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Comentário no Jornal Eldorado: Cuspindo nos torturados

Comentário no Jornal Eldorado: Cuspindo nos torturados

O presidente do Senado, Eunício de Oliveira, não pode continuar fazendo corpo mole para decidir sobre o pedido de impeachment apresentado pelo professor Modesto Carvalhosa contra o ministro do STF Gilmar Mendes, apresentando nove razões para a necessidade da medida, e cobrado pelos senadores Randolfe Rodrigues e Lasier Martins. Agora o indigitado deu mais uma razão, a décima, ao fazer mais uma declaração imprópria à sua condição, que ele mesmo classifica como de um “supremo”, cuspindo na memória de todos os torturados na guerra suja contra a ditadura militar ao comparar o uso de algemas no traslado do ex-governador Sérgio Cabral para o IML de Curitiba, afirmando que se caminha para “tortura em praça pública”.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 12 de junho de 2018, às 7h30m)

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modesto

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Assuntos para comentário de quarta-feira 13 de junho de 2018

1 – Haisem Qual será o resultado da iniciativa tomada ontem pelos senadores Randolfe Rodrigues e Lasier Martins, exigindo do presidente do Senado, Eunício Oliveira, uma posição sobre o pedido do professor Modesto Carvalhosa de impeachment do ministro do Supremo Gilmar Mendes, que voltou a fazer mais uma afirmação no mínimo polêmica?

2 – Carolina O que mais o choca no tragicômico espetáculo do terço que o papa Francisco não mandou o advogado argentino entregar a Lula, o preso mais famoso do Brasil, como chegou a ser divulgado até na imprensa no Exterior?

3 – Haisem Que reação você prevê da defesa de Lula à decisão do ministro Félix Fischer de lhe negar a interrupção do cumprimento de pena para fazer campanha antes de o TRF-4 de Porto Alegre decidir sobre esse recurso?

4 – Carolina Que pedra no meio do caminho do PT o Supremo Tribunal Federal colocou ao marcar o julgamento do casal Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann para a terça-feira que vem?

5 – Haisem A inclusão da deputada Cristiane Brasil na investigação da Polícia Federal sobre a quadrilha que rouba dinheiro destinado ao trabalhador no sistema corrompido de registro espúrio de sindicatos altera em que, a seu ver, a imagem do governo Temer, que fez das tripas coração para nomear a filha do dono do PTB ministra do Trabalho?

SONORA_CRISTIANE BRASIL 1306

6 – Carolina Que relevância histórica tem a decisão tomada ontem no STF de adotar também em relação a ministros da limitação do foro privilegiado já empregada no caso de parlamentares?

7 – Haisem O que dizer da intervenção militar na segurança do Rio diante de duas notícias de ontem: a execução do chefe da Delegacia de Combate às Drogas com um tiro na cabeça e a passagem dos 90 dias desde 14 de março, quando Marielle Franco e Anderson Gomes foram eliminados, sem que um só fato relevante tenha sido revelado pela investigação inútil até agora realizada para desvendar o atentado?

8 – Carolina Que justificativa o presidente Temer pode dar ao contribuinte assediado pela crise econômica para gastar milhões de reais num aparelho que lhe permita usar telefone celular em viagens aéreas?

SONORA Teixeirinha e Mary Terezinha Não e não

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Comentário no Jornal da Gazeta 2: O conto do vigário de Roma

Comentário no Jornal da Gazeta 2: O conto do vigário de Roma

Argentino se faz de emissário do papa para visitar Lula, mas não o vê

(Comentário no Jornal da Gazeta 2 terça-feira 12 de junho de 2018)

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Comentário no Jornal da Gazeta 1: Podridão no ar

Comentário no Jornal da Gazeta 1: Podridão no ar

Governo só não sente cheiro do próprio cadáver porque está morto

(Comentário no Jornal da Gazeta 1 terça-feira 12 de junho de 2018)

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No Estadão desta quarta-feira: País sequestrado por um condenado preso

No Estadão desta quarta-feira: País sequestrado por um condenado preso

Lula lidera pesquisas porque escolheu sucessores ineptos e desmoralizou oposição

Os resultados da última pesquisa Datafolha, publicada domingo pela Folha de S.Paulo, não podem ser considerados definitivos para prenunciar a apuração da eleição de daqui a quatro meses porque representam um retrato atual, como sempre, nunca uma profecia exata. E também porque revelam agora uma decisão que muitos cidadãos ainda estão por tomar. Configuram, contudo, e ao que parece de forma cristalizada, tendências que dificilmente mudarão, pois refletem uma situação antiga, crônica, lógica e irrefutável.

Os 30% de preferência pelo soit-disant presidenciável do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, impressionam por dois motivos. Antes de tudo, porque ele foi condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre, a 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro. E é inelegível. Em segundo lugar, por cumprir pena em Curitiba e, portanto, não ser disponível para participar de comícios, carreatas e até, conforme presume quem tem bom senso, gravar pronunciamentos para a propaganda nada gratuita no rádio e na televisão. O comportamento inusitado da Justiça, permitindo-lhe um dia a dia não vivido por outro preso comum – e ele é apenas mais um –, pode pôr em questão a segunda afirmativa. Mas, por enquanto, prever a continuação dessa anomalia, vencidos os prazos legais para o registro de candidaturas, não é realista.

