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Destaques

Nêumanne entrevista Sílvio Meira (2019 – 23ª)

Nêumanne entrevista Sílvio Meira (2019 – 23ª)

Só com sorte PF identificará

hackers de celulares

da Lava Jato, diz expert

Sílvio Meira acha que mensagens teriam sido obtidas em grupos de discussão dos envolvidos e polícia precisa de sorte para localizar invasores

O especialista em tecnologia da informação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Sílvio Meira acredita que dificilmente a Polícia Federal (PF) conseguirá identificar os hackers que invadiram celulares de agentes das operações de combate à corrupção. Para ele, “numa investigação de rotina, só com muita sorte. Que pode aparecer ao tentar identificar todas as pessoas, num período de tempo muito longo, que estiveram perto de quem teve conversas vazadas, e ir atrás de cada imagem de cada um e dos interesses que teriam nessas conversas, ou nas pessoas envolvidas”. Protagonista da semana na série Nêumanne Entrevista, no blog, ele acha que “há a possibilidade concreta de que as mensagens tenham sido obtidas “dentro” dos grupos de discussão dos envolvidos, por alguma pessoa que fazia parte das conversações e era pelo menos conhecida dos envolvidos ou, ainda mais provável, por meio do “sequestro digital” de um ou mais dos dispositivos envolvidos nas conversas (usando algo similar ao Pegasus, mas talvez bem menos sofisticado)”. O especialista imagina que, “em face de tamanha invasão de privacidade de suas comunicações, os operadores do Direito envolvidos vão tomar providências, desde a mudança de seus padrões e sistemas de comunicação até a investigação do que e por que aconteceu. Porque parece ser inegável que aconteceu. E as consequências são enormes”.

Meira no Marco Zero, em Recife com turma da UFPE, Paulo Magalhães , do programa Genoma, Ismar Kaufman do Informa, Claudio Marinho secretário de Ciencia, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco, Jose Carlos Cavalcant e Virginia Sgotti, da Informa Foto: Leo Caldas/Titular

Meira no Marco Zero, em Recife com turma da UFPE, Paulo Magalhães , do programa Genoma, Ismar Kaufman do Informa, Claudio Marinho secretário de Ciencia, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco, Jose Carlos Cavalcant e Virginia Sgotti, da Informa Foto: Leo Caldas/Titular

Nascido em Taperoá (PB) em 1955, Sílvio Lemos Meira formou-se em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1977, é mestre em Informática pela Universidade Federal de Pernambuco (1981) e obteve Ph.D. em computação pela University of Kent at Canterbury, no Reino Unido, em 1985. Casado com Kátia Betmann, é pai de Cecília e Diana de Azevedo Meira e Pedro Meira-Betmann, além de avô de Estelinha, Leo e Letícia. Professor extraordinário da cesar.school, professor emérito do Centro de Informática da UFPE, pesquisador sênior do ISI-TICs (Senai, Recife), fundou e preside o Conselho de Administração do Porto Digital. Titular aposentado de Informática da UFPE, fundou, em 1996, e foi cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados (C.E.S.A.R) do Recife até 2014; foi fellow e faculty associate do Berkman Center, da Universidade Harvard, de 2012 a 2015, e também professor associado da Escola de Direito da FGV-RIO, de 2014 a 2017. Meira é membro dos conselhos do Magazine Luiza, da CI&T, da MRV e da Capes e gosta muito de lidar com startups e novos negócios digitais, além de fazer palestras, no Brasil e mundo afora, sobre políticas e estratégias de negócios digitais, Entusiasta de educação, criatividade, inovação e empreendedorismo, escreveu mais de 300 artigos científicos e muitas centenas de textos sobre tecnologias da informação e seu impacto na economia, na sociedade e nas pessoas, além do livro Novos Negócios do Crescimento Empreendedor no Brasil, publicado pela Casa da Palavra em outubro de 2013, já na terceira impressão. Ele supervisionou quase 150 teses e dissertações de Ph.D. e MSc. Detém as Ordens Nacionais do Mérito Científico (1999), do Rio Branco (2001) e a Medalha do Conhecimento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2008). Recebeu do governo de Pernambuco a mais alta comenda do Estado, a Ordem do Mérito dos Guararapes, em 2006. A revista Época elegeu-o, em 2007, um dos cem brasileiros mais influentes. O Globo elegeu-o em 2011 Personalidade do Ano da Economia Brasileira. A revista Galileu escolheu-o como um dos cem brasileiros mais influentes na web, em 2013. Silvio Meira é ainda fellow da rede Ashoka e batuqueiro de maracatu.

