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Nêumanne entrevista Arthur Antunes Coimbra, Zico

Nêumanne entrevista  Arthur Antunes Coimbra, Zico

Americanos não ganham mais porque imitam europeus, diz Zico

 

Zico estranha que as seleções sul-americanas não vençam mais Copas do Mundo, de vez que os melhores jogadores dos maiores clubes europeus nascem em nosso subcontinente

 

“Temos perdido um pouco da identidade do nosso futebol sul-americano, do drible, do um contra um, da magia, da técnica, da qualidade, e estamos jogando somente o plano tático, no estilo europeu. O jogador sul-americano está indo muito cedo para a Europa e, em vez de treinar a individualidade, evoluir o lado de jogador, ele está mais preocupado com a questão técnica e tática.” Esse diagnóstico é feito por Zico, o maior ídolo da história do clube mais popular do Brasil, o Flamengo, o verdadeiro fundador do futebol no Japão, onde passou 15 anos e atuou como jogador no Kashima Antlers, além de ter sido técnico da seleção nacional e dirigente. Preparando-se para voltar ao Japão em agosto e assumir um cargo na direção do mesmo clube que o projetou no Oriente, ele jura amor eterno à sua cidade, o Rio de Janeiro, assegurando que nunca se vai mudar definitivamente de lá, por mais difícil que seja viver na antiga “cidade maravilhosa”.

Experiência internacional como jogador, técnico, auxiliar e dirigente autoriza análise de Zico sobre Copa de 2018. Foto: Karim Jaafar/Al-Watan, Doha/AFP

Experiência internacional como jogador, técnico, auxiliar e dirigente autoriza análise de Zico sobre Copa de 2018. Foto: Karim Jaafar/Al-Watan, Doha/AFP

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Nêumanne entrevista Elena Landau

Nêumanne entrevista Elena Landau

Para Elena Landau, como instituições não funcionam, é hora de refundar o Estado, convencendo pessoas a desistirem de milagreiros e soluções fáceis e erradas

“O Estado brasileiro não precisa apenas ser reformado, mas refundado”, pontua a economista e advogada tucana carioca Elena Landau, entrevistada do Blog do Nêumanne esta semana. Decepcionada com o desempenho da seleção brasileira na Copa da Rússia, a botafoguense e defensora de Neymar Jr. não é pessimista quanto à continuação da discussão da pauta reformista, apesar da desistência da reforma da Previdência. Temerosa pelo futuro da economia, da democracia, do filho e do neto, ela constata que “as instituições não estão funcionando. Governo fraco, Congresso apenas tentando sobreviver, STF rachado, dando péssimo exemplo”. Tudo a leva a crer que “veremos de novo anos perdidos e um encontro com o destino populista autoritário. Na América Latina temos o exemplo do Chile, mas parece que o Brasil escolheu ser Bolívia… ou Venezuela.” Neste ano eleitoral, porém, enxerga uma luz no fim do túnel: “A luz que falta é as pessoas pararem de buscar milagreiros e soluções – supostamente — fáceis”.

Para Elena, as pessoas precisam ser convencidas a deixarem de esperar milagreiros e soluções fáceis

Para Elena, as pessoas precisam ser convencidas a deixarem de esperar milagreiros e soluções fáceis

Elena Landau é economista e advogada formada em ambos os cursos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde também recebeu o título de mestre em Economia. Foi professora do Departamento de Economia da PUC-RJ e da Faculdade de Direito da FGV-RJ, assessora econômica da presidência do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e consultora e diretora jurídica da Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE). Foi ainda conselheira da Vale, da Cemig e da AES e presidente do Conselho da Eletrobrás. Organizadora e autora dos Tomos I e II do livro Regulação Jurídica do Setor Elétrico, autora de diversos artigos nas áreas do Direito e da Economia, com destaque para os temas da privatização, energia elétrica e organização do futebol no Brasil. Atualmente é sócia do escritório de advocacia Sérgio Bermudes, membro do Conselho Consultivo da Comgás e presidente do Conselho Acadêmico do Livres. Escreve um artigo quinzenal no Caderno de Economia do jornal O Estado de S. Paulo.

