Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Política

O ‘santo’ servil ao diabo e o grampeador no grampo

O ‘santo’ servil ao diabo e o grampeador no grampo

Promiscuidade da lei com o crime só terá fim com Protógenes punido e Demóstenes cassado

Há uma diferença crucial entre o bandido, armado ou desarmado, que o assalta e o sujeito finório que entra em sua casa como amigo ou por ser parente e, depois, é flagrado furtando um talher de prata à mesa ou assediando alguma mocinha incauta no sofá da sala. Cada vez que o cidadão brasileiro toma conhecimento de mais uma falcatrua realizada pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares em Goiás, Minas ou no Espírito Santo, já encara o fato com normalidade, assim como normal é a notícia de mais um descalabro protagonizado por Marcos Valério Fernandes. Esses personagens do escândalo do “mensalão” já constam da crônica policial. Deles não se espera outra coisa. Alguém imaginaria um deles patrocinando uma causa benemérita? Seria como testemunhar Chico Picadinho pedindo doações para a Santa Casa de Misericórdia. Coisa muito diferente, contudo, é saber que Protógenes Queiroz teve sua voz reconhecida num grampo de seus colegas federais na investigação do bando criminoso do contraventor Carlinhos Cachoeira. E, mais ainda, se deparar com Demóstenes Torres funcionando como despachante do bicheiro e usando para tal sua condição de parlamentar. Leia mais…

Ih, São Paulo ainda vai surpreender muita gente! José Nêumanne

Ih, São Paulo ainda vai surpreender muita gente! José Nêumanne

Lula faltou à aula de História e tucanos esqueceram noções de aritmética na prévia

Nenhuma cidade brasileira é tão grande, nem tão cosmopolita, nem tão complexa para administrar como São Paulo de Piratininga. Seu eleitor se deixa levar pela emoção como qualquer outro, mas mais do que qualquer outro presta atenção no fato biológico de que a mão que vota é a mesma que põe no bolso para guardar ou sacar dinheiro e também a que usa para cumprimentar, persignar-se, pedir ou dar. Vai ver que é por isso que seu comportamento é tão sutilmente peculiar que nem os mais habilidosos políticos conseguem entendê-lo por inteiro. Para tanto nem precisa ter nascido aqui, como Jânio Quadros, de Mato Grosso, seu alcaide no começo e no fim da carreira. Há, contudo, que lhe dar atenção, até mimá-la um pouco. Raros entenderam isso como Jânio, um dos poucos que partiram dela para um voo federal, embora de galinha. O mais frequente dos adversários de Jânio, Adhemar de Barros, por exemplo, ganhou e perdeu eleições para prefeito e governador e nunca governou o País. Leia mais…

A velha luta entre o talento e a tutela

A velha luta entre o talento e a tutela

Grupos contra ministra da Cultura mobilizam ressentimentos e interesses em verba

No fundo, a mobilização grosseira e atrevida de segmentos do Partido dos Trabalhadores (PT) e de grupos com interesses na indústria cultural pela derrubada da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, é mais um efeito colateral do loteamento de cargos públicos de primeiro escalão por partidos em troca de apoio ao governo no Congresso. De fato, uma coisa nada tem que ver com a outra, mas essas pessoas que redigem manifestos e procuram algum jornalista amigo para lhes dar repercussão pública devem pensar algo como: “Puxa, vida, se o PMDB, o PR, o PRB ou qualquer outra siglazinha ancorada no lago do Palácio do Planalto nomeia e derruba ministros, por que nós não o faríamos?” Por mais absurda que essa conexão possa parecer à primeira vista, ela nunca será mais grotesca do que a cruzada em si. Leia mais…

A velha luta entre o talento e a tutela

A velha luta entre o talento e a tutela

Grupos contra ministra da Cultura mobilizam ressentimentos e interesses em verba

No fundo, a mobilização grosseira e atrevida de segmentos do Partido dos Trabalhadores (PT) e de grupos com interesses na indústria cultural pela derrubada da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, é mais um efeito colateral do loteamento de cargos públicos de primeiro escalão por partidos em troca de apoio ao governo no Congresso. De fato, uma coisa nada tem que ver com a outra, mas essas pessoas que redigem manifestos e procuram algum jornalista amigo para lhes dar repercussão pública devem pensar algo como: “Puxa, vida, se o PMDB, o PR, o PRB ou qualquer outra siglazinha ancorada no lago do Palácio do Planalto nomeia e derruba ministros, por que nós não o faríamos?” Por mais absurda que essa conexão possa parecer à primeira vista, ela nunca será mais grotesca do que a cruzada em si. Leia mais…

A quem vencer Serra nas prévias, nem as batatas

Apoio de Kassab torna ex-governador único tucano viável para enfrentar Haddad

Apesar de ser o maior colégio eleitoral municipal do País, a capital paulista nunca protagonizou eleições para a Prefeitura que tivessem consequências nos pleitos imediatos para a Presidência da República nem para o governo do Estado. Este ano, contudo, o panorama parece ser bastante diferente: nos governos federal e de Estados importantes como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco, a aliança governista, sob o comando do Partido dos Trabalhadores (PT), tem uma espinha entalada na garganta de seu projeto de conquista do poder pelo voto popular: apesar de terem vencido as três últimas eleições nacionais, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foram derrotados tanto na capital como no Estado de São Paulo. E, tendo mudado de armas e bagagem para São Bernardo do Campo, onde elegeu para a prefeitura seu sucessor na presidência do Sindicato dos Metalúrgicos, Luiz Marinho, o ex-presidente resolveu usar seu capital de popularidade para começar o projeto de conquista do último bastião adversário, São Paulo de Piratininga, pela eleição de um correligionário de confiança, para, no passo seguinte, subir as colinas do Morumbi. Leia mais…

Dilma, Wagner e Alckmin no mesmo barco, a lei

Estado de necessidade não dispensa grevistas nem sem-teto de respeitarem democracia

Em 1991, os policiais militares da Bahia entraram em greve, na gestão de Antônio Carlos Magalhães (ACM). Dez anos depois, houve nova greve sob o governo de um carlista, César Borges. Em ambos os casos, o então parlamentar petista Jaques Wagner se pronunciou publicamente a favor dos movimentos, seus líderes e participantes. Este ano, sob a liderança do mesmo Marco Prisco ao qual antes dera suporte, no governo do Estado para o qual foi eleito por obra e graça do fenômeno popular Lula da Silva, esse político recorreu às Forças Armadas e a soldados da Força Nacional para desocupar a Assembleia Legislativa baiana, invadida pelos grevistas. Como num jogo de xadrez, as peças mudam de cor e de casa, mas o jogo continua: Prisco, ex-aliado e atual desafeto de Sua Excelência, passou por PT, PSOL e PCdoB antes de encontrar refúgio no ninho tucano, onde se encontra. O PSDB, que denuncia a incoerência do petista, daria melhor contribuição à democracia se o desautorizasse e expulsasse do partido, deixando clara sua posição a favor não do governo Wagner, mas da ordem pública sob a proteção de Deus e da Constituição. No jogo sujo da política, contudo, princípios e valores têm sido substituídos por oportunismo e desfaçatez. Leia mais…

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