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No Blog do Nêumanne: A patota do consórcio anti-Moro

No Blog do Nêumanne: A patota do consórcio anti-Moro

José Nêumanne

Condenados petistas, aliados e tucanos de mensalão e petrolão unem-se com procurador-geral escolhido por Bolsonaro, Dias Toffoli e caterva contra candidatura do ex-juiz

Na semana passada a Operação Lava Jato e Sergio Moro foram alvos de artilharia pesada do procurador-geral da República, Augusto Aras, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Em live com advogados que tiveram seus clientes como alvos do maior combate à corrupção já visto neste país, Augusto Aras determinou que “agora é a hora de corrigir os rumos para que o lavajatismo não perdure”. Ele afirmou ainda que é preciso acabar com os excessos e comparou os 350 terabytes da Operação Lava Jato de Curitiba com os 150 terabytes dos processos no Ministério Público Federal (MPF). Esses terabytes de Curitiba não deveriam surpreender o PGR. Não surpreenderiam, por exemplo, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que considerou a corrupção praticada somente pela Odebrecht como o maior caso de suborno internacional da História.

O Brasil foi tomado por uma organização criminosa (Orcrim) com divisão de tarefas estabelecida, estrutura ordenada e em caráter permanente. Na prática, um conluio reforçado. Diferentemente de outros regimes em que a lei é alterada para servir a objetivos do partido no poder, o governo petista atuava fora da lei, em conluio com alguns empresários do setor privado, administradores públicos e parte da classe política, e nele todos levavam seu pedaço. Havia um exército de mercenários com as empreiteiras corrupteiras em posição de destaque. A Orcrim atuava em conjunto com o PT e os agentes e parceiros pelo cargo e pelo dinheiro, criando a maior organização criminosa de que se tem notícia na História do País.

Nem o dinheiro dos trabalhadores escapou desse conluio. Recentemente tive acesso à delação premiada do figurão petista Antônio Palocci. Ele revela um esquema gigantesco escondido, pilotado pelos ex-presidentes de fundos de pensão de empresas estatais: Sérgio Rosa, da Previ, Wagner Pinheiro, da Petros, e Guilherme Lacerda, da Funcef, ex-sindicalistas e fundadores do PT. Eles desviaram recursos dos trabalhadores para a perpetuação do partido no poder e, principalmente, para enriquecer.

Para se eleger o populista de direita Jair Bolsonaro privilegiou na campanha o combate à corrupção e a Lava Jato, chegando ao ponto de nomear o ex-juiz federal Sergio Moro ministro da Justiça. Mas ele logo mudaria de ideia quando as investigações da Polícia Federal (PF) passaram a visar seu primogênito, Flávio Bolsonaro, o “nota zero um”. Aí passou a ter como prioridade absoluta interferir na PF. O ex-juiz da Lava Jato não admitiu isso e pediu demissão. Esse ataque à Lava Jato também tem outro objetivo: fragilizar Sergio Moro, que é um forte candidato à Presidência da República em 2022.

Com os ataques à Lava Jato e a Moro, Augusto Aras agrada a Bolsonaro com o objetivo notório de ser nomeado para uma vaga no STF. Trata-se do tradicional mercado persa das nomeações.

E não para aí. O governo e o ministro Dias Toffoli estão preparando um projeto que retira poder do Ministério Público nos acordos de leniência e o passa para a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU), órgãos subordinados ao presidente da República.

Desde que demitiu Moro do ministério, Bolsonaro e seus filhos têm usado o gabinete do ódio, com sede a 30 metros de sua sala e sob a chefia do filho nota zero dois, Carlos, para reduzir a pó a reputação do ex-juiz. Tudo o que ali foi elaborado para crucificar Santos Cruz, seu amigo desde a academia militar, e o advogado que costurou sua candidatura, Gustavo Bebianno, para lembrar os casos mais absurdos, parece truque infantil comparado com o que foi feito contra o paranaense. O resultado, porém, é nulo. Repetindo, aliás, o mesmo malogro, seja do PT, seja do site The Intercept Brasil, do ianque Glenn Greenwald, que não conseguiu enganar ninguém com suas forçadas de barra. O ex-ministro continua, impávido colosso, como um mineral imenso e pesado, imune ao ácido fétido pingado sobre sua superfície por inimigos sem escrúpulos.

Mas o consórcio de Aras, Toffoli, Mendonça, Bolsonaro, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, presidentes da Câmara e do Senado, não se dará facilmente por vencido. Seu novo plano é tirar do zero, nota perfeita para a falta de consciência dessa corja, um antigo projeto antilavajatista (para usar o neologismo de Aras) que inventa uma quarentena de oito anos para juízes e procuradores que queiram disputar mandatos nas eleições populares. O detalhe cruel do sórdido projeto, com aparente verniz garantista de araque, é a isonomia com o prazo dado aos condenados, a ser aplicado a quem ouse condená-los. Qualquer brasileiro de boa-fé pode apoiar uma quarentena desse gênero, mas tal apoio só será justo se forem feitas algumas correções no projeto que já tramita no Congresso, sob a égide do deputado Fabinho Trad, por mera coincidência, é claro, primo de Luiz Henrique Mandetta, preferencial pretendente à Presidência da República pelo DEM, partido de Maia, Alcolumbre e Onyx Lorenzoni. Convém que se aumente o prazo para condenados e se incluam na quarentena militares da ativa e da reserva, policiais e ocupantes de cargos poderosos nos três Poderes da República insana. E mais: acabar com a farra da reeleição de parlamentares a perder de vista e do abuso do significado da palavra nepotismo com a permissão de candidaturas de parentes de primeiro grau de politiqueiros em geral. Afinal, a lógica que limita Francisco também deve limitar Chico. Pois é.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne, segnda-feira 3 de agosto de 2020)

