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Comentário no Jornal da Gazeta 1: Operação Habeas Corpus

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Operação Habeas Corpus

Firma Picciani & Puccinelli funciona graças à Operação Habeas Corpus

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 da quinta-feira 16 de novembro de 2017)

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Propaganda ofensiva

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Propaganda ofensiva

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 17 de novembro de 2017 com comentários sobre a propaganda do PMDB de Temer no rádio e na TV indigente, cínica, inútil e desrespeitosa; o acinte da Alerj articulada para impedir a prisão do trio Picciani, Albertassi e Melo; o pedido do MPF para juiz bloquear 24 milhões de reais de Lula e de seu filho Luiz Cláudio, suspeitos de pegar propina na compra de jatos suecos da Grippen para a FAB; a defesa da procuradora-geral da República da prisão de condenados em segunda instância; e o processo contra o fundador do Inhotim, em Minas. Eliane Cantanhêde também falou sobre a decisão da Alerj se Picciani vai ou não ficar em prisão cautelar; e o Rio, em geral, que continua lindo, mas… onde o MP, a PF e a justiça põem as mãos só acham sujeira e o povo paga a conta. Em Direto da Fonte, Sonia Racy abordou o projeto de regulamentação de comércio de terras para estrangeiros. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz relatou a vitória da Chapecoense sobre o Vitória da Bahia por 2 a 1, garantindo sua permanência na série A do Brasileirão.
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Comentário no Jornal Eldorado: Cinismo e desrespeito

Comentário no Jornal Eldorado: Cinismo e desrespeito

As peças publicitárias veiculadas pelo PMDB “gratuitamente” no rádio e na televisão desde a quinta 16 de novembro são de uma indigência criativa de dar dó, mas não há que ter dó do desprezo demonstrado por marqueteiros e por quem autorizou a propaganda, provavelmente Temer ou alguém de sua confiança, pela sociedade. A reprodução da insinuação do palavrão (f…) com o recurso insuficiente e grosseiro da letra inicial mais reticências é menos pornográfica do que a mentira pregando a verdade, porque, no caso, verdade não há. Desde 17 de maio a Nação espera uma explicação do presidente sobre ter recebido um meliante que depois ele mesmo desqualificou e até agora Temer não deu uma satisfação que se pareça com qualquer coisa verossímil. O uso dos grandes nomes do PMDB na programa também é um achincalhe à memória dos grandes brasileiros que juntos derrubaram a ditadura, sem que o próprio Temer não apareça nas imagens utilizadas. Vergonha, náusea!

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na sexta-feira 17 de novembro de 2017, às 7h30m)

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Abaixo, a íntegra da reprodução do comentário:

Eldorado 17 de novembro de 2017 – Sexta-feira

Na série de filmes gravados para a propaganda partidária do PMDB, veiculados desde ontem, o PMDB escolheu atacar a “trama” que supostamente foi armada para tirar o presidente Michel Temer do poder. Esta seria a verdade que Temer diz que nos libertará?

Além de, pelo menos, 11 vídeos de 30 segundos que estarão em inserções diárias, o partido também trará o mote de que a “trama foi vencida”, no programa do dia 28, que terá dez minutos de duração.

O próprio presidente aparece em uma das inserções, reforçando a ideia de que tentaram tirá-lo do poder, envolvendo-o em uma trama mentirosa. Sem citar diretamente os delatores da JBS e nem o ex-procurador-geral Rodrigo Janot, Temer diz que “a verdade é libertadora”.

SONORA 1711 B TEMER

“E não só nos livra das injustiças como nos dá ainda mais força de vontade e coragem para seguir em frente, é isso que vamos fazer com muita convicção, porque agora é avançar”, afirma ele, reforçando o slogan do governo federal.

