Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Jornalismo

Nêumanne Entrevista Andrea Matarazzo (4)

Nêumanne Entrevista Andrea Matarazzo (4)

O candidato do PSD à Prefeitura de São Paulo, Andrea Matarazzo, recorre a seu currículo de serviços prestados ao município de maiores orçamento e população no Brasil como subprefeito da Sé, secretário de subprefeituras e vereador, tendo sido ainda secretário da Cultura do Estado, orgulhando-se, por isso, de conhecer minuciosamente seus problemas e de apresentar um elenco de propostas para eles com o trabalho que realizou na Câmara e nas gestões de José Serra e Gilberto Kassab. Na quarta entrevista da série Nêumanne entrevista neste canal garantiu que cumprirá o mandato de quatro anos integralmente, pois não pretende fazer da gestão municipal trampolim para outras disputas eleitorais em qualquer nível. Para ele, uma vitória eventual de sua chapa puro sangue, com a deputada Marta Costa de vice.será o ápice de sua carreira, pois, aos 63 anos, pretende retirar-se da vida pública e “gozar merecido descanso” após o cumprimento integral da missão. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Nêumanne no papo com Moura Brasil

Nêumanne no papo com Moura Brasil

O jornalista José Nêumanne Pinto disse que a força política que mais se destaca no momento com perspectivas para decidir a eleição presidencial de 2022 é o bolsolulismo com uma eventual disputa em segundo turno entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula da Silva ou algum poste petista ou esquerdista por este apoiado. Mas ainda falta muito tempo para a eleição e o desafio de uma economia destroçada pela pandemia e pela incompetência do governo ainda deixa tudo em aberto em 13 anos de déficit público pela frente. A afirmação foi feita no Papo com O Antagonista com Felipe Moura Brasil, que afirmou que pretendentes de partidos tradicionais, como o PT e o PSDB, deixarão a vaga para o ex-juiz Sérgio Moro, que atende aos anseios da sociedade por bandeiras que ainda continuam mobilizando eleitores fora da esquerda e da direita.

Para ver o vídeo do papo no site O Antagonista clique no play abaixo:

No Estadão nesta quarta-feira: Religião, crime e voto

No Estadão nesta quarta-feira: Religião, crime e voto

José Nêumanne

Bolsonaro dá prioridade à reeleição

num Estado corrupto, pentecostal e criminoso

O capitão Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República derrotando todos os caciques da política tradicional brasileira, apoiado em quatro pilares: antipetismo, combate à corrupção, liberalismo econômico e conservadorismo nos costumes. Na campanha, prometeu que, se fosse para adotar o pragmatismo da chamada governabilidade barganhando apoio por verbas públicas, preferia não assumir o cargo ao qual concorria. Sob a condição de ser promovida uma reforma política, que ele estava cansado de saber que não tinha a menor chance de ocorrer.

No governo tornou inviável a permanência do ex-juiz da Lava Jato, símbolo da bem-sucedida faxina nos costumes políticos, Sergio Moro, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, substituindo-o por um fâmulo a quem prometeu uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Tem feito o possível e o improvável para ter como adversário na eleição de 2022, à qual dá prioridade absoluta na gestão, o ex-presidente petista Lula ou qualquer poste ou aliado de esquerda que este apontar. Prepara uma cama de faquir para seu “posto Ipiranga”, que para evitar destino idêntico ao do magistrado paranaense não se incomoda em ser reduzido a “imposto Ipiranga”, negando, assim como fez com a pandemia de covid-19, os preceitos da estabilidade da moeda e da responsabilidade fiscal.

