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Comentário no Jornal Eldorado: Dirceu: fim do escárnio

Comentário no Jornal Eldorado: Dirceu: fim do escárnio

O TRF 4 pôs fim à folga dada a José Dirceu por seu advogadinho de plantão no STF, Dias Toffoli, e mandou ofício para juiz Luiz Antônio Monat, substituto de Sérgio Moro na 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, executar o início do cumprimento de pena ao condená-lo pela segunda vez, somando aos 30 anos e 9 meses da anterior mais 8 anos e 10 meses agora (ao todo 39 anos e 7 meses). A liberdade que o ladrão e lavador de dinheiro gozou desde que foi mimoseado com um alvará de soltura pelo atual presidente do STF, definitivamente desmoralizado com esta iniciativa estapafúrdia, confirmada pelos reincidentes Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, da Segunda Turma do STF, ficou sendo até o fim da regalia um escárnio para todo brasileiro honesto, a quem foi negado a igualdade de todos perante a lei.

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Assuntos para comentário da sexta-feira 17 de maio de 2019

1 – Haisem – Está na primeira página do Estadão “TRF nega recurso e juiz manda prender Dirceu”. Qual é a grande novidade que há no fato de que, enfim, o multicondenado José Dirceu voltará para a cadeia ao se entregar hoje à polícia por determinação do TRF 4 e ordem de prisão dada pelo juiz que substituiu Sérgio Moro na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba

2 – Carolina – Em que mudam os planos para o futuro que a defesa de Lula está fazendo para seu cliente com o envio de sua segunda condenação pela juíza-substituta Gabriela Hardt agora pelo substituto definitivo Luiz Antônio Bonat ao TRF 4

3 – Haisem – A manchete do Estadão hoje é “Venham para cima de mim. Não vão me pegar”, diz Bolsonaro. Por que o senador Flávio e seu pai, o presidente se manifestam com tanta indignação a respeito do Ministério Público do Rio de Janeiro que investiga indícios de organização criminosa na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro

SONORA_BOLSONARO INVESTIGACOES

4 – Carolina – Você se considera satisfeito com a explicação dada pela defesa do desaparecido Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, de que o cliente ainda não apareceu para prestar esclarecimentos ao Ministério Público porque precisa cuidar mda saúde

5 – Haisem – Que explicações pode haver para a velocíssima rotatividade na troca de presidentes do Inep, órgão público que tem a grave responsabilidade de cuidar do Enem, como mostra saída de Elmer Vicenzi

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6 – Carolina – Você, afinal, ficou satisfeito com a decisão final do TRF 2 do processo que já dura 12 anos contra 22 chefões do jogo do bicho do Rio de Janeiro, incluindo estrelas do carnaval carioca como Anísio Abraão Davi, da Beija Flor, e o capitão Guimarães, ex-presidente da Liga das escolas de samba, reduzindo as penas de 47 anos para 26

7 – Haisem – E o que você me diz de outra decisão importante do TRF 4 ontem ao mandar prender o pecuarista José Carlos Bumlai, que freqüentava com um crachá especial com licença para perambular pelo Palácio do Planalto no governo de Lula

8 – Carolina – O que de especial há em sua entrevista semanal no blog com o dicionarista e jornallista pernambucano Fred Navarro

Comentário no Estadão Notícias: Bolsonaro e o Coaf

Comentário no Estadão Notícias: Bolsonaro e o Coaf

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem nos Estados Unidos que continua querendo que o Coaf continue subordinado hierarquicamente ao Ministério da Justiça, mas que respeitará a decisão soberana do Congresso se transferi-lo para o da Economia. É prudente que fale dessa maneira, principalmente com a sequência de derrotas que vem sofrendo nos últimos dias na Câmara, mas talvez ele pudesse argumentar que não faz sentido o Legislativo decidir sobre o compromisso que assumiu com os brasileiros que o elegeram. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas de sexta-feira 17 de maio de 2019.