A fidelidade de quase um terço do eleitorado brasileiro ao carisma do mais popular líder político e mais famoso presidiário do País, a esta altura do campeonato, confirma uma evidência e nega uma lenda urbana. O primeiro lugar no ranking atesta que a emoção é decisiva no ato de digitar o número do pretendente na máquina de votar. E o petista é, disparado, o único dos que se apresentaram à liça a despertar a paixão do cidadão, seja por afeto, seja por repulsa. Mas também, por paradoxal que pareça, o voto em quaisquer nível social e escolaridade é decidido pelo estômago e pelo bolso.

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo, perdeste o senso”, resmungará o leitor aflito, citando o repetido verso de Olavo Bilac. Afinal, além de condenado, Lula responde na Justiça a mais seis processos criminais, que, juntos, o desmascaram na chefia de uma organização criminosa que levou a Petrobrás à falência, quebrou as contas públicas, esfolou a economia a ponto de gerar 24 milhões de desempregados e desiludidos, conforme o confiável IBGE, e indicou os dois presidentes mais desastrados e, por isso mesmo, mais impopulares da História: a companheira petista Dilma Rousseff e o cúmplice Michel Temer, do PMDB. Sem Temer, Dilma não teria sido eleita. Sem os votos do PT, Temer não seria presidente.

É aí que entra neste raciocínio a negação de que o brasileiro não tem memória, uma lenda antiga e frágil. Os apressadinhos, que, conforme ensinava vovó, comem cru ou sapecado, arguirão que, ao desprezarem os dados da realidade que fazem de Lula um réprobo, e não os quindins de iaiá, os brasileiros que vegetam abaixo da linha da pobreza não têm memória mesmo e ponto final. Alto lá! História é uma coisa, memória é outra. A História é objetiva, relata fatos indesmentíveis, questiona mitos aparentemente indestrutíveis. A memória é subjetiva. Cada um tem a sua. A lembrança dos fatos ao redor é sempre imprecisa e traiçoeira. A recordação dos benefícios pessoais é permanente. Os que asseguram que votarão em Lula têm a memória gostosa dos tempos de ouro do crédito fácil e do acesso à proteína barata sobre a mesa da família.

A História revela que a inflação acabou, o poder de compra da moeda permitiu o acesso das famílias pobres ao consumo inatingível, por obra e graça do Plano Real, do câmbio flutuante e da Lei de Responsabilidade Fiscal, sob a égide do tucano Fernando Henrique. Mas a memória ressuscita o crédito farto e fácil e é isso que segura Lula no topo das pesquisas.

Detratores de institutos de opinião poderão até constatar que os índices recentes não se confirmarão. Mas dificilmente as tendências serão desmentidas. A principal delas é a novidade que ameaça surgir do panorama visto da pinguela sobre a fossa: a disseminação generalizada de que político nenhum presta mesmo e, então, o melhor é escolher um entre tantos condenados que no passado mais recente lhes “encheram o bucho”, como se diz em meu Nordeste de origem, região tida como baluarte lulista. Sabe o “rouba, mas faz”? Pois…

Em 2013, a população foi à rua protestar contra tudo e no ano seguinte reelegeu Dilma e Temer, dois precipícios para a tragédia. Em 2016 o eleitor surrou o PT porque a Lava Jato levou o partido aos tribunais e às prisões. Presos em Curitiba estão todos os chefões petistas: o próprio Lula, Zé Dirceu e Palocci. E, pior de tudo, três ex-tesoureiros – Delúbio, Vaccari e Paulo Ferreira – tiveram o mesmo destino. Há quem lembre diante desse fato que a organização criminosa, vulgo quadrilha, se afigura na forma da lei com a reunião de mais de quatro membros. Ou seja…

Em 2014 o PSDB fez de Aécio Neves a esperança anti-PT para pelo menos metade da sociedade, que não cai na lábia do profeta de Vila Euclides. O neto de Tancredo Neves, ilusão da Nova República abatida pela septicemia, contudo, protagonizou a maior frustração política da nossa História. Denunciado por um suspeito de ter enriquecido pelo compadrio de Lula e asseclas, gravado anunciando a morte do primo, caso este o delatasse, o mineiro poderia ter passado em branco pela inutilidade que protagonizou em seu mandato de senador pelo Estado mais habilidoso do Brasil. Mas fez muito pior, ao mostrar que seu adversário-mor comprou até a oposição fajuta em que ele mandava.

Lula nem precisará candidatar-se para encarnar o paradoxo deste país surreal, que mantém sob sequestro em sua cela de preso comum: beneficia-se por ter escolhido sucessores que quebraram o Brasil e pagou à oposição para anulá-la.

*José Nêumanne – Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na página 2 do Estado de S. Paulo da quarta-feira 13 de junho de 2018)

Estadão Notícias: Juntos de novo

Estadão Notícias: Juntos de novo

Lula e Fernando Henrique parecem conectados desde muito tempo atrás e não conseguem se separar. Desta vez, o tucano depôs ao juiz Sérgio Moro em defesa do petista. Em benefício do réu e de si próprio, a testemunha contou que presidentes da República têm por obrigação, ao contrário de executivos privados, receber gente de toda espécie, de banqueiros a sindicalistas, o que é, por suposto, muito diferente de receber propinas, de que o sucessor da testemunha na Presidência é acusado pelo Ministério Público Federal para fazer reformas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia. O depoimento foi tomado logo depois de ter sido divulgado que o próprio FHC teria sido pilhado num e-mail encontrado no computador de Odebrecht pedindo-lhe dinheiro para o PSDB. Este meu comentário faz parte do Estadão Notícias, inserido no Portal do Estadão às 6 horas da segunda-feira 11 de junho de 2018.

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