Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Destaques

Nêumanne entrevista Xico Graziano – 2019/03

Nêumanne entrevista Xico Graziano – 2019/03

Graziano diz sentir asco

do debate ideológico

sobre crime de Brumadinho

Para ex-presidente do Incra, catastrofistas vão perder, danos ecológicos logo serão reparados, mas nunca serão esquecidas as mortes das centenas de pessoas soterradas

O agrônomo e político Xico Graziano acha “quase nojentas as interpretações políticas sobre a tragédia humana” de Brumadinho (MG). Pois, a seu ver, “centenas de pessoas foram soterradas vivas na lama e assistimos a um embate deplorável entre a ‘esquerda’ e a ‘direita’ sobre quem devemos culpar”. E desabafa: “Sinto asco dessa ideologização do problema”. Para ele, os danos ecológicos provocados pelo arrombamento da represa de rejeitos minerais da Vale no Córrego do Feijão serão menores do que os produzidos há três anos em Mariana. Na edição da semana de Nêumanne Entrevista, neste blog, o especialista disse que gostaria que “as investigações deixassem o lado ambiental propriamente dito e corressem sobre os engenheiros e diretores que permitiram que tais desgraças acontecessem. Não há como tergiversar: cabe à Vale, e não ao governo,  a responsabilidade dessa tragédia”. E acrescentou: “Eu, que mudei de turma, na política, para apoiar Bolsonaro, pois não podia raciocinar com a possibilidade da volta da quadrilha vermelha ao poder, quero ver procedimentos distintos na apuração desse desastre”.

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Nêumanne entrevista Aleluia – 2019/2

Nêumanne entrevista Aleluia – 2019/2

Para jornalista, esquerda não morrerá,

mas por algum tempo será minoria

Autor do livro O Futuro da Internet avisa que Bolsonaro chegou ao poder sozinho, perdeu 10 milhões de votos de um turno para outro, mas a massa está com ele

O jornalista baiano-carioca Hildeberto Aleluia, que atualmente se dedica em tempo integral a ler e escrever sobre o fenômeno da cibernética, que abalou o mercado e, em especial, as empresas de comunicação, diz que no último quarto de século os políticos brasileiros nos têm governado “com a cabeça e os olhos voltados para trás”. O protagonista desta semana da série Nêumanne Entrevista neste blog acha que eles não perceberam a mudança. Segundo Aleluia, “todas as políticas sociais desde o governo FHC estão voltadas para fomentar a miséria.” E dá um exemplo trágico: “Tanto o governo federal quanto os estaduais e os municipais incentivaram e incentivam a natalidade, achando estar apoiando os mais pobres. Estavam e estão criando miseráveis. O bebê de hoje é o arrimo da família pobre”. Para ele, “por formação e conveniências políticas, eles se esqueceram de criar uma nação jovem, preparada e desenvolvida. Aparelharam o principal instrumento para isso: as escolas e a universidade. Enquanto o mundo civilizado está medindo seu PIB em bytes, nossos governos trabalharam pensando na década de 1950, buscando soluções para uma infraestrutura tanto política quanto industrial que não existe mais.”

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Nêumanne entrevista Wálter Maierovitch – 2019/01

Nêumanne entrevista Wálter Maierovitch – 2019/01

Juiz narra barbaridades de Battisti

a pretexto da ideologia

Maierovitch diz que Suplicy mentiu para defender italiano, delinquente oportunista cuja organização terrorista aleijava vítimas para servirem de propaganda ambulante

O juiz Wálter Fanganiello Maierovitch, fundador e presidente do Instituto Giovanni Falcone de Ciências Criminais, que leu inúmeras vezes o processo em que o italiano Cesare Battisti foi duas vezes condenado por quatro crimes, garante que ele era um delinquente oportunista, que nunca quis trabalhar. Na volta depois das férias da série semanal Nêumanne Entrevista, publicada neste blog, o ex-ministro responsável pela Secretaria Nacional Antidrogas descreve em detalhes o que conhece dos autos e da História italiana, que lhe serve de pano de fundo, e atribui à esquerda brasileira “pura ignorância” para defendê-lo. Lula, Tarso Genro e outros petistas responsáveis por sua permanência de dez anos no Brasil nunca se deram sequer ao trabalho de consultar o que pensava a esquerda democrática de seu país de origem. O relato do professor de Direito Penal é confirmado pelo fato de a expulsão de Battisti pela Bolívia ter sido festejada por esquerda e direita na Itália. A esse relato Maierovitch adiciona o episódio cruel da carbonização de uma família de pobres trabalhadores italianos, cujo chefe militava num grupo neofascista, por outro facínora, Achille Lollo, adotado como ideólogo pelo PT, do qual foi expulso quando denunciado pelo entrevistado, e pelo PSOL, no qual militou até voltar para a Itália quando sua pena prescreveu.

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Nêumanne Entrevista 2018

Nêumanne Entrevista 2018

Trinta e seis personalidades da política, cultura, literatura, arte e dos esportes concederam entrevistas disponibilizadas no Blog do Nêumanne no Estadão e nesta Estação Nêumanne. Acesse num único link: clique aqui.

