Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Arrogância despudorada

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Arrogância despudorada

Trio solta Dirceu e desafia jurisprudência do STF e bom senso geral

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 terça-feira 26 de junho de 2018)

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https://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/arrogancia-despudorada/

Comentário no Jornal Eldorado: Lula quase solto

Comentário no Jornal Eldorado: Lula quase solto

Ação conjunta do Trio Parada Dura – Gilmar, Lewandowski e Toffoli – não conseguiu soltar Lula na sessão da Segunda Turma do STF, como era planejado, por causa da oportuna decisão da vice-presidente do TRF4, Maria de Fátima Freitas Labarrère, que deu ao relator da Lava Jato, Fachin, sempre derrotado pelos três, a oportunidade de mandar o novo recurso da defesa do petista para o conjunto dos 11 ministros, o que só ocorrerá em agosto. Resta-lhe agora somar seus esforços aos do decano Celso e do espalha-brasas Marco Aurélio Mello, para tornar possível o registro de sua candidatura à Presidência pelo PT, que precisa ser feita até 15 do mês conhecido como “do desgosto”. Mas a vingança foi terrível: soltou Dirceu e Genu e ajudou a Gleisi e Capez.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 27 de junho de 2018, às 7h30m)

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https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-2706-direto-ao-assunto-1

Para ouvir Pra mim não, de e com João do Vale, clique no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=dYTeRfEqY7o

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Assuntos do comentário da quarta 27 de junho de 2018:

1 – Haisem Você acha que é justa e autêntica a conclusão de vários advogados, segundo os quais, depois das decisões absurdas da Segunda Turma do Supremo Tribunal tomadas ontem pelo trio Papai Noel, composto por Gilmar, Lewandowski –  e Toffoli, haveria realmente o risco de Lula ter sido solto ontem, caso o recurso de sua defesa tivesse sido julgado pelo mesmo colegiado?

2 – Carolina O que mais chamou sua atenção na atitude tomada por Gilmar, Lewandowsky e Toffoli ao soltarem o ministro José Dirceu e o tal operador do PP, João Cláudio Genu, e nas explicações que deram ao público pela atitude?

3 – Haisem A decisão também tomada na última reunião antes das férias de invalidar provas encontradas na busca e apreensão no apartamento em que Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo convivem tem, a seu ver, alguma justificativa técnica que supere sua abjeção moral?

4 – Carolina Por que na mesma sessão da Segunda Turma, além de suas atitudes costumeiras contra a Operação Lava Jato, o trio Parada Dura já citado também resolveu afrontar uma decisão do Tribunal da Justiça, mandando trancar o processo aberto contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo Fernando Capez, envolvido num processo repugnante de roubo de merenda infantil durante o governo tucano de Geraldo Alckmin?

5 – Haisem Você acredita ser verossímil a versão publicada nos jornais e citada em noticiários de televisão de que a defesa de Lula está dividida em torno de um eventual pedido de prisão domiciliar, como alternativa aos recursos pela liberdade pura e simples, que lhe tem sido negada?

6 Carolina O pedido que está sendo feito pelo Tribunal de Contas da União à Procuradoria-Geral da República para dar um parecer sobre a constitucionalidade do decreto que regulamentou as concessões no porto de Santos tem, a seu ver, alguma chance de sucesso?

7 –  Haisem Você encara a oferta de Temer ao vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, de mandar um avião buscar as crianças brasileiras que estão em abrigos separadas de seus pais como um gesto de boa vontade ou de subserviência?

8 – Carolina O que você diz da declaração da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a favor da legalidade do fim da obrigatoriedade do pagamento da Contribuição Sindical prevista na reforma trabalhista aprovada recentemente?

SONORA Pra mim não, de e com, João do Vale

https://www.youtube.com/watch?v=dYTeRfEqY7o

Comentário no Jornal Eldorado: E haja recurso!

Comentário no Jornal Eldorado: E haja recurso!

A decisão do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, de mandar o recurso da defesa de Lula contra sua decisão de cancelar o julgamento do recurso anterior na Segunda Turma para julgamento, é providencial: levantamento de Raphael Moraes Moura, publicado no Estadão, mostra que de 30 relatórios por ele apresentados à turma 13 foram rejeitados. Enquanto isso, no plenário seus votos têm vencido. A decisão atrapalha a estratégia da defesa de Lula, que esperava vê-lo livre em agosto para candidatar-se à Presidência pelo PT. Mas não impede o uso abusivo de recursos, que praticamente põe o STF à disposição da caprichosa retórica vazia do advogado Cristiano Zanin e reforça a necessidade da prisão pós segunda instância.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 26 de junho de 2018, às 7h30m)

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https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-2606-direto-ao-assunto-2

Para ouvir O Filho do Dono, com Flávio José, clique no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=5syfaJLN6X0

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Assuntos do comentário da terça 26 de junho de 2018

1 – Haisem O relator da Lava Jato, ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin, suspendeu na semana passada o julgamento que estava marcado para hoje na segunda Turma do recurso da defesa de Lula pedindo o cancelamento da condenação de seu cliente pelas primeira e segunda instâncias da Justiça. Mas o Estadão traz agora na primeira página que ontem, à noite, ele resolveu mandar o recurso a essa decisão para o plenário do colegiado. Há algum motivo para tanto?