A pretexto da governabilidade por pelo menos oito anos, Bolsonaro correu para o abrigo do baixíssimo clero de seus dois anos de vereador no Rio e 28 como deputado federal, que passou a se denominar Centrão sob a liderança de Eduardo Cunha, que, na presidência da Câmara, defenestrou Dilma Rousseff da Presidência da República. Sem se perturbar com a circulação nas redes sociais de um vídeo de seu guarda-costas, general Augusto Heleno, que se lançou na vida artística da política entoando a paródia do samba de Ary do Cavaco, tornado sucesso por Bezerra da Silva, “se gritar pega centrão, não fica um, meu irmão”.

E adota qualquer atitude para escapar do inquérito do Ministério Público fluminense sobre a suspeita bem fundamentada de prática de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete de seu primogênito, Flávio, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). E ainda mais com a extensão do crime ao próprio gabinete na Câmara dos Deputados, onde empregou Nathalia, filha do investigado Fabrício Queiroz, seu colega na brigada de paraquedistas do Exército e amigo da vida inteira, com óbvias conexões com chefões da milícia e do crime organizado, como o capitão PM Adriano da Nóbrega. Para tanto se expõe a constrangimento impróprio para qualquer cidadão de bem, como as perguntas de repórteres sobre os motivos de depósitos de Queiroz e da mulher, Márcia Aguiar, de R$ 89 mil na conta da primeira-dama, Michelle. Perguntas a que tem respondido com a costumeira elegância, ameaçando esmurrar quem as faz ou chamando-o de otário e bundão.

A pauta dos costumes conservadores está exibindo nesta pandemia a terrível, mas nada evangélica, associação entre confissões pentecostais, o crime individual ou organizado e a corrupção, que não é inédita na política e na gestão pública brasileiras, mas nunca foi de tão explícito descaramento. A pastora e cantora gospel Flordelis Souza, acusada na semana passada pela polícia fluminense de ter usado sete filhos e uma neta para executar com 17 balaços o ex-filho, ex-genro e último marido, o também pastor Anderson do Carmo, mereceu a misericordiosa solidariedade de Michelle Bolsonaro nas redes sociais. O presidente achou por bem levar sua cabo eleitoral mais valorizada, mais uma pastora, Damares Alves, à própria live semanal para evitar a contaminação pelo sangue derramado da vítima do projeto reeleitoral, que une todos os personagens desse episódio sórdido. Parceira da assassina num plano de adoção de menores abandonados, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos disse que a homicida “enganou todo o Brasil”. Não dá para rir dessa piada tétrica. Para anular o desgaste dos flagrantes de sua relação com a criminosa, Bolsonaro envolveu os “300” que fizeram selfies com ele em Foz do Iguaçu.

O que dizer, então, de o quarto pastor deste texto, Everaldo Dias Pereira, frequentador das delações premiadas do propinoduto das empreiteiras corrupteiras, tê-lo batizado e aos três filhos parlamentares nas águas profanadas do Rio Jordão, na Terra Santa? Presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC), pelo qual Wilson Witzel foi eleito e no qual o próprio capitão cloroquina militou, o espírito santo de orelha do governador afastado do Rio de Janeiro está preso. Exerce o papel de água no chope da comemoração de mais uma baixa entre eventuais oponentes do clã Bolsonaro em sua marcha rumo a novo triunfo.

Resta-nos rezar para o messias salvar seu povo das garras dos sócios dessa conjura que torna o Estado que nos governa uma associação de gângsteres de púlpitos, traficantes de armas e drogas, assassinos de ofício e gatunos da gestão pública.

Como anda a coisa, só Jesus na causa nos salvará.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag.A 2 do Estado de S. Paulo da quarta-feira 2 de setembro de 2020)

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No Blog do Nêumanne: Honestidade e garantismo de araque

No Blog do Nêumanne: Honestidade e garantismo de araque

José Nêumanne

Afastamento de Witzel do governo do Rio põe em xeque duas tradições inabaláveis da hipocrisia na política e na gestão do Estado no Brasil: probidade a toda prova e pleno direito de defesa

O escândalo em torno da atuação do governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que culminou em processo de impeachment na Assembleia Legislativa e seu afastamento do cargo por 180 dias pelo Superior Tribunal de Justiça, expõe duas farsas na vida pública nacional. A primeira são as juras de lisura na manipulação do erário tendo como base a falta de prática na política. E a outra, a falsa imparcialidade dos ministros das altas Cortes, garantida pela profusão de habeas corpus concedidos a protagonistas de casos escabrosos de desvios de recursos públicos.