Paraibano de Taperoá, formado no ITA e doutorado em Kent, no Reino Unido, Meira enverga com orgulho bandeira de Pernambuco na televisão. Foto: Acervo pessoal

Paraibano de Taperoá, formado no ITA e doutorado em Kent, no Reino Unido, Meira enverga com orgulho bandeira de Pernambuco na televisão. Foto: Acervo pessoal

 Nêumanne entrevista Sílvio Meira

Nêumanne – Com toda a sua notória experiência na área, o que mais o surpreendeu no episódio do vazamento de mensagens trocadas entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato, entre os quais o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, por meio do aplicativo russo Telegram?

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Nêumanne entrevista Di Franco (2019 – 22ª)

Nêumanne entrevista Di Franco (2019 – 22ª)

Corrupção e incompetência

foi binômio do governo Lula,

diz Di Franco

Para jornalista, tentativas de politizar condenação do petista são ridículas e insustentáveis e ela mostra que o Brasil mudou de patamar e justifica seu otimismo

O professor da Universidade de Navarra, na Espanha, Carlos Alberto Di Franco acha que “Lula foi o responsável direto pela montagem da maior pilhagem da nossa História. O projeto de perpetuação de poder foi estrategicamente montado sob o guarda-chuva da corrupção. É um case único no mundo. Lula se corrompeu e foi corruptor.” Articulista do Estado, o protagonista da série Nêumanne entrevista no Blog prevê que “Brasil vai demorar muitos anos para superar o tsunami petista. Corrupção e incompetência. Trata-se do binômio que marcou o governo Lula. As tentativas de politização da sua condenação são ridículas e insustentáveis. Sua condenação e de seus aliados mostra que o Brasil mudou de patamar e justifica o meu otimismo.” Sobre a atuação dos meios de comunicação no atual momento político Di Franco tem opinião severa e serena: Não podemos viver de costas para a sociedade real. Isso não significa ficar refém do pensamento da maioria. Mas o jornalismo, observador atento do cotidiano, não pode desconhecer e, mais que isso, confrontar permanentemente o sentir das suas audiências. A verdade, limpa e pura, é que, frequentemente, a população tem valores diferentes dos nossos.”

Para Di Franco, papel fundamental da imprensa para democracia depende de coragem e humildade para fazer autocrítica. Foto: Hélvio Romero/AE

Para Di Franco, papel fundamental da imprensa para democracia depende de coragem e humildade para fazer autocrítica. Foto: Hélvio Romero/AE

