Site oficial do escritor e jornalista José Nêumanne Pinto

Fortuna Crítica

De João Marcello Bôscoli e José Nêumanne Pinto pelo Whatsapp

De João Marcello Bôscoli e José Nêumanne Pinto pelo Whatsapp

Troca de mensagens entre João Marcello Bôscoli, primogênito de Elis Regina, e José Nêumanne Pinto, depois da vitória da Vai vai no carnaval de São Paulo tendo como tema a vida e a obra da mãe dele

Whatsapp de João marcelo Bôscoli


Querido José,
Aqui é o seu admirador, João – filho da dona Elis, com todo orgulho, amor e dedicação possíveis.

Obrigado pelo carinho comigo. Dia desses levei seu livro autografado pra casa e percebi (mais uma vez): taí um puta cara; alguém que seria amigo dela.
É maluco, mas apesar de não convivermos, sinto-me seu amigo.
Pelas ideias, clareza, inteligência e coragem.
E também pelo Petit, meu mestre, meu Sidney Poitier español de meias coloridas.
vai-vai2
Vamos nos ver mais!
A vida é bela e curta.
Façamos dela, sempre, algo maior.
Tal qual Elis.
Tal qual sua obra – repleta de significados.
Tal qual sua obra. É isso, José – sua obra.
De fora, posso te garantir: és bem mais importante do que imaginas.
Você deixa o Brasil maior.
Um abraço afetuoso,
João


P.S.: José, sei não haver mérito algum em ser filho da Elis. Tenho noção disso desde minha adolescência. É pura sorte.
O que faço é trabalhar duro pra manter sua chama viva. Sem mim aconteceria? Claro! É Elis.
Todavia, tento colaborar:

•2 DVDs
• 3 discos restaurados e remasterizados
• 1 exposição
• 2 livros (o melhor sai em abril, escrito pelo Julio Maria do Estadão)
• 1 musical (ainda em cartaz)
• 1 longa (será rodado esse ano)
• 2 mini séries na Globo (segunda será ano que vem; contrato assinado)
• 1 coleção da Folha com 26 discos e livretos dissecando cada um deles – pode conferir: foi recorde de vendas
• 1 desfile de escola de samba Vai•Vai/campeã – Elis já foi tema da Padre Miguel em 1987

Vem aí:

• Tenho já pronto pra lançar o disco Elis de 1972, primeiro disco com Cesar Mariano (faltam mais 25)

• Tenho 23 horas de imagens inéditas dela em TVs da Alemanha, Japão, Portugal, Itália e Chile

• O site oficial

• A loja oficial

É isso. Desculpe o tamanho do texto…
Resposta de José Nêumanne Pinto
Pronto como estou para enfrentar este ano de dois mil e cinzas, que começa depois do carnaval, foi uma agradabilíssima surpresa encontrar no whatsapp em meu celular sua calorosa, generosa e fraterna mensagem. Temos, de fato, João, os melhores motivos para manter uma relação próxima. Não fui propriamente amigo de Elis, mas convivi com ela ao longo de uns poucos anos sob as bênçãos de um bando de queridíssimos amigos comuns, primeiro Walter Silva Picapau, que se dizia meu “pai jornalístico” no começo na Folha. Depois, foram sendo incorporados Solano Ribeiro, Zuza Homem de Melo, Marcus Vinicius de Andrade, Fernando Faro e Zé Rodrix, que eram mais chegados de mim e dela do que eu dela e ela de mim. Mas tenho certeza, com seu aval agora, de que se Deus nos tivesse a todos dado a graça de conviver mais com Elis, aí sim, você tem razão, eu chegaria a ser honrado com a amizade dela. Acompanhei a apuração do samba em São Paulo (o que nunca tinha feito antes na vida) porque a Vai vai era a escola de Walter e de outro pai jornalístico meu, J. B. Lemos, corintiano como o Picapau. Mas o que me alegrou mesmo foi a escola provar que Elis, a estrela maior, não morreu. Esta mensagem segue por whatsapp para ganhar em rapidez, mas em e-mail acrescentarei o relato do dia maravilhoso em que recebi os presentes que você mandou para minha casa, evidências de seu zelo como filho e como profissional da musica. Urge aqui ainda concordar com sua proposta de compartilharmos a longa saudade que temos da maior cantora que já vi e ouvi na vida e de nosso querido Sidney Potier catalão, Paco Petit. Num jantar no Fasano, ao qual você compareceu, ele me disse: “Querido, você tem uma voz linda no rádio, uma voz de amigo”. Foi isso que me levou ao rádio e, depois, à TV. Li a biografia de sua mãe por Júlio Maria e de novo concordo completamente com você. Por mais esta coincidência, estou começando a pensar na possibilidade de lançar uma campanha aí: “Somos todos filhos de Elis”. Amém, abraço e beijo, Nêumanne