Elena em palestra na New York University

Elena em palestra na New York University

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Nêumanne entrevista Afonsinho

Nêumanne entrevista Afonsinho

Ícone do passe livre, Afonsinho prega mais força para os clubes

Para “prezado amigo” de Gil, supremacia do futebol brasileiro depende hoje de fortalecimento dos times e de opções de educação e profissões para talentos

Com a autoridade de quem simbolizou o movimento que libertou os craques de futebol da escravidão do passe, que os prendia aos clubes, Afonso Celso Garcia Reis, o meia Afonsinho, do Botafogo do Rio dos tempos de Nilton Santos, Garrincha e Didi, acha que esta é a hora de valorizar esses clubes. Em entrevista ao Blog do Nêumanne, o personagem de Gilberto Gil, invocado no samba Meio de Campo — “Prezado amigo Afonsinho, eu continuo aqui mesmo, aperfeiçoando o imperfeito” –, enxerga no eventual fortalecimento deles o necessário contrapeso para os “empresários”. Estes, segundo o craque, “hoje grupos fortíssimos, intermediários, ganham o protagonismo, porque a ‘cartolagem’ usa o clube como balcão de feira, o torcedor (suporter) é apenas consumidor, não tem peso político, apenas pode fazer arruaça e violência quando o time perde”. Para ele, “as arenas e a multiplicação exagerada de canais de esporte são consequências dessa explosão financeira descontrolada pela sociedade.”

Afonsinho nasceu em São Paulo em 1947. Meia-armador de estilo elegante, foi descoberto no XV de Novembro de Jaú em 1962 e tornou-se conhecido nacionalmente como jogador do Botafogo do Rio, que o contratou em 1965, tendo sido várias vezes campeão e capitão na conquista da Taça Brasil de 1968. Em 1970, no auge de sua forma, foi emprestado para um time de subúrbio, o Olaria, à época treinado pelo supercraque Jair da Rosa Pinto, como punição por ter-se recusado a aparar os cabelos compridos e a barba. Voltou ao alvinegro da Rua General Severiano, mas encostado, e então ficou nacionalmente conhecido por sua luta contra o sistema escravagista de trabalho dos jogadores presos aos clubes nos quais jogavam pelo passe. Foi o primeiro jogador profissional a ganhar passe livre, em decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em 1971. Somente 27 anos depois, em 1998, a Lei n.º 9615 deu liberdade ao jogador para trabalhar onde quiser, no Brasil. Afonsinho jogou ainda nos times de Fluminense, Flamengo, Vasco, Santos (com Pelé), América de Minas e Madureira. E foi tema da canção Meio de Campo, de Gilberto Gil, dos filmes Passe Livre, de Osvaldo Caldeira, e Barba, Cabelo & Bigode, de Paulo Branco (com seus amigos Paulo Cézar Lima e Nei Conceição), e dos livros Prezado Amigo Afonsinho, de Kleber Mazziero de Souza, e Afonsinho e Edmundo – A Rebeldia no Futebol Brasileiro, de José Paulo Florenzano. Mora em Paquetá com a mulher, Regina, e é médico aposentado da saúde pública.

