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Direto ao Assunto

Comentário no Jornal Eldorado: Cleptocracia partidária

Comentário no Jornal Eldorado: Cleptocracia partidária

Foi votada às pressas uma lei que libera partidos a usar Caixa 2, pagar advogados com dinheiro público, anistiar multas por desaprovação de contas de campanha, aumentar o fundo destinado a financiar campanhas eleitorais, ressuscitar o tempo de propaganda política no rádio e na TV e outras ignomínias. Esta desfaçatez denuncia a falácia da democracia representativa, de que tanto se fala no Brasil, e instala em definitivo a cleptocracia dos chefões das organizações criminosas partidárias. A vontade destes é imposta em leis que não passam pelos plenários, mas por votações simbólicas por líderes das bancadas.
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Assuntos para comentário da quinta-feira 19 de setembro de 2019

1 – Haisem – Câmara aprova lei que dá regalias a partidos – a notícia registrada neste título da chamada no alto da primeira página do Estadão encerra de vez este capítulo da novela da chamada minirreforma eleitoral aprovada na noite de ontem

SONORA_MAIA 1909

2 – Carolina – Petrobrás eleva o preço de Diesel e da gasolina – revela outro título de chamada na primeira página do Estadão de hoje. A que conclusão você chega sobre essa providência tomada após o ataque terrorista ao maior poço de petróleo do mundo na Arábia Saudita

3 – Haisem – Vamos a outra chamada também no alto da primeira no Estadão – Aliado de Moro, Valeixo continua na direção da PF. Qual é a importância desta notícia de um ato aparentemente rotineiro

4 – Carolina – Será que a morte por enquanto misteriosa do ex-presidente da Odebrecht Energia Henrique Valladares pode ter algo a ver com o fato de ele ter sido o delator que revelou propinas da empreiteira aos políticos Aécio Neves e Edison Lobão

5 – Haisem – O que pode estar por trás da ameaça do ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski de tomar decisões autocráticas sobre processos da Operação Lava Jato se demorar o agendamento de reuniões para resolvê-los na Segunda Turma e no plenário

6 – Carolina – O que autoriza outro ministro do STF, Alexandre de Moraes, a bater o martelo para destinar o dinheiro devolvido ao Brasil pelo roubo na Petrobrás para educação e combate a fogo e desmatamento na Amazônia

7 – Haisem – Que motivos você acha que a viúva de Marielle Franco, Mônica Benício, tem para classificar de “desrespeitoso” o parecer dado por Raquel Dodge em seu último dia como procuradora-geral da República para “federalizar” a investigação da execução da vereadora no Rio

8 – Carolina – Será que prospera a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de formar uma comissão de deputados federais e senadores para preparar uma proposta única com o governo para a reforma tributária

SONORA_ROBERTO ROCHA 1909

Direto ao Assunto no YouTube: Batoré e Botafogo contra o povo: o horror!

Direto ao Assunto no YouTube: Batoré e Botafogo contra o povo: o horror!

A aprovação sem debate em comissões nem audiências públicas de uma lei que facilita o crime eleitoral, dificulta a fiscalização, impede a punição e estabelece de vez a ditadura dos chefões das organizações criminosas partidárias no Brasil a toque de caixa na Câmara e no Senado  revela a piada de humor negro que é a tal da democracia representativa no Brasil. Herdeiros de Eduardo Caranguejo Cunha, Davi Batoré Alcolumbre e Rodrigo Botafogo Maia desafiaram o preceito constitucional do governo do povo, pelo povo e para o povo e transformaram a representação do cidadão numa piada de péssimo gosto. A canalha que aprovou essa legislação espúria instalou a cleptocracia partidária de vez entre nós. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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Comentário no Jornal da Gazeta: Congresso trai o povo

Comentário no Jornal da Gazeta: Congresso trai o povo

As últimas votações no Congresso traem explicitamente a vontade do povo e instalam no poder que se diz seu representante uma cleptocracia controlada por chefões de organizações criminosas partidárias. A Câmara tornou lei um projeto esdrúxulo que favorece o crime eleitoral, dificulta a fiscalização e consagra na letra da lei a antiga prática de infratores flagrados serem dispensados sumariamente do pagamento de multas. Tudo isso é resolvido em serões na casa de Maia e as discussões em comissões ou audiências públicas são dispensadas.