“Eu, Zé Nêumanne, e as náuseas brasileiras”, por Fernando Coelho

“Eu, Zé Nêumanne, e as náuseas brasileiras”, por Fernando Coelho

O jornalista, poeta e escritor José Nêumanne Pinto, editorialista do jornal O Estado de S.Paulo, comentarista da rádio Jovem Pan e da Tv Gazeta, temido porque destemido, é o mais incômodo critico do atual governo e dos governos em mazelas chafurdados. Ao citar-me num comentário semana passada na Pan, me obriga a continuar pensando Brasil. Eu dissera ao Nêumanne que admiro os seus comentários porque ele, perfilado com as observações de Nélson Rodrigues, todos os dias repete o óbvio mais do que ululante para os brasileiros, como consciência recorrente de que nós não podemos ficar à deriva do que acontece no país. José Nêumanne sugere, no comentário mordaz, que o PT peça punição até para o governo de Ernesto Geisel, porque se dizia naquela época, que um dos seus colaboradores, Shigeaki Ueki, o mais novo ministro de Geisel (de Minas E Energia), com 38 anos, roubava com avidez. Não poupou nem Fernando Henrique, nem Getúlio Vargas.

José Nêumane Pinto. Foto do Jornal da Gazeta

José Nêumane Pinto. Foto do Jornal da Gazeta

Encarece, óbvio, que Lula e Dilma não sejam excluídos do pacote cívico-redentor-punitivo. Impeachment com fartura. O jornalista só poupou o Regente Feijó, sacerdote católico nascido em São Paulo em 1784, importante figura política da história do Brasil. Progressista, Feijó queria a abolição do celibato, da escravatura e pedia democracia nas instituições do Estado. Ministro da Justiça em 1831, fora eleito Regente do Império em 1835. Na transformação da Regência Trina em Una. Infelizmente montou um gabinete medíocre. E passou toda a vida perturbado com a própria origem, confusa e desconhecida. O Regente acabou poupado do comentário do José Nêumanne Pinto porque naquela época não havia a Petrobras nem estes partidos políticos possuídos de interesses escusos. Estatelado com o descabimento do Brasil hoje, não me perdoo se não reclamar, às vésperas das Cinzas. Respeitável calendário da liturgia católica, e que em momentos menos confusos, o marco católico, de pré-páscoa, conduzia à reflexão interior. Mais do que nunca, é preciso reflexão a céu aberto. Depois de 5 dias parado por conta de um entusiasmo duvidoso, e até piegas, de gosto panfletário, o Brasil recessivo, parado, trágico, comido nas entranhas pela corrupção, pela mentira política e pela inversão de valores sociais, vai acordar, mais uma vez, com cólica moral. A operação Lava-jato cresce em todos os sentidos. Polvo faminto por apuração. Vai aparecer a lista de políticos envolvidos. Vai aparecer mais miséria. O juiz Joaquim Barbosa, outro de peito aberto, como se diz em minha Bahia, em bom e claro baianês, “um arrombado”, pede a punição do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardoso, por ter recebido advogados da Odebrecht em audiência. E agora, como que cara vamos encarar o começo do ano? Ou vamos deixar que o ano comece depois do São João?

Fernando Coelho, poeta e jornalista baiano

José Nêumanne Pinto premiado com o Troféu Gonzagão

José Nêumanne Pinto premiado com o Troféu Gonzagão

O poeta, escritor, letrista e jornalista paraibano José Nêumanne Pinto ficou tão entusiasmado com o sucesso da festa em que recebeu o Troféu Gonzagão na sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP), em Campina Grande, na quarta-feira 21 de maio, à noite, que vaticinou: “hoje esta festa pode ser definida como o Oscar da música sertaneja. Se continuar tendo este sucesso, o Oscar é que deve terminar sendo conhecido como o Troféu Gonzagão de Hollywood”.