Fuzileiro naval e paraquedista militar de origem, juiz de carreira e marinheiro de primeiríssima viagem em disputa de votos, Wilson Witzel nadou de braçada em mares revoltos da eleição estadual fluminense em 2018. Na disputa apoiou e foi apoiado por outro “azarão” nas eleições gerais: Jair Bolsonaro apostou no antipetismo, no combate à corrupção e na necessidade da reforma da máquina pública como armas de persuasão do eleitor. Com diferenças: ele era realmente iniciante, enquanto o capitão proibido de frequentar a escola de formação de majores, ao contrário, disputou a Presidência após dois anos na Câmara Municipal do Rio e 28 na Câmara dos Deputados. De lambujem, este ainda exibia na bagagem um filho deputado estadual que se tornaria senador, outro, reeleito deputado federal e mais um, vereador desde os 17 anos. Toda a descendência tem sustento garantido sem demissão e perda de renda. E com foro privilegiado.

Ambição de ambos e amadorismo do ex-juiz os separaram. Mesmo encarando evidências cabulosas de participação e proteção em esquema de peculato nos gabinetes de dois filhos e no próprio, administrados por ex-colega na brigada de paraquedistas do Exército, o subtenente PM do Rio Fabrício Queiroz, que protagoniza inquérito no Ministério Público do Estado (MP-RJ) em que figuram depósitos vultosos em dinheiro vivo de um chefão de milícia e empresa que agenciava préstimos de pistoleiros profissionais, o capitão PM do Rio Adriano Magalhães da Nóbrega.

Tudo isso, contudo, está imerso num mar tão poluído quanto a Baía da Guanabara, de dejetos morais que não vêm à tona talvez por causa do peso do material orgânico disponível. Sua reação estúpida a questionamentos sobre depósitos de pelo menos R$ 89 mil reais feitos pelo operador do sistema e sua mulher, Márcia Aguiar, em contas da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, é tratada de forma jocosa por seus asseclas, como o suspeitíssimo líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, e com cínico descaso pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia, que mantém em gaveta trancada mais de 30 processos de impeachment.

Sem capivara similar, Witzel embriagou-se com o ineditismo de seu sucesso eleitoral e apostou todas as fichas em charme inexistente para afundar num pântano que não cuidou de evitar. Como os Bourbons desprezados por Talleyrand, ele fez questão de repetir tudo o que cinco de seus antecessores no Palácio Guanabara fizeram de errado, entre eles o recordista preso por pilantragem, Sérgio Cabral, Mas não deu a mínima atenção aos péssimos resultados penais colhidos pelo inspirador. Como se fartou de citar o copioso noticiário sobre o caso, é acusado de ter lavado dinheiro na contabilidade do escritório de advocacia da mulher, Helena Witzel, assim como foi feito antes com Adriana Ancelmo. As investigações também descobriram que, a exemplo de Cabral, os aliados de Witzel usaram doleiros do Uruguai para movimentar os recursos do esquema. O sistema incluiu ainda cofres e viaturas de uma transportadora de valores, a Fenixx, para guardar o dinheiro, repetindo mais uma vez o grupo de Cabral, que recorria aos serviços da transportadora TransExpert, evitando com isso que o dinheiro passasse pelo sistema bancário oficial. Essa foi a fórmula usada por Cabral e repetida por Witzel para receber e depositar propinas em dinheiro vivo. Método, aliás, similar ao de que é acusado um de seus maiores apoiadores na campanha e hoje inimigo mortal, Flávio, o primogênito de Bolsonaro.

