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Comentário no Jornal Eldorado: Brasil, lixeira do mundo

Comentário no Jornal Eldorado: Brasil, lixeira do mundo

Quando sou informado de que, antes que o Congresso passe este século a discutir alguma lei que proíba a permanência em território mineiro das 55 barragens de rejeitos minerais, tecnologia obsoleta e altamente perigosa para as vidas em seu redor e todo o ecossistema dos rios de lá, a própria Vale vai fazê-lo, concluo que o Brasil é a lixeira do mundo. Agora mesmo, com o Legislativo e o Judiciário em recesso e nenhum de seus privilegiados membros percebeu na dor da sequência dos enterros coletivos em Brumadinho a necessidade urgente de agir, a não ser mandando prender cinco gatos pingados do baixíssimo clero das grandes empresas, vejo que tudo continuará como dantes no cartel de Abrantes.

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Assuntos para comentário de quarta-feira 30 de janeiro de 2019

1 – Brasil conta apenas com 35 fiscais de barragens de mineração. Assim fica difícil fiscalizar.

2 – Desde 2000 duas a barragem se rompe a cada dois anos – Folha: 204 barragens de rejeitos com  perspectivas de danos – outras 55 em Minas têm elevado potencial de estrago caso rompam

3 – Presidente da Vale promete substituir sistema obsoleto das barragens de rejeito em Minas Gerais

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4 – A longa agonia das famílias em busca de seus entes queridos desaparecidos – 84 mortos e 276 desaparecidos – Onyx diz temer reação do mercado a eventual tentativa do governo de afastar diretoria da Vale

5 – Prisão de engenheiros da empresa alemã que fez vistoria e funcionários da Vale que garantiram segurança da barragem quebra o ciclo da impunidade

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5 – Abate de animais a tiros provoca revolta, mas os responsáveis dizem que é eutanásia

6 – Tribunal nega pedido de Lula para ir ao enterro do irmão – Mourão acha que seria um gesto humanitário – na ditadura Lula pôde ir ao enterro da mãe

7 – Renan diz que só não conversa com Quintão e Marun

8 – Cresce a possibilidade de guerra civil na Venezuela

Comentário no Jornal Eldorado: Pelo fim do monopólio da Vale

Comentário no Jornal Eldorado: Pelo fim do monopólio da Vale

Com índice negativo de 24,5% na cotação da Bolsa, a Vale sofreu a maior queda da História e no primeiro dia útil depois do rompimento de sua represa de rejeitos minerais em Córrego do Feijão, Brumadinho, Minas Gerais, seu valor patrimonial foi reduzido em R$ 72 bilhões. Esse valor mostra que os R$ 12 bilhões de bloqueio de seus bens não lhe fazem mais do que cócegas, até porque esse bloqueio pode cair a qualquer momento por decisão da cúpula da Justiça, que tem atendido a todos os pedidos de seus advogados para adiamento de pagamento de multas, o que zerou o que tinha de pagar aos órgãos ambientais governamentais a empresa de que é sócia, Samarco, no desastre de Mariana.

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Assuntos para comentário da terça-feira 29 de janeiro de 2019

1 – Ação da Vale cai 24,5% e empresa perde 72 bilhões no mercado acionário, a maior queda da história, depois da catástrofe do Córrego do Feijão. Será que ainda compensa economizar em segurança diante de tal perda

2 – Descendo o Paraopebas numa velocidade de 1 quilômetro por hora, os rejeitos de minérios chegarão à represa de Três Marias no Rio São Francisco em 15 de fevereiro segundo técnicos do CPRM. Qual o significado disso

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3 – A empresa alemã TÜV SÜD atestou que fez vistorias na barragem que arrombou e seguiu as normas do Departamento Nacional de Produção Mineral. As normas são frouxas, a vistoria foi mal feita ou as duas coisas

4 – Manchete do portal do Globo: Samarco deve 350 milhões de reais ao Ibama por desastre em Mariana, não pagou um centavo nestes 3 anos desde desastre.

5  – Governo conta com Previ para mudar diretoria da Vale. Já conta com porcentagem razoável de ações para isso. Mourão anuncia estudo de manhã e nega à tarde.

6 – Bolsonaro foi operado, lhe foi retirada a bolsa de colostomia e nada de a Polícia Federal sob o comando de Sérgio Moro dar uma satisfação à sociedade sobre quem paga e por que a defesa de Adélio Bispo de Oliveira

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7 – Qual o significado do tweet agourento de Renan Calheiros e da presença inevitável do filho Carlos no centro cirúrgico onde o pai foi operado

8 – Três contas ligadas a uma assessora do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj ), André Ceciliano (PT), receberam R$ 448 mil em depósitos de uma empresa do deputado federal eleito Gelson Azevedo (PHS), aliado político do petista.