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Direto ao Assunto no YouTube: Fachin frustra Aras e Toffoli

Direto ao Assunto no YouTube: Fachin frustra Aras e Toffoli

No primeiro dia útil depois da volta do recesso do Judiciário, no qual o presidente e plantonista Dias Toffoli aprontou barbaridades com decisões monocráticas completamente absurdas, o ministro do STF Edson Fachin, relator da Lava Jato, decidiu evitar pelo menos uma das catástrofes ao negar acesso do procurador-geral da República, Augusto Aras, aos 350 terabytes de arquivos secretos com autos, delações premiadas e outros objetos de segredo de Justiça da maior operação de combate à corrupção da História. É improvável que Aras recue de sua disposição de servir a compadres como o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula dando-lhes informações de alto intereesse. Mas não será desta vez que isso vai acontecer, porque Fachin também decidiu proibir o acesso ao material que seus asseclas já puderam xeretar os computadores na sede da força-tarefa em Curitiba. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Direto ao Assunto no YouTube: Coreia, Kakay e o gabinete do ódio

Direto ao Assunto no YouTube: Coreia, Kakay e o gabinete do ódio

Tentando explicar os motivos de sua provável fuga do Brasil.para o México, confissão de culpa nos processos criminais a que responde no STF, o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos inventou uma delirante narrativa conspiratória metendo no mesmo saco Coreia do Norte, China, o advogado de maganões da República e chefões de partidos polítivos metidos em falvatruas, ricaços Antônio Carlos de Almeida Castro. vulgo Cacay, a quem o acusador atrbui filiação ao Partido Comunista, e os ministros do STF Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes visando à derrubada de seu ídolo, Jair Bolsonaro. So isso já basta para dar razões de sobra ao último dos citados para exigir de Facebook e Twitter os bloqueios das contas do insano e de seus comparsas nos crimes repetidos e sistemáticos de assassinato de reputação de adversários tornados perigosos inimigos pela direita ensandecida. E também para insistir e ameaçar com multas pesadas para conter a rebeldia dessas redes, ao tentarem passar por cima impunemente da Justiça brasileira, como se seus donos pudessem negociar no Brasil ao arrepio de nosso Estado de Direito, molecagem insustentável. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.
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Comentário no Jornal Eldorado: O pastor caçador de antifascistas

Comentário no Jornal Eldorado: O pastor caçador de antifascistas

Reportagem do colega Paulo Roberto Netto no Blog do Fausto Macedo no Portal do Estadão, informou que o Movimento Policiais Antifascismo divulgou nota após revelação de um dossiê elaborado pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, contra 579 servidores federais e estaduais identificados como ‘antifascistas’. O grupo acusou o governo Bolsonaro de promover ações similares às utilizadas para perseguição política na ditadura militar e cobrou investigação e responsabilização dos envolvidos na criação do documento. O dossiê foi revelado em reportagem do jornalista Rubens Valente, do UOL.  A denúncia é gravíssima e cabe ao Congresso cobrar duramente explicações de André Mendonça.

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Assuntos do comentário da sexta-feira 31 de julho de 2020:

1 – Haisem – Policiais antifascistas comparam dossiê do governo a práticas da ditadura  – é o título de reportagem do Blog de Fausto Macedo destacada na capa do Portal do Estadão nesta manhã. Isso será verdadeiro ou, a seu ver, não passa de excesso retórico na guerra de ódios da política

2 – Carolina – Geraldo Alckmin vira réu por suposta propina de 11 milhões e300 mil reais da Odebrecht – Este é o título de chamada da capa no ar no Portal do Estadão nesta manhã. Você acha que a temporada de caça aos tucanos continuará sendo a notícia do momento produzido pela Operação Lava Jato, ameaçada de morte pelo procurador-geral da República neste momento

3 – Haisem – Maia e Alcolumbre ampliam poder na pandemia – este é o título de chamada de primeira página na edição impressa do Estadão hoje. O que você tem a dizer sobre esta constatação

4 – Carolina – Garimpo ameaça maior linha de transmissão de energia do País – Esta é a manchete da edição impressa do Estadão hoje. O que você tem a comentar sobre esta ameaça permanente de blecaute no Brasil por deficiência de fiscalização do governo federal

5 – Haisem –  A importância do SUS – O que há, a seu ver de revelador no editorial com este título na página 3 do Estadão de hoje

6 – Carolina – Economia dos Estados Unidos sofre queda recorde de 32,9 por cento – diz título de chamada de primeira página do Estadão de hoje. Em que esta notícia que impressiona afetará nosso dia-a-dia na recessão econômica do pós-pandemia

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaristas atacam Felipe Neto

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaristas atacam Felipe Neto

O presidente Jair Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão e seus apoiadores sempre recorrem ao conceito sagrado da plena opinião livre para impedir que o STF puna, como deve punir quem cometa, comprovadamente, crimes contra a honra e a liberdade de cidadãos que não apoiam o “mito”. Caso exemplar é o do youtuber Felipe Neto, que, entrevistado por The New York Times, disse que o nosso é o pior presidente do mundo no que concerne ao combate à pandemia da covid-19. Todo e qualquer bolsonarista tem o direito líquido e certo de discordar, criticar e mostrar com números e fatos que o moço errou. Daí a inventar mentiras nas redes sociais sobre sua eventual prática do horrendo crime de pedofilia vai uma distância enorme. ameaçá-lo em sua própria casa, como fez um tal de Cavalieri, que também tinha participado do ataque com fogos ao STF, é ainda pior. Essa atitude merece repúdio, e mais do que isso, severa punição, e nada tem que ver com liberdade de expressão. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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