Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Diversos

Nêumanne entrevista Edilson Martins – 2019 (14ª)

Nêumanne entrevista Edilson Martins – 2019 (14ª)

Para ex-Pasquim, Lula preso

prova vitalidade da democracia

Jornalista diz que postagens em redes sociais são predominantemente lixo, inclusive as dele, esta é a era da estupidez planetária e quem quer credibilidade, por óbvio, não as procura

“Lula preso, apesar do desconforto de parte do STF e do STJ, de diferentes corporações, e Temer na fila da cadeia são provas da vitalidade atual da democracia brasileira. Da independência dos Poderes. Até quando nunca se sabe, num país  onde as experiências democráticas são pontuadas, interrompidas, por golpes de Estado”, pontifica Edilson Martins, jornalista, pioneiro em cobertura de ecologia e especialista em Amazônia na última resposta na edição desta semana da série Nêumanne entrevista. O colunista no lendário Pasquim, mítico jornal dito nanico, pioneiro em alternativa à chamada grande imprensa, é impiedoso com a nova versão daquela aventura editorial ao declarar: “nenhuma revolução, até hoje, foi mais democrática, mais contundente, mais desestabilizadora. Que o digam os jornalões. Elas estão promovendo a sacralização dos idiotas, dos imbecis, elevando à condição de filósofo um contador de lorotas, transformando farsantes em celebridades. O idiota tem à mão um jornal, uma rádio, uma TV, é acessado em todo o planeta. Ele deita e rola. O “efeito manada”, antes provincial, municipal, eventualmente nacional, agora é universal. Estamos vivendo o primado da estupidez planetária. Quem quer credibilidade não vai às redes. Por óbvio.”

Edilson trabalha há mais de 40 anos em jornalismo e cinema documental sobre a questão amazônica e a temática indígena. Foto: Acervo pessoal

Edilson trabalha há mais de 40 anos em jornalismo e cinema documental sobre a questão amazônica e a temática indígena. Foto: Acervo pessoal

Edilson Martins é jornalista, escritor e documentarista. Recebeu o prêmio Vladimir Herzog. Trabalhou como repórter especial no Jornal do Brasil, na revista Manchete e foi um dos colunistas do Pasquim. Criou a primeira coluna de ecologia – meio ambiente – na grande imprensa do País, Páginas Verdes. É autor de oito livros, dois de ficção, Makaloba e Bediai – O Selvagem e o Voo das Borboletas Negras. O livro Nossos Índios Nossos Mortos vendeu 400 mil exemplares, certamente um dos mais vendidos no País tratando da questão indígena. Nasceu no Acre, mas vive no Sul/Sudeste desde os 18 anos. O documentário Chico Mendes – Um Povo da Floresta, que tem sua direção e produção, foi um dos mais exibidos na primeira metade dos anos 1990 em todo o Ocidente. Trabalha há mais de 40 anos com a questão indígena, com a Amazônia e, principalmente, com a questão ambiental.  Prepara mais uma série para a televisão sobre a Amazônia. Foi amigo pessoal de Chico Mendes,  Orlando Villas-Bôas, dom Pedro Casaldáliga, Darcy Ribeiro e Apoena Meirelles.

Nêumanne entrevista Edilson Martins

Nêumanne – Recentemente, em entrevista a nosso colega Augusto Nunes na Rádio Jovem Pan, Jair Bolsonaro disse que se pudesse faria do filho Carlos ministro, pois foi ele que o levou à vitória no pleito presidencial. Esse é um, digamos, “mito” das redes sociais. Como “rato” do Facebook e congêneres, o senhor concorda com a assertiva do presidente e com o comportamento que ele tem adotado de governar apenas para o que prometeu a seus devotos em posts no Twitter? 