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Nêumanne Entrevista Fred Navarro (2019 – 18ª)

Nêumanne Entrevista Fred Navarro (2019 – 18ª)

Se contas públicas

continuarem deficitárias,

Brasil cairá num buraco negro,

diz escritor

Para Fred Navarro, antipetismo e facada elegeram Bolsonaro, e no futuro ideologia será tão útil quanto telégrafo e gravata borboleta

“No Brasil, o fundo do poço é só uma etapa rumo ao verdadeiro buraco negro que nos espera se não tomarmos juízo e pusermos as contas públicas no azul”, previu o dicionarista pernambucano Fred Navarro, protagonista nesta semana da série Nêumanne Entrevista no blog. Na sua opinião, duas forças elegeram Bolsonaro presidente: “Em primeiro lugar, disparado, o antipetismo, uma força poderosa ainda não dimensionada corretamente à esquerda ou à direita, nem estudada pelos futuros ou atuais doutores da USP, PUC, Unicamp, UFRJ ou UnB. E em segundo, a facada, um marco divisor no processo eleitoral”. Ele também não vê muito futuro no Fla-Flu permanente das ideologias na política nacional. “A ideologia, no futuro, será tão útil quanto o telégrafo e a gravata borboleta. Os governos dos países nórdicos já caminham nessa direção, a social-democracia (centrista) europeia também, as cabeças lúcidas no Canadá, na Austrália e no Japão, também. Obviamente, a estrada é longa para latino-americanos, africanos e boa parte dos países asiáticos, que ainda elegem ou legitimam, ou por bem ou sob pressão, títeres de interesses escusos, bandidos disfarçados de políticos, ladrões de cofres públicos, traficantes dos sonhos e do futuro de seus povos, enfim”.

Fred autografa seu Dicionário do Nordeste, cuja última edição (da Cepe) em 2013, com 716 páginas, conta com mais de 10 mil verbetes. Foto: Acervo pessoal

Fred autografa seu Dicionário do Nordeste, cuja última edição (da Cepe) em 2013, com 716 páginas, conta com mais de 10 mil verbetes. Foto: Acervo pessoal

A pedido do entrevistador, ele redigiu um texto para apresentá-lo ao leitor do Blog. Ei-lo:

62 anos em 25 linhas

Fred Navarro

Do pacato Recife, em meados dos anos 1950, onde nasci em 1957 no bairro de Campo Grande, até o Itaim-Bibi, onde moro na megalópole paulistana, são 62  anos de idas e vindas, acertos e erros, venturas e desventuras, como costuma acontecer com todos. Política, jornalismo, linguagem e cultura popular, teatro, histórias em quadrinhos, literatura e cinema. Desde a adolescência, nos tempos do velho ginásio, o que me interessou nessas áreas foi a possibilidade do debate permanente, a violação das fronteiras até então permitidas, a busca incessante por novos horizontes.

Aos 22 anos, no final dos cinzentos anos 1970, iniciei a carreira de jornalista como correspondente do jornal Movimento, publicado sob censura severa, mas um dos únicos porta-vozes da imprensa independente ou sem compromissos com o regime militar. A luta pela anistia trouxe de volta a Pernambuco, no começo dos anos 1980, Miguel Arraes, Francisco Julião e Gregório Bezerra, entre outros, e fui designado pelo jornal para entrevistá-los.

Para Fred, "a liberdade e a democracia são conquistas de uma luta danada, cotidiana, dependem do trabalho incansável, são frutos de uma batalha sem fim." Foto: Acervo pessoal

Para Fred, “a liberdade e a democracia são conquistas de uma luta danada, cotidiana, dependem do trabalho incansável, são frutos de uma batalha sem fim.” Foto: Acervo pessoal

Depois, em São Paulo, no final dos anos 1980, trabalhei dois anos na revista IstoÉ, como revisor e redator, e fui colaborador permanente do jornal Voz da Unidade, porta-voz então do clandestino Partido Comunista Brasileiro. Abandonei as redações no início da década de 1990 para me tornar sócio e diretor de duas assessorias de imprensa.

Ao longo dos últimos 20 anos, paralelamente às atividades como jornalista e empresário, publiquei os livros Assim Falava Lampião – 2.500 Palavras e Expressões (1998) e Dicionário do Nordeste (2004). A última edição do segundo (Cepe Editora, 2013, 716 páginas), lançada em 2013, conta com mais de 10 mil verbetes. Em São Paulo, nos anos 1990, foram publicadas as HQs Deixem Diana em Paz e Espelho do Tempo, baseadas em roteiros originais de minha autoria, com desenhos em bico de pena do desenhista e escultor pernambucano Cavani Rosas. Deixem Diana em Paz, em 2013, foi adaptada para o cinema, em animação dirigida pelo jornalista Júlio Cavani, filho do artista.