Ou clique abaixo no nome do entrevistado de seu interesse:

Marina Colasanti, José Augusto Guilhon, Márcia Lígia Guidin, José Mario Pereira , Evandro Affonso Ferreira,  GuzzoDeonísio da SilvaFernando L. SchülerJoice HasselmannJanaína PaschoalIpojuca PontesMárcia CavallariRubens FigueiredoCelso LaferJosé de Souza MartinsMary Del PrioreCláudio PortoPaulo MeloAugusto NunesRoberto LivianuLuiz Flávio GomesJosé Paulo Cavalcanti FilhoArthur Antunes Coimbra, ZicoElena LandauAfonsinhoAninha FrancoJosé Bonifácio de Oliveira Sobrinho, BoniEdmar Lisboa BachaJuca de OliveiraRoberto RodriguesMara GabrilliHeloisa StarlingJacob Pinheiro GoldbergModesto CarvalhosaAlmir PazzianottoPaulo de Tarso.

18entrevistas600

Nêumanne entrevista Marina Colasanti

Nêumanne entrevista Marina Colasanti

Escritora aposta que grandes migrações desta era

mudarão a face da Terra

Nascida na Eritreia numa família italiana, com infância na Líbia e toda uma vida no Rio, Marina Colasanti diz que é difícil amar cidade entregue a si mesma

Para a jornalista, escritora e poeta Marina Colasanti, nascida na África e carioca por adoção, “no futuro nossa era não ficará conhecida pelos avanços tecnológicos – que começaram no século 19 com a primeira lâmpada elétrica! – mas como a era das grandes migrações. Pois são elas que, como quando asiáticos atravessaram o estreito de Behring e povoaram a América, mudarão a face do mundo”. Na 36.ª da série de entrevistas do Blog do Nêumanne, a última do ano, pois o entrevistador estará de férias até 9 de janeiro, a feminista da primeira hora falou também de sua relação antiga e íntima com a cidade que cerca o apartamento onde vive com o marido, o poeta e crítico mineiro Affonso Romano de Sant’Anna, autor do poema seminal Que país é este?, ela desabafou: “Hoje, para amar o Rio seria necessária uma cegueira social desmedida. Olho da minha janela e vejo a comunidade lá adiante crescer dia a dia, ocupando o lugar da mata. E sei que lá não há esgoto, a água não é potável, e que as vielas estreitas favorecem o surgir de doenças e o multiplicar-se de gangues de traficantes ou milicianos. Não sou a única a ver esse crescimento. O poder constituído também vê e nada faz. É duro amar uma cidade entregue a si mesma.”

Sobre o Brasil Marina cutuca a ferida: "Recuperamos o voto popular, mas esquecemos de educar os eleitores para o seu exercício." Foto: Fábio Motta/Estadão

Sobre o Brasil Marina cutuca a ferida: “Recuperamos o voto popular, mas esquecemos de educar os eleitores para o seu exercício.” Foto: Fábio Motta/Estadão

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Nêumanne entrevista José Augusto Guilhon

Nêumanne entrevista José Augusto Guilhon

Povo quer menos privilégios, menos incompetência

e menos roubalheira, diz professor

Para Guilhon, Bolsonaro ganhou porque prometeu acabar com tudo o que, em cinco anos de indignação popular, não mereceu resposta da elite política

Para o especialista em ciências políticas paraense, radicado em São Paulo, José Augusto Guilhon de Albuquerque, o capitão e deputado Jair Bolsonaro ganhou a disputa eleitoral em outubro “porque ‘foi o único que, em vez de dizer ‘vou fazer o mesmo de sempre, só que melhor, mais bonito ou mais radical’, disse que ia acabar com tudo o que, em cinco anos de indignação popular, não mereceu resposta da elite política”. Na entrevista da semana ao Blog do Nêumanne, o professor titular aposentado da USP analisou em profundidade a cena política nacional, tema de sua especialidade, desde os movimentos de rua há cinco anos até a eleição de dois meses atrás. Ao explicar por que as massas que saíram à rua não se mobilizaram, como era de esperar, em torno do impeachment de Dilma, ele ponderou: “A aprovação das massas foi silenciosa porque já estava rouca de se esgoelar em vão. Note-se que o impeachment só foi encaminhado pelo PSDB quando se tornou evidente que o tapetão não garantiria a posse de Aécio sem uma nova eleição, mas não em resposta aos 80% que rejeitavam Dilma e continuaram rejeitando o seu legítimo herdeiro, Temer, o que mostra o grande consenso popular, e não a divisão radical da sociedade.  A imensa maioria busca a mesma coisa: menos desgoverno, menos politicagem, menos privilégios, menos incompetência, menos roubalheira”.

Para Guilhon, em 2013, o povo disse estar “por aqui” com a política e os políticos, com o modo como somos tratados pelas elites dirigentes

Para Guilhon, em 2013, o povo disse estar “por aqui” com a política e os políticos, com o modo como somos tratados pelas elites dirigentes

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