Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Comentário no Jornal da Eldorado: Família na polícia

Comentário no Jornal da Eldorado: Família na polícia

O “Tesouro Perdido” – R$ 51 milhões guardados em espécie em caixas em apartamento de laranja de Geddel – pôs a Polícia Federal no rastro da família Vieira Lima: o ex-ministro de Temer e acusado de pertencer ao “quadrilhão do PMDB” Geddel, o deputado da base de apoio de Temer Lúcio e a mãe de ambos, Marluce, em cujo closet o funcionário Job Lima disse à Justiça que contava as notas nas quais a perícia encontrou suas impressões digitais. Segundo as más línguas, Geddel manda na Secretaria do Governo sob tucano Imbassahy, mas esse reinado deve ser substituído pelo de Eduardo Cunha, cujo criado de quarto Carlos Marun o subisttuirá na pasta.

(Comentário no Jornal da Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na qsuarta-feira 29 de novembro de 2017, às 7h30m)

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Abaixo as anotações sobre assuntos comentados:

A Polícia Federal afirmou em relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) na segunda (27) que há suficientes indícios de que Geddel Vieira Lima (PMDB), seu irmão, Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e a mãe deles, Marluce Vieira Lima, cometeram os crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro. A afirmação é a conclusão da investigação do bunker de R$ 51 milhões, descoberto pela PF em um apartamento em Salvador (BA) em 8 de setembro, na operação Tesouro Perdido. Os ex-assessores dos peemedebistas Job Ribeiro e Gustavo Ferraz também são apontados como partícipes dos crimes. “[Os envolvidos] estiveram unidos em unidade de desígnios para a prática de crimes de lavagem de dinheiro, seja pelo ocultamento de recursos financeiros em espécie oriundos de atividades ilícitas praticadas contra a Caixa Econômica Federal, apropriação indevida de recursos da Câmara dos Deputados por desvios de salários de secretários parlamentares, caixa 2 em campanhas eleitorais, possível participação de Lúcio Vieira Lima em ilicitudes relacionadas a medidas legislativas e da participação de Geddel em organização criminosa”, concluiu o delegado Marlon Cajado. O relatório diz que não é “crível” que alguém que tivesse a “absurda quantia” preferisse correr o risco de assalto a colocar em uma instituição financeira, se não fosse pelo propósito de “ocultar sua existência”. Em segundo lugar, a polícia aponta que, com a “inteligência” de Lúcio, de Geddel e da mãe, não era crível que a família deixasse de ter rendimentos sobre a quantia milionária, o que só, segundo a PF, aconteceu porque o dinheiro não poderia ser declarado. A PF também aponta que o dinheiro que a família ganhava em postos de gasolina dos quais eram donos transitava em bancos, normalmente, da mesma forma os recebimentos de negócios agropecuários. Em outro relatório, que investigava o chamado “quadrilhão do PMDB na Câmara”, a PF já havia dito que os R$ 51 milhões eram fruto de desvios da Caixa e relacionado o valor com corrupção envolvendo o PMDB. Geddel ocupou uma das vice-presidências do banco, a de Pessoa Jurídica, entre 2011 e 2013. O ex-ministro está preso desde setembro na Papuda (DF). A PGR (Procuradoria-Geral da República) deve apresentar denúncia nos próximos dias. O ministro Edson Fachin, do STF, revogou a prisão domiciliar de Job Brandão, que também não vai precisar usar tornozeleira eletrônica. Fachin atendeu a um pedido da defesa. A PGR se manifestou a favor da liberdade. Job disse aos investigadores que destruiu documentos a pedido dos Vieira Lima. Conforme informou a Folha de S.Paulo, o ex-assessor pretende provar que devolvia parte de seu salário da Câmara para os políticos. Ele estuda fazer um acordo de delação premiada com a PGR. OUTRO LADO O advogado Gamil Foppel, que representa Geddel, o irmão e a mãe, não atendeu às ligações e nem respondeu mensagens até as 20h. A defesa de Job Ribeiro afirmou que não concorda com a conclusão do relatório, porque “foi contraditório em relação aos fatos, às manifestações da PGR e à decisão de Fachin”. Os advogados de Gustavo Ferraz disseram que “é descabido se cogitar de qualquer ato ou intenção da sua parte que se aproxime à lavagem de dinheiro”.

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, reuniu-se com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta terça-feira (28), para discutir a reforma da Previdência. Maia, que é alvo da Lava Jato, recebeu o diretor da PF em um café da manhã na residência oficial da presidência da Câmara.