Sou colaborador da revista Continente, do Recife, e da Revista Bula, de âmbito nacional, além de escrever eventuais artigos para em blogs e sítios da internet dedicados à política e à cultura.

Nêumanne entrevista Fred Navarro

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Comentário no Jornal da Gazeta: Desce do palanque, capitão!

Comentário no Jornal da Gazeta: Desce do palanque, capitão!

Ao comprar uma briga contra todos os brasileiros que participaram de manifestações populares nas ruas, insatisfeitos com os cortes nos orçamentos das universidades federais, chamando-os de “idiotas úteis” e militantes que servem de “massa de manobra”, Jair Bolsonaro mostrou que, após quatro meses e meio no governo, ainda age como se estivesse no palanque atacando adversários e seduzindo prosélitos. Já passou a hora de assumir o mais importante compromisso de todos que é o de unir o País em torno de um programa para salvar o povo da desgraça em que foi jogado pela corrupção e pela roubalheira de seus antecessores do PT, PMDB, outros aliados e do PSDB, que pegou propina para fingir que fazia oposição. Grosserias do gênero só ampliaram a voz, que teria sido restrita, dos manifestantes e em nada ajuda.

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Assuntos do comentário da quinta-feira 16 de maio de 2019

1 – Haisem – O que inspirou e a que ponto poderá levar o governo e o País a declaração dada pelo presidente Jair Bolsonaro em Dallas, no Texas, usando expressões grosseiras como “idiotas úteis” e “massa de manobra”

SONORA_BOLSONARO 1605 A

2 – Carolina – Manchete do Estado hoje é a seguinte: “Governo enfrenta protestos de rua e pressão no Congresso”. Que influência esse tipo de manifestação pode ter sobre a governabilidade já bastante fragilizada

3 – Haisem – Como, afinal, se saiu o ministro da Educação, Abraham Weintraub, no depoimento que deu na Câmara atendendo convocação aprovada por 307 deputados

SONORA_WEINTRAUB 1605ª

4 – Carolina – O que motivou o chamado Centrão a abandonar o ministro da Educação na Câmara e a comparação que seus líderes fizeram entre o movimento de rua de ontem e a mobilização desses mesmos partidos quando engrossarem o caldo do impeachment de Dilma Rousseff

5 – Haissem – Que impressão você teve da espécie de “fala ao trono” que o ex-presidente Michel Temer e seu advogado Carnelós protagonizaram à porta da casa do primeiro após ele ter sido dispensado da privação de liberdade pela decisão unânime da Sexta Turma do STJ com a cereja do bolo que foi o voto do presidente do colegiado, Nefi Cordeiro

6 – Carolina – O que você acha que motivou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a defender no Twitter o endurecimento do combate ao crime violento e contra a impunidade de quem rouba dinheiro público

7 – Haisem – Que conseqüências práticas poderá ter sobre os mandatos do senador Flávio e de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, a divulgação da declaração de membros do Ministério Público do Rio a respeito dos indícios de lavagem de dinheiro dele quando era deputado estadual no Rio

8 – Carolina  – O que justifica, na sua opinião, as decisões disparatadas da ministra do STF Cármen Lúcia sobre o habeas corpus que ela concedeu e depois revogou para a quebra do sigilo do advogado da JBS, que a própria OAB negou ter pedido

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro precisa assumir já

Direto ao Assunto no YouTube: Bolsonaro precisa assumir já

Há quatro meses e meio, Bolsonaro é presidente de todos os brasileiros, eleito, diplomado e empossado legitimamente como tal e tem todas as prerrogativas e deveres do cargo. Não pode, pois, continuar agindo como se ainda estivesse no palanque falando para seus prosélitos e criticando seus adversários. Ao definir os manifestantes dos protestos contra cortes na educação como “idiotas úteis”, “massa de manobra” e “militantes”,  entrou numa briga de boteco sujo, quando deveria cumprir sua missão de tirar o Brasil da tremenda crise em que foi afundado por PT, cúmplices e falsos adversários deste bando de meliantes que já estão fora do poder. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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