Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Política

Comentário no Jornal da Gazeta (quinta, 27fev14)

Comentário no Jornal da Gazeta (quinta, 27fev14)

Meu comentário no Jornal da Gazeta de quinta-feira 27 de fevereiro de 2014:
Qual, afinal, a decisão do STF que vale: a de 2012 ou a desta quinta-feira. 
Acesse. Clique aqui.

TV Gazeta, às 7 da noite das terças e quintas.

Para sintonizar a TV Gazeta:
– Onde há cobertura, indico o link bit.ly/retransmissoras
 Onde não há cobertura, indico: tvgazeta.com.br/aovivo

Comentário para a TV Gazeta (terça, 25 de fevereiro)

Comentário para a TV Gazeta (terça, 25 de fevereiro)

 

Assista ao comentário de Nêumanne na Gazeta na terça-feira 25 de fevereiro.

Povo puxa orelha dos governantes e eles passam a controlar manifestações:

 

 

 

TV Gazeta, às 7 da noite das terças e quintas.

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Que tal tirar a máscara de quem quer ficar impune?

Que tal tirar a máscara de  quem quer ficar impune?

Políticos que vendem a alma por um punhado de votos deveriam parar de se fingir de inocentes

Não havia brasileiro razoavelmente informado que já não soubesse que os black blocs sempre fizeram o possível e mais do que o razoável para que os policiais encarregados de reprimir seu vandalismo nas ruas das cidades brasileiras produzissem um mártir. Em 25 de janeiro, Fabrício Proteus Fonseca Mendonça Chaves, de 22 anos, foi baleado num protesto em São Paulo contra os gastos da Copa do Mundo. Poderia ter sido este, mas, socorrido pelos PMs e levado para a Santa Casa de Misericórdia, felizmente ele sobreviveu. Infelizmente, contudo, o cinegrafista da Band Santiago Andrade, de 49 anos, não teve idêntica sorte e morreu em consequência de ferimentos na cabeça, vítima da explosão de um rojão disparado no centro do Rio num protesto violento contra o reajuste da tarifa de transportes públicos. Eis o mártir!

Mas o cinegrafista, que trabalhava na cobertura da manifestação quando foi atingido, não foi vitimado pela violência policial, contra a qual dez entre dez políticos, militantes de direitos humanos, governantes politicamente corretos, acadêmicos bem-pensantes e repórteres apressados esbravejam. O buscapé disparado da calçada a poucos metros de onde a vítima estava foi criminosamente preparado por vândalos cujas feições estavam escondidas por máscaras e panos com os quais encobriam o rosto. O disparo podia não ter como objetivo especificamente aquele profissional. É até possível acreditar que seu alvo seria a tropa policial que procurava conter o quebra-quebra. Mas um repórter, fotógrafo ou cameraman presente na cena para transmitir informações ao público ou um inocente transeunte do anônimo exército das vítimas das balas perdidas na violência metropolitana brasileira fatalmente seria atingido. Pois a vareta que direciona o rojão para explodi-lo nas alturas foi quebrada e quem já soltou fogos de artifício sabe que nessas condições o buscapé não sobe, faz um trajeto aleatório e atinge o que estiver à frente. Assim, feriu a cabeça do jornalista a trabalho.

Naquela quinta-feira ninguém imaginou ser possível inculpar os black blocs pelo crime hediondo. Os telejornais da Rede Globo na noite do crime e na manhã seguinte reproduziram reportagem de Bernardo Menezes, da Globo News, atribuindo aos policiais o disparo do explosivo. Quem pôs o equívoco no ar não atinou para o fato de que a fogueira ateada na cabeça do colega jamais poderia ter sido produzida por bombas de efeito moral ou granadas de gás lacrimogêneo. Faltou um átimo de sensatez para evitar a divulgação do engano. O hábito de denunciar a violência policial levou o erro ao ar. Errar é humano, está certo, mas o jornalismo responsável requer mais diligência.

Depois que a polícia demonstrou o óbvio, William Bonner, o editor-chefe do Jornal Nacional, gaguejou um pedido de desculpas envergonhado e aproveitou para elogiar a humildade de voltar atrás ao reconhecer o erro. O reconhecimento do engano é uma virtude, mas é preciso que a autocrítica tenha relevo similar ao dado à falsidade divulgada.