2 – Carolina A defesa de Lula considerou estranha a citada decisão do TRF 4 por ter sido tomada às vésperas da reunião e voltou a recorrer para cancelar a condenação, tendo agora sido atendida, mas na dependência da marcação da pauta pela presidente do STF, Cármen Lúcia. Enquanto comenta essas platitudes, o advogado Cristiano Zanin Martins se desentendia com Sepúlveda Pertence sobre algo muito mais relevante, o pedido de prisão domiciliar. Por que será, hein?

3 – Haisem O que levou outro ministro do STF, Marco Aurélio Mello, a dizer, em entrevista à Rádio e Televisão de Portugal, que a prisão de Lula é ilegal, pois fere a Constituição?

4 – Carolina Há realmente motivos para que o Ministério Público Federal denuncie o procurador da República Marcelo Muller, o marchante Joesley Batista e seus advogados por corrupção por conta do acordo de delação premiada que o dono da JBS negociou com o ex-procurador geral da Republica Rodrigo Janot e o relator da Lava Jato no Supremo homologou?

5 – Haisem Você não acha que o juiz Sérgio Moro está sendo impertinente ao resistir à decisão do Superior Tribunal de Justiça, que mandou que ele encaminhasse um processo contra o tucano Beto Richa, ex-governador do Paraná, para a Justiça Eleitoral por caixa 2?

6 – Carolina Será que ainda faltam muitos réus da Lava Jato para Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandar soltar, depois de ter liberado mais um doleiro da Operação Câmbio, desligo”?

7 – Haisem Você esteve recentemente em Campina Grande no chamado “maior São João do mundo”. Que novidades nos traz sobre a crise de abastecimento de água daquela cidade? A transposição do São Francisco continua funcionando lá a todo vapor?

8 – Carolina Você acha que a Fifa fez bem em punir os jogadores da seleção da Suíça que comemoraram gols da vitória contra a Sérvia, ambas do grupo do Brasil, assumindo posição contra o país dos adversários por serem defensores da causa de sua pátria o Kosovo?

SONORA Flávio José O filho do dono

https://www.youtube.com/watch?v=5syfaJLN6X0

Estadão Notícias

Prêmio demais, delação de menos

A denúncia apresentada pela Polícia Federal contra o procurador da República Marcelo Miller, o marchante de Anápolis Joesley

Batista e seus advogados por corrupção era inevitável, porque, de fato, a delação premiada, negociada pelo Ministério Público Federal sob os auspícios de seu chefe, Rodrigo Janot, até agora mostrou que deu prêmio demais para delação de menos, de vez que até agora o delator não contou como e por ajuda de quem, Lula e Dilma, se tornou o maior produtor de proteína animal do mundo. Resta saber quando o STF vai decidir sobre isso em vez de ficar, como de hábito, empurrando o julgamento com a barriga até as calendas gregas e evitando dessa forma explicar a participação do relator Edson Fachin, que a homologou. Este é meu comentário no podcast Estadão Notícias, no ar no Portal do Estadão desde 6 horas da terça-feira 26 de junho de 2018.

Para ouvir clique no link abaixo:

https://brasil.estadao.com.br/blogs/estadao-podcasts/estadao-noticias-protagonismo-global-esta-na-agenda-simbolica-da-visita-de-pence-ao-brasil/

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https://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/premio-sem-delacao/

Podcast Estadão Notícias: Prêmio sem delação

Podcast Estadão Notícias: Prêmio sem delação

A denúncia apresentada pela Polícia Federal contra o procurador da República Marcelo Miller, o marchante de Anápolis Joesley Batista e seus advogados por corrupção era inevitável, porque, de fato, a delação premiada, negociada pelo Ministério Público Federal sob os auspícios de seu chefe, Rodrigo Janot, até agora mostrou que deu prêmio demais para delação de menos, de vez que até agora o delator não contou como e por ajuda de quem, Lula e Dilma, se tornou o maior produtor de proteína animal do mundo. Resta saber quando o STF vai decidir sobre isso em vez de ficar, como de hábito, empurrando o julgamento com a barriga até as calendas gregas e evitando dessa forma explicar a participação do relator Edson Fachin, que a homologou. Este é meu comentário no podcast Estadão Notícias, no ar no Portal do Estadão desde 6 horas da terça-feira 26 de junho de 2018.