Ao lado do presidente da FIEP, Buega Gadelha, seu amigo de infância, e dos organizadores da premiação, os dançarinos de forró Rilávia Cardoso e Ajalmar Maia, Nêumanne destacou o acerto da homenagem prestada este ano a Dominguinhos. Segundo Nêumanne, “Gonzaga inventou, não apenas o baião, mas também a música regional nordestina, tal como existe hoje. Se não fosse seu gênio de marketing, não haveria essa massiva comemoração de São João no Nordeste inteiro em junho. O engenho de Gonzaga como marqueteiro na Música Popular Brasileira se equipara ao dos sambistas que inventaram o desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro. Mas eles eram muitos e nem todos cariocas como Noel Rosa ou Wilson Baptista. Pois participaram dessa invenção o mineiro Ary Barroso e os baianos Dorival Caymmi e Assis Valente. Gonzaga era o rei venerado pelos nordestinos que conservavam na diáspora a nostalgia da volta ao sertão seco com a volta da chuva. E seu herdeiro Dominguinhos cantou a permanência do sertão no coração e na alma do sertanejo que, não alimentando mais a utopia da volta, conserva hábitos, costumes e cultura nas cidades grandes para as quais arribaram para ganhar a vida. O que é o meu caso e de tantos outros que receberam o troféu neste palco”.

Premiados como Nêumanne, subiram ao palco da FIEP Sérgio Roizenblit, Mariana Aydar, Santanna Cantador, Elba Ramalho, Alcione, Targino Gondim, Alcimar Monteiro, Anastácia, Nando Cordel, Oswaldinho do Acordeon, Lucy Alves, Luizinho Calixto, Sirano, Cezinha, Chambinho do Acordeon, Therezinha do Acordeon, Marcos Farias, Marquinhos Café, Beto Hortis, Gennaro, Liv Moraes, Adelson Viana, Camarão e Os Três do Nordeste.

 

Foto: Amanda Freire.

Nêumanne recebendo o troféu das mãos do presidente da FIEP, o industrial Buega Gadelha

 

Nêumanne na Festa do Troféu Gonzagão com  com Nando Cordel, Alcimar Monteiro, Isabel e Stellita.

Nêumanne na Festa do Troféu Gonzagão com com Nando Cordel, Alcimar Monteiro, Isabel e Stellita. Foto: Amanda Freire

 

Troféu Gonzagão

Nêumanne e o dentista e dançarino Ajalmar Maia. Foto: Amanda Freire.

Terça, 18. Comentário de Nêumanne na TV Gazeta

Terça, 18. Comentário de Nêumanne na TV Gazeta

 

Por que Dilma pode ser reeleita sem ter aprendido a improvisar uma frase de mais de três palavras.

Assista ao vídeo de estreia de Nêumanne no Jornal da Gazeta na terça-feira 18 de fevereiro de 2014:

 

 

 

Para sintonizar a TV Gazeta:
– Onde há cobertura, indico o link bit.ly/retransmissoras
 Onde não há cobertura, indico: tvgazeta.com.br/aovivo

“Nêumanne: Para onde íamos e aonde chegamos”, por Deonísio da Silva*

“Nêumanne: Para onde íamos e aonde chegamos”, por Deonísio da Silva*

A demissão do jornalista e escritor José Nêumanne Pinto do SBT convoca-nos a um momento de reflexão muito pertinente.

Talvez tenha sido um passo decisivo no rumo de uma aliança que tem tudo para dar errado: a submissão ao poder de uma fatia relevante da mídia.

Quem trabalha na mídia ou a ela comparece eventualmente com artigos esporádicos, pode atestar o que digo: semana, sim, semana também, vinham telefonemas, mensagens, dossiês, recortes, excertos de áudios e vídeos, enfim um catatau convidando os destinatários a ajudar os remetentes de tão graves denúncias, repercutindo-as.

Mas pouco a pouco as coisas começaram a mudar. Iniciava-se a construção de um mundo estranho entre os intelectuais, que começava por indulgências plenárias a figuras referenciais que tinham, depois de anos de oposição, chegado ao poder!

Aqueles jornalistas e outros intelectuais que antes eram procurados para receber, não apenas denúncias, mas também calúnias, que pouco a pouco começaram a detectar, passaram a sofrer execrável clivagem. Se não repercutissem, estavam traindo os destinatários, mas muito pior ainda se escrevessem contra os interesses dos remetentes!

