Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Destaques

Nêumanne entrevista Chico Pereira

Nêumanne entrevista Chico Pereira

Artista prefere Brasil

na traseira do Primeiro Mundo

a na frente do Terceiro

Artista plástico Chico Pereira acha que seria interessante ver Europa protestando contra devastação do ambiente por China, Rússia, Índia e EUA

“O Brasil está numa encruzilhada para decidir se vai ser um país de frente do Terceiro Mundo ou se vai estar na  traseira do Primeiro. Escolheria este último”, dispara Chico Pereira, diretor do Museu de Arte Popular da Paraíba, em Campina Grande. Sobre a polêmica atual entre Macron e Bolsonaro, provocou: “Seria interessante ver a França e o resto rico da Europa liderando protestos contra a China e a Rússia, e também a Índia e os Estados Unidos, que juntos formam uma imensurável onda de devastação da atmosfera e dos biomas, centenas de vezes maior que a causada pelos incêndios das florestas e matas brasileiras”. Protagonista da semana na série Nêumanne Entrevista, ele falou de tudo um muito e arriscou: “A capacidade brasileira de se expandir para o centro-oeste e para a Amazônia criou uma marca e uma força incontrolável porque cresceu independentemente de governos e de ideologias. Um Brasil paralelo que se impôs pela força da sua produção, à frente da indústria nacional. Arranjou dois inimigos: internamente, o obscurantismo da agricultura socialista e toda a cadeia política à sua disposição, e externamente, os competidores que não conseguem produzir com a mesma eficiência e o mesmo preço, incluindo aí a produção destinada ao etanol. Essa guerra ambientalista entrou nas sutilezas de interesses vários, cujas performances se passam atrás de tênues cortinas, entre elas, também, aquelas de certezas científicas e até da boa vontade franciscana”.

Identidades estudantis de Chico do admissão à universidade, do pré golpe militar à direção do Museu de Arte de Campina Grande. Foto: Acervo pessoal

Identidades estudantis de Chico do admissão à universidade, do pré golpe militar à direção do Museu de Arte de Campina Grande. Foto: Acervo pessoal

Francisco Pereira da Silva Junior, o Chico Pereira, nasceu em Campina Grande (PB) 1944. Artista plástico com atuação desde os anos de 1960, participou da instalação do Museu de Arte Assis Chateaubriand, criado pela Campanha Nacional dos Museus Regionais, inaugurado em 1967, do qual foi diretor entre 1969 e 1974. À frente desse órgão participou ativamente dos movimentos para estabelecer uma política nacional de museus voltados para a educação e a formação de público. Foi membro da diretoria da Associação Nacional dos Museus de Arte do Brasil e professor do Departamento de Artes e Comunicação da Universidade Federal da Paraíba. Nesta instituição participou da criação e da coordenação do Núcleo de Arte Contemporânea. Foi coordenador de Extensão Cultural e da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários. Atualmente aposentado, por duas vezes foi vice-presidente executivo do Conselho Estadual de Cultura e subsecretário executivo de Cultura da Paraíba. Tem ocupado cargos e funções em instituições nacionais e internacionais de arte e arte-educação. Publicou obras nos campos das artes, do folclore e da geo-história, entre eles o livro Paraíba, Memória Cultural, em que registra a evolução cultural desse Estado desde a conquista do Rio Paraíba aos dias atuais. Foi pró-reitor de Cultura da Universidade Estadual da Paraíba e atualmente está à frente do Museu de Arte Popular da Paraíba. É membro da Academia Paraibana de Letras.

