Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

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Arapuan Verdade entrevista José Nêumanne Pinto

Arapuan Verdade entrevista José Nêumanne Pinto

Nêumanne entrevistado pelo canal Polêmica Paraíba, nesta quinta-feira, 16 de janeiro de 2019.
Polêmica Paraíba – Jornalismo Plural e Ponto Final


 

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No Estadão desta quarta-feira: Toffoli no paraíso do infrator

No Estadão desta quarta-feira: Toffoli no paraíso do infrator

Presidente do STF

manda e desmanda

em favor de réus

e desprezando vítimas

No tempo do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) já não era mais exclusivo de juristas de notório saber e decência acima de quaisquer suspeitas. Sua composição dependia de critérios pessoais, políticos e partidários. O atual decano, por exemplo, foi nomeado por José Sarney, longe de ser uma unanimidade nacional acima de qualquer suspeita e de conhecimento além do normal. Quis indicar o advogado Saulo Ramos, que não era um jurista renomado, mas chefiava a banca de advocacia do reputado Vicente Rau. Saulo preferiu ficar no Ministério da Justiça. E passou a vez para Celso de Mello, seu jovem assessor em começo de carreira.

Nenhum dos 11 membros do dito “pretório excelso” hoje dispõe de reputação acadêmica capaz de preencher o requisito mínimo de exercer um poder sem vigilância externa nenhuma, defeito capital da Constituição de 1988. Os chefões dos partidos promoveram membros de suas assessorias com o óbvio intuito de garantir simpatia do plenário, caso deles viessem a depender. Assim ocorreu com o obscuro procurador de Mato Grosso Gilmar Mendes, alçado ao topo por Fernando Henrique sem prestígio universitário que exaltasse seus méritos. E com o advogado Dias Toffoli, cujo currículo é manchado por duas reprovações para ocupar cargos da magistratura de primeiro grau.

Nos debates do mensalão, Gilmar destacou-se pelos votos veementes contra o Partido dos Trabalhadores (PT), e por isso se destacou como principal crítico de Lula e de seus asseclas na gestão republicana. Toffoli, que nunca teve na carreira inteira ocupação nenhuma que não fosse na assessoria de petistas – assessor de bancadas legislativas e da chefia da Casa Civil (sob José Dirceu) e advogado-geral da União sob Lula –, era permanente voto vencido, sob a liderança de Ricardo Lewandowski, que fez das tripas coração para reduzir as penas dos companheiros de partido do ex-líder sindical, depois de promovido de assessor do ex-prefeito de São Bernardo Aron Galante a desembargador, nas gestões do PMDB, e ao STF.

Encerrado o mensalão, contudo, veio a Operação Lava Jato, que desde 2014 tem desmascarado a falsa oposição entre petistas e tucanos. Estes foram alcançados pelos agentes policiais, procuradores e juízes federais do Paraná. Isso irritou Gilmar, ex-assessor jurídico da Secretaria-Geral da Presidência sob Aloysio Nunes Ferreira e ex-advogado-geral da União de Fernando Henrique. Quanto a Toffoli, cujo irmão ex-prefeito também fora incomodado pelos implacáveis agentes do combate à corrupção, essa antiga oposição virou devoção. Tornou-se, então, devoto discípulo de Gilmar, cuja virada de voto na jurisdição do início de cumprimento de pena após condenação na segunda instância tornou possível a volta ao lar de seus antigos patrões: Lula e Dirceu.

Tornada imbatível com a virada de casaca de Rosa Weber, a dupla reeditou o famigerado método de tortura: um torturador morde e outro assopra. Gilmar morde e Toffoli assopra. Ambos impuseram à Nação, que fora surpreendida com a prisão de Lula e de Odebrecht pela Lava Jato, jurisprudências infames. Como a derrubada da possibilidade de prisão em segunda instância, o apoio à absurda instituição do juizado de garantias e, sobretudo, o decreto infame da mordaça a cidadãos descontentes com os 11 “supremos”, que resultou na censura à revista [ITALIC]Crusoé[/ITALIC] pelo coleguinha Alexandre de Moraes, cuja carreira pública foi patrocinada por Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin, o “dr. Geraldo” da televisão, e Michel Temer.

