo” e cumprimentou quem encontrou num desafio evidente ao subordinado que não consegue demitir. Lamentável é pouco!

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Assuntos para comentário da segunda-feira 30 de março de 2020

1 – Haisem – Qual é, a seu ver, a importância da informação exclusiva dada por Eliane Cantanhêde no Estadão de ontem sobre a tensão reinante na reunião de alguns ministros no sábado à tarde no Palácio do Planalto

2 – Carolina – Em desafio a Mandetta, Bolsonaro vai às ruas em Brasília – diz título de chamada em primeira página com foto mostrando o fato. Você vê alguma lógica nessa louca teimosia do presidente e teme por algo de mais grave que possa acontecer

BOLSONARO 3003 A

3 – Haisem – De que serve a divulgação do estudo de instituições científicas sérias de que, como estão fazendo todos os outros países do mundo, mas Bolsonaro insiste em contrariar, o isolamento social reduz o impacto dos casos graves de coronavírus nos sistemas de saúde

4 – Carolina – Que motivos pode ter tido, em sua opinião, o prefeito de Recife, Geraldo Júlio, para conseguir da Câmara Municipal a antecipação do IPTU de 2001, ano, aliás, em que ele não estará mais na prefeitura

5 – Haisem – Guedes diz que, como cidadão, quer ficar em casa – O que essa afirmação do ministro da economia, publicada no Estadão, pode alterar positivamente a realidade do combate à covid-19 no Brasil

6 – Carolina – Trump muda e amplia prazo de isolamento – diz outro título de primeira página no Estadão hoje. Em que o recuo do presidente dos Estados Unidos pode flexibilizar a nociva insistência de Bolsonaro contra a quarentena, apesar de ser um erro para lá de evidente

 

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Comentário no Jornal Eldorado: Trabalho X Vida – o falso dilema

Comentário no Jornal Eldorado: Trabalho X Vida – o falso dilema

Narrativa de Bolsonaro para se livrar de seus adversários tentarem lhe atribuir toda a culpa pela inevitável recessão com aumento dramático de desempregados fê-lo criar o dilema do tipo trabalho ou vida entre as pobres vítimas do covid-19. Mentira: nem emprego pode ser mais importante do que vida nem governo está investindo verbas suficientes para proteger quem sobreviver ao coronavírus.

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Direto ao Assunto no YouTube: Verbas pífias para pobres

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Embora Jair Messias Bolsonaro insista no grande esforço que seu governo faz para financiar trabalhadores informais e proteger os empregos dos mais pobres na pandemia, os fatos mostram que não é bem assim. Ele e os presidentes de BC, CEF e BNDES anunciaram um pacote de medidas para ser levado à prática em duas semanas e o total prometido equivale, segundo FGV, a 2% do PIB. Depois disso, a Casa dos Representantes dos EUA entregaram 5,3% do PIB para socorro a vítimas econômicas e sanitárias da covid-19. Espanha e Reino Unido chegaram a 17%, média europeia com o mesmo destino. Enquanto isso, cresce o abismo entre presidente e governadores. O do Rio, Wilson Witzel, ampliou o período de isolamento social e acusou o chefe da União de “crimes contra a humanidade” por seu passeio em Brasília domingo em desafio ao próprio ministro da Saúde, que oficialmente comanda a estratégia para reduzir a chance de a saúde pública vir a colapso. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.
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Direto ao Assunto no YouTube: Ficar em casa salvará vidas

Direto ao Assunto no YouTube: Ficar em casa salvará vidas

Até a sexta 27 haviam morrido 27.737 pessoas e 600.663 foram infectadas pela pandemia. Na Itália, em quarentena total desde 9 de março, o número de mortos aumentou em 919 em 24 horas. O governador da região mais afetada, a Lombardia, Attilio Fontana, informou ter aconselhado a um amigo brasileiro para “ficar o maior tempo possível em casa, evitar contato com pessoas e difundir esta mensagem.” O premiê da Espanha, Carlos Sanchez, ´planeja estender o isolamento até 11 de abril após o recorde de 832 mortes na sexta. Jair Messias Bolsonaro convenceu o ministro da Saúde, Mandetta, a adotar sua teoria da prioridade para a economia e disse a Luiz Datena, da Band, o seguinte: “algumas mortes terão. Paciência, acontece, e vamos tocar o barco”. Mas seu ainda ministro da Saúde conclamou todos a fazer esforço coordenado para evitar o colapso do serviço público de saúde. E a Justiça proibiu o governo federal de sabotar o isolamento total decretado pelos governadores. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 
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Coluna semanal para o site Rice: A luta que Jair e João perderão em 2022

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ATENÇÃO

 

 

Segue abaixo artigo semanal que a Ric Comunicação põe à disposição de todas as publicações impressas do Brasil.

 

 

O Grupo Ric de Comunicação põe à disposição de emissoras de rádio e jornais impressos ou em edição virtual três podcasts de três minutos cada e um artigo por semana. Interessados em publicar este material original deve entrar em contato com mash.leonardo@gruporic.com.br

 

A luta que Jair e João perderão em 2022

 

José Nêumanne

Presidente da República e governador do maior Estado da Federação têm razão quando se agridem, mas nenhum dos dois sairá ileso na batalha que travarão em dois anos e sete meses

Até quarta-feira 25 de março de 2020 havia sido registrado no Brasil um total de 57 mortes e 2.433 casos confirmados de covid-19, a terrível pandemia espalhada pelo mundo pelo novo coronavírus, importado da ditadura comunista da China, que virou o mais disputado mercado do mundo. Os números são modestos. Na vida real as estatísticas são maiores.