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Nêumanne entrevista Rubens Ricupero

Nêumanne entrevista Rubens Ricupero

Preocupa a Ricupero,

que chefiou pastas da Fazenda e Meio Ambiente,

boicote a nossos produtos

por mercados ricos, em especial europeus

 

 

Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda no governo Itamar, adverte que “pior até do que eventuais sanções comerciais de governos será o boicote espontâneo dos consumidores europeus, extremamente sensíveis às questões ambientais, que não comprarão produtos brasileiros se tiverem conhecimento da origem. A prova de que não se trata de fantasias são as declarações do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, o maior exportador individual de algodão e o segundo de soja, que já está sentindo dificuldades em seus negócios. No mesmo sentido vão os pronunciamentos do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio”. Protagonista da série Nêumanne Entrevista desta semana, o ex-embaixador do Brasil em Washington também discordou da escolha do deputado Eduardo Bolsonaro para o cargo mais importante do Itamaraty no exterior, por motivos que garante nada terem que ver com corporativismo diplomático. “O posto de embaixador deve ter institucionalidade, não pode servir para representar uma pessoa, uma família. Outro aspecto é a imparcialidade para julgar os assuntos. O pior defeito de um diplomata é se identificar com o governo estrangeiro e passar a defender os interesses desse país. É o que fez Eduardo Bolsonaro ao tomar partido público pela reeleição de Trump, ao declarar à Fox News que apoiava a construção do muro na fronteira com o México porque muitos dos imigrantes eram criminosos, ao afirmar que sentia vergonha pelos brasileiros imigrantes ilegais, gente honrada e trabalhadeira que emigrou por não ter encontrado oportunidades no Brasil.

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Nêumanne entrevista Rubens Barbosa

Nêumanne entrevista Rubens Barbosa

Brasil precisa avançar

na agenda das reformas,

aposta embaixador

 

Rubens Barbosa acha que sem reduzir papel do Estado e desburocratizar, Brasil não terá como aproveitar preferências com abertura do mercado europeu

 

 

Autorizado pela experiência adquirida como embaixador do Brasil em Londres e Washington, Rubens Barbosa acredita que “o acordo comercial Mercosul-União Europeia pode trazer, em médio prazo, em dois ou três anos, quando entrar em vigência, resultados bastante positivos para as exportações brasileiras, se melhorarem as condições de competitividade da economia e do setor produtivo nacional”. Protagonista do Nêumanne Entrevista da semana no blog, ele avisa que “para a redução do chamado custo Brasil devemos avançar na agenda de reformas, de redução do papel do Estado e da desburocratização. Sem isso dificilmente o setor industrial poderá beneficiar-se das preferências que receberá com a abertura do mercado europeu”. Barbosa prevê ainda que, seja qual for o resultado da eleição na Argentina, o Brasil não se afastará do vizinho, ao contrário do que parece que o faria por conta dos insultos trocados recentemente entre o presidente Jair Bolsonaro e o vencedor das eleições prévias de 11 de agosto, o peronista Alberto Fernández, “por determinismo geográfico”. O diplomata adverte ao governo brasileiro que o meio ambiente é um tema que entrou na pauta internacional para ficar.

Barbosa com Celso Lafer e Lídia Goldenstein, com mediação de Eliane Cantanhede, na série de debates sobre a reconstrução do Brasil na Unibes Cultural. Foto: Amanda Perobelli

Barbosa com Celso Lafer e Lídia Goldenstein, com mediação de Eliane Cantanhede, na série de debates sobre a reconstrução do Brasil na Unibes Cultural. Foto: Amanda Perobelli

Com título de mestrado da London School of Economics and Political Science (Escola Superior de Ciências Econômicas e Políticas de Londres) obtido em 1971, o embaixador Rubens Barbosa ocupou muitos cargos no governo brasileiro e no Ministério das Relações Exteriores: secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda; representante Permanente do Brasil junto à Associação Latino-Americana de Integração (Aladi); subsecretário-geral de Integração, Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores e coordenador da seção brasileira do Grupo do Mercosul. Foi embaixador do Brasil em Londres de janeiro de 1994 a junho de 1999 e em Washington de junho de 1999 a março de 2004. Ocupou o cargo de presidente da Associação dos Países Produtores de Café (APPC), em Londres, por cinco anos.