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Nêumanne entrevista Joaci Góes – 2019 (13ª)

Nêumanne entrevista Joaci Góes – 2019 (13ª)

Para Joaci, Bolsonaro já será mais popular

que Lula em 2020

Relator do Código do Consumidor acha que ação moralizadora da Lava Jato e choque de liberalismo produzirão impacto moral e material que porá fim à crise

O político, empresário e intelectual baiano Joaci de Góes prevê que, “como o Bolsa Família deixa de ser do PT e passa a ser do novo governo, Jair Bolsonaro pouco a pouco vai substituindo o Lula na adoração popular, como se verá nas eleições municipais do próximo ano”. Protagonista da sérieNêumanne Entrevista desta semana no Blog do Nêumanne, o presidente da Academia de Letras da Bahia diz também que “o patológico patrimonialismo que se adonou dos recursos oficiais, num nível sem precedentes na História do mundo, responde pela grave crise em que estamos fundamente imersos. Dessa crise sairemos pela ação moralizadora conjunta da Lava Jato com o choque de liberalismo redentor que começamos a experimentar”. E completa: “A percepção de que cadeia é coisa para os três pês – pretos, pobres e putas – levou ao assalto ao erário brasileiro em dimensões estratosféricas. Mais grave ainda foi a sólida aliança que se formou entre a corrupção e a incompetência, levando à lona nossas maiores empresas públicas. O lado positivo desse monumental freio de arrumação é a generalizada compreensão de que a tarefa de produzir cabe ao setor privado, ficando o Estado (…) com o papel de grande agência reguladora da vida em sociedade, assegurando aos mais carentes um piso de renda que lhes assegure o exercício de uma cidadania digna”.

Joaci autografa seu livro Como Governar um Estado - O Caso da Bahia, editado pela Topbooks. Foro: Acervo pessoal

Joaci autografa seu livro Como Governar um Estado – O Caso da Bahia, editado pela Topbooks. Foro: Acervo pessoal

Joaci Fonseca de Góes é bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia, em 1963, fundou e dirigiu o grupo econômico Góes-Cohabita, dirigiu o jornal Tribuna da Bahia, de que foi proprietário, de 1970 a 1997, quando, o doou aos colaboradores, depois de financeiramente saneado, episódio entre raro e inédito na história da imprensa brasileira. Entre suas realizações, está a Faculdades do Descobrimento (Facdesco), instalada nos municípios de Cabrália e Porto Seguro, que dirigiu até que foi invadida e teve destruídos os seus livros pelos índios, diante da omissão da Funai. Eleito para a Constituinte de 1988, foi autor do artigo 165, parágrafos 5.° e 7.°, combinados com o artigo 35 das Disposições Transitórias, que obriga o Orçamento da União a obedecer a critérios demográficos na aplicação dos recursos regionais. As lideranças nordestinas, mas deixaram que o dispositivo constitucional, considerado por Rômulo Almeida a maior conquista do Nordeste em todos os tempos, virasse letra morta. Foi o relator do Código de Defesa do Consumidor, diploma legal que, sancionado em setembro de 1990, entrou em vigor em março de 1991.
Conferencista, orador e articulista, Joaci publicou os seguintes ensaios: Inveja Nossa de CadaDia, Como lidar com ElaAnatomia do Ódio; A Força da Vocação para o Desenvolvimento dasPessoas e dos Povos; (As) 51 Personalidades (mais) Marcantes do Brasil; As Sete Pragas do BrasilModerno; Como Governar um Estado – O Caso da Bahia. Assina uma coluna semanal no jornalTribuna da Bahia, é comentarista da Rádio Metrópole e consultor educacional das Obras Sociais Irmã Dulce. Ocupa a cadeira n.º 7 da Academia de Letras da Bahia, que tem como patrono José da Silva Lisboa, visconde de Cairu, e como fundador o gramático Ernesto Carneiro Ribeiro, que teve entre seus alunos Castro Alves, Rui Barbosa e Euclides da Cunha. Casado com Lídice Ferraz de Góes, tem dois filhos: Joaci Góes Filho, empresário, e Alex, cantor e compositor e dois netos

Nêumanne entrevista Joaci

 

Para Joaci, "a sólida aliança que se formou entre a corrupção e a incompetência levou à lona nossas maiores empresas públicas." Foto: Acervo pessoal

Para Joaci, “a sólida aliança que se formou entre a corrupção e a incompetência levou à lona nossas maiores empresas públicas.” Foto: Acervo pessoal

Nêumanne – Seu livro Como Governar um Estado – O Caso da Bahia, editado pela Topbooks, deveria ser adotado como uma espécie de vade mecum para qualquer gestor estadual no Brasil. Das lições que o senhor dá nele, quais são, a seu ver, as mais urgentes a seremadotadas no Brasil de hoje?