O paulistano Carlos Alberto Di Franco é bacharel em Direito. Especialista em Jornalismo Brasileiro e Comparado. Doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, na Espanha. Diretor do programa Estratégias Digitais para Empresas de Mídia (ISE). Professor convidado da Facultà di Comunicazione Sociale Istituzionale (Roma). Professor do Curso de Jornalismo Aplicado do Grupo Estado. Diretor da Di Franco, Consultoria em Estratégia de Mídia. Consultor de Empresas Informativas. Consultor do Grupo O Estado de S. Paulo. Presidente do Conselho Diretor do CEU- ISE Business School. Membro do Conselho Consultivo do Grupo Rede Amazônica de Televisão. Membro do Conselho do Grupo AJ Vierci (jornal Ultima Hora, Telefuturo), do Paraguai. Membro do Conselho da Fundação São Paulo. Articulista de O Estado de S. PauloO Globo (Rio de Janeiro), Gazeta do Povo (Curitiba), Estado de Minas (Belo Horizonte), Grupo Gazeta (Vitória), Diário do Nordeste (Fortaleza), O Liberal (Belém) e de diversos jornais brasileiros. Membro do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Membro do Comitê Editorial da Associação Nacional de Jornais (ANJ). Membro do Conselho Editorial da Revista Comunicación y Sociedad (Pamplona, Espanha). Membro da Academia Cristã de Letras. Autor de Jornalismo, Ética e Qualidade (Editora Vozes, São Paulo), La Noticia Sembrada (Editora Istmo, do México), Jornalismo como Poligrafia (Porto, Portugal), O Futuro da Informação na América Latina (Buenos Aires). Coautor de Papel da Polícia na Sociedade Democrática (Ed. Mageart. São Paulo). Coordenador do livro Agenda Brasil – Perspectivas para a Próxima Década (Ed. Manole, São Paulo). Coautor do Tratado de Direito Constitucional (ED. Saraiva, São Paulo).

Nêumanne entrevista

Carlos Alberto Difranco

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Nêumanne entrevista Mayana Zatz (2019 – 21ª)

Nêumanne entrevista Mayana Zatz (2019 – 21ª)

Para cientista,

investimento na prevenção

evitará custo excessivo

de tratamentos

Geneticista da USP Mayana Zatz acha que professores do ensino básico

deveriam ganhar mais do que seus colegas universitários

“É terrível ter de decidir entre pagar o tratamento de um paciente ou salvar milhares com doenças tratáveis de baixo custo quando as verbas são escassas. Uma solução seria fazer triagem de mutações em casais que querem procriar.  Muitas doenças genéticas de herança recessiva, isto é, em que o paciente para ser afetado precisa receber  dois genes com mutação, um de cada progenitor, poderiam ser evitadas com um exame genético preventivo. É o caso, por exemplo, da amiotrofia espinhal (AME), para a qual acaba de ser aprovada uma terapia pelo FDA a um custo de US$  2,1 milhões, ou seja, totalmente inacessível”, disse a bióloga Maya Zatz, professora titular de Genética da USP. Na opinião da geneticista, protagonista da série semanalNêumanne entrevista no Blog do Nêumanne, “professores de ensino fundamental deveriam ganhar mais do que professores universitários e ser respeitados como são os professores no Japão. Estudei em escola pública e entrei na USP sem fazer cursinho. Os nossos professores diziam que alunos de escolas públicas, como nós,  não precisavam de cursinho. Eram as melhores escolas. Acho injusto ver que hoje alunos de escolas particulares têm muito mais chance de entrar em universidades públicas. As oportunidades deveriam ser iguais para todos. Acredito que existam meios de investir no ensino básico sem reduzir o apoio às  universidades.”

Mayana sai do laboratório para lutar por conquistas de verbas para suas pesquisas, como na reunião com Dráuzio Varela, Eduardo Campos, então ministro, e Severino Cavalcanti, presidente da Câmara. Foto: Dida Sampaio/AE

Mayana sai do laboratório para lutar por conquistas de verbas para suas pesquisas, como na reunião com Dráuzio Varela, Eduardo Campos, então ministro, e Severino Cavalcanti, presidente da Câmara. Foto: Dida Sampaio/AE