No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com os governadores do Sudeste para discutirem estratégias comuns contra o microrganismo mortal. A repercussão do pronunciamento do chefe do governo federal em cadeia de rádio e televisão na noite anterior tinha sido tão catastrófica que o isolamento “horizontal”, que ele havia execrado na ocasião, tornou-se “vertical”, ou seja, exclusivo para idosos com doenças. O que era terrível e assustador ficou patético, sendo polido.

No debate entre chefes de Executivos por via virtual, o governador do Estado de São Paulo, João Doria, disse que o presidente deveria “dar exemplo ao País, e não dividir a nação em tempos de pandemia”. Tinha razão. O presidente retrucou: “Se você não atrapalhar, o Brasil vai decolar e conseguir sair da crise”. Não foi o único governador presente a manifestar sua reprovação. Todos estavam certos. E daí? Ninguém ganhou, ninguém empatou. No fim todos perderão.

O pronunciamento foi o mais desastroso de um presidente desde sempre. Tomei nota dos sete pecados capitais do chefe do governo.

1 – Vigarice – O presidente pediu ao Congresso um decreto de “calamidade pública” para gastar o que quiser com combate à pandemia e agora chama o isolamento social de histeria. Fê-lo porque não sabe o que quer dizer calamidade ou por confundir histeria com pizzaria?

2 – Ignorância – Sua Insolência disse que o Brasil é completamente diferente da Itália, mas se esqueceu de falar das semelhanças entre China, Espanha, Itália e Estados Unidos, agora no epicentro da pandemia, em especial Nova York, conforme declarou a Organização Mundial da Saúde. Será que o capitão se esqueceu da própria origem italiana?

3 – Egocentrismo – Em vez de lamentar cada um dos mortos, seja lá quantos forem, e confortar infectados, cujo total aumentará exponencialmente, disse que, atleta, enfrentará a pandemia como ela é: uma “gripezinha”. Faltam-lhe senso, sensibilidade e consciência cidadã de que todos são iguais perante a lei. Que religião professa o dito cristão, na qual idosos com saúde precária teriam por isso menos direito à vida do que jovens hígidos? Aliás, saiba ele, ninguém escapa da morte. Aos 65 anos, deveria saber que atletas mais preparados do que ele morreram – Ademar Ferreira da Silva, por exemplo – e outros inevitavelmente morrerão.

4 –Falta de educação – O pronunciamento foi fértil em ataques a governadores, imprensa, profissionais da saúde – corretamente tratados como heróis pelo povo que o elegeu presidente – e outros adversários, considerados vis inimigos. Em teoria, pronunciamentos do gênero deveriam ser ocasião para o chefe de Estado contar eventuais ações do governo. E não tribunas livres para guerrilha política pré-eleitoral sujíssima. Mamãe não ensinou direito civilidade ou ele nem ligou?

5 – Exercício ilegal da medicina – O capitão reformado receitou a droga hidroxicoloroquina, para tratar malária e lúpus, contra recomendação médica. O repórter Edilson Martins (ex-Pasquim), companheiro de visitas dos irmãos sertanistas Villas-Bôas a tribos indígenas, convive com a febre maldita transmitida pela carapanã, abundante em sua Amazônia de origem. Pelo WhatsApp avisou aos incautos clientes do infectologista amador dr. Jair que a substância destrói o fígado e leva homens à impotência.

6 – Nepotismo – Reportagem do Estado de S. Paulo, assinada por Vera Rosa, competente repórter responsável há muitos anos pela cobertura do Planalto e publicada no dia seguinte, dá conta de que o presidente “ se isolou ainda mais na crise do coronavírus. Desde que a calamidade pública começou a assombrar o dia a dia da população, Bolsonaro deu mais poder ao ‘gabinete do ódio’, núcleo ideológico que o incentiva a adotar um estilo cada vez mais beligerante … e desautorizou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Seu diabinho de plantão é o filho 02, Carlos, vereador no Rio de Janeiro e encrenqueiro por vocação.

7 – Irresponsabilidade e falsidade – A informação acima é confirmada pela citação no pronunciamento do tal “medicozinho da Globo”, que não teve o nome declinado, mas é o infectologista Dráuzio Varella. Este conseguiu que a Justiça proibisse a circulação de um vídeo em que despreza a hoje pandemia. Compartilhado por Carlos e pelo ministro da Devastação do Ambiente, Ricardo Salles, tal vídeo foi gravado há dois meses e divulgá-lo implica cometer ilícito que o presidente atribui frequentemente a seus desafetos da dita “extrema imprensa”: fake news.

Dizem que sua desastrada decisão foi provocada por despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello acolhendo parcialmente recurso do Partido Democrático Trabalhista (PDT) contra sua tentativa de barrar iniciativas de isolamento social decretada pelos governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio, Wilson Witzel, pretendentes ao trono (que ele ora ocupa) em 2022.

No dia em que o Japão adiou a Olimpíada para 2021 por causa da covid-19 e o premiê indiano, Narendra Modi, que ele visitou recentemente, decretou quarentena para 1 bilhão e 300 milhões de compatriotas, Bolsonaro e Doria anteciparam a guerra eleitoral sem dar a mínima para o aviso do médico urologista Miguel Srougi, professor da USP, que prevê mortes de pacientes nas filas nas portas dos hospitais públicos. A disputa está marcada para 2022. E pelo visto nenhum dos dois terá algo de bom para contar aos eleitores que elegerão o próximo presidente.

*Jornalista, poeta e escritor

(Coluna semanal publicada pelo grupo Ric de Comunicação)

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