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Nêumanne entrevista Aninha Franco

Nêumanne entrevista Aninha Franco

Solitária opositora de ACM e do PT, Aninha Franco, agitadora cultural em Salvador, vê luz no fim do túnel na sociedade “indignada, assustada, espoliada”

“Somos ex-colônia há pouco tempo, pois considero o Império um prolongamento colonial. Há 130 anos, humanos escravizados percorriam essas ruas do Pelourinho onde o Olodum percussiona e a República resiste ao populismo. Nossas Repúblicas Velha, Nova, Novíssima ainda não fizeram nada para humanizar esse passado”, dispara a poeta, dramaturga e, sobretudo, agitadora cultural que administra um espaço de prosa, poesia e gastronomia, a República Af, no Pelourinho, centro de sua cidade natal, Salvador, capital da Bahia de todos os santos. Militante petista à época do mando de Antônio Carlos Magalhães, hoje ela é pólo da oposição ao PT do novo patriarca, Jaques Wagner, o Jaquinho, favorito na disputa pelo Senado em outubro. No meio do atual conflito entre mortadelas e coxinhas, ela afirma, sem titubear: “Por experiência, devo dizer que ACM foi um opositor muito mais gentil que Jaques Wagner”. E quem quiser que negue.

Aninha Franco, nascida em 1951 em Salvador, naBahia, é leitora voraz e exigente, escritora de publicações homeopáticas. Hedonista. Assentadora de espaços culturais muito frequentados, o Bleff e o Espaço Bleff nos anos 1980, o Theatro XVIII nos Anos 1990 e 2000, a República Af nos anos 2010. Poeta até os anos 1990, historiadora cultural quando necessário, dramaturga sempre que necessário. Colunista, gourmet e bibliófila sempre. Atualmente, acompanha a edição de Anotações sobre o Fim doSéculo na Cidade da Baía, projeto que ganhou a Bolsa Vitae em 2004, com publicação prevista para este ano. E organiza os 14 mil títulos da República, sua cozinha e sua sala de degustações (Sala Ita) “para receber pessoas de bom gosto.”

Nêumanne entrevista Aninha Franco

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Nêumanne entrevista José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, Boni

Nêumanne entrevista José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, Boni

No Brasil estamos “trancados e sem saída”, diz Boni

Para ex-diretor da Globo, corrupção, políticos que não largam o poder e falta de governabilidade são problemas para os quais nenhum candidato à eleição aponta soluções

“Os três maiores problemas do Brasil são a corrupção, a eleição repetitiva dos mesmos políticos e a falta de governabilidade”, disse José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, Boni, criador, com Walter Clark e Joe Wallach, da maior revolução estética na comunicação de massas no Brasil: o padrão Globo de qualidade. Nesta entrevista, ele expressou a voz da maioria da população brasileira, que conta com a Operação Lava Jato e novas leis contra a roubalheira, causa da maior crise moral, política, social e econômico-financeira da História. “Dependemos da renovação dos nossos representantes, mas não vejo na lista dos partidos uma quantidade significativa de candidatos novos”, afirmou. Ele também pregou a reforma política para resolver o impasse da governabilidade, lamentando que, para as eleições gerais do fim do ano, “nenhum projeto sólido e confiável foi apresentado por qualquer candidato”. E mais: “pelo que ouço nas ruas, a população está descrente e sem motivação para votar. Parece estar adivinhando que vamos continuar trancados e sem saída.”

 Comparado com os outros países, o Brasil parece um faz de conta e só sobrevive porque é grande demais, acha Boni. Foto: Acervo pessoal

Comparado com os outros países, o Brasil parece um faz de conta e só sobrevive porque é grande demais, acha Boni. Foto: Acervo pessoal

Boni nasceu em Osasco (Grande São Paulo) em 1935, filho do dentista Orlando de Oliveira, que tocava cavaquinho no regional de Armandinho, e da jornalista, psicóloga e escritora Kina de Oliveira, que lançou um blog aos 94 anos de idade, enquanto escrevia livros, às vezes simultâneos. Sobrinho de Hermínio, do conjunto vocal Quatro Ases e um Curinga, frequentou desde garoto os bastidores das emissoras de rádio. Aprendeu a escrever com Dias Gomes e Manuel da Nóbrega. Trabalhou na produção das pioneiras TVs Tupi, Paulista e Excelsior de São Paulo, na agência de publicidade Lintas e na Lynx Filmes, entre outras. Levado pelo americano Joe Walach, na companhia de Walter Clark, com quem trabalhava na TV Rio, introduziu na TV Globo o conceito de grade na programação, até hoje usado, e fundou a rede nacional de TV, inaugurada com o Jornal Nacional, eterno campeão de audiência do telejornalismo. Atualmente é dono da TV Vanguarda, afiliada da Globo em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo.