Toffoli chegou perto de alcançar o poder absoluto pela via sem voto do Judiciário. Firmou pacto para impedir a continuação do inquérito do Ministério Público do Rio sobre Flávio Bolsonaro. E, apesar da acachapante derrota em plenário por 9 a 2, incluindo a virada de voto dele mesmo e a de Gilmar, conseguiu do pai do beneficiado, o presidente Jair, a promessa de fazer de seu antigo acólito na Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, sucessor do decano na primeira vaga no STF. No primeiro ano na chefia da instituição que agora dirige, Mendonça não deixa dúvidas de que seguirá fielmente seu “grande chefe”.

Para salvar a pele do filho, papai Jair apresentou o argumento de que, se quisesse interferir em favor do primogênito, o teria feito antes – seria cômico se não fosse trágico. Havia uma esperança difusa de quem votou no ex-deputado de que ele indicaria seu ministro da Justiça, Sergio Moro. De qualquer maneira, essa não foi a única promessa de campanha descumprida.

Bastidores do Planalto dão conta de que Mendonça aconselhou o chefe a sancionar o absurdo juiz de instrução, dado por Toffoli como “avanço civilizatório”. Outro conselheiro teria sido Jorge Oliveira, secretário-geral da Presidência.

Toffoli e Gilmar conseguirão mais uma vitória se o ex-major PM Jorginho ocupar a vaga a ser aberta por Marco Aurélio Mello no STF em 2021. Este é protegido pelo “maçaneta” Gustavo do Vale Rocha, chefe dos advogados que livraram Temer da prisão, quando presidente. Indicado por Temer para o STF, Alexandre de Moraes inspirou os aleijões incluídos no pacote anticrime de Moro. A convite de Rodrigo Maia, inspirou uma versão mais “palatável” ao Congresso. Nela a presidente da comissão constituída para apresentar o texto final do pacote desfigurado, deputada Margarete Coelho (PP-PI), do partido que mais dividiu propinas com o PT, inseriu o jabuti do juiz de garantias. Em parceria com Paulo Teixeira, do PT propriamente dito.

Se confirmadas, as futuras penadas do capitão darão poder absoluto a Toffoli e inaugurarão a era dos “maçanetas dos maçanetas” na Corte. Assim, ele comandará o paraíso dos infratores. Neste jardim do éden pelo avesso, os réus serão sempre compreendidos e socorridos. E as vítimas, cada vez mais desprezadas e oprimidas.

José Nêumanne Pinto 

JORNALISTA, POETA E ESCRITOR

 

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Poema do Nêumanne: Seis meses de Artur

Poema do Nêumanne: Seis meses de Artur

 

 

São Paulo, 1 de dezembro de 2019.

 

Ouça o poema dos 6 meses de Artur, interpretado por Tom Cavalcante. Clique no play abaixo:

 

artur 6 m

 

 

 

 

Juventude a três

 

Era cedo, muito cedo ainda.
O sol não tinha dado as caras
pela janela fechada do quarto.
Acordei ouvindo passos no corredor.
Pensei que fossem Isabel e Artur
e ela vinha pedir ajuda
para eu ficar com o bebê
e ela ir ao banheiro
escovar os dentes
e lavar o rosto.
Mas não eram eles.
Ouvia o pulsar de meu coração,
remoçado pela presença dos dois
na minha vida velha de 68 anos.
Ou melhor, eram, sim, Isabel e Artur
caminhando pelas artérias e veias
desta melhor manhã
de minha nova mocidade.

 

José Nêumanne Pinto

 

 

 

Nêumanne agradece: Youtube 300 mil inscritos!

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O canal DIRETO AO ASSUNTO no Youtube obteve hoje, 29 de setembro de 2019, 301 mil inscritos. Agradeço a todos os amigos e todos os que me acompanham. Acesse o canal. Clique aqui.