No Blog do Nêumanne: Brasil, um rio de lama

No Blog do Nêumanne: Brasil, um rio de lama

Este país é um imenso território livre de vulcões, tsunamis, temporais e terremotos, mas corrupção, incompetência e ganância do Estado brasileiro o tornam um inferno de sangue, fogo e dejetos

Já correu na boca do nosso povo a piada de que, na criação do mundo, o anjo Gabriel perguntou a Deus por que Ele dotara grande parte do subcontinente sul-americano de muitas belezas naturais, mas o teria poupado de desastres corriqueiros em outras plagas, tais como terremotos, tsunamis e monções. “Ah, mas você precisa esperar pra ver o povinho que vou por lá”, teria respondido o Misericordioso. A anedota pode ter alguma graça, mas é preconceituosa e injusta. A não ser que se considere o fato de que nosso povo vive num Estado de Direito e lhe cabem a prerrogativa e o dever de eleger seus governantes. Está aí a tragédia de Brumadinho a mostrar no noticiário do dia a desídia, a incompetência, a ganância e a insensatez do poder público, cujos ocupantes são escolhidos pela sociedade. E estes estão entre os principais responsáveis pelas mais inacreditáveis tragédias produzidas pela mais que imperfeita obra humana.

Há 64 anos, os adversários do governo democrático e populista do ex-ditador do Estado Novo Getúlio Vargas, a partir de investigações de oficiais da Aeronáutica da dita “República do Galeão”, cunharam uma expressão que levou o chefe do Poder Executivo ao suicídio: mar de lama. O presidente impediu que a roubalheira que inspirou a metáfora fosse investigada a fundo ao provocar a comoção posterior ao sacrifício que se impôs, vertendo o próprio sangue para paralisar os adversários, que passaram a ser chamados de “inimigos do povo”, e detendo a devassa que já então se fazia necessária. Principal vítima da roubalheira, a multidão comovida que acompanhou o féretro até o embarque para o enterro em São Borja (RS), impediu que se concluísse que a imagem fosse adotada para definir não um específico escândalo de corrupção, mas o próprio País.

Por causa disso, nunca se saberá se a comparação, repetida por militares e políticos de direita, era justa ou exagerada. Mas mesmo que a investigação dos oficiais-aviadores houvesse continuado, dificilmente nos desautorizaria a compará-la com o que aconteceu nos últimos anos a uma porção de barro insuficiente para se produzir um pote. O combate à corrupção elegeu Jânio Quadros e levou Fernando Collor a consagradora vitória eleitoral para a Presidência de nossa insana República. Nenhum dos dois, diga-se de passagem, cumpriu o mandato inteiro que lhe cabia: o primeiro pela renúncia, o segundo por impeachment. Esse desfecho repetido pode até levar os devotos da superstição – uma modalidade de religião popular de muitos brasileiros – a imaginarem que uma maldição ronda o bolso do cidadão permanentemente assaltado por governantes, em geral corruptos, e que, também em geral, escapam de punição.

Essa maldição começou a ser interrompida após o neopopulismo petista praticar o mais extenso assalto aos cofres republicanos da História, na certa, do País, talvez do mundo inteiro. Mercê do aparelhamento do Supremo Tribunal Federal(STF), o chefão da quadrilha, Lula da Silva, escapou ileso da primeira tentativa de punição, na Ação Penal n.º 470, vulgo mensalão, providencialmente socorrido pelo militante de sua grei Joaquim Barbosa. Mas uma jovem geração de policiais, procuradores e magistrados federais corrigiu o erro histórico da quadrilha sem chefe e levou a cumprirem pena burocratas, políticos e empresários de altíssimo coturno, além de um político mui popular no País.

A roubalheira inusitada dos 16 anos de três desgovernos e meio do PT de Lula e Dilma e mais meio do aliado MDB de Temer, com a cumplicidade da oposição do PSDB, comprada por propinas das maiores empreiteiras, expôs a penúria a que o Estado brasileiro foi reduzido pela ganância desmedida das elites dirigentes. Em 2016, a maior catástrofe ambiental do planeta – o arrombamento da represa de rejeitos da Samarco em Mariana – deu a dimensão do desprezo das ditas autoridades e do grande empresariado pelo sofrido povo pobre abandonado à sua desdita. Nos três anos e meio entre a destruição do Rio Doce pela lama infecta da represa do Fundão e a tragédia do Córrego do Feijão, sexta-feira, nenhum eventual responsável foi punido, nenhuma multa foi paga e nenhuma vítima foi indenizada de maneira satisfatória. E a impunidade resultou na repetição ampliada da tragédia desumana. Mariana, do núcleo das cidades históricas do ciclo da mineração do ouro na colônia, sediou um crime ambiental.