Para ver meu comentário no Jornal da Gazeta da TV Gazeta na quarta-feira 16 de setembro de 2019, às 19 horas, clique no link abaixo:

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um milhão2

Direto ao Assunto no YouTube: STF manda e desmanda

Direto ao Assunto no YouTube: STF manda e desmanda

Gilmar Mendes mandou avisar que vai devolver sua vista ao recurso de Lula na Segunda Turma do STF antes de novembro. Seu voto na certa será para soltar o petista por ódio pessoal contra Moro e a Lava Jato desde que começaram a investigar tucanos sob sua proteção. Lewandowski disse que não vai esperar decisão de turma nem de plenário e julgará sozinho, contrariando a natureza colegiada do órgão, os processos da mesma operação. E Alexandre de Moraes decidiu que o dinheiro devolvido da roubalheira da Petrobrás será usado em educação e na Amazônia. Quem lhe deu esse poder de decidir o que fazer com dinheiro que pertence a todos? Não há 1 STF, mas 11. Não dá pra conviver com isso. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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um milhão2

Comentário no Jornal Eldorado: Lei para proveito próprio

Comentário no Jornal Eldorado: Lei para proveito próprio

Aprovada na Câmara de Maia, lei que facilita crime eleitoral e de partidos e autoriza meliantes a pagarem advogados com dinheiro público não passou no Senado e voltou à origem. Alcolumbre traiu pacto da semana passada, mas pressão da sociedade e do grupo Muda Senado devolveu o texto para a Câmara, mantendo o fundão da eleição sem valor determinado e eliminando excrescências. Centrão vai se esforçar para manter o mostrengo original e cabe à sociedade reagir na quarta 18 da forma como venceu a batalha da terça 17 e exigir atitude de representante, e não de dirigente de clube privado, de parlamentares.
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Assuntos para o comentário da quarta-feira 18 de setembro de 2019

 1 – Haisem – A manchete do Estadão de hoje registra: Senado corta benesses a partidos, mas fundo eleitoral pode crescer. Que lições traz à política brasileira esta votação de ontem da lei que, em teoria, pretende reorganizar as disputas eleitorais e a contabilidade dos partidos

SONORA_MAIA 1809

 2 – Carolina – Na discussão específica do texto final aprovado pela Câmara e levado para aprovação do Senado qual senador você destacaria

 3 – Haisem – Que motivos tem o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes para marcar a votação da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, ministro da Justiça, na condenação de Lula em Curitiba

 4 – Carolina – Que significado querem dar o candidato favorito à eleição presidencial na Argentina Alberto Fernández e Chico Buarque ao marcarem visita para quinta-feira a Lula na PF de Curitiba

 5 – Haisem – PGR cita político como suspeito de mandar matar Marielle, revela Estadão na primeira página. Que contribuição você acha que a ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge deu à investigação da execução da vereadora e seu motorista Anderson Gomes, acusando o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Rio Domingos Brazão de ser um dos mandantes do crime

SONORA_DODGE A

 6 – Carolina – O que você acha que o futuro procurador-geral da República, Augusto Aras, tem em vista ao convidar a procuradora Thaméa Danelon, que você entrevistou para seu Blog recentemente, para a equipe dele

 7 – Haisem – Outro título do alto da primeira do Estadão é o seguinte: MP do Rio defende foro especial para Flávio Bolsonaro. Você tem ideia do que pode justificar essa medida

 8 – Carolina – Você acha que a resposta do ex-presidente Michel Temer no programa Roda Viva da TV Cultura anteontem de que não teria contribuído para o golpe contra Dilma Rousseff foi sincericídio ou não passou de um mero lapso de linguagem

No Estadão desta quarta-feira: Uma causa muito nobre e seus infectos parasitas

No Estadão desta quarta-feira: Uma causa muito nobre e seus infectos parasitas

Muita gente tece loas à democracia

para usar a vontade do cidadão em proveito próprio

José Nêumanne*, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2019 | 03h00

Quando Samuel Johnson, tido e havido como o intelectual por excelência na História do Reino Unido, cunhou sua mais famosa entre célebres sentenças definitivas, “o patriotismo é o último refúgio de um canalha”, referiu-se especificamente ao próprio partido político, o Patriotas. O sábio sentia-se incomodado com a invasão da sigla por oportunistas, que se aproveitavam para defender não a causa patriótica a que se referia a denominação, mas diversas maneiras de se aproveitarem do nacionalismo para negócios e interesses próprios. Os movimentos anticolonialistas e o espírito bélico das duas guerras mundiais no século 20 transformaram sua frase em libelo contra o nacionalismo, usado com êxito por nazistas e fascistas.