Barbosa acha que o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia poderá abrir em médio prazo boas perspectivas para o Brasil. Foto: Daniela Ramiro

Barbosa acha que o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia poderá abrir em médio prazo boas perspectivas para o Brasil. Foto: Daniela Ramiro

O embaixador Barbosa escreve regularmente no jornal O Estado de S. Paulo e é autor de diversos livros, o último dos quais Um Diplomata a Serviço do Estado (2018). Rubens Barbosa é hoje consultor de negócios e ocupa, entre outros, os cargos de presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp e de diversos outros conselhos. É também presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice), membro do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional (Gacint) da USP, presidente emérito do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu) e editor responsável da revista Interesse Nacional.

 

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Nêumanne entrevista Cézar Benevides

Nêumanne entrevista Cézar Benevides

Ideologia direciona

ensino de ciências humanas,

diz ex-reitor da UFMS

Para Benevides, instituições da República estão sob julgamento de parcela representativa da sociedade brasileira e toda censura é condenável

 

Para o ex-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Cezar Benevides, as universidades públicas brasileiras estão “preocupadas, em sua maioria, com o filtro de acontecimentos vinculados a 1964. Infelizmente, a ideologia direciona o conhecimento científico no âmbito das ciências humanas”. Personagem da série Nêumanne Entrevista neste blog esta semana, o professor respondeu de forma prudente, mas nem por isso, deixou de se posicionar quando lhe perguntei se concordava com o ministro Gilmar Mendes, do STF, que chamou os procuradores da Operação Lava Jato de “organização criminosa”, ou com a resposta que a chefe dos procuradores deu, comparando esse tipo de reação com “estado de exceção: “Fico com a sensatez da procuradora da República, sra. Raquel Dodge”. E disse mais: “Toda e qualquer forma de censura é condenável. A tradição jurídica brasileira se apoia, de maneira geral, na denominada ‘teoria dos frutos da árvore envenenada’. Tais frutos proliferam na atualidade. Temo que essa tendência seja abandonada, contaminando o pensamento e a prática jurídica do País. Os sinais não podem ser desprezados”.

No bate-boca entre o ministro do STF Gilmar Mendes e a procuradora-geral da República Benevides deu razão à sensatez de Raquel Dodge. Foto: Acervo pessoal

No bate-boca entre o ministro do STF Gilmar Mendes e a procuradora-geral da República Benevides deu razão à sensatez de Raquel Dodge. Foto: Acervo pessoal

Cezar Benevides nasceu em João Pessoa em 15 de janeiro de 1954. Estudou na Escola Preparatória de Cadetes do Ar, em Barbacena, de 1971 a 1973, na Academia da Força Aérea de 1974 a 1975, na Academia Militar das Agulhas Negras de 1976 a 1978 e no curso de Engenharia. Foi licenciado em Ciências Sociais pela Unifil, em Londrina, Paraná. É professor titular aposentado da UFMS desde 2014. Foi pró-reitor de ensino de graduação de 2000 a 2008 e reitor em exercício em diversas ocasiões. Integrou missões no Ministério das Relações Exteriores e no Ministério do Exército. Foi professor visitante da FFLCH-USP, onde realizou o curso de doutorado e o estágio de pós-doutorado. Cezar Benevides cursou o mestrado em História Social na Universidade Federal do Paraná. É membro do Conselho de Administração do Hospital São Julião, sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, em Curitiba, desde 1984. E tem vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior.

 

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Nêumanne entrevista: Eliana Calmon

Nêumanne entrevista: Eliana Calmon

Não há razão alguma

para afastar Moro,

garante Eliana Calmon

Conforme ex-ministra do STJ, supostas mensagens do Intercept  entre ministro e Dallagnol retratam rotina da relação juiz-promotor em quaisquer julgamentos no País

A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon acha “inteiramente improvável e até mesmo impossível aceitar uma autoridade séria a proposta, diante da força moral do ministro Sergio Moro, da absoluta falta de provas que motivem o pedido de afastamento e até agora a falta de credibilidade da fonte, principalmente após as notícias trazidas com as investigações que se desenvolvem pela Polícia Federal”. Para ela, que protagoniza a série Nêumanne Entrevista deste blog esta semana, as supostas mensagens trocadas entre o ex-juiz e o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, retratam a rotina das relações entre magistrados e procuradores na Justiça brasileira. Ela relatou nesta entrevista a própria experiência nesse sentido. “Não se pode exigir que o juiz tenha com o advogado de defesa a mesma comunicação que tem com os membros do Ministério Público. Basta observar que o MP se senta à direita do magistrado e o acompanha nos intervalos das sessões, quando a Corte se retira da sala de audiência. Nos tribunais os advogados, por mais intimidade que tenham com os julgadores, não passam do cancelo, o que já é um indicativo da diferença entre eles”, contou.