Até agora, contudo, todas as evidências que pesam contra o ex-aliado de campanha, produzidas e vazadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), não causaram o efeito explosivo das revelações da Operação Placebo, que ainda tem a agravante de ter desvendado a malversação de verbas empregadas no combate à pandemia de covid-19. Pois isso adiciona desumanidade à falta de prática e ao desleixo estúpido. O previsível desenrolar dos acontecimentos é a perda do cargo de Witzel retirar de suas mãos o único trunfo importante para enfrentar o inimigo poderoso na Federação: a direção do MP-RJ, que vai ser substituída em janeiro de 2021. A troca pode explicar, embora não justifique, a comemoração da famiglia Bolsonaro da desgraça do paraquedista que não soube esperar sua vez no topo da nova carreira.

Por enquanto, a única carga d’água capaz de alterar o sabor pleno do chope da vitória do aliado que virou inimigo é a prisão do pastor Everaldo Dias Pereira, acusado pela Operação Lava Jato de ter recebido R$ 6 milhões da Odebrecht para dar uma mãozinha amiga a Aécio Neves (PSDB) num debate presidencial na TV em 2014. Ou seja, dois anos antes de ter batizado Bolsonaro (o que também faria com Witzel) no Rio Jordão e quatro antes da eleição dos dois. Mas quem vai prestar atenção nisso? Os bolsonaristas ditos de raiz, ou seja, que vivem enterrados no próprio fanatismo, acreditam piamente que quem o povo elege nunca mais pode perder o mandato, a não ser na eleição seguinte. Embora seu “mito” (ou seja, minto) tenha enterrado os eleitos Collor e Dilma com seus votos e agora trate de sepultar Witzel, eleito com seu apoio em troca de apoiá-lo mesmo tendo a ele faltado a total garantia de seu direito de defesa.

*Jornalista, poeta e escritor

(Publicado no Blog do Nêumanne na segunda-feira 31 de agosto de 2020)

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No YouTube: Nêumanne Entrevista Walter Maierovitch

No YouTube: Nêumanne Entrevista Walter Maierovitch

O desembargador aposentado Walter Maierovitch protagonizou o terceiro vídeo da série Nêumanne Entrevista, inaugurada com Paulo Marinho e Modesto Carvalhosa. Em nossa conversa, ele fez comentários críticos tendo como base sua experiência como juiz na área criminal, que se especializou no combate à corrupção, exercendo por conta dela a presidência do Instituto Giovanni Falcone, mártir da Operação Mãos Limpas na Itália. Fez duras críticas às intervenções monocráticas de Gilmar e Lewandowski na concessão indiscriminada de habeas corpus no STF, em especial algumas que ora se encaminham para anular sentenças de Moro a Lula, podendo levar à liberação da candidatura do ex-presidente petista e até a uma eventual condenação por parcialidade do magistrado que o condenou. Também analisou a desmoralização da PGR desde que Bolsonaro ignorou a lista tríplice e indicou para chefiá-la Aras, que atua como despachante do clã presidencial. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Para ver vídeo no YouTube clique no play abaixo:

No YouTube: Nêumanne entrevista Modesto Carvalhosa

No YouTube: Nêumanne entrevista Modesto Carvalhosa

No segundo vídeo da série Nêumanne entrevista, o professor da USP Modesto Carvalhosa disse que desde o governo Sarney o Centrão de políticos corruptos governa o Brasil, à exceção dos breves governos de Collor e Itamar. Afirmou ainda que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade perdendo a compostura e ferindo o decoro ao pedir ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que recebesse seu advogado, Frederick Wassef, que representava interesses da JBS, e agradecer ao procurador José Adonis Callou pelo mesmo motivo. O jurista também condenou o STF por ter virado uma fábrica de habeas corpus de políticos e grã-finos gatunos. Direto ao assunto, inté. E só a verdade nos salvará.

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