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Nêumanne entrevista Oriovisto Guimarães

Nêumanne entrevista Oriovisto Guimarães

Senador prefere Moro

candidato em 2022

a ministro do STF

Para Oriovisto, sua PEC para limitar STF foi arquivada por PT, Centrão, Renan e Bolsonaro e há pacto entre presidente, Maia, Toffoli e Alcalumbre

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) disse que, se dependesse da sua vontade, “Sergio Moro não iria para o Supremo Tribunal Federal, ele seria candidato à Presidência da República e faria um bem muito maior a este país”. Protagonista da série Nêumanne Entrevista desta semana, ele atribuiu a derrota de uma emenda constitucional de sua autoria reduzindo o poder autocrático de ministros do Supremo Tribunal Federal, e dando-lhes prazo para concluir pedidos de vista, a uma fantástica e inusitada aliança. “Pela primeira vez eu vi o PT, o Renan Calheiros e o Bolsonaro trabalhando juntos, unidos com o mesmo propósito, para a derrubada da PEC 82/2019. Foi muito interessante ver o líder do governo, senador Fernando Bezerra, dizer: ‘O governo Bolsonaro recomenda o voto contra’. O PT também orientou todos os seus senadores a não votarem. E ainda ver o senador Renan Calheiros fazendo discursos enfáticos contra a PEC, defendendo a tese de que era uma interferência de um Poder sobre o outro”. E afirmou ainda: “O próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nas Páginas Amarelas da revista Veja que esse acordo entre os três Poderes existe. Destacou que é o grande conciliador e construiu um pacto de governabilidade. Se esse pacto de governabilidade é contra o interesse público ou não, os próximos meses e anos é que vão dizer. Por enquanto, fica por conta da nossa maldade antever o resultado desse pacto, mas que ele existe, ele existe”.

Nascido na cidade de Batatais, no interior de São Paulo, Oriovisto Guimarães se mudou ainda criança, com sua família, para Bela Vista do Paraíso, no norte do Paraná. Os estudos e o trabalho desde cedo estiveram presentes em sua vida. Aos 17 anos, independente da família, Oriovisto mudou-se para Curitiba. Prestou vestibular para Ciências Econômicas e Engenharia Civil na Universidade Federal do Paraná e foi aprovado em ambos os cursos. Na universidade, Oriovisto já ganhava a vida dando aulas particulares de Matemática e Física nos cursos preparatórios para vestibulares.

Oriovisto apresentou emenda constitucional para limitar poder tirânico do STF, mas não conseguiu três quintos para sua aprovação. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Oriovisto apresentou emenda constitucional para limitar poder tirânico do STF, mas não conseguiu três quintos para sua aprovação. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Anos depois, formou-se em Economia. No momento, viu a oportunidade de abrir a própria escola. Em 1972, com colegas professores, fundou o Curso Positivo. O projeto educacional foi ampliado com a criação de escolas de educação infantil, ensino fundamental e médio. Nos anos 80, Oriovisto fundou a Universidade Positivo e foi o primeiro reitor, cargo que ocupou durante 11 anos. Na mesma década o grupo expandiu-se e fundou a Positivo Informática, a maior indústria brasileira de computadores.

Em 2006 foi homenageado com a cadeira de número 6 da Academia Paranaense de Letras. Em 2012 deixou a presidência do grupo. Em 2018, aos 72 anos, filiado ao partido Podemos, assumiu um novo desafio: trabalhar pela transformação da forma como a política é feita no País. Foi eleito senador pelo Estado do Paraná com 2.957.239 votos.

Oriovisto com o colega senador e ex-governador do Estado do Paraná (que ambos representam) Álvaro Dias., líder do Podemos, pelo qual ele se elegeu Foto: Assembleia Legislativa do Paraná

Oriovisto com o colega senador e ex-governador do Estado do Paraná (que ambos representam) Álvaro Dias., líder do Podemos, pelo qual ele se elegeu Foto: Assembleia Legislativa do Paraná

Oriovisto quer, sobretudo, que os políticos não tenham privilégios como aposentadorias especiais; regalias absurdas, foro privilegiado e, principalmente, que os congressistas deixem de negociar seus votos em troca de cargos em empresas estatais e cumpram seu papel essencial de fiscalizar o governo e simplificar a legislação que regula a vida dos brasileiros. As reformas tributária, da Previdência, do Judiciário e política são atualmente seu foco do mandato.