Eliana Calmon Alves nasceu na cidade de Salvador (BA) e se formou em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, em 1968; na mesma faculdade, em pós-graduação, tornou-se especialista em processo, em 1982.

Exerceu advocacia liberal e ingressou no magistério superior, por concurso, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Eliana apoia Moro e Dallagnol na controvérsia da Intercept pelo fato de ter vivido a realidade no Fórum e investigado no STJ, tendo sido corregedora da Justiça. Foto: Dida Sampaio/AE

Eliana apoia Moro e Dallagnol na controvérsia da Intercept pelo fato de ter vivido a realidade no Fórum e investigado no STJ, tendo sido corregedora da Justiça. Foto: Dida Sampaio/AE

Integrou os quadros do Ministério Público Federal,  onde permaneceu de 1974 a 1979, sendo procuradora da República em Pernambuco e na Subprocuradoria-Geral da República em Brasília.

Como juíza permaneceu na Bahia por dez anos, de 1979 a 1989, tendo sido representante da Justiça Federal no Tribunal Regional Eleitoral,  de 1983 a 1985, e diretora do foro, nos períodos de 1984 a 1986 e 1988 a 1989, quando foi promovida, por merecimento, para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

No TRF, integrou a comissão encarregada de elaborar o Regimento Interno da Corte, compôs a Comissão de Instalação da Seção Judiciária do Estado do Amapá; participou, em 1991, como examinadora do primeiro concurso para juiz federal substituto da 1ª Região; e criou, em 1992, o Núcleo de Preparação e Aperfeiçoamento de Magistrados Federais da 1ª Região, coordenando-o até março de 1997. Foi eleita representante do TRF-1 junto ao Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal em 1993, presidiu a Comissão de Jurisprudência da mesma Corte de 1995 a 1997, sendo de sua criação a publicação mensal para juízes da 1ª Região, intitulada Sumário Legislativo.

Em julho de 1999 foi promovida para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo a primeira mulher a compor os seus quadros. Nesse tribunal integrou aSegunda Turma, a Primeira Seção, a Corte Especial, a Comissão de Jurisprudência, o Conselho de Administração e o Conselho da Justiça Federal, em  março de 2008.

No magistério, lecionou nas Faculdades de Direito da UFRN, da UFBA, da UCSAL e da AEUDF, como professora de Direito Civil e Direito Processual Civil, de 1972 a 1988; na Faculdade de Direito da Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), de 1977 a 1979; na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Salvador e na Fundação Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, de 1982 a 1989.

Como ministra, foi eleita corregedora nacional de Justiça (2010-2012), sendo a seguir eleita diretora da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), cargo que exerceu até sua aposentadoria, em dezembro de 2013.

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Nêumanne entrevista Thaméa Danelon

Nêumanne entrevista Thaméa Danelon

Lava Jato mostrou

que vale a pena ser honesto,

diz procuradora

Thaméa Danelon atribui divulgação de supostas mensagens entre Moro e Dallagnol a tentativa de desmoralizá-los, feita por quem foi ou teme ser punido