Ao deixar o encontro, Segovia disse que a visita foi para “defender os direitos dos policiais”. “A gente está lutando pelo nosso direito à aposentadoria, que o policial, ao longo da carreira, sofre bastante, a gente vê policiais mortos em combate, a dificuldade da segurança pública no país. Então perder direitos neste momento seria péssimo para o policial que hoje enfrenta a corrupção, enfrenta diversos problemas no país”, afirmou.

O diretor-geral da PF disse defender tempo de aposentadoria, integralidade e paridade. “São direitos fundamentais para o exercício da atividade policial”, disse.

Eduardo Cunha vai continuar preso. Pelo placar de 8 votos a 1, a maioria do Supremo decidiu na tarde de hoje negar o pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente da Câmara. Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes votaram a favor da manutenção da prisão do político. Marco Aurélio Mello foi o único a concordar com a liberdade.

A defesa do ex-deputado questionava a decisão do juiz Sérgio Moro, alegando que ele descumpriu uma decisão do STF ao determinar a prisão de Cunha. Segundo os advogados, Moro não poderia ter decidido a prisão de Eduardo Cunha baseado nos mesmos fatos que o STF determinou seu afastamento da Câmara dos Deputados.

Eduardo Cunha está preso desde outubro de 2016. Ele é réu em três ações ligadas a operação Lava Jato. Na ação que o levou a prisão, ele é acusado de  ter recebido R$ 5 milhões em propina advinda de dinheiro de contratos da exploração de petróleo da Petrobrás na África.

+ O ministro Edson Fachin defendeu que ele continue preso.

SONORA 2911 FACHIN

O único ministro a votar pela soltura de Cunha foi Gilmar Mendes:

SONORA 2911 MENDES

Programa tucano gera críticas internas

Texto elaborado pelo PSDB é dúbio ao definir papel do Estado na economia e na defesa das privatizações, apontam teóricos da legenda

Pedro Venceslau, Vitor Marques e Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2017 | 22h24

O PSDB apresentou, nesta terça-feira, 28, em Brasília, um documento com as diretrizes para reformular o programa partidário visando às eleições de 2018. Produzido pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), braço teórico da legenda, o texto virou alvo de críticas de economistas e intelectuais tucanos logo após seu lançamento.

++ Programa do PSDB defende ‘choque de capitalismo’ e privatizações

++ ‘Documento do PSDB é fraco e cheio de platitudes’, diz economista tucana

Com 15 páginas, o texto defende de forma genérica um “choque de capitalismo”, ao mesmo tempo que prega que o Estado deve ser “indutor do desenvolvimento”. O programa afirma ainda que “o livre mercado não é capaz de assegurar distribuição mais equânime das riquezas produzidas” e admite a manutenção de empresas estatais, embora defenda, em linhas gerais, a privatização.

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), indeferiu liminarmente nesta terça-feira, 25, o mandado de segurança impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o bloqueio de bens determinado pelo juiz federal Sérgio Moro.

O advogado Cristiano Zanin alegou que o crime pelo qual Lula foi condenado envolveu apenas o apartamento triplex, já confiscado na sentença, ‘sendo inadequado o sequestro de valores e bens de origem lícita’. O advogado ressaltou que os bens bloqueados foram adquiridos antes dos fatos apontados na ação criminal. Ainda segundo a defesa ‘não existe risco de dilapidação do patrimônio do ex-presidente’.

No Estadão desta quarta-feira: Circo de horrores no Planalto Central

No Estadão desta quarta-feira: Circo de horrores no Planalto Central

 

Baldy, indicado por Maia, assumiu Cidades; e Marun, leal a Cunha, irá para governo dia 10

A um ano do turno definitivo das eleições gerais de 2018, o cidadão brasileiro tem presenciado um circo de horrores na cúpula federativa da República brasileira, com lances dignos da tragédia mais deslavada e da comédia mais escrachada.