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No Blog do Nêumanne no Estadão: A face volúvel da bola

No Blog do Nêumanne no Estadão: A face volúvel da bola

Mundial da Fifa não será resolvido apenas no campo do jogo, mas também na disputa política e de interesses

Como a mulher na famosa ária da ópera Rigoletto, de Verdi, a bola que rola em campos da Rússia no momento em que este texto é lido, é volúvel. Ou seja, pode ser clara, mas nem sempre supera o modo cada vez mais negocial do esporte que mobiliza paixões de massas e lucros, muitos lucros. Maior e mais permanente espetáculo da Terra, superando o circo, o samba e os festivais de rock na constância e na ocupação dos horários da programação da televisão, veículo de informação e entretenimento por excelência do nosso tempo, não se pode nutrir a vã ilusão de que tudo se resolva com absoluta fidelidade à justiça e ao decantado fair play. E não se trata de um fenômeno resultante dos interesses pecuniários envolvidos no jogo ou posterior à descoberta da corrupção nas entidades confederadas e internacionais que promovem os grandes torneios. É provável, embora não mais comprovável, que maus hábitos influam nos resultados de partidas e campeonatos desde as priscas eras do amadorismo então dito marrom.

Aos 67 anos, torcedor de arquibancada e telespectador de futebol desde a infância numa família de rubro-negros apaixonados, começo as minhas lembranças do ludopédio relembrando fatos antigos que não recomendam a história do Clube do Regatas do Flamengo como primor de ética e espírito meramente competitivo. A década de 1950 começou com uma superioridade esportiva avassaladora do Clube de Regatas Vasco da Grama, base da seleção nacional que protagonizou o maracanazo contra a campeã Celeste uruguaia há 58 anos. A supremacia cruzmaltina foi desafiada por outro alvinegro, o Botafogo de Futebol e Regatas, cujo ataque era arrasador, com Garrincha, Didi, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Mas minha memória de torcedor registra uma fotografia na sala de refeições da casa paterna de nosso time tricampeão de 1953, 54 e 55. Parte da explicação pode ser dada por atuações acima da média de atacantes como Evaristo, que depois seria estrela no Real Madrid e no Barcelona, e Dida, o maior ídolo do clube até a passagem de Zico. No entanto, a história registra que, àquela época, o genial romancista paraibano José Lins do Rego liderou um grupo chamado Os Dragões Rubro Negros para abordar e comprar (talvez a palavra mais exata fosse alugar) o serviço sujo dos árbitros de então. Vai saber…

À mesma época, o Santos formou uma equipe reputada como a melhor de todos os tempos. Vencedor da Libertadores da América e campeão mundial de clubes, o “peixe” tinha uma linha atacante comparada à citada do Botafogo: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Mas meu padrinho jornalístico J. B. Lemos, que foi goleiro do Rádio de Mococa, no interior paulista, jurava de pés juntos que o talento mais efetivo do dito clube praiano era o do bem-sucedido dublê de cartola e político Athiê Jorge Curi, seu presidente. Lemos e Walter Silva, o Picapau do Picape, que divulgavam essa versão, eram corintianos fanáticos (perdão pelo pleonasmo) e todos se lembram de que o Corinthians, à época chamado de “faz-me rir” e presidido pelo também político e dirigente Wadih Helu, era freguês do Santos, só desafiado pela Academia palmeirense.

Mas vamos aos fatos e às Copas. Comecemos pelas ganhas pelo Brasil. Em 1962, o time envelhecido de 1958 esteve a pique de ser eliminado na disputa de grupos ao vencer o México, empatar com a Checoslováquia e começar perdendo para a Espanha, a Fúria, o mais badalado selecionado europeu. O lateral esquerdo Nilton Santos, do timaço do Botafogo, fez pênalti no atacante espanhol, deu um passo para fora da área e para lá foi transferida a cobrança. Aí, a história registra, Amarildo, substituto de Pelé, contundido, marcou duas vezes, virou o jogo e o time terminou sendo bicampeão.

Garrincha tornou-se o dono do time e o conduziu à vitória contra o Chile, dono da casa, mas cometeu uma infantilidade à Neymar Jr., agredindo um adversário e ele, logo ele, caçado por zagueiros “botinudos”, foi expulso. Um emissário brasileiro tirou o árbitro da semifinal de circulação e, sem sua súmula, Garrincha atuou e ganhou o jogo final, dando o bicampeonato a praticamente a mesma equipe que fez a façanha de ser o único selecionado não europeu a ganhar a taça na Europa. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD) era comandada, então, por João Havelange, que deu início ao reinado de Macunaíma na sede suíça da Fifa.