Para a procuradora da República Thaméa Danelon, “o ataque cibernético criminoso sofrido por diversos procuradores da República e pelo próprio ex-juiz Sergio Moro denotam tentativas de frear” a Operação Lava Jato. “Mas”, pondera, “tenho certeza que a sociedade brasileira não permitirá que a Lava Jato tenha o mesmo fim da Operação Mãos Limpas, na Itália.” Protagonista da série Nêumanne Entrevista nesta semana, ela acha que “a divulgação desses supostos diálogos objetivava apenas tentar desgastar a imagem do ex-juiz Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol, pessoas que, juntamente com outros agentes públicos, foram responsáveis pela operação policial de combate à corrupção mais bem-sucedida de todos os tempos, pois a Operação Lava Jato condenou e prendeu diversos poderosos das áreas política e empresarial envolvidos em práticas ilícitas por muitos anos, bem como devolveu à sociedade mais de R$ 3 bilhões, valores que foram subtraídos dos cofres públicos pela prática de crimes gravíssimos”. Ela criticou ainda a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, de condicionar o compartilhamento de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Banco Central e da Receita Federal com o Ministério Público e a Polícia Federal, argumentando que “essa rede de compartilhamento de informações é imprescindível para que crimes de lavagem, corrupção internacional e financiamento do terrorismo sejam combatidos.”

Nascida em 2 de junho de 1974, em Santos, Thaméa Danelon é filha de uma pianista e de um advogado ex-corredor de Stock Car de São Paulo. Separados desde cedo, foi criada pela mãe e pelos avós maternos em Santos. Filha única. Estudou em escola francesa de freiras de sua cidade e, como sempre gostou de se expressar em público, e por ter boa oratória, como toda geminiana, era convidada pela madre superiora para realizar a leitura da Bíblia em missas na própria escola.

Thaméa no FBI nos EUA: “A Lava Jato, que devassou o maior esquema de corrupção da humanidade, já devolveu aos cofres públicos mais de R$ 3 bilhões,”. Foto: Acervo pessoal

Thaméa no FBI nos EUA: “A Lava Jato, que devassou o maior esquema de corrupção da humanidade, já devolveu aos cofres públicos mais de R$ 3 bilhões,”. Foto: Acervo pessoal

Por influência de sua mãe, pianista de escolas de balé clássico, cursou balé por oito anos, mas conheceu o karatê aos 11 anos de idade e se apaixonou pelas artes marciais, sendo faixa marrom. Também aprendeu a tocar piano e violão.

Sempre muito estudiosa, aos 17 anos ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Santos e para conquistar certa “independência financeira” vendia roupas femininas de um amigo que tinha uma confecção. Seu primeiro emprego foi como atendente numa videolocadora, aos 19 anos, local onde conheceu seu primeiro namorado.

Aos 20 anos começou a estagiar no Ministério Público Federal (MPF) e muito se identificou com a carreira de procurador da República, pois “serve à sociedade” em busca de justiça e da diminuição das igualdades sociais. No quarto ano da Faculdade de Direito prestou concurso para analista processual do MPF, cargo de assessoria de procurador, tendo passado em quinto lugar.

Thaméa no Morning Show da Jovem Pan: “partilha dos dados do Coaf é imprescindível para combater crimes de lavagem, corrupção internacional e financiamento do terrorismo. Foto: Acervo pessoal

Thaméa no Morning Show da Jovem Pan: “partilha dos dados do Coaf é imprescindível para combater crimes de lavagem, corrupção internacional e financiamento do terrorismo. Foto: Acervo pessoal

Aos 25 anos foi aprovada no concurso para procurador da República e se mudou para São Paulo. Na nova cidade  deu aulas em universidades e cursos preparatórios para concursos. Como boa descendente de italianos, adora massas, risotos, e cozinhar nos fins de semana para a família. Embora não tenha religião específica, acredita em Deus e tem espiritualidade, crê no poder da oração e da fé. Aos 31 anos casou-se, atualmente é divorciada, e tem uma filha de 9 anos, que diz que “quando crescer será policial federal” (rs).

Mestre em Direito Político e Econômico pelo Mackenzie, foi procuradora-chefe substituta da Procuradoria da República em São Paulo por duas vezes, coordenou o Núcleo de Combate à Corrupção e integrou a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo por dois anos. Atualmente trabalha no combate aos crimes financeiros, de lavagem de dinheiro e corrupção e profere aulas e palestras, pagas e gratuitas. Palmeirense roxa, patriota, esperançosa, otimista e contra injustiças, acredita na evolução da sociedade brasileira e na melhora da situação de nosso país.

Nêumanne entrevista

Thaméa Danelon

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