Na interminável novela da indecisão do PSDB quanto a continuar servindo a Temer ou renunciar, o quarteto ministerial tucano foi reduzido a trio com a renúncia de Bruno Araújo, pernambucano que deu o voto capital pelo impeachment de Dilma, um gesto simbólico, e saiu de fininho do Ministério das Cidades. Para o lugar dele o chefe do governo não pestanejou e nomeou o obscuro membro do baixíssimo clero da Câmara dos Deputados Alexandre Baldy. Este adentrou a Esplanada dos Ministérios recomendado por circunstâncias genealógicas e de proximidade: é primo de Elsinho Mouco, marqueteiro do Planalto com pouco talento e menor senso de oportunidade por adotar como slogan do mandato-tampão o lema positivista de Auguste Comte Ordem e Progresso, inscrito na Bandeira Nacional. Destarte, sendo este tido como muito chegado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a fome juntou-se à vontade de comer, como já diziam os mais antigos. Laços familiares e interesses em votações no Congresso eliminaram uma anotação desagradável de sua biografia: nos velhos tempos de Waldomiro Diniz e das relações promíscuas entre o governo Lula, as loterias e a contravenção penal, foi descrito no relatório final de uma CPI como “o garoto de ouro de Carlinhos Cachoeira”, o bicheiro de Goiás de Demóstenes Torres e dos irmãos da JBS.

Não é algo que se possa definir como boa estirpe, mas em nada se compara com similar episódio referente a outro posto estratégico do primeiro escalão: sem as verbas polpudas da pasta desprezada por Araújo, a Secretaria de Governo, que, segundo as más línguas, continua sendo tocada por gente de confiança do baiano Geddel Vieira Lima, embora seja comandada por outro baiano, o tucano Antônio Imbassahy,

E foi aí que a porca torceu o rabo. Imbassahy gostou do emprego e quer ficar na poderosa esplanada. Mesmo que lhe seja destinada uma pasta ocupada por uma correligionária, a juíza também baiana Luislinda Valois, transferida para o pelourinho de uma aposentadoria de R$ 32 mil com a perda do Ministério dos Direitos Humanos.

Mas Aécio Neves, o Mineirinho do departamento de propinas da Odebrecht, tomou as dores do deputado e exigiu de Temer “dignidade” na hora de desalojar as aves de rica plumagem do ninho fofo do poder federal. Como a História registra, o PSDB perdeu a eleição presidencial para Dilma Rousseff, soit-disant “work alcoholic”, e seu vice, empossado depois do alívio do impeachment dela.

Diante do súbito brio do derrotado neoaliado, Temer cedeu e, em nome da ira sagrada de que se viu assomado depois de ler na Coluna do Estadão a confirmação do convite a Carlos Marun para o posto que comanda as negociações entre Planalto e Parlamento, ele o pôs no congelador até o próximo dia 9. Essa é a data para a qual está marcada o convenção do PSDB em que se escolherá o substituto do neto de Tancredo na presidência. E, assim, a Nação conhecerá se, afinal, o partido se aliará ou se separará do chefe dos chefes, Temer.

Isso se deu no instante em que o Tribunal Federal da 3.ª Região (TRF-3) recusou os embargos impetrados pelo ex-governador de Minas Eduardo Azeredo, acusado dos crimes de lavagem de dinheiro e peculato, cometidos na eleição estadual de 1998, no esquema conhecido como mensalão tucano. A denominação deriva do fato de ter sido imitado depois pelo PT no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência e tendo como operador o mesmo Marcos Valério de Souza, o único condenado nos dois processos que ainda está preso. Azeredo, por exemplo, continua solto, enquanto Zé Dirceu samba em casa de tornozeleira no calcanhar.

Delatado por Joesley Batista, a quem pediu R$ 2 milhões “para pagar a um advogado”, Aécio foi protagonista da famigerada reunião do Supremo Tribunal Federal em que a presidente Cármen Lúcia desempatou a seu favor a votação para lhe permitir sair de casa à noite. E frequentar durante o expediente o plenário do Senado. Foi nessa condição de usuário do direito constitucional de ir e vir que foi a Temer exigir que seu partido seja tratado com dignidade, o que só merecerá se fechar questão a favor da reforma da Previdência.

A tal dignidade tem prazo de validade. Até o dia 9 Imbassahy fica, mas no dia 10 Marun assume. Tendo acompanhado a lealdade canina do nobre parlamentar a seu ex-presidente e sempre chefe, Eduardo Cunha, recolhido à cela da Lava Jato em Curitiba, a Nação vê aproximar-se o dia em que o Caranguejo da Odebrecht partilhará parte do poder do chefe de Estado no semiparlamentarismo adotado e assumido por Temer com Rodrigo Maia.