Há outro vídeo que ataca mais diretamente a “trama” que o PMDB argumenta ter sido montada contra Temer. A peça começa com uma reportagem da revista Veja, com a foto de Janot e a frase de Joesley Batista “eles querem f…. o PMDB”. A reportagem destaca o áudio de Joesley Batista em que ele diz que Janot queria ser presidente da República. “Nada nem ninguém pode acabar com 50 anos de história, cinco décadas de luta, meio século de conquistas, mais que um partido, somos uma força, um ideal, um movimento que faz o Brasil seguir em frente”, diz o narrador.

Há também um vídeo que relembra a história do partido e destaca que “o movimento” que consta na sigla PMDB agora é pelas reformas.

Economia. Os vídeos do PMDB também vão destacar que o governo do presidente Michel Temer ajudou na recuperação da economia e apesar de tentarem “derrubar o presidente”, “o Brasil está em pé”.

As peças publicitárias são de uma pobreza criativa de dar dó, mas não há que ter dó do desprezo demonstrado por marqueteiros e por quem autorizou a propaganda pela sociedade. A reprodução da insinuação do palavrão com o recurso insuficiente da letra inicial e reticências é menos pornográfica do que a mentira pregando a verdade, porque no caso verdade não há. Desde 17 de maio a Nação espera uma explicação para o presidente ter recebido um meliante que depois ele mesmo desqualificou e até agora Temer não deu uma satisfação que se pareça com qualquer coisa verossímil. O uso dos grandes nomes do PMDB na programa também é um achincalhe à memória dos grandes brasileiros que juntos derrubaram a ditadura, sem que o próprio Temer não apareça nas imagens utilizadas. Vergonha, náusea!

Deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro podem reverter, hoje as prisões de Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, investigados pela Operação Cadeia Velha, que apura crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O que você nos diz desse desfecho?

O trio parada dura da política fluminense se entregou na sede da PF no Rio, depois que a Justiça Federal decidiu, em segunda instância, por cinco a zero, pela prisão imediata dos parlamentares contra os quais pesam acusações gravíssimas, demonstrando que o PMDB de Temer, Piccianni e Puccinelli (do Mato Grosso do Sul) em nada se parecem com o partido cuja história é contada de forma oportunista na propaganda eleitoral da TV.

O procurador Carlos Aguiar garante que não ficará de braços cruzados, caso os deputados da Assembleia não tomem uma providência.

SONORA 1711 AGUIAR

Picciani, Paulo Melo e Albertassi estão na cadeia pública de Benfica, a mesma em que está o ex-governador Sérgio Cabral. O vice-presidente da Alerj, o notório Wagner Montes anunciou do exterior que está voltando para presidir a sessão histórica. Dependendo do resultado, poderá ser histórica no bom ou no mau sentido. Tudo indica que será o pior, desde o voto coluna do meio da presidente do STF Cármen Lúcia liberando Aecinho para a naite. Impunidade malcheirosa na república da sordidez.

O Globo noticiou a existência de um acordo para a Alerj revogar a decisão tomada por 5 a 0 de mandar prender Picciani, Melo e Albertassi pelo TRF2.

A Procuradoria da República, na Brasília, requereu à Justiça Federal o bloqueio de 23 milhões e 900 mil reais do ex-presidente Lula e de um de seus filhos, Luiz Cláudio Lula na Operação Zelotes. Será que ainda dá para a família Lula da Silva ainda tem como sustentar a narrativa fictícia da perseguição política da polícia e da justiça?

O processo contra o ex-presidente por suposto tráfico na compra dos caças Gripen. Os procuradores querem confiscar 21 milhões e 400 mil reais do petista e mais 2 milhões e 500 mil de Luiz Cláudio.

O juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal, de Brasília, mandou intimar Lula e Luiz Cláudio para se manifestarem sobre o pedido de bloqueio promovido pelo Ministério Público Federal.

Lula, o filho e o casal de marqueteiros Mauro Marcondes e Cristina Mautoni  foram denunciados pelo Ministério Público Federal em dezembro do ano passado. Todos são acusado por ‘negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro e à prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da Medida Provisória 627’. O Estado revelou em 2015 o esquema de tráfico de influência e compra de Medidas Provisórias atribuído ao ex-presidente na Zelotes.

