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Direto ao Assunto no YouTube: Glenn, o americano intranquilo

Direto ao Assunto no YouTube: Glenn, o americano intranquilo

Sabe aquele romance de Grahan Greene, O Americano Tranquilo? Pois acho que a operação Spoffing da PF, que prendeu 4 hackers acusados de invadirem os celulares de Moro e outros agentes  da lei empenhados no combate à corrupção, está tirando o sono do gringo Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, que, com seus parceiros brasileiros Folha de S. Paulo,  Veja e BandNews, divulga supostas mensagens trocadas entre o ex-juiz e  o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Dallagnol, causando estardallhaço inversamente proporcional à gravidade das denúncias que prometem publicar. Por enquanto, o inquérito corre em segredo de Justiça, mas, se esse sigilo cair, a vaca pode torcer o rabo, né? Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal Eldorado: Quem mandou hackear Moro

Comentário no Jornal Eldorado: Quem mandou hackear Moro

Quatro suspeitos de terem executado a invasão dos celulares do ministro da Justiça, Sergio Moro, e outros agentes da lei, foram presos pela PF na Operação Spoofing (Falsificação, em inglês), foram presos. Por enquanto, não se conhecem mais detalhes, pois o caso está sob segredo de Justiça, não sendo possível ainda saber se tem conexão com a revelação em conta-gotas de supostas mensagens trocadas entre o ex-juiz e o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, além de outros responsáveis por ações na Justiça de combate à corrujpção, empreendida pelo blogueiro americano Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, em parceria com Folha de S.Paulo, Veja e BandNews. Há coincidência de personagens, do aplicativo pelo qual eles teriam se comunicado, Telegram, mas, por enquanto, só se sabe que os federais desvendaram apenas a clonagem, mas ainda  não identificaram nem investigam eventuais mandantes. Seja como for, é o primeiro gol a ser comemorado pelo Estado brasileiro ao desvendar o crime contra a privacidade de pessoas e o trabalho de agentes do Estado cumprindo seu dever por delegação do povo.

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Assuntos do comentário da quarta 24 de julho de 2019

1 – “Suspeitos de invadir celulares de Moro e Deltan são presos”, diz a manchete do Estadão hoje. Estas prisões feitas ontem pela Polícia Federal de suspeitos de serem os hackers que invadiram os telefones celulares do ministro da Justiça e outras autoridades têm algo a ver com o escândalo da Intercept Brasil

2 – O que você acha que levou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a apelar ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, para suspender decisão tomada por ele mesmo de interromper processos resultantes de dados de Coaf, Banco Central e Receita Federal compartilhados com o Ministério Público e a Receita Federal sem prévia autorização de juiz

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3 – Que conseqüências pode ter a decisão da juíza Gabriela Hardt, substituta da 13.ª Vara Federal de Curitiba, de aceitar a denúncia contra o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão, filho e nora por suposta propina na obra de Belo Monte

4 – O que ainda há a dizer sobre o atrito verbal entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador da Bahia, Rui Costa, a pretexto da festa de inauguração  do aeroporto Glauber Rocha em Vitória da Conquista no sertão daquele Estado

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5 – Por que a defesa de Lula esperou as férias do Judiciário para apresentar ao Supremo Tribunal Federal no plantão do presidente Dias Toffoli para tentar sustar o processo em que ele é denunciado por receber propinas para comprar um terreno para o Instituto Lula e um apartamento vizinho a sua casa em São Bernardo do Campo

6 – Por que a polícia do Rio desconfia de uma ligação entre tráfico de drogas, organizações criminosas brasileiras e o Hezbolah

7 – Quem você acha que tem razão: o ministro da Educação, Abraham Weintraub, ou os manifestantes que foram perturbar seu almoço de família em Santarém no Pará

8, O que você nos reserva para o momento spoiler do dia para encerrarmos sua participação no Jornal Eldorad

Nesta quarta-feria no Estadão: A face oculta de Bolsonaro

Nesta quarta-feria no Estadão: A face oculta de Bolsonaro

Antes de Toffoli blindar filho Flávio,

presidente insinuou que indicará protegido dele para STF

Nos 200 dias de governo do capitão reformado e deputado federal aposentado, além do Bolsonaro óbvio das declarações sobre o Nordeste reduzido a “paraíba” e da insistência descabida em fazer o filho caçula embaixador em Washington, há outro, cuidadosamente escondido para evitar perdas. Por falta de espaço nesta página e excesso de exposição de seu acervo de frases infelizes, convém tentar lançar uma luz sobre o que ele, subordinados, prosélitos e fanáticos não conseguem mais esconder de sua face oculta.

Aos 23 dias iniciais do mandato, Bolsonaro disse a um repórter da agência Bloomberg em Davos, na Suíça: “Se, por acaso, ele (o filho Flávio) errou e isso ficar provado, eu lamento como pai, mas ele vai ter que pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar”. De volta ao Brasil, contudo, tirou a máscara de “isentão” (definição preferida de outro filho, Carlos, para desqualificar quem ouse discordar após concordar com algo) para fazer exatamente o contrário. Após decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, proibindo o compartilhamento de dados da Receita Federal, do Banco Central e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), com Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), ele até tentou escapulir de comentar, argumentando: “Somos Poderes harmônicos independentes. Te respondi? Ele é presidente do STF. Somos independentes, você acha justo o Dias Toffoli criticar um decreto meu? Ou um projeto aprovado e sancionado? Se eu não quisesse combater a corrupção, não teria aceitado o Moro como ministro”. Mas terminou deslizando em truísmos e platitudes, ao afirmar: “Pelo que eu sei, pelo o (sic) que está na lei, dados repassados, dependendo para quê, devem ter decisão judicial. E o que é mais grave na legislação. Os dados, uma vez publicizados (sic), contaminam o processo”. O quê?