Essa é mais uma ironia da deusa Clio, que comanda do alto do Olimpo nosso destino sorvendo goles de néctar. Com 3% de popularidade, o presidente da República ficou no posto em troca de votos comprados de deputados que evitaram o desabamento da espada de Dâmocles sobre seu pescoço e por mercê do medo do tal do mercado de vê-lo substituído pelo filho de Cesar e dona Mariangeles Maia. E enquanto Rodrigo Botafogo (no jargão do propinês) comanda o destino das cidades, Carlos Cunha (ou Eduardo Marun?) tece os fios de Ariadne no reino desencantado das cumbucas do povo: uma posta, outra emborcada, ambas mandando.

O cara do Cunha assumirá o posto para evitar a derrota anunciada da reforma da Previdência. Quem o nomeará se esqueceu de que o Centrão pode derrotá-la, mas não tem força para participar de sua improvável vitória. Este jornal já informou que dois terços das aposentadorias não seriam afetadas pela nova versão da reforma. Nem isso, contudo, parece fácil de ser aprovado.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag.2A do Estado de S. Paulo na quarta-feira 29 de novembro de 2017)

 

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Pontapé inicial

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Pontapé inicial

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 28 de novembro de 2017 comentando o lançamento de Alckmin como proposta de união do rachadíssimo PSDB; os documentos apresentados pelo engenheiro da obra do sítio de Atibaia incriminando Lula; o agora ou nunca apocalíptico dos procuradores da Lava Jato; o réu que assumiu a presidência da Oi; e as condições para a delação premiada do dono da Andrade Gutiérrez. Eliane Cantanhêde acha que Alckmin dá passos largos para se transformar no candidato de centro, mas ainda falta crescer nas pesquisas; e, apesar da crise, o setor público continua esbanjando: a farra de parlamentares, magistrados, etc. Sonia Racy, em Direto da Fonte, lembrou 6 anos da venda do hotel Maksoud Plaza. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz falou da reunião do presidente do São Paulo com “torcedores” de organizadas!

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Comentário no Jornal Eldorado: A caminho do centro

Comentário no Jornal Eldorado: A caminho do centro

Discutir aliança eleitoral agora é colocar o carro à frente dos bois, como dizia meu avô Chico Ferreira. A hora agora é de aparar arestas e, sobretudo, de unir forças para aprovação da reforma da previdência. É decepcionante que o PSDB ainda esteja a exigir de forma demagógica e irresponsável que o governo torne a reforma, que, segundo reportagem do Estado de ontem, só atingirá um terço dos trabalhadores, não se decida por um fechamento de questão que adie esse problema terrível de caixa para a próxima gestão, seja ela qual for. Afinal, o partido já cuspiu no eleitor e rasgou sua história. Se quer ter algum futuro tem que ser digno pelo menos de seu passado resgatando essa bandeira que não é do governo, mas do país.

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 28 de novembro de 2017 Terça-feira

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, diz que aceita assumir comando do PSDB em nome de unidade partidária. Será que agora os tucanos se unem mesmo?

“Se for esse o caminho para unir o partido, nosso nome está à disposição”, afirmou o governador de São Paulo, segundo reportagem de Pedro Venceslau no Estado de hoje.

SONORA 2811 ALCKMIN

O novo presidente da legenda será oficialmente definido na convenção nacional do partido, marcada para o próximo dia 9, em Brasília. O senador Tasso Jereissati (CE) e o governador de Goiás, Marconi Perillo, desistiram da disputa e, com o gesto, abriram caminho para Alckmin assumir a legenda, buscar a unificação da sigla e fortalecer seu nome como eventual candidato à Presidência da República em 2018.

Isso tudo ocorreu após jantar no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, com Tasso, Perillo e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A articulação para evitar uma disputa interna entre a ala dos “cabeças pretas” – representada por Tasso e crítica ao presidente Michel Temer – e a dos “cabeças brancas” – de Perillo, que defende o peemedebista – foi coordenada por FHC.

A movimentação pró-Alckmin busca uma solução para o impasse que quase levou o PSDB à implosão após o presidente licenciado, Aécio Neves (MG), destituir Tasso do comando interino da legenda e substituí-lo pelo ex-governador Alberto Goldman.

Alckmin foi questionado também sobre sua posição em relação ao desembarque do PSDB da gestão Temer. “Minha posição nunca mudou. Sempre achei que não devia ter entrado, mas a decisão majoritária na época foi outra”, afirmou.