Aos poucos, como se combatessem um perigoso vírus, passaram a isolar os recalcitrantes, os indiferentes e principalmente aqueles que, por sua altivez e independência, jamais se tinham curvado a governo algum, nem sequer nos tempos ditatoriais!

Os detalhes me fascinam. Gosto de apreciar o que eles revelam e escondem. Profissionais de Letras, muitos deles habitualmente engajados nessas absolvições a Lula, criticaram asperamente FHC porque ele errou a pronúncia, não a escrita, de UMA palavra! Um ex-senador e ex-ministro dos tempos da ditadura foi atacado furiosamente porque errou a concordância verbal de um sujeito da oração, daqueles que são eles mesmos uma armadilha, coisa que não são em outras línguas. Exemplo: no Português “o povo” requer o verbo no singular, mas o  Inglês “the people” requer o verbo no plural. Dali a dizer ao distinto público e a vender ao governo milhares de exemplares de um livro que absolvia a falta de concordância nominal e a sua companheira inseparável, a concordância verbal, foi um pulinho. Logo “nóis pega o peixe” constituía-se em paradigma emblemático da novilíngua.

Aonde chegamos? Se você é um intelectual capaz de ler os fatos à luz da História, e não ao pálido lume das lamparinas do tempo que dura um mandato, já é de per si um suspeito. (Para melhor definição de “suspeito” e “suposto”, em outros sentidos, ver artigos postados recentemente no blog do audaz jornalista e talentoso romancista Moacir Japiassu).

Ainda que você reconheça figuras admiráveis tentando sinceramente acertar no poder federal, se não deixar de criticar as safadezas de outros, já é, mais do que “suspeito”, culpado! E alguém a ser evitado!

Penso que a demissão de José Nêumanne Pinto do SBT é um sinal dos tempos muito preocupante. Ela se dá por motivos inconfessáveis e por enquanto ele apenas trocou de emissora. Mas quando estiver “tudo dominado”, daí, sim, os ovos da serpente terão descascado, e os filhotes logo saberão o que fazer. O que? O que as cobras criadas vêm tentando fazer há mais tempo!

Só uma penúltima coisinha a mais: em outros tempos, uma demissão assim gerava um caudal de protestos. Agora, não. Porque estão caladinhos aqueles que ontem vociferavam. Eles agora só vociferam a favor! E nisto também se enganam, pois “o silêncio é aquilo que se diz naquilo que se cala”, lição que aprendi de um querido professor.

Portanto, é forçoso reconhecer neles uma vitória parcial que, se for total, colocará o Brasil no rumo aonde já chegaram Argentina e Venezuela. O Brasil dá indícios de caminhar naquela direção. Dependerá de nós que esta via seja interrompida, alterada ou excluída da rota, pois sabemos que isso termina em tragédias! As democracias se apoiam em liberdades, sendo a da imprensa fundamental. E a liberdade é o direito que os outros têm  de serem contra nós, sem que sofram punição alguma por isso, respeitadas as leis.

E a última coisa a ponderar é: quem censura, tem medo. E no caso é bom perguntar: tem medo de quê? Aqueles que se comportam como Nêumanne inspiram medo ao poder. Mas se inspiram medo verdadeiramente, é porque é fraco esse poder. Ou se considera fraco. Em democracias como a dos EUA, falar mal do governo é tão trivial que no decorrer de séculos soubemos mais dos EUA por seus nacionais do que por seus críticos estrangeiros.

Mas no Brasil, onde tudo parece ao contrário, um partido que se jacta de a próxima eleição estar ganha ainda no primeiro turno, dá indícios que deflagrou alianças que têm o fim de evitar o pior!

E o que é “o pior”? É deixar o poder. Daí, sim, o medo passa a pânico. Mesmo por hipótese, convém indagar os motivos deste pânico. (xx)

*Escritor e professor, autor de Avante, sodados: para trás (10ª edição, Prêmio Internacional Casa de las Américas, já publicado também em Cuba, Portugal, e Itália) e De onde vêm as palavras (17ª edição). www.lexikon.com.br

 

Política e Poder: “O que sei de Lula” em foco

Política e Poder: “O que sei de Lula” em foco

Na Folha: “POLÍTICA E PODER. Livros investigam as relações de poder da política brasileira, falam sobre os grandes escândalos que o país presenciou e contam as histórias de líderes que marcaram época.”

Assista à entrevista de Nêumanne no programa do JÔ. Clique aqui! 

Mais sobre o livro “O que sei de Lula”. Clique aqui!

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