Os procuradores pedem ainda confisco de valores do casal de lobistas. O juiz Vallisney Oliveira também mandou Mauro Marcondes e Cristina Mautoni se manifestarem sobre o pedido da Procuradoria.

A Procuradoria da República afirma, na acusação, que os crimes teriam sido praticados entre 2013 e 2015 quando Lula, já na condição de ex-presidente, ‘integrou um esquema que vendia a promessa de que ele poderia interferir junto ao governo para beneficiar as empresas MMC, grupo Caoa e SAAB, clientes da empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia LTDA (M&M)’.

A notícia é mais uma pá de cal na fantasia desavergonhada que Lula, a família, os asseclas e devotos apregoam ao eleitorado brasileiro de que há uma perseguição orquestrada impossível de ser realizada entre juízes, promotores e policiais para tirar o candidato que não sai do palanque da eleição. É preciso ser muito fanático para continuar acreditando nisso.

A 4.ª Vara da Justiça Federal, em Belo Horizonte, condenou o idealizador do Instituto Inhotim, Bernardo de Mello Paz, a nove anos e três meses de prisão por lavagem de dinheiro. Qual seu sentimento a respeito disso?

Na decisão, divulgada ontem, a juíza Camila Velano condena também a irmã dele, Virgínia Paz, a cinco anos e três meses de prisão, em regime semiaberto, pelo mesmo crime. A defesa de ambos já entrou com recurso.

Localizado em Brumadinho, na região metropolitana da capital mineira, o Inhotim é um dos maiores museus a céu aberto do mundo e muito conceituado sobretudo no exterior. De acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), entre 2007 e 2008, o fundo de investimentos Flamingo, sediado no exterior, repassou US$ 98,5 milhões para a empresa Horizonte, criada por Paz, para manter o Inhotim. O dinheiro, segundo a investigação, teria sido usado para pagamentos de compromissos de empresas de Paz.

É doloroso ver como a lama cobre tudo no Brasil contemporâneo, até um dos lugares mais bonitos que conheci na vida, não apenas pela paisagem natural, mas principalmente pela idéia luminosa de espalhar por esse lugar obras de arte relevantes, como a caverna da artista concretista carioca Lygia Clark. Esta é mais uma evidência que a lama que encobre a política no Brasil também atingiu lugares de reverência à beleza e à arte.

Será que a posição divulgada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendendo a possibilidade de um juiz decretar a prisão em segunda instância, poderá alterar a prevista mudança no plenário do Supremo a respeito?

Dodge entregou ontem um memorial aos ministros do Supremo Tribunal Federal, em que defendeu a execução de penas após condenações em segunda instância. Rever o entendimento da corte sobre o tema seria um ‘triplo retrocesso’, segundo a chefe do Ministério Público Federal. Ela reiterou a constitucionalidade da decisão do Supremo Tribunal Federal que permitiu prisões após sentenças de segundo grau, proferida em outubro de 2016. “Revogá-lo, mesmo diante de todos os argumentos jurídicos e pragmáticos que o sustentam, representaria triplo retrocesso: para o sistema de precedentes incorporado ao direito brasileiro que, ao se ver diante de julgado vinculante revogado menos de um ano após a sua edição, perderia estabilidade e teria sua seriedade posta a descrédito; para a persecução penal no país, que voltaria ao cenário do passado e teria sua efetividade ameaçada por processos penais infindáveis, recursos protelatórios e penas prescritas; e para a própria credibilidade da sociedade na Justiça, com restauração da percepção de impunidade que vigorava em momento anterior ao julgamento do ARE n. 964246/SP”.