Entre os tucanos uma aliança com o PMDB não está descartada, mas uma eventual defesa do governo na campanha é uma questão que ainda divide o partido. Apesar do posicionamento de Alckmin, o Palácio do Planalto, com o acordo que vai evitar um confronto pelo comando do PSDB, vê agora brecha para uma possível composição eleitoral no próximo ano.

Conforme mostrou o Estado no sábado, Temer articula uma frente de centro-direita para defender sua gestão e tentar isolar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aliança seria formada pelo PMDB e mais seis partidos, incluindo o PSDB – mas Alckmin, à frente do partido, terá de se reaproximar do partido de Temer.

Discutir aliança eleitoral agora é colocar o carro à frente dos bois, como dizia meu avô Chico Ferreira. A hora agora é de aparar arestas e, sobretudo, de unir forças para aprovação da reforma da previdência. É decepcionante que o PSDB ainda esteja a exigir de forma demagógica e irresponsável que o governo torne a reforma, que, segundo reportagem do Estado de ontem, só atingirá um terço dos trabalhadores, não se decida por um fechamento de questão que adie esse problema terrível de caixa para o próximo governo, seja ele qual for. Afinal, o partido já cuspiu no eleitor e rasgou sua história. Se quer ter algum futuro tem que ser digno pelo menos de seu passado resgatando essa bandeira que não é do governo mas do país.

O engenheiro da Odebrecht Emyr Diniz Costa Junior, responsável pelas obras do sítio em Atibaia, atribuído pelo Ministério Público ao ex-presidente Lula, entregou ao juiz federal Sérgio Moro planilha de pagamentos do departamento de propinas da empreiteira no valor de R$ 700 mil para custear as reformas no imóvel. Será que agora a casa caiu para o ex-presidente ou ele continua negando?

Um dos 77 delatores da construtora, Emyr alegou que, para solicitar os valores para bancar a reforma, mantinha contato com a secretária do setor de operações estruturadas – departamento de propinas -, Maria Lúcia Tavares. A secretária passava a Emyr Diniz uma senha que deveria ser dita ao entregador do dinheiro.

“Eu liguei para ela e pedi os 500 mil. Como eu nunca tinha manejado em uma obra uma soma dessa natureza, eu comprei um cofre especificamente e coloquei dentro de um armário na minha sala, dentro do meu escritório”, relatou, em delação.

Após acessar o Drousys, sistema do departamento de propinas da Odebrecht, a defesa do engenheiro relatou ao juiz federal Sérgio Moro que encontrou registros de pagamentos de R$ 700 mil para o sítio.

Segundo os advogados, ‘a entrega dos valores foi realizada no escritório do Aquapolo, obra de saneamento localizada na Região do ABC Paulista, onde o colaborador à época trabalhava’.

Ele ainda entregou notas fiscais referentes aos gastos que teve para conduzir as obras do sítio.

O imóvel em Atibaia, em nome de Fernando Bittar, filho de Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas pelo PT, é pivô de mais uma ação penal em que Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal sustenta que as reformas bancadas pela Odebrecht e a OAS dissimularam pagamentos de propinas de R$ 1 milhãoao ex-presidente.

A defesa de Lula, contudo, continua afirmando que Lula nunca possuiu o sítio e que não há nas planilhas apresentadas à Justiça seu nome registrado em nenhum lugar. Talvez fosse o caso de dar a esse estágio da investigação o sítio de Operação Batom na Cueca, usando a expressão popular que significa a prova irrefutável e definitiva. A verdade, contudo, é que qualquer pessoa com um mínimo de sensatez sabe perfeitamente que a lógica e as evidências dispensam a prova impossível e a batata do ex-presidente evidentemente está assando e pode torrar.

Integrantes das forças-tarefas da Lava-Jato no Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo defenderam ontem que a sociedade se mobilize para incluir o combate à corrupção na pauta eleitoral do ano que vem. É mesmo o caso de se fazer esse tipo de mobilização ou se trata de um exagero que pode enfraquecer a posição dos procuradores?

Após reunião no Rio para aprimorar a colaboração entre os grupos de trabalho da operação, os procuradores afirmaram que o resultado das eleições vai definir o futuro das investigações — a renovação do Congresso deverá determinar o avanço das investigações no país, disseram. Os investigadores pediram aos eleitores que candidatos envolvidos em denúncias de mau uso do dinheiro público sejam rejeitados nas urnas. O grupo divulgou carta na qual afirma que 144 pessoas já foram condenadas a mais de 2.130 anos de prisão. Ao todo, 416 foram acusados de crimes. Segundo o procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa paranaense, mais de 100 integrantes atuais do Congresso estão envolvidos em denúncias. Além dos parlamentares, a corrida presidencial também tem pré-candidatos no radar das investigações — o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro; e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), é alvo de um pedido de abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Dallagnol pediu renovação nos cargos políticos do país.