Essa discussão despertada pelo post de Carlos Bolsonaro é o momento de, sem abrir mão das conquistas civilizatórias da democracia (governo do povo), parodiar a sentença do século 18 na “pérfida Albion” no debate político aqui e agora. A primeira reação provocada pela crítica exposta em redes públicas é sobre poder, relevância e respeito que se deve, ou não, ao autor. Ao lê-la, este escriba lembrou-se de uma anedota clássica do século 20. Diz-se que Pierre Laval, primeiro-ministro da França, ansioso para evitar que os alemães invadissem seu país, sugeriu a Josef Stalin que ganhasse apoio dos católicos aproximando-se do papa Pio 12 para fazer frente a Adolf Hitler. Stalin teria respondido: “O papa?! E quantas divisões (militares) tem o papa?”. Ao ouvir a história, Eugenio Pacelli teria respondido: “Diga a meu filho Josef que ele encontrará minhas divisões no céu”. O filho “02” do presidente da República é um general sem bastão de um exército desarmado de seguidores em redes sociais. Um Aedes aegipti tem poder mais demolidor sobre o regime do que ele.

É mais nociva para nossas instituições democráticas sua falta de representatividade do que arroubos da prole do capitão, esta ou a ameaça de fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) com cabo, soldado e jipe.

A sensação de que a democracia no Brasil é o último refúgio dos corruptos não resulta da impaciência de um vereador nota zero na Câmara do Rio, nem das grosserias do pai dele contra a alta comissária dos Direitos Humanos nas Nações Unidas e Brigitte Macron. Mas da insidiosa mistura que os pseudoarautos do chamado governo do povo, pelo povo e para o povo fazem de seus interesses pessoais e de classe com a vontade popular. A Câmara dos Deputados – composta por um sistema de proporcionalidade que faz o voto de um paulista que mora no Acre 13 vezes mais poderoso do que um acriano eleitor em São Paulo – atua como um clube fechado de líderes de partidos, e não como o poder da cidadania.

Fala-se muito em “democracia representativa” no Brasil, mas a verdade é que, da forma como ela tem funcionado na prática, está mais para uma “cleptocracia partidária”. A distorção matemática, que impede a verdadeira representação do cidadão, relegada ao Executivo de União, Estados e municípios, tem um filhote infame na instituição que exerce o poder de fato no tal “presidencialismo de coalizão”. A Câmara tem 30 bancadas, recorde na História da República. Isso provoca um distanciamento crucial das votações em relação ao cidadão. Ao talante de seu chefão, leis de importância capital para a lisura e a consequente reputação da Casa são submetidas a votações simbólicas pelos líderes das bancadas, que decidem em alinhamento com as direções partidárias, sem prévias audiências públicas.

O texto da lei contra o abuso de autoridade, por exemplo, foi aprovado no Senado e ficou dois anos na Câmara, até passar em rito sumário e votação só de líderes. Deputados presentes tentaram exigir do presidente da sessão, Rodrigo Maia, verificação de quórum para fazer votação nominal, mas ele impôs sua vontade pessoal, jogando a democracia no lixo em nome dela própria.

Outro soit-disant arauto da democracia, Davi Alcolumbre, tentou golpe similar na semana passado para aprovar no Senado projeto ainda mais infame, em teoria, de reorganização dos partidos, mas teve de adiar para esta pela insistência de testemunhas de seu cinismo. Esse projeto autoriza parlamentares acusados de corrupção a usar recursos públicos para remunerarem advogados e dispensa partidos de pagarem multas por infrações à lei eleitoral. Os deputados da esquerda e do Centrão, com ajuda de parte da base governista, lutam para aumentar o fundo eleitoral para absurdos R$ 3,7 bilhões, aprovaram a permissão para os partidos pagarem passagens aéreas para filiados ou não com dinheiro público e retiraram as contas bancárias dos partidos dos controles da Receita Federal de Pessoas Politicamente Expostas. Um execrável descalabro!

Davi Alcolumbre, que, acumpliciado com o relator Roberto Rocha (PSDB-MA), arquivou o inquérito sobre a fraude na eleição que o pôs na presidência do Senado, em que foram computados 82 votos depositados por 81 senadores, e mantém a Casa sem Comissão de Ética, fez veemente defesa da democracia. Rodrigo Maia, eleito com 70 mil votos, no fim da fila da proporcionalidade, e feito presidente da Câmara com apoio do PCdoB ao DEM, também não perdeu a oportunosa ensancha para defender a nobre causa, da qual ele é um dos mais oportunistas parasitas.

O regime dos iguais foi desagravado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que se julga preterida por Bolsonaro, apesar de não ter figurado na lista tríplice dos colegas, e pelo decano do STF, Celso de Mello, que, sem condições de saúde de dar expediente, não cede o alto posto. Na Câmara dos Deputados, Eduardo socorreu o irmão “02” com a frase célebre “a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais”, da lavra de Winston Churchill, primeiro-ministro britânico durante a 2.ª Guerra Mundial, ou “Wilson Church”, em sua prova rara de amor e erudição.

*JORNALISTA, POETA E ESCRITOR

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