Mayana Zatz é professora Titular de Genética do Instituto de Biociências da USP. Foi pró-reitora de Pesquisa da USP (2005-2009). É coordenadora do Cepid/Fapesp, do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) e do INCT: envelhecimento e doenças genéticas, genômica e metagenômica . É membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento ­- TWAS. Ganhou vários prêmios nacionais e internacionais. Recebeu a Ordem Nacional de Grã-Cruz de Mérito Científico. Entre os prêmios internacionais destacam-se o L’Oréal/Unesco para mulheres na ciência (2001), prêmio TWAS em pesquisa médica (2004), prêmio México de Ciência e Tecnologia (2008) e prêmio Conte Gaetano por trabalhos sociais (2011). Tem experiência na área de genética, com ênfase em genética humana e médica, atuando em biologia molecular com enfoque em doenças neuromusculares, envelhecimento, pesquisas com células-tronco e, mais recentemente, zika e câncer. Publicou 340 trabalhos científicos, que foram citados quase 18 mil vezes (Google Scholar). Orientou 50 teses. Foi colunista da revista Veja, onde publicou mais de 250 artigos científicos para leigos. É autora do livro GenÉtica: escolhas que nossos avós não faziam. Tem grande interesse em questões éticas relacionadas com genoma humano, testes genéticos e células-tronco. Participou ativamente da aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias pelos parlamentares (2005) e pelo STF (2008) e continua lutando por políticas públicas em favor da ciência, educação e atendimento a pacientes com doenças genéticas.

Mayana diante do prédio onde funciona o Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP, cujo campus considera seu jardim. Foto: Monalisa Lins/AE

Mayana diante do prédio onde funciona o Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP, cujo campus considera seu jardim. Foto: Monalisa Lins/AE

Nêumanne entrevista Mayana Zatz

 

Mayana pesquisa genoma e células-tronco no Departamento de Genética da USP em busca de avanços científicos para curar doenças ou deficiências. Foto: Paulo Liebert/AE

Mayana pesquisa genoma e células-tronco no Departamento de Genética da USP em busca de avanços científicos para curar doenças ou deficiências. Foto: Paulo Liebert/AE

Nêumanne – Vira e mexe a União, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) se veem diante de um dilema cruel, praticamente entre a cruz e a espada, ao terem de decidir, num momento de extrema escassez de recursos,entre salvar a vida de um paciente terminal, ou quase, portador de uma doença rara, cujos remédios ou tratamento dependem de custo financeiro muito pesado, praticamente impagável ou simplesmente esperar sua morte salvando vidas com o dinheiro economizado. Que solução a senhora enxerga a ser adotada o mais imediatamente possível para se dar uma solução viável a esse dilema?

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Especial no YouTube: A chegada de Artur

Especial no YouTube: A chegada de Artur

Artur, meu quarto filho e o primeiro de Isabel, 40,

veio à luz e ao mundo em 1 de junho de 2019,

exatamente 49 anos depois

de eu ter chegado a São Paulo,

onde também nasceram

Vladimir, 45, Clarice, 42, e Cecília, 39

 

Isabel com Artur em flagrante que lembra as pinturas das Madonnas das esquinas das ruas históricas de Roma. Foto: José Nêumanne Pinto

Isabel com Artur em flagrante que lembra as pinturas das Madonnas das esquinas das ruas históricas de Roma. S. Paulo, 1 de junho de 2019. Foto: José Nêumanne Pinto

O dia 1.º de junho é muito especial em meus 68 anos de vida, pois faz 49 que vim morar definitivamente em São Paulo, a cidade que aprendi a amar antes de conhecer, dizendo “São Paulo, comoção de minha vida”, o belo verso do paulistano Mário de Andrade.

José Nêumanne com seu quarto filho recém-nascido. S. Paulo, 1 de junho de 2019.

José Nêumanne com seu quarto filho recém-nascido. S. Paulo, 1 de junho de 2019.

Amo muitos paulistanos – Vladimir, de 45 anos, Clarice, de 42, e Cecília, de 39, meus filhos com Regina. E Artur, que está nascendo do ventre de Isabel, me torna mais filho desta cidade que me adotou, sem ciúme de Campina Grande, que me havia adotado antes a mim, nascido em Uiraúna no sertão da Paraíba. Desde setembro tenho gravado um vídeo por dia, sem pausa para nenhuma festa. Mas com Isabel na maternidade, espero que meus 206 mil e mais de 400 inscritos no canal me perdoem a ausência por pelo menos três dias. Assim como também os 292 mil seguidores do Twitter. Ela, que me produz, dirige e enquadra, estará de resguardo e me resguardarei para cuidar dela e do bebê com a compreensão de vocês na esperança de viver muito para conviver com eles dois. Direto ao Assunto, inté e só a verdade nos salvará.