A procuradora Thaméa Danelo falou sobre a importância de eleger políticos comprometidos com o combate à corrupção.

SONORA 2811 DANELO

Concordo em tese com tudo, principalmente com o que a procuradora de São Paulo disse. Mas hoje os procuradores não representam mais aquela unanimidade do passado e exatamente por isso. A militância não os fortalece, mas fragiliza. Eu concordo em tese, faço até a campanha do não reeleja ninguém, mas a grande contribuição que o Ministério Público Federal pode dar ao combate ao corrupção está nos números inquestionáveis apresentados no Rio e não na pregação política ou na pressão sobre o Congresso.

Você diria que o tal acordo para salvar a Oi está indo pro saco?

Matéria publicada ontem no Estadão, de autorai da colega Anne Warth registra que  o Conselho de Administração da Oi deve manter o diretor jurídico Eurico Teles na presidência da companhia. O problema é que este novo presidente da Oi é réu e essa decisão em nada ajuda a definir agora o capítulo final dessa novela que não parece ter fim.

Devo recordar que Eurico Teles em 2016 se tornou réu pela 3 Vara Criminal de Passo Fundo, que aceitou denúncia feita pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul por formação de quadrilha, estelionato, patrocínio infiel e lavagem de dinheiro. O esquema consistia, segundo a denúncia, em subornar um escritório de advocacia que defendia mais de 13 mil clientes em ações contra a companhia, em troca do encerramento das ações judiciais. Isso tudo foi tornado público em matéria da Época de 19/08/2016.

Segundo matéria dos jornalistas Rodrigo Caro e Heloísa Magalhães do Valor Econômico de ontem, “o novo presidente da Oi é considerado um executivo que tem aprovação do governo e, agora, isso passou a ser atributo importante, na visão da administração e dos acionistas da Oi.”

Sem comentários, ou melhor, a Oi tem um presidente à altura. E o governo Temer insiste a investir em executivos com problemas com a polícia e a justiça até num caso complicado como este.

Mais uma matéria do Valor Econômico dessa segunda sobre a Oi, melhor dizendo sobre o aconista da Oi, Tanure. Diz a matéria das jornalistas Graziell Valentine Juliana Schincariol que o Ministério Público Federal investiga Nelson Tanure por uso de informação privilegiada numa operação envolvendo ações da companhia de petróleo e gás Petro Rio. Segundo o Valor, Tanure abriu processos judiciais  contra administradores e acionistas resistentes a seus planos. Depois fez acordos para encerrar a maior parte das divergências. Diz a matéria que a história da Petro Rio e da Oi se cruzam porque a Petro Rio incestiu na Oi e outorgou a Tanure o direito de representá-lo em assembléias.

Só faz piorar essa história da Oi. Alô Juarez Quadros, alô Kassab!

E, para concluir, como diria Mané Caixa d’Água, o que você me diz da reação de Lula à informação publicada na Folha de S.Paulo de que os procuradores da Lava Jato só aceitam delação de Sérgio Andrade, dono da Andrade & Gutierrez se incluir Lula e o filho Lulinha?

Nesse fim de semana o ex-presidente Lula reagiu contra o Ministério Público, que segundo a matéria que você citou da Folha de S.Paulo, sem Gamecorp, Lulinha e Teles, não tem acordo de delação premiada com a Andrade Gutierrez. A Lava Jato quer saber por que a Oi colocou R$ 82 milhões na Gamecorp do Lulinha.  Quando li a matéria, previ na hora  qual seria a resposta da defesa de Lula. Olhe aí, é perseguição mesmo. Ora bolas! A história é cabeluda mesmo e serve para mostrar quem era no escândalo de corrupção revelado pela Lava Jato eram o PT e seus maiorais. É até didático que isso ocorra agora para que a população não esqueça o papel do PT nessa bandalheira e não imagine que o noticiário recente sobre PMDB e PSDB, que também devem ser investigados, os inocenta.

Ai, meus caros, só tenho a dizer que quem não deve não teme e que aí tem!!!