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Nêumanne entrevista Hugo Studart – 2019 (12ª)

Nêumanne entrevista Hugo Studart – 2019 (12ª)

Ações da esquerda armada

endureceram regime militar, diz professor

Historiador lembra que PC do B foi fundado contra Goulart em 1962, dois anos antes de sua queda, e acha que redemocratização resultou da luta pacífica dos civis

Hugo Studart, autor do livro Borboletas e Lobisomens, revelou que, ao contrário do que se propalou, a esquerda armada não reagiu ao endurecimento do regime militar, mas o contrário. Segundo ele, “o Partido Comunista do Brasil, o PC do B, foi fundado em 1962, em pleno governo democrático de João Goulart, com um programa-manifesto que denunciava o governo burguês de Jango e pregava a luta armada contra ele”. Na edição desta semana da série Nêumanne Entrevista, ele lembrou que “o PC do B enviou seus primeiro militantes para treinamento na Academia Militar de Pequim em fevereiro de 1964, ainda no governou de Goulart, com o objetivo de pegar em armas contra a democracia. Observando o outrora com os olhos de agora, dá para concluir que as organizações da luta armada foram vetores importantes para o endurecimento do regime e a instauração da ditadura militar. E que foi a luta pacífica sob a égide do MDB de Ulysses Guimarães e do Partido Comunista Brasileiro, o velho Partidão, a principal responsável pela redemocratização”. Nas suas contas, na luta militantes mataram entre 140 e 150 militares, civis e companheiros “justiçados” e os militares, cerca de 350 guerrilheiros de esquerda.

Hugo à frente da ONU em Genebra: seu livro A Lei da Selva trata da guerrilha sob a óptica dos militares. Em Borboletas e Lobisomens, guerrilheiros são protagonistas. Foto: Acervo pessoal

Hugo à frente da ONU em Genebra: seu livro A Lei da Selva trata da guerrilha sob a óptica dos militares. Em Borboletas e Lobisomens, guerrilheiros são protagonistas. Foto: Acervo pessoal

O historiador Hugo Studart tem protagonizado um fenômeno curioso diante da atual conjuntura política brasileira, tomada pelo radicalismo ideológico entre extrema direita e extrema esquerda, em que os dois lados tentam distorcer o passado e recontá-lo segundo as conveniências do presente: o equilíbrio na busca pela verdade histórica. Seu livro mais recente, Borboletas e Lobisomens – Vidas, sonhos e mortes dos guerrilheiros do Araguaia (Francisco Alves Editora), lançado em outubro passado em São Paulo, é um exemplo desse equilíbrio.

Por conta dos segredos incômodos que revelou sobre o modo como o Exército exterminou os guerrilheiros, tem provocado reação da direita mais extremada. Paradoxalmente, vêm da extrema esquerda as reações mais violentas – manifestos, atos públicos de repúdio e até piquetes contra os lançamentos – por causa de segredos que os comunistas vinham tentando manter ocultos. A obra, um calhamaço fundamentado em mais de 15 mil páginas de documentos secretos da ditadura e em quase 150 depoimentos orais de sobreviventes, de guerrilheiros, em apenas três meses chegou à terceira edição. Seu livro anterior, A Lei da Selva, no qual revela as estratégias militares na guerrilha do Araguaia, é recordista como referência no livro oficial do governo brasileiro sobre mortos e desaparecidos no regime militar, Direito à Memória e à Verdade, com 53 citações em verbetes, e é apresentado como obra referência pelas bibliotecas de 22 universidades estrangeiras, como Harvard, Yale e Princeton, nos Estados Unidos, e Cambridge, na Inglaterra.

Jornalista investigativo ao longo de quase 30 anos, Studart atuou como repórter, editor, colunista e diretor nos principais veículos do País, como O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, Veja e IstoÉ. Também recebeu prêmios como o Esso e o Abril de Jornalismo e Wladimir Herzog de Direitos Humanos. Em determinado momento, foi migrando de jornalista para professor e historiador. Detentor do título de doutor em História pela Universidade de Brasília, atuou como professor de instituições como Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, Universidade Católica de Brasília, Ibmec e, atualmente, é professor convidado da UnB, onde ministra o curso de História da Ditadura e da Luta Armada no Brasil. É, ainda, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal e da Academia de Letras de Brasília.