Nêumanne entrevista Oriovisto Guimarães

Nêumanne – A seu ver, os 11 votos que impediram a aprovação de sua PEC do Visto e da Liminar, que reduziria o poder do Supremo Tribunal Federal (STF), evitarão para sempre, sempre, amém, a aceitação pelo Senado Federal da necessidade de algum tipo de controle sobre a dita suprema Corte, que não exerce a autonomia, mas a tirania de seu poder?

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Nêumanne entrevista Chico Pereira

Nêumanne entrevista Chico Pereira

Artista prefere Brasil

na traseira do Primeiro Mundo

a na frente do Terceiro

Artista plástico Chico Pereira acha que seria interessante ver Europa protestando contra devastação do ambiente por China, Rússia, Índia e EUA

“O Brasil está numa encruzilhada para decidir se vai ser um país de frente do Terceiro Mundo ou se vai estar na  traseira do Primeiro. Escolheria este último”, dispara Chico Pereira, diretor do Museu de Arte Popular da Paraíba, em Campina Grande. Sobre a polêmica atual entre Macron e Bolsonaro, provocou: “Seria interessante ver a França e o resto rico da Europa liderando protestos contra a China e a Rússia, e também a Índia e os Estados Unidos, que juntos formam uma imensurável onda de devastação da atmosfera e dos biomas, centenas de vezes maior que a causada pelos incêndios das florestas e matas brasileiras”. Protagonista da semana na série Nêumanne Entrevista, ele falou de tudo um muito e arriscou: “A capacidade brasileira de se expandir para o centro-oeste e para a Amazônia criou uma marca e uma força incontrolável porque cresceu independentemente de governos e de ideologias. Um Brasil paralelo que se impôs pela força da sua produção, à frente da indústria nacional. Arranjou dois inimigos: internamente, o obscurantismo da agricultura socialista e toda a cadeia política à sua disposição, e externamente, os competidores que não conseguem produzir com a mesma eficiência e o mesmo preço, incluindo aí a produção destinada ao etanol. Essa guerra ambientalista entrou nas sutilezas de interesses vários, cujas performances se passam atrás de tênues cortinas, entre elas, também, aquelas de certezas científicas e até da boa vontade franciscana”.

Identidades estudantis de Chico do admissão à universidade, do pré golpe militar à direção do Museu de Arte de Campina Grande. Foto: Acervo pessoal

Identidades estudantis de Chico do admissão à universidade, do pré golpe militar à direção do Museu de Arte de Campina Grande. Foto: Acervo pessoal

Francisco Pereira da Silva Junior, o Chico Pereira, nasceu em Campina Grande (PB) 1944. Artista plástico com atuação desde os anos de 1960, participou da instalação do Museu de Arte Assis Chateaubriand, criado pela Campanha Nacional dos Museus Regionais, inaugurado em 1967, do qual foi diretor entre 1969 e 1974. À frente desse órgão participou ativamente dos movimentos para estabelecer uma política nacional de museus voltados para a educação e a formação de público. Foi membro da diretoria da Associação Nacional dos Museus de Arte do Brasil e professor do Departamento de Artes e Comunicação da Universidade Federal da Paraíba. Nesta instituição participou da criação e da coordenação do Núcleo de Arte Contemporânea. Foi coordenador de Extensão Cultural e da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários. Atualmente aposentado, por duas vezes foi vice-presidente executivo do Conselho Estadual de Cultura e subsecretário executivo de Cultura da Paraíba. Tem ocupado cargos e funções em instituições nacionais e internacionais de arte e arte-educação. Publicou obras nos campos das artes, do folclore e da geo-história, entre eles o livro Paraíba, Memória Cultural, em que registra a evolução cultural desse Estado desde a conquista do Rio Paraíba aos dias atuais. Foi pró-reitor de Cultura da Universidade Estadual da Paraíba e atualmente está à frente do Museu de Arte Popular da Paraíba. É membro da Academia Paraibana de Letras.

Nêumanne entrevista Chico Pereira

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