SONORA Agora ou nunca mais Betty Guzzo começar do começo

https://www.youtube.com/watch?v=USmNrraGDO8

No Blog do Nêumanne: Aposentadoria e privilégio

No Blog do Nêumanne: Aposentadoria e privilégio

Reforma da Previdência só será popular se combater privilégios

É tentador acreditar que o previsto e previsível malogro da reforma da Previdência nas atuais circunstâncias decorre da impopularidade do presidente Michel Temer. Como alguém com aprovação de 3% pretende acabar com direitos adquiridos de milhões de trabalhadores com uma penada só, pergunta-se com aquela empáfia própria de quem se sente dono da verdade. O buraco, entretanto, é muito mais embaixo.

Fernando Henrique, do PSDB, com a autoridade de quem ganhou a eleição no primeiro turno montado no corcel do Plano Real, arriado por sua equipe no Ministério da Fazenda do governo provisório de Itamar Franco, que foi vice de Collor, também tentou e conseguiu um arremedo menos que satisfatório para poder chamar de sua uma reforma saneadora e pioneira. Quem tiver dúvidas a esse respeito leia o volume recém-lançado no qual compilou suas observações cotidianas e nelas se queixou do desempenho do relator do projeto que apadrinhava na Câmara, o então poderoso e hoje presidente da República Michel Temer. O tempo provou que os remendos obtidos à época passaram longe de encaminhar uma solução definitiva para o rombo nas contas provocado pelo déficit previdenciário.

Seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, também fez uma tentativa e, com a autoridade histórica adquirida de sua anterior liderança sindical, obteve um pálido e tímido projeto que criou um sistema especial para o funcionalismo público, mas também não resolveu o problema. E atingiu uma situação definida como “ou faz agora ou vai ter de ser muito mais radical no futuro”. Falastrão, hipócrita e mendaz, como de hábito, o ex-presidente hoje se posta à frente das passeatas de “trabalhadores” ameaçados pela fúria reformista do “golpista”. Tudo lero-lero!

Depois da gestão desgraçada e desastrada do próprio Lula e de sua self-made woman Dilma Rousseff, o Brasil quebrado, com mais de 12 milhões de desempregados e contas públicas impagáveis que afundam o Orçamento federal num déficit previsível e, ainda assim inatingível, de R$ 159 bilhões no ano, a conclusão do ou “cede um pouco ou perde tudo” se torna cada vez mais urgente. Mas nem assim é possível prever uma conquista qualquer na busca desesperada do equilíbrio orçamentário.

No princípio dessa batalha eu disse ao microfone, diante das câmeras, no écran deste blog ou na tinta sobre papel do jornal que não há estratégia de comunicação que salve a reforma de Previdência no Congresso, por mais fisiológico e governista que este seja, se nessa reforma não vier um sério, profundo e rigoroso combate aos privilégios. A equipe que toma conta da comunicação no governo federal é indigente do ponto de vista do talento, do conhecimento e da criatividade. Os resultados a esperar de suas campanhas só podem situar-se abaixo de zero.

No entanto, uma visita à História recente é suficiente para ver que, da mesma forma mudanças no intocável sistema previdenciário são extremamente impopulares, a caça aos privilégios elege outsiders e afunda políticos comprometidos com privilégios, seja por gozá-los, seja por defendê-los. Exemplo à mão é Fernando Collor de Mello, um obscuro governador de Alagoas que, depois de um programa na televisão, tornou-se um dos maiores fenômenos de popularidades da política brasileira. A ponto de derrotar numa só eleição líderes notórios como Ulysses Guimarães, o todo-poderoso multipresidente do PMDB, Mário Covas, o gestor mais que bem-sucedido das contas do maior e mais rico Estado da Federação, Luiz Inácio Lula da Silva, depois daquele hoje aparentemente distante pleito de 1989 o mais popular político profissional do País, e Leonel Brizola, um semideus do populismo de esquerda do pós-getulismo. O “caçador de marajás” tornou-se um campeão da corrupção, como sói acontecer nessas campanhas de moralismo hipócrita, mas o tema do privilégio continua de pé. Pois o combate à corrupção da Lava Jato, os fartos exemplos de banditismo do PT, do PMDB e do PSDB, principais ocupantes do poder neste século, e os movimentos de rua entre 2013 e 2015 não mudaram a realidade nem o ódio popular que ela provoca, criando novos ídolos.