Nêumanne entrevista Hugo Studart

Nêumanne – O que o levou a deixar o jornalismo profissional para se dedicar à carreira acadêmica? Leia mais…

Nêumanne entrevista Isabel Lustosa – 2019 (11ª)

Nêumanne entrevista Isabel Lustosa – 2019 (11ª)

Vimos a luz ao sair da caverna
e a ela não voltaremos,
prevê professora

Para historiadora Isabel Lustosa, coisas do Brasil, que são o cerne da nossa identidade, incluídos os valores de humanidade, estão sendo destruídas a golpes de tuítes

Pesquisadora titular da Casa de Rui Barbosa, Isabel Lustosa confessa estar assustada com a onda obscurantista que assola o Brasil hoje. “Gente dizendo que a terra é plana, gente querendo negar as teorias de Darwin, gente negando a eficácia das vacinas, gente querendo pôr Deus em tudo, Ele que, aliás, não precisa disso, porque já está em toda parte. Tendo a ver essa onda como um refluxo que mais adiante será superado”, vaticina. Na edição desta semana da série Nêumanne Entrevista, a doutora em Ciência Política constata também que a destruição da memória de mais de 200 anos de História do Brasil no incêndio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio, “resulta da ignorância e do desprezo pelas universidades, pelos intelectuais e artistas, pelo conhecimento cultural e científico, que dão hoje o tom da sociedade brasileira”. Segundo a autora do livro Insultos Impressos , demonstrando o papel fundamental da imprensa em nossa luta pela independência, “dentro dessa visão obscurantista, as coisas do Brasil, aquelas que constituem o cerne da nossa identidade, incluídos nossos valores de humanidade, de povo alegre, conciliador e acolhedor, vão sendo destruídas a golpes de tuítes”.

Para Isabel, quem dedicou a vida ao Museu Nacional viu no incêndio um sintoma trágico da realidade que o Brasil vive hoje. Foto: Wilton Jr./Estadão

Para Isabel, quem dedicou a vida ao Museu Nacional viu no incêndio um sintoma trágico da realidade que o Brasil vive hoje. Foto: Wilton Jr./Estadão

Nascida em Sobral, Ceará, Isabel Lustosa é pesquisadora titular da Fundação Casa de Rui Barbosa, doutora em Ciência Política desde 1997 pelo antigo Iuperj, atual Iesp-Uerj, membro do Pen Club e sócia do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).  Nas pesquisas que estiveram na base de sua tese de doutorado, defendida em 1997, sob o título Insultos Impressos, demonstrou o papel fundamental da imprensa no processo de independência do Brasil e como ela se constituiu, então, numa esfera pública que deu lugar a embrionárias e imprevisíveis formas de competição política. Nos últimos 20 e anos, a imprensa e a vida política do período joanino e do Primeiro Reinado têm sido o principal tema de suas investigações. Ocupou a Cátedra Simón Bolívar (IHEAL) da Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3, na França (2010-2011) e foi titular da Cátedra Sérgio Buarque de Holanda/Maison des Sciences de l’Homme/Paris para o período 2012-2015, atuando como professora visitante da Universidade de Rennes-2. É autora, entre outros, de Insultos Impressos: a Guerra dos Jornalistas na Independência (Companhia das Letras, 2000), O Nascimento da Imprensa no Brasil (Jorge Zahar, 2003), As Trapaças da Sorte: Ensaios de História e Política Cultural (EDUFMG, 2004).

Nêumanne entrevista Isabel Lustosa

Nêumanne – A que conclusão a senhora chegou ao ser informada de que a polícia descobriu que o incêndio ominoso que destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, resultou de um curto-circuito num aparelho de arcondicionado e que mais uma vez isso não conduzirá a nada que possa levar à punição de nenhum eventual responsável?