 

Nêumanne entrevista Ricardo Viveiros (2019 – 20ª)

Nêumanne entrevista Ricardo Viveiros (2019 – 20ª)

Só São Paulo

sabe entender

quem não a entende,

diz jornalista carioca

Escritor Ricardo Viveiros, ex-militante da esquerda, acha que Bolsonaro precisa de tranquilidade para governar e tem de aprimorar comunicação

O jornalista e escritor Ricardo Viveiros, que nasceu no Rio de Janeiro e mora há 40 anos em São Paulo, diz que quem gosta de gente gosta da capital paulista. “Muitas grandes cidades também têm gente, mas somente São Paulo sabe entender mesmo quem não a entende. Aqui, qualquer pessoa tem uma concreta chance de brilhar, de ser feliz”, comentou o protagonista da série Nêumanne Entrevista desta semana no blog. Para o autor de 43 livros, “o presidente eleito, embora seja natural e democrático que haja distintas opiniões, precisa de tranquilidade para governar, para pôr em prática seu programa de governo. Deve ser acompanhado de perto pela imprensa, pela sociedade, pelas lideranças de todos os setores e criticado no que erre. O ódio que se apresenta entre os dois lados, os prós e os contras, está destruindo a harmonia, a civilidade do tecido social e criando muros difíceis de ser derrubados. O governo precisa comunicar melhor, ser mais cuidadoso, claro e rápido. Falta-lhe alinhamento interno, há muita controvérsia pública que provoca desentendimentos e alimenta polêmicas desnecessárias”. E conclui: “Povo educado adoece menos, morre menos, produz mais, cresce mais.”

Ricardo Viveiros é jornalista e escritor, com passagem pelas mídias impressa (jornais e revistas) e eletrônica (rádios e TVs). Há 32 anos preside a RV&A – Oficina de Comunicação, entre as maiores assessorias de jornalismo institucional e relações públicas do País. Autor de 43 livros em diferentes gêneros, alguns deles nos rankings dos mais vendidos no País.

Viveiros sobre o Rio: "Inegáveis belezas naturais, simpatia e charme não são fatores suficientes para manter uma cidade como polo de qualquer coisa". Foto: Acervo pessoal

Viveiros sobre o Rio: “Inegáveis belezas naturais, simpatia e charme não são fatores suficientes para manter uma cidade como polo de qualquer coisa”. Foto: Acervo pessoal

É doutor (stricto sensu) em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Lecionou por 25 anos em cursos superiores de graduação e MBA. Profere palestras no Brasil e no exterior. Conhece 114 países, cobriu conflitos armados. Durante nove anos Viveiros foi o jornalista-chefe da assessoria de imprensa do sistema Fiesp/Ciesp (IRS-Sesi-Senai). Recebeu destacados prêmios nacionais e internacionais como jornalista e escritor, entre os quais a medalha da Organização das Nações Unidas (ONU) no Ano Internacional da Paz (1986).

       É membro do conselho científico do portal CBC/Cartografia do Brasileirismo Comunicacional, um canal de difusão cognitiva e divulgação acadêmica mantido pela Cátedra Unesco-Umesp de Comunicação e Poscom/Escola de Comunicação, Educação e Humanidades da UME-SP, em parceria com Intercom/Confibercom/Alaic/Ciespal. É membro de outros conselhos de entidades do setor.