Raquel argumenta que o cumprimento das sentenças condenatórias antes da apreciação de eventuais recursos pelos tribunais superiores é fundamental para o combate à impunidade. Segundo ela, a decisão do Supremo que permitiu a execução de penas após condenações em segunda instância ‘representou, a um só tempo, uma verdadeira virada jurisprudencial e uma mudança de paradigma para a persecução penal no país’. No entanto, ela pontua que, apesar da decisão, ‘tem-se observado a sua progressiva inobservância em decisões monocráticas proferidas por Ministros do STF, geralmente em sede de Habeas Corpus impetrados com o fim de obstar a prisão de pacientes condenados em sentenças confirmadas por tribunais intermediários, quando ainda pendentes recursos extremos apresentados ao STF e STJ’. Segundo a procuradora-geral, o ‘entendimento de que o início do cumprimento da pena somente pode ocorrer após o esgotamento da via recursal aberta quando da interposição de recurso especial ao STJ – e não após a prolação de acórdão condenatório por Tribunal de 2ª instância – acarretará ‘a interposição de recursos especiais incabíveis (e de outros expedientes processuais passíveis de serem manejados em seu bojo), voltados a alongar o processo e a forçar a ocorrência da prescrição punitiva ou executória’. Faço minhas as palavras de Dodge, mas confesso não ter muitas esperanças de que a mudança não aconteça, a não ser que Cármen Lúcia se disponha a cumprir o que me falou pouco antes de tomar posse na presidência do STF de que não se submeteria aos caprichos de Gilmar Mendes, que virou a casaca desde que as acusações de procuradores e as sentenças dos juízes deixaram de ser contra o PT e seus aliados e passaram a alcançar também seus amigos tucanos. De qualquer maneira, é esperar pra ver.

SONORA Palavras repetidas Gabriel o Pensador

https://www.youtube.com/watch?v=a7e-PQoR8x0 

Estadão às 5: O cúmulo do cinismo

Estadão às 5: O cúmulo do cinismo

O PMDB atingiu o ápice do cinismo mais desavergonhado ao misturar em filmes publicitários veiculados em horário dito gratuito, mas, na verdade, pago pelo contribuinte, pois implica renúncia fiscal para compensar as emissoras de rádio e televisão, que o transmitem, figuras históricas do partido, como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, com dirigentes acusados de corrupção, que enchem a boca para falar da verdade. Bem, já que os mandachuvas do partido que, na época da ditadura, de fato ajudou a restaurar a democracia, mas hoje sequer estes se defendem com fatos incontestáveis das acusações que lhe são feitas, podemos apelar para o mais poderoso de todos eles, o presidente Temer, vir a público e contar por que recebeu o meliante Joesley Batista na calada da noite no porão do palácio e o que, na verdade, tratou naquela conversa, em vez de tentar justificar-se apenas desqualificando o interlocutor, que já era tudo aquilo de que foi acusado antes de ter sido  recebido. Este é um dos temas do Estadão às 5, apresentado na TV Estadão por Emanuel Bomfim e comentado por mim do estúdio da redação do jornal e retransmitido pelas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook na quinta-feira 16 de novembro de 2017, às 17 horas.

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Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Privilégio para delinquentes

Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado: Privilégio para delinquentes

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quinta-feira 16 de novembro de 2017 opinando sobre as aposentadorias privilegiadas de deputados que delinquiram, as noções estapafúrdias do presidente sobre democracia e História em Itu; as suspeitas sobre o Picciani ministro de Temer; as suspeitas sobre propinas pagas pela Globo para transmitir torneios internacionais de futebol; e as agruras de João Gilberto, no miserê e interditado. Eliane Cantanhêde abordou a reforma ministerial (o que se vê é Temer espremido por pressões de todos os lados, dos que querem ficar e dos que querem entrar);e o fato de e a toda hora surgireem revelações sobre “direitos” de aposentados especiais, como deputados – entre os que foram cassados, as aposentadorias vai até 23mil reais. Sonia Racy, em Direto ao Ponto, revelou que Marcelo Odebrecht cumprirá prisão domiciliar no dia 19 de dezembro. E, em Perguntar Não Ofende, Marília Ruiz comentou (ou comemorou?) seu time, Corinthians, heptacampeão!

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