E mais: é necessário também transmitir a convicção de que equívocos similares serão evitados. Não só pela emissora que engoliu uma “barriga” mastodôntica e cuspiu um mosquito. Mas também por todos os envolvidos na organização das manifestações populares, seja contra o que for; na manutenção da ordem pública nas ruas durante os protestos; na defesa jurídica dos manifestantes; e na cobertura e transmissão dos fatos para conhecimento da sociedade. Todos somos responsáveis. E todos devemos ter noção das evidências de que o cinegrafista foi vitimado pela leviandade geral vigente.

O mesmo Jornal Nacional reproduziu uma enxurrada de manifestações de súbita condenação aos vândalos. Entidades que representam advogados, juízes, donos de meios de comunicação, jornalistas e poderosos da República deixaram de execrar somente a polícia.

“Não é admissível que protestos democráticos sejam desvirtuados por quem não tem respeito pela vida humana”, registrou Dilma Rousseff no Twitter – uma platitude de dar dó. É lamentável que do alto do cargo mais importante da República ela se tenha comportado como se fosse apenas a candidata à própria reeleição. Reduzir tal crime a um slogan de campanha, utilizando o velório da vítima como extensão de seu palanque, é absurdo em si. Fazê-lo numa rede social, como numa fofoca de adolescentes, é espantoso. Assim como revolta a justificativa dada pelos vândalos em outra rede social, o Facebook, buscando inculpar a polícia por quatro mortes não noticiadas nem comentadas pelos meios de comunicação, tentando estabelecer uma relação de nexo inexistente e adotando uma contabilidade sinistra e sem sentido. Idêntico afã oportunista levou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a procurar limpar a própria imagem com o sangue da vítima ao propor enquadrar os vândalos por crime de terrorismo.

Quando os políticos que vendem a alma por um punhado de votos descobrirão que os anarquistas que encerram as passeatas ditas pacíficas nas ruas são criminosos comuns que agridem e depredam, devendo ser punidos como tal? E que a eles se acumplicia quem defende o uso de máscaras, porque estas dificultam a identificação deles pela polícia? Os repórteres sempre benevolentes com os mascarados nunca perceberão que lidam com inimigos da verdade? Afinal, isso se comprovou no atentado ao cinegrafista e na agressão a outro que captava imagens em manifestação em defesa do tatuador por cujas mãos passou o rojão e que terminou mentindo descaradamente à polícia ao pedir delação premiada. E advogados menos empenhados em defendê-los do que em aparecer não prestam serviço à lei, mas trabalham pela impunidade de meros quadrilheiros.

Esta não é hora de caçar bruxas. Mas, sim, de tirar a máscara de quem esconde o rosto para delinquir e ficar impune.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pág. A2 do Estado de S. Paulo de quarta-feira 12 de fevereiro de 2014)

Direto ao Assunto, 21 de janeiro de 2014.

Dilma teve a caradura de dizer que, ao contrário dos tucanos, que, no governo federal, lavaram as mãos para a violência, que cresceu, o PT não fez isso e só não agiu como era esperado porque os Estados não pediram. Pode?

E tem mais:

Está sendo providenciada uma lona para servir de teto à obra de ampliação do aeroporto de Fortaleza. O de Salvador terá tendas porque as obras estão planejadas exatamente para a época da Copa. Será isso competência?

Direto ao Assunto, 20 de janeiro de 2014.

Maior fraude da história da CEF – de R$ 73 milhões – compromete credibilidade da Mega Sena e deixa em maus lençóis diretoria que já deu mancada homérica na corrida do Bolsa Família.
E tem mais:
Moreira Franco desobedece Dilma, leva bronca dela e tira o corpo dizendo que não assinou portaria publicada no Diário Oficial. Terminou sobrando para o portador, que foi demitido.

Direto ao Assunto, 18 de janeiro de 2014.

Oxalá o TSE revogue absurda decisão de contribuir para impunidade de dirigentes políticos, que estão longe de merecê-la, impedindo que MP e PF abram inquéritos para apurar delitos eleitorais, limitando tal poder aos juízes.

E tem mais:

Apesar de tratar de assunto muito abordado em ficção e história, o assassínio de Trotski por Ramón Mercader, o romance policial e histórico O homem que amava cachorros, do cubano Leonardo Madura, é leitura excepcional.

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