A questão passa ao largo de lendas urbanas como a inexistência do déficit previdenciário ou a anatemização automática dos aumentos de idade para se aposentar ou de contribuição para formar o capital da aposentadoria. Mas não sai do cerne da condição siamesa de reforma da Previdência e combate ao privilégio. Pelo simples fato de que continuam como dantes no “cartel” de Abrantes tanto os privilégios absurdos quanto os volumes impagáveis dos recursos necessários para remunerar o que os trabalhadores merecem quando param de trabalhar.

Acompanho agora notícias na televisão sobre absurdos de pensões e aposentadorias de políticos. A comparação é simples e dura: enquanto o Congresso se prepara para debater a proposta do governo de reforma da Previdência, que, se aprovada, estabelecerá uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria e exigirá 49 anos de contribuição para alguém receber o teto (R$ 5,5 mil) pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pelo menos 30 políticos aposentados e com mandato acumulam ganhos que, em valores brutos, garantem a eles renda mensal de até R$ 64 mil. O G1, portal da Globo, fez um levantamento sobre o pagamento de pensões a ex-governadores e de aposentadoria a ex-deputados e ex-senadores e cruzou as informações. Descobriu, por exemplo, que pelo menos 11 políticos acumulam ganhos por terem sido governadores e senadores e outros sete por terem sido governadores e deputados federais. Também identificou 12 políticos com mandato no Congresso (oito senadores e quatro deputados federais) que acumulam, além do salário de parlamentar, pensão como ex-governadores. O acúmulo de pensões e aposentadorias (ou de salários e pensões) não é ilegal. Mas se aprovada da forma como foi enviada ao Congresso, a proposta de reforma da Previdência extinguirá o sistema de aposentadoria dos parlamentares, e eles terão de passar a contribuir para o INSS e a ficar sujeitos às mesmas regras e mesmosbenefícios dos trabalhadores do setor privado. Se aprovada, essa regra valerá para os deputados e senadores eleitos após a reforma. Os atuais parlamentares e ex-parlamentares continuariam a receber em razão do chamado “direito adquirido”. Além disso, a reforma não impedirá o acúmulo de aposentadorias e pensões.

Para sair do exemplo fácil dos casos excepcionais é possível também agora trazer a prova mais acachapante de que o combate à reforma urgente e necessária não é feito pelo trabalhador que sua, paga muito e recebe pouco ao se aposentar, mas daqueles que passaram a ser chamados de “marajás” nos tempos do “carcará sanguinolento”. Oportuna reportagem de Adriana Fernandes e Idiana Tomazel, da Sucursal do Estado em Brasília, dá valiosa contribuição ao debate ao reproduzir nas páginas da Economia deste jornal que, se as normas da reforma tais como agora propostas pelo governo federal fossem levadas à prática, dois terços dos trabalhadores não seriam alcançados por elas.

Esse cálculo foi feito pelo consultor do Senado Pedro Nery. O economista usou como base os dados sobre o perfil de quem já está aposentado ou recebe outro benefício previdenciário. Segundo a reportagem citada, “o quadro mostra, portanto, que a grande maioria da população não seria atingida pelas mudanças que o governo tenta aprovar no Congresso Nacional na primeira semana de dezembro. Seriam alcançados pela reforma 34,6% dos trabalhadores”.

Apesar dessa evidência publicada num jornal de grande circulação, porém, as centrais sindicais e os partidos populistas de esquerda seguem arregimentando manifestações contra as mudanças nas ruas. E os deputados e senadores ainda se recusam a dar os três quintos dos votos necessários à aprovação da reforma, que não é apenas urgente e necessária, mas absolutamente indispensável. Pelo simples fato de que, caso a contabilidade não se torne racional, e logo, não haverá em futuro muito próximo dinheiro suficiente para pagar aposentadoria a ninguém, os que não serão atingidos pelas alterações, seja porque já estão aposentados, seja por fazerem parte dos tais dois terços que, mesmo ainda pleiteando suas aposentadorias, não são privilegiados como os 12 senadores ex-governadores citados ontem nos noticiários daGloboNews como recebedores de quinhões de até R$ 64 mil mensais (caso do peemedebista potiguar Garibaldi Alves). Ou dos R$ 52 mil por mês recebidos pelo petista acriano Jorge Viana, que se recusa a debater o tamanho de sua benesse, de vez que ela é legal. Pouco lhe importa que seja, porém, imoral. É isso.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne Politica, Estadão, na segunda-feira 27 de novembro de 2017)

Para ler no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique no link abaixo:

http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/aposentadoria-e-privilegio/

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