Boni com a mãe, dona Kina, que escreveu livros, alguns simultâneos, enquanto viveu e criou um blog aos 94 anos. Foto: Acervo pessoal No Brasil estamos “trancados e sem saída”, diz Boni

Boni com a mãe, dona Kina, que escreveu livros, alguns simultâneos, enquanto viveu e criou um blog aos 94 anos. Foto: Acervo pessoal
No Brasil estamos “trancados e sem saída”, diz Boni

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Nêumanne entrevista Edmar Lisboa Bacha

Nêumanne entrevista Edmar Lisboa Bacha

Remédio para crise: voto consciente em outubro,

receita criador da Belíndia

Contra saudosos da ditadura e devotos do “gasto é vida” de Dilma, Bacha lamenta acefalia do atual governo e espera com ansiedade resultado das urnas em outubro

“Voto consciente em outubro deste ano.” Com essa frase curta, escorreita e lógica o economista Edmar Bacha, um dos autores do Plano Real, a maior revolução social da História do Brasil, resume a chave para a economia brasileira sobreviver à crise atual e voltar a crescer. O presidente Michel Temer teve, segundo ele, o juízo de montar “uma equipe econômica da melhor qualidade (que) opera com relativa autonomia, dentro dos estreitos limites da atual conjuntura”. Bacha acha que isso só “não funcionou porque o presidente perdeu todo o seu capital político com a revelação de suas tratativas pouco republicanas na calada na noite com o empresário Joesley Batista … A partir daí o governo teve de se dedicar a barrar o impeachment, incapaz de desenvolver uma agenda econômica positiva”.

Edmar Lisboa Bacha nasceu em Lambari, MG. Casado com Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti, reside no Rio de Janeiro desde 1979. Formou-se em economia pela Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, em 1963. É um dos primeiros economistas brasileiros com doutorado no exterior, pela Universidade de Yale, em 1968. Em 1974, durante a ditadura militar, publicou uma fábula sobre o reino de Belíndia, junção de Bélgica com Índia, que se tornou desde então uma recorrente imagem do Brasil. Integrou a equipe econômica que dominou a hiperinflação, com o Plano Real. Foi também presidente do BNDES e do IBGE e professor em diversas universidades brasileiras e americanas. Foi consultor sênior do Banco Itaú BBA e presidente da Associação Nacional de Bancos de Investimento (Anbid, atual Anbima). Autor de 12 livros, é organizador de outros 18 sobre temas econômicos, políticos e sociais do Brasil, da América Latina e internacionais. Seu último livro autoral é Belíndia 2.0: Fábulas e Ensaios sobre o País dos Contrastes  (Civilização Brasileira, 2012). O último livro que organizou é A Crise Fiscal e Monetária Brasileira (Civilização Brasileira, 2016). Ambos foram agraciados com o Prêmio Jabuti. Publicou também cerca de 200 artigos em periódicos especializados, cerca de 100 artigos em órgãos da imprensa e concedeu cerca de 250 entrevistas a jornais e revistas brasileiros e internacionais. É sócio fundador e diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças no Rio de Janeiro, e membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Ciências.

Para Bacha, Temer montou equipe econômica de maior qualidade, mas perdeu capital político lutando contra impeachment Foto: Tasso Marcelo/AE

Para Bacha, Temer montou equipe econômica de maior qualidade, mas perdeu capital político lutando contra impeachment Foto: Tasso Marcelo/AE

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