 Nêumanne entrevista Ricardo Viveiros

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Nêumanne entrevista Gaudêncio Torquato (2019 – 19ª)

Nêumanne entrevista Gaudêncio Torquato (2019 – 19ª)

Maior adversário

de Bolsonaro

é ele próprio,

diz professor

Para cientista político Gaudêncio Torquato (USP e Cásper Líbero), antipetismo, ódio à corrupção, cansaço da política e facada em comício elegeram presidente

“Jair Bolsonaro é a figura certa que emergiu no momento exato de um ciclo político em franco processo de esgotamento. Canalizou a vontade da maioria do eleitorado, que enxergou nele o justiceiro e o guerreiro mais violento para enfrentar o lulopetismo”, diz o professor Gaudêncio Torquato, da USP e da Cásper Líbero. Protagonista da semana na série Nêumanne Entrevista, ele observa que o presidente “ganhou votos por ser o guerreiro mais violento contra o petismo; por representar a direita ideológica e o conservadorismo nos costumes; pela tibieza de Ciro Gomes e pelo estilo morno de Geraldo Alckmin; pela saturação da velha política e pela disposição do eleitor de arranjar protagonistas com perfil diferente dos figurantes tradicionais”. E analisa: “O eleitor esgotara sua paciência ao correr de tantos escândalos de corrupção. Bolsonaro, para eles, apresentava-se como ícone de um novo tempo. De repente, aquela imagem do defensor da ditadura, do capitão que tinha como exemplo o coronel Brilhante Ustra, dá lugar ao guerreiro da batalha pela moral e pelos bons costumes”. Só que, em sua opinião, “às vezes Bolsonaro passa a ideia de que não aguenta mais ser presidente. Se estiver pensando como Jânio, esperando que as multidões o aplaudam nas ruas para glorificar seu reinado, comete grande engano. Bolsonaro tem um sério adversário pela frente: o próprio Bolsonaro”.

Para Gaudêncio, Bolsonaro "Tornou-se o capitão do time da direita ideológica, e com essa camisa se apresenta à comunidade (nacional e internacional)". Foto: Acervo pessoal

Para Gaudêncio, Bolsonaro “Tornou-se o capitão do time da direita ideológica, e com essa camisa se apresenta à comunidade (nacional e internacional)”. Foto: Acervo pessoal

Da lamparina à análise política

Luciano Ornellas

Não são apenas análises políticas os textos que saem da lavra do jornalista e professor Gaudêncio Torquato. São na verdade, um profundo estudo da alma brasileira e suas circunstâncias. Ele busca em seus artigos vencer o desafio de encontrar nichos ainda não trilhados, temáticas ainda não desenvolvidas.

Jornalista por formação – repórter, redator e editor nos principais veículos impressos brasileiros. Aos 21 anos recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo, a maior honraria da Imprensa do Brasil.

Seus artigos são publicados no Blog do Noblat e em diversos periódicos pelo País. Assina também a coluna Porandubas Políticas, uma das mais lidas do site Migalhas.

Precursor do Jornalismo Empresarial,é uma referência nas universidades de Comunicação de todo o País. O livro Tratado de Comunicação Organizacional e Política, de sua autoria, é um clássico para estudiosos do assunto. No total, são treze títulos publicados.

Lecionou na graduação e na pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), na Faculdade Cásper Líbero e na Universidade Metodista.

É membro da Academia Paulista de História; vice-presidente da ABCOP (Associação Brasileira de Consultores Políticos e Eleitorais); Conselheiro do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e do Instituto Baccarelli. E foi presidente da Intercom, sociedade de estudos interdisciplinares de comunicação, a maior no gênero da América Latina, do qual foi um dos criadores, ao lado do idealizador, professor José Marques de Melo.

 

Gaudêncio no Colégio Americano de Recife: "A facada serviu para suavizar a imagem de troglodita que até então caracterizava Bolsonaro". Foto: Acervo pessoal

Gaudêncio no Colégio Americano de Recife: “A facada serviu para suavizar a imagem de troglodita que até então caracterizava Bolsonaro”. Foto: Acervo pessoal

Nêumanne entrevista

Gaudêncio Torquato

 

Nêumanne – Por que Jair Bolsonaro, que não fez uma carreira exatamente brilhante no Exército brasileiro, aposentando-se como capitão, e foi durante 30 anos um vereador e deputado federal do baixíssimo clero, partiu de muito perto do zero na campanha presidencial de 2018 e terminou protagonizando a disputa?

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