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Nêumanne Entrevista Romeu Tuma Jr. – 2019 (10ª)

Nêumanne Entrevista Romeu Tuma Jr. – 2019 (10ª)

Lula era agente duplo servindo

à polícia e às montadoras, diz Tuma

Delegado Tuma Jr. conta que petista informava a seu pai  quem era quem no movimento sindical e combinava greve  com multinacionais para obter vantagens negociais 

“Lula era o tipo de agente duplo, ou seja, passava informações privilegiadas ao meu pai sobre movimentações dos sindicalistas e fazia o jogo das montadoras de veículos para conseguir atender às reivindicações tanto dos empresários quanto dos trabalhadores”, disse o policial Romeu Tuma Jr. nesta edição semanal da série Nêumanne Entrevista neste blog. Autor do best-seller Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado (Topbooks), ele também falou a respeito da investigação sobre a morte do prefeito de Santo André Celso Daniel, quando este coordenava o programa de governo do ex-líder sindical em sua primeira campanha vitoriosa para a Presidência da República. “Condenaram alguns indivíduos como executores, mas, pessoalmente, tenho a convicção de que o Dionísio Severo seria um deles e não foi apontado no processo que se encerrou, fruto da investigação feita pela outra equipe (…). Quanto aos mandantes, não se puniu ninguém e creio que, com a morte do Sérgio Sombra, a última esperança reside numa eventual delação premiada dos empresários de Santo André presos e condenados por participação no esquema de propina comprovado. Ficou muito claro para mim que não interessava aos governos federal e estadual da época investigar mais nada”, revelou.

Tuma aposta que mandantes do assassinato de Celso Daniel não foram descobertos por absoluto desinteresse do Estado e da União: Foto: Acervo pessoal

Tuma aposta que mandantes do assassinato de Celso Daniel não foram descobertos por absoluto desinteresse do Estado e da União: Foto: Acervo pessoal

Paulistano, casado, pai de quatro filhas e avô de uma neta, Romeu Tuma Jr. é advogado e sócio fundador do Escritório Romeu Tuma Sociedade de Advogados. Bacharel em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e Faculdades Integradas Guarulhos (FIG) (1978 a 1982), diplomou-se no Curso Superior de Polícia pela Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo (2000). É especialista em segurança pública e polícia judiciária, tem experiência em projetos de segurança com cidadania, integrando atuação policial, equipamentos sociais, ações de cidadania e direitos humanos. Habilitado em Processo Legislativo e Direito Eleitoral, atuou como Autoridade Central Brasileira em inúmeros acordos de cooperação jurídica internacional em matéria penal, civil, extradição e em questões migratórias, especialmente acordos multilaterais no âmbito do Mercosul. É delegado de polícia da classe especial da Polícia Civil do Estado de São Paulo  e foi secretário nacional de Justiça, do Ministério da Justiça. É delegado de polícia comissionado na Polícia Federal e foi o primeiro chefe da Interpol em São Paulo. Na política, exerceu mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (2003 a 2007), na qual presidiu as Comissões de Segurança Pública e de Defesa dos Direitos do Consumidor, além de ter sido eleito corregedor parlamentar e vice-presidente da Comissão de Administração Pública. Já publicou seis livros, entre os quais se destacam Assassinato de Reputações – Muito Além da Lava Jato (2016), Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado (2013) e Máfia dos Fiscais, Reflexões Sobre oCrime Organizado (2000).

Nêumanne entrevista Romeu Tuma Jr.

Nêumanne – O senhor se lembra precisamente de como conheceu pessoalmente Luiz Inácio Lula da Silva, em que circunstâncias e com qual frequência chegou a conviver com ele?

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Nêumanne entrevista Astier Basílio – 2019 (9ª)

Nêumanne entrevista Astier Basílio – 2019 (9ª)

Esquerda armada não lutou

por democracia

nem venerou Goulart, diz poeta

No relato da guerrilha comunista Astier constatou que presidente deposto em 1964 só foi procurado no exílio por seu adversário, o direitista Lacerda