O feroz cobrador das falhas do PT não explicou por que o caçula interrompeu o inquérito, em vez de provar inocência.

A revista Crusoé, do site O Antagonista, revelou que clientes da banca da mulher de Toffoli, Roberta Rangel, do qual este foi sócio, foram procurados pela Receita para explicar depósitos. Dias antes um colega por quem o presidente do STF tem manifestado apreço (e vice-versa), Gilmar Mendes, comparara o MPF e a PF à Gestapo, polícia política nazista, após averiguações sobre a contabilidade da banca de Sérgio Bermudes, de quem sua mulher, Guiomar, é sócia. Essa descoberta pode lançar um véu de suspeição sobre a decisão de Toffoli de suspender todos os inquéritos (segundo consta, 6 mil) de lavagem de dinheiro no País. Mas não altera a origem da decisão, tomada a partir da defesa de Flávio Bolsonaro.

Pode ser mera coincidência, até prova em contrário, mas o fato é que recentemente, a pretexto de reclamar de uma decisão do STF criminalizando a homofobia, o presidente, do alto de sua prerrogativa de indicar os membros do colegiado, queixou-se de não haver ali um ministro “terrivelmente evangélico”. Na segunda vez o fez saudando um dos ministros numa reunião com vários membros de titulares na Esplanada dos Ministérios, o advogado-geral da União, André Mendonça. Na última vez em que apelou para a expressão, originalmente usada pela ministra da Família, Damares Alves – uma impropriedade, pois “terrível” é definido no Houaiss como algo “que infunde ou causa terror” –, em 11 de julho, disse que ele é cotado para preencher essa lacuna, 16 meses antes da prevista aposentadoria do decano, Celso de Mello. Não seria o caso de indagar se é hora de tratar do assunto antes de ser aprovada a reforma da Previdência, tida e havida como a primeira providência a ser tomada para destravar a economia e reduzir as mais relevantes taxas de desemprego?

Aos 46 anos, há 19 na Advocacia-Geral da União (AGU), Mendonça está longe de ser popular como Moro e Bretas.

De Mendonça só se sabe que dirigiu o Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa da AGU, indicado pelo presidente do STF, antes de migrar para a Controladoria-Geral da União, no governo Temer (!), representando a AGU em acordos de leniência com empresas acusadas de corrupção. Dali foi promovido a advogado-geral por Bolsonaro, que o anunciou em novembro. Segundo fontes ouvidas pelo UOL, o presidente do STF já trabalha pela aprovação dele na sabatina do Senado, caso seja indicado para o STF.

Sua conexão com o PT, do qual o ex-advogado-geral foi subordinado em toda a carreira, é revelada em artigo publicado na Folha de Londrina de 30 de outubro de 2002, resgatado pela repórter Constança Rezende, do UOL. No texto Mendonça não cita o nome de Lula, mas afirma, três dias após a vitória do petista, que o triunfo “enchia os corações do povo de esperanças”. Além disso, escreveu à época que as urnas haviam revelado “o primeiro presidente eleito do povo e pelo povo”. “O fato é notório e não admite discussões e assim o coração do povo se enche de esperança, o mundo nos assiste com um misto de surpresa e admiração, embora alguns confiem desconfiando, mas certamente convictos que o Brasil cresceu e seu povo amadureceu, restando consolidada a democracia não só porque o novo presidente foi eleito pelo povo, mas porque saiu do próprio povo”. Criacionista, ele diz respeitar quem não é, mas no texto revela dogmas sobre os quais “não admite discussões”. Tolerante até a página 2.

Pode-se dizer que o também pastor presbiteriano nunca foi ingrato. Mesmo já estando sob ordens de Bolsonaro, foi o único chefe de uma instituição importante relacionada ao Direito a assinar parecer defendendo o decreto do padrinho para impedir críticas a seus pares (além de censurar a Crusoé) e a compra por este de lagostas e vinhos premiados para os banquetes da casa. Só em 16 meses o Brasil saberá se, de fato, a espécie não evoluiu e se Darwin, afinal, tinha ou não razão.

José Nêumanne. Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag. 2 do Estado de S. Paulo quarta-feira 24 de julho de 2019)

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Direto ao Assunto no YouTube: Invasão de telefone é terrorismo

Direto ao Assunto no YouTube: Invasão de telefone é terrorismo

O Antagonista noticiou a clonagem do celular do ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo aplicativo Telegram, que ele não usa, é terrorismo. E tem também toda razão quando publica a conclusão de que o Intercept Brasil e seus sócios brasileiros provocam uma guerra de hackers que ameaça o Estado brasileiro e cada cidadão. A proibição por Dias Toffoli da partilha de dados de Coaf, Banco Central e Receita Federal com MPF e PF sem autorização prévia de juiz,, conforme opina a parlamentar mais votada da História do Brasil, a deputada estadual paulista Janaína Paschoal (PSL), é um golpe a favor do crime e contra o Estado de Direito. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.
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Comentário no Jornal Eldorado: Ei, Bolsonaro, cadê Fabrício?

Comentário no Jornal Eldorado: Ei, Bolsonaro, cadê Fabrício?

Quase ninguém no Brasil é capaz de dizer onde se esconde o ex-assessor de Flávio Bolsonaro e, se nem o pai dele sabe, como é que gestor das contas no gabinete dele na Alerj vai aparecer? (Jornal Eldorado, 23 de julho de 2019).

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