Brumadinho, onde está instalado Inhotim, o espetacular conjunto de exposições artísticas a céu aberto, singular no planeta, mas financiado com dinheiro sujo investigado no chamado mensalão, é a cena de um crime contra a humanidade. A deputada estadual paulista eleita com 2 milhões de votos Janaína Paschoal, do alto de sua condição de parlamentar mais lúcida do Brasil contemporâneo e de professora de Direito Penal da Universidade de São Paulo (USP), esclareceu no Twitter que, desta vez, se trata de homicídio doloso por omissão. E com a mesma coragem com que enfrentou a patrulha nazi-comunista do PT no processo de impeachment de Dilma, cujo projeto resulta de parceria sua com seu orientador Miguel Reale Júnior, em mensagem pessoal dirigida ao autor deste texto por WhatsApp, sentenciou: “No lugar de aplicar multa, o Ministério Público Federal precisa fazer TAC (ou seja, Termo de Ajuste de Conduta, pelo qual o acusado se compromete a ajustar alguma conduta considerada ilegal e passar a cumprir a lei) para fazer as obras de prevenção. Tivesse feito isso, após Mariana não haveria Brumadinho. Diante da magnitude de Brumadinho, do inegável desdém, dos homicídios, só a prisão resolve”. Prisão, explicou, “de todos aqueles que tinham o dever de evitar, foram avisados e não fizeram nada” – que chama de “garantidores ou garantes”.

A tragédia do Córrego do Feijão é a obra máxima com que o Estado brasileiro submete a população a rigores de catástrofes que substituem tremores de terra, inundações causadas por chuvas torrenciais nos trópicos, tsunamis e destruição por lavas de vulcões. A indiferença das autoridades para minorar os efeitos das enchentes nas regiões de serra, o ominoso incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, o abandono do Museu da Independência, no Ipiranga, em São Paulo, a violência produzida no inferno prisional brasileiro e transposta para ruas de Nísia Floresta, Manaus, Boa Vista e agora, principalmente,Fortaleza são registros dolorosos dessa capacidade de produzir o mal em escala industrial.

O Brasil – dizem os cínicos – é a pátria de prostitutas que têm orgasmo, gigolôs que se apaixonam e traficantes que se viciam. E o paraíso dos delinquentes que se escondem na dissolução da culpa. Os donos da Vale privatizada são, pela ordem, aPrevi, fundo de pensão do Banco do Brasil, a jointventure da mineradora australiana BMP Billiton com o banco estatal BNDES e o banco privado Bradesco. A Previ divulgou uma nota lamentando o ocorrido. Por enquanto, a jointventure e aBradespar calam.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, declarou que “certamente há um culpado ou mais de um culpado e o Ministério Público precisa trabalhar de uma forma adequada, sem espetacularização, mas firmemente, na busca dos responsáveis por essa tragédia”. A frase seria completa se ela reconhecesse que o Ministério Público não fez o dever de casa depois do antecedente de Mariana.

A resistência de esquerda crucificou Bolsonaro pelos planos anunciados de afrouxar a fiscalização, embora nenhum deles tenha sido realizado. E ao contrário de Dilma, que só sobrevoou Mariana cinco dias depois da catástrofe, o presidente foi ao local e tomou as providências cabíveis para o fato consumado. O PT, Dilma e Gleisi, aliás, têm muita culpa no cartório, mas nem sequer pediram desculpas pela omissão.

Ao contrário de três anos atrás, Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, foi a Minas, mas lá não fez referência alguma ao fato de ter sido ministra do Meio Ambiente no governo Lula, embora se tenha jactado de ter dificultado a concessão de licenciamento para a usina de Belo Monte, a milhares de quilômetros de Belo Horizonte, em cuja região metropolitana aconteceu o arrombamento da represa de rejeitos da Vale. Renan Calheiros usou as redes sociais para exigir, no mínimo, o afastamento da diretoria da Vale. O prefeito de Brumadinho, Alvimar de Melo Barcelos (PV), disse que o maior culpado pela tragédia é Fernando Pimentel, mas o ex-governador petista, derrotado de forma humilhante nas urnas, sumiu.