O poeta, crítico, jornalista, dramaturgo e professor paraibano Astier Basílio, que tem pesquisado e escrito, inclusive no blog O Estado da Arte, no portal do Estado, reuniu argumentos e documentos para desfazer dois mitos da “resistência” da esquerda na cena política brasileira: a de que teria pegado em armas para defender a democracia contra a ditadura militar e a de que o ex-presidente João Goulart, homenageado por Fernando Haddad com o nome do Minhocão, substituindo o de outro ex-presidente, o marechal Costa e Silva, tivesse sido herói e exemplo para seus militantes. “Se a esquerda armada lutava pela democracia, então, obrigatoriamente, tinha de ter sido a favor de Goulart. Os fios para enjambrar a tessitura dessa mentira demandaram alguns remendos”, disse ele, que atualmente estuda na capital da Carélia, no norte da Rússia. E na série Nêumanne Entrevista deste blog, nesta semana, ele completou: “Talvez seja por essa razão que nos últimos anos, sobretudo após a chegada da ex-guerrilheira Dilma Rousseff ao poder, houve uma espécie de reescritura do passado, no qual o presidente deposto foi elevado à categoria de herói da esquerda. O curioso é que não houve uma voz que se levantasse a pedir sua volta quando foi apeado do poder. Nenhuma placa com os dizeres ‘volta Jango’ se ergueu nas passeatas contra a ditadura. Nas listas dos presos políticos trocados em sequestros, João Goulart não figurou nem simbolicamente. E, ironia das ironias, talvez o único grande gesto de consideração, depois do golpe de Estado que o depôs, foi-lhe acenado pela  direita, em 1966.  Quem o visitou no exílio não foi nenhum líder guerrilheiro, nenhum prócer da esquerda, mas ninguém menos que Carlos Lacerda. O ex-governador carioca viajou ao Uruguai para articular a Frente Ampla, que restauraria as eleições”.Astier Basílio é poeta, dramaturgo e jornalista.

Astier sobre o sucesso de Putin: "O caráter viril, forte, é exaltado como uma virtude imprescindível a um líder que conduza a Rússia. E ele sabe muito bem isso" Foto: Augusto Pessoa

Astier sobre o sucesso de Putin: “O caráter viril, forte, é exaltado como uma virtude imprescindível a um líder que conduza a Rússia. E ele sabe muito bem isso” Foto: Augusto Pessoa

Autor de 14 livros, entre os quais Funerais da Fala (Prêmio Novos Autores Paraibanos, 2000) e Finais em Extinção (Prêmio Nacional Correio das Artes, 2010). É citado em Uma História da Poesia Brasileira (Ermakof, 2004), de autoria do escritor Alexei Bueno.  Em 2014 venceu o prêmio nacional de dramaturgia da Funarte, com a peça Maquinista, levada aos palcos pelo grupo cearense Pavilhão da Magnólia. Seu último trabalho foi um musical em cordel, Marco do Rei do Ritmo, em homenagem a Jackson do Pandeiro, a ser lançado, pela editora Mondrongo, da Bahia, em junho. Em 2017, seu romance Supermercado Brasil Novo foi finalista do Prêmio Sesc de Literatura. Com atuação nos cadernos de política e cultura, trabalhou como repórter, subeditor, crítico de teatro e literatura nos jornais Correio da Paraíba e Jornal da Paraíba e foi editor do suplemento Correio das Artes. É colaborador da revista Continente Multicultural, do Recife, e do blog Estado da Arte, do jornal O Estado de S. Paulo. Atuou como professor e coordenador do clube de conversação do Centro de Cultura Brasileira em Moscou. É bolsista do governo russo, estuda atualmente na faculdade preparatória, na Universidade Federal de Petrozavodsk, na República da Carélia. Mês que vem iniciará o canal no YouTube Direto da Rússia, no qual fará pequenas reportagens com o celular, além de comentar os mais importantes episódios e acontecimentos na área da cultura, da política e cotidiano em geral, da Rússia.

Nêumanne entrevista Astier Basílio

Astier diante da casa em que viveu Dostoievski, gênio da literatura russa, que venera desde as leituras de juventude na Paraíba. Foto: Acervo pessoal

Astier diante da casa em que viveu Dostoievski, gênio da literatura russa, que venera desde as leituras de juventude na Paraíba. Foto: Acervo pessoal

Nêumanne – O que o fez sair da Paraíba, perder o contato com os poetas populares que povoaram sua vida desde a infância e mudar-se para a distante e fria Rússia, com uma língua estranha e costumes totalmente diferentes?

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