Em 1966, os fundadores do esporte bretão que consagrou Biro-Biro conseguiram sua Copa do Mundo em meio a muitas denúncias de apito a favor. Há 52 anos não havia tecnologia para decidir se a bola teria, ou não, cruzado a linha fatal, nem árbitro de vídeo para ajudar o juiz. Mas o fato de a Inglaterra nunca ter conseguido um título fora de casa aumenta as suspeitas. Em 1970 o Brasil era poderoso na Fifa, montou um timaço, considerado o melhor de todos os tempos, e ficou em definitivo com a almejada taça, que foi roubada e, ao que tudo indica, derretida.

Já a vitória da Argentina em casa, oito anos depois, foi maculada pela suspeita de que os ditadores militares no poder tenham contribuído mais para o primeiro lugar da seleção do que seu grande goleador Mario Kempes ou o badalado treinador César Mennotti. Que brasileiro esqueceu o gol de cabeça de Zico no último segundo da partida, após cobrança de escanteio, com o assoprador de apito encerrando o jogo com a bola no ar? Mais inesquecível ainda foi a goleada imposta pelo campeão ao Peru, com os anfitriões sabendo que precisavam de quatro gols para se classificar e marcaram seis. O escândalo foi tal que, depois dele, foi adotado o calendário de jogos decisivos simultâneos, como foi feito na última rodada da fase de grupos na Rússia.

Outro título argentino foi no México, com um gol de mão de Maradona, que revoltou o mundo esportivo, mas não abalou a comemoração dos “hermanos”, que passaram a batizá-lo de obra da “mano de Diós”. Como decisão de árbitro não volta atrás, todo mundo viu, o resultado foi mantido, o título não foi discutido e Maradona virou deus.

Fala-se muito no apito generoso nos anos dourados do Corinthians neste século 21, mas pode ser intriga dos adversários. Reclama-se da atuação de José Roberto Wright na semifinal da Libertadores de 1981, vencida pelo Flamengo após expulsões em série de jogadores do Atlético Mineiro. Ah, mas agora há a tecnologia que mostra se a bola ultrapassou a linha e o vídeo que ajuda a esclarecer jogadas de área. Ajuda?

De novo aos fatos. No prélio entre Brasil e Suíça, o zagueiro suíço empurrou o coleguinha brasileiro Miranda e empatou o jogo de cabeça. Os europeus ficaram com 1 dos 3 pontos que perdiam. O telão no estádio mostrou o empurrão e a Fifa recriminou o erro da exibição do replay. Chororô brasileiro? E que tal a jogada que entrou para a história da Copa da Rússia como ménage à trois, na qual dois zagueiros suíços abraçaram, um pela frente e outro por trás, o avante sérvio que cabecearia para o gol? E não terminaram vencendo o jogo? Coincidência? O fato de a Suíça sediar a Fifa, é claro, nada influiu nessa decisão. Mas será que só o vídeo não viu?

E a campeã do mundo só não caiu na fase de grupos porque o árbitro do jogo e o de vídeo também não enxergaram o empurrão flagrante de Boateng no sueco. O comentarista Edinho, do SporTV, disse que o pênalti só não foi marcado porque a vítima chutou. Quem vê o repeteco sabe que ele não finalizou, mas foi empurrado e a bola bateu nele de volta. O apitador de campo precisa de um cão de guia ou deu pau no tal do VAR?

Os apressadinhos dizem que, antes de embarcar para Sochi, o técnico Tite conseguiu o feito extraordinário de isolar a seleção que ele treina da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em sua caverna de Ali Babões. Quem acreditar nessa bazófia pode embarcar para a Lapônia e treinar a seleção local sob o patrocínio de Papai Noel. Como separar o selecionado de um dirigente como Antônio Carlos Nunes Lima, o coronel Nunes, que se comprometeu a votar em Estados Unidos, Canadá e México para sedes de 2026 e sufragou o Marrocos só por imaginar que o voto seria secreto? A Fifa não deixa de ser como o é a CBF de Marin preso, Sel Nero evitando a prisão sem poder sair do território nacional e do tal basbaque proscrito. Não será fácil ganhar só com bola, como imaginam os ingênuos. Mas, com esses dirigentes, a imaturidade do maior craque do Brasil é limonada refrescante, comparada com a fraqueza política de nossos cartolas gatunos.

  • Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne segunda-feira 25 de junho de 2018)

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