Toda a verdade é que o fato de serem muitos responsáveis, ao contrário de atenuar sua culpa, não exime a obrigação do Ministério Público e do Judiciário de puni-los exemplarmente, se for o caso, até com prisão. Mas são órgãos do Estado brasileiro, cuja desfaçatez atinge as raias do impensável. Não havendo no Brasil acidentes naturais por decisão divina, o Estado e a elite brasileiros produzem desastres.

  • Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne segunda-feira 28 de janeiro de 2019)

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Comentário no Jornal Eldorado: Vigilância contra impunidade

Comentário no Jornal Eldorado: Vigilância contra impunidade

As tentativas da esquerda de inculpar o presidente Jair Bolsonaro e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pela tragédia da represa da Vale no Córrego do Feijão em Brumadinho sexta-feira só convencem os próprios prosélitos da chamada resistência à democracia, pelo simples fato de ambos estarem no 25.º dia no poder no dia da tragédia. Seja como for, esta catástrofe vai requerer deles atenção redobrada e fiscalização permanente para evitar, primeiramente, que a impunidade que denunciaram no caso de Mariana de três anos atrás se repita agora. E, depois, o que ainda pode ser mais grave, dobrando esforços para que nenhuma das represas, em alto grau de risco no momento, venha a estourar.

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Assuntos para o comentário da segunda-feira 28 de janeiro de 2019

1 – Será que os novos governos de Jair Bolsonaro e Romeu Zema teriam alguma culpa na tragédia de Brumadinho? Que consequências reais para eles terá esse massacre, com 305 desaparecidos em 58 mortos, segundo revela manchete do Estado?

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2 – A quem atribuir responsabilização pelo assassinato em série de tantas pessoas? Ao corpo técnico da Vale? Aos fiscais de governo e União que não fiscalizaram? Aos deputados estaduais de Minas que se recusaram a tornar mais duras as punições para incidentes do tipo?

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3 – Que contribuição darão para não se repetir a tragédia na mineração em Minas as declarações de PT, Dilma, Gleisi, Renan, Marina?

4 – Não há notícia de crimes similares na Vale à época em que era estatal. Seria o caso realmente, então, de reestatizar a empresa?

5 – A principal notícia política da Folha no domingo foi a de que Léo Pinheiro em sua delação premiada descreveu propina paga ao atual corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ministro Humberto Martins?

6 – Você acha que a juíza de Execuções Penais de Curitiba Carolina Lebbos exacerbou ao proibir visitas de Fernando Haddad e pretensos líderes religiosos a Lula na cela de Estado-Maior na PF de Curitiba, onde cumpre pena, motivando mais um recurso de sua defesa à ONU?

7 – O que dizer da declaração da deputada estadual paulista Janaína Paschoal em entrevista ao Estadão de ontem de que no caso da investigação do MPF sobre escândalo do rachuncho da Alerj Flávio Bolsonaro age da mesma forma que Lula e Aécio na Operação Lava Jato?

8 – Para que tópicos você chama a atenção de nosso público para a entrevista da semana em seu Blog do Nêumanne?

Comentário no Estadão Notícias: O país que virou lama

Comentário no Estadão Notícias: O país que virou lama

Três anos depois de haver estarrecido o mundo com a explosão da represa de rejeitos da Vale em Fundão, Mariana, Minas Gerais, o Brasil bate mais um recorde com a tragédia de sexta-feira em Brumadinho, onde se concretizou a metáfora perfeita deste país que virou lama. O drama humano provocado pela lama seca que cimentou centenas de mortos, dos quais só uma parte ínfima será sepultada pelos parentes, supera em dor de famílias atingidas a destruição da memória brasileira no incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro e recentes interdições do tráfego em Brasília e São Paulo motivadas pelo bloqueio de viadutos por falhas estruturais na construção e total falta de manutenção. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas de segunda-feira 28 de janeiro de 2019.

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Comentário no Estadão Notícias: Comédia bufa no Planalto

Comentário no Estadão Notícias: Comédia bufa no Planalto

O Palácio do Planalto está encenando uma comédia bufa na eleição do próximo presidente do Senado. O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, recorreu aos préstimos do ainda deputado, mas que não se reelegeu, Leonardo Quintão (MDB-MG), para convencer Simone Tebet (MDB-MS) a desistir da candidatura dela pela bancada majoritária em benefício de Renan, garantindo-lhe que seria presidente na próxima legislatura. A senadora também detectou uma manobra sibilina do próprio alagoano da candidatura dela ser de fachada. A vida do governo Bolsonaro no Congresso não promete ser maravilhosa este ano, mas, se o presidente mantiver chefe da Casa Civil, vai ser um inferno ridículo. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no ar desde 6 horas da sexta-feira 